MARCELO FERREIRA TENTA CONTER O ÊXODO DA IGREJA MARANATA

MARCELO FERREIRA TENTA CONTER O ÊXODO DA IGREJA MARANATA

6 de novembro de 2026 Off Por Sólon Pereira

Por Sólon Pereira – Projeto Análise | Celeiros

Análise bíblica, textual e pastoral da EBD da Igreja Cristã Maranata de 11 de outubro de 2026, com base na exposição de João 6 e nos apontamentos do autor.

Vídeo de referência: EBD ICM — 11/10/2026 (a partir de 9:02).

Introdução

A aula parte de João 6:48–69, especialmente da passagem em que muitos discípulos deixam de acompanhar Jesus e Pedro responde: “Senhor, para quem iremos? Tu tens as palavras da vida eterna”. A exposição aplica esse episódio a quem se afasta da Igreja Cristã Maranata e associa a saída à razão, à dificuldade de receber o governo do Espírito e à rejeição da palavra revelada.

Nossa análise considera os trechos e as observações reunidos no arquivo. O cuidado é separar o que João afirma, o que os expositores interpretam e o que pode ser um efeito dessa aplicação. Não precisamos presumir a intenção íntima dos participantes para examinar o sentido e as consequências possíveis de suas palavras.

1. João 6 não diz que os discípulos partiram por confiarem na razão

Júlio Filgueiras apresenta a reação dos discípulos como a atitude “daqueles que estavam na razão”. O relato bíblico diz que muitos acharam duro o discurso de Jesus, murmuraram e deixaram de andar com ele. O texto não identifica a razão como causa da saída, nem diz que todos os que partiram rejeitaram Jesus por serem racionalistas.

Há, ainda, uma inversão na frase “eles tinham para quem ir”. Em João 6:68, quem pergunta “para quem iremos?” é Pedro, falando em nome dos que permanecem com Jesus. O evangelho não atribui essa resposta aos discípulos que se retiraram. Assim, a formulação do expositor desloca para quem saiu uma fala que pertence a quem ficou.

É legítimo interpretar que os discípulos não compreenderam ou não aceitaram aquele ensino. Mas dizer que a racionalidade foi o motivo exige argumento adicional. E usar o episódio para classificar como “na razão” qualquer pessoa que questione uma interpretação religiosa não decorre diretamente de João 6.

2. Jesus, o pão da vida, e as mensagens atribuídas aos dons

Antonio Carlos de Oliveira ensina que, hoje, os fiéis comem do pão vivo ao se alimentarem da palavra de Jesus, transmitida diariamente pelo Espírito Santo por meio dos dons espirituais. Em João 6, porém, Jesus se identifica como o pão da vida e afirma que suas palavras são espírito e vida. O capítulo não diz que mensagens recebidas numa instituição específica por meio de dons sejam, automaticamente, o pão da vida ou tenham a mesma autoridade das palavras de Cristo.

A igreja pode aplicar o texto à importância de ouvir a palavra de Deus. O cuidado necessário é não confundir essa aplicação com o que o capítulo declara diretamente. Se uma mensagem particular é apresentada como revelação, ela continua sujeita a exame. Paulo orienta que os demais avaliem as profecias (1 Coríntios 14:29) e que se examine tudo, retendo o que é bom (1 Tessalonicenses 5:20–21).

3. Sangue, Espírito Santo e corpo de Cristo

A exposição relaciona o beber do sangue de Jesus à participação em seu sacrifício e, em seguida, à transformação e à direção do Espírito Santo. A Bíblia relaciona esses temas, mas não os torna a mesma coisa. Hebreus 9:14, por exemplo, fala do sangue de Cristo e do Espírito eterno na mesma passagem, distinguindo-os.

Também é bíblico falar da igreja como corpo de Cristo. A questão é delimitar o alcance da expressão. Em 1 Coríntios 12, o corpo tem muitos membros e é formado pela ação de um só Espírito; o texto não identifica esse corpo com uma denominação específica. Nos apontamentos, Sólon observa que em outros seminários da ICM a “doutrina do corpo” aparece associada exclusivamente aos membros da própria instituição. Como essa comparação depende de aulas anteriores, sua demonstração pública deve indicar os exemplos correspondentes; ela não é provada apenas por este trecho da EBD.

4. “O Espírito queima as considerações racionais”

A frase de que “o Espírito queima as considerações racionais” merece atenção. Associar o Espírito ao fogo em algumas passagens não autoriza concluir que o Espírito destrua o pensamento crítico. A imagem, tal como usada aqui, pode levar o ouvinte a tratar perguntas, conferência de uma profecia ou discordância de uma orientação como sinais de falta de espiritualidade.

Isso é diferente de afirmar que os expositores tenham dito literalmente que toda pergunta é pecado. O ponto verificável é o efeito possível da associação: se a razão é apresentada como impureza a ser queimada, questionar uma interpretação pode parecer uma oposição a Deus. A orientação bíblica para examinar profecias precisa ser considerada junto com o apelo à revelação.

5. O maná: dado bíblico e caracterização do expositor

Marcelo Ferreira descreve o maná como pequeno, sem aparência e desprezado por Israel. Êxodo 16 compara sua aparência à semente de coentro e informa que era branco; também descreve seu sabor. Números 21:5 registra que o povo se queixou do alimento e o chamou de detestável. Assim, dizer que houve desprezo tem apoio num episódio bíblico, mas “sem aparência” é uma avaliação do pregador, não uma descrição explícita do texto.

É importante distinguir a explicação do expositor da linguagem bíblica, especialmente quando uma imagem do Antigo Testamento é usada para sustentar uma aplicação doutrinária.

6. A dificuldade dos discípulos não é atribuída ao batismo no Espírito em João 6

Marcelo afirma que alguns discípulos não compreenderam plenamente Jesus porque ainda não tinham sido batizados com o Espírito Santo. João 6 registra a dificuldade e a saída de muitos, mas não apresenta essa explicação causal. Ela pode ser uma interpretação teológica posterior; não deve ser atribuída ao evangelista como se estivesse escrita no capítulo.

A fala sobre o “homem natural” vem de 1 Coríntios 2. Usá-la para explicar por que os discípulos de João 6 partiram requer uma conexão que a aula precisa demonstrar. Sem essa ponte, existe o risco de qualquer discordância ser classificada como incapacidade espiritual, em vez de ser examinada pelo conteúdo.

7. “Além da letra” e a referência incorreta

Marcelo diz que a palavra é viva, profética e “além da letra”, citando Hebreus 12. A afirmação de que a palavra de Deus é viva e eficaz, capaz de discernir pensamentos e intenções, está em Hebreus 4:12. A referência indicada na fala está incorreta.

Mesmo corrigindo a referência, Hebreus 4:12 não afirma que interpretações particulares de uma igreja possam ser acrescentadas à Bíblia e protegidas de questionamentos. Dizer que a Escritura é viva não torna toda mensagem apresentada como revelação automaticamente verdadeira. A própria Bíblia orienta a avaliação das profecias.

8. Quando fé e razão formam um argumento que não pode ser contestado

A exposição afirma que as verdades espirituais devem ser recebidas por fé e não somente pela razão. Essa afirmação geral pode ser entendida como defesa da confiança em Deus. A dificuldade aparece se ela for usada para concluir que quem discorda de uma interpretação não tem fé ou não compreende as coisas espirituais.

Nesse formato, o argumento se fecha: aceitar a mensagem é prova de fé, e questioná-la se torna prova de falta de fé. Assim, a mensagem não precisa responder à objeção, porque a própria objeção é tratada como defeito espiritual. Fé cristã não transforma toda afirmação de um líder em verdade; as afirmações continuam podendo ser examinadas à luz das Escrituras.

9. A saída é livre, mas o lugar é apresentado como lugar da presença de Deus

Marcelo afirma: “Todos estão livres. Jesus não prende ninguém. Ninguém está preso a uma placa.” Logo depois, porém, diz que a igreja está definida como “o nosso lugar”, “o melhor lugar do mundo” e o lugar onde Jesus fala e onde se consulta o Senhor.

As duas afirmações não são uma contradição lógica automática: alguém pode dizer que a pessoa tem liberdade de sair e, ao mesmo tempo, considerar sua própria comunidade a melhor. A tensão está no modo como essa liberdade é enquadrada. Se a ICM é apresentada como o lugar onde Jesus fala e se consulta o Senhor, um membro pode entender que sair da instituição significa sair da presença ou da direção de Deus. Esse é um efeito possível do discurso, não uma prova da intenção pessoal de quem falou.

A escolha permanece formalmente permitida, mas pode vir acompanhada de medo e culpa. Por isso, a frase “pode ir embora” precisa ser lida junto com as afirmações que associam o lugar institucional à presença de Jesus, às curas, aos livramentos e às revelações.

10. “Para quem iremos?” aponta para Cristo, não para uma placa

A explicação de Marcelo de que Pedro perguntou “para quem”, e não “para onde”, corresponde ao texto de João 6:68. Pedro dirige a pergunta a Jesus e afirma que ele tem palavras de vida eterna. Isso destaca a pessoa de Cristo, não um endereço ou uma instituição.

Na mesma exposição, Marcelo diz que, se alguém está com Jesus, o lugar não importa. Essa fala pode ser lida como reconhecimento de que Jesus não está limitado a uma denominação. Ao mesmo tempo, outras afirmações descrevem a ICM como o lugar definido onde o Senhor fala. Há uma tensão que merece esclarecimento, embora não seja correto apagar a primeira afirmação ou dizer que o expositor negou explicitamente que alguém possa seguir Jesus fora da ICM.

11. “Pequeno rebanho”, “poucos escolhidos” e a aplicação aos ministros

A aula aproxima “muitos são chamados, poucos escolhidos” (Mateus 22:14) e “pequeno rebanho” (Lucas 12:32). Esses textos têm contextos próprios e não identificam a ICM como o grupo exclusivo dos escolhidos. Tampouco o número reduzido de membros, por si só, prova maior fidelidade ou aprovação divina.

A aplicação da pergunta de Jesus aos ministérios — “quereis vós também retirar-vos?” — pode ser entendida como convite à decisão. Mas João 6 não estabelece que um pastor ou ministro deva permanecer numa organização específica. Deixar uma denominação ou função ministerial não equivale necessariamente a abandonar Jesus.

Conclusão: não confundir Cristo com uma interpretação institucional

O ponto mais forte da crítica está na sequência retórica: a razão é associada à saída; mensagens atribuídas aos dons são apresentadas como alimento espiritual; questionar pode ser aproximado de não compreender as coisas de Deus; e a ICM é descrita como o lugar definido onde Jesus fala. Em conjunto, essas ideias podem fazer alguém sentir que sair da instituição é abandonar Cristo, ainda que a aula declare que todos são livres para sair.

Isso não prova que os expositores tenham planejado esse efeito, nem que todo membro o interprete da mesma forma. Mas a aplicação precisa distinguir Jesus de uma liderança, uma denominação ou uma revelação particular. João 6 apresenta Jesus como aquele que tem palavras de vida eterna; não transforma a permanência numa instituição específica em condição para continuar seguindo-o.

DEGRAVAÇÃO DO TRECHO FORNECIDO

O arquivo informa o intervalo de 00:09:02 a 01:04:08, mas a transcrição nele incluída começa em 00:10:30 e termina após a fala sobre a resposta de Pedro, por volta de 00:53. Abaixo reproduzimos o trecho efetivamente presente no documento, sem os apontamentos e comentários do autor. A degravação não foi conferida palavra por palavra com o áudio.

Fonte da gravação

Assistir à EBD no YouTube a partir de 9:02.

JÚLIO FILGUEIRAS

[00:10:30] Saudamos todos os irmãos que estão nas igrejas com a paz do Senhor Jesus. Estudaremos hoje a parte final do sermão do Senhor Jesus, conforme está relatado no Evangelho segundo João, no capítulo 6, dos versos 48 a 69.

Diante da exposição do reino de Deus, conforme o Senhor Jesus expressa no final, a reação daqueles que estavam na razão foi não andar mais com Jesus.

Eles tinham para quem ir. Todavia, aqueles que optaram por seguir a Jesus por causa das palavras de vida eterna, puderam afirmar que creram e conheceram que Jesus é o Cristo, o filho de Deus.

Eu convido para lermos juntos o texto da palavra de Deus, todos que puderem estarem de pé, leiamos o Evangelho segundo João, no capítulo 6, dos versos 48 a 51. Diz assim a palavra do Senhor:

"Eu sou o pão da vida. Vossos pais comeram o maná no deserto e morreram. Este é o pão que desceu do céu, para que o que dele comer não morra. Eu sou o pão vivo que desceu do céu. Se alguém comer deste pão, viverá para sempre. E o pão que eu der é a minha carne, que eu darei pela vida do mundo.”

Vamos nesse momento orar para que o Senhor nos dê a compreensão da sua vontade através da sua palavra. Fechemos os nossos olhos por um instante. Te louvamos, Senhor, pela sua presença no nosso meio e pedimos que o Senhor abra o nosso entendimento para compreendermos a sua palavra, para que o Senhor possa semear em boa terra no nosso coração e a sua palavra possa produzir vida eterna em nós. Pedimos em nome de Jesus. Amém.

[00:13:09] Podem sentar. Vamos entoar o louvor.

Buscai primeiro o reino de Deus.

ANTONIO CARLOS DE OLIVEIRA

[00:15:23] Nós saudamos a todos que participam conosco desta escola bíblica com a paz do Senhor Jesus.

E também cumprimentamos os irmãos que estão em Lisboa, no seminário de Lisboa, inclusive o pastor Alexandre, pastor Amadeu e pastor Gerson, que se deslocaram para Portugal para participarem deste importante seminário que está ocorrendo lá.

Então, os cumprimentamos, inclusive os pastores que lá estão, com a paz do Senhor Jesus.

Dando sequência à palavra já mencionada pelos textos que o pastor Júlio colocou no quadro, que são os versos 49 e 50 do capítulo 6 de João, esses textos falam do maná, o alimento que caiu do céu e que serviu para alimentar o povo de Israel durante a jornada no deserto. Mas isso não impediu que eles morressem.

[00:16:27] A finalidade do Maná era dar-lhes o sustento até a chegada prometida, quando o Maná cessaria após colherem as novidades da terra.

[00:16:42] Agora os seus filhos, seus descendentes, estavam diante de Jesus, tendo a oportunidade de comer o alimento que verdadeiramente desceu do céu para alimentá-los para a vida eterna, como Jesus se expressou nos versos 50 e 51 que nós vamos ler. Pode botar na tela.

Este é o pão que desce do céu para que o que dele comer não morra. Eu sou o pão vivo que desceu do céu. Se alguém comer deste pão, viverá para sempre. E o pão que eu lhe der é a minha carne que eu darei pela vida do mundo.

Hoje podemos comer do pão vivo, pois nos alimentamos da palavra de Jesus, pela qual ele nos fala todos os dias pelo seu Espírito Santo, por meio dos dons espirituais.

A igreja que tem vida é aquela que se alimenta da palavra de Deus, revelada pelo Espírito Santo.

Jesus como pão da vida. Nele se cumprem várias profecias do Velho Testamento, pois ele era o pão que estava ali profetizado. Em Gênesis ele é profetizado quando o Egito passava fome e José tinha pão para dar, apontando para Jesus, que tem o pão da vida enquanto o mundo perece de fome.

[00:18:22] Esse é o sentido quando Jesus dá o pão da vida. Agora Jesus como o pão da vida. Então o texto diz assim em Gênesis:

"Havendo pois fome sobre toda a terra, abriu José tudo em que havia mantimento.

No tabernáculo, agora falando como Jesus diretamente o pão da vida no tabernáculo, ele estava profetizado no pão da mesa da dos pães da proposição. O texto:

E sobre a mesa porás o pão da proposição perante a minha face perpetuamente.

Também no maná escondido dentro da arca da aliança. Também em Êxodo:

Disse também Moisés a Arão: toma um vaso, põe nele um gômer cheio de maná, [corresponde mais ou menos a 2 L], e coloca-o diante do Senhor para guardá-lo para as vossas gerações.

Ele era também o pão ázimo ou asmo, que era o pão sem fermento da festa do culto levítico.

[00:19:34] Em êxodo, também a festa dos pães ázimos guardarás. Sete dias comerá pães ázimos, como te tem ordenado ao tempo apontado no mês de Abibe, porque nele saíste do Egito e ninguém apareça vazio perante mim.

E também estava profetizado no pão de cevada na batalha de Gideão. Juízes.

Chegando pois Gideão, eis que estava contando um homem ao seu companheiro um sonho e dizia: "Eis que tive um sonho e eis que um pão de cevada torrado rodava pelo arraial dos midianitas e chegava até a tenda e a feriu e caiu e a transtornou de cima para baixo e ficou caída."

Então Jesus ali era no na batalha de Gideão era o pão da vida.

Ainda no Velho Testamento, agora nós falamos eh Jesus dá o pão da vida. Falamos Jesus como pão da vida.

[00:20:40] Agora nós vamos falar comer o pão da vida. A tipologia no Velho Testamento, comer do pão da vida.

Por ocasião ainda da saída do Egito, Deus orientou o povo de Israel que sacrificasse o cordeiro que morreria em seu lugar, dando-lhe a vida. Era a Páscoa, né?

Ao se alimentarem da carne do cordeiro, eles estavam se alimentando da experiência de salvação concedida pelo sacrifício do cordeiro, que continha o elemento eterno que lhes deu a vida.

Assim, hoje, comer a carne do filho de Deus significa nos alimentarmos da sua palavra, inclusive as transmitidas por dons espirituais.

Para explicar melhor aos discípulos que ele é o pão da vida, o Senhor lhes disse que esse pão lhes seria dado por meio de sua carne, referindo-se à entrega de sua própria vida em sacrifício na cruz do Calvário, conforme o texto já mencionado em João 6:51, que diz, repetindo:

… e o pão que eu der a minha carne que eu darei pela vida do mundo.

[00:21:53] Ao ouvir estas essas palavras, os judeus se escandalizaram e Jesus usou de palavras ainda mais profundas, conforme os versos de 52 a 55 que nós vamos mencionar.

João 6:52 a 55 diz assim:

"Disputavam pois os judeus entre si, dizendo: Como nos pode dar este a comer sua carne a comer?" Jesus, pois, lhe disse: "Na verdade, na verdade vos digo que se não comerdes a carne do filho do homem e não beberdes o seu sangue, não tereis vida em mim mesmo. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia, porque a minha carne verdadeiramente é comida e meu sangue verdadeiramente é bebida."

Nesses versos da palavra, o Senhor acrescenta mais um elemento que alimentaria o homem para a vida eterna, que é o seu sangue.

[00:23:04] Essas palavras, comer da sua carne e beber do seu sangue, suscitaram entre eles uma discussão, pois não podiam admitir que alguém comesse carne humana e ainda mais, bebesse do sangue humano. Isso era para eles uma afronta à lei de Moisés. Essa expressão de Jesus seria posteriormente mais bem confirmada nas suas palavras durante a ceia com os seus discípulos ao se referir ao seu corpo e ao seu sangue, ali representados pelo pão e pelo vinho.

Assim, o beber do sangue de Jesus corresponde à participação do seu sacrifício, que tem o poder de transformar o homem em nova criatura, passando a ser guiado pelo seu Espírito Santo.

Uma comparação que elucida, que ajuda a compreensão da participação do sangue de Jesus, é com o corpo humano que tem vida. O corpo humano tem vida quando o sangue circula nele, porque o sangue é que dá vida.

[00:24:16] Assim, a igreja é corpo de Cristo e tem vida quando circula nela o Espírito Santo. A igreja só é viva se o Espírito Santo estiver presente nela, se ela estiver cheia do Espírito Santo.

Na última ceia, encontramos uma importante correspondência com esse ensino, pois Jesus, ao tomar o pão, o relacionou ao seu corpo que seria entregue por nós. E ao tomar o cálice, relacionou ao seu sangue derramado para estabelecer a nova aliança. Assim como as palavras de Jesus em João 6 apontavam, para a necessidade de receber pela fé a vida que há em Cristo, na ceia do Senhor se encontra uma expressão visível e memorial de sua morte por nós.

Visível porque os discípulos estavam presentes e memorial porque o Senhor disse que fizesse este ato, essa cerimônia, em memória dele, porque aquela experiência de salvação jamais podia ser esquecida e não pode ser esquecida nas nossas vidas.

Ao ensinar a igreja sobre a ceia, Paulo retoma essa verdade em Primeiro Coríntios, capítulo 11, 23 a 26.

[00:25:37] Participar do pão. Então, o texto tá na tela:

Porque eu recebi do Senhor o que também vos ensinei, que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão e, tendo dado graças, o partiu e disse: "Tomai e comei. Isto é o meu corpo que é partido por vós. Fazei isto em memória de mim.

Participar do pão e do cálice é anunciar a morte do Senhor até que venha. A ceia, portanto, não é apenas uma recordação individual do sacrifício de Cristo, do Senhor Jesus. Ela também é vivida no contexto da comunhão com da igreja. Essa verdade é ampliada em primeiro Coríntios, a primeira carta aos Coríntios, capítulo 10, versos 16 e 17.

Porventura, o cálice de bênção que abençoamos não é a comunhão do sangue de Cristo e o pão que partimos não é porventura a comunhão do corpo de Cristo.

[00:26:48] Muito bem.

O pão que partimos é a comunhão do corpo de Cristo. Há, portanto, uma relação entre participar de Cristo e viver na comunhão com o seu corpo, que é a igreja.

Dessa forma, aquele que se alimenta espiritualmente de Cristo deve também compreender a necessidade de permanecer em comunhão com o corpo. Não podemos separar a nossa comunhão com Cristo da comunhão que ele estabeleceu entre os membros da igreja.

Somos muitos membros, mas formamos um só corpo unidos pela mesma vida que recebemos do Senhor Jesus.

Gostaríamos de ler o verso seguinte, que dá sequência ao pronunciamento do Senhor Jesus quando falava do pão da vida e de comer do seu corpo e da sua carne e beber do seu sangue.

Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele. Assim como o Pai que vive me enviou e eu vivo pelo Pai, assim quem de mim se alimenta também viverá de mim.

A igreja como corpo de Cristo permanece em comunhão com ele. Aquele que vive a doutrina do corpo se alimenta dele e faz parte dele. Não é simplesmente um frequentador do templo, mas participante da comunhão com o corpo.

A carne de Jesus é sua palavra que alimenta a alma e o sangue de Jesus é a vida que o crente recebe através do Espírito Santo.

Em João 6:57, o Senhor diz assim:

"Assim como o Pai que vive me enviou e eu vivo pelo Pai, assim quem de mim se alimenta também viverá por mim".

Pergunta: "Como se alimentar de Jesus?" Da mesma forma como o povo de Israel se alimentava do cordeiro na saída do Egito, conforme já foi mencionado, a carne do cordeiro tinha que ser assada no fogo com pães asmos e ervas amargosas ou ervas amargas, né?

[00:29:12] O texto diz assim:

"Naquele, naquela noite comerão a carne assada no fogo com pães asmos, com ervas amargosas, a comerão."

A carne assada no fogo fala de Jesus revelado pelo Espírito Santo. O fogo queima as impurezas da carne e o Espírito queima as considerações racionais.

O alimento que Jesus tem para nós é dar a sua palavra que ele recebeu do Pai, palavra que dá vida ao homem, como está escrito em Mateus 4:4.

Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus.

Louvado seja o nome do Senhor. Estaremos cantando um louvor enquanto aguardamos a continuidade desta escola bíblica pelo pastor que vai nos suceder.

MARCELO FERREIRA

[00:32:26] Graças a Deus. Nós saudamos a todos os irmãos, as igrejas, aos mana e a tantos irmãos em tantos lugares, com a paz do Senhor. Amém.

Dando a sequência ao estudo de João, capítulo 6, que fala sobre Jesus como pão da vida, nós observamos que alguns dos discípulos de Jesus não compreenderam o sentido espiritual das palavras que foram ditas pelo Senhor.

No verso 8, no verso 58, Jesus vai novamente está se revelando como o pão vivo que desceu do céu. Veja o versículo.

Este é o pão que desceu do céu. Não é o caso dos vossos pais que comeram maná e morreram. Quem comer este pão viverá para sempre.

[00:33:29] Neste verso, Jesus está se revelando novamente como pão vivo que desceu do céu e superior ao maná. Porque aqueles que comeram do maná morreram, mas aqueles que comem e que se alimentam do pão da vida viverão para sempre. Jesus disse: "Quem crê em mim nunca morrerá, mas passou da morte para a vida.

Na verdade, Jesus é o verdadeiro maná que desceu do céu. O maná era pequeno, sem aparência, e foi desprezado pelo povo de Israel, mas foi poderoso para sustentar toda uma nação no deserto.

Jesus como homem era simples, foi desprezado, mas é poderoso para sustentar a igreja na sua jornada.

No versículo 60, que vamos ler agora, está aqui.

Muitos, pois, os seus discípulos, ouvindo isto, disseram: "Duro é esse discurso, quem o pode ouvir?

[00:34:51] O que percebemos neste momento, o que vemos aqui é que alguns dos discípulos acharam que a palavra dada pelo Senhor era muito dura. Daí a expressão: "Duro é esse discurso."

Veja, irmãos, a palavra do Senhor é pesada para quem está na carne, porque para quem está no espírito, a palavra do Senhor é leve. E é abençoadora.

Por isso o próprio Senhor disse: "Porque meu julgo é suave e o meu fardo é leve.

Para quem está no espírito, a palavra não é dura nem pesada, ela é uma palavra de salvação. Ela é a nossa força e o vigor que há em nós para chegarmos ao grande dia em que Jesus vai voltar. Amém.

[00:35:44] Agora, ao lermos o verso 61, que está aqui na tela,

sabendo pois, Jesus em si mesmo que os seus discípulos murmuravam disto, disse-lhes: "Isto vos escandaliza?" Foi a pergunta que o Senhor Jesus fez para eles. Isto vos escandaliza?

O Senhor estava fazendo essa pergunta porque percebeu que os discípulos não estavam compreendendo plenamente o ensino do Senhor Jesus. Por quê? Porque eles ainda não tinham sido batizados com o Espírito Santo.

E a palavra nos ensina que o homem natural não compreende as coisas espirituais, porque as coisas espirituais só se discernem espiritualmente.

Então, para o homem natural, ele se escandaliza com as coisas espirituais. Mas o homem espiritual crê e se fortalece nos ensinos de Jesus.

[00:36:57] O homem espiritual se alimenta daquilo que é espiritual, do pão vivo que desceu do céu, como está escrito na carta aos Coríntios. Veja o que diz o texto.

Ora, o homem natural não compreende as coisas do espírito de Deus, porque lhe parecem loucura e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente.

Dando a sequência ao discurso de Jesus, nós iremos ver como eles reagiram diante desta palavra que foi dada pelo Senhor a eles.

Como seria, pois agora versículo seguinte, que seria pois se vissem subir o filho do homem para onde primeiro estava?

[00:37:55] Agora o Senhor está falando com ele, com eles, a seguinte palavra: "Se vocês estão escandalizados, porque eu vos disse: quem não comer da minha carne e não beber do meu sangue". Se isso vos escandaliza, imagina se eu vos falar coisas maiores, porque coisas maiores iriam acontecer na vida dos discípulos e na história da igreja. E ele vai dar esse exemplo. Quanto mais se eu vos disser que os vossos próprios olhos verão o filho do homem subir, voltando para o lugar da onde ele veio. Jesus está falando da sua ascensão aos céus.

E essa palavra que Jesus estava dando a eles se cumpriu porque não muitas oliveiras após a ressurreição, enquanto eles estavam vendo Jesus subir ao céu em um corpo espiritual apareceu dois anjos. Dois anjos com vestes brancas que disse a eles: "Varões galileus".

[00:39:07] Olha o que o texto disse.

Varões galileus, por que estais olhando para o céu? Este mesmo Jesus que dentre vós foi recebido em cima do céu, há de vir, assim como para o céu ouvistes ir.

Ali estava a promessa. Aquele que foi, ele vai voltar. Ele vai voltar. Ele vai voltar. Foi a promessa feita no Monte das Oliveiras que a igreja crê e confessa. Esse é o grito profético que está em nosso coração: Maranata, ora vem, Senhor Jesus. Aleluia.

Nós veremos agora no próximo versículo, que é o versículo 63, uma outra palavra do Senhor Jesus, continuando o seu ensino e o seu discurso para os discípulos.

O espírito é o que vivifica, a carne para nada aproveita. As palavras que eu vos disse são espírito e vida.

O Senhor Jesus estava ensinando que as obras da carne para nada aproveita, enquanto o fruto do espírito gera vida e edificação.

[00:40:35] Ele também está afirmando que a palavra dele é espírito e vida. Esse ensino é importante, que a palavra dele era espírito e vida. Isso mostra o quê? Isso mostra que a palavra do Senhor não é letra morta, não é uma letra limitada ao tempo, mas a palavra é viva, é eterna, ela permanece para sempre.

Céus e terras passarão, mas as minhas palavras permanecem para sempre.

A palavra para nós não é somente um livro com letras, ela é viva, ela é profética, ela é além da letra. Ela fala a mente, mas ela fala a alma. Ela nos faz saltar dessa vida para a vida eterna em Cristo Jesus. E esse isso está muito claro no texto de Hebreus 12, que diz:

"Porque a palavra de Deus é viva e eficaz e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes e penetra até a divisão da alma e do espírito, das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e as intenções do coração.

Dando sequência ao discurso do Senhor. Agora lemos de o verso 64, que diz:

"Mas alguns de vós não creem, porque bem sabia Jesus desde o princípio quem era os que não criam e quem era o que o havia de entregar, o havia de trair."

[00:42:26] Veja, durante todo o discurso, o senhor já sabia quem estava crendo e quem não estava crendo. O Senhor nunca se surpreende com o homem. Ele já sabia que havia uma dúvida no coração deles. E o que que nós aprendemos em relação a isso? Que aqueles que não creem têm dificuldade de compreender a obra do Senhor, pois as verdades espirituais elas precisam ser recebidas por fé e não somente pela razão.

O Senhor está mostrando que há uma ligação entre a compreensão e a fé. Ele está mostrando que há uma ligação entre o entendimento das coisas de Deus e o tanto que você crê.

Aquele que crê, ele consegue compreender a obra de Deus. Aquele que tem a fé, ele consegue compreender e aceitar os mistérios de Deus. E esse fundamento ou esse princípio fica muito claro na carta aos Hebreus. Ó o que diz o texto.

[00:43:44] Não precisa nem ler o texto todo.

Pela fé, [a igreja pode completar]. Pela fé entendemos que os mundos pela palavra de Deus foram criados.

Só que.. Entendeu? Como que entendeu? Pela fé. Pela fé entendemos. Quando você crê, você abre o seu entendimento para compreender os mistérios de Deus, a obra do Senhor.

Sem fé você não consegue entender coisas espirituais, porque são como loucura para quem tá na razão, mas para quem tá no espírito, é o poder de Deus para nossa salvação.

Dando então sequência, o próximo versículo é o 65. Veja o que diz esse texto:

E dizia: "Por isso eu vos disse que ninguém pode vir a mim se meu pai não lhe se por meu pai lhe não for concedido."

O que que o Senhor está dizendo aqui?

[00:44:56] Ninguém vem a mim se pelo meu pai foi concedido. Ninguém vem ao filho se o pai não trouxer. Ele está mostrando que na obra da salvação não há mérito em nós. Não é pelas nossas obras, não foi pelo nosso esforço, mas foi o Pai que nos trouxe.

Salvos sois pela graça mediante a fé. E isso não é dom, isso não é fruto da nosso esforço, é dom de Deus.

Então, quem nos trouxe? O Pai nos trouxe a Jesus. O nosso encontro com Jesus foi organizado pelo Pai. Chegamos ao Filho porque o pai nos trouxe para uma tão grande e maravilhosa salvação. Então, por isso que nós somos gratos pela salvação e dizemos: "Não a nós, Senhor, não a nós, mas ao teu nome na glória".

[00:46:03] Agora, irmãos, após Jesus dizer esta palavra, vai acontecer algo muito significativo, porque essa palavra Jesus estava dando para os discípulos que estavam ali. Era uma palavra, não era para a multidão de desconhecidos, era para um grupo grande de discípulos.

E aqui, após Jesus encerrar esse discurso, vários discípulos começaram a ir embora, começaram a abandonar Jesus, porque haviam compreendido, essa palavra é muito dura. Quem é que pode suportar isso? Eles não compreenderam os mistérios estavam ouvindo e começaram embora. Olha o que o texto disse. Diz:

"Desde então muitos dos seus discípulos tornaram para trás e já não andavam mais com Jesus.

Para quantos!

[00:47:18] A santificação é algo duro. A obediência é algo duro. A dependência do espírito é algo duro? E além da letra é algo duro? Governo do espírito é algo duro? Há muitos que se retiram porque aquilo que é espiritual lhes parece duro. Eles não querem esse discurso e viram as costas pro Senhor e se vão a igreja não. A igreja permanece. A igreja nunca vira as costas pro Senhor, porque para nós, governo do espírito não é peso, é salvação. Dependência do Senhor não é um castigo, é livramento. Santificação não é peso, é estar mais perto de Deus. É sentir o Senhor Emanuel Deus conosco.

Palavra revelada não é loucura para nós. Palavra revelada é alimento. É pão vivo do céu alimentando o nosso coração.

O caminho é estreito, mas o caminho é maravilhoso.

[00:48:29] O caminho é estreito, mas é cheio de bênçãos. O a porta é apertada, mas ela nos leva ao encontro para sempre com o Senhor da nossa salvação. Nesse momento, muitos começaram a se retirar e se foram.

[00:48:50] Todos estão livres. Jesus não prende ninguém. Ninguém está preso a uma placa. Para nós a obra não é uma religião. Eles quiserem ir embora, senhor deixou. Quem quiser ir embora está livre e pode levar tudo que recebeu. As curas, os bens, os livramentos, as vitórias podem ir embora.

Mas a igreja está definida. Este é o nosso lugar. A presença do Senhor é o melhor lugar do mundo. Esse é o lugar que escolhemos para viver. Esse lugar que nós procurávamos, o lugar onde Jesus está falando, onde há dons espirituais, onde consultamos, o Senhor fala conosco.

E agora, meus irmãos, viria um momento importante no ministério de Jesus em relação ao colégio apostólico, porque agora o Senhor vai se voltar para eles, só pros 12.

[00:50:09] De uma multidão de discípulos restaram os 12.

Muitos são chamados, poucos são escolhidos.

Jesus quando se dirigiu ao seu rebanho, disse: "Ó pequeno rebanho, ao Pai aprouve dar-vos o reino". Ele chamou a sua igreja de um pequeno rebanho. Não há muitos que querem se consagrar, não há muitos que querem obedecer, mas sempre haverá fiéis que querem viver aos pés do Senhor Jesus.

E agora esse momento decisivo para o colégio apostólico. Jesus se volta somente para os 12. Aqui está o texto.

Então disse Jesus aos 12, ao colégio apostólico, quereis vós também retirar-vos?

Era momento de decisão, era um momento de definição, não somente para discípulos, até para ministérios.

[00:51:30] Agora eram conversa do Senhor com os apóstolos. Vocês querem ir embora? Quem quiser já pode ir embora.

Veja, irmãos, como que a palavra do Senhor gera definição. Veja que como a palavra do Senhor leva as pessoas a tomarem uma decisão e a palavra está posta. E é a palavra da salvação. É uma palavra de obediência, é uma palavra de santificação. Todos estão livres.

E agora vamos ver a resposta de Pedro a essa pergunta do Senhor Jesus. E aqui está a resposta de Pedro.

Respondeu-lhe, pois, Simão Pedro: "Senhor, para quem iremos nós? Tu tens as palavras da vida eterna.

Louvado seja o nome do Senhor. Vamos ler juntos, irmãos, todos comigo. A igreja respondeu-lhe pois, Simão Pedro: "Senhor, para que iremos nós? Tu tens as palavras da vida eterna. Louvado seja o nome do Senhor.

[00:52:54] Perceba, irmãos, não era para onde ir, era para quem ir.

Não era sobre onde ir, é com quem.

Alguns leem esse texto assim: "Senhor, para onde iremos nós?" Não é para onde, é para quem? Não é questão de lugar. As pessoas pensam, não é questão de lugar. Você pode entrar em muitos lugares, mas sem Jesus o que vale?

Mas se você estiver com Jesus, não importa o lugar, ele é a nossa salvação, ele é a nossa segurança.

Você pode estar no vale da sombra da morte, mas vai dizer: "Mas tu estás comigo". Então não importa lugar, o que importa é estar com Jesus.

Porque com ele a nossa salvação está garantida. Porque não há outro, irmãos. Era a palavra que Pedro queria dizer a Jesus:

"Senhor, não há outro. Para onde? Para que iremos? Não há outro.”

Nós só temos Jesus e ele nos basta. Porque Jesus é tudo para nós. Jesus nos é suficiente. Porque tudo que procuramos em tantos lugares e não haviam, porque não estavam em lugares, nós encontramos em Jesus porque Jesus foi resposta de Deus ao pecador. Então, nós que temos o Senhor Jesus, nós podemos glorificar, nós podemos bem dizer, nós não precisamos ir a lugar nenhum, porque nós encontramos aquele que buscava a nossa alma.

E encerrando a expressão de a resposta de Pedro, e nós temos crido e conhecido que tu és o Cristo, o filho de Deus.

De pé, irmãos, e vamos encerrar juntos.

A confissão de Pedro também é a nossa confissão. Juntos nessa confissão diante do Senhor comigo.

E nós temos crido e conhecido que tu és o Cristo, o filho de Deus.

Louvado seja o nome do Senhor.