EBD MARANATA CONTRADIZ A FESTA DA DEDICAÇÃO? | FÉ E BÊNÇÃOS
Por Sólon Pereira – Projeto Análise | Celeiros
Análise bíblica, ética e textual da EBD da Igreja Cristã Maranata de 4 de outubro de 2026. A degravação fornecida vem integralmente depois da análise.
Vídeo de referência: EBD ICM — 4/10/2026 (a partir de 10:25). O trecho transcrito vai de 00:10:25 a 00:48:20.
Introdução: o pão que perece e o pão da vida
A exposição percorre João 6:25–48, em que Jesus confronta a multidão que o procura depois da multiplicação dos pães e se apresenta como o pão da vida. A aula chama atenção para a prioridade da vida eterna, mas também aproxima o texto de bênçãos materiais, da chamada “Obra” e das orientações do Mês da Dedicação. O ponto crítico não é negar que a Bíblia fale de provisão material; é perguntar se as aplicações apresentadas decorrem do texto e se são formuladas com precisão.
1. Seguidores, multidão e compreensão
Júlio Filgueiras descreve pessoas que seguiam Jesus, o reconheciam como enviado de Deus e queriam aprender. Alexandre Brasil afirma que elas ainda não conheciam o bom pastor nem compreendiam o evangelho do reino. Essas descrições não são necessariamente incompatíveis: acompanhar alguém e reconhecê-lo como profeta não significa compreender plenamente sua identidade nem crer nele. João 6 distingue busca, reconhecimento e fé.
Ainda assim, a aula não explicita essa distinção. Alexandre também reconhece que a multidão identificava Jesus como o profeta esperado, enquanto Gilson Sousa alterna entre dizer que aquelas pessoas não seguiam Jesus e chamá-las de multidão de seus seguidores. A leitura pode ser conciliada se “seguir” tiver sentidos diferentes; sem essa explicação, o ouvinte precisa completá-la.
2. A pergunta sobre as obras não prova salvação pelas obras da lei
Em João 6:28–29, a multidão pergunta o que deve fazer para realizar as obras de Deus, e Jesus responde que a obra de Deus é crer naquele que ele enviou. Alexandre interpreta a pergunta como evidência de que as pessoas entendiam a salvação como resultado das obras da lei. Essa conclusão vai além do que os versículos dizem expressamente: a pergunta, por si só, não estabelece qual doutrina de salvação a multidão professava.
Também é preciso distinguir “fazer algo para agradar a Deus” de tentar adquirir mérito para ser salvo. Serviço e obediência podem ser apresentados como resposta à fé. A própria referência a Efésios 2:8–10 separa salvação pela graça das boas obras para as quais os cristãos são criados. A exposição aproxima essas ideias sem demonstrar que sejam equivalentes.
3. “O Senhor tem nos dado isso em abundância”
Ao falar do pão material, Alexandre inclui trabalho e saúde e afirma que o Senhor tem dado essas coisas “em abundância” e “nos fartado”. Em seguida, diz que bênçãos materiais podem ter finalidade espiritual. Essa última observação oferece uma ponte coerente entre provisão material e vida espiritual. Mas a afirmação de abundância fica ampla: refere-se à provisão necessária, à saúde, à prosperidade ou a algum grupo específico? A aula não define o alcance.
A pergunta importa porque a experiência dos fiéis é diversa: há pessoas enfermas, desempregadas ou em necessidade. Por isso, a fala não deveria ser usada para concluir que todos recebem saúde ou prosperidade abundantes, nem para atribuir a falta delas a uma falha de fé. O texto apresentado não sustenta essa generalização.
4. A prioridade do Reino e o valor dos bens materiais
Alexandre ensina que a prioridade deve ser buscar a vida eterna e ajuntar tesouros no céu, e usa a parábola do rico insensato para criticar a confiança nos bens. Esse alerta é compatível com o ensino bíblico. Contudo, a formulação de que o pão material “não tem qualquer valor” para o Reino parece absoluta demais, sobretudo porque, pouco antes, o próprio expositor reconhece a necessidade do trabalho e da saúde e diz que Deus concede bênçãos materiais com propósitos espirituais.
O ensino ficaria mais claro se distinguisse entre transformar a riqueza em finalidade da vida e reconhecer o valor de alimento, trabalho, saúde e recursos usados para servir e cuidar de pessoas. Uma comparação com o patrimônio institucional da ICM também exigiria fonte documental específica; a cifra de R$ 2 bilhões mencionada nas notas de análise não foi confirmada e, por isso, não é tratada aqui como fato.
5. A aplicação sobre o rei de Sodoma
Alexandre resume o diálogo de Gênesis 14 como se o rei de Sodoma dissesse a Abraão: “fica com tudo que é material; eu vou ficar com as almas”, e associa essa fala ao príncipe deste mundo. No contexto do capítulo, porém, a conversa trata das pessoas e dos bens recuperados após a batalha: o rei pede as pessoas e oferece os bens a Abraão, que recusa enriquecer com o que não era seu. A palavra “almas” pode significar pessoas; o episódio não descreve, por si só, uma negociação espiritual sobre quem ficará com a alma humana.
Uma aplicação simbólica pode ser proposta, mas deve ser identificada como aplicação, não apresentada como o sentido evidente da narrativa. O texto também não autoriza concluir que o rei de Sodoma esteja falando do príncipe deste mundo.
6. A palavra “obra” muda de sentido
Na exposição, “obra” se refere sucessivamente às obras da lei, à fé em Jesus como obra principal, à obra redentora, às boas obras, ao projeto institucional chamado “Obra” e à santificação. Esses conceitos podem se relacionar, mas não são sinônimos. A repetição da mesma palavra não demonstra que todos tenham o mesmo significado.
A frase “não é nós que vamos fazer” também pede precisão. Efésios 2:10 diz que Deus preparou boas obras para que andemos nelas: a iniciativa é de Deus, mas os cristãos efetivamente agem. E a exposição não demonstra que a obra redentora de Cristo, as boas obras cristãs e aquilo que a instituição chama de “Obra” sejam equivalentes.
7. A promessa do Mês da Dedicação e a tensão com a crítica ao interesse material
A mensagem do Mês da Dedicação afirma: “Na fidelidade às orientações do Mês da Dedicação, o Senhor concederá bênçãos de saúde, renovação espiritual e fortalecimento para servi-lo com alegria e perseverança.” Isso não é uma contradição direta entre salvação pela graça e salvação pelas obras: a frase promete bênçãos, não salvação, e inclui finalidades espirituais.
Existe, porém, uma tensão que merece resposta. Se a aula critica quem busca Jesus por benefícios passageiros, por que anunciar saúde como benefício concedido em associação à fidelidade a orientações de um programa institucional? Alexandre afirma que bênçãos materiais podem ter propósito espiritual, o que permite alguma conciliação. Ainda assim, não é explicado qual fundamento autoriza garantir especificamente essas bênçãos em conexão com esse programa.
A mensagem tampouco esclarece como deve ser entendida por alguém que segue as orientações e continua doente. Não seria justo concluir automaticamente que essa pessoa deixou de ser dedicada ou fiel.
8. A frase sobre os sinais precisa ser conferida no áudio
A degravação registra Alexandre dizendo: “Então, esses sinais deveriam constituir a finalidade da busca por Jesus.” Logo depois, ele explica que os sinais apontavam para Jesus e conduziam à fé; mais adiante, critica a busca concentrada no benefício material. “Constituir a finalidade” parece destoar do argumento. Pelo contexto, talvez tenha sido um lapso oral ou de transcrição, mas é preciso conferir o áudio antes de fazer dessa frase uma acusação doutrinária. A fala “o pão é dado somente para o Pai” também aparece truncada nas notas; não extraímos dela uma conclusão.
9. “A murmuração sempre decorre do conhecimento apenas racional”
Gilson afirma que “a murmuração sempre decorre do conhecimento apenas racional de Deus”. O problema está no “sempre”: João 6 apresenta uma objeção específica à origem celestial de Jesus, mas não demonstra que toda murmuração tenha essa causa, nem que o raciocínio seja necessariamente o seu motivo.
A exposição poderia dizer que, naquele episódio, alguns limitaram sua compreensão de Jesus à origem familiar que conheciam. Em vez disso, transforma uma observação particular numa regra geral que opõe razão e revelação. Examinar uma afirmação não equivale, por si só, a rejeitar a ação do Espírito; os bereanos, por exemplo, conferiam nas Escrituras o que ouviam. Neste trecho, Gilson não afirma expressamente que discordar dos dirigentes da ICM seja murmurar contra Deus; atribuir-lhe essa equivalência explícita ultrapassaria a transcrição.
10. Duas aplicações de João 6:46
Perto de 44:51, Gilson aplica a frase “você é de Deus, então você tem visto o Pai” aos ouvintes. Mais tarde, afirma que somente o Filho viu diretamente o Pai por proceder de Deus. É possível distinguir conhecer o Pai pela revelação de Jesus de tê-lo visto no sentido singular atribuído ao Filho, mas essa distinção não é explicada com clareza e o sentido de “ver” oscila.
Gilson também observa que o verbo traduzido como “vem” está no particípio presente, descrevendo alguém que vem. Essa observação gramatical, sozinha, não resolve a discussão sobre perseverança ou salvação; a conclusão depende também do contexto e do argumento do capítulo.
Conclusão
A exposição acerta ao destacar que Jesus não deve ser reduzido a um provedor de benefícios imediatos e que o pão da vida aponta para a vida eterna. As dificuldades aparecem quando interpretações são apresentadas como se fossem explícitas no texto, quando uma palavra assume vários sentidos sem distinção e quando uma promessa institucional de saúde não recebe explicação suficiente. A crítica mais sólida, portanto, não é declarar que toda a aula se contradiz, mas pedir rigor exegético e coerência na relação entre provisão material, fé, fidelidade e promessas de bênção.
DEGRAVAÇÃO COMPLETA
Transcrição do arquivo fornecido, do trecho 00:10:25 a 00:48:20. A redação abaixo reproduz o material recebido; não foi feita conferência independente, palavra por palavra, com o áudio. As falas truncadas foram mantidas e sinalizadas na análise.
Fonte da gravação
Assistir à EBD no YouTube a partir de 10:25.
JÚLIO FILGUEIRAS
[00:10:25] A partir desse momento, estamos conectados com os nossos irmãos que estão nas igrejas presencialmente e saudamos a todos com a paz do Senhor Jesus.
Estudaremos nessa manhã os discursos ou sermões do Senhor Jesus, dando continuidade aos ensinos. E especialmente hoje nós vamos ler a palavra do Senhor em João, no capítulo 6 dos versos 25 a 48.
E vamos ver dessa vez o Senhor Jesus dirigindo-se a pessoas que o tinham como mestre. Eram seus seguidores. Entendiam que Jesus era enviado por Deus. Queriam aprender mais sobre o Senhor. Porém, os interesses materiais, passageiros, os afastavam do projeto eterno que Jesus anunciava. Eram atraídos pelos sinais que lhes traziam uma satisfação momentânea. E o Senhor Jesus lhes ensina a buscar a Deus com interesse pelas coisas espirituais e eternas.
[00:11:38] Leiamos então juntos. Para isso, convido todos a estarem de pé. O Evangelho segundo João, no capítulo 6, dos versículos 25 a 27. Diz assim a palavra do Senhor:
E achando na outra banda do mar, disseram-lhe: "Rabi, quando chegaste aqui?" Jesus respondeu-lhes e disse: "Na verdade, na verdade vos digo que me buscais, não pelos sinais que vistes, mas porque comestes do pão e vos saciastes. Trabalhai não pela comida que perece, mas pela comida que permanece para a vida eterna, a qual o filho do homem vos dará. Porque a este o Pai Deus o selou.
Vamos orar ao Senhor nesse momento.
Te louvamos, ó Deus, por tudo que o Senhor tem feito por nós, pelas nossas famílias, nada tem nos faltado.
Te louvamos pela sua fidelidade e pedimos que o Senhor nos ajude na compreensão da sua palavra.
Abra, Senhor, o nosso entendimento através do seu Espírito Santo, para que a sua palavra possa trabalhar no nosso coração e nos moldar conforme a sua vontade. Oramos em nome de Jesus. Amém. Podem sentar.
[00:13:14] Vamos cantar o louvor. 483. Chegou o tempo de pensar.
[00:13:25–00:15:39 — Louvor]
ALEXANDRE BRASIL
[00:15:39] Glória a Deus.
Nós saudamos a todas as igrejas com a paz do Senhor Jesus. Estamos aqui na Escola Bíblica Dominical e o louvor expressa bem: pensai nas coisas que são lá de cima, porque nós estamos aqui lutando pelo reino, pelo reino eterno que o Senhor preparou para nós.
E nós vemos no texto que foi lido para a nossa meditação nessa manhã, uma multidão que ainda não conhecia o bom pastor, não compreendia ainda o que era o evangelho do reino. E eles buscavam aquilo que estava no limite deles. Eles podiam ver uma parte, mas Jesus queria mostrar algo muito mais profundo, que era o projeto de salvação de Deus.
E quando o senhor via aquela multidão, o senhor disse: "Jesus moveu de íntima compaixão." Nós vemos é o amor do Senhor. Pessoas que ainda não o conhecem, ainda não tem ideia da dimensão do amor e nem do projeto de salvação, mas o Senhor já desperta ali o amor no coração dele. E a necessidade deles ali era o quê? Era o pão. Porque eles não podiam voltar vazios. E Jesus deu a eles o pão, deu o peixe. Houve ali um milagre da parte do Senhor para que eles tivessem naquele momento saciada a sua fome.
E Jesus começa mostrar também nesse sermão a diferença daquele pão que eles haviam acabado de receber e aquele que nós recebemos, que é o próprio pão vivo, que é Jesus. Recebemos de Deus.
E Jesus sabia que aquele pão era necessário para esta vida. E nós precisamos disso. Precisamos do trabalho, de saúde, precisamos de tudo isso. O Senhor sabe disso. E os e outra coisa, e o Senhor tem nos dado isso em abundância. Esse pão que perece, esse pão que acaba, isso aqui, o Senhor tem nos fartado disso, porque agrada ao Senhor fazer isso.
Agora, esse pão, ele alimenta o corpo, mas o Senhor quer também a importância é do pão pra vida eterna, que nos alimenta a nossa alma e nos prepara para o reino, para o reino eterno.
[00:18:01] E a doutrina, o conhecimento de Deus, a nossa instrumentalidade, tudo isso quando nós agimos dentro do projeto de Deus, isso traz paz à nossa alma. É um alimento.
Quando nós nos alimentamos do pão celestial, traz bem a nossa alma. E o Senhor nos dá tudo com o propósito de conhecer o seu projeto.
Então, quando o Senhor às vezes dá uma bênção material, não é apenas a finalidade da bênção material, mas daquilo que traduz em bênção espiritual para nós.
Então, o Senhor opera tanto no campo material como no espiritual, mas tudo isso traz o ensino do evangelho do reino.
Isso contrasta aquilo que é o príncipe desse mundo, que leva o homem a limitar-se ao que é terreno e passageiro. Então, todo ensino é naquilo que é voltado pra terra daquilo que é o mundo. Mas o ensino de Jesus é voltado para um outro momento.
Quando Abraão, quando Abraão volta da guerra, trazendo ali os despojos, o rei de Sodoma falou o seguinte: "Abraão, fica com tudo que é material. Eu vou ficar com as almas."
Ou seja, ele quer colocar na mente do homem que o importante é aquilo que é material, mas a alma ele quer.
Mas a nossa alma, ela já tem dono que é de Jesus e a benção do Senhor.
Então nós temos já esse entendimento, mas Jesus queria ensinar isso para aquela multidão.
Daniel quando ali no banquete do rei Belssazar, o rei Belssazar diz: "Olha, eu te dou toda essa fortuna, você vai ser o terceiro no reino. Me dá a interpretação disso." Que que Daniel falou? Ô rei, fica contigo os teus tesouros, porque a mensagem que eu tenho não tem nada a ver com isso. Eu vou te dar interpretação, ou seja, olha, eu não preciso dos teus tesouros, que eu já tenho o bem maior que o Senhor me deu. Agora, mas eu tenho uma mensagem. E eu vou te trazer essa mensagem, não vai te custar nada, mas eu tenho uma mensagem para te trazer uma mensagem da eternidade.
Então o fiel ele se distancia deste reino cada vez mais. Quanto mais fiel nós somos, mais nos distanciamos do reino desse mundo para viver uma nova vida e sem deixar de transmitir ao mundo aquilo que o Senhor tem dado a nós, que nós recebemos dele.
Deus sabe que precisamos deste sustento. É claro. O homem, tudo isso que o Senhor nos dá é a nossa busca diária, porque o Senhor sabe que diariamente buscamos o alimento, tanto material como espiritual. Porque o Senhor já sabe tudo que nós precisamos.
[00:20:39] Você nem pediu, o Senhor já sabe. Tanto nossa, quando às vezes nós estamos oração, Senhor, abençoa a minha família, meu trabalho, minha saúde. O Senhor sabe que nós precisamos disso e agrada ao Senhor nos dar isso.
Então, Jesus ensina que nós não devemos nos descuidar do alimento da alma, porque o que nós precisamos aqui o Senhor já nos dá com fartura.
Então, a nossa prioridade é buscar nele a vida eterna, ou seja, ajuntar tesouros no céu.
Então, esse alimento também que é espiritual, ele não é conquistado pelo mérito do homem, não. O homem ele vai ter algo de valor em si que vai despertar em Deus alguma coisa para nos dar parte do reino. Não é isso! Isso é recebido mediante a fé. E a fé é para buscar o Senhor daquele que nós entendemos do que é eterno.
[00:21:29] Jesus chama os seus discípulos para buscá-lo, não pelo pão aqui, mas pela salvação que ele oferece.
Quando as pessoas buscavam Jesus, esse o versículo de João 2, no versículo 6, no verso 2 do capítulo 6, diz o seguinte:
"Porque via os sinais que operava sobre os enfermos”
E chegaram até glorificar Jesus, dizendo que ele era verdadeiramente o profeta que havia de vir ao mundo.
Isso por causa do milagre da multiplicação dos pães. Então, quando eles viam sinais, não, esse homem é um profeta. Então:
Vendo, pois, no versículo 14, aqueles homens, o milagre que Jesus tinha feito, dizia: ‘Este é verdade verdadeiramente o profeta que devia vir ao mundo.’
Então, esses sinais deveriam constituir a finalidade da busca por Jesus. Apontava quem Jesus era e Jesus ia conduzi-lo à fé.
[00:22:29] O pão que nós temos, pão material que perece, é a nossa necessidade natural. E o Senhor diz o seguinte:
Buscai primeiro o reino de Deus e as coisas que são acrescentadas.
Quando nós buscamos o reino, tudo isso o Senhor vem acrescentando a nós, a nossa alma.
E o reino e a e o para o reino esse pão material não tem serviço nenhum, não tem qualquer valor.
Quando Jesus fala sobre aquela parábola do rico insensato, fala de um homem que inverteu esses valores. Ele obteve de Deus todos os benefícios materiais, porque era uma bênção de Deus. Quando o campo dele produziu tudo, foi uma bênção. Mas quando ele viu toda aquela fartura, ele disse: "Alma, tens em depósito muitos bens".
Ou seja, ele achava que a alma dele ia satisfazer com aquilo, seria suficiente para ele, mas a alma dele não se satisfaz com manjares.
Em Hebreus diz que o coração do homem não se satisfaz com manjares, que nada aproveitam, mas o alimento da alma, ele é definido com aquilo que o Senhor nos dá.
TEXTO PROJETADO:
Hebreus 13:9
“…porque bom ~e que o coração se fortifique com graça, e não com manjares, que nada aproveitam aos que a eles se entregaram.”
E nós sabemos discernir muito bem aquilo que faz bem a nossa alma e aquilo que serve somente para aquilo que é material.
Bem, Jesus deu essa parte de explicação. Agora eles entram agora com essa resposta. Agora eles vêm com outra pergunta.
No versículo 28 diz o seguinte:
"Disseram-lhe pois: que faremos para executarmos as obras de Deus?" Jesus respondeu e disse-lhes: "Obra de Deus é esta, que creiais naquele que ele enviou".
Olha o que que acontece: a recomendação de Jesus de trabalhar pela comida que permanece pra vida eterna despertou neles o interesse de realizar a obra de Deus.
Então quando disse o seguinte: "Olha, já que o senhor falou tudo isso, o Senhor nos explicou muito bem que que é o pão da vida, que que é o pão eh que perece, agora o seguinte, o que que nós faremos para realizar as obras de Deus?
[00:24:30] Então, Jesus disse assim: a primeira coisa, vocês vão crer naquele que o Pai enviou, que é Jesus.
Porque para eu cumprir as obras, as obras da lei, é impossível ao homem. O homem não consegue cumprir as obras da lei. Agora, executar as obras de Deus, é, quando eles fizeram essa pergunta, eles baseavam no entendimento que na prática a salvação vinha pelas obras, as obras da lei, ou seja, que seria necessário realizar algo para agradar a Deus.
E Jesus deu aquela resposta que é crer nele. Então, a obra redentora de Deus foi feita de Deus para o homem, para que o homem fosse conhe… para que Deus fosse conhecido pelo homem.
Por isso que estava ali Jesus, que é Emanuel, Deus conosco. Ele estava presente, ó, você está vendo aqui, ó? O pai se revela através do filho. Então vocês têm que crer no filho porque ele enviou o filho.
[00:25:25] Portanto, crer em Jesus é a primeira e principal obra que o Senhor quer que façamos. Crer em Jesus é pela graça de Deus, por meio da fé e não pelas obras. Que a palavra diz:
"Porque pela graça sois salvos por meio da fé". Isso não vem de voz, é dom de Deus. Não vem de obras para que ninguém se glorie.
E logo no versículo seguinte diz o seguinte, ó:
"Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras as quais Deus preparou para que andássemos nelas".
Agora, vê que interessante. Nós somos salvos pela graça, pela fé, não pelas obras. Mas quando se fala da obra, a obra de Deus fala que Deus é que preparou. Ou seja, todo o projeto para executar a obra foi feito por Deus, não foi feito por nós.
[00:26:19] Não é nós que vamos fazer, porque Deus é que realiza em nós as obras das nossas mãos, que todo projeto é dele.
Então, executar as obras de Deus é prosseguir no caminho que diz obras para que andássemos nela.
Então, na execução da obra redentora é o homem andando com aquele que começou a boa obra. E cada dia nós vamos caminhando. Caminhamos ontem, caminhamos hoje e vamos continuar caminhando até nós chegarmos ao fim. Porque:
… aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará até o dia de Cristo Jesus.
Ou seja, nós entramos num caminho dinâmico de salvação, não caminho estático. Mas naquilo que nós recebemos do Senhor, começamos, Deus começou a operar salvação em nós e assim continuaremos até o fim de tudo, que é quando vou alcançar perfeição na eternidade com a igreja arrebatada.
[00:27:15] Assim é o processo de salvação e santificação, levar até o fim.
E nessa caminhada, nessa obra que o Senhor nos tem realizado através de nós, nós vamos moldando o nosso caráter e a semelhança do Senhor, cada vez mais parecidos com ele, para nos completar totalmente até chegar na perfeição daquele desse dessa boa obra que o Senhor tem aperfeiçoado em nós.
Então, crer nele, quando fala crer no em Jesus, é o quê? Que que é crer em Jesus? Crer no Senhor Jesus será salvo o quê? Tu e tua casa. Que benção, hein? Ô, quer dizer que se eu crer… é, você vai crer, você e sua casa vai ser salvo. Ah, e se eu crer? você não será condenado. Quem crê está salvo. Quem não crê está condenado.
Então é salvação. Aquele que crê vai ver o quê? A glória de Deus. Se tu creres, tu verás a glória de Deus. É ser feito filho de Deus. É passar da morte para a vida. Que coisa boa, né?
[00:28:13] Quando fala: "Ó, então isso que é crer em Jesus?" É crer em Jesus é isso? A obra de Deus é essa. Essa é a operação do Senhor.
Contudo, Jesus falou isso. Então eles disseram mais, fizeram outra pergunta a Jesus, né? No versículo 30 diz o seguinte:
"Disseram-lhe: "Pois, que sinal pois fazes tu para que o vejamos e creiamos em ti? Que operas tu? Nossos pais comeram o maná no deserto, como tá escrito, deu-lhes a comeu o pão do céu. Disse-lhes, pois, Jesus, na verdade, na verdade vos digo, Moisés não vos deu o pão do céu, mas meu Pai vos dá o verdadeiro pão do céu.
E no verso 30, eles queriam saber que sinal Jesus operava. É até interessante quando Jesus tantos sinais, tantos sinais, eles ainda queriam a soma de sinais para pudesse ter certeza que se realmente seria aquele que o Senhor havia enviado.
[00:29:04] Sempre haverá também aqueles que precisam sempre estar vendo. Ah, eu tenho que ver. Eu tenho que ver. Ó, se eu não vi, não tem como crer. Isso é comum. Isso até nos discípulos tiveram isso. Lembra de Tomé? Jesus ressuscitou, todo mundo testemunhou. Quando Jesus apareceu ali, todos estavam menos Tomé. Avisaram: "Ó, Tomé é o mestre. O mestre ressuscitou. Ah, não tem como acreditar nisso. Se eu não tocar, se eu não ver…
Aí, que que Jesus fez? Você vê como é que o amor de Deus, né? Jesus podia ter desprezado aquilo… que homem incrédulo, né?
Mas Jesus se apresentou a ele, mostrou a ele e ele falou: "Senhor meu e Deus meu". Que coisa boa, né? Quando o homem ele entende isso aí: "Senhor Deus, Deus meu". E ele falou assim, Jesus falou: "Tomé, você foi feliz porque você viu e creu, mas muito mais felizes, mais bem-aventurados são os que não viram e creram.
Vai ter muitos que não vão ver o que você tá vendo, que não vão depender de sinais, mas vão compreender o projeto de Deus pela fé. Essa bem-aventurança, ela chegou a nós que não vimos. Nós não vimos, mas nós cremos.
[00:30:09] Não é só nós também. Jó também viu, não viu e creu. É porque ele sabia que o redentor dele vive e que se levantaria sobre a terra. Ele não viu, mas ele creu. Ele foi bem-aventurado. Ele foi feliz mesmo na prova, mesmo na dor.
Abraão, ele alegrou porque a esse ele pela fé ele viu esse dia. Isso poupou o filho dele. Que alegria é saber como essa compreensão nos livra da morte, nos dá uma bênção de comunhão com Deus.
Eles citaram o exemplo do maná do deserto, o pão do céu que seus pais comeram. O pão multiplicado era um sinal, mas eles se detiveram no benefício material e não compreenderam que aquilo era um sinal que apontava Jesus o verdadeiro pão.
Então Jesus disse: "Deixa claro que o pão é dado somente para o Pai".
Eles receberam o maná do deserto, não é para se alimentarem no deserto, é para terem o sustento no deserto, que o propósito era chegar em Canaã, não era ficar no deserto, ser alimentado no deserto.
[00:31:10] Então, tudo que o Senhor nos dá desse pão vivo que desce do céu, essa que o Senhor fala a nós o quê? É o alimento diário, espiritual para nós chegarmos até o lugar que nós vamos, que é para a casa do Pai, que é a terra da herança. Vamos adorar o Senhor.
[00:31:37–00:33:07 — Louvor]
GILSON SOUSA
[00:33:38] Nós cumprimentamos a todos os irmãos nas igrejas com a paz do Senhor Jesus.
Aqueles que também participam conosco, conectados conosco pelas nossas redes sociais, nós saudamos também com a paz do Senhor Jesus.
Meus irmãos, agora nós vamos dar continuidade a este assunto e nós vamos ler agora o texto. Os irmãos vão acompanhar a leitura do texto em João capítulo 6 o verso 33 que diz exatamente assim:
"Porque o pão de Deus é aquele que desce do céu e dá vida ao mundo."
Interessante, irmãos, que Jesus, ele é o próprio pão do céu que eles estavam ali vendo com seus próprios olhos, mas não criam em Jesus.
E foi o que aconteceu também numa experiência semelhante dos discípulos ou aqueles dois discípulos do caminho de Emaús.
[00:34:37] Eles ali, eles tinham estado com Jesus, mas agora se dirigiam a Emaús. E mesmo com Jesus ao lado deles, irmãos, eles não reconheciam que era Jesus. Foi como maná. O maná era um pão provisório que foi enviado por Deus para sustentar o povo durante aquele período da peregrinação deles pelo deserto.
E naquela peregrinação, nós nos lembramos que também a peregrinação da igreja por este mundo, ela tem em Jesus o pão. O pão que sustenta a caminhada da igreja aqui neste mundo e prepara a igreja para a vida eterna. Vamos ler agora então o verso 34 como complemento do assunto. Quando eles disseram para o para o Senhor, disseram-lhe pois:
"Senhor, dá-nos sempre deste pão".
Interessante que nesta passagem, neste versículo, quando eles pedem ao Senhor dá-nos sempre deste pão, eles estavam ali demonstrando naquele pedido que eles ainda não haviam compreendido plenamente a natureza do pão que Jesus queria oferecer a eles. Era aquilo que prova a dureza do coração do homem.
[00:35:58] Mesmo com Jesus ensinando, esse coração permanecia ali fechado, fechado para o reino de Deus.
E por quê?
Porque viam somente aquilo que os olhos podiam ver. E é interessante nos lembrarmos uma recomendação feita nesse sentido na carta aos Hebreus no Novo Testamento, capítulo 11, verso 13 e 14, quando diz assim a respeito daquele acontecimento ali, diz assim:
"Todos estes morreram na fé sem terem recebido as promessas, mas vendo-as de longe e crendo nelas e abraçando-as, confessaram que eram estrangeiros e peregrinos na terra. Porque os que isto diziam claramente mostram que buscam uma pátria. E essa pátria é o reino do Senhor.
Interessante que contentar-se com o pão para esta vida é contentar-se apenas com as bênçãos de Deus para serem usadas para propósitos materiais.
O pão da vida eterna, ao contrário, é a palavra de Deus. Aquela palavra revelada pelo Espírito Santo é a palavra que revela Jesus como Jesus vivo, o Jesus que fala entre nós.
O apóstolo Paulo, quando fala a respeito daqueles que esperam em Jesus somente para esta vida, ele afirma dizendo o seguinte:
"Se esperarmos em Cristo só nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens".
Paulo faz essa afirmação na sua primeira carta aos Coríntios, no capítulo 15, no versículo 19.
[00:37:37] Agora, dando continuidade, vamos ler então o versículo seguinte, que é em João capítulo 6, o verso 35 e 36. Acompanhando a leitura, a Bíblia diz assim:
"E Jesus lhes disse: "Eu sou o pão da vida. Aquele que vem a mim não terá fome, e quem crê em mim, disse Jesus, nunca terá sede. Mas já vos disse que também vós me vistes e contudo não credes.
Irmãos, há uma condição que Jesus deixa clara para alguém que receba dele o pão, aquele pão que dá vida eterna. Essa condição é a seguinte, é vir a Jesus e crer nele. Isso vai mostrar agora como complemento aquilo que Jesus vai dizer logo em seguida no verso 37. E nós vamos agora ler mais uma vez João 6 verso 37, que diz assim:
"Todo, tudo o que o Pai me dá virá a mim. E o que vem a mim?
[00:38:42] Jesus disse,
de maneira nenhuma o lançarei fora.
Interessante que ali é usada uma expressão grega para falar sobre aquele que vem a mim. E essa expressão, ela significa que isso se trata de alguém que vem a Jesus, irmãos, mas continua vindo. Ele vem e continua vindo. Esse Jesus disse:
"De maneira nenhuma o lançarei fora."
O pai toma a iniciativa da salvação e é ele quem dá ao homem o filho, o seu filho, e conduz o homem até Jesus, até o seu filho. Aqueles que recebem o ensino do pai e respondem à sua graça, esses sim, esses vêm a Cristo, esses vêm a ele e o contemplam. E aquele que vem a Cristo encontra, sem dúvida, irmãos, uma promessa segura. A promessa é: Jesus jamais o rejeitará. Louvado seja Deus.
[00:39:47] Agora sim, dando continuidade, vamos ao verso 38. Porque no verso 38, Jesus vai explicar para eles porque ele é o pão da vida. Ele disse assim do verso 38 de João, capítulo 6:
Porque eu desci do céu, não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou.
E o verso 39 diz:
"E a vontade do Pai que me enviou é esta, que nenhum de todos aqueles que me deu se perca, mas que o ressuscite no último dia."
E o verso 40 completa dizendo:
"Porquanto a vontade daquele que me enviou é esta, que todo aquele que vê o filho e crê nele tenha a vida eterna e eu o ressuscitarei no último dia."
Meus irmãos, Jesus como o pão que desceu do céu, ele veio ao mundo e veio para nos oferecer uma coisa. Ele veio para nos oferecer a vida eterna. E ele deixa claro que esta era exatamente a vontade do Pai. A disposição de Jesus em fazer a vontade do Pai era que nenhum daqueles que foram dados a ele pelo pai se perdesse. E a vontade do Pai é que todo aquele que vê o Filho e crê no Filho e crê em Jesus tenha a vida eterna. O verso 40 mostra exatamente isto. O que é ver o filho e crer no filho?
[00:41:23] Ver o filho, que é Jesus, significa reconhecê-lo pela revelação do Espírito Santo. Aquele Jesus que se revela a nós através das manifestações do Espírito Santo.
E crer nele é responder à operação do próprio Espírito Santo.
Porque esta operação do Espírito Santo, ela consiste em que ele veio ao mundo para convencer o homem, convencer do pecado, convencer da justiça e convencer do juízo. E não só isso, conduzir o homem também, irmãos, ao conhecimento de Jesus como filho de Deus e salvador.
Vamos ver agora, complementando isto, qual é a resposta da multidão diante dessa expressão de Jesus no verso 41 e 42? Por exemplo, vamos ler agora João 6:41, que diz assim:
"Murmuravam, pois dele os judeus, porque dizia: "Eu sou o pão que desceu do céu". E diziam: "Não é este Jesus, o filho de José, cujo pai e mãe nós conhecemos? Como pois diz ele: "Desci do céu?"
Irmãos, a murmuração sempre decorre do conhecimento apenas racional de Deus. Quando as pessoas conhecem a Deus apenas pelas suas próprias razões, seus próprios pensamentos, seus próprios pontos de vista, e dispensam a revelação do Espírito Santo.
Lá no Velho Testamento, no livro de Números, no capítulo 14, dos versos 27 a 30, nós vamos ver ali a respeito dos murmuradores.
E os murmuradores ali, eles comeram do maná, mas eles não entraram na terra.
E aqueles que comeram o pão multiplicado agora também murmuravam na presença de Jesus, mas não seguiram a Jesus. Eles assistiam toda a operação de Deus, mas não se entregavam ao Senhor e nem o seguiam.
Isso é próprio da razão do homem. Ele raciocina diante daquilo que ele vê, sem compreender aquilo que está além do seu conhecimento, um conhecimento que somente o Espírito Santo pode dar. Eles conheciam Jesus, sim, mas apenas como filho de José. Mas precisavam, irmãos, conhecê-lo como aquele que desceu do céu.
O anúncio de Jesus como aquele que desceu do céu, ele só é feito de uma forma. Ele só é feito através do Espírito Santo. Se o Espírito Santo não revelar Jesus, Jesus não é conhecido.
Mas o Espírito Santo tem nos revelado a pessoa bendita e gloriosa do Senhor Jesus. Por isso, nós o conhecemos como Ele verdadeiramente é. Louvado seja Deus.
Agora sim, o Senhor Jesus vai responder a eles, a essa murmuração deles. E nós vamos para o verso 43, 44 e 45. Acompanha os irmãos a leitura da palavra. Diz assim o verso 43.
Respondeu pois Jesus e disse-lhes: "Não murmureis entre vós. Ninguém pode vir a mim se o Pai que me enviou o não trouxer e eu o ressuscitarei no último dia." Está escrito nos profetas…
Isso, Jesus falando.
… e serão todos ensinados por Deus.
Que maravilha.
[00:44:51] Portanto, todo aquele que o pai ou que do pai ouviu e aprendeu, Jesus disse assim: "Esse vem a mim".
A ressurreição, irmão, no último dia é para exatamente para aquele que vem a Jesus, mas vem a Jesus trazido pelo Pai. Se você veio a Jesus trazido pelo Pai da revelação do Espírito Santo, pode estar certo de uma coisa: no último dia você será ressuscitado por Jesus. Louvado seja Deus.
Isso já estava inclusive profetizado pelos profetas lá no Velho Testamento. Nós temos uma das profecias que fala sobre esse assunto que foi pronunciada pelo profeta Isaías lá no capítulo 54, no verso 13. Isaías diz assim:
"E todos os teus filhos serão discípulos do Senhor e a paz de teus filhos será abundante."
Que coisa notável é ser discípulo de Jesus. É aprender dele, ele com a sua doutrina, com o seu ensino e podermos então em função disso, termos paz. Louvado seja Deus.
O verso 40, o verso 46 e 47, o Senhor Jesus vai dar complemento ao seu diálogo com aquela multidão dos seus seguidores. E no 46, ele disse assim:
"Não que alguém visse ao Pai, a não ser aquele que é de Deus. Este tem visto o Pai.
Você é de Deus, então você tem visto o Pai.
Na verdade, na verdade vos digo, disse Jesus, que aquele que crê em mim tem a vida eterna.
Tem a vida eterna. Que maravilha, irmãos. Para ver o Pai é preciso primeiro crer em Jesus.
[00:46:29] E quem crê em Jesus tem visto o Pai. Sim. E Jesus afirma isso inclusive em Mateus capítulo 11 verso 27, quando ele diz assim:
"Todas as coisas me foram entregues por meu pai e ninguém conhece o Filho senão o pai. E ninguém conhece o Pai senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar".
Jesus quer revelar o Pai a você, ao irmão, a irmã, a você que está participando conosco dessa Escola Bíblica Dominical. Ele quer revelar o Pai a sua vida. E ele disse mais ainda, Deus nunca foi visto por alguém. O filho unigênito que está no seio do pai, este o fez conhecer.
João capítulo 1, no versículo 18, Jesus faz esta afirmação.
Então a palavra de Deus faz essa afirmação.
Portanto, nós só podemos ver o Pai, irmãos, se o Senhor Jesus nos revelar. E Jesus nos revela assim o Pai. E como ele faz para nos revelar o Pai? Ele nos revela através do Espírito Santo, pelos dons espirituais.
[00:47:41] Um Jesus que fala no nosso meio através dos dons espirituais do Espírito Santo. Louvado seja Deus.
Jesus esclarece também, irmãos, que nenhum homem viu diretamente o Pai, mas Jesus não, somente o Filho. Por quê? Porque ele procede de Deus. E aquele que procede de Deus o viu. Por isso é o filho o único que pode revelar verdadeiramente o pai ao homem. Louvado seja Deus.
Vamos então agora cantar um louvor bendizendo ao nosso Deus, porque Jesus ele é o pão da vida.