ALEXANDRE GUEIROS, O BOM PASTOR NÃO FAZ ISSO! | EBD ICM 18/10/2026

ALEXANDRE GUEIROS, O BOM PASTOR NÃO FAZ ISSO! | EBD ICM 18/10/2026

6 de novembro de 2026 Off Por Sólon Pereira

Por Sólon Pereira – Projeto Análise | Celeiros

Análise crítica da EBD da Igreja Cristã Maranata de 18 de outubro de 2026, com degravação do trecho disponível ao final.

Vídeo analisado: EBD ICM — 18/10/2026.

Análise da EBD da ICM — 18/10/2026

Síntese

A aula apresenta Jesus como o bom pastor que guia, alimenta e protege as ovelhas. O ponto crítico é a distância entre essa imagem e a aplicação feita pelos próprios expositores: os “ladrões”, “estranhos” e “mercenários” são descritos como vozes externas que enganam ou exploram o rebanho, enquanto a comunidade é identificada com a igreja que ouve corretamente a voz de Jesus. Essa leitura pode servir para desqualificar críticos sem responder ao conteúdo de suas críticas.

A tensão fica mais evidente quando se compara a exaltação do pastor que enfrenta acusações e dá a vida pelas ovelhas com a decisão da ICM de ajuizar duas ações contra Joaquim por uma publicação que, segundo o autor, estava identificada como meme. Os processos, porém, não tratam apenas da afirmação factual sobre a quantidade de ações: a ICM sustenta que houve adulteração de uma circular oficial e falsa atribuição de autoria. Essa distinção precisa ser reconhecida para que a crítica permaneça precisa. Ainda assim, a escolha de responder judicialmente, com uma queixa-crime e um pedido cível de R$ 20 mil, pode ser questionada eticamente à luz da mensagem pastoral ensinada.

1. João 10:10 e a identificação do “ladrão” com o Diabo

Wallace Rozetti afirma que “o ladrão representa o adversário” e que ele invade o aprisco para “roubar almas”. Essa é uma interpretação teológica possível como aplicação ampla do mal, mas o texto não identifica expressamente o ladrão de João 10:10 como o Diabo.

No próprio capítulo, Jesus contrasta o ladrão com o pastor verdadeiro e, logo depois, com o mercenário que abandona as ovelhas diante do perigo. O discurso também vem imediatamente após João 9, em que líderes religiosos expulsam o homem que Jesus curou. Por isso, muitos intérpretes entendem que o alvo imediato são líderes ou autoridades que prejudicam o rebanho, embora existam aplicações mais amplas da imagem. A leitura do capítulo não deve apagar esse contexto ao atribuir a figura exclusivamente a Satanás.

Isso importa para a discussão porque, se o “ladrão” pode representar lideranças humanas que exploram, expulsam ou ferem as ovelhas, a metáfora também precisa poder ser aplicada à liderança religiosa. Não basta dirigir o rótulo a um inimigo externo.

2. Críticos como “estranhos” e “influenciadores”

Wallace fala em “muitas vozes” ao redor, incluindo “maus pastores”, “falsos líderes religiosos” e “influenciadores”, e diz que muitas pessoas estão sendo enganadas por “uma voz diferente”. Alexandre Gueiros desenvolve a imagem: o estranho tentaria enganar as ovelhas “com o seu discurso, a sua fala”.

Nenhum crítico específico é nomeado. Ainda assim, a combinação de “estranho”, “voz diferente” e “engano” pode funcionar como uma forma indireta de deslegitimar quem questiona a instituição: em vez de examinar o argumento, o ouvinte pode ser levado a suspeitar de quem o apresenta. Isso transforma a metáfora bíblica em uma fronteira entre os que pertencem ao rebanho e os que devem ser evitados.

Há também um problema de raciocínio circular quando se ensina que a voz de Jesus é inconfundível, que o Espírito Santo confirma a voz correta e que a igreja sabe reconhecê-la, mas não se apresentam critérios externos para distinguir a voz de Cristo da voz de uma liderança humana. Se a instituição define qual é a voz correta e, ao mesmo tempo, chama de estranha qualquer voz que a contradiga, a própria conclusão fica protegida de questionamento.

Isso não prova que os expositores tinham a intenção de atacar críticos específicos. Permite, contudo, apontar o efeito possível da mensagem, especialmente num ambiente em que pessoas críticas são chamadas de enganadas ou afastadas do rebanho.

3. O mercenário e a aplicação que também alcança a liderança

Alexandre descreve o mercenário como alguém que não ama as ovelhas, vê nelas “mercadoria” e “fonte de lucro” e foge para preservar a própria vida quando surge o perigo. A descrição é forte e moralmente compreensível: liderança espiritual deveria servir e proteger, não tratar pessoas como recursos.

Mas o critério precisa ser aplicado de maneira coerente. Se a comunidade ensina que o mercenário se revela quando coloca o próprio interesse acima das ovelhas, então a liderança também deve aceitar ser avaliada por suas decisões, por seus interesses institucionais e pela maneira como trata quem a critica. A metáfora perde força quando serve apenas para classificar os outros.

O mesmo vale para a afirmação de que Jesus “zela pela segurança” das ovelhas e não as fere. A proteção pastoral não pode ser medida somente pela sensação de segurança dos que permanecem na instituição. Também deve considerar como são tratados os que saíram, discordam ou divulgam informações inconvenientes.

4. O contraste com os processos contra Joaquim

Alexandre diz que Jesus “não fugiu das falsas acusações”, enfrentou “toda a oposição” e foi até o fim para salvar as ovelhas. Essa afirmação cria um contraste evidente com a resposta institucional ao meme de Joaquim: a ICM ajuizou uma queixa-crime por difamação e uma ação cível que pede remoção da publicação, publicação de esclarecimento, proibição de novas publicações atribuídas falsamente à Igreja e indenização de R$ 20 mil.

É importante formular a crítica com exatidão. Pelas petições anexadas, a ICM sustenta que Joaquim teria reproduzido o visual de uma circular autêntica, alterado seu conteúdo e apresentado como oficial uma mensagem que a Igreja diz nunca ter emitido. A ação civil, portanto, não se limita a discutir se a quantidade de processos é verdadeira; ela também se apoia na alegada falsa atribuição de autoria. A queixa-crime descreve o fato como difamação e pede que a Justiça apure a responsabilidade penal. Os documentos mostram alegações e pedidos das partes, não uma decisão judicial definitiva sobre o mérito.

Ao mesmo tempo, se a publicação estava identificada como meme, isso é contexto relevante para avaliar se havia intenção de enganar. E, segundo o histórico que você relata, a informação numérica se baseava na contagem de ações contra ex-membros e redes sociais — uma metodologia que conta separadamente cada pessoa processada. A existência de uma montagem com aparência de circular oficial pode ser criticada, mas não torna automaticamente falsa toda informação usada nela. Também não resolve, por si só, a pergunta ética sobre a proporcionalidade da resposta institucional.

Por isso, o ponto mais sólido não é afirmar que o simples ajuizamento das ações prova que a ICM é um “mercenário”. É mostrar a incoerência pastoral que merece explicação: na aula, o bom pastor enfrenta acusações sem fugir e dá a vida pelas ovelhas; na prática institucional, uma publicação crítica deu origem a duas ações judiciais e a um pedido de indenização de R$ 20 mil. A comunidade pode legitimamente defender sua honra e contestar uma atribuição falsa; ainda assim, cabe perguntar se essa resposta expressa cuidado pastoral, disposição ao diálogo e proteção das pessoas — inclusive de quem critica.

5. “As ovelhas desgarradas” e a identificação do rebanho com a ICM

Alexandre interpreta as “outras ovelhas” de João 10:16 como pessoas que ainda não encontraram “o aprisco no qual o Senhor Jesus está presente”, e conclui que o Senhor as agregará “à igreja que está ouvindo a voz do bom pastor”. A fala então identifica o rebanho com “o corpo” e apresenta a igreja reunida como o lugar em que Jesus dirige e se manifesta.

O texto bíblico afirma que Jesus tem outras ovelhas, que elas ouvirão sua voz e que haverá “um rebanho e um pastor”. A leitura cristã tradicional costuma relacionar essas outras ovelhas à inclusão dos gentios, embora haja debates interpretativos. O texto não diz que elas devem ser agregadas a uma denominação contemporânea específica.

O risco da aplicação feita na aula é apresentar a ICM como o aprisco concreto em que Cristo está presente e, por consequência, tratar os que se afastam como desgarrados que precisam voltar. Isso reduz uma imagem sobre a reunião das ovelhas sob o único pastor — Jesus — a uma afirmação institucional sobre onde esse rebanho se encontra. Uma leitura mais cautelosa distinguiria o rebanho de Cristo de qualquer organização religiosa que afirme representá-lo.

Também cabe notar a assimetria: as “desgarradas” são convocadas a voltar para a igreja; não se discute a possibilidade de que uma pessoa se afaste por ter sido ferida, silenciada ou decepcionada. O bom pastor de Isaías 40:11 recolhe os cordeiros e os carrega nos braços. Essa imagem convida a perguntar como a comunidade acolhe as pessoas vulneráveis e afastadas, em vez de apenas classificá-las como perdidas.

6. “Seguir significa confiar, significa obedecer”

Wallace resume: “Seguir significa confiar, significa obedecer.” A obediência é parte importante da linguagem religiosa, mas, apresentada sem ressalvas, pode aproximar a fidelidade a Jesus da obediência a quem afirma falar em nome dele.

No próprio discurso, Jesus diz que as ovelhas reconhecem a voz do pastor. Isso pressupõe discernimento, não obediência automática a qualquer liderança. Para que a aplicação seja espiritualmente responsável, é preciso perguntar como se verifica se uma orientação institucional é compatível com o ensino de Jesus, especialmente quando há conflito entre a voz oficial e a consciência de um membro.

A frase “consultamos a ele” também merece atenção. Wallace diz que a igreja recebe respostas para questões genéricas pela Bíblia e para questões específicas por dons espirituais, inclusive em decisões seculares e familiares. A aula não explica como essas respostas são testadas, como se lida com divergências ou quem responde quando uma orientação apresentada como divina causa dano. Sem esses critérios, a linguagem da consulta a Deus pode conferir autoridade religiosa a decisões humanas sem mecanismo claro de prestação de contas.

Avaliação final

A EBD tem um núcleo cristão reconhecível: Jesus cuida, conhece, conduz e protege suas ovelhas, e seu sacrifício é apresentado como a maior prova de amor. A dificuldade está em como esse núcleo é aplicado. A aula oferece uma identificação favorável da própria comunidade — “rebanho que ouve a voz” — e descrições ameaçadoras das vozes externas, mas não submete a liderança aos mesmos critérios de cuidado, serviço e proteção.

O contraste com os processos contra Joaquim deve ser apresentado sem apagar o argumento da ICM sobre a circular adulterada e sem tratar as petições como se fossem decisões judiciais. Mas permanece uma pergunta legítima e contundente: se o bom pastor não fugiu das acusações e protege as ovelhas, como a instituição que ensina essa passagem justifica responder a um meme crítico com uma ação criminal e outra cível, incluindo pedido de R$ 20 mil, enquanto chama seus críticos de vozes estranhas ou enganosas?

Essa pergunta permite discutir a coerência entre mensagem e prática sem afirmar, como fato jurídico já provado, que a ICM agiu ilegalmente ou que os expositores miraram deliberadamente uma pessoa específica.

Processos mencionados nas peças examinadas: 5001953-59.2026.8.08.0015 (criminal) e 5046039-55.2026.8.08.0035 (cível). As petições registram alegações e pedidos das partes; não equivalem a decisão judicial definitiva.

DEGRAVAÇÃO

O documento informa o intervalo de 00:00:00 a 01:12:40, mas a transcrição fornecida começa em 00:05:42 e termina em 00:51:35. Abaixo está o texto efetivamente presente no arquivo, sem a análise e os apontamentos.

EBD ICM 18/10/2026 • Igreja Cristã Maranata • Vídeo de referência acima.

DOUGLAS SPANGHERO

[00:05:42] Saudamos com a paz do Senhor Jesus os irmãos que se encontram neste culto conosco, como também aqueles que nos acompanham pela TV e Rádio Maanaim. E pelas plataformas digitais. Estamos iniciando a Escola Bíblica da Igreja Cristã Aranata. E depois de 10 minutos de louvor, às 10:10, nós entraremos em rede com todas as nossas igrejas que estão reunidas no culto presencial. E para iniciarmos esta escola bíblica, eu convido aqueles que puderem para estarmos de joelhos, apresentando a nossa vida diante do Senhor, fazendo o nosso clamor individual.

[00:06:42] Clamamos, ó Deus, pelo poder que há no sangue do Senhor Jesus, quando confessamos diante de ti os nossos pecados e suplicamos, ó Deus, dá-nos comunhão contigo, visitando o nosso coração, operando em nosso meio. Assim nós oramos em nome de Jesus. Amém. Podeis assentar. Nós louvaremos ao Senhor com o louvor Eu me prostro em Teu altar.

Louvor número 33.

WALLACE ROZETTI

[00:16:06] Nós saudamos a todas as igrejas com a paz do Senhor Jesus, dando continuidade ao estudo dos sermões do Senhor Jesus.

Hoje nós aprenderemos sobre Jesus, o bom pastor, aquele que dá vida por amor às suas ovelhas. Nessa ocasião, o Senhor Jesus se referiu à rotina de um pastor de ovelhas para mostrar como ele cuida de nós.

Tal como um pastor guia as suas ovelhas e a conduz a pastos verdejantes e as protege, assim também é Jesus, o bom pastor que nos guia, nos alimenta e nos protege espiritualmente.

E nesse instante eu convido aqueles que puderem a estarmos de pé para lermos juntos a palavra do Senhor que está no Evangelho segundo João, no capítulo 10 do verso 1 ao 4 e em seguida do verso 9 ao 11.

[00:17:28] E assim diz a palavra de Deus.

Na verdade, na verdade vos digo que aquele que não entra pela porta no curral das ovelhas, mas sobe por outra parte, é ladrão e salteador. Aquele, porém, que entra pela porta é o pastor das ovelhas. A este o porteiro abre e as ovelhas ouvem a sua voz e chama pelo nome as suas ovelhas e as traz para fora. E quando tira para fora as suas ovelhas, vai adiante delas e as ovelhas o seguem, porque conhecem a sua voz. Eu sou a porta. Se alguém entrar por mim, salvar-se-á. E entrará e sairá e achará pastagens. O ladrão não vem senão a roubar, a matar e a destruir. Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância. Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a sua vida pelas ovelhas.

Louvado seja o nome do Senhor. Vamos orar ao nosso Deus.

[00:18:48] Senhor Deus, nós te louvamos porque temos no céu um bom pastor. Suplicamos agora, ó Deus, que o bom pastor nos guie ao pastos verdejantes da tua palavra, alimentando a nossa alma. Assim oramos em nome de Jesus. Amém.

Os irmãos podem se assentar. O Senhor é o meu pastor. 356 das nossas coletâneas.

[00:22:46] Louvado seja o Senhor por esse Deus pastor que refrigera a nossa alma, não é verdade, meus irmãos? E conforme o texto lido nos versos um e dois, o Senhor Jesus apresenta como o bom pastor e nos apresenta uma diferença muito clara entre ele e o ladrão.

Enquanto O LADRÃO QUE REPRESENTA O ADVERSÁRIO invade o aprisco para ROUBAR ALMAS, matar, destruir.

O Senhor Jesus, nosso bom pastor, ele entra pela porta NÃO PARA FERIR AS OVELHAS, mas para lhe dar vida e vida abundante.

No Velho Testamento foi profetizado sobre o bom pastor.

No Salmo 95, no verso 7, diz assim:

"Porque ele é o nosso pastor e nós somos povo do seu pasto e ovelhas da sua mão."

No salmo 80, no verso primeiro, também nos fala dessa forma:

"Ó pastor de Israel, tu que guias a José como um rebanho…”

Sobre o seu cuidado, o seu carinho conosco, podemos ler em Isaías, né, no verso, capítulo 40, no verso 11:

Como o pastor apascentará o seu rebanho, entre os seus braços, recolherá os cordeirinhos e os levará ao seu regaço.

[00:24:14] Louvado seja Deus.

E como a palavra de Deus no verso três que nós podemos ler, diz que o porteiro conhecia o o pastor e o porteiro abria a porta do aprisco para o bom pastor. E quem é esse porteiro?

Esse porteiro representa o Espírito Santo que conhece Jesus e nos revela o Senhor Jesus como nosso pastor, no qual podemos confiar e da qual podemos depender.

Isso porque ele é o que providencia tudo que é necessário para a nossa vida espiritual: direção, alimento, proteção.

Quando reconhecemos pela revelação do Espírito Santo, podemos cada um de nós dizer: "O Senhor é o meu pastor e nada me faltará".

Assim, a partir desse momento em que o Espírito Santo nos revela Jesus como bom pastor, decidimos entrar por essa porta que nos da acesso à salvação.

[00:25:17] E sabemos muito bem que esta porta é o próprio Senhor Jesus. E pela fé em Jesus entramos por essa porta e desfrutamos dessa grande, tão maravilhosa salvação.

Passamos então a ouvir diariamente, cotidianamente a voz do bom pastor. Que maravilha, né? Poder ouvir a voz. Diz para quem tem ouvidos, ouça o que o Senhor diz às igrejas.

Como é bom ouvir a voz desse Senhor falando o nosso coração, né? Porque a voz do Senhor é inconfundível. Esta voz traz paz ao nosso coração. Esta voz traz segurança que temos uma direção segura.

Essa voz faz arder no nosso coração de alegria e de esperança. Foi assim lá com os discípulos no caminho de Emaús. Porventura não ardia o nosso coração quando ele falava conosco? A igreja ela vive essa experiência. E no verso 4, Jesus diz que as ovelhas seguem o pastor. E por que seguem? Porque conhece a sua voz.

[00:26:27] Seguir significa confiar, significa obedecer.

Naqueles dias, o pastor chamava suas ovelhas, o mesmo que a mesmo que estivessem distante, as ovelhas identificavam a voz do seu dono e corriam ao encontro do pastor.

Inclusive, o pastor as conhecia por pelo nome, o nome de cada uma delas. Esse é o nosso pastor que nos conhece pelo nome.

Mas se um estranho a chamasse as ovelhas, não atendiam seu chamado, porque elas jamais seguiriam esse estranho, como lemos no verso 5.

Nos dias em que vivemos, meus irmãos, HÁ MUITAS VOZES AO NOSSO REDOR.

Vozes de falsos Cristos, falsos salvadores, falsos profetas, maus pastores, falsos líderes religiosos apresentando falsas filosofias de vida, INFLUENCIADORES. Está em moda, né? INFLUENCIADORES. HÁ INFLUENCIADORES. INFELIZMENTE HÁ MUITAS PESSOAS QUE ESTÃO SENDO ENGANADAS SEGUNDO ESSAS VOZES, UMA VOZ DIFERENTE.

[00:27:39] Mas nós não estamos confundidos, não estamos enganados, porque temos ajuda do porteiro, o Espírito Santo, que nos dá o discernimento para reconhecermos a voz daquele que quer ser o nosso pastor.

O Espírito Santo nos assegura de que podemos confiar nesse pastor e que devemos segui-lo, pois em comunhão com ele, obedecendo a ele, experimentamos sempre o descanso para as nossas almas.

Como diz a palavra: deitar me faz em vez de pastos.

Os irmãos sabiam que as ovelhas só se deitavam quando estavam saciadas e se sentiam em segurança? O salmista fala isso: deitei, dormi, acordei porque o Senhor me sustentou. O ladrão toma as ovelhas que não lhe pertencem. O estranho não tem intimidade nem amizade pelas ovelhas. E o mercenário, o mercenário trabalha interessado no lucro que a ovelha podia lhe dar.

[00:28:42] Diferentemente dos ladrões, do estranhos, do mercenário, esse bom pastor, ele ama o rebanho.

Verdadeiramente ele zela pela sua segurança, pela nossa segurança. E podemos ver no verso 7 quando Jesus disse:

"Em verdade vos digo que eu sou a porta das ovelhas".

E ele contempla o significado dessa expressão no verso 9, dizendo:

"Eu sou a porta. Se alguém entrar por mim, salvar-se-á, entrará e sairá e achará pastagens.

Louvado seja o nome do Senhor. Ao se apresentar como a porta das ovelhas, o seju está se referindo não apenas ao fato de que é unicamente pela fé nele que temos acesso à salvação.

Pela fé em Jesus temos acesso a todas as bênçãos que Deus tem reservado para nós. Temos acesso à salvação e a todas as bênçãos decorrentes da salvação. Nós temos comunhão com o Pai, comunhão com a Igreja, vida abundante, a graça de Deus e também um advogado junto ao Pai.

[00:29:52] Passamos assim ser alvos da multiforme graça de Deus.

Mas o Senhor Jesus também lembrava que o pastor saía pela porta do aprisco durante o dia. E que ele fazia? Ele levava suas ovelhas para se alimentar em pastos verdejantes e para beber água.

Como expressou muito bem o rei Davi no Salmo 23, no verso 2, ele diz:

"Deitar-me faz em veres pastos, guia-me mansamente as águas tranquilas".

Depois de um dia de caminhada com o rebanho, o pastor retornava com o rebanho ao aprisco, ao entardecer, entrando pela porta para manter as suas ovelhas em segurança enquanto descansavam durante a noite.

Isso nos fala de que o Senhor Jesus nos protege dos perigos da noite espiritual.

Meus amados, nesse momento que nós vivemos momentos de trevas, nós bem sabemos, nesse momento em que o mundo vive diante de insegurança, de incerteza, ele é a nossa segurança.

[00:31:02] Neste momento de medo, de insegurança, podemos descansar em paz, sabendo que ele não somente é a porta de acesso a paz que excede todo entendimento, podemos olhar para Deus Pai e saber que ele conservará em paz aquele cuja mente está firme nele.

Nós agora podemos viver na direção do bom pastor em tudo que fazemos. Ele não somente é a nossa porta, mas também é o nosso pastor, pois ele vai sempre à nossa frente. Não estamos sozinhos, ele está sempre pronto a nos aconselhar, pois ele é o nosso conselheiro.

POR ISSO NÓS CONSULTAMOS A ELE. ELE NOS RESPONDE EM QUESTÕES GENÉRICAS. Pela palavra de Deus, que é a Bíblia. E em questões específicas, ele nos responde também pelos dons espirituais. E ao tomarmos decisões importantes para nossa vida secular, para as nossas famílias, seguimos o conselho do nosso bom pastor.

[00:32:11] Assim, recebemos dele a segurança de tomarmos as melhores decisões para nossa vida. E isso nos alegra em poder dizer isso, que ele é o nosso pastor.

E nós vamos cantar um louvor com alegria, porque nós vamos falar desse pastor, onde a bondade e a misericórdia estão presente na vida da igreja.

O Senhor é o meu pastor. Vamos cantar esse louvor glorificando o nome do Senhor.

ALEXANDRE GUEIROS

[00:37:04] Saúdo a todos os irmãos que nos ouvem, todas as igrejas no Brasil, em outros países.

Saudamos também os irmãos que aqui estão presentes nesta igreja com a paz do Senhor Jesus.

Dando continuidade à palavra que já ouvimos, estamos chegando agora aos versículos 10 e 11. Deste capítulo 10 de João. E aí veremos a principal característica que identifica o Senhor Jesus como o bom pastor.

[EMBARGOU A VOZ COMO SE ESTIVESSE SEGURANDO O CHORO]

[00:37:57] Ele dá a sua vida pelas suas ovelhas.

No versículo 10, nós lemos:

"O ladrão não vence senão a roubar, a matar e a destruir. Eu vim para que tenho vida e a tenho com abundância. Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá sua vida pelas ovelhas.

Amados irmãos, esta vida abundância que o Senhor nos veio conceder não está limitada ao tempo. Nós sabemos, não está limitada esta vida aqui na terra, mas esta vida abundância que o Senhor nos tem dado, é a vida eterna que começa no momento em que nós cremos no Senhor Jesus como nosso Salvador.

Neste momento passamos da morte para a vida para a vida eterna.

Glória a Deus. Louvado seja o Senhor.

Então, irmãos, nós entendemos que ao derramar a sua vida na cruz do Calvário, ele estava disponibilizando a sua vida, estava colocando sua vida eterna à nossa disposição.

[00:39:22] E essa vida pode então ser concedida à sua igreja pelo Espírito Santo no dia do Pentecostes. Porém, logo após essa promessa maravilhosa, nós encontramos algo curioso no versículo 11, onde o Senhor Jesus declara claramente, logo após dizer:

"Eu sou o bom pastor",

ele completa.

O bom pastor dá sua vida pelas suas ovelhas.

E vamos ver o que ele vai falar logo adiante a respeito deste assunto.

Mas antes, vamos lembrar que aqui estava a maior prova de amor que ele poderia dar à humanidade e obviamente em particular a sua igreja, a sua própria vida.

Essa foi a grande prova de amor. Em João, no capítulo 15, nós lemos as suas palavras quando ele disse:

"Ninguém tem maior amor do que este de dar alguém a sua vida pelos seus amigos."

[00:40:34] Ele estava profetizando que para que nós tivéssemos a possibilidade de receber esta vida eterna, esta vida em abundância, era necessário que ele entregasse a sua vida na cruz do calvário, morrendo em nosso lugar. Aleluia.

Vimos agora, irmãos, que o Senhor fala novamente a respeito do ladrão. O LADRÃO não tem, não tinha direito, nenhum ladrão tem direito aos bens dos quais ele se apropria. Isso é óbvio. Ele usa a força, astúcia para conquistá-las.

E o Senhor também falou sobre O ESTRANHO. Já vimos… que não tem comunhão com as ovelhas. As ovelhas não o conhecem.

Ele tenta, o O ESTRANHO TENTA ENGANAR AS OVELHAS não com violência, mas COM O SEU DISCURSO, A SUA FALA, mas elas não o reconhecem como tendo direito às suas vidas.

[00:41:48] E o Senhor então menciona o nos versos 12, 13, alguém que não tinha cuidado das ovelhas, não tinha amor pelas ovelhas, ele tinha era interesse financeiro no ganho que ele poderia obter através daquelas ovelhas. Esse era O MERCENÁRIO.

O mercenário trabalhava por um salário. Diferentemente do do bom pastor, nós já vimos O MERCENÁRIO NÃO AMAVA AS OVELHAS. ELE OLHAVA PARA AS OVELHAS COMO MERCADORIA, COMO FONTE DE LUCRO.

E o Senhor disse: "Se o lobo vier contra o rebanho, ele foge para preservar a sua vida e abandona as ovelhas."

No Velho Testamento, nós temos um exemplo de de um bom pastor, não é o bom pastor, mas é um bom, ele foi um bom pastor. Lembram-se? Antes de assumir o trono, ele zelava pelas suas ovelhas. O rei Davi, depois seria rei, mas quando ele era pastor, ainda jovem, quando ele via a uma ovelha atacada por um urso ou por um leão, ele se dispunha a lutar, arriscando a própria vida para salvar as suas ovelhas.

[00:43:20] Essa é esse foi o ponto em que nós vemos Davi como tipo do Senhor Jesus. Davi aí apontava a sua, né, né, né, nesse episódio apontava profeticamente para um pastor muito maior do que ele.

E em João capítulo 10, nós vemos, como acabamos de ler, revelado o pastor que Davi anunciava ao aos lutar pelas suas ovelhas.

Só que o bom pastor, ele não arriscou a sua vida pelas ovelhas, mas ele deu completamente, entregou completamente a sua vida para nos salvar. Louvado seja o Senhor. Glórias ao Senhor Jesus.

Ele não fugiu do lobo, não fugiu do Sinédrio, não fugiu dos soldados, do poderio de de Pilatos. Não fugiu dos açoites, NÃO FUGIU DAS FALSAS ACUSAÇÕES. ELE ENFRENTOU TODA A OPOSIÇÃO, TODAS AS AFRONTAS, CALADO.

[00:44:37] Ele foi até o fim para salvar as suas ovelhas.

Além disso, irmãos, está dito na nas escrituras, o Senhor Jesus não perdeu nem uma ovelha que o Pai lhe confiou. Essa é uma segurança que nós temos no Senhor Jesus.

Nós jamais seremos seremos arrebatados das suas mãos. Estamos sendo conservados em segurança por ele. Ele nos protege. Ele cuida de nós. E jamais, irmãos, qualquer ladrão ou estranho ou mercenário nos tirará da presença do bom pastor.

Louvado seja o Senhor.

Em João sobre isso, capítulo 18, nós lemos o que eu acabei de de mencionar. Para se cumprir a palavra que tinha dito: "Dos que me deste, nenhum deles perdi."

Como Davi pôs o coração no seu rebanho, o Senhor Jesus também pôs o seu coração em nós, irmãos. Ele não tinha motivos para nos amar antes da salvação. Nós não merecíamos o seu amor, pois por natureza éramos inimigos dele por causa do pecado, está dito.

Mas ainda assim, ele nos amou e deu a sua vida por nós. No verso 16, nós temos uma promessa que diz respeito a nós ou a muitos dos nossos queridos. Ainda tem outras ovelhas que não são deste aprisco. Também me convém agregar estas e elas ouvirão a minha voz e haverá um rebanho e um pastor.

E ESSE ESSE ESSA PASSAGEM DIZ RESPEITO NÃO SOMENTE AQUELAS QUE O SENHOR IRÁ SALVAR, PELAS QUAIS NÓS ORAMOS CONTINUAMENTE, MAS DIZ RESPEITO TAMBÉM A OVELHAS DESGARRADAS, ovelhas que ainda não encontraram o aprisco no qual o Senhor Jesus está presente falando, dirigindo, manifestando-se através dos dons do seu espírito. Estão desgarradas.

Mas o Senhor vai agregá-las ao corpo, vai agregá-las à igreja que está ouvindo a voz do bom pastor.

Meus irmãos, bendito foi o dia em que fomos agregados a este rebanho santo a igreja do Senhor Jesus. E agora nós podemos todos dizer que somos um só rebanho em toda a face da terra e temos somente um pastor, Jesus, o nosso único e suficiente salvador.

[00:47:54] Isso se aplica não somente aos membros em geral da das igrejas, mas isso se refere também à aqueles que têm ministérios, pastores, evangelistas, mestres, todos também são ovelhas do Senhor Jesus.

Alegrem-se, queridos companheiros. Nós também somos ovelhas do Senhor Jesus. Ele cuida de nós. Ele é o sumo pastor de toda a igreja, de todos os seus servos.

A expressão do Senhor Jesus relacionada a a dar a sua vida apontava… e que apontava para o seu sacrifício na cruz, se repete três vezes nessa… neste capítulo.

Observamos já nos versículos 11, 15, 17. 11 e 15, ele já. E no 17 ele já fala acrescentando algo que é muito importante. Ele promete a a dar a sua vida pela terceira vez. [00:49:07] Porém, neste verso 17, ele ele acrescenta uma promessa, uma profecia. Ele diz:

"Dou a minha vida para tornar a tomá-la".

Neste neste verso, amados irmãos, ao dizer eu tornarei a tomá-la, ele fala claramente, já percebemos a respeito da sua ressurreição. Por quê? Porque ele venceu a morte. Ao terceiro dia, ele venceu a morte. Aleluia! Louvado seja o Senhor.

Ao terceiro dia, ele ressuscitou e vive para todo sempre e vive para interceder por nós como nosso advogado junto ao Pai. O Senhor Jesus é o único e verdadeiro bom pastor. Concluindo, por ele nos possui, ele é o nosso dono.

[00:50:22] Ele nos conhece, nos conhece por nome e ele nos ama.

OS LADRÕES NÃO SÃO NOSSOS DONOS. OS ESTRANHOS NÃO NOS CONHECEM. OS MERCENÁRIOS NÃO NOS AMAM, mas nós o reconhecemos como o bom pastor.

E é por isso que nós o seguimos. Entramos na salvação pela porta, pela fé no Senhor Jesus. E passamos então a ser colocados ou fomos colocados pelo Senhor no mesmo rebanho.

E todos aqueles que estão ouvindo a sua voz estão se unindo aos demais membros do corpo de Cristo, ao rebanho do Senhor Jesus. E assim cumpre-se a promessa do Senhor. Passa a haver um só rebanho e um só pastor.

Finalizando, as ovelhas, nós ovelhas do Senhor Jesus, dependemos do bom pastor para tudo.

[00:51:35] Provisões, alimento, direção e proteção. Por isso, toda a nossa confiança e a nossa esperança está nele.

Amados irmãos, poderíamos terminar lendo novamente aqueles versículos, o 17. Verso 17. Podemos todos ler.

Por isso o Pai me ama, porque dou a minha vida para tornar a tomá-la. Ninguém me atira de mim. Mas eu de mim mesma dou. Tenho poder para dar e poder para tomá-la. Este mandamento recebi de meu pai.

Amém. Vamos glorificar o Senhor Jesus, o nosso amado pastor.