OS PROFESSORES DE NARRATIVAS DA IGREJA MARANATA E SUAS HERESIAS

OS PROFESSORES DE NARRATIVAS DA IGREJA MARANATA E SUAS HERESIAS

26 de abril de 2026 Off Por Sólon Pereira

Por Solon Pereira – Projeto Análise | Celeiros

Uma análise bíblica, ética e espiritual da EBD da Igreja Cristã Maranata (26/4/2026)

Vídeo de referência: https://www.youtube.com/watch?v=PgPwYOpFv-8    

Degravação ao final.

Uma análise bíblica, ética e espiritual da EBD da Igreja Cristã Maranata de 26/4/2026

A Escola Bíblica Dominical da Igreja Cristã Maranata de 26 de abril de 2026 retomou um tema antigo na construção doutrinária da instituição: a tentativa de transformar episódios da vida de Davi, da arca da aliança e do tabernáculo em uma moldura profética para legitimar a própria ICM como “a Obra do Espírito”, em contraste com todas as demais igrejas cristãs.

Na primeira parte da EBD, comentada por Gilson Sousa e Antônio Carlos de Oliveira, o assunto central foi a arca da aliança nos dias de Davi. À primeira vista, poderia parecer apenas uma exposição bíblica sobre 1 Crônicas 13. Mas, como ocorre com frequência nas mensagens oficiais da Maranata, o texto bíblico foi usado como plataforma para sustentar uma narrativa institucional: a ideia de que, assim como Davi teria desejado trazer a arca para junto de si a fim de “consultar a Deus”, a ICM seria hoje o povo que realmente ouve, consulta e obedece ao Senhor.

O problema é que essa construção não se sustenta biblicamente.

A arca da aliança não era um oráculo institucional

Antônio Carlos afirmou que Davi desejou levar a arca para Jerusalém porque sabia que era “acima da arca” que Deus se manifestava como Deus vivo e “falava ao seu povo”. Em seguida, interpretou a frase de Davi — “porque não a buscamos nos dias de Saul” — como se significasse: “ignoramos a arca e não consultamos o Senhor nos dias de Saul”.

Essa leitura é altamente problemática.

A Bíblia ensina que Deus falou a Moisés “de cima do propiciatório, do meio dos dois querubins” em um contexto específico da revelação mosaica (Êxodo 25:22; Números 7:89). Mas isso não autoriza transformar a arca em um instrumento permanente de consulta, como se Israel devesse usá-la como oráculo religioso. Muito menos autoriza uma igreja moderna a usar esse episódio como base para suas práticas de “consulta” por bibliomancia ou por supostos dons espirituais não examináveis.

O próprio relato bíblico desmonta essa tese.

Quando Davi fugia de Saul, ele passou por Nobe, onde Aimeleque, sacerdote, consultou o Senhor em favor dele (1 Samuel 22:10). A arca não estava ali. O texto não diz que Davi consultou a arca, mas que o sacerdote consultou o Senhor. Ou seja, a consulta se dava no contexto sacerdotal, e não por uma suposta função mágica da arca.

Mais tarde, em 1 Crônicas 21, a situação é ainda mais clara. Depois do pecado do censo, Davi estava em Jerusalém, na eira de Ornã/Araúna. A arca já estava em Jerusalém, na tenda preparada por Davi. O tabernáculo e o altar de holocaustos, porém, estavam em Gibeom. O texto diz:

“Naquela época, o tabernáculo do Senhor que Moisés fizera no deserto, e o altar de holocaustos, estavam em Gibeom. Mas Davi não podia consultar a Deus lá, pois tinha medo da espada do anjo do Senhor.” 1 Crônicas 21:29-30

Ora, se a arca fosse o oráculo de Deus, Davi poderia ter consultado o Senhor em Jerusalém, onde a arca estava. Mas o texto associa a impossibilidade de consulta ao fato de Davi não poder ir a Gibeom, onde estavam o tabernáculo e o altar. Isso enfraquece profundamente a tese de que a arca era o centro oracular permanente.

O mesmo ocorre com Salomão. No início de seu reinado, a arca estava em Jerusalém, na tenda feita por Davi. Mesmo assim, Salomão foi com a assembleia a Gibeom, porque ali estava a Tenda do Encontro e o altar de bronze. O texto afirma que “ali Salomão e a assembleia consultaram o Senhor” (2 Crônicas 1:2-5). Mais uma vez: a consulta não foi feita diante da arca em Jerusalém, mas em Gibeom, onde estava o tabernáculo.

Portanto, a narrativa da ICM não nasce da Bíblia. Ela nasce de uma necessidade institucional: dar aparência bíblica a uma prática mística de consulta que a própria Escritura não prescreve para a igreja.

A manipulação do caso de Juízes 20

Outro ponto importante é o episódio de Juízes 20. Ali, os israelitas consultaram a Deus em Betel para saber quem subiria primeiro contra os benjamitas. Mas esse episódio ocorre em um dos períodos mais sombrios da história de Israel. O livro de Juízes se encerra com a frase: “Naquela época não havia rei em Israel; cada um fazia o que lhe parecia certo” (Juízes 21:25).

A consulta de Juízes 20 não é modelo de espiritualidade madura. O contexto é de violência, colapso moral, vingança tribal e quase extermínio de uma tribo inteira. Israel não pergunta se deveria guerrear contra Benjamim; pergunta apenas quem deveria ir primeiro. A tragédia que se segue mostra que a consulta não santificou a decisão já tomada no coração.

Esse ponto é essencial. A Bíblia não ensina que consultar a Deus, de modo formal ou religioso, torna justa uma decisão previamente contaminada. Ezequiel 14 traz uma advertência severa: quando alguém vem consultar o Senhor com ídolos no coração, Deus pode responder conforme a idolatria já instalada interiormente.

Esse é o risco de toda prática religiosa usada para confirmar decisões institucionais já tomadas. A consulta deixa de ser submissão à vontade de Deus e se torna mecanismo de legitimação espiritual da vontade humana.

Exclusivismo religioso disfarçado de “obra do Espírito”

Antônio Carlos afirmou que houve uma época em que servos do Senhor criam nas Escrituras e em Jesus, mas não tinham acesso à presença de Deus, não sabiam que Ele poderia falar e orientar. Em seguida, contrapôs essa condição à “Obra do Espírito”, dizendo que “nós” entendemos que o Senhor deseja manifestar-se e dirigir “sua obra entre nós”.

Aqui aparece, novamente, o exclusivismo religioso.

A mensagem sugere que cristãos de outras tradições até creem na Bíblia e em Jesus, mas não conhecem a verdadeira direção de Deus. Quem realmente ouve, quem realmente consulta, quem realmente obedece seria a ICM. Esse mecanismo é típico de grupos sectários: não negam necessariamente que os demais sejam religiosos, mas os colocam em uma categoria inferior, incompleta, cega ou desobediente.

O Novo Testamento, porém, não ensina que o acesso à presença de Deus depende de uma denominação específica, de uma cúpula religiosa ou de consultas místicas institucionalizadas. Jesus disse que suas ovelhas ouvem a sua voz (João 10:27), mas essa voz é reconhecida pela verdade, pela Palavra, pelo fruto do Espírito e pela fidelidade ao evangelho — não pela submissão a uma marca denominacional.

A igreja de Cristo é formada por todos os que pertencem a Cristo, e não por todos os que pertencem à estrutura administrativa de uma instituição.

O tabernáculo em Siló, Nobe e Gibeom: narrativa simplificada demais

A EBD também apresentou a ideia de que o tabernáculo teria sido montado em Siló, depois em Nobe e, por último, em Gibeom, como parte de um processo transitório da “obra de Deus”. Essa explicação, porém, simplifica demais um quadro bíblico complexo.

Josué 18:1 informa que a Tenda do Encontro foi armada em Siló. Ali permaneceu durante longo período. Mas, nos dias de Eli e Samuel, o texto já fala em “santuário do Senhor” e em “portas da casa do Senhor” (1 Samuel 3:3,15), o que sugere que o espaço de culto em Siló já não era simplesmente a estrutura móvel do deserto em sua forma original.

Depois, a arca foi levada indevidamente ao campo de batalha contra os filisteus, foi capturada e passou por Asdode, Gate e Ecrom, até ser devolvida e enviada a Quiriate-Jearim (1 Samuel 5–7). O texto bíblico não diz que a arca voltou ao tabernáculo de Siló. Ao contrário, Jeremias 7:12-14, Jeremias 26:6-9 e Salmo 78:59-62 indicam que Siló sofreu juízo e destruição.

Quanto a Nobe, 1 Samuel 21–22 mostra sacerdotes, pães da proposição e atividade cultual organizada. Mas não afirma expressamente que o tabernáculo mosaico estava ali. Afirmar isso como certeza é ir além do texto.

Quanto a Gibeom, aí sim há referência explícita ao tabernáculo e ao altar de holocaustos (1 Crônicas 21:29; 2 Crônicas 1:3-5). Mas ainda assim o quadro geral revela uma história marcada por ruptura, juízo, deslocamento, perda e restauração parcial — não uma narrativa triunfalista de “obra dinâmica” como a ICM tenta construir.

“Obra dinâmica” ou adaptação institucional?

Antônio Carlos afirmou que “a Obra do Senhor é dinâmica” e que Deus revela continuamente seu projeto para edificação da igreja. Essa frase, isoladamente, poderia parecer aceitável. O problema é o uso que a ICM faz dela.

Na prática, “obra dinâmica” vira uma senha teológica para justificar mudanças doutrinárias, ajustes administrativos, controles internos e interpretações novas sem prestação de contas bíblica. Se algo muda, diz-se que “Deus revelou”. Se algo contradiz o que foi dito antes, diz-se que “a obra é dinâmica”. Se alguém questiona, é acusado de não entender a direção do Espírito.

Mas a revelação normativa da fé cristã não está em circulares, seminários, orientações internas ou consultas. Está nas Escrituras. O Espírito Santo ilumina a igreja, guia os crentes, convence do pecado, distribui dons e edifica o corpo de Cristo. Mas Ele não cria uma instância paralela de autoridade capaz de relativizar a Palavra escrita.

Quando uma instituição usa o discurso da revelação contínua para se tornar inquestionável, ela deixa de servir à verdade e passa a controlar consciências.

A falsa oposição entre Saul e Davi

A ICM também retomou uma antiga construção: Saul representaria o homem no centro, a religião formal, o culto sem direção de Deus; Davi representaria a “Obra”, o povo que ouve e obedece. Essa oposição é sedutora, mas é também perigosa.

Saul, de fato, foi rejeitado por Deus por sua desobediência. Mas transformar Saul em símbolo de todas as demais igrejas e Davi em símbolo da ICM é uma apropriação abusiva da narrativa bíblica.

Davi foi chamado de homem segundo o coração de Deus (1 Samuel 13:14; Atos 13:22), mas a Bíblia não o apresenta como líder impecável. Pelo contrário, expõe seus pecados com impressionante honestidade.

Davi mentiu a Aimeleque, e sua mentira foi usada no contexto que resultou na morte de 85 sacerdotes em Nobe (1 Samuel 21–22). Davi se refugiou entre os filisteus e enganou Aquis (1 Samuel 27). Davi adulterou com Bate-Seba (2 Samuel 11:2-4). Davi ordenou a morte de Urias, colocando-o na frente da batalha para que fosse morto (2 Samuel 11:14-17). Davi realizou o censo que trouxe juízo sobre Israel (1 Crônicas 21). Davi falhou como pai e como líder diante do abuso de Tamar por Amnom (2 Samuel 13). Davi quase executou uma vingança sanguinária contra Nabal, sendo impedido pela sabedoria de Abigail (1 Samuel 25). E Davi conduziu inicialmente a arca de forma indevida, episódio que resultou na morte de Uzá (2 Samuel 6; 1 Crônicas 13 e 15).

O diferencial de Davi não foi a ausência de pecado. Foi a capacidade de se quebrantar quando confrontado. Quando Natã o repreendeu, Davi não processou o profeta, não o expulsou do reino, não organizou uma campanha de difamação contra ele. Davi disse: “Pequei contra o Senhor” (2 Samuel 12:13).

Aqui está a comparação que a ICM deveria temer. Se quer se comparar com Davi, precisa começar pelo arrependimento. Precisa reconhecer pecados, reparar danos, pedir perdão, abandonar perseguições e parar de tratar críticos como inimigos de Deus.

Davi comendo os pães sagrados: graça ou conveniência narrativa?

Antônio Carlos também afirmou que, ao comer os pães da proposição, Davi tipificava a igreja do Novo Testamento, que se alimenta do pão vivo. É verdade que o próprio Jesus menciona esse episódio para confrontar o legalismo dos fariseus (Mateus 12:3-4). Mas a aplicação feita pela ICM ignora elementos importantes da narrativa.

Davi estava fugindo. Davi mentiu ao sacerdote. Davi ocultou sua real condição. A presença de Doegue naquele local foi decisiva para a tragédia posterior. Saul, informado por Doegue, mandou matar os sacerdotes de Nobe. A história é marcada por necessidade, misericórdia, mentira, perseguição e sangue.

Jesus usa o episódio para mostrar que a misericórdia pesa mais do que a rigidez ritual. A ICM usa o episódio para se encaixar como “igreja dirigida pelo Espírito Santo”. São movimentos completamente diferentes.

O evangelho não autoriza uma instituição a se apropriar seletivamente de Davi apenas nos pontos convenientes, ignorando o custo moral da narrativa. Se Davi é exemplo, é exemplo também de falha, culpa, arrependimento e restauração pela graça.

A acusação contra os cristãos que “não querem ouvir a Deus”

Talvez uma das partes mais graves da mensagem seja a sugestão de que muitos cristãos querem se beneficiar do sangue de Jesus, mas não querem aceitá-lo como conselheiro, não querem ouvir sua voz nem ser dirigidos pelo Espírito Santo.

Essa acusação, no contexto da fala, funciona como comparação implícita: os outros cristãos têm culto, têm Bíblia, falam do sangue de Jesus, mas não querem direção; a ICM, por outro lado, seria a obra que ouve e obedece.

Esse tipo de discurso produz arrogância espiritual. Ele ensina o membro a olhar para os demais cristãos como inferiores. Ensina que uma igreja pode ter Bíblia, Cristo, culto, oração e ainda assim estar fora da verdadeira direção de Deus, caso não adote o modelo místico da ICM.

Mas o Novo Testamento ensina outro caminho. O fruto do Espírito não é exclusivismo, orgulho denominacional ou submissão cega a uma liderança. O fruto do Espírito é amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio (Gálatas 5:22-23). Onde há medo, controle, perseguição e soberba institucional, é preciso perguntar que espírito está realmente operando.

A Bíblia como fundamento, não como ferramenta de narrativa

O grande problema da EBD analisada não é falar da arca, de Davi, de Jerusalém ou do tabernáculo. O problema é usar esses temas como peças de uma narrativa pronta. A Bíblia deixa de ser examinada em seu contexto e passa a ser moldada para reforçar uma identidade institucional.

A ICM não está apenas ensinando textos bíblicos. Está ensinando seus membros a lerem a Bíblia a partir de uma chave fixa:

·      Saul é a religião.

·      Davi é a Obra.

·      A arca é a consulta.

·      Jerusalém é a igreja fiel.

·      Ouvir a Deus é obedecer à direção institucional.

·      Questionar a direção é agir como quem rejeita a voz do Senhor.

Esse método é espiritualmente perigoso porque substitui a exegese por alegoria controlada. A Bíblia passa a significar aquilo que a liderança precisa que ela signifique.

Conclusão: quando a narrativa ocupa o lugar da verdade

A EBD de 26/4/2026 mostra, mais uma vez, como a Igreja Cristã Maranata constrói doutrinas a partir de associações simbólicas frágeis, generalizações históricas e aplicações exclusivistas.

A arca da aliança não autoriza bibliomancia.

Davi não autoriza uma liderança a se declarar “obra do Espírito”.

O tabernáculo não autoriza a ideia de uma instituição dinâmica e inquestionável.
A queda de Saul não autoriza chamar as demais igrejas de religião morta.
A escolha de Davi não autoriza a ICM a se apresentar como povo que faz toda a vontade de Deus.

A Bíblia é muito mais honesta do que a narrativa institucional. Ela mostra Saul em sua desobediência, mas também mostra Davi em seus pecados. Mostra a glória da presença de Deus, mas também mostra o perigo de manipular símbolos sagrados. Mostra que Deus fala, mas também mostra que o coração idólatra pode transformar consulta em autoengano.

A verdadeira igreja de Cristo não é identificada por slogans como “Obra do Espírito”, nem por práticas místicas de consulta, nem por uma história oficial repetida de púlpito em púlpito. A verdadeira igreja é reconhecida pela fidelidade ao evangelho, pela humildade diante da Palavra, pelo arrependimento sincero, pelo amor aos irmãos e pela coragem de confessar seus pecados.

Se a ICM deseja mesmo se comparar com Davi, deveria começar pelo ponto em que Davi foi mais diferente de muitos líderes religiosos: quando confrontado, ele se arrependeu.

E isso, até hoje, a liderança da Maranata ainda não demonstrou disposição de fazer.

DEGRAVAÇÃO

Gilson Sousa

Nós saudamos todos os irmãos que estão nas igrejas recebendo esta transmissão com a paz do Senhor Jesus.

Estamos prontos aqui para transmitir a Escola Bíblica Dominical da Igreja Cristã Maranata a partir daqui dos nossos estúdios na Central de Comunicações da Igreja Cristã Maranata.

E nós vamos, a partir de agora, falar sobre um assunto cujo tema está ligado à Arca da Aliança nos dias de Davi.

Na verdade, a Arca da Aliança ficou longo tempo em Quiriate Jearim, onde Abinadabe consagrou seu filho para dela cuidar.

Enquanto isso, o tabernáculo estava em Nobe, e depois em Gibeon.

Ao assumir o trono em Jerusalém, Davi sente o desejo de levar a arca para um lugar junto a ele. E nós veremos agora nesta Escola Bíblica Dominical sobre a primeira tentativa de transportar a arca para Jerusalém.

Mas antes, nós vamos agora fazer uma leitura de um texto da Palavra de Deus, e depois iremos orar ao Senhor nosso Deus. Portanto, convidamos a todos para a leitura de 1 Crônicas, capítulo 13, do versículo 1 ao versículo 5. Essa palavra pedimos agora aos irmãos que estão nas igrejas para estarem de pé, para acompanharem a leitura da Palavra do Senhor, em 1 Crônicas, capítulo 13, versículo 1 ao versículo 5. Diz assim a Palavra de Deus.

E teve Davi conselho com os capitães dos milhares e dos centos e com todos os príncipes. E disse Davi a toda a congregação de Israel, se bem vos parece, e que vem do Senhor nosso Deus, enviemos depressa mensageiros a todos os nossos outros irmãos em todas as terras de Israel. E aos sacerdotes e aos levitas, com eles nas suas cidades e nos seus arrabaldes, para que se ajuntem conosco. E tornemos a trazer para nós a arca do nosso Deus, porque não a buscamos nos dias de Saul. Então disse toda a congregação que assim se fizesse, porque este negócio pareceu reto aos olhos de todo o povo. Ajuntou então Davi, ajuntou pois Davi a todo o Israel, desde o Sior do Egito até chegar a Ramate, para trazer a arca de Deus de Quiriate Jearim.

Louvado seja Deus. Vamos então agora orar ao Senhor.

[LOUVOR – Há uma obra que Deus quer fazer]

Antônio Carlos de Oliveira

Nós saudamos a todos que participam da transmissão desta EBD, Escola Bíblica, com a paz do Senhor Jesus.

O pastor Gilson falou a respeito de quando Davi foi buscar a arca com a intenção de levá-la para Jerusalém.

A arca tinha estado na casa de Abinadabe, em Quiriate, Jearim, durante todo o reinado de Saul. Mas quando o seu sucessor no trono, Davi, se tornou rei de todas as doze tribos de Israel, decidiu conquistar Jerusalém, vencendo os Jebuzeus.

Após a conquista da fortaleza de Sião, que estava em Jerusalém, passou a ser chamada Cidade de Davi.

Uma breve explicação é que Jerusalém tem grande extensão e, na ocasião, só existia Sião, que era a parte sudoeste, pequena, que Davi conquistou.

Davi estabeleceu, então, a sua residência em Jerusalém e decidiu levar a arca para Jerusalém e perguntamos por quê?

Porque ele sabia que era acima da arca de Deus, que ele se manifestava como Deus vivo e que falava ao seu povo. Ele queria ter uma comunhão maior com Deus.

Suas palavras foram:

Tornemos a trazer para nós a arca do nosso Deus, porque não a buscamos nos dias de Saul.

Isso significa o seguinte: ignoramos a arca e não consultamos o Senhor nos dias de Saul.

Nos fala de uma época em que os servos do Senhor criam nas escrituras, criam em Jesus, mas não tinham acesso à sua presença, não sabiam que Ele poderia lhes falar e lhes orientar.

Mas NA OBRA DO ESPÍRITO, NÓS entendemos que o Senhor deseja manifestar-se em nosso meio como Deus vivo e dirigir SUA OBRA ENTRE NÓS.

Por isso queremos Emanuel bem perto de nós.

Perguntamos agora: por que esse interesse de Davi em morar em Jerusalém e não em outras cidades mais importantes de Judá?

Primeiramente, porque ele sabia que Melquisedeque, tipo do Senhor Jesus, fora rei de Jerusalém, cidade da paz. Jerusalém significa cidade da paz. Que em sua época se chamava Salém, paz. E que, portanto, esse lugar era profético.

Ora, Jesus é o príncipe da paz, ou seja, Melquisedeque era tipo do Senhor Jesus. Davi também discerniu que Jerusalém era o lugar onde Deus faria habitar o seu nome. Ou seja, faria habitar a Arca, que representava a presença do Senhor.

Ele certamente conhecia um texto que fala de uma profecia de Moisés, muito antes disso, onde está escrito em Deuteronômio, capítulo 12, verso 5.

Mas o lugar que o Senhor vosso Deus escolher para lhe pôr o seu nome, buscarei para a sua habitação e ali vireis.

Portanto, Moisés falou dessa cidade. Quem desejar depois procurar também em Deuteronômio 26, tem outras passagens de profecias de Moisés em relação à cidade que Deus ia escolher.

O Monte Sião representava Jerusalém. O Salmo 78, verso 68, está escrito que o Senhor escolheu o Monte Sião que Ele amava.

Jerusalém representa a igreja, que é a cidade onde Jesus reina como príncipe da paz. E o Senhor hoje está manifestando a sua presença e reinando em sua igreja, a Jerusalém espiritual, reinando sobre um povo que aprendeu a ouvir e a obedecer.

Mas voltemos agora a nossa atenção para o tabernáculo.

Por que o Senhor permitiu que a arca ficasse por dezenas de anos separada do TABERNÁCULO QUE FOI MONTADO EM SILÓ, DEPOIS EM NOBE E, POR ÚLTIMO, EM GIBEON?

Ora, o lugar preparado anteriormente para a arca não era o Santo dos Santos? Que estava dentro do tabernáculo? A explicação é simples: o tabernáculo era um lugar provisório de adoração provisória. Era uma construção desmontável, própria para que pudesse acompanhar o povo na sua caminhada, sua peregrinação de 40 anos através do deserto do Sinai, sendo montado e desmontado na caminhada. Quando paravam, montavam. Quando caminhavam, desmontavam e carregavam.

Ao entrarem na terra prometida, durante a conquista e durante o período dos juízes e do reinado de Saul, o tabernáculo não precisava ser montado e desmontado com frequência, uma vez que eles encontraram o lugar onde eles pousariam definitivamente. Tratava-se, repetimos, de um período transitório da obra de Deus, preparatório para o que viria: a arca ser colocada definitivamente em Jerusalém.

Nós já entendemos que a obra do Senhor é dinâmica. O Senhor está revelando continuamente o seu projeto para edificação da igreja, uma igreja que vive como o corpo de Cristo submissa ao governo do cabeça.

Espiritualmente falando, está claro que a condição do povo durante o período dos juízes e do sacerdote Eli tinha sido responsável pela tomada da arca pelos filisteus e sua posterior separação do tabernáculo.

Para que a arca estivesse no tabernáculo… ou, por que a arca estaria no tabernáculo se Israel e seu rei Saúl não queriam consultar o Senhor?

A retirada dos santos dos santos foi uma manifestação do Senhor para deixar claro que eles ofereciam cultos ao Senhor, os sacrifícios, mas não tinham interesse em ouvir o conselho e a direção do Senhor.

Isso, porventura, não se assemelha a CRISTÃOS que querem se beneficiar do sangue de Jesus, de seu sacrifício na cruz, mas NÃO QUEREM ACEITÁ-LO COMO CONSELHEIRO? Não procura ouvir a sua voz? NÃO QUEREM SER DIRIGIDOS PELO SEU ESPÍRITO SANTO?

Observamos isso, porque no tabernáculo os israelitas continuavam a celebrar cultos, a oferecer sacrifícios de sangue. No início, em Siló. E antes de a arca ser tomada, o sangue era aspergido sobre o propiciatório, no santo dos santos. E de entre os querubins acima do propiciatório, a tampa da arca, DEUS FALAVA AO SUMO SACERDOTE.

Saul não manifestou interesse em ter a arca disponível para o Senhor ser consultado, porque ele não se interessava pelo conselho do Senhor.

Nós lembramos que a arca ficava no centro das tribos, ou seja, Deus era o centro da vida espiritual de Israel. Na época de Saul, Saul se tornou o centro.

O Senhor, por sua parte, acabou por rejeitar a Saul e por escolher um homem segundo seu coração para reinar sobre Israel. Esse homem foi Davi.

FOI POR ESSA RAZÃO QUE O SENHOR NOS LEVANTOU PARA REALIZAR A SUA OBRA EM NOSSO MEIO, ATRAVÉS DE UMA IGREJA QUE VIVE COMO O CORPO DE CRISTO, DISPOSTA A OUVIR E OBEDECER. UMA IGREJA DISPOSTA A FAZER TODA A SUA VONTADE.

DAVI, como vamos ver, era realmente um homem segundo o coração do Senhor. ELE FAZIA TODA A VONTADE DO SENHOR.

Leiamos o que está escrito em Atos 13:22.

E quando este foi retirado, lhes levantou como rei a Davi, ao qual também deu testemunho, e disse: achei a Davi, filho de Jessé, varão, conforme o meu coração, que executará toda a minha vontade.

Em certa ocasião, QUANDO FUGIA DE SAUL, DAVI ENTROU NO TABERNÁCULO, que nessa ocasião estava na cidade de Nobe, conforme 1 Samuel 21:1, e falou com o sacerdote Elimeleque.

Notem bem, estava escrito que ele fugia da morte e estava faminto. O sacerdote então lhe disse, eu tenho o pão sagrado. E comeu os pães da proposição, os quais somente os sacerdotes podiam comer.

Vemos nesse episódio como Davi é um tipo da igreja, que é dirigida pelo Espírito Santo, a igreja do Novo Testamento.

Todos nós, igreja do Senhor, andávamos famintos do pão espiritual, do pão vivo que desce do céu, e o Senhor nos deu o privilégio de comer desse pão sagrado, como Davi, porque ele nos fez reis e sacerdotes, sacerdócio real no Novo Testamento.

Vemos aí nesse episódio, prefigurada a graça do Senhor Jesus.

Segundo a lei, Davi não poderia comer do pão sagrado, mas, segundo a graça, foi possível, pois ele tipificava o crente do Novo Testamento.

Hoje, todos nós, membros do corpo de Cristo, porque somos sacerdotes do Novo Testamento, podemos nos alimentar da palavra revelada pelo seu Espírito Santo, da palavra viva e eficaz, do pão vivo que desceu do céu. E mais do que isso, podemos entrar no Santo dos Santos, pois o véu que nos separava foi rasgado quando o Senhor derramou seu precioso sangue na cruz do Calvário”.

A arca deveria ser colocada no Santo dos Santos, no tabernáculo, mas esse entendimento não é correto. Ao contrário, Davi entendeu o momento profético. Entendeu que Deus havia escolhido Jerusalém para lá habitar, conforme profetizado. Entendeu que aquele era o momento, ou era um momento de transição da obra de Deus. Ele entendeu que, naquele tempo profético, Deus passaria a reinar sobre o seu povo ou, em outras palavras, uma teocracia seria estabelecida.

Ele entendeu que Israel estava passando de um período em que o homem Saul havia reinado sobre o seu povo fazendo a sua própria vontade.

A obra que Deus realizou por meio de Davi foi, portanto, um tipo da obra do Espírito nos dias de hoje. Foi um tipo da obra dirigida pelo Senhor Jesus através do seu Espírito Santo para governar a igreja. Nesta obra, o Senhor Jesus é o nosso rei. Ele reina na sua igreja.

Ele é o único que governa no reino de Deus. Louvado seja o nome do Senhor.

[LOUVOR: Senhor, guia-nos]

Alexandre Gueiros

[houve um corte na transmissão. O louvor foi interrompido e a mensagem de Alexandre Gueiros foi apresentada a partir do ponto seguinte]

… Um corpo submisso ao governo da cabeça, ou do cabeça, o Senhor Jesus. Quando Davi foi conquistar Sião, a fortaleza que estava em Jerusalém, os Jebuzeus se sentiam seguros, porque confiavam na sua fortaleza. Para eles, Sião era inexpugnável. Mas estavam completamente enganados. Por quê?

Aplicando espiritualmente esse episódio, como o próprio Senhor Jesus afirmou: as portas do inferno não prevalecerão diante dos ataques dos servos do Senhor, diante dos nossos ataques para resgatar as almas perdidas.

Trata-se aí, nós vemos, da vitória da igreja no trabalho da evangelização.

No Salmo 87, nós lemos que o Senhor ama as portas de Sião, ó cidade de Deus. Sião, já foi falado, representava Jerusalém. Hoje nós podemos dizer, o Senhor ama a sua igreja, a Jerusalém espiritual. Convém lembrar, irmãos, que não devemos confundir o significado bíblico de Jerusalém, como a igreja do Senhor, com a Jerusalém geográfica ou política, ou com o Estado moderno de Israel.

Mas voltemos agora a considerar o desejo de Davi de levar a arca para junto de si, para Jerusalém. Isso nos fala hoje do desejo da igreja que está realizando a obra do Espírito de gozar de plena comunhão com o Senhor Jesus, que é Emanuel, Deus conosco.

E para que teremos este desejo de ter o Senhor Jesus junto a nós, em viver plena comunhão com o Senhor? Para sermos mais abençoados? Sim, mas não somente isso. Também para conhecer o projeto do Senhor para edificação da igreja. E por que isso? Porque a igreja fiel entende que o projeto do Senhor para o corpo como um todo e para cada um de nós individualmente é melhor do que quaisquer projetos humanos.

NÓS, SERVOS DO SENHOR, APRENDEMOS QUE QUANTO MAIS OBEDECEMOS AO SENHOR, QUANTO MAIS SOMOS FIÉIS A ELE, MAIS BÊNÇÃOS RECEBEMOS. E por isso nós o servimos com fidelidade, fazendo toda a sua vontade.

Mas queremos agradar o Senhor em tudo. Em primeiro lugar porque queremos estar… Não, não é exatamente porque que queiramos ter a certeza de estarmos certos ou seguros com relação ao que acontecerá com os nossos empreendimentos.

Nós os servimos com fidelidade, em primeiro lugar, por gratidão, porque o Senhor Jesus deu Sua vida por nós na Cruz do Calvário, porque Ele nos deu vida abundante e vida eterna, mas também entendemos o que o Senhor nos quis dizer através do Salmo 81. Vamos ler. Versos 8 e depois o 16.

Ah, Israel, se me ouvisses, eu o sustentaria, [sustentaria Israel], com o trigo mais fino, e o saciaria com o mel saído da rocha.

O desejo do coração de Deus com relação a nós. Essa passagem nos fala, sobretudo, de bênçãos espirituais, sabemos. Qual é o trigo mais fino? A palavra revelada pelo Espírito Santo. E o mel saído da rocha? É a doçura que nós encontramos na palavra de Deus.

Passagens extraordinárias que nos falam do amor de Deus por nós, do carinho que o Senhor tem ao cuidar de nós, da sua maravilhosa graça que opera em nosso favor continuamente. Graças a Deus.

Finalmente, irmãos, consideramos como foi a primeira tentativa de Davi de levar a arca para Jerusalém.

Ele convocou 30 mil homens, foram escolhidos especialmente para acompanhar a arca nesse traslado, nesse trajeto.

E DAVI CONSULTOU os capitães, príncipes, SACERDOTES, LEVITAS. No entanto, ele cometeu uma falha. ELE NÃO CONSULTOU O SENHOR, para saber como deveriam levar a arca. Entenderam?

O Senhor queria que fosse levada, mas como levá-la?

E nós nos lembramos aí de quando nós tomamos decisões com base em conselhos humanos, mas não com base no conselho do Senhor.

O resultado é o que veremos.

Não podemos tomar uma decisão que sabemos é da vontade do Senhor. E só depois pedir a benção do Senhor, pedir a direção do Senhor sobre o projeto que nós idealizamos. Senhor, como faremos isso?

O que aconteceu naquela ocasião é que TODOS CONCORDARAM EM QUE A ARCA DEVERIA SER LEVADA PARA JERUSALÉM SOBRE UM CARRO NOVO. Essa foi a grande ideia. Um carro novo, puxado por bois.

E nós conhecemos a palavra. E sabemos que os levitas, em primeiro lugar, que eram encarregados de cuidar da arca, eles deveriam saber que a arca tinha de ser levada como? Aos ombros dos coatitas.

Lembram-se?

E o que aconteceu?

Começaram a levar a arca no carro novo, de boi, e no início tudo corria bem. É interessante notar em o texto de primeiro Crônicas, 13:8, que diz que:

Davi e todo Israel alegravam-se perante Deus com toda a sua força, em cânticos, com arpas, com alaúde, com tamboris, com símbolos e com trombetas.

Que maravilha, né? Que bênção maravilhosa. O que que acontece hoje?

MUITOS CRENTES AMAM O SENHOR, louvam o Senhor, estarem felizes por estarem EXECUTANDO UM PROJETO QUE IDEALIZARAM, que creem em ser do Senhor, mas se ESQUECEM DE QUE O SENHOR TEM MAIS PRAZER EM QUE SE OBEDEÇA A SUA PALAVRA do que em outras obras bem-intencionadas.

No verso 9, nós lemos sobre o resultado da desobediência. Os bois tropeçaram e Usá, muito bem-intencionado, estendeu a sua mão para segurar a arca. E o Senhor se irou contra o Usá e o feriu. Que desastre!

QUAL FOI A BRECHA QUE PERMITIU ESSE DESASTRE? A DESOBEDIÊNCIA.

Um carro novo nos fala de uma ideia nova, que parece ser agradável a Deus, Mas é contrária à revelação do Senhor.

E TOCAR NA ARCA, O QUE SIGNIFICA?

Significa tentar interferir na obra de Deus.

“Deus está precisando da minha ajuda. Se eu não ajudar, Deus estará em dificuldade”.

O homem que pensa que Deus precisa dele. Não é verdade!

O SENHOR SÓ ESPERA DE NÓS OBEDIÊNCIA.

Somos instrumentos, sim, por misericórdia do Senhor. Pela sua infinita graça, Ele resolve nos usar. Ele poderia usar os anjos, não precisariam de nós. Ele nos dá um privilégio ao nos usar.

Então, amados irmãos, vamos ler um versículo interessante em Eclesiastes, capítulo 8, versículo 6, onde está escrito:

Para todo propósito há tempo e modo.

Então, irmãos, não é somente saber a vontade do Senhor, é saber também como fazer, qual modo, qual maneira de fazer, qual tempo próprio de executar aquela orientação que o Senhor nos dá, não é verdade?

Quando o dom espiritual… a palavra de sabedoria, por exemplo, opera, aí nós sabemos a hora certa, a maneira correta de executar qualquer ação na obra de Deus.

A OBRA QUE O SENHOR NOS CONFIOU PODE PASSAR POR MOMENTOS DIFÍCEIS, POR DIFICULDADES, PROBLEMAS, COMO RESULTADO DE NÓS NÃO ATENDERMOS A DETALHES QUE O SENHOR NOS ORIENTOU.

E repetimos, sobretudo com relação à hora certa e à maneira correta de executarmos os planos do Senhor.

Davi pretendia levar a arca para uma tenda próxima à sua casa. Quando a arca estava no Santo dos Santos, no passado, o acesso à plena comunhão com o Senhor estava limitado ao SUMO SACERDOTE. Lembram-se? ERA O ÚNICO QUE PODIA ENTRAR NO SANTO DOS SANTOS E CONTEMPLAR A ARCA E OUVIR O SENHOR.

E por que esse impedimento do resto do povo entrar no Santo dos Santos? Por causa do véu que separava o santo lugar do lugar santíssimo, ou santo dos santos.

Enquanto a arca esteve na casa de Abinadabe, a arca estava distante do tabernáculo, já vemos.

O TABERNÁCULO ESTAVA EM NOBE E DEPOIS ESTEVE… EM GIBEON, NÃO É?

Ou seja, a plena comunhão e a direção do Senhor não estavam completamente acessíveis.

Mas Davi queria viver ao lado da arca, isto é, em íntima comunhão com o Senhor.

Isso nos fala do mesmo que nós, que conhecemos a obra do Espírito Santo, também desejamos proximidade com o Senhor. Comunhão íntima com o Senhor.

E no Novo Testamento, irmãos, temos, mais ainda, temos acesso direto à presença de Deus pelo novo e vivo caminho que é o sangue do Senhor Jesus. Temos pleno acesso ao trono da graça.

Nós, irmãos e servos do Senhor, não apenas desejamos, mas ao contar com dons espirituais e com a palavra revelada pelo Espírito, nós podemos ter plena comunhão com o Senhor E TEMOS A POSSIBILIDADE DE CONSULTAR O SENHOR SEMPRE QUE NECESSITAMOS.

Pudemos assim receber as revelações do Senhor sobre o Seu projeto. SEU PROJETO PARA AS NOSSAS VIDAS INDIVIDUALMENTE E O PROJETO PARA A IGREJA COLETIVAMENTE, para a edificação da igreja como um todo.

Da mesma maneira que Davi teve que aprender a lidar com a arca, como veremos na próxima EBD, ele aprendeu com o erro que cometeu. Nós também aprendemos a vencer dificuldades que surgem por causa do nosso desconhecimento, às vezes, sobre como tratar com a santidade e a glória de Deus em nosso meio.

É muito sério, não é? Santidade de Deus.

A glória de Deus que está se manifestando em nosso meio.

É uma grande responsabilidade.

NÓS TAMBÉM, IRMÃOS, TEMOS CORRIGIDO AO LONGO DA NOSSA HISTÓRIA O QUE NÃO ESTAVA CERTO EM NOSSO MEIO e acabamos sendo vitoriosos na execução da obra de Deus.

Louvado seja o Senhor!

Vamos glorificar o Senhor com aquele hino que diz, é um povo que te adora em espírito.