IGREJA MARANATA ATACA O CRISTIANISMO
Quem é Alexandre Gueiros por trás da máscara cristã?
Por Sólon Pereira – Projeto Análise | Celeiros
Uma análise bíblica, ética e espiritual da EBD da Igreja Cristã Maranata (5/7/2026): Como a EBD da Igreja Cristã Maranata transformou o cristianismo em inimigo de Jesus.
Vídeo de referência: https://www.youtube.com/watch?v=7zPJRkfKYtY&t=1827s
INTRODUÇÃO
Na Escola Bíblica Dominical da Igreja Cristã Maranata de 5 de julho de 2026, o tema proposto parecia simples e bíblico: "Os discípulos e a multidão". O problema não está no tema. Os Evangelhos realmente distinguem, em diversos momentos, os discípulos das multidões que acompanhavam Jesus.
O problema surgiu quando essa distinção deixou de ser uma observação histórica sobre o ministério de Cristo e passou a funcionar como uma ferramenta para dividir o cristianismo contemporâneo entre "os verdadeiros discípulos" e "a multidão".
E, curiosamente, a multidão passou a ser quase tudo aquilo que há de pior.
Jesus via a multidão com compaixão
No início do estudo, Gilson Sousa reconhece nas palavras de Jesus algo fundamental:
"E vendo a multidão Jesus teve grande compaixão deles, porque andavam desgarrados e errantes como ovelhas que não têm pastor."
Mais adiante, citando Jesus, disse:
"Tenho compaixão da multidão, porque já está comigo há três dias e não tem o que comer, e não quero despedi-la em jejum, para que não desfaleça no caminho."
Jesus não olhou para a multidão e viu inimigos.
Não viu concorrentes.
Não viu religiosos nominais.
Não viu pessoas interesseiras.
Jesus viu ovelhas sem pastor.
E sua resposta foi:
curar;
alimentar;
libertar;
ensinar;
acolher.
Mas a multidão mudou de personalidade durante a EBD
Conforme a mensagem avançava, a multidão foi sofrendo uma curiosa transformação.
Primeiro ela era:
doente;
necessitada;
faminta;
oprimida;
alvo da compaixão de Jesus.
Depois passou a ser:
egoísta;
incrédula;
interesseira;
obstáculo ao encontro com Cristo;
inimiga dos necessitados;
responsável pela rejeição do Messias.
Em determinado momento, Alexandre Gueiros afirmou:
"A multidão não tem compaixão a não ser de si mesma."
Logo depois acrescentou:
"A multidão quer sufocar a voz dos necessitados, porque não tem compaixão, a não ser de si mesma."
E concluiu:
"A multidão é assim: a multidão não tem compaixão a não ser de si mesma."
A pergunta inevitável é: Estamos falando da multidão dos Evangelhos ou do cristianismo atual?
Porque a resposta aparece poucos minutos depois.
O verdadeiro alvo era o cristianismo contemporâneo
Alexandre Gueiros afirmou:
Dito tudo isso, irmãos, vamos atentar para a situação atual do cristianismo. Nós vemos que o cristianismo hoje segue dividido ou há… podemos dizer que há às vezes uma mistura entre multidão e discípulos ou uma falta de discernimento entre o que é multidão e o que são os discípulos.
46:07 A multidão hoje em dia, em sua boa parte, se considera cristã. Já perceberam quantas multidões aqui em nosso país, em outros países, se consideram cristãos, crentes em Jesus e aplaudem em Jesus porque sabem que dele sai virtude, dele sai poder para curar. Ele atende as suas petições.
46:37 A multidão hoje continua interessada em benefícios para esta vida, em bênçãos materiais, bênçãos físicas.
46:47 A multidão se contenta e até mesmo aprecia o cristianismo, que é um espetáculo. A multidão é atraída pela emoção, mas não tem compromisso real com a cruz.
47:05 Não entendeu ainda o que é tomar a cada dia a sua cruz eh decidir que o velho homem morreu, que ele deve viver, tende de viver, de viver agora uma nova vida com Cristo.
47:21 Eles vivem a o cristianismo que Paulo chama daqueles que são as mais miseráveis das criaturas. Lembram-se?
47:34 Eles buscam Jesus para esta vida.
A narrativa desenvolvida nesta EBD deixa evidente que a ideia não é retratar a Galileia do primeiro século, nem o real sentido do texto bíblico. A ideia é conduzir a narrativa a uma conclusão: a multidão é a representação do cristianismo. Não se trata mais dos dias de Jesus. A aplicação é evidente:
a multidão seria o cristianismo em geral;
os discípulos seriam um grupo restrito que possui a revelação correta.
Não é difícil perceber quem ocupa esse papel dentro da narrativa maranática.
A mulher do fluxo de sangue destrói toda a tese
Curiosamente, a própria EBD apresentou exemplos que contradizem sua conclusão.
A mulher do fluxo de sangue foi apresentada como exemplo de fé verdadeira no meio da multidão.
Os cegos de Jericó também.
Entretanto, logo depois Alexandre afirmou:
"A multidão aqui o apertava e dificultava o acesso a ele."
E ainda:
"A multidão era um impedimento para que a senhora chegasse até Jesus."
Mais tarde afirmou novamente:
"A multidão não apenas é incrédula, não apenas não tem compromisso com o Senhor, mas ainda opera no sentido de impedir a operação do Senhor, impedir pessoas de terem acesso ao Senhor Jesus."
Mas a pergunta continua sem resposta: onde estava a mulher do fluxo de sangue?
Na multidão. Ela não fazia parte dos doze. Ela não pertencia a um grupo exclusivo. Ela era precisamente uma pessoa da multidão que encontrou Jesus.
O mesmo vale para os cegos.
O próprio Evangelho demonstra que Jesus encontra discípulos justamente no meio da multidão.
A mesma multidão?
Talvez o problema histórico mais grave da mensagem tenha sido este.
Alexandre Gueiros afirmou:
"Essa foi a mesma multidão que logo depois de aclamar a chegada do Senhor Jesus gritaria: 'Crucifica-o, crucifica-o!'"
Mais adiante:
"A multidão que tinha sido beneficiada com curas, presenciaram milagres, comeram do pão que perece e ficaram muito satisfeitos (…) de repente muda de opinião: crucifica-o!"
Mas será mesmo?
Estamos falando de:
cidades diferentes;
momentos diferentes;
regiões diferentes;
grupos diferentes;
anos diferentes do ministério de Jesus.
A multidão da Galileia não é automaticamente a multidão de Jerusalém. Além disso, o próprio texto bíblico citado pela EBD afirma:
"Mas os principais sacerdotes e os anciãos persuadiram a multidão que pedisse Barrabás e matasse a Jesus."
Quem aparece como agente principal da manipulação? Não é a multidão. São os líderes religiosos.
Jesus criticou os fariseus, não a multidão
Existe um detalhe difícil de ignorar.
Quando Jesus pronunciou seus "ais", em Mateus 23, ele não os dirigiu às multidões.
Ele os dirigiu aos:
escribas;
fariseus;
sacerdotes;
líderes religiosos.
Foi aos religiosos que Jesus disse: "Fechais aos homens o reino dos céus."
Foi aos religiosos que acusou de colocarem cargas pesadas sobre os outros.
Foi aos religiosos que chamou de sepulcros caiados.
Mas na EBD de hoje acontece algo curioso: os líderes desaparecem da narrativa e a culpa é transferida para a multidão.
A velha estratégia do "nós e eles"
Ao longo de décadas, muitos ex-membros da Igreja Cristã Maranata perceberam um padrão recorrente:
os outros cristãos seriam religiosos;
os outros seriam emocionais;
os outros seriam interesseiros;
os outros buscariam apenas bênçãos materiais;
os outros seriam multidão.
Enquanto isso:
nós somos os discípulos;
nós temos a revelação;
nós entendemos o evangelho verdadeiro;
nós somos o povo separado.
Toda estrutura sectária depende dessa lógica.
Porque, para que um grupo seja visto como o único lugar seguro, é necessário convencer seus membros de que praticamente todos os outros lugares são espiritualmente perigosos.
As perguntas feitas por Alexandre valem para ele
Na parte final da EBD, Alexandre perguntou:
"Você está comprometido a viver para a glória de Deus?"
Perguntou ainda:
"Você já tem um compromisso de negar a sua própria vontade?"
E também:
"Você já tem buscado ser um servo obediente ao Senhor?"
São perguntas importantes. Mas elas não podem ser dirigidas apenas aos membros.
Também precisam alcançar as lideranças, em especial ao Presidente da Igreja Cristã Maranata.
Por exemplo, Alexandre Gueiros deveria nos dizer como interpreta os ensinamentos de Jesus sobre:
amar os inimigos;
exercer misericórdia;
praticar perdão;
evitar litígios entre irmãos;
socorrer os necessitados;
administrar recursos com transparência;
amar o próximo como a si mesmo.
Mas, não basta teoria, Alexandre Gueiros deve responder comparando com as ações judiciais movidas contra ex-membros e explicando a razão de ter negado socorro à irmã Fernanda, que precisava de socorro financeiro para fazer uma cirurgia e a liderança da ICM autorizou apenas que ela fizesse vaquinha nas redes sociais e entre os membros.
Teoria não basta. Nenhum pastor está acima dessas perguntas.
Nenhum presidente de igreja está acima dessas perguntas.
Nenhuma instituição religiosa está acima dessas perguntas.
E a praia?
Talvez a ironia involuntária desta EBD seja justamente esta.
Enquanto se fala sobre compromisso, renúncia e fidelidade absoluta, muitos membros ainda se lembram das cobranças históricas relacionadas às presenças nas madrugadas e nas EBDs.
Mas, em vídeo recente publicado no canal Maranata Anátema, um ex-membro filmou um pastor da cúpula da ICM jogando Bercht tênis na praia, hábito que ele mantém regularmente todas as manhãs, enquanto isso é proibido aos membros.
Por isso a pergunta que muitos ex-membros fazem não é: "Praia é pecado?"
Nem: "Beach tennis é pecado?"
A pergunta é outra: as regras valem igualmente para todos?
Porque a coerência nunca foi inimiga do evangelho.
Ao contrário. Talvez seja exatamente uma das suas maiores exigências.
"E vendo a multidão, teve grande compaixão dela."
Talvez seja essa a maior diferença entre Jesus e muitos discursos religiosos modernos.
Jesus viu pessoas para amar.
Alguns ainda insistem em ver adversários para combater.
DEGRAVAÇÃO COMPLETA DA EBD — 5/7/2026
0:27 Saudamos todos que nos assistem com a paz do Senhor Jesus. Nós estamos dando início à transmissão da Escola Bíblica Dominical da Igreja Cristã Maranata. Estamos aqui transmitindo nesta manhã o estudo da palavra de Deus.
0:42 E você que está nos assistindo, participando através das nossas mídias sociais, especialmente através do YouTube, nós convidamos para que você participe conosco ativamente, recebendo uma bênção de Deus, porque nós vamos começar esta escola bíblica, que é um culto com uma oração.
1:00 Nós vamos orar ao nosso Deus e onde você estiver, esteja em posição de reverência diante de Deus, em comunhão com Deus, porque nós vamos começar orando ao Senhor nosso Deus. Normalmente nós nos ajoelhamos para orar. Você pode estar à vontade onde estiver participando conosco, mas nós iremos falar com Deus em oração. Oremos.
1:30 Senhor, nosso Deus, nosso Pai, nós clamamos a ti, Senhor, pelo poder maravilhoso que há no sangue do Senhor Jesus e pedimos que tu possas conceder-nos comunhão com o Senhor nesta hora, visitando os nossos corações. Aceita diante de ti, Senhor, a nossa oração e a oração que cada um dos teus filhos faz aos pés do Senhor nesta hora. Visita-nos durante todo este estudo da Escola Bíblica Dominical, pois nós clamamos a ti em nome do Senhor Jesus. Amém.
2:01 Amém. Podemos sentar. Queremos a partir de agora convidar para você estar cantando louvores conosco, porque daqui a pouco, às 10:10 nós estaremos entrando em rede com a nossa transmissão via satélite para que as nossas igrejas em culto presencial possam dar sequência à participação na Escola Bíblica Dominical. Vamos cantar.
LOUVORES
10:30 A paz do Senhor Jesus. A partir desse instante, nós estamos entrando em rede com a nossa transmissão via satélite para que os nossos irmãos, nas igrejas, em culto presencial possam participar da Escola Bíblica Dominical. E nós estamos a partir de agora transmitindo a nossa Escola Bíblico Dominical [música] e que neste dia, nesta escola bíblica, nós iremos falar sobre o tema do nosso estudo, que é os discípulos e a multidão.
11:03 E nós vamos ver no Evangelho de Mateus como o Senhor Jesus manifestava amor e compaixão pelas multidões.
11:11 Todavia, ele dedicava especial atenção à aqueles que lhe eram mais próximos, no caso os seus discípulos.
11:19 Na verdade, a multidão queria Jesus somente para satisfazer suas necessidades desta vida presente: curas, libertações.
11:28 Porém, os discípulos de Jesus, eles o seguiam por para satisfazer as suas necessidades espirituais, em outras palavras, para alcançar a vida eterna.
11:44 Eu quero agora convidar os irmãos nas igrejas para acompanhar conosco a leitura da palavra de Deus que nós vamos fazer aqui do texto bíblico.
11:49 Nós vamos agora todos estar de pé nas igrejas para acompanhar esta leitura do Evangelho de João, no capítulo 6, versos 26 e 27. João capítulo 6 versos 26 a 27. A palavra de Deus diz assim:
12:04 Jesus respondeu-lhes e disse: "Na verdade, na verdade vos digo que me buscais não pelos sinais que vistes, mas porque comestes do pão e vos saciastes. Trabalhai, não pela comida que perece, mas pela comida que permanece para a vida eterna, a qual o filho do homem vos dará, porque a este o pai Deus o selou.
12:39 Amém. Louvado seja Deus. Vamos então agora orar ao Senhor nosso Deus. Os irmãos da posição que estiverem, ainda de pé, vamos orar ao Senhor nosso Deus, pedindo uma bênção ao Senhor. Oremos.
12:47 Nosso Deus e Pai, nós clamamos nesta hora pelo poder que há no sangue do Senhor Jesus e suplicamos, Senhor Deus, que tu nos ensines a tua palavra nesta manhã e que a tua palavra possa estar aplicada em nossos corações para que a nossa fé seja robustecida, seja fortalecida e sejamos cada vez mais obedientes ao Senhor e amando mais a Jesus. Abençoa-nos, pois com a tua palavra nesta manhã. Nós oramos em nome do Senhor Jesus. Amém.
13:37 Amém. Glória a Deus, irmãos. Pode sentar. Vamos cantar louvando ao Senhor Jesus, somente tu.
LOUVOR
16:12 Glória a Deus. Aleluia.
16:14 Meus irmãos, nós vamos ver agora, em breve relato, como os textos do Evangelho de Mateus registram o encontro de Jesus com as multidões. E em meio a elas, as multidões, com também os seus, aqueles que viriam a ser discípulos do Senhor Jesus.
16:34 E nós veremos como a multidão não tem compromisso com Jesus. Ela segue a Jesus por interesse e não por reconhecer que somente ele tem palavras de vida eterna.
16:49 Já os discípulos, eles entenderam que somente Jesus perdoa pecados. Só ele reconcilia o homem com Deus e somente ele, Jesus, tem vida eterna para nos dar.
17:03 E nós vamos ver isso em alguns textos.
17:05 Por exemplo, em Mateus, capítulo 5, versículo 1, nós vamos fazer a leitura aqui, os irmãos vão acompanhar. Mateus, capítulo 5, verso primeiro, que diz assim:
17:20 E Jesus, vendo a multidão, subiu a um monte e assentando-se aproximou-se dele os seus discípulos… e abrindo a sua boca os ensinava."
17:37 Muito bem. Isso mostra que fica muito claro que ele, Jesus, ele ensinava aos discípulos quando o Senhor afirma ali nos versos 11 e 12, a na sequência do texto de Mateus, capítulo 5, que ele vai dizer assim:
"Bem-aventurados sois vós quando vos injuriarem e perseguirem".
17:54 Também outra expressão do verso 12, quando diz assim:
"É grande o vosso galardão nos céus".
18:01 Ele está se dirigindo ali a àqueles que são os seus discípulos. Outra característica dos discípulos de Jesus é o compromisso deles com o Senhor Jesus. Eles seriam preparados para sofrer por amor ao Senhor Jesus. Eles seriam aqueles que iriam dar as suas vidas por amor a Jesus. Iriam dedicar totalmente as suas vidas por amor a Jesus.
18:25 Vemos também em Mateus capítulo 7, do capítulo 7 de Mateus, dos versos 28 e 29. Vamos acompanhar mais uma vez a leitura. Mateus 7:28 e 29 quando diz assim:
18:39 "E aconteceu que concluindo Jesus este discurso, a multidão se admirou da sua doutrina."
18:48 E o verso 9 diz:
"Porquanto os ensinava como tendo autoridade e não como os escribas.
18:54 A multidão se admirou, sim, da doutrina de Jesus, por causa da diferença entre aquilo que Jesus pregava e aquilo que os escribas pregavam.
19:04 Jesus tinha autoridade, a autoridade de Deus, e ele falava as palavras que ele recebia do Pai. Essa era a grande diferença entre a doutrina de Jesus e a doutrina dos fariseus, dos escribas, porque Jesus recebia as palavras que vinham do Pai.
19:20 Da mesma forma, nós vamos examinar em Mateus, capítulo 8. Agora vamos pegar outro texto. Mateus 8, verso 1, e vamos ver ali a cura do leproso. E o texto diz exatamente assim:
19:34 "E descendo ele, Jesus, do monte, seguiu-o uma grande multidão."
Interessante essa expressão. “Seguiu-o uma grande multidão”, porque ali no meio daquela multidão, apenas o leproso adorou a Jesus. E ele adorou das seguintes palavras, quando ele disse assim: "Senhor, se queres, podes, ou seja, bem podes limpar-me".
19:58 E ali se aproximou dele. E ninguém naturalmente permitia a aproximação de um leproso. Mas este ali, ele adorou ao Senhor antes de ser curado. Isso é maravilhoso, irmãos, como aquele leproso teve um gesto de adoração ao Senhor Jesus antes de ser curado. Aí está exatamente mais uma vez a característica do discípulo. Irmãos, o discípulo de Jesus, ele adora o Senhor pelo que o Senhor é, independentemente de ter o seu desejo atendido, porque a sua adoração é por aquilo que Deus é na vida dele, na vida do discípulo.
20:42 Vamos ver também a experiência de Mateus agora. Mateus capítulo 9, verso 20 quando fala a respeito da mulher do fluxo de sangue, Mateus 9, o verso 20, quando o texto diz assim:
20:59 "E eis que uma mulher que havia 12 anos, 12 anos, padecia de um fluxo de sangue, chegando por detrás dele, por detrás de Jesus, tocou a orla do seu vestido.
21:06 Isso é notável porque ali naquela expressão daquela mulher, naquele gesto daquela mulher, o Senhor Jesus vai dizer no final, isso está registrado em Lucas capítulo 8, verso 46, quando Jesus diz assim: "Alguém me tocou". Então Jesus identifica ali no meio de uma grande multidão, ele ele identifica uma pessoa, aquela pessoa que tocou na orla das suas vestes. E ali ele permitiu que aquela mulher, portanto, se aproximasse dele, embora ninguém quereria aproximar-se, ou permitia que uma pessoa leprosa se aproximasse dele.
21:46 Mas Jesus, ele ali viu que aquela mulher se aproximou dele porque ela estava perdendo vida. Fluxo de sangue significa perdendo vida. Mas ali ele aproveitou a oportunidade de tocar. Ela aproveitou a oportunidade de tocar naquele que era a vida.
22:08 Ela perdia vida, mas ali estava aquele que tem vida para dar e vida eterna. Porque foi ele quem disse: "Eu vim para que tendes vida e vida com abundância".
22:22 E ali o resultado é que aquela mulher foi curada imediatamente. Louvado seja Deus.
22:29 Vamos ver agora outra experiência que é registrada em Mateus, capítulo 9 verso 36. E nós vamos ler agora Mateus 9 verso 36 quando diz assim o texto bíblico:
"E vendo a multidão Jesus teve grande compaixão deles, porque andavam desgarrados e errantes como ovelhas que não têm pastor."
Interessante que Jesus teve então compaixão de uma multidão que andava desgarrada e errante.
23:01 Isso porque aquela multidão… ééé ele percebeu que eles, portanto, eles não estavam no caminho, eles estavam desgarrados, ou seja, estavam fora da comunhão. Isso mostra o que são aqueles que andam fora da comunhão do corpo. Eles estão dispersos, eles estão desgarrados. E a palavra de Deus diz que o Senhor Jesus, a morte dele foi para a a aproximar-se dele, tornar em um só povo os filhos de Deus que estavam dispersos.
23:31 Então, naquele momento ali, Jesus vê uma multidão que andava desgarrada e ele então se aproxima daquela multidão. Eles não estavam no caminho, eles não tinham comunhão entre eles. Não havia ninguém ali que os congregasse e também que os dirigisse, porque eles andavam errantes. Errantes quer dizer perdidos. Perdidos sem saber para onde ir. Então, era uma multidão que estava assim. Jesus contemplava aquela multidão. Então o texto bíblico diz que ele se compadeceu, apesar de saber que aquela multidão o buscava, porque eles queriam apenas bênção para esta vida. Eles queriam benefícios materiais, benefícios físicos, mas Jesus teve compaixão daquela multidão, porque ela andava desgarrada e errante.
24:24 E em Jesus nós não andamos, irmãos, desgarrados e errantes. Nós andamos no corpo, andamos no caminho, temos a direção, porque Jesus é o caminho. Louvado seja Deus.
24:32 Também agora temos um outro texto que mostra ali em Mateus capítulo 12 do versículo 15, a palavra de Deus nos fala, vamos ler:
24:47 Jesus, sabendo disto, retirou-se dali e acompanhou-o uma grande multidão de gente e ele curou a todos.
É notável essa expressão. Ele retirou-se e a multidão o acompanhou. Ou seja, o lugar para onde Jesus se dirigia tinha uma multidão interessada em caminhar junto com ele, em seguir os passos dele. E pelo fato daquela multidão tê-lo acompanhado, ter seguido seus passos, imediatamente o resultado é que Jesus atendeu a todos eles. Todas as enfermidades ali foram curadas.
25:24 Agora, é notável, irmãos, que aquilo não significava que eles tivessem alcançado ali a salvação, mas sim que eles tiveram sim uma experiência com Jesus. E quantos hoje até experimentam o amor de Deus, experimentam uma operação de cura, uma bênção material, mas não se dispõe a ter um compromisso com Jesus.
25:46 E vamos dizer uma coisa, um compromisso de negar-se a si mesmo, tomar cada dia a sua cruz e seguir a Jesus. Porque olha, irmãos, seguir a Jesus significa não apenas passar a assistir um culto em uma igreja, não, mas também obedecer aos seus ensinos e submeter à sua própria vontade, à vontade do Senhor.
26:12 Submeter a sua própria vontade à vontade do Senhor. Louvado seja Deus.
26:21 Mateus, capítulo 14, verso 22. Nós vamos ver agora uma outra experiência de Jesus com seus discípulos. E ali Jesus entra, os discípulos entram no barco de Jesus e o texto diz assim, Mateus 14:22:
"E logo ordenou Jesus que os seus discípulos entrassem no barco e fossem adiante para outra banda, enquanto Jesus despedia a multidão."
26:44 É notável essa expressão, porque enquanto Jesus lidava com a multidão através de um só ato, era o ato de despedir a multidão. A multidão que encontrou-se com Jesus na primeira margem do mar e que agora dali aquela multidão voltava com todos os seus enfermos curados, com todos os seus problemas resolvidos. Mas ali dentro daquela multidão, Jesus encontrou discípulos dispostos a seguir um projeto dele. E o projeto dele era consistia exatamente na expressão gloriosa do texto em Mateus 14:22, quando ele fala ali sobre ele ordenou os seus discípulos, então a ordenar ali é a palavra de Jesus e que eles entrassem no barco. Ou seja, o barco era o barco que Jesus estava ali na direção de Jesus e seguisse adiante.
27:39 Então, todos aqueles que recebem a ordem de Jesus, a palavra de Jesus, eles entram no barco que será dirigido, guiado, sustentado por Jesus. E entrando no barco ali na direção do Senhor, eles não tinham outro caminho. Eles não iam voltar atrás, não.
27:53 Eles agora eles iriam seguir adiante e seguir adiante para a outra margem.
27:58 Existem duas margens, a margem das coisas da vida terrena e a margem das coisas da vida celestial. A margem das coisas temporais e a margem das coisas eternas. O discípulo de Jesus é assim. Ele segue aquele projeto que Jesus tem para ele de levá-lo da margem das coisas desta vida aqui para a margem das coisas da vida eterna.
28:23 É interessante que os discípulos de Jesus, quando eles seguem no barco, na direção indicada, eles foram ali porque aquilo representava exatamente, irmãos, a igreja hoje. A igreja que ali o Espírito Santo está operando no meio dela, o corpo de Cristo.
28:41 Não há salvação se não houver essa operação do Espírito Santo. E nós notamos que Jesus veio ao encontro deles mais tarde, chegando ali na hora certa. Jesus permitiu até que eles passassem por uma dificuldade, enfrentassem as ondas que se intensificavam. E às vezes isso acontece conosco. Ele permite que se que nós enfrentemos eh ondas que se intensificam, mas Jesus chegou ali no momento certo para acalmar o mar e acompanhá-los até ao destino final deles.
29:13 Isso é notável porque isso se cumpre exatamente nas nossas vidas. Também gostaríamos de lembrar Mateus capítulo 15. Agora vamos meditar agora em Mateus 15 verso 29 e 30. E o texto diz assim, vamos ler.
29:24 Partindo Jesus dali, chegou ao pé do mar da Galileia e subindo a um monte assentou-se lá e veio ter com ele muito povo que trazia coxos, cegos, mudos, aleijados e outros muitos. E os puseram aos pés de Jesus, e ele os sarou.
29:51 Aleluia. Acompanhou ali uma grande multidão que trazia ali os seus coxos cegos, mudos, aleijados. Isso aconteceu por ocasião da segunda multiplicação dos pães, quando ele alimentou ali 4.000 pessoas. Houve uma outra multiplicação dos pães em que Jesus alimentou 5.000 pessoas, sem contar… 5.000 homens sem contar mulheres e crianças. Mas nessa segunda ele alimentou 4.000 pessoas. E é notável isso porque ali naquele momento Jesus tinha o verdadeiro pão para alimentar a alma deles. Jesus ali estava preocupado com uma multidão que pelos seu, até pelos seus discípulos, ela era despedida vazia. Mas Jesus disse para eles: "Dai-lhes voz de comer". E eles ali com Jesus, obedecendo a palavra de Jesus, uma grande multidão foi alimentada. Louvado seja Deus.
30:46 Por fim, agora, Mateus, capítulo 15, do versículo 32, o texto bíblico diz assim, vamos ler:
E Jesus, chamando seus discípulos, disse: "Tenho compaixão da multidão, porque já está comigo há três dias e não tem o que comer, e não quero despedi-la em jejum, para que não desfaleça no caminho."
31:10 Irmãos, mais uma vez nós lemos sobre a compaixão de Jesus ao contemplar a multidão, aquela multidão que não tinha o que comer. Jesus então se revela àquela multidão como o pão da vida. O pão da vida para os seus discípulos, para tantos quantos estavam ali seguindo a Jesus na disposição de fazer a vontade dele. Então estava exatamente ali quando o Senhor Jesus, aquela multidão estava com ele há três dias. Três dias.
31:40 A verdadeira alimentação nossa veio no terceiro dia, quando Jesus ressuscitou dos mortos.
31:47 E, portanto, nós passamos agora a ter o direito de participar da mesa de Jesus e comer desse pão da vida, o pão que desceu do céu, para que aquele que dele comer nunca tenha fome. Louvado seja Deus. Assim, portanto, irmãos, para finalizarmos esta primeira parte agora da escola bíblica, nós vamos lembrar aos irmãos o seguinte. Primeiramente, lá na Palestina do primeiro século, sob o domínio de Roma, o povo do Senhor vivia ali naturalmente oprimido politicamente, economicamente e via então em Jesus a chance de resolver suas necessidades imediatas, no caso, curas para as doenças, pão para fome, alívio para opressão.
32:26 Por isso, a multidão o seguia e maravilhavam e ficavam maravilhados com os sinais que ele operava, sem compreender o real propósito da sua missão. Eles buscavam um líder, um curandeiro ou um Messias político e que pudesse estabelecer o reino de Deus na terra, mas não percebiam que Jesus vinha oferecer um reino que não é deste mundo. Louvado seja Deus. Vamos cantar, adorando ao nosso Deus.
LOUVOR
ALEXANDRE GUEIROS
35:04 Saúdo a todos os irmãos com a paz do Senhor Jesus, dando continuidade a esta EBD. Lembramos que nesta primeira parte nós vimos relatos históricos de encontros com o Senhor Jesus com multidões.
35:29 Vamos ver agora como as escrituras revelam profeticamente a rejeição do Messias por essa mesma multidão e o que isso significa para a igreja em nossos dias.
35:47 Em Mateus 9:22, nós vimos a história da mulher que tinha o fluxo de sangue, quando o Senhor Jesus a viu e disse: "Tem ânimo, filha, a tua fé te salvou".
36:05 E imediatamente a mulher ficou sã.
36:09 E vemos aí um papel negativo da da multidão. Não apenas ela era indiferente, mas a multidão aqui o apertava e dificultava o acesso a ele. Isso está claro em outro evangelho.
36:24 Então, a multidão era um impedimento para que a senhora chegasse até Jesus.
36:36 O mesmo ocorre hoje em dia. Em Mateus 9:23 e 25, nós lemos aquele relato a partir do versículo 23.
36:46 E Jesus chegando à casa daquele chefe e vendo os instrumentistas e o povo em alvoroço, disse-lhes: "Retirai-vos que a menina não está morta, mas dorme. E riram-se dele. E logo que o povo foi posto fora, entrou Jesus. O Senhor afastou a multidão e aí passou a operar, pegou-lhe na mão e a menina levantou-se.
37:17 Mais uma vez, a multidão agindo de tal forma que era um impedimento. Neste caso, o o relato nos dá a entender que era por causa da sua incredulidade.
37:34 A incredulidade, nós lemos nas escrituras, desagrada ao Senhor, impede uma plena operação do Senhor.
37:43 Em Mateus 16 versículos 13 e 14 nós vemos algo a respeito do conceito que as multidões tinham de Jesus. Quem dizem os homens que eu sou?
38:01 No versículo 13, exatamente, está escrito:
"E chegando Jesus às partes de Cesareia de Filipo, interrogou seus discípulos, dizendo: "Quem dizem os os homens ser o filho do homem? E eles disseram: uns João Batista, outros Elias e outros Jeremias ou um dos profetas.
38:24 Quem dizem os homens que eu sou? Era a pergunta do Senhor Jesus. O que dizem as multidões a meu respeito?
38:36 E nós vemos aquela resposta clara do apóstolo. Tu és o Cristo, o filho do Deus vivo.
38:44 E porque eles, os discípulos, responderam com clareza, com firmeza, com convicção ao Senhor Jesus. O verdadeiro discípulo tem a revelação do alto. Bem-aventurado és tu, Simão Barjonas, porque não foi carne e sangue quem te revelou isso, mas meu pai que está nos céus. Pedro havia recebido uma revelação.
39:11 Este é o privilégio dos discípulos de Jesus, receberem revelações a respeito, em primeiro lugar, da pessoa do Senhor Jesus.
39:24 Em Mateus, capítulo 20 versos 30 e 31, nós lemos a respeito dos dois cegos de Jericó.
39:34 E eis que dois cegos assentados juntos do caminho, ouvindo que Jesus passava, clamaram, dizendo: "Senhor, filho de Davi, tem misericórdia de nós". E a multidão os repreendia.
Ver… Os irmãos perceberam? Mais uma vez, a multidão não apenas é incrédula, não apenas não tem compromisso com o Senhor.
40:02 Mas ainda assim a… e ela opera no sentido de impedir a operação do Senhor, impedir pessoas de terem acesso ao Senhor Jesus. A multidão nessa passagem mandava que os cegos se calassem.
40:18 A multidão quer sufocar a voz dos necessitados, porque não tem compaixão, a não ser de si mesmos. Quantas pessoas têm essa experiência?
40:33 Quando conhece o Senhor Jesus, vem a oposição daqueles que não querem compromisso com o Senhor.
“Para que esse exagero, para que tanta dedicação a essa religião?”
40:43 Eles não entendem a diferença entre o o Deus vivo em nosso meio e uma religião e começam a criticar, a desestimular aqueles que estão buscando ao Senhor.
40:57 A multidão é assim: a multidão não tem compaixão a não ser de si mesma.
41:02 Quando ela tem uma necessidade, aí vai a Jesus, “coitadinho de mim”, né?
41:09 E tem compaixão de si mesmo, mas não dos outros necessitados.
41:15 Em Mateus, capítulo 21, versos 8 a 11, nós vemos a multidão. Vamos, vamos ler essa passagem, versículo 8 e seguintes.
41:30 E muitíssima gente, ou seja, multidão, no outro versículo, num outra versão fala de a palavra multidão, inclusive, estendia seus vestidos pelo caminho e outros cantavam ou cortavam ramos de árvores e os espalhavam pelo caminho.
41:53 E a multidão que ia adiante e a que seguia… duas multidões aí clamava, dizendo:
42:02 "Hosana, ao filho de Davi, bendito que vem em nome do Senhor. Hosana nas alturas."
42:10 Interessante. A multidão elogia Jesus, fala bem de Jesus, mas não quer compromisso, não é?
42:19 E entrando ele em Jerusalém, toda a cidade se alvoroçou, dizendo: "Quem é este?" E vejam a resposta da multidão: Este é Jesus, o profeta. Falando bem de Jesus, né? Profeta, é uma coisa, uma pessoa valorosa. É o profeta de Nazaré da Galileia.
42:41 E a multidão que ia adiante, e a que seguia, aclamava. Nós vimos, “bendito que vem em nome do Senhor”.
42:50 Mas da boca para fora, né? Não, não havia no seu coração a disposição de se submeter aos ensinamentos do Senhor Jesus.
43:03 Então, mais adiante nós eh a multidão ainda ainda grita que ele é o filho de Davi. Imaginem!
43:13 Mas o Senhor Jesus falou a respeito daquela multidão que estava em Jerusalém e disse: "Jerusalém, que matas os profetas.
43:24 Essa é a mesma multidão que pouco de… Essa foi a mesma multidão que logo depois de aclamar aquela a chegada do Senhor Jesus gritaria: "Crucifica-o, crucifica-o!" Os irmãos se recordam.
43:40 Isso está escrito em Mateus 27, versículos 20 a 23.
43:48 Podemos ler esses versículos.
43:50 Mas os príncipes ou principais dos sacerdotes e os anciãos persuadiram a multidão que pedisse Barrabás e matasse a Jesus. Respondendo o presidente, disse-lhes: "Qual desses dois quereis vós que eu solte?" E eles disseram: "Barrabás!" Disse-lhes Pilatos: que farei então de Jesus, chamado Cristo? Disseram-lhe todos, [a multidão falou]: "Seja crucificado." O presidente, porém, disse: "Mas que mal fez ele?" E eles mais clamavam, dizendo: "Seja crucificado".
44:36 Amados irmãos, vimos aí como os principais sacerdotes persuadiram a multidão. A multidão, né, que anteriormente havia sido tão abençoada por Jesus, por toda a Galileia, Judeia, multidão que estavam agora em Jerusalém nessa ocasião.
45:00 Notem bem, a multidão que tinha sido beneficiada com curas, né? Presenciaram milagres, comeram do do pão que perece e ficaram muito satisfeitos, né? Quiseram até fazê-lo rei. De repente muda de opinião, crucifica-o!
45:21 Isso cumpri cumprindo-se assim o que as escrituras já anunciavam sobre a rejeição do Messias pelo seu próprio povo. Os irmãos se lembram da profecia de Isaías, não é?
45:40 Isso. Dito tudo isso, irmãos, vamos atentar para a situação atual do cristianismo. Nós vemos que o cristianismo hoje segue dividido ou há… podemos dizer que há às vezes uma mistura entre multidão e discípulos ou uma falta de discernimento entre o que é multidão e o que são os discípulos.
46:07 A multidão hoje em dia, em sua boa parte, se considera cristã. Já perceberam quantas multidões aqui em nosso país, em outros países, se consideram cristãos, crentes em Jesus e aplaudem em Jesus porque sabem que dele sai virtude, dele sai poder para curar. Ele atende as suas petições.
46:37 A multidão hoje continua interessada em benefícios para esta vida, em bênçãos materiais, bênçãos físicas.
46:47 A multidão se contenta e até mesmo aprecia o cristianismo, que é um espetáculo. A multidão é atraída pela emoção, mas não tem compromisso real com a cruz.
47:05 Não entendeu ainda o que é tomar a cada dia a sua cruz eh decidir que o velho homem morreu, que ele deve viver, tende de viver, de viver agora uma nova vida com Cristo.
47:21 Eles vivem a o cristianismo que Paulo chama daqueles que são as mais miseráveis das criaturas. Lembram-se?
47:34 Eles buscam Jesus para esta vida.
47:38 Paulo falou ainda, falou sobre isso na naquela passagem de Primeiro Coríntios 15, em que ele disse:
47:47 "Se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos os mais infelizes ou miseráveis de todos os homens.
48:02 Mas os verdadeiros discípulos, aqueles que entendem o evangelho revelado e atendem ao chamado individual, eles vivem uma vida diferente. Eles entendem o chamado de Jesus. Quem quiser vir após mim, negue-se a si mesmo. Tome a sua cruz e siga-me.
48:33 Os discípulos são aqueles que reconhecem a voz do mestre e vivem em amizade com o Senhor Jesus. São amigos do Senhor Jesus porque eles fazem o que ele manda. Lembram-se das palavras de Jesus? Vós sereis… não vos chamo mais de servos, mas de amigos.
48:57 Ser discípulo é isso, ouvir, obedecer e seguir o mestre. Não apenas admirá-lo à distância, né? Não apenas recorrer a ele quando precisa de algum benefício para esta vida.
49:14 E nós perguntamos aqui, porque muitos que nos ouvem estão agora nas nossas igrejas neste momento.
49:24 Eu gostaria de dizer essa palavra para eles. Qual é a sua situação, meu amigo?
49:31 Eu poderia dizer: meu irmão, meu irmão, membro aqui da nossa igreja, qual é a sua situação?
49:40 Você se identificou com a multidão ou com os discípulos?
Você já fez um compromisso com o Senhor Jesus?
49:46 Você está comprometido a viver para a glória de Deus? Viver para agradar ao Senhor.
49:55 Você já tem um compromisso de negar a sua própria vontade, de abandonar o pecado e viver uma nova vida seguindo a Jesus?
50:07 Você já tem buscado ser um servo obediente ao Senhor? fiel a ele?
50:15 Você tem vivido em comunhão com o Senhor Jesus a cada dia?
50:23 Temo que haja alguém que me ouve agora, que até se considera um crente em Cristo, um membro desta igreja, mas que ainda não tomou essa decisão de passar a viver uma nova vida em comunhão constante com o Senhor Jesus, obedecendo a vontade do Senhor.
50:46 Os que tomarem essa decisão hoje, hoje é o dia aceitável.
50:53 Hoje o Senhor fala o seu coração.
50:56 Hoje o Senhor quer que você faça um compromisso com o Senhor.
51:02 Tome essa decisão de viver em comunhão com o Senhor Jesus.
51:08 E você poderá então ouvir o Senhor lhe dizer: "Bem-aventurados sois vós… Grande é o vosso galardão nos céus.
51:20 A partir de hoje, todos esses que tomarem essa decisão poderão desfrutar plenamente do amor, da compaixão e da graça do Senhor Jesus.
51:36 Vocês terão o privilégio de se aproximar do Deus vivo em nome de Jesus e de chamá-lo de pai.
51:44 Chamar de pai aquele que é o criador do universo, o criador dos anjos, o criador de todos nós, de todos os homens.
51:53 Vamos glorificar o Senhor por isto, irmãos.
LOUVOR
55:04 Vamos estar todos de pé em todas as igrejas.
55:08 Estejamos todos de pé para louvar ao Senhor, agradecer o Senhor por esse estudo de hoje e pedir que o Senhor esteja aplicando poderosamente este ensino nas nossas vidas diárias.
55:25 Que possamos viver comprometidos com o Senhor. Amém?
55:29 Possamos ser fiéis ao Senhor a cada dia das nossas vidas.
55:34 Todos os pastores poderão estar estendendo suas mãos agora sobre as congregações para que o Senhor esteja operando neste sentido.
55:45 Glória ao Senhor Jesus. Glória Jesus. Aleluia. Aleluia Senhor. Glória. Glória ao Senhor Jesus.
GERSON BELUCI
ORAÇÃO DE ENCERRAMENTO
55:56 Senhor Deus, nós glorificamos ao teu nome pelo ensino da tua palavra, pela bênção que um dia nós recebemos de termos sido achados, encontrados no meio da multidão.
56:15 E o Senhor nos chamou. Não para recebermos apenas as bênçãos para esta vida, mas para sermos teus discípulos, aqueles que te obedecerão, aqueles que querem te servir comprometidos com a vida eterna. Te louvamos, ó Deus, por esse ensino e pedimos o teu auxílio para permanecermos no caminho, ouvindo a tua voz, servindo a ti de todo o nosso coração, de toda a nossa alma. Aleluia nós te damos, Senhor, pela palavra viva revelada que alcança os nossos corações. Nós te glorificamos em nome de Jesus.
57:06 Amém.