LÁGRIMAS NO PÚLPITO… E SILÊNCIO NA DOR?
EBD ICM (15/02/2026): visões, “encaixes proféticos” e o risco de uma espiritualidade blindada
Análise da EBD ICM, de 08/02/2026
Por Solon Pereira – Projeto Análise | Celeiros
Vídeo de referência: https://www.youtube.com/watch?v=6hxMEd4Qad8
A degravação integral consta ao final deste texto.
INTRODUÇÃO
A Escola Bíblica Dominical da ICM de 15/02/2026 reuniu relatos de “visões”, leituras tipológicas das vestes sacerdotais e aplicações devocionais que, em si, podem soar edificantes.
O problema não é a existência de emoção, símbolos ou analogias — o alerta nasce quando certos recursos (revelações narradas, encaixes perfeitos, numerologia, “consulta” e retórica de exaltação) passam a funcionar como mecanismos de autoridade, imunização contra crítica e separação implícita entre “nós” e os demais cristãos.
1) “Deus mostrou”: visões como selo de validação
Visões relatadas por Gilson Sousa no início da EBD:
1.1. Um roteiro pronto para o culto: “três momentos”
“…era aberto um pergaminho de ouro… e nesse pergaminho estavam ali preparados três momentos… libertação, curas e glorificação…”
Alerta pastoral: ao anunciar etapas definidas (“libertação”, “curas”, “glorificação”) como se fossem agenda do culto, cria-se expectativa programada.
A Bíblia reconhece dons e manifestações (At 2:17), mas manda provar tudo (1Ts 5:21) e discernir (1Jo 4:1). Quando a “visão” vem como carimbo de certeza, o resultado prático costuma ser:
· blindagem do pregador (“se Deus falou, quem questiona é rebelde”);
· culpa do ouvinte (“se não aconteceu comigo, o problema sou eu”).
1.2. “Segredos ainda não conhecidos”: o risco de uma fé com ar de “conhecimento especial”
“Deus mostrou que na medida em que transcorria a escola bíblica dominical, o Senhor mostrava que uma grande luz incidia sobre a Palavra de Deus, sobre a Bíblia, de forma que cada um ali podia fazer a leitura da Palavra e identificar ali os segredos ainda não conhecidos da Palavra, louvado seja Deus.”
Alerta teológico: a linguagem de “segredos” pode produzir uma espiritualidade de “acesso privilegiado”, em que o sentido verdadeiro estaria oculto e dependente de uma iluminação extraordinária no ambiente.
O caminho apostólico é outro: Escritura, contexto, ensino e exame honesto (At 17:11), com maturidade e humildade.
1.3. “A mesma comunhão em todos os lugares”: unidade ou uniformização?
“…um cordão/fio de ouro… envolvendo os pastores e a igreja… para que todos estivessem na mesma comunhão…”
Alerta institucional: unidade cristã é bíblica (Jo 17), mas o discurso pode virar uniformização: um “nós” homogêneo em que divergência vira sinal de falta de comunhão. Quando isso se normaliza, a “comunhão” passa a significar “alinhamento”.
1.4. “Gotas de sangue no coração”: emoção como termômetro espiritual
“…gotas de sangue caindo… diretamente no coração…”
Alerta espiritual: o sangue de Cristo, nas Escrituras, é linguagem de expiação e aliança (Hb 9–10). Transformar isso em “sinal sensorial” pode induzir uma fé dependente de sensação (“Deus está aqui porque eu senti”), em vez de fé alicerçada na Palavra, arrependimento e fruto.
2) O “encaixe perfeito”: quando tipologia vira manobra
Três fatos marcantes sobre Diniz Cypreste:
a) em 2013, após a prisão de membros da cúpula da ICM disse em um seminário que a culpa era também da igreja, que não orou;
b) Diniz Cypreste disse em um seminário que consultou a Deus para processar uma pessoa e Deus não permitiu. Mas, depois consultou a Deus para o Pr. Sólon e Deus autorizou. Entretanto, Diniz perdeu o processo em primeira e em segunda instância, mas não pediu perdão nem reparou o prejuízo causado ao Pr. Sólon. Também, não explicou, afinal, se Deus errou quando o autorizou a processar alguém sem motivo justo; e
c) Anchieta Carvalho relatou que Diniz Cypreste, que é seu primo, disse para Anchieta não sair da ICM, porque Gedelti logo iria morrer.
Mensagem de Diniz Cypreste
Diniz constrói um quadro simbólico forte: cores, ouro, ombreiras, peitoral, números, Urim/Tumim e campainhas. O ponto de alerta não é usar tipologia (Hb 8–10 dá base para ver o tabernáculo como sombra), mas tratar o simbólico como se fosse exegese objetiva e obrigatória, criando “provas” onde a Bíblia não afirmou.
2.1. Cinco elementos no texto, quatro no mapa: o “ouro” que sobrou
Disse Diniz Cypreste:
“O ouro fala da sua glória na eternidade. Os demais materiais eram todos proféticos. Nos falam da pessoa do Senhor Jesus ao se encarnar, representado nos quatro evangelhos.
Então as quatro cores, fora o ouro, que nós vamos falar depois, elas falam dos evangelhos.
Então A PÚRPURA aponta para a dignidade real do Senhor Jesus. E isso nós encontramos no Evangelho de Mateus ….
O CARMESIM lembra do sofrimento do Senhor Jesus, como o servo sofredor. Isso está bem claro no Evangelho de Marcos, …
O LINHO FINO revela a humanidade perfeita do Senhor Jesus, pura, sem pecado algum, representado muito bem no Evangelho de Lucas, …
O AZUL revela o caráter celestial. É o verbo que se fez carne, era aquele que era Deus e estava com Deus e está representado assim no Evangelho de João. O Deus que se fez homem e habitou entre nós.
(…)
Então o ouro entrelaçado em Cristo mostra a sua divindade e humanidade. Elas estão perfeitamente unidas. Ele era rei, mas ele se fez servo por amor a mim e a você. Os evangelhos mostram isso, porque NÃO HAVIA UM EVANGELHO PARA REPRESENTAR O OURO. Por que não tinha um evangelho para representar o ouro? Porque por amor a nós, ele deixou a sua glória na eternidade. E se fez homem, o mais indigno dentre os homens. (…) E isso fica muito claro na oração do Senhor Jesus em João 17, no verso 24, a Palavra do Senhor nos diz assim: ‘Também eles estejam comigo para que vejam a minha glória que me deste, pois tu me has amado antes da criação do mundo.’”
Alerta metodológico: o texto tem cinco itens, mas a narrativa decide que quatro correspondem aos quatro evangelhos e o ouro vira um “extra” que precisa ser acomodado. Esse é um mecanismo típico de “profetismo de encaixe”: primeiro se cria um sistema bonito; depois se força o texto a caber nele.
2.2. Numerologia como teologia: “4 e 3”
Disse Diniz Cypreste:
Peitoral do juízo porque fala da sentença, daquilo que Ele estabeleceu para nós. E aí sobre ele estavam pedras de engaste em quatro ordens. Então haviam ali as fileiras de pedras, cheio de pedra de ENGASTE EM QUATRO ORDENS.
Cada uma com três pedras. Então, três pedras, três pedras, três pedras, quatro vezes três, doze pedras.
Quatro aponta para a revelação do Senhor Jesus como homem. Então ali tinha quatro e três.
Então nos fala do homem e da trindade que nos une ao Senhor.
“…quatro ordens… três pedras… quatro vezes três… quatro aponta para… homem… e três… trindade…”
Alerta teológico: isso é numerologia aplicada, não o sentido do texto. Quando o coração da mensagem depende dessa “equação”, a interpretação deixa de ser controlada pela Escritura e passa a ser controlada pela criatividade. A tipologia bíblica é legítima quando o NT a ancora; a numerologia livre costuma produzir convicções sem base.
2.3. “Escrito”, “gravado”, “esculpido”: distinção legítima no AT, manobra quando vira doutrina
Disse Diniz Cypreste sobre o éfode:
Não é um nome que foi escrito, não. É um nome que foi gravado. (…)
Como dissemos, os nomes estão GRAVADOS, aqui nós vemos uma segurança eterna, os nomes estavam gravados. NÃO ERA ESCRITO DE MANEIRA QUE ALGUÉM PUDESSE APAGAR, MAS GRAVADOS. (…)
Na força do nosso sumo sacerdote, nos fundamentos da nova Jerusalém, que estão ESCRITOS o nome dos doze apóstolos que representam a igreja. (…)
Disse Diniz Cypreste sobre os fundamentos da Nova Jerusalém:
Na força do nosso sumo sacerdote, nos fundamentos da nova Jerusalém, que estão ESCRITOS o nome dos doze apóstolos que representam a igreja.
Nós vemos isso lá em Apocalipse, capítulo 21, verso 19 e 20, nos falam desta verdade.
Os doze apóstolos, os nomes deles estão ali GRAVADOS como fundamento.
Diniz insiste que não era “escrito” (apagável), mas “gravado” (permanente), e alterna isso até quando cita a Nova Jerusalém.
A “manobra” do Diniz não se sustenta, porque, obviamente, o registro em pedras deveria ser entalhado, enquanto o registro em pergaminhos deveriam ser escrito, naturalmente. Mas, isso nada tem a ver com o propósito de Deus em criar uma teoria para os diferentes casos. Vejamos:
1. Êxodo 28 dá base para falar em gravado/entalhado (inscrição em pedra).
2. Ap 21:27 dá base para falar em escrito/registrado (no livro).
3. Ap 21:14, do jeito que está no grego apresentado, não sustenta a contraposição “escrito vs gravado” como se o texto estivesse fazendo essa distinção técnica — a frase é “nomes sobre eles”.
Ou seja: o que o Diniz faz funciona como retórica (“gravado não apaga”), mas não como argumento textual “exato” baseado em termos originais, porque ele mistura:
· um texto de inscrição em pedra (Êxodo)
com
· um texto de registro em livro (Ap 21:27)
e ainda
· um verso (Ap 21:14) que, no grego interlinear mostrado, não traz o “escrito” que ele enfatiza.
Dizer que “gravado não apaga” é mais um argumento emocional do que um argumento bíblico.
A Escritura fala, sim, da possibilidade de Deus “apagar” nomes do seu livro (Êx 32:32–33; Sl 69:28) e, no Apocalipse, usa a mesma linguagem ao tratar do “Livro da Vida” (Ap 3:5).
O ponto ali não é o material do registro — tinta, pergaminho ou pedra —, mas o juízo de Deus diante do pecado e da perseverança.
Portanto, Êxodo 28 não pretende criar uma “regra física” de permanência (“escrito apaga, gravado não”), porque Deus não está limitado ao suporte do registro. O texto ensina, antes, representação, memória e mediação sacerdotal — e isso não autoriza a manobra retórica que transforma semântica e material em doutrina de segurança.
Alerta: O problema é usar essa diferença para criar uma hierarquia teológica (“escrito apaga / gravado não apaga”) e ainda misturar gêneros e passagens como se isso fosse prova doutrinária. Aqui a semântica vira ferramenta de persuasão, não fidelidade textual.
2.4. Urim e Tumim como base para “consulta”: o alerta mais sério
Disse Diniz Cypreste:
O Urim e o Tumim revelam o que está no coração do Senhor. E hoje nós experimentamos isso. (…), nós podemos conhecer a vontade, aquilo que está no seu coração. (…) E é assim que nós sentimos segurança. Quando consultamos ao Senhor. (…) E quando Ele está dizendo SIM, glória a Deus, e quando Ele está dizendo NÃO, bendito o nome dEle, porque Ele está revelando o Seu amor, o Seu cuidado como o nosso sacerdote e o nosso salvador eterno.
Em resumo: “…no peitoral… havia o Urim e o Tumim… quem queria ouvir a vontade do Senhor… ia ao sumo sacerdote…”
Alerta doutrinário e ético: Urim/Tumim, no AT, é instrumento restrito ao sacerdócio no contexto teocrático de Israel. Transformar isso em legitimidade normativa para uma prática contemporânea de “consulta” (como selo de segurança para decisões) é extrapolação perigosa, porque:
- cria um “carimbo divino” para escolhas humanas;
- dificulta correção e prestação de contas (“se Deus autorizou, não discuta”);
- abre espaço para injustiças revestidas de espiritualidade.
A Bíblia manda testar profecias e espíritos, e julgar pelos frutos (1Ts 5:21; 1Jo 4:1; Mt 7:16). Direções que resultam em dano ao próximo e não geram humildade, reparação e arrependimento merecem desconfiança, não “selo”.
Na prática, se a doutrina de Consulta a Deus (bibliomancia) confere segurança em suas ações, como explicar o fato da consulta Diniz fez para processar o Pr. Sólon? Se ele saiu derrotado do processo, será que Deus permite a prática de uma injustiça para que tenha que ser corrigida por um juiz de um tribunal ímpio? Isso não seria a maior prova de que essa doutrina da ICM não é verdadeira?
3) “Nós vemos a glória que o mundo não vê”: exclusivismo por contraste
Disse Diniz Cypreste:
Muita gente só conhece a história de Jesus. Mas nós que conhecemos o Jesus que ressuscitou, o nosso sumo sacerdote segundo a ordem de Melquisedeque, nós conhecemos a glória que o mundo não vê, mas a igreja está vendo a glória do Senhor Jesus.
Por que isso merece alerta
Aqui aparece um exclusivismo sutil, construído por contraste:
- Desqualificação indireta: “muita gente só conhece a história” — como se a fé de outros fosse superficial.
- Privilégio experiencial: “nós temos visto… nós conhecemos…” — a validação migra para experiência interna (“ver glória”), o que pode virar métrica de superioridade.
- Ambiguidade calculada: “o mundo não vê, mas a igreja vê” — se “igreja” for a Igreja universal, é um lugar-comum (1Co 2:14). Mas, no contexto institucional em que “igreja/comunhão” frequentemente significa “nós”, a frase funciona como: “nós vemos o que os outros não veem”.
É bíblico dizer que o mundo não discerne coisas do Espírito (1Co 2:14).
É problemático quando isso vira régua: quem não “vê” como nós vê “só conhece história”, e quem questiona é tratado como cego espiritual.
O NT não coloca “experiência de glória” como principal marca de autenticidade; insiste em amor, verdade, humildade, justiça e serviço (Jo 13:35; Tg 1:27; 1Jo 2–4). Se a retórica produz elitização, isolamento e desprezo de outros cristãos, o fruto denuncia o método.
4) Método e indução emocional
4.1. “Iniquidade das ofertas santas”: quando um núcleo verdadeiro vira culpa administrada
Disse Alexandre Gueiros:
“…A Palavra de Deus nos diz que Arão levaria sobre si as iniquidades das ofertas santas dos israelitas.”
“A importância é que tudo, nós precisamos compreender que tudo aquilo que nós fazemos para agradar a Deus, todas as nossas ofertas de louvor, de adoração, o nosso serviço, a nossa evangelização, a dedicação das nossas vidas, tudo o que nós fazemos, ainda assim, em tudo o que fazemos há iniquidade. As nossas ofertas não são absolutamente puras, absolutamente perfeitas.”
A ideia pode ser verdadeira em sentido geral (pecado remanescente alcança até o culto), mas vira problema quando é pregada como totalização psicológica (“tudo é iniquidade”) para produzir culpa crônica e dependência. O texto de Êxodo não foi dado para esmagar o povo, e sim para ensinar: Deus é santo, o culto é santo, e precisamos de mediação para sermos aceitos. Há um núcleo bíblico: não somos justificados por obras; dependemos da mediação de Cristo.
O alerta é o uso pastoral: a ênfase pode produzir culpa crônica (tudo tem iniquidade) seguida de alívio controlado (não se preocupe… mas permaneça dependente). Se isso não for equilibrado com adoção, liberdade cristã e responsabilidade moral concreta, a espiritualidade vira “gestão de insuficiência”.
4.2. A voz que embarga e o tom que sobe: técnica de exaltação
A degravação registra os momentos em que a voz de Alexandre Gueiros embarga e logo em seguida há elevação do tom, gerando resposta coletiva.
Alerta ético: emoção faz parte da fé, mas quando a emoção vira “prova de verdade” e substitui exame bíblico, cria-se um ambiente em que:
- a plateia “confirma” pela exaltação;
- a crítica parece falta de espiritualidade;
- a mensagem é “vendida” mais por clima do que por conteúdo verificável.
O que nos chama a atenção é o contraste das emoções de Alexandre Gueiros. Ele parece que somente se sensibiliza seletivamente, porque não percebemos nenhuma contrição de Alexandre Gueiros diante de pessoas necessitadas de socorro que pedem ajuda ao Presbitério para custear tratamentos médicos urgentes.
Também, não notamos nenhum sentimento de misericórdia e contrição quando vemos sua indiferença quanto às denúncias de abusos cometidos com processos judiciais contra ex-membros.
Perguntamos:
Por que Alexandre Gueiros não se sensibiliza com a dor dos membros de sua própria igreja?
Será que Alexandre Gueiros, que tanto se preocupa em não usar o dinheiro da igreja para socorrer os necessitados, fica sensibilizadi quando recebe a conta mensal para pagamento do advogado que processa ex-membros?
5) Conclusão: o fio condutor do alerta
O ponto central desta EBD não é uma heresia isolada e explícita. O risco é um modo de construir autoridade:
- “Deus mostrou” (visões) como selo do momento;
- “encaixes” simbólicos e numerologia como prova;
- manobras semânticas (escrito/gravado) como segurança retórica;
- Urim/Tumim → “consulta” como carimbo de decisões;
- exaltação emocional como validação coletiva;
- contraste exclusivista (“nós vemos a glória”) como superioridade implícita.
Se a comunidade perde o hábito de testar, conferir contexto, cobrar coerência moral e exigir fruto, a espiritualidade fica “blindada”: bonita por fora, mas vulnerável a abuso por dentro.
DEGRAVAÇÃO DAS MENSAGENS
GILSON SOUSA
O Senhor deu algumas revelações maravilhosas a respeito desse momento desta manhã para nos preparar para um momento todo especial.
E que o Senhor mostrou, inclusive, numa visão, o Senhor mostrava que era aberto um pergaminho de ouro aqui sobre o púlpito na escola bíblica. E nesse pergaminho estavam ali preparados três momentos de operação aqui neste lugar e em todas as igrejas. E esses três momentos eram momentos de libertação, momentos de curas e momentos de glorificação ao nome do Senhor. Glória a Deus!
Também, Deus mostrou que na medida em que transcorria a escola bíblica dominical, o Senhor mostrava que uma grande luz incidia sobre a Palavra de Deus, sobre a Bíblia, de forma que cada um ali podia fazer a leitura da Palavra e identificar ali os segredos ainda não conhecidos da Palavra, louvado seja Deus.
Outra visão que o Senhor mostrou, irmãos, para manifestar a presença dEle conosco nesta manhã, nesta escola bíblica, é que o Senhor mostrou que logo no início aqui da escola bíblica, um fio de ouro envolvia todos os pastores, os irmãos, durante a escola bíblica, e esse fio de ouro, ele também envolvia todos os irmãos nas igrejas, nos templos, onde quer que estivessem. E no final, todos os irmãos também nas igrejas, ao serem envolvidos por esse cordão, por esse fio de ouro, assim desfrutavam da mesma comunhão em todos os lugares. Louvado seja Deus!
Deus mostrou também uma operação gloriosa do Seu Espírito Santo, numa visão em que o Senhor mostrou que gotas de sangue caíam elas caíam diretamente no coração dos irmãos para proporcionar ali vida e vida abundante durante toda essa escola bíblica dominical. Louvado seja o nome do Senhor. Glória a Jesus.
Por isso agora, nós queremos convidar todos os irmãos de onde estiverem, nas igrejas e aqui também no Maanaim, para estarmos de pé, para lermos a Palavra de Deus. Nós vamos fazer a leitura de um texto da Palavra de Deus no livro de Êxodo, no capítulo 28, versículo 2 até o versículo 6. E nós vamos ler a Palavra de Deus. A igreja é de pé agora em reverência diante do Senhor. Sabendo que Deus tem poderosas operações do Espírito Santo sobre nós nesta manhã, leiamos a palavra de Deus que diz assim, leiamos:
E farás vestidos santos a Arão, teu irmão, para glória e ornamento. Falarás também a todos os que são sábios de coração, a quem eu tinha enchido do Espírito de sabedoria, que façam vestidos a Arão para santificá-lo, para que me administre o ofício sacerdotal. Estes, pois, são os vestidos que farão. Um peitoral, e um éfode, ou colete, e um manto, e uma túnica bordada, uma mitra, e um cinto. Farão, pois, vestidos santos, a Arão, teu irmão, e a seus filhos, para me administrarem o ofício sacerdotal.
Verso 5.
E tomarão o ouro, e o azul, e a púrpura, e o carmesim, e o linho fino. Verso 6. E farão o éfode de ouro, e de azul, e de púrpura, e de carmesim, e de linho fino torcido de obra esmerada.
DINIZ CYPRESTE
Glória a Deus.
Eu vos saúdo com a paz do Senhor Jesus. Aos irmãos que estão aqui, aos que estão conectados conosco, o Senhor tem hoje um ensino maravilhoso para nós.
E conforme o texto bíblico lido pelo pastor Gilson, Êxodo 28, 2 a 6, nós vamos falar sobre o aspecto profético das vestes sacerdotais.
Como nos ensina lá em Hebreus, na carta aos Hebreus, capítulo 10, verso 1, tanto a lei como o tabernáculo e tudo aquilo que estava na lei são sombras de coisas futuras.
Então nós vamos ver aqui o aspecto profético da vestimenta do sumo sacerdote.
Então nós vemos que no primeiro verso lido, verso 2, nos diz que o sumo sacerdote, Arão, era uma figura do Senhor Jesus, o sacerdote eterno. Esse Jesus, diferentemente de Arão, ele é sacerdote segundo a ordem de Melquisedeque. As vestes desse sumo sacerdote, o nosso sumo sacerdote eterno, representam as diversas funções do cargo sacerdotal. Então Arão estava ali como uma figura desse sacerdote maior, segundo a ordem de Melquisedeque.
O verso 2 diz que essas vestes, elas eram santas. E elas tinham um objetivo, elas eram para glória e ornamento. Então nessas vestes nós vamos ver essa glória e ornamento na pessoa do Senhor Jesus.
Ele entrava, o sumo sacerdote, regularmente no lugar santo. Uma vez por ano ele entrava no Santíssimo. Mas no lugar santo, ele entrava regularmente.
Quando ele entrava no lugar santíssimo, ele entrava com outras vestes.
Mas nós estamos falando aqui das vestes que ele entrava no lugar santo, regularmente.
Ele entrava com essas vestes santas de glória, de ornamento, como um tipo do Senhor Jesus, que em glória vive hoje na presença de Deus Pai, intercedendo continuamente por nós.
Ele é o nosso sumo sacerdote, e que coisa gloriosa nós sabemos que Ele está diante do Pai, ornamentado com toda a sua glória, a glória do Senhor Jesus. E Ele está lá intercedendo por mim e por você.
Arão precisava de se vestir com essas vestes que nos falam da glória do Senhor Jesus e da beleza da sua santidade.
Conforme nos diz o verso 4, lido, elas eram, as vestes eram, as cores dela eram ouro, azul, púrpura, carmesim e linho fino.
O ouro fala da sua glória na eternidade.
Os demais materiais eram todos proféticos.
Nos falam da pessoa do Senhor Jesus ao se encarnar, representado nos quatro evangelhos.
Então as quatro cores, fora o ouro, que nós vamos falar depois, elas falam dos evangelhos.
Então A PÚRPURA aponta para a dignidade real do Senhor Jesus.
E isso nós encontramos no Evangelho de Mateus que apresenta Jesus como rei, como o leão da tribo de Judá. Ele é rei. Ele é da descendência de Davi. Então ele é o rei que os judeus esperavam e Mateus apresenta ele assim.
O CARMESIM lembra do sofrimento do Senhor Jesus, como o servo sofredor. Isso está bem claro no Evangelho de Marcos, que apresenta Jesus assim, como o bezerro, o servo sofredor. Aquele que veio para sofrer em nosso lugar.
O LINHO FINO revela a humanidade perfeita do Senhor Jesus, pura, sem pecado algum, representado muito bem no Evangelho de Lucas, que apresenta Jesus como homem, o homem perfeito. E aquele que nos conhece muito bem, porque ele conhece as nossas dores, porque ele foi um homem como nós. O nosso sacerdote, ele conhece a nossa dor.
O AZUL revela o caráter celestial. É o verbo que se fez carne, era aquele que era Deus e estava com Deus e está representado assim no Evangelho de João. O Deus que se fez homem e habitou entre nós.
Mas tudo isso tinha uma beleza extraordinária. Porque essa humanidade do Senhor Jesus, quando foi tecido ali o éfode, o éfode era como o último ornamento. Era como um avental, pra nós entendermos um pouco, que estava sobre todas as vestes do sacerdote. Ela estava ali visível.
E ela tinha essas cores, mas tudo, imaginem, tecido entre fios de ouro. Então quem olhava para aquelas vestes, aquele éfode, ele podia ver o brilho daquele ouro que refletia a glória. Porque este homem é o Deus que se fez homem. Ele deixou a sua glória, mas aqueles que o conheceram puderam ver a glória que estava sobre ele.
Então o ouro entrelaçado em Cristo mostra a sua divindade e humanidade. Elas estão perfeitamente unidas. Ele era rei, mas ele se fez servo por amor a mim e a você.
Os evangelhos mostram isso, porque NÃO HAVIA UM EVANGELHO PARA REPRESENTAR O OURO. Por que não tinha um evangelho para representar o ouro?
Porque por amor a nós, ele deixou a sua glória na eternidade. E se fez homem, o mais indigno dentre os homens.
Mas no seu ministério, a sua humanidade está entrelaçada com a glória que ele tinha com o Pai.
E isso fica muito claro na oração do Senhor Jesus em João 17, no verso 24, a Palavra do Senhor nos diz assim:
Também eles estejam comigo para que vejam a minha glória que me deste, pois tu me has amado antes da criação do mundo.”
Que coisa maravilhosa. O Senhor Jesus disse também:
olha, o mundo não me verá mais, mas vós me vereis.
E nós temos visto a glória do Senhor Jesus.
Muita gente só conhece a história de Jesus. Mas nós que conhecemos o Jesus que ressuscitou, o nosso sumo sacerdote segundo a ordem de Melquisedeque, nós conhecemos a glória que o mundo não vê, mas a igreja está vendo a glória do Senhor Jesus.
E essa foi a oração dele ao Pai, o nosso sumo sacerdote orando ao Pai para que nós estivéssemos com ele, para que a sua igreja pudesse ver a sua glória.
O ÉFODE, como nós falamos, ele que encobria todas as vestes, ele tinha duas ombreiras com pedras sardônicas, duas pedras, uma de um lado e uma de outro sobre o ombro.
Cada uma pedra com seis nomes das tribos de Israel. São seis nomes de um lado e seis nomes de outro. E elas eram engastadas em ouro, sustentadas pelo ouro. E isso é maravilhoso, porque nos fala do Senhor Jesus que nos sustenta e nos leva sobre os seus ombros.
Seis, nos fala do número do homem. O homem sustentado pelo poder de Deus. Nós estamos de pé hoje porque o Senhor tem nos conduzido. É o nosso intercessor junto ao Pai. Ele nos carrega em seus ombros. Então essas ombreiras nos falam desta verdade, mas o que nos sustenta é eterno, é o ouro, é o poder de Deus.
Eram pedras que Arão levaria sobre os seus ombros e elas tinham um objetivo, diz a Palavra de Deus, eram para memória diante do Senhor.
O Senhor não se esquece de nós. Ele é Deus forte. Ele é poderoso. Nós somos fracos, mas Ele nos sustenta com o Seu poder. O Seu nome Ele não esquece.
Não é um nome que foi escrito, não. É um nome que foi gravado.
O Senhor não se esquece de nós. Não é alguma coisa que pode se apagar, mas sustentados por Ele, pelo poder dEle. Eram pedras, duas pedras sardônicas, tinha o nome então das doze tribos, seis de um lado e seis de outro, número do homem, indica que Jesus levou sobre si as nossas iniquidades, carregou o peso dos nossos pecados, de todo aquele que nele crê, Ele levou sobre si as nossas dores. Sobre os seus ombros Ele levou os nossos pecados.
E hoje nós sabemos que nós estamos aqui, mas a glória é Dele. Estamos cheios de gratidão por aquilo que Ele fez por nós. E se estamos de pé hoje, não foi só o que Ele fez. Mas é o que o Sumo Sacerdote tem feito, porque Ele nos sustenta hoje, Ele fez e Ele tem feito por nós, Ele continua sendo o nosso Sumo Sacerdote.
Como dissemos, os nomes estão GRAVADOS, aqui nós vemos uma segurança eterna, os nomes estavam gravados. NÃO ERA ESCRITO DE MANEIRA QUE ALGUÉM PUDESSE APAGAR, MAS GRAVADOS.
Os ombros nos falam dessa força, do poder. Cristo nos sustenta com um poder divino. Nossa permanência diante de Deus não depende de nós, mas somos salvos pela graça maravilhosa.
Na força do nosso sumo sacerdote, nos fundamentos da nova Jerusalém, que estão ESCRITOS o nome dos doze apóstolos que representam a igreja.
Nós vemos isso lá em Apocalipse, capítulo 21, verso 19 e 20, nos falam desta verdade.
Os doze apóstolos, os nomes deles estão ali GRAVADOS como fundamento.
Por quê? Porque se os seis nomes das tribos representavam Israel, os fundamentos da igreja estão ali representados pelos doze apóstolos, os nossos nomes GRAVADOS por esse sacerdote que nos ama.
E tinha também sobre o éfode, esse que nós falamos que era como um avental, tinha o PEITORAL DO JUÍZO. E como alguém pode pensar peitoral do juízo como alguma coisa, um juízo que estava sobre nós.
Peitoral do juízo porque fala da sentença, daquilo que Ele estabeleceu para nós. Ele é o nosso sumo sacerdote. Era feito com os mesmos materiais acima indicado, o que nos fala do sentimento que houve em Cristo Jesus quando se fez homem.
O amor, a vontade do Pai e o amor pela igreja. Era como um bolso, de um palmo por um palmo. De forma quadrada. Ali estava aquele peitoral. E ele era quadrado e dobrado, com um palmo de comprimento e um palmo de largura. E aí sobre ele estavam pedras de engaste em quatro ordens. Então haviam ali as fileiras de pedras, cheio de pedra de ENGASTE EM QUATRO ORDENS.
Cada uma com três pedras. Então, três pedras, três pedras, três pedras, quatro vezes três, doze pedras.
Quatro a ponta para a revelação do Senhor Jesus como homem. Então ali tinha quatro e três.
Então nos fala do homem e da trindade que nos une ao Senhor.
O nome dos filhos de Israel estavam esculpidos em cada pedra. Eram doze tribos, tinha doze pedras. Quatro fileiras de três, com o nome esculpido nas pedras, e isso nos fala desta verdade maravilhosa, o nome estava GRAVADO no ombro, ESCULPIDO nas pedras, o ombro nos falando do peso que ele levou do nosso pecado. mas estavam sobre o Seu peito, que nos fala do amor do Senhor por nós.
Ele, o Seu nome, meu irmão, minha irmã, o Seu nome está gravado, Ele levou o Seu pecado, mas o Seu nome está gravado no seu peito, no seu coração. Nos fala do amor dEle. Ele te conhece. Ele conhece a sua dor, as suas lágrimas. E Ele não se esquece de você. Não se esquece de cada um de nós. Mas é o grande amor de Deus revelado em Cristo Jesus.
Está escrito que Arão levará o nome dos filhos de Israel no peitoral do juízo sobre o seu coração. Quando entrava no santuário para memória diante do Senhor continuamente. Se os ombros, no verso 29 diz que… se os ombros falam do poder, o coração nos fala do amor. Somos sustentados por sua força e guardados pelo seu grande amor.
Cada pedra diferente mostra cada um de nós. Somos diferentes, a particularidade de cada um, mas todos igualmente revestidos por ouro, engastados em ouro, sustentados pelo poder de Deus. Todos preciosos para Ele. Isso é maravilhoso.
O Senhor nos escolheu, nos leva sobre os ombros, mas nos leva também sobre o Seu peito e nos fala desse grande amor de nós, diferentes, cada um com sua necessidade, mas preciosos aos olhos deles. Todos igualmente aceitos pelo Pai, pela justiça divina. Jesus satisfez a justiça de Deus e apresenta ao Pai os nossos nomes, porque Ele se entregou por nós e nós somos agora coerdeiros com Ele.
O clamor profético em Cantares, no capítulo 8, no verso 6, nós lemos sobre o clamor profético da igreja. Ela deseja esse amor, ela quer ser amada pelo Senhor Jesus. E ela diz então lá em Cantares…
Põe-me como selo sobre o teu coração, como selo sobre o teu braço, pois o amor é forte como a morte.
Assim é o amor do nosso Senhor Jesus por nós, é um amor insondável, é um amor que não se altera, é um amor constante. Tinha também nas vestes do sacerdote o cinto, o cinto do éfode era feito com os mesmos cinco materiais acima indicados.
O cinto fala do serviço ativo, da prontidão do Senhor Jesus para servir.
Como nos diz a palavra do Senhor em Efésios capítulo 6, no verso 14, no ministério de Cristo não há falha, nem desatenção.
Tudo está firmemente ajustado e perfeitamente executado. Por quê? Porque os seus lombos estão cingidos com a verdade. Efésios 6:14. O manto do éfode. Por baixo do éfode, desse avental, havia um manto todo azul. E o colar na cabeça estava no meio dele. Assim, ali nós vamos ver também as romãs na borda embaixo deste manto, e isso nos fala do derramamento do seu sangue, foi a expressão maior do seu amor, quando ele se deu por amor. Ele se entregou por amor a mim e a você.
Então, na base do vestido haviam romãs e campainhas. Nas suas bordas, romãs de azul, de púrpura, de carmesim e campainhas de ouro. No meio delas, então uma romã, uma campainha, uma romã, uma campainha. Uma campainha de ouro e uma romã, para que se ouça o sonido das campainhas quando Ele se movia lá no lugar santo e não morra ao entrar e a sair.
O manto todo azul reforça o caráter celestial do amor do Senhor Jesus por nós.
As romãs nos falam de fruto espiritual e as campainhas do testemunho audível, porque nós sabemos uma coisa, o nosso sumo sacerdote está vivo.
As campainhas, nós estamos ouvindo as campainhas e sabemos, Ele está vivo e com o Seu amor apresentando o nosso nome diante de Deus Pai.
Dentro daquele bolso havia, no peitoral do juízo, havia O URIM E O TUMIM. E assim nós entendemos mais facilmente porque peitoral do ungido. Porque todo aquele que queria ouvir a vontade do Senhor, que ia consultar ao Senhor, ele ia ao sumo sacerdote e ali diante do urim e do tumim ele ia saber a vontade do Senhor.
O peitoral do juízo colocava-se ali Urim e Tumim, eram pedras que ficavam sobre o coração de Arão, para levar o juízo dos filhos de Israel sobre o seu coração, quando entravam diante do Senhor.
Essas pedras eram usadas para se consultar a vontade do Senhor.
Urim significa luzes, Tumim significa perfeição e verdade. Isso é maravilhoso, porque toda a direção segura está no nosso Melquisedeque, o sacerdote eterno, segundo a ordem de Melquisedeque, o Senhor Jesus, toda a direção segura está nele.
Ele é a perfeita revelação da mente, da vontade de Deus, autor e consumador da nossa fé. O autor da nossa salvação, toda salvação, todo projeto de salvação da vontade do Pai está revelado em Cristo Jesus.
O Urim e o Tumim revelam o que está no coração do Senhor. E hoje nós experimentamos isso. Quando nos dirigimos ao nosso sumo sacerdote que está vivo, que ressuscitou, nós podemos conhecer a vontade, aquilo que está no seu coração. Ele nos fala… Mas nos fala do coração, do seu sentimento, do seu amor por nós.
E é assim que nós sentimos segurança. Quando consultamos ao Senhor. Nós não temos medo do que Ele vai nos dizer. Porque o nosso sumo sacerdote nos ama com amor eterno.
E quando Ele está dizendo SIM, glória a Deus, e quando Ele está dizendo NÃO, bendito o nome dEle, porque Ele está revelando o Seu amor, o Seu cuidado como o nosso sacerdote e o nosso salvador eterno. Vamos cantar um louvor…
[LOUVOR]
ALEXANDRE GUEIROS
A paz do Senhor, irmãos.
Vamos continuar meditando a respeito das vestes do sumo sacerdote, que nós sabemos nos falam a respeito da condição espiritual perfeita, plena que o Senhor Jesus tem na eternidade como o nosso sumo sacerdote eterno, aquele que intercede continuamente por nós junto ao Pai.
Sobre A MITRA, que era aquele turbante que estava sobre a cabeça do sumo sacerdote, nós lemos que havia uma lâmina de ouro.
Nesta lâmina estava escrito, Santidade ao Senhor.
Estes dizeres nos falam claramente a respeito da mente do Senhor Jesus. Era uma mente absolutamente santa. Todos os seus pensamentos eram inspirados pelo amor a Deus, pelo desejo de fazer a vontade do Pai. Todos os seus pensamentos eram santos.
Mas a Palavra de Deus nos fala a respeito da finalidade dessa lâmina. Para que aquela lâmina?
A Palavra de Deus nos diz que Arão levaria sobre si as iniquidades das ofertas santas dos israelitas.
Eles ofereciam ofertas santas. Nós já lemos a respeito de cinco ofertas no altar, não é? Muito bem, santas oferecidas ao Senhor de todo o coração para agradar a Deus, para satisfazer a justiça de Deus.
Mas aqui está escrito que o Senhor Jesus, profetizado como sumo sacerdote com esta lâmina de ouro puro, na qual estava escrito santidade ao Senhor, ele levaria a iniquidade das ofertas santas.
O que quer dizer isso? Quer dizer que as ofertas dos israelitas que eram santas, nelas havia o quê? Iniquidade. Elas não eram absolutamente santas aos olhos de Deus.
Mas, O Senhor Jesus, Ele assumia essa diferença. Ele diz: não, eu agora intercedo pelas suas ofertas, para que as suas ofertas sejam absolutamente santificadas e assim possam te agradar plenamente, ó Pai.
Qual a importância disso para nós?
A importância é que tudo, nós precisamos compreender que tudo aquilo que nós fazemos para agradar a Deus, todas as nossas ofertas de louvor, de adoração, o nosso serviço, a nossa evangelização, a dedicação das nossas vidas, tudo o que nós fazemos, ainda assim, em tudo o que fazemos há iniquidade.
As nossas ofertas não são absolutamente puras, absolutamente perfeitas.
Mas ninguém se preocupe com isso, porque o nosso sumo sacerdote tem esta lâmina, santidade ao Senhor. Ele santifica absolutamente todas as nossas ofertas, tudo o que nós fazemos a Deus tem está eivado de imperfeição. Falta alguma coisa para agradar 100% absolutamente a exigência da santidade de Deus.
Não se preocupe, irmãos. porque o Senhor Jesus assume essa diferença.
Ele está lá junto ao Pai para santificar todas as nossas ofertas para que todas elas alcancem o nível de santidade exigida por Deus. Louvado seja o Senhor Jesus por isso. Ele intercede assim por nós.
E meus irmãos, havia também nas vestes, ENGASTES DE OURO, cadeiazinhas de ouro destinadas a conectar as várias partes das vestes.
O ouro nos fala do poder de Deus, o poder que vem da eternidade. Isso nos fala a respeito da harmonia de todas as manifestações dos pensamentos e das ações de Jesus. Tudo o que ele pensava, tudo o que ele fazia, em tudo o que ele fazia havia uma harmonia perfeita. Tudo agradava plenamente a Deus, não havia desequilíbrio, era santidade absoluta nas ações e nos pensamentos do Senhor Jesus.
E tudo isso, amados irmãos, para agradar plenamente ao Pai e assim executar com perfeição a obra da nossa salvação. Louvado seja o Senhor Jesus por isso.
E meus irmãos, nós vimos a respeito das ombreiras do éfode, nas quais estavam escritas em duas pedras os nomes das doze tribos, seis de um lado, seis de outro. Já vimos a respeito do peitoral, que estava sobre o coração de Arão, e no qual estavam escritos os nomes das doze tribos em doze pedras, o que nos fala da igreja do Senhor, que é edificada sobre o fundamento dos doze apóstolos.
E Vemos assim, amados irmãos, que havia, a palavra registra, anéis de ouro para conectar tudo. Então, não havia possibilidade de Arão chegar à presença de Deus sem alguma parte.
Não, tudo estava conectado por ouro, que nós falamos do poder de Deus.
Isso, obviamente, se cumpre plenamente no ministério do Senhor Jesus como nosso sumo sacerdote na eternidade. Ele continua a interceder por nós continuamente com todo o Seu amor, Ele nos tem sobre o Seu coração e Ele nos carrega sobre os Seus ombros. Nele somos fortalecidos.
Diga o fraco, sou forte, somos fortes no Senhor Jesus. Ele é aquele que nos fortalece.
Muito bem, é por essa razão que apóstolo Paulo nos fala em Romanos capítulo 8: quem nos separará do amor de Cristo? Será que os sumos sacerdotes? Não, ele se esqueceu, Arão se esqueceu de levar o peitoral que fala do amor, ele só entrou nos carregar. Não, não! Era impossível. que o amor do Senhor Jesus por nós não estivesse presente continuamente no seu ofício sacerdotal.
E é por isso que Paulo escreve:
Quem nos separará do amor de Cristo? Pois estou convencido que nem morte, nem vida, nem anjos, nem demônios, nem o presente, nem o futuro, nem quaisquer poderes, nem qualquer outra coisa na criação será capaz de nos separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus, nosso Senhor.
Louvado seja o Senhor. Chegamos agora à parte final, o dia da expiação.
O dia da expiação nós sabemos era celebrado um dia por ano e naquele dia o sumo sacerdote não usava essas vestes de glória, não é estranho? Ele não entrava no Santo dos Santos, que era uma vez por ano, que representava a presença de Deus, o trono de Deus aqui na terra estava ali representado.
Mas ele entrava ali não com aquelas vestes de glória, não é? Vestes de azul, púrpura, carmesim, ouro, não, não. Ele entrava somente com vestes de linho fino, brancas, somente, todo vestido de branco.
E a beleza? E o ornamento? E a glória?
Nenhuma glória, nenhum ornamento.
Isso nos fala a respeito de quê? a respeito daquele dia em que o Senhor Jesus se apresentou como ovelha muda perante os seus tosquiadores. Nele não víamos beleza nenhuma para o que desejássemos.
Nele não havia beleza nem formosura. Ele se apresentava ali como a vítima, como o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.
Amados irmãos, naquele momento o Senhor Jesus se apresentava como um homem perfeito, perfeitamente santo.
O linho fino nos fala das justiças dos santos, nos fala da santidade que nós vimos na pessoa do Senhor Jesus.
O mesmo já tinha acontecido durante o seu ministério público, não é? A Palavra de Deus diz que nele não víamos beleza nenhuma para que o desejássemos. Nele não havia beleza nem formosura.
Por quê?
Porque ele deixou o esplendor da sua glória. Ao se fazer homem ele deixou toda a beleza, toda a formosura, todo o ornamento. E olhávamos para ele e não víamos beleza alguma para que o desejássemos”, escreve o profeta Isaías.
É por isso que ele se apresenta só com estas vestes brancas, vestes de linho fino. Porque era preciso que ele assim se oferecesse como homem absolutamente santo, como homem perfeito, como nós já ouvimos.
Ao morrer, repetimos, irmãos, ele estava despojado de toda glória e ornamento, que caracterizava o serviço no santo lugar.
Mas ninguém se preocupa porque hoje Ele está na glória com todas estas vestes cheias de glória, cheias de beleza para interceder continuamente por nós. Glória a Deus por isso.
Poderíamos até glorificar o Senhor com uma parte deste hino, deixou o esplendor da sua glória.
[LOUVOR]
Glória ao Senhor Jesus.
Amados irmãos, no dia da expiação estava escrito, nenhuma obra serviu fareis. Ninguém podia fazer obra nenhuma. Para deixar claro, o seguinte, nós não podemos fazer nada pela nossa salvação.
[ALEXANDRE GUEIROS FAZ VOZ EMBARGADA, DE CHORO]
O Senhor Jesus fez tudo o que era necessário. A obra da nossa salvação foi realizada plenamente, perfeitamente pelo Senhor Jesus.
[ALEXANDRE GUEIROS MUDA O TOM, COM MAIS ÊNFASE]
Mas alguém mais novo pode perguntar, sim, mas nós não trabalhamos para o Senhor, nós não somos fiéis ao Senhor. Sim, fazemos tudo isso porque Ele nos salvou, não para sermos salvos. Fazemos tudo pelo Senhor por gratidão, por amor, reconhecendo que realmente Ele fez tudo o necessário para a nossa salvação.
Nenhuma obra serviu o fareis naquele dia. Somente a obra do Senhor Jesus, a obra da sua expiação pelos nossos pecados, era realizada naquele dia.
Então, amados irmãos, nós acabamos de ver como Ele, sem beleza, nem formosura, sem glória, ofereceu-se a si mesmo para a nossa salvação. E nós ficamos tocados, emocionados por tão grande amor que Ele tem e continua a ter por nós.
[ALEXANDRE GUEIROS VOLTA A EMBARGAR A VOZ, SEGURANDO O CHORO]
A cada dia Ele está lá na presença do Pai. Nossos nomes escritos sobre Seu peito, Seu coração.
Mas nós nos alegramos. Por quê? Por que que Ele hoje está intercedendo continuamente por nós? É que a história não terminou na cruz. Ao terceiro dia, Ele venceu a morte. Ele ressuscitou. E lhe foi restituído à glória que lhe pertencia por direito desde a eternidade.
[ALEXANDRE GUEIROS VOLTA A ELEVAR O TOM, PROVOCANDO JÚBLIO DA PLATÉIA]
Ele voltou a trajar vestes de glória e ornamento. João o viu ali no apocalipse vestido de vestes talares, vestes de sacerdote e descreve ele totalmente glorificado de tal forma que João não o reconheceu.
Depois de ter vivido três anos com ele, dia e noite, não o reconheceu porque Jesus estava revestido da glória que ele possuía com o Pai desde a fundação do mundo.
[ALEXANDRE GUEIROS CONTINUA EM ALTO TOM, BANTENDO NO PÚLPITO]
Amados irmãos, temos um sumo sacerdote perfeito à direita do Pai. É por isso que nós podemos dizer como apóstolo, quem tentará acusação contra os escolhidos de Deus, é Deus quem os justifica. Quem os condenará? É Cristo Jesus quem morreu. É Cristo Jesus que antes ressuscitou, o qual está à direita do Pai.
Amados irmãos, e nós terminamos lembrando que o amor de Jesus não se limita ao que nós acabamos de dizer.
Ele vai além. Sabe por quê? Quando ele orou ao Pai, ele disse.
Eu quero que eles, onde eu estiver, na glória, também eles estejam comigo, para que vejam a minha glória que me deste.
[ALEXANDRE GUEIROS VOLTA A EMBARGAR A VOZ, MOSTRANDO ESTAR EMOCIONADO E PROVOCA JÚBILO DA PLATÉIA]
Ele quer, amados irmãos, que desfrutemos da sua glória também.
E é por isso que Ele diz, E eu dei-lhes a glória que a mim me deste, para que sejam um, assim como nós somos um, Pai. Louvado seja o Senhor Jesus.
Irmãos, terminando, Ele vive para interceder por nós.
Terminarei lendo aquele versículo de Hebreus que diz:
Mas este Jesus, porque permanece eternamente, tem um sacerdócio perpétuo, portanto pode também salvar perfeitamente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles, porque nos convinha tal sumo sacerdote, santo inocente, imaculado, separado dos pecadores e feito mais sublime do que os céus.
[ALEXANDRE GUEIROS ELEVA O TOM AO FINAL DA LEITURA DO TEXTO E PROVOCA JÚBILO DA PLATÉIA]
E nota bem, Ele não é somente Deus, Ele é homem-Deus. Um homem hoje está à direita do Pai e ele é mais sublime do que os céus.
Louvado seja o Senhor.
Vamos glorificar o Senhor por tão grande salvação.
CIRCULAR 020/26, DE 12 de fevereiro de 2026
Prezados Pastores e igrejas,
Comunicamos que, a partir do próximo domingo, dia 22 de fevereiro de 2026, não mais serão divulgadas perguntas e respostas para a Escola Bíblica Dominical (EBD).
a) Não será mais necessária a divulgação das perguntas da EBD, bem como a elaboração das respostas pelas Igrejas, nem a consequente necessidade de postá-las no Portal.
b) Também ficará dispensada a postagem de vídeos com respostas às perguntas da EBD, inclusive para as CIAs e para a classe de Acessibilidade.
c) O programa Lâmpada para os Meus Pés deixará de ser exibido.
A partir da referida data:
1. O assunto da EBD, direcionado às CIAs e à Classe de Acessibilidade, continuará sendo elaborado e distribuído, com antecedência, às professoras pelo Instituto Bíblico.
2. Os assuntos a serem discorridos no Culto das Senhoras às quartas-feiras continuarão sendo disponibilizados, com antecedência, a cada mês — um por semana – para uso nos Cultos de quarta-feira. Esses assuntos serão postados no Canal Especial de Senhoras no WhatsApp e no site do Instituto Bíblico, por meio do link:
https://institutoicm.com.br/category/trabalho-de-senhoras/
3. Será disponibilizada aos Pastores, após cada EBD, uma relação dos tópicos tratados, para que sejam desenvolvidos por eles nos Cultos doutrinários das terças-feiras.
CIRCULAR 021/26, de 12 de fevereiro de 2026
PERÍODO DE FERIADO (FEVEREIRO)
Informamos que, durante o feriado de fevereiro, entre os dias 14 e 18, não haverá Culto de Madrugada.
Informamos também que não haverá Culto de Senhoras na quarta-feira, dia 19/02/26.
As atividades retornarão normalmente após o término do referido período.
CIRCULAR 22/2026, DE 13/2/2026
ORIENTAÇÃO SOBRE A PERIODICIDADE DOS SEMINÁRIOS NOS MAANAINS
Prezados Pastores, Coordenações e Responsáveis,
Para proporcionar o melhor uso dos Maanains, otimizando os custos e, ao mesmo tempo, garantindo a aderência às atividades do calendário oficial de Seminários, o Conselho da Igreja Cristã Maranata decidiu:
• A realização de seminários nos Maanains e Anfiteatros poderá ser limitada a um seminário por mês, a critério das Coordenações interessadas.
Esta orientação tem origem no interesse das Igrejas nas diversas regiões, pois notou-se que a realização de dois seminários mensais sobrecarregava as Igrejas com mutirões e deslocamentos frequentes para atender a um número reduzido de participantes.
Regiões ou Áreas que tenham interessados em participar de Seminários que não seriam transmitidos nos Maanains locais poderão promover a transmissão das aulas para uma Igreja, para onde concorreriam os interessados devidamente inscritos e preparados.
Solicitamos que esta orientação seja amplamente divulgada.