A IGREJA MARANATA É O CORPO DE CRISTO?

A IGREJA MARANATA É O CORPO DE CRISTO?

17 de maio de 2026 Off Por Sólon Pereira

Por Solon Pereira – Projeto Análise | Celeiros

Uma análise bíblica, ética e espiritual da EBD da Igreja Cristã Maranata (17/5/2026): a idolatria institucional da Igreja Maranata e o falso ensino sobre o corpo de Cristo.

Vídeo de referência: https://www.youtube.com/watch?v=u-XA8_K5JKI  

Degravação ao final.

INTRODUÇÃO

A EBD de 17/5/2026 é extremamente reveladora porque ela expõe, talvez de forma mais clara do que em outras semanas, a engenharia teológica que a Igreja Cristã Maranata construiu ao longo de décadas: uma releitura simbólica da Bíblia em que tabernáculo, arca, templo, corpo de Cristo, revelação, comunhão, unidade e presença de Deus acabam convergindo para a própria identidade institucional da ICM.

O discurso parece cristocêntrico na superfície, mas institucionalmente autocentrado na prática. O resultado é um sistema hermenêutico em que Cristo é constantemente associado à “obra”, e a “obra”, por sua vez, é silenciosamente identificada com a estrutura da própria denominação.

O tema oficial era o templo de Salomão. Mas, na prática, o estudo foi muito mais sobre legitimação institucional, exclusivismo religioso e reforço da identidade sectária da ICM do que sobre o significado bíblico do templo.

Há vários níveis importantes nesta EBD:

  1. O nível simbólico-teológico.
  2. O nível psicológico e institucional.
  3. O nível ético e espiritual.
  4. O nível hermenêutico.
  5. O nível sociológico do controle religioso.

E todos eles aparecem de maneira muito forte.


1. A TRANSFORMAÇÃO DA “IGREJA” EM “INSTITUIÇÃO”

O eixo central de toda a EBD é este:

  • templo;
  • arca;
  • corpo de Cristo;
  • habitação de Deus;
  • revelação;
  • comunhão;
  • presença divina.

Tudo isso é apresentado como categorias bíblicas universais. Porém, ao longo do discurso, essas categorias vão sendo absorvidas simbolicamente pela ICM.

Isso é perceptível especialmente quando Alexandre Gueiros afirma:

“Hoje a arca está na igreja. A presença clara do Deus vivo está em nosso meio.”

Observe o mecanismo psicológico: a frase, isoladamente, parece bíblica. Mas o ambiente emocional e institucional da EBD faz o membro concluir: “A presença clara do Deus vivo está na ICM.”

Esse é o verdadeiro efeito do discurso.

A palavra “igreja” deixa de significar:

  • corpo universal dos salvos;
  • comunhão espiritual dos cristãos;
  • povo de Deus espalhado na terra;

e passa a significar:

  • “a nossa obra”;
  • “a nossa revelação”;
  • “a nossa estrutura”.

Esse deslocamento semântico é uma das principais marcas de sistemas sectários, porque o fiel passa a enxergar:

  • criticar a liderança = atacar o corpo de Cristo;
  • sair da instituição = abandonar a presença de Deus;
  • discordar do sistema = perder a revelação;
  • denunciar abusos = gerar divisão no corpo.

A instituição absorve simbolicamente o lugar da Igreja invisível.


2. O TEMPLO COMO LEGITIMAÇÃO DA ESTRUTURA ECLESIÁSTICA

Há um paradoxo enorme nesta EBD. O Novo Testamento desloca o foco:

  • do templo físico → para Cristo;
  • do sacerdócio institucional → para o sacerdócio espiritual;
  • da centralização religiosa → para a habitação do Espírito nos crentes.

Mas a EBD faz o caminho inverso: espiritualiza o templo monumental de Salomão e depois reaplica o conceito à estrutura institucional da igreja contemporânea.

Isso é muito significativo, porque o NT relativiza o templo físico:

Evangelho de João:

“Destruí este templo…”

Atos dos Apóstolos:

“O Altíssimo não habita em templos feitos por mãos humanas.”

Primeira Epístola aos Coríntios:

“Vós sois o templo.”

Ou seja, o Novo Testamento dissolve o exclusivismo espacial e institucional do templo, mas a ICM reconstrói simbolicamente um novo “templo exclusivo”.


3. A TIPOLOGIA SEM CONTROLE HERMENÊUTICO

A EBD usa uma tipologia extremamente livre e alegórica.

Exemplos:

  • Davi = tipo de Jesus;
  • Salomão = tipo do Espírito Santo;
  • Hirão = gentios;
  • tenda de Davi = ministério de Jesus;
  • templo = igreja;
  • arca = presença exclusiva de Deus;
  • construção silenciosa = ausência de dissensão.

O problema não é fazer aplicações espirituais. O problema é transformar alegorias criativas em estrutura doutrinária obrigatória. A fala sobre Salomão é particularmente problemática. Disse Marcelo Ferreira:

“Salomão é tipo profético do Espírito Santo naquilo que não pecou.”

Isso destrói completamente os limites clássicos da tipologia bíblica, porque bastaria selecionar um aspecto positivo isolado e então qualquer personagem poderia virar “tipo” de qualquer pessoa da Trindade, a exemplo de:

  • José;
  • Bezalel;
  • Ciro;
  • Nabucodonosor;
  • Balaão.

A tipologia bíblica séria não funciona assim. Ela exige:

  • coerência redentiva;
  • paralelos estruturais;
  • progressão histórica;
  • confirmação escritural;
  • conexão messiânica objetiva.

A ICM frequentemente usa tipologia como mecanismo de construção doutrinária emocional.


4. A “TENDA DE DAVI” COMO REINTERPRETAÇÃO IDEOLÓGICA

A explicação de Alexandre Gueiros sobre a arca não estar em Gibeão é muito reveladora. Ele afirma:

“Obviamente por revelação do Senhor.”

Mas o texto bíblico não diz isso. Historicamente, há razões muito mais concretas:

  • centralização política;
  • consolidação de Jerusalém;
  • fortalecimento do reinado;
  • reorganização do culto;
  • neutralização de tensões tribais;
  • preparação para o futuro templo.

Davi estava governando um reino real, com interesses reais.

A ICM frequentemente espiritualiza decisões históricas complexas como se fossem apenas “movimentos proféticos”.

Isso cria um modelo mental perigoso: tudo vira revelação. Toda decisão institucional vira vontade divina direta. Esse mecanismo é muito importante para legitimar autoridade religiosa.


5. “NÃO TRABALHAMOS PARA HOMENS”

Essa parte da fala de Marcelo Ferreira merece atenção especial.

Na aparência: parece um chamado espiritual legítimo.

Na prática institucional: funciona como mecanismo de mobilização voluntária e blindagem emocional.

Observe a lógica:

  • “não trabalhamos para homens”;
  • “não buscamos agradar homens”;
  • “trabalhamos para a obra”;
  • “fomos privilegiados em servir”.

Psicologicamente, isso produz:

  • resignação;
  • submissão;
  • aceitação de exploração;
  • culpa por questionar;
  • romantização do trabalho gratuito.

E aqui existe uma contradição ética importante.

Porque serviços como vigilância; cozinha; limpeza; manutenção; apoio e outros serviços pesados são espiritualizados. Mas advogados; técnicos especializados e profissionais estratégicos são remunerados. Ou seja: alguns trabalham “pela graça” e “de graça”. Outros trabalham mediante contrato e com são muito bem remunerados.

Isso revela que a espiritualização do serviço é seletiva.


6. O ENDIVIDAMENTO ESPIRITUAL DOS MEMBROS

A fala sobre os “endividados e amargurados” é muito importante sociologicamente. Marcelo Ferreira transforma aqueles homens em metáfora dos membros da igreja: “Quem éramos nós?”

O efeito psicológico disso é profundo. A pessoa passa a pensar:

  • eu era miserável;
  • fui acolhido;
  • recebi função;
  • devo tudo à obra;
  • não tenho direito de questionar.

Isso cria o que sociólogos da religião chamam de vínculo de dívida moral permanente.

O fiel não serve por liberdade, por consciência e por maturidade espiritual, mas por sensação contínua de débito emocional.


7. O “CORPO DE CRISTO” NA EBD: O GRANDE MECANISMO DE EXCLUSIVISMO RELIGIOSO

Alexandre Gueiros afirma:

“A igreja é constituída de membros que estão espiritualmente unidos uns aos outros.”

Depois ele acrescenta:

“O Espírito Santo promove a unidade do corpo.”

Mais adiante:

“Entre nós não pode haver dissensões, murmurações e contendas.”

E finalmente:

“Quando prevalece perdão, amor e paz entre nós, conseguimos ouvir o Senhor.”

Na superfície, isso parece um ensino cristão legítimo sobre comunhão. Mas o problema aparece quando observamos:

  • o contexto institucional;
  • a prática da ICM;
  • a forma como ela trata ex-membros;
  • a ausência de comunhão com outros cristãos;
  • o exclusivismo histórico da denominação;
  • e o uso recorrente da expressão “a igreja fiel”.

Porque então percebemos algo gravíssimo: o conceito bíblico universal de “corpo de Cristo” foi reduzido a um corpo institucional fechado.


8. O CORPO DE CRISTO NO NOVO TESTAMENTO É UNIVERSAL — NÃO DENOMINACIONAL

Biblicamente, o corpo de Cristo inclui:

  • todos os que pertencem verdadeiramente a Cristo;
  • todos os regenerados;
  • todos os salvos pela graça;
  • pessoas de diferentes povos;
  • diferentes épocas;
  • diferentes comunidades cristãs.

O apóstolo Paulo jamais restringe o corpo de Cristo a:

  • uma organização;
  • uma liderança específica;
  • uma instituição exclusiva;
  • um sistema eclesiástico fechado.

Pelo contrário, quando Paulo escreve a Primeira Epístola aos Coríntios, ele enfatiza justamente:

  • diversidade;
  • interdependência;
  • pluralidade de dons;
  • multiplicidade de membros.

O corpo de Cristo é maior do que qualquer estrutura humana. Mas na prática da ICM ocorre um fenômeno muito diferente: a palavra “igreja” continua sendo usada biblicamente… mas o significado psicológico muda silenciosamente para: “a nossa instituição”.


9. O MECANISMO SECTÁRIO

Esse é um mecanismo clássico de grupos sectários: usam palavras cristãs históricas:

  • igreja;
  • corpo;
  • comunhão;
  • revelação;
  • unidade;
  • noiva;
  • povo fiel;

mas redefinem essas palavras internamente. Então:

  • “corpo de Cristo” passa a significar “os alinhados à obra”;
  • “igreja fiel” passa a significar “os que permanecem submissos”;
  • “unidade” passa a significar “ausência de discordância”;
  • “paz” passa a significar “não questionar”.

Esse mecanismo é perigosíssimo, porque a pessoa deixa de distinguir:

  • Cristo da instituição;
  • evangelho da organização;
  • comunhão cristã da obediência denominacional.

10. O CORPO DE CRISTO DA ICM NÃO INCLUI OUTROS CRISTÃOS NA PRÁTICA

Esse talvez seja o ponto mais devastador da análise. Porque Alexandre fala:

  • de comunhão;
  • de unidade;
  • de amor;
  • de paz;
  • de encaixe das pedras vivas.

Mas a pergunta inevitável é: onde está essa comunhão com os demais membros do corpo de Cristo fora da ICM?

A ICM:

  • não possui comunhão eclesiástica ampla;
  • não reconhece outras igrejas como igualmente fiéis;
  • historicamente trata outras comunidades como “sistema religioso”;
  • frequentemente sugere que somente ela preservou a revelação correta;
  • trata ex-membros críticos como desviados espiritualmente.

Então o “corpo” deixa de ser:

  • universal;
  • espiritual;
  • cristocêntrico;

e passa a ser:

  • institucional;
  • delimitado;
  • autorreferente.

11. “PEDRAS VIVAS ENCAIXADAS”

Esse trecho é muito revelador:

“Somos encaixados no corpo de Cristo.”

Observe o vocabulário:

  • encaixe;
  • alinhamento;
  • ajuste;
  • ausência de ruído;
  • ausência de contenda.

Tudo isso produz uma imagem extremamente organizacional. O corpo deixa de ser um organismo espiritual vivo… e passa a parecer uma estrutura institucional rigidamente ajustada.

A metáfora das pedras é reinterpretada de forma funcionalista:

·      cada um ocupa seu lugar;

·      cada um se ajusta;

·      cada um se submete;

·      cada um se encaixa.

Mas o Novo Testamento mostra algo muito mais orgânico e dinâmico.


12. O SILÊNCIO COMO “PROVA” DE ESPIRITUALIDADE

Talvez o ponto mais grave esteja aqui:

“Na construção do templo não se ouvia ruído.”

Alexandre transforma isso em:

  • ausência de dissensão;
  • ausência de conflitos;
  • ausência de contestações.

E isso é extremamente problemático.

Porque biblicamente: o corpo de Cristo nunca foi silencioso. No próprio Novo Testamento houve:

  • confrontos;
  • debates;
  • divergências;
  • tensões;
  • repreensões públicas.

Exemplos:

  • Paulo confrontando Pedro em Antioquia;
  • discussão do Concílio de Jerusalém;
  • divisões em Corinto;
  • advertências às igrejas do Apocalipse.

A verdadeira unidade cristã nunca significou uniformidade absoluta. Mas sistemas sectários frequentemente associam:

  • questionamento = rebelião;
  • crítica = murmuração;
  • discordância = divisão;
  • denúncia = ataque ao corpo.

Então o silêncio passa a ser tratado como maturidade espiritual.


13. A CONTRADIÇÃO MAIS GRAVE: “AMOR E PAZ ENTRE NÓS”

Alexandre Gueiros fala:

“deve reinar o perdão, o amor e a paz.”

Mas aqui surge uma contradição ética brutal. Porque:

  • ex-membros continuam sendo processados;
  • canais críticos são perseguidos judicialmente;
  • pessoas são tratadas como apóstatas;
  • famílias são divididas;
  • críticos são demonizados;
  • há décadas de relatos de exclusão emocional e espiritual.

Então a pergunta inevitável é: Esse amor é para quem?

Porque, aparentemente, o amor vale:

  • para os alinhados;
  • para os obedientes;
  • para os submissos.

Mas desaparece:

  • para os dissidentes;
  • para os críticos;
  • para os que saem;
  • para os que denunciam abusos.

Isso não é o corpo universal de Cristo. Isso é comportamento típico de seitas religiosas.


14. O CORPO DE CRISTO COMO MECANISMO DE CONTROLE

E aqui talvez esteja o ponto mais importante de toda a EBD. Quando a instituição se identifica simbolicamente com o próprio corpo de Cristo: questionar a instituição vira pecado espiritual.

Porque então:

  • discordar da liderança = ferir o corpo;
  • sair da igreja = amputar-se do corpo;
  • denunciar abusos = dividir o corpo;
  • criticar doutrinas = atacar Cristo.

Esse é um mecanismo psicológico extremamente poderoso. A pessoa passa a sentir:

  • culpa espiritual;
  • medo escatológico;
  • ansiedade religiosa;
  • sensação de traição a Deus.

Mesmo quando está apenas:

  • denunciando abusos;
  • pedindo coerência;
  • questionando doutrinas;
  • buscando liberdade de consciência.

15. O CORPO DE CRISTO NO NT NÃO É UMA ORGANIZAÇÃO FECHADA

O Novo Testamento aponta exatamente para o contrário do sectarismo. Em Epístola aos Efésios:

  • um só corpo;
  • um só Espírito;
  • um só Senhor.

Mas esse corpo transcende:

  • geografias;
  • lideranças;
  • denominações;
  • estruturas humanas.

O verdadeiro corpo de Cristo não pertence a uma instituição. A instituição, quando saudável, é que deveria servir humildemente ao corpo. Mas na lógica sectária ocorre o contrário: o corpo passa a servir à instituição.

E é exatamente isso que essa EBD deixa transparecer.

16. O DISCURSO SOBRE COMUNHÃO E PAZ

Alexandre Gueiros afirma:

“Entre nós não pode haver dissensões.”

Esse trecho é extremamente importante, porque ele revela algo típico de estruturas religiosas altamente centralizadas: a comunhão passa a significar ausência de discordância.

Mas, biblicamente:

  • comunhão não significa uniformidade;
  • paz não significa silenciamento;
  • unidade não significa submissão cega.

O problema é que, na prática: quem critica a liderança:

  • vira rebelde;
  • cria divisão;
  • rompe a comunhão;
  • ameaça o corpo.

Enquanto isso processos judiciais, perseguições a críticos, ataques públicos e isolamento entre membros e ex-membros continuam ocorrendo. Ou seja, o discurso da paz é interno. A prática institucional externa frequentemente é conflitiva.


17. A GLÓRIA DE DEUS COMO VALIDAÇÃO INSTITUCIONAL

Alexandre associa a glória de Deus:

  • a curas;
  • revelações;
  • promessas;
  • manifestações;
  • cumprimento profético.

Mas isso gera problemas enormes, porque, se manifestações espirituais validam automaticamente uma instituição, então:

  • qualquer movimento carismático estaria validado;
  • qualquer experiência emocional seria prova de verdade;
  • qualquer “revelação” confirmaria legitimidade divina.

Além disso,  a própria história da ICM contém:

  • escândalos;
  • abusos;
  • feridas emocionais;
  • processos;
  • contradições éticas.

Então surge a pergunta inevitável: se a glória de Deus está tão claramente ali,
por que há tantas pessoas espiritualmente traumatizadas após passarem pela instituição?


18. A REVELAÇÃO DE CURAS

O encerramento é muito significativo:

“O Senhor revelou que estaria operando curas…”

Esse tipo de anúncio cria:

  • expectativa coletiva;
  • pressão psicológica;
  • antecipação emocional;
  • viés de confirmação.

Depois, normalmente:

  • testemunhos subjetivos aparecem;
  • casos não verificáveis são narrados;
  • experiências emocionais são tratadas como confirmação da revelação.

Mas raramente há:

  • documentação;
  • comprovação médica;
  • verificação objetiva.

Isso é muito comum em ambientes altamente carismáticos.


19. O QUE ESSA EBD REVELA SOBRE A ICM

Talvez o aspecto mais importante desta EBD seja este: ela mostra como a ICM lê a Bíblia institucionalmente.

A Bíblia deixa de ser:

  • texto histórico;
  • revelação progressiva;
  • narrativa redentiva centrada em Cristo;

e passa a funcionar como:

  • espelho da própria instituição;
  • legitimação da estrutura;
  • validação da liderança;
  • reforço da identidade grupal.

Por isso:

  • arca → vira “a obra”;
  • templo → vira “a igreja verdadeira”;
  • comunhão → vira alinhamento institucional;
  • corpo de Cristo → vira os obedientes da organização;
  • revelação → vira chancela da liderança;
  • paz → vira ausência de dissidência.

E talvez a frase mais simbólica de toda a EBD seja justamente esta:

“A presença clara do Deus vivo está em nosso meio.”

Porque ela resume toda a lógica implícita do sistema:

Deus está aqui.

A revelação está aqui.

A comunhão está aqui.

O corpo está aqui.

A arca está aqui.

E, quando uma instituição começa a falar dessa forma sobre si mesma, o risco espiritual deixa de ser apenas erro hermenêutico. Passa a ser sacralização institucional.

 

DEGRAVAÇÃO

GILSON SOUSA

5:24  Saudamos todos com a paz do Senhor Jesus. Estamos apresentando a Escola Bíblica Dominical da Igreja Cristã Maranata. Fazemos isso sempre aos domingos pela manhã neste horário. E você que está acompanhando conosco através das nossas mídias de comunicação, nós agora vamos dar início a uma escola bíblica dominical na forma de um culto. E por ser um culto, nós estaremos então iniciando com uma oração ao Senhor.

5:47  Daqui a pouco, às 10:10, nós estaremos entrando em rede com a nossa transmissão via satélite, onde todas as nossas igrejas que estão reunidas em culto presencial participarão ou darão continuidade à participação da Escola Bíblica Dominical. Portanto, para darmos início, vamos orar ao nosso Deus e vamos convidar a todos para estarmos agora diante de Deus em reverência aqui onde nós estamos. Nós vamos nos ajoelhar para clamar pelo sangue de Jesus. E você, o senhor, a senhora, onde estiver, esteja diante de Deus colocando a sua vida perante o altar do Senhor. Oremos.

6:33  Senhor, nosso Deus, nosso Pai, nós clamamos a ti, Senhor, pelo poder que há no sangue do Senhor Jesus, quando nos prostramos aos teus pés para confessar a ti a necessidade que temos da bênção do Senhor na manhã deste dia. Oramos, ó Deus, pedindo assim que tu nos concedas comunhão com o teu Espírito Santo. Liberta-nos para louvarmos o Teu santo nome. Abençoa-nos, pois, pois nós clamamos em nome do Senhor Jesus. Amém.

6:59  Amém. Assentados. Vamos então agora cantar adorando ao Senhor nosso Deus.

[LOUVORES]

 – Junto a Ti suplico, ó Pai

– Senhor, guia-nos

 – Oh! Contemplai

15:23  Nós saudamos todos. que estão nas igrejas recebendo esta transmissão com a paz do Senhor Jesus. Nós estamos dando continuidade à transmissão da Escola Bíblica Dominical e a partir desse instante já entramos em rede com a nossa transmissão via satélite para que os irmãos possam receber nas igrejas também o estudo da Escola Bíblica Dominical nesta manhã. E nós iremos falar hoje a respeito do tema o templo de Salomão. E naturalmente, tendo terminado o estudo do tabernáculo de Moisés e da tenda de Davi, nós passaremos agora a estudar o templo de Salomão. Davi sabia que a tenda era um lugar provisório para a arca. Sabia que a arca deveria ser colocada em um templo sólido e fixo.

16:12  E Davi então quis construir o templo, mas o Senhor não lhe permitiu. O Senhor então revelou que o seu filho eh é quem iria edificar o templo. E hoje veremos os principais aspectos da construção do templo até a sua conclusão. Mas antes disso, nós iremos proceder à leitura da palavra de Deus, para a qual nós convidamos todos os irmãos das igrejas para estarem agora de pé para lermos e acompanharmos a leitura do texto bíblico em Segundo Crônicas, capítulo 7, versos 15 e 16. E depois também nós iremos ler também em Segundo Coríntios, capítulo 6, no verso 16. Então, a leitura do texto diz assim, primeiro segundo Crônicas, capítulo 7, versos 15 e 16, diz assim a palavra de Deus:

16:59  “Estarão abertos os meus olhos e atentos os meus ouvidos à oração que se fizer neste lugar, porque agora escolhi e santifiquei esta casa, para que nela esteja o meu nome perpetuamente. Ela estarão fixos meus olhos e o meu coração todos os dias.

Lendo agora segundo Coríntios, capítulo 6, verso 16, a palavra de Deus diz assim:

“Porque nós somos santuário do Deus vivente, como ele próprio disse, habitarei e andarei entre eles, e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo.”

Amém. E nós vamos agora de pé ainda adorar ao nosso Deus, orando ao Senhor, bendizendo o seu nome e suplicando a sua bção sobre nós neste estudo. Oremos.

Nosso Deus, nosso Pai, nós oramos a ti nesta hora, suplicando, Senhor, a tua benção sobre nós na aplicação do estudo da tua palavra em nossos corações. Dá-nos, ó Deus, a bênção de entendermos toda a tua vontade naquilo que tu tens, ó Pai, para conosco nesta manhã, para nos ensinar na tua presença. Nós oramos a ti, orando assim, em nome do Senhor Jesus. Amém. Glória a Deus.

18:14  Todos podem sentar. Vamos cantar louvando ao nosso Deus.

[LOUVOR: Ó Senhor, Deus de Israel (Edifiquei uma casa)]

MARCELO FERREIRA

22:01  Nós saudamos a todas as igrejas, a todos que estão conosco neste momento com a paz do Senhor. Nós vamos iniciar com a revelação de que Davi não deveria construir o templo, mas essa tarefa caberia ao seu filho Salomão.

22:22  O próprio Davi falou assim:

“Porém a mim veio a palavra do Senhor dizendo: Muito sangue tens derramado e fizestes grandes guerras. Não edificarás casa meu nome.

E aqui já temos uma lição, um aprendizado. Não nos cabe escolher como serviremos ao Senhor e como vamos exercer o nosso ministério.

22:54  Esse é um ensino precioso para todos que são servos do Senhor. Davi, mesmo sendo rei, não foi ele quem escolheu como serviria o Senhor. O nosso serviço, o nosso ministério da obra é por revelação e segundo a vontade do Senhor. Queremos estar onde o Senhor nos coloca. E aí um segredo: na obediência nós somos mais do que vencedores.

23:24  O segundo ponto a ser abordado era a consciência que Salomão tinha e que aquela obra se destinava a possibilitar a habitação do Senhor no meio do seu povo. E há uma expressão bíblica escrita por Davi que traz essa consciência quando ele fala da construção do templo e diz assim:

“Porque não é palácio para homem, mas é um templo para o nosso Deus”.

23:54  Ou seja, a consciência que nós não trabalhamos para homens, que não é a obra para agradar homens, mas é uma obra para agradar ao Deus da nossa salvação. A consciência que Salomão tinha, que Davi tinha, nós temos que ter como servo, que o nosso trabalho não é para agradar, mas é um trabalho para edificar a igreja, para fortalecer a obra. e para crescimento do corpo de Cristo, que é a noiva do cordeiro.

24:36  Mas agora iremos falar daqueles homens eh endividados e amargurados que se ajuntaram a Davi na no período em que Davi estava fugindo de Saul.

24:50  Porque para estes homens foi um privilégio. Foi um privilégio para aqueles homens que na época em que passaram a seguir Davi, eram homens endividados,  amargurados, agora serem usados para a construção do templo.

25:07  Eles sabiam que quando Davi subisse ao trono, eles se tornariam eh capitães de milhares e centenas. Verdadeiramente o Senhor honrou Davi e aqueles homens que escolheram segui-lo.

25:21  A própria palavra descreve depois. E esses homens tiveram essa vida transformada ao seguir Davi. E a palavra confirma que eles foram colocados como capitães de centenas e de milhares.

25:39  Isso traz eh uma reflexão para todos nós, porque nós nos vemos nesses homens. Eles seguindo Davi e nós seguimos ao Senhor Jesus. Isso nos leva a seguinte reflexão. Quem éramos nós quando o Senhor nos convocou para esta obra? Quem pagaria a nossa dívida de pecado com Deus?

26:07  Éramos todos altamente endividados com Deus. Não tínhamos condições de pagar o preço dos nossos pecados. Mas o Senhor foi muito generoso conosco e nos presenteou com funções, com serviços na obra do Senhor. Por isso que cabe a nós uma glorificação ao Senhor, porque hoje todos nós somos usados pela graça, pela misericórdia do Senhor e ainda mais! Um dia reinaremos com o Senhor. E como disse Paulo, se com ele morremos, um dia reinaremos, porque assim também Jesus mudou a nossa vida para sempre.

26:48  Agora, queríamos também destacar que para a construção do templo havia a necessidade de muito materiais seram ofertados, inclusive materiais e preciosos e caros, como ouro, prata, madeira, ferro, cobre. E ali então se abriu uma oportunidade para que todo o povo pudesse trazer ofertas.

27:15  Mas Davi reconheceu que o povo dava as ofertas daquilo que recebeu do Senhor. E aí é uma expressão de Davi maravilhosa que diz assim:

“Porque quem sou eu e quem é o meu povo para que pudesse dar voluntariamente estas coisas? Porque tudo vem de ti e das tuas mãos to damos.

27:45  Que ensino maravilhoso, irmãos. Não nos esquecemos de que tudo que damos ao Senhor, o nosso amor, a nossa dedicação, os nossos bens, o nosso tempo, tudo damos, porque do Senhor recebemos.

28:02  O Senhor que nos ensina: de graça recebestes, de graça dai ao Senhor.

28:11  E aqui eu ensino importante, ele não espera de nós nada que não tenha nos dado antes. Ele não espera de nós nada que não tenhamos recebido dele antes. Tudo que damos é porque dele recebemos e nisso o Senhor é glorificado.

28:37  Agora, há uma parte que surpreende, porque de todas as ofertas que foram entregues, a maior de todas, a mais cara de todas, a mais preciosa de todas, foi dada pelo próprio Davi do seu tesouro particular, que foi o ouro, eh, a prata, as pedras preciosas.

29:04  E aqui vemos eh Jesus como um tipo profético do Senhor Jesus. Porque para a  construção da igreja, a maior oferta que foi dada foi a do Senhor Jesus. Ele deu a sua vida, ele deu o seu sangue, ele deu o sacrifício precioso, ele deu aquilo que ninguém podia dar, aquilo que havia de mais precioso diante do Pai, a vida do próprio filho. E nisso nos leva cada vez mais a amarmos o Senhor Jesus.

29:44  deixou como material para a construção do templo. Davi deixou todo o material para a construção do templo. Assim também Jesus deixou. Ele deixou a palavra, ele deixou a doutrina, ele deixou o evangelho. Davi deixou para a construção do templo a planta. Toda planta foi feita por Davi. Ele não construiu o templo, foi Salomão. Mas a planta ele deixou. A planta fala de um projeto.

30:09  Jesus deixou um projeto e a obra é a execução desse projeto no espírito. Privilégio esse que o Senhor tem nos dado. Ele fez tudo isso em vida, deixando para nós essa grande herança que é a igreja como corpo de Cristo.

30:29  Vamos agora e começar a ver Salomão aparecer na história da construção do templo como um tipo profético do Espírito Santo. Mas antes, vejamos Davi como um tipo profético do Senhor Jesus.

30:50  Davi que venceu todos os seus inimigos. Porque assim como Davi venceu Golias, Jesus venceu a carne.

31:00  Jesus venceu todas as tentações e foi o homem sem pecado. Assim como Davi venceu o leão, Jesus venceu o adversário e tragada foi a morte na vitória.

31:14  Assim como Davi venceu o urso, assim Jesus venceu o falso crente, o sistema religioso dos fariseus e dos saduceus, para deixar todo o material para a construção da igreja que um dia vai ser arrebatada, porque Jesus vai voltar.

31:38  Agora vejamos eh Salomão como o tipo eh profético do Espírito Santo naquilo que ele não pecou. Porque Salomão vai receber todo o material deixado por Davi. Ele que vai construir o templo.

32:02  Aqui está a figura profética do Espírito Santo, porque é o Espírito Santo que há mais de 2000 anos vem construindo a história profética da igreja. É o Espírito Santo que definiu a as colunas dessa igreja que nem as portas do inferno podem prevalecer contra ela, porque a vitória é nossa, pelo sangue de Jesus.

32:27  Salomão, que pediu sabedoria a Deus, sabedoria que o fez escrever o livro de Eclesiastes, o livro de Provérbios, o livro de Cantares que fala do amor da igreja e de Jesus. É o Espírito Santo que com sabedoria constrói uma igreja que durará para toda a eternidade. É o Espírito Santo que com a sua graça executa esse projeto, essa planta. que foi deixada pelo Senhor Jesus.

32:58  E veja aqui um ponto que vai apontar agora para a igreja gentílica. Salomão pediu a Hirão, rei de Tiro, e este enviou madeiras e trabalhadores do Líbano para trabalharem na edificação do templo.

33:14  Líbano era uma terra de gentios, ou seja, não judeus. E nós vemos aí em crônicas. E Hirão Rei de Tiro enviou mensageiros a Davi e madeiras de cedro e carpinteiros e pedreiros que edificaram a Davi uma casa. Diz mais ainda assim acabou Irão de fazer a obra que fazia para o rei Salomão a casa de Deus.

33:44  A madeira e trabalhadores do Líbano nos fala profeticamente da vocação dos gentios para a salvação. Nós gentios trabalhamos junto com judeus para a edificação da igreja do Senhor Jesus.

33:58  Agora iremos abordar um ponto também muito interessante, que é a diferença, é a distinção entre o tabernáculo de Moisés, a tenda de Davi e o tempo de Salomão, que falavam de três períodos distintos no projeto, no plano de Deus. O tabernáculo de Moisés está ligado ao período da lei do Velho Testamento. Nesse período, Deus habitava através da arca da aliança no Santo dos Santos. Agora, a tenda de Davi, que era simples, uma simples tenda com arca dentro, a palavra apontava profeticamente para o ministério de Jesus, que era um período de transição entre a lei e a graça. E além disso, observem, a tenda era simples. Em comparação ao tabernáculo que tinha metais preciosos e cortinados lindos, não havia na tenda de Davi uma aparência que chamasse atenção, mas dentro dela estava a arca de Deus.

35:17  Assim era o Jesus homem. Assim foi o ministério de Jesus, um homem simples. Nenhuma beleza havíamos para que o desejássemos. Mas por detrás de toda aquela simplicidade do Jesus homem estava o próprio Deus, o Deus verdadeiro, o Deus que nos trouxe salvação. Emanuel, Deus conosco.

35:41  Na tenda de Davi, a arca estava junto dele, ao seu lado. Isso nos fala da habitação de Deus em Jesus, reconciliando consigo o mundo. Deus estava entre os servos, que ainda não eram o corpo de Cristo, porque isso era no Velho testamento uma profecia acerca do Novo Testamento.

36:06  O templo de Salomão, o terceiro que falamos, já aponta para a igreja profeticamente. O tempo da igreja. O tempo Salomão nos fala profeticamente sobre o período da graça do Novo Testamento que começou no Pentecostes em que os gentios são chamados para integrar o corpo de Cristo e participar da sua edificação. Vós sois o templo do Espírito Santo.

36:32  Veremos agora, irmãos, eh o templo já em uma outra abordagem, o templo como a figura de Jesus. E o que nos autoriza a fazer essa comparação e essa afirmação com a palavra do próprio Jesus, ao apontar para o templo e dizer: “Derrubai este templo e em três dias o levantarei”. E ele falava do seu próprio corpo, como João no evangelho diz, ele falava do seu próprio corpo. Sabemos então que ele estava falando da sua morte e ressurreição, pois ele morreria na sexta-feira, o seu corpo seria destruído, mas ao terceiro dia Jesus ressuscitou.

37:20  Uma lição que extraímos desta palavra, destruir esse templo e em três dias o levantarei. É para nós mesmos. Porque precisamos morrer em Cristo. É preciso que morra o velho homem, os velhos hábitos e nasce em nós o novo homem, o novo nascimento gerado pelo Espírito Santo, para que assim possamos ter ao Senhor um louvor verdadeiro. Ao nascermos de novo, somos batizados como corpo de Cristo. Somos batizados pelo Espírito Santo como corpo de Cristo. E podemos cantar um corpo só, um só espírito.

ALEXANDRE GUEIROS

40:01  Saúdo a todos irmãos com a paz do Senhor Jesus. Queridos irmãos, continuando o nosso estudo, já temos visto como o Senhor Jesus é o verdadeiro templo de Deus, pois nele habita a plenitude da divindade.

40:23  No Velho Testamento, Deus habitava no tabernáculo. Já vimos. No Novo Testamento, Deus habitou em Jesus durante todo o seu ministério público e o Senhor Jesus vive na eternidade como verdadeiro homem e verdadeiro Deus. É um mistério, né?

40:46  Quem sabe se lá na eternidade nós entenderemos melhor este mistério quando nós o contemplarmos. [VOZ EMBARGADA, DE CHORO]

40:59  Colossenses 2:9, nós lemos sobre isso. Nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade, toda comunhão nossa com Deus passa por Jesus. Em nome de Jesus que nós temos acesso ao Pai. Palavra de Deus diz: “Se alguém está em Cristo, você está em Cristo. Em comunhão com Cristo é nova criatura. As coisas antigas já passaram, eis que se fizeram novas.

41:30  Senhor Jesus, em outra ocasião falou: “Se permanecerdes em mim e as minhas palavras permanecerem em vós, pedireis o que quiserdes e vos será feito.” Muito bem. O templo de Salomão, já começamos a ver, era glorioso a sua beleza, o ouro, a perfeição e a majestade do templo, nos fala muito bem da glória do Senhor Jesus.

42:03  João escreveu esse respeito. Ele disse: “E o verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória.” E mais adiante ele diz: “Vimos a sua glória como a glória do unigênito do Pai”.

42:24  Mas sabemos, queridos irmãos, que ele é digno de maior glória ainda. Por isso o Senhor Jesus orou ao Pai. Eu me refiro a maior glória do que aquela que nós vimos, que João viu na na sua oração sacerdotal. O Senhor Jesus disse: “E agora glorifica-me, ó Pai, contigo mesmo, com a glória que eu tive junto de ti antes que o mundo existisse.”

43:01  Vamos notar agora, irmãos, como o templo também é figura da igreja, porque a igreja é corpo de Cristo. Somos seus membros, nos afirma o apóstolo Paulo em Primeiro Coríntios 12.

43:15  Então, a igreja é constituída de membros que estão espiritualmente unidos uns aos outros.

43:28  No corpo de Cristo, o Espírito Santo opera esta comunhão entre os seus membros. O Espírito Santo promove a unidade do corpo e cumpre-se assim um propósito da morte de Jesus.

43:43  Os irmãos se recordam das palavras do sumo sacerdote e em João 11, quando ele disse que era necessário que ele que o Senhor Jesus morresse pela nação. E João escreve: mas ele morreu não somente pela nação, não somente por aquele povo, mas também para reunir em um só corpo os filhos de Deus que andam dispersos.

44:18  Salomão edificou o templo que era formado por pedras preparadas e encaixadas umas nas outras.

44:27  Palavra de Deus diz que lá na no local da edificação não se ouvia ruído de martelo nem de machado. Isso nos fala de como a igreja é formada por vidas que são trabalhadas e vivificadas pelo Espírito Santo.

44:46  E assim e e somos assim formados como pedras vivas, nos diz a palavra. Somos  encaixados no corpo de Cristo. Em em Pedro, primeiro Pedro 2:5, nós lemos que: vós também, como pedras vivas, ou que vivem, sois edificados casa espiritual para ser de sacerdócio santo, a fim de oferecer de sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por intermédio de Jesus Cristo. Que vocação extraordinária.

45:27  E assim somos encaixados no corpo de Cristo, não por força, nem por violência,  mas pelo meu espírito, diz o Senhor em Zacarias 4:6, lembro sobre isso, não é?

45:44  Isso nos fala de quê? da comunhão espiritual que reina entre nós e a nossa responsabilidade velar por essa comunhão.

45:55  Entre nós não pode haver dissensões, murmurações, contendas, mas deve reinar o perdão, o amor e a paz.

46:08  Já aprendemos que a igreja fiel, a igreja do Senhor Jesus, que integra o corpo de Cristo, ela sempre ouve o que o Espírito Santo está falando em cada momento da história.

46:26  Em uma construção, é muito difícil ouvir o que alguém fala devido ao barulho. O barulho é característico de uma obra aqui neste mundo. Porém, durante a construção do templo, repetimos, não se ouvia qualquer barulho de martelos machados ou qualquer ferramenta, o que facilitava o quê? Que se ouvisse aquilo que o Senhor estava falando, aquilo que o Senhor estava exigindo.

46:54  Qual a lição para nós hoje na igreja do Senhor? Quando há contenda, disputas e divisões na igreja, dificilmente se ouve aquilo que o Espírito Santo está nos falando, está querendo nos revelar.

47:12  Mas quando prevalece perdão, o amor e a paz entre nós, conseguimos ouvir o Senhor, porque o Senhor se agrada, porque é agradável ao Senhor que os irmãos vivam em união. É bom e agradável ao Senhor.

47:31  Nós também aprendemos, amados irmãos, que a igreja fiel que vive como corpo de Cristo, com os membros em comunhão com os outros, ela sempre discerne o momento profético que está vivendo.

47:47  Para isso, ela precisa viver como corpo verdadeiramente, os membros unidos aos outros e ter a palavra de Deus revelada pelo Espírito Santo e aplicada pelo Espírito Santo aos nossos corações.

48:05  Ao corpo de Cristo, falou o Senhor Jesus, é dado conhecer os mistérios, ou seja, o que está oculto, os mistérios do reino de Deus. como Jesus falou aos seus discípulos, sobretudo os contidos na palavra de Deus, na Bíblia Sagrada.

48:26  E agora vamos a um ponto interessante que é qual o significado de a arca ter estado no tabernáculo, depois na tenda de Davi e por fim ser colocada no templo de Salomão.

48:45  No Velho testamento, quando somente Israel dispunha da revelação de Deus, a lei, a arca que representava a presença de Deus, estava oculta no Santo dos Santos. Por que oculta? Somente o sumo sacerdote podia contemplá-la e e ainda assim uma vez ao ano no dia da expiação, o acesso à plena comunhão com Deus, portanto, estava limitado, restrito ao sumo sacerdote, pois havia um véu que impedia a entrada dos demais.

49:25  Ninguém podia contemplar a glória de Deus que se manifestava lá dentro dos santos santos.

49:33  Mas no ministério do Senhor Jesus, aqueles 3 anos de ministério, nós percebemos claramente que foi um período de transição entre o Velho Testamento e o Novo Testamento.

49:50  A graça e a glória de Deus estavam operando em uma pessoa, a pessoa do Senhor Jesus. Alguns poucos discípulos, todos os judeus, tinham comunhão com o Senhor Jesus, como João mencionou e nós já falamos, contemplamos a sua glória como a glória do unigênito do Pai.

50:19  Agora, no Novo Testamento, o período da igreja representado pelo pelo templo, o templo de Salomão, o Espírito Santo é derramado sobre toda a carne, conforme a profecia de Joel 2:28.

50:38  Judeus e gentios, todos têm o privilégio de receberem essa bênção do Espírito Santo para formarem um corpo. Toda a igreja que é templo do Espírito Santo, sabemos, toda a igreja tem livre inteiro acesso à plena comunhão com Deus.

51:03  Por que isso? Porque o véu que impedia essa comunhão foi rasgado com a morte do Senhor Jesus na cruz do Calvário. Em outras palavras, hoje, no Novo Testamento, a arca está na igreja. A presença clara do Deus vivo está em nosso meio. Todos nós podemos ter acesso ao trono da da graça, ter plena comunhão com o Pai e contemplar a glória de Deus que se manifesta em nosso meio.

51:34  A glória de Deus tem se manifestado em nosso meio quando nós vemos o cumprimento de uma palavra profética, quando o Senhor cura o enfermo, quando o Senhor liberta um oprimido, quando o Senhor faz uma promessa para as nossas vidas, uma promessa de bênção, de vitória, e ela se cumpre. Em tudo isso, estamos vendo a glória de Deus e podemos dizer: “O Senhor Jesus está vivo e está vivo no meio do seu povo. O Senhor Jesus está ouvindo as nossas orações.

52:03  Aleluia! Que bênção maravilhosa, irmãos. Em em Colossenses 1:27, nós lemos que Deus quis dar a conhecer qual seja a riqueza da glória deste mistério entre os gentios. Isto é, Cristo em vós, a esperança da glória. Amém?

52:28  Vemos a glória do Senhor Jesus e sabemos que veremos mais ainda quando estivermos na eternidade, onde toda a sua glória que ele sempre possuiu antes da fundação do mundo, estará visível a todos nós. Louvado seja o Senhor.

52:47  Nós vamos ver agora o entendimento que o Senhor nos deu do lugar para a arca em cada momento profético, Moisés entendeu que o momento profético que Israel vivia era o de construir o tabernáculo, por revelação, obviamente. O Senhor dá a conhecer o seu plano, revela o que ele deseja em cada momento da história do seu povo através da revelação do seu espírito. É claro. E o Senhor usa a sua palavra, a Bíblia.

53:25  Moisés então entendeu, estava na hora de construir o tabernáculo para que Deus pudesse nela habitar. Ele entendeu que a presença de Deus seria representada pela arca que seria construída.

53:42  E Davi, posteriormente entendeu que o momento profético que ele vivia era de levantar uma tenda separada do tabernáculo. Já meditamos um pouco sobre isso na última escola dominical, né?

54:00  Estranho, mas por que que ele não colocou a arca dentro do tabernáculo que estava ali em Gibeon? Obviamente por revelação do Senhor. Ele entendeu que vivia então um período de transição e e realmente era profético, período de transição que fala do ministério público do Senhor Jesus.

54:25  E a arca devia estar lá enquanto aguardava a construção do templo. Realmente a presença clara do Deus vivo estava na pessoa do Senhor Jesus, representado por aquela tenda de Davi, até que começasse o Novo Testamento, começasse a construção do templo de Deus, que é a igreja do Senhor.

54:52  E então o Deus vivo Emanuel estaria para sempre no meio da sua igreja.

55:00  Muito bem. Então, Salomão teve esse entendimento de que o momento profético era o de construir o templo para que a arca voltasse a habitar no Santo dos Santos. Só que o Santo dos Santos hoje é a igreja do Senhor. É na igreja que o Senhor habita. É na igreja que o Senhor se manifesta como um Deus vivo, um Deus que fala, não como os ídolos mudos. Nós já sabemos.

55:32  E hoje, qual é o nosso entendimento? Nós percebemos que os sinais da volta do Senhor Jesus se se cumprem. Ou, podemos dizer, estão cumpridos. Não, não discernimos nenhum que não esteja cumprido. E é por isso que nós seguimos o conselho do Senhor. Vigiai, pois, pois não sabe, pois não sabeis o dia nem a hora. O momento profético é o expresso pela palavra Maranata.

56:03  É o momento de a igreja se preparar para adorar a Deus na eternidade. Na eternidade, onde Deus e o cordeiro são o templo. Está escrito, sabiam? Lá não há templo, porque Deus e o cordeiro são o templo. Nós vamos estar adorando diante do nosso pai celestial, diante do nosso Salvador.

56:28  Ah, e lá estará a verdadeira arca. Não é porque o arca representava a presença de Deus.

56:36  Muito bem. Deus estará lá sem eh a necessidade de qualquer símbolo, de qualquer tipo, não é? Nós contemplaremos a beleza da santidade de Deus, da perfeição de Deus.

56:55  Em Apocalipse 21, nós lemos: “Nela, na nova Jerusalém, não vi santuário, porque o seu santuário é o Senhor, o Deus todo- poderoso e o cordeiro. E lá, irmãos, nós veremos a arca da aliança. Repetimos: “Por quê?” O Senhor quer confirmar diante dos nossos olhos que aquela aliança que ele celebrou um dia aqui conosco, quando nós no nascemos de novo e nos tornamos corpo de Cristo. Essa aliança que ele celebrou com a igreja é uma aliança eterna. Lá na eternidade não, ele não se esquece dessa aliança. A arca da aliança está ali para testemunhar diante de todos nós que as suas palavras são fiéis e verdadeiras e as suas promessas com relação à eternidade se cumprem.

57:55  Em Apocalipse 11:19, né, que nós lemos sobre essa presença da arca lá. E abriu-se no céu o templo de Deus. E a arca de sua aliança foi vista no seu templo.

58:09  Meus irmãos, a história da construção do templo se conclui com a oração de Salomão. Salomão fez aquela oração gloriosa. Fogo desceu dos céus e a glória do Senhor encheu a casa, encheu o templo ou encheu em particular o Santo dos Santos. Como está registrado em segundo crônicas versículo 6:41.

58:37  E Salomão naquela ocasião orou: “Levanta-te pois agora, Senhor Deus, para o teu repouso, tu e a arca da tua fortaleza”.

58:50  E acabando Salomão de orar, irmãos, desceu fogo do céu e consumiu o holocausto e os sacrifícios. E a glória do Senhor encheu a casa. E todos os filhos de Israel, vendo descer o fogo e a glória do Senhor sobre a casa, encurvaram-se com o rosto em terra sobre o pavimento, adoraram e louvaram ao Senhor, porque é bom, porque a sua benignidade dura para sempre. Deus, meus irmãos, o mesmo acontece conosco.

59:32  O Pai está glorificando o Filho em todas as operações do Espírito Santo no meio da igreja. Tudo o que o Senhor opera em nossas vidas, em nosso meio, é para a glória do cordeiro.

59:48  E à medida que isso acontece, irmãos, o fogo do Espírito Santo vai enchendo a igreja do Senhor e os servos do Senhor reverentemente o adoram e louvam, porque é bom, porque a sua benignidade dura para sempre.

1:00:06  E isso, irmãos, continuaremos a fazer por toda a eternidade no templo de Deus ali na glória. Todos louvaremos para sempre nosso Pai Celestial e nosso Salvador. Por quê? Ele é bom. Porque a sua benignidade dura para sempre!

[LOUVOR: Ainda uma vez (Ageu)]

1:03:22  Amados irmãos, o Senhor revelou que durante esta escola bíblica, ele estaria operando saúde e curas no meio do seu povo, no meio das igrejas. Amém? Depois queremos receber os testemunhos do que o Senhor operou na vida do seu povo, das igrejas, em toda parte durante esta escola bíblica.

1:03:47  Muito bem, vamos estar de pé, vamos orar ao Senhor para que a palavra que foi compartilhada possa produzir fruto em nossas vidas, possamos viver de acordo com aquilo que o Senhor nos tem ensinado.

1:04:05  Vamos estar os pastores nas igrejas, pode estar estendendo as suas mãos sobre as congregações.

1:04:13  Aleluia! Glória ao Senhor Jesus! Glória a Deus!

1:04:20  Glória Jesus! Aleluia, Senhor. Aleluia!

1:04:27  Glória a Jesus! Aleluia!

[INTERPRETAÇÃO DE LÍNGUAS ESTRANHAS = DEUS FALANDO]

1:04:43  Filhos amados, a mão do vosso Deus se estende sobre as vossas vidas nesta hora para fazer cumprir aquilo que tenho revelado em termos das operações do meu Espírito Santo entre vós. Ao longo de toda a minha palavra, ouvistes a minha voz. E em vós desta hora, eu quero operar os meus sinais para que possais testemunhar, filhos, que o Deus vivo está no meio de vós.

1:05:16  Amém. Recebe assim, Senhor, a nossa adoração, a nossa gratidão, Senhor, a expressão do nosso amor por tudo aquilo que tens realizado em nossas vidas, por tão grande salvação, porque temos o privilégio de a cada dia desfrutar do teu amor, da tua graça infinita, Senhor, da tua misericórdia. Louvado seja o teu nome, Senhor. Recebe assim o nosso louvor, a nossa adoração, em nome de Jesus. Amém.

1:05:50  Todos podem estar sentados.

1:05:54  Irmãos, informamos então agora os irmãos que a nossa Escola Bíblica Dominical chega-se ao final e aqueles que estão participando conosco através das nossas mídias de comunicação irão agora aguardar um pouco após a vinheta, irão receber ainda as a aula para as crianças e ao final o pastor terminará orando por todos. E nas igrejas recomendamos que seja feita a finalização do culto. Os pastores que estiverem presentes irão despedir a igreja com a benção apostólica e nós aqui estaremos encerrando a nossa Escola Bíblica Dominical. Que Deus a todos abençoe com a paz do Senhor Jesus.