IGREJA MARANATA NÃO PEDE DÍZIMOS E OFERTAS?
EBD/ICM (21/12/2025) — Jesus “revelado” no Tabernáculo ou a Bíblia reinterpretada para sustentar um sistema?
Por Solon Pereira – Projeto Análise | Celeiros
Vídeo de referência: https://www.youtube.com/watch?v=5C2xz3QMv7U
A degravação integral consta ao final deste texto.
Introdução
A EBD da Igreja Cristã Maranata de 21/12/2025 dá continuidade à série “Jesus revelado no Tabernáculo”, reforçando um método já recorrente nas aulas recentes: usar figuras do culto levítico como “chave” para explicar Cristo, a igreja e o culto cristão. O problema não é reconhecer que o Antigo Testamento aponta para Cristo — o próprio Novo Testamento faz isso —, mas a forma como esse recurso é usado: muitas vezes sem controle exegético, com alegorizações livres, e, sobretudo, com um efeito prático constante: legitimar exclusivismos institucionais e um modelo de autoridade blindada.
A Carta aos Hebreus (base textual desta EBD) é citada com frequência para dar respaldo ao ensino. No entanto, ao ler Hebreus no seu contexto, a conclusão tende a ser outra: a carta não convida a igreja a montar um novo sistema simbólico permanente; ela declara que o sistema anterior era sombra e que a realidade é Cristo — e que, portanto, insistir em estruturas rituais como fundamento de fé e identidade pode se tornar um caminho de regressão espiritual.
A seguir, apresento os pontos centrais que merecem advertência, correção e reflexão — do ponto de vista bíblico, ético/moral, filosófico e espiritual.
1) “Conhecer e amar mais a Jesus” pelo Tabernáculo?
A abertura afirma que o objetivo do estudo é “conhecer melhor a pessoa e a obra do Senhor Jesus… e assim… amar mais”.
Mas aqui surge uma questão fundamental: é assim que a Bíblia ensina a conhecer Jesus?
Nos Evangelhos, conhecer Jesus é inseparável de:
- ouvir seus ensinamentos,
- observar seu caráter,
- compreender sua missão,
- e praticar suas palavras.
Quando o tabernáculo (ou qualquer figura veterotestamentária) é colocado como eixo do “conhecimento de Jesus”, abre-se o risco de substituir a centralidade do Cristo dos Evangelhos por um Cristo reconstruído por simbologias, onde a instituição passa a controlar o “mapa” e o “sentido” dessas figuras. E quando esse mapa é controlado por uma liderança, a figura de Jesus pode virar o que historicamente sempre foi perigoso: um Cristo institucional, interpretado e distribuído sob licença da cúpula.
2) “Clamar pelo sangue” sem arrependimento: problema espiritual e incoerência moral
A oração inicial segue o padrão de “clamar pelo poder do sangue”, mas sem menção explícita a arrependimento e confissão.
Isso chama atenção porque o próprio tema (sacrifício/expiação) pressupõe, biblicamente, arrependimento e confissão.
No sistema levítico, a confissão aparece como elemento moral do culto. E no Novo Testamento, a lógica é ainda mais clara: o sangue de Cristo não opera como fórmula; ele opera como parte de uma relação de verdade e arrependimento. Quando se enfatiza “sangue” sem examinar pecado (inclusive pecado institucional), cria-se uma espiritualidade onde a linguagem religiosa vira mecanismo de imunização moral: fala-se de purificação, mas não se enfrenta a verdade, não se repara danos, não se reconhece publicamente pecados públicos.
Esse ponto é ainda mais sensível porque a própria ICM, por circular e disciplina interna, costuma exigir rigor moral de membros comuns — mas nem sempre aplica o mesmo rigor à cúpula quando há falhas públicas. O resultado prático pode ser devastador: uma igreja que ora por purificação, mas evita arrependimento institucional, termina ensinando uma fé sem responsabilidade moral.
3) Linguagem confusa como técnica: o sentido só aparece porque já sabemos a conclusão
Em vários trechos, Alexandre Brasil constrói frases cuja lógica literal é frágil, mas o ouvinte “entende” porque já está acostumado com a tese final: o tabernáculo como modelo do culto; o culto como marca identitária; e a igreja como “lugar santo” separado do mundo.
Esse padrão não é mero detalhe de estilo. Em ambientes religiosos fechados, linguagem confusa pode funcionar como:
- autoridade por neblina (o líder parece profundo porque é difícil contestar);
- efeito de familiaridade (quem já está dentro entende; quem está fora parece “sem revelação”);
- imunização contra crítica (“você não entendeu porque não é espiritual”).
O problema filosófico aqui é simples: quando o discurso deixa de ser claro, o controle passa a ser do intérprete autorizado. E isso favorece a construção de um “povo especial” não por santidade real, mas por dependência hermenêutica.
4) “Expectativa muito boa” no deserto: romantização do juízo
Foi dito que cada caminhada sob a nuvem era uma expectativa muito boa, “um passo em direção à promessa”.
Mas a Bíblia descreve a peregrinação de 40 anos como consequência de incredulidade, murmuração e disciplina divina. A demora não é apresentada como “otimismo pedagógico”, mas como juízo.
Quando se romantiza o deserto, desloca-se o eixo moral da narrativa: em vez de aprendizado por arrependimento, vira “modelo de caminhada bonita”. Isso é perigoso porque pode ensinar a comunidade a enxergar como virtude aquilo que a Escritura expõe como desobediência coletiva.
5) “Quem olhava dizia…”: afirmações fora do texto viram “revelação” por efeito de púlpito
Alexandre Brasil afirma que “quem olhava” para Israel no deserto dizia que aquele povo não era “daquele lugar” e que “nada era igual… a linguagem era diferente”.
Mas não há texto bíblico dizendo isso.
O ponto não é proibir aplicação pastoral. O ponto é distinguir:
- o que está escrito,
- do que é imaginação homilética.
Quando imaginação homilética é enunciada como se fosse Escritura, ela vira “revelação por autoridade”. E aí vem o efeito mais previsível: usar essa “fala de quem olhava” para justificar isolamento comunitário, linguajar próprio e costumes exclusivos — não como frutos naturais da santificação, mas como marcadores de pertencimento institucional.
6) Abraão não edificou cidade: correto na essência, mas cuidado com absolutos
Foi dito que Abraão “nunca edificou cidade” e “nunca construiu morada permanente”.
A essência é verdadeira: Abraão peregrinou e habitou em tendas, e Hebreus destaca isso. O cuidado é com absolutizar: Abraão edificou altares, organizou habitação provisória e viveu como estrangeiro. O argumento, porém, é válido: peregrinação não é desculpa para isolamento sectário; é chamada à fé.
7) “Remuneração de escravo” e “povo enriquecido”: confusão histórica e risco de teologia da prosperidade disfarçada
Aqui há dois problemas objetivos:
- Escravos, em regra, não tinham remuneração; falar em “remuneração de escravo” é equivocado.
- O povo saiu do Egito com bens dos egípcios (Êxodo descreve), mas isso não transforma Israel em “povo enriquecido” no sentido comum, pois o relato posterior mostra dependência diária de provisão e crises constantes.
O risco teológico aparece quando esse raciocínio é trazido para o presente com a ideia: “um homem pobre… encontra o Senhor… e agora é muito rico”, ainda que “espiritualmente”.
A fala pode parecer espiritual, mas facilmente produz um subtexto material: se você tem emprego, bens, estabilidade — “foi Deus quem te deu”; logo, você tem uma dívida de gratidão a pagar.
8) Ofertas “voluntárias” como dívida: o voluntário vira obrigatório — e isso é imoral
O discurso avança para “o que darei ao Senhor?” e para a tese de que a oferta correta não é moeda de troca, mas “resposta pelo que já recebi”.
Em tese, isso pode soar bíblico. O problema é o uso prático: transformar gratidão em constrangimento moral para obter:
- dinheiro,
- tempo,
- trabalho,
- submissão.
Na prática institucional, a ICM se orgulha de “não pedir dinheiro publicamente”, mas constrói frequentemente um caminho indireto para o mesmo resultado: fidelidade financeira e trabalho gratuito como “prova” de espiritualidade e condição para ascensão. Isso viola a ética do evangelho porque:
- o serviço cristão deve ser voluntário,
- e a transparência deve acompanhar o pedido (inclusive prestação de contas).
Além disso, quando determinados grupos (por exemplo, profissionais estratégicos) não entram na lógica do “voluntário”, e outros são pressionados a “servir de graça”, a incongruência revela seletividade moral: uns pagam a “dívida” com trabalho gratuito; outros, com contrato remunerado. Isso não é o Novo Testamento; isso é estrutura de poder.
9) “Deus tem orientação exclusiva pra nós”: o exclusivismo dito com todas as letras
Ao afirmar que Israel não copiaria nada e que Deus tem uma orientação exclusiva “pra nós”, a mensagem aproxima tabernáculo e culto cristão como se a ICM fosse a continuidade singular desse modelo.
Isso reforça um exclusivismo já antigo no discurso maranata: a igreja verdadeira é aquela que “recebe revelação” específica e executa o “modelo”.
Mas aqui há uma incoerência histórica e bíblica: o padrão de culto contemporâneo (púlpito central, assembleia passiva, clero com monopólio da palavra, etc.) não é “revelação do monte”; é herança de liturgia cristã histórica, inclusive pós-medieval. O Novo Testamento não apresenta um “ritual fechado” como norma universal — apresenta princípios: edificação, ordem, mutualidade, ensino fiel, amor, serviço, ceia, oração e palavra.
10) O “fogo” e a correção pública: tipologia livre e improviso
Quando o fogo do forno vira “Espírito Santo”, temos uma tipologia que pode ser usada devocionalmente, mas que não pode ser transformada em doutrina rígida.
O problema não é uma metáfora; é a ausência de controle: qualquer elemento vira símbolo de qualquer coisa — e, assim, qualquer tese pode ser “provada”.
A correção posterior de Gilson Sousa tenta ajustar a fala e reforçar o simbolismo do ouro/prata/cobre como “nós”.
Mas aí surge outro problema lógico: se “nós” somos o ouro e a prata, não faz sentido dizer que ouro/prata/cobre eram “o que havia de maior valor no Egito” como se isso descrevesse o povo hebreu — que era escravizado e desprezado.
11) Alexandre Gueiros: artífices, nomes e alegorização
A aula prossegue com Bezaleel e Aoliabe, seus nomes e significados, e aplicações para o presente.
Dois cuidados são indispensáveis:
- Significado de nomes pode ser um recurso devocional, mas não “instrução normativa”.
- Afirmar que Bezaleel “instruiu outros artífices” exige base textual; sem isso, é construção.
O ensino sobre madeira, pedras e metais como símbolos (homem, dons, justiça, redenção, etc.) segue o padrão de alegorização: pode emocionar, mas não pode governar doutrina.
12) “Não precisamos inovar” e “consultamos o Senhor em tudo”: a blindagem da autoridade
Aqui emerge um ponto decisivo:
“Nós não precisamos inovar… basta obedecer…”
“Em tudo nós consultamos o Senhor… recebemos a revelação… e fazemos tudo de acordo…”
Esse tipo de fala, em contexto institucional, opera como:
- mensagem aos pastores: obedeçam sem questionar,
- mensagem aos membros: confiem cegamente.
O problema espiritual é sério: a Bíblia ordena exame, discernimento e prova das palavras (ex.: bereanos; “examinai tudo”). Nenhum grupo pode reivindicar o lugar de “consulta infalível”. E a história pública da própria ICM mostra que “revelações” não garantem caráter, acerto ou aprovação divina — inclusive em casos amplamente conhecidos envolvendo liderança e escolhas ministeriais.
Dons espirituais nunca foram selo de impecabilidade. Jesus alertou para isso.
13) “Lugar santo”, “povo santo” e culto perfeito: conflito com Jesus e com o modelo apostólico
A aula descreve o culto como:
- em “lugar santo” (separado do mundo),
- realizado por um povo purificado pelo sangue,
- na igreja como “lugar santificado”.
Mas Jesus ensinou que a adoração não se limita a um lugar (mulher samaritana), e o Novo Testamento mostra reuniões onde há mutualidade e participação (a edificação comum, com ordem). O perigo prático é evidente: se “o culto correto” exige um “lugar santo” e uma pureza ligada ao modelo institucional, então:
- o culto pleno fica implicitamente restrito à ICM,
- e a santidade vira marca de pertencimento, não fruto do Espírito.
14) Sacerdócio e linhagem: o discurso colide com a prática de dinastia institucional
A afirmação de que todos somos “da família do nosso Arão” (Jesus) para justificar sacerdócio universal é, em tese, correta no cristianismo.
Mas ela contrasta com a realidade institucional onde o poder máximo tem seguido, historicamente, linhas familiares e alianças, o que cria uma ironia grave: repudia-se o modelo de linhagem sacerdotal, mas pratica-se uma forma de sucessão que se assemelha a uma dinastia administrativa.
O Novo Testamento rompeu com isso. A igreja não é tribo; é corpo.
15) “Ponto de vista de Deus” e “ponto de vista deles”: o texto “corrigido” pela instituição
Alexandre Gueiros afirma que Êxodo descreve o tabernáculo “do ponto de vista de Deus” (do Santíssimo para a porta) e que eles estudam “do nosso ponto de vista” (da porta para dentro) porque o pecador “não pode começar no trono de graça”.
A aplicação pode ser pedagógica, mas o discurso abre uma porta perigosa: a ideia de que o método institucional é “mais correto” do que a ordem textual bíblica, porque o texto “é o ponto de vista de Deus” e o deles é “o ponto de vista real do pecador”.
Isso pode parecer apenas didático, mas, em ambiente sectário, vira fundamento para:
“a Bíblia diz X, mas o jeito certo é Y — como nós ensinamos”.
16) Erros objetivos: pães da proposição e altar de incenso não ficam no Santíssimo Lugar
Em um trecho, o ensino coloca pães da proposição e altar de incenso no “Santíssimo Lugar”.
Isso é erro factual: esses elementos pertencem ao Lugar Santo. Esses erros importam porque demonstram que o tabernáculo, usado como “mapa infalível”, às vezes nem é descrito corretamente.
17) Intercessão, amor aos irmãos e prática institucional: quando a teologia desmente a ética
A aula diz: “podemos interceder pelos nossos irmãos”.
Mas na prática institucional, frequentemente “irmão” é definido como:
- o que permanece no sistema,
- o que não critica,
- o que não sai.
Quando ex-membros passam a ser tratados como inimigos institucionais, com ameaças e processos, a contradição moral é direta: Jesus manda orar até pelos inimigos; os apóstolos ensinam reconciliação; e a disciplina bíblica não é vingança jurídica — é correção com fins espirituais.
Observação final: a bênção apostólica “local” e o recuo simbólico
Ao final, Alexandre Gueiros não faz a bênção apostólica; Gilson afirma que ela deve ser feita pelos pastores locais.
Isso pode parecer detalhe, mas dentro da cultura maranata, símbolos litúrgicos comunicam hierarquia e controle. Se houve mudança, ela merece ser observada: recuos assim costumam ocorrer quando críticas públicas expõem incoerências entre linguagem (“amor para todos eternamente”) e prática (“amor condicionado ao pertencimento”).
Conclusão
A EBD de 21/12/2025 revela, mais uma vez, um método que precisa ser confrontado com seriedade:
- Hebreus é usado como confirmação, mas seu sentido tende a ir no caminho oposto: Cristo substitui sombras, não cria novo labirinto simbólico.
- “Sangue” é clamado sem arrependimento explícito, o que favorece automatismo espiritual e imunização moral.
- Alegorias são apresentadas como se fossem ensino bíblico objetivo.
- A narrativa reforça exclusivismo (“orientação exclusiva pra nós”) e autoridade blindada (“consultamos o Senhor em tudo”).
- O discurso das “ofertas voluntárias por gratidão” pode funcionar como endividamento moral para obter dinheiro e trabalho gratuito sem transparência.
- Há contradição entre sacerdócio universal pregado e dinastia administrativa praticada.
A Bíblia é pública, universal e suficientemente clara para julgar qualquer doutrina e qualquer prática. Quando o ensino bíblico se torna um sistema fechado, monopolizado por uma cúpula e reforçado por alegorias sem controle, o risco não é apenas teológico: é moral e espiritual, porque produz uma igreja que fala de santidade, mas pode perder o centro do Evangelho: verdade, arrependimento, justiça e amor real ao próximo.
DEGRAVAÇÃO INTEGRAL (EBD/ICM — 21/12/2025)
GILSON SOUSA
E para isso, queremos dizer para os irmãos que a nossa escola bíblica está dando continuidade ao estudo da série Jesus revelado no Tabernáculo.
E o nosso objetivo com esse estudo é conhecer melhor a pessoa e a obra do Senhor Jesus para a nossa salvação. E assim, conhecendo, podemos amar mais ao Senhor Jesus.
Para isso, agora, nós queremos convidar a todos os irmãos das igrejas, onde estiverem, para estarmos de pé para lermos a Palavra de Deus. Vamos fazer a leitura de um texto bíblico da Palavra do Senhor, que está na Carta aos Hebreus. Hebreus, capítulo 8, versos 1 e 2. E nós pedimos a todas as igrejas, congregação, para agora ler conosco esse texto da Palavra do Senhor. Hebreus, capítulo 8, versículos 1 e 2. A Palavra de Deus diz assim. Leiamos:
Ora a suma do que temos dito é que temos um sumo sacerdote tal que está assentado nos céus à destra do trono da majestade. ministro do santuário e do verdadeiro tabernáculo, o qual o Senhor fundou e não o homem.
Amém. Louvado seja o Senhor.
Oremos ao nosso Deus ainda de pé. Oremos ao Senhor.
Senhor nosso Deus, nosso Pai, Nós suplicamos agora a Tua bênção e clamamos pelo poder do sangue do Senhor Jesus em favor das nossas vidas quanto ao ensino a ser recebido nesta hora. Senhor, que Tu possas nos abençoar grandemente através do estudo da Tua palavra e que seja uma bênção para a edificação espiritual da Tua igreja. Nós clamamos a Ti em nome do Senhor Jesus.
Amém.
[LOUVOR]
ALEXANDRE BRASIL
Louvado seja o nome do Senhor. Essa é a adoração do povo de Deus, grato pela habitação de Deus em nossas vidas.
Nós saudamos a todos com a paz do Senhor Jesus.
O assunto nosso é tabernáculo, aquilo que nós temos aprendido e o Senhor tem nos ensinado.
Tabernáculo era uma tenda, uma morada em que Deus habitava no meio do seu povo, em Israel. Daquilo que foi feito segundo o modelo mostrado no monte, que representava aquilo que é na eternidade.
Então Deus queria ensinar a nós, desde os povos antigos até nós que estamos no nosso tempo, que aquilo que Deus operava, agia, e aquilo que era o culto, toda a liturgia do culto, era o modelo daquilo que era na eternidade, daquilo que Jesus, que desde o Cordeiro Eterno, que entrou no santuário com o seu próprio sangue, com aquela oferta perfeita que não se repetiu mais.
E aquilo que se dava na eternidade era repercutido ali embaixo, para que nós aprendêssemos e víssemos o valor do sacrifício, como aquilo representava e que o povo pudesse ver tudo o que Deus estava operando, conforme aquilo que Deus fez.
Jesus entrou no santuário. Ele mesmo entrou. Ele mesmo como oferta, com o seu sangue eficaz, não mais se repetiria, mas era aquilo que era a perfeição do projeto eterno de Deus de salvação.
E nesse caminho novo que Jesus abriu, através do seu sangue, para que não mais se repetisse aquelas ofertas que eram feitas continuamente. Mas agora, o Cordeiro Eterno, no eficaz sacrifício, nos leva à presença do Pai.
E o tabernáculo era chamado na Bíblia o lugar santo, o lugar separado. Ali em volta estava o deserto, o que representava ali de perigos, de contaminação, o que for. Mas o santuário estava ali, o lugar santo, preparado por Deus para que ali o homem pudesse desfrutar da presença do Senhor.
Esse tabernáculo era chamado também da chamada tenda da congregação, a tenda em que o povo se reunia, é o lugar do encontro, daquilo que nós vemos que todo Israel que estava naquele instante ali, todos em volta do santuário, todos em volta da tenda da congregação, a tenda do encontro. Ali como a unidade, um povo só. Um só povo, que é o povo de Deus, o povo escolhido pelo Senhor, daquilo que partiu de Deus à escolha. E o povo que aceitou esse chamado e se apresenta diante de Deus.
E ali o povo desfrutava da comunhão com o Senhor, que ali é a casa de Deus. Deus habita aqui, Deus está aqui. Se Deus habita aqui, eu estou aqui com Ele, junto com Ele, nessa comunhão extraordinária de algo maravilhoso, que talvez o homem nunca poderia imaginar como é que esse Deus eterno o Deus Supremo chegasse até nós.
E essa comunhão estabelecida, em que não havia ali aquela separação, mas a comunhão, a união da igreja, de Israel, e hoje igreja como corpo do Senhor.
Então é Deus conosco, Deus vivo, e esse caminho foi aberto pelo sangue do Senhor Jesus. O tabernáculo é chamado assim, a casa da habitação de Deus.
E quando Jesus, ele veio até nós e disse, Jesus, seu nome será Emanuel, ou seja, Deus conosco. É Deus aqui conosco. Nós estamos aqui reunidos aqui, Deus está presente, que é aquilo que é Cristo em vós. Ou seja, Deus está conosco, Cristo em vós, a esperança da glória, agora é a presença de Deus pelo Espírito Santo que enche esse templo que é as nossas vidas, que é o templo de Deus em adoração.
E quando Deus fala com Moisés, chama Moisés e mostra a ele o modelo do tabernáculo e estava ali a presença de Deus, porque Deus passaria ali a falar com o seu povo através do tabernáculo.
Deus falava com Moisés e falava cara a cara. Ele tinha a experiência de poder falar com o Senhor. Não por sonhos, não por visões, mas o Senhor falava. Moisés estava ali na presença de Deus, ouvindo ele falar.
E quando o senhor falava com ele, ele ouvia, mas o senhor disse o seguinte, eu quero falar com o meu povo. Não só com Moisés, vou falar através de Moisés, mas não somente com Moisés, mas eu quero falar com o meu povo, através do sacerdote, através dos profetas, daqueles que vão na oferta de adoração e louvor.
Eles vão saber que Deus está presente ali e Deus falando e habitando conosco, que é a presença de Deus.
E esse tabernáculo, ele era montado, desmontado, à medida que o povo de Deus caminhava no deserto.
Então quem olhava no povo de Deus, quando o tabernáculo estava montado, o povo de Deus estava ali estacionado, parado, aguardando a qualquer momento quando o Senhor determinaria que a marcha iria continuar.
Então não era o homem que decidia, não era o povo, não era Moisés que decidia a partida do povo ou o caminhar do povo, mas era o Senhor que definia.
À medida que o Senhor definia que a nuvem que cobria o tabernáculo, agora quando ela se levantava, era o momento de desmontar o tabernáculo. Vamos desmontar, porque o Senhor está nos chamando para caminhar.
E era uma expectativa muito boa, porque cada caminhada era um passo em direção à promessa.
E a igreja, ela anda na direção do Senhor, do Espírito Santo, não por sua conta, mas à medida que o Senhor nos fala, à medida que o Senhor nos orienta, o Senhor nos acompanha nessa peregrinação. Ou seja, nós estamos com o Senhor sendo guiados, orientados, dirigidos pelo Espírito Santo.
Quando nós falamos do tabernáculo, de toda aquela estrutura, esse ensino é extraordinário pra nós. Porque o povo de Deus habitava ali em tendas. O povo habitava em habitações provisórias. Não era algo definitivo.
Quem olhava, dizia assim: olha, esse povo não é um povo habitante do deserto. Esse é um povo que foi chamado para morar no deserto, mas é um povo que está em peregrinação. Estão aqui, vivem aqui, nascem filhos aqui, mas esse povo não é daqui. Esse povo está em busca de um lugar diferente, de algo permanente, de algo que vai haver um descanso para esse povo.
A igreja, ela caminha em direção à eternidade.
Quem olha pra nós: ó, esse povo, até que habita nesse mundo, mas esse povo não é desse mundo. É totalmente diferente. O local deles não é esse, nem os costumes, nem os hábitos. Nada é igual, tudo é diferente. A linguagem é diferente.
O nosso Deus é um Deus que está nos guiando para esse momento eterno, a eternidade com Deus, a caminhada do povo no deserto. E o Senhor, como fez com Abraão. Abraão, ele saiu em peregrinação. Abraão nunca edificou cidade. Ele nunca chegou a construir uma morada permanente, mas pela fé ele já atendeu o chamado de Deus e toda a geração dele usufruiu da obediência dele pela fé no Senhor.
E o tabernáculo era uma construção extraordinária e foi feito com recursos daquilo que o povo voluntariamente entregou ao Senhor.
Agora, quando eu digo o seguinte: um povo que voluntariamente entregou ao Senhor o quê? Um povo que era escravo, a remuneração de escravo não era, assim, tentadora para ninguém, porque o valor do trabalho do escravo era aquilo que ele tinha que fazer.
Mas como que o povo saiu enriquecido?
Que a oferta que o povo fez foi aquilo que conta na partida. Na partida, os egípcios entregaram os seus valores. Ou seja, no instante, era um povo escravo. No instante, era um povo pobre. Mas a Páscoa, ela foi celebrada.
Deus arranca o seu povo do Egito. A partir de agora, instantaneamente, de um povo pobre, agora é um povo enriquecido. De um povo que não tinha nada, agora é um povo que tem tudo. Tem a liberdade, tem um Deus vivo, presente, falando, é um Deus agora que enriqueceu o seu povo. Que coisa maravilhosa!
Isso acontece conosco. Um homem pobre, miserável, mas no momento que ele tem um encontro com o Senhor, ele sai do caminho de morte, de tristeza e pobreza.
Mas agora ele é enriquecido com a bênção espiritual de Deus. O homem é salvo. O maior preço que foi pago por ele, ali ele foi resgatado. E o grande valor, que é o valor da salvação que ele recebe. De pobre, agora é muito rico.
Agora o que é que vai oferecer o Senhor?
A oferta que se vai fazer a Deus é aquilo que o Senhor tem nos dado.
A oferta daquilo que o Senhor nos deu.
Eu não tinha nada, hoje eu tenho o quê? Eu tenho isso aqui que Deus me deu.
Quando o salmista, ele vai perguntar ao Senhor, o que darei ao Senhor pelo que ele tem feito a mim, pelos benefícios? O que eu vou dar a Deus pelo que ele já fez por mim?
Ele não disse, o que eu vou oferecer a Deus para que ele me dê algo em troca. Não, ele não fez isso. Eu já recebi. Agora, o que eu vou ofertar ao Senhor por aquilo que ele já me deu, por aquilo que eu já recebi, por aquilo que eu já estou vivendo, pela experiência maravilhosa que eu tenho de possuir tudo que o Senhor me deu.
E agora esse povo, ele oferece ali aquilo que havia recebido o Senhor.
Então, o que darei ao Senhor?
E o tabernáculo foi assim construído de oferta de um povo que ofertou aquilo que ele recebeu do Senhor. Aquilo que Deus havia dado, que ele havia entregado.
E quando nós vemos o tabernáculo na construção, o grande destaque, faça conforme te foi mostrado no monte.
Ou seja, o povo pegou algo novo, diferente, não copiou nada de que estava no mundo, que eles haviam aprendido.
430 anos no Egito, vendo todo tipo de templo, todo tipo de deuses, todo tipo de adoração, todo tipo de culto, mas Deus mostra algo novo, algo diferente, porque agora o povo de Deus não vai copiar coisa de lugar nenhum, mas Deus tem uma orientação dEle exclusiva pra nós.
Não tem que imitar o que está no mundo, que for, a retórica, o que for de aprendizado, de que o homem pode determinar alguma coisa a respeito de Deus, vai ser feito assim, desse jeito, porque alguns fazem dessa forma, nós vamos fazer também. Não!
O culto revelado por Deus, é dado por Ele a nós e nós repetimos aquilo que o Espírito Santo tem soado em nossos ouvidos e pela fé nós realizamos a obra do Senhor.
Então, nenhuma prática ou costume de nação serviu de modelo para o tabernáculo.
Mas o modelo foi aquele que foi mostrado no monte, aquilo que veio por revelação da eternidade. Assim, é o culto oferecido a Deus, aquilo que o Senhor revela, nos mostra e da eternidade.
Então, os dons que nós recebemos é do Senhor, é aquilo que o Senhor nos tem dado.
E agora a grande dificuldade. Com tantos valores, com tanta riqueza, agora transformar aquilo naqueles utensílios preciosos para que o tabernáculo fosse feito.
Ali estava o metal, que era o ouro, a prata, o cobre. Aquilo precisaria ser fundido, preparado para o seu uso ali no tabernáculo. Aí precisaria da obra daquele que pudesse fazer.
Então, primeiro ele teria que ir para o forno, para o fogo. E nesse fogo é onde os elementos eram preparados. Fazer um fogo que precisa de mais de mil graus para trabalhar aqueles metais. É só o milagre e a operação de Deus para permitir que no deserto o povo pudesse ter ali um lugar para fazer, trabalhar aqueles utensílios que eram purificados e agora preparados para o trabalho.
Aquele forno, o metal, o ouro, a prata e agora pronto, preparado para o utensílio, que é a operação do Senhor.
E o fogo é o Espírito Santo operando em nós.
Como o fogo purificava o metal, o fogo do Espírito purifica os nossos corações para toda boa obra de Deus em Espírito.
GILSON SOUSA
Aleluia, louvado seja o nome do Senhor.
Que maravilha o fogo do Espírito Santo consumindo as nossas vidas para nos tornar objeto de adoração ao nome do Senhor. Louvado seja o Senhor.
Estamos aqui para apenas fazer uma colocação para os nossos irmãos relacionada à última expressão, a última revelação entregue pelo pastor Alexandre, agora há pouco, Alexandre Brasil, mostrando que, na verdade, nós somos, sim, aquela prata, aquele ouro e aquele cobre que foram tirados do mundo. Saímos do Egito, mas tivemos que passar pela transformação do fogo usado pelo fundidor.
Aqueles objetos foram permitidos por Deus, que os israelitas recebessem lá no Egito, porque era aquilo que tinha de maior valor no Egito. Era a prata, o ouro e o cobre.
Mas agora, aqueles objetos iriam ser transformados em objetos de adoração ao Senhor.
E para isso foi preciso passar pela mão do fundidor, foi preciso passar pelo fogo do fundidor para serem transformados agora em uma nova estrutura, a estrutura que agora iria servir de adoração ao nome do Senhor.
Assim também o Espírito Santo de Deus fez com as nossas vidas. Nos retirou do mundo como aquilo que era mais precioso que tinha no mundo, mas Ele nos transformou de tal forma que nós agora adquirimos a forma de adoração ao Senhor.
Somos prata, somos ouro, somos cobre, mas transformados para sermos agora objetos de adoração, motivo de adoração no tabernáculo, no lugar de habitação de Deus conosco.
E essa colocação nós estamos fazendo aqui como motivo da nossa glorificação ao nome do Senhor.
Glória a Jesus.
Pastor Alexandre Gueiros.
ALEXANDRE GUEIROS
Saúdo os queridos irmãos com a paz do Senhor Jesus.
Vamos continuar este estudo, chamando a atenção agora para os servos que realizaram aquela obra, a obra de construção do tabernáculo.
A Palavra de Deus nos diz que foram servos capacitados pelo Espírito de Deus para construir.
O mesmo ocorre conosco hoje na construção do corpo de Cristo, na edificação da igreja do Senhor Jesus. Nós precisamos ser capacitados da mesma forma que os artífices do tabernáculo.
Os irmãos se lembram que foram, sobretudo, dois artífices que construíram e orientaram outros na construção. Eles se chamavam Bezalel e Aoliabe.
E a Palavra de Deus disse que também eles trabalharam, bem como todos aqueles que eram hábeis.
E qual o significado dos seus nomes?
Nós sabemos que os nomes no Velho Testamento tinham um significado que são instrução para nós.
Bezalel queria dizer a sombra de Deus, ou seja, sobre a proteção de Deus. Bezalel instruiu outros artífices e nós aprendemos com isso, que nós podemos ter habilidades naturais, mas elas precisam sofrer uma transformação como os pastores que me antecederam falaram. Uma transformação em nós pela operação do Espírito Santo.
E Aoliabe significa o Pai é minha habitação. Ou seja, eu habito na tenda do Pai. O servo que realiza a obra do Senhor precisa realmente viver em comunhão com o Pai.
Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo, à sombra do Onipotente, descansará, nos ensina a palavra de Deus.
Ambos esses artífices foram capacitados com o Espírito Santo, repetimos, E a Bíblia diz, e com sabedoria, e entendimento, e conhecimento em todo lavor. Lavor é um trabalho delicado, um trabalho que somente o Espírito Santo pode realizar. Nós já vimos isso.
E para quê? Para elaborar os projetos, para trabalhar com o projeto do Senhor, no nosso caso.
Para trabalhar com ouro, prata e cobre.
Ou seja, com o poder de Deus, com a redenção que alcançamos pelo sangue, com a justiça de Deus.
Para trabalhar com pedras para engastar.
Dons espirituais, as pedras preciosas.
Para trabalhar com entalhes de madeira.
Madeira nos fala do homem, detalhes do homem. Corrigir aquilo que não está bem na vida dos servos.
E a palavra de Deus ensina como eles deviam trabalhar. O Senhor disse, segundo tudo que te tenho ordenado. Em outra passagem: segundo o modelo que foi mostrado no monte.
Nós não precisamos inovar na obra do Senhor. Se tão somente obedecermos às suas orientações, isso será mais do que suficiente para a obra ser realizada.
E nós vemos que a Moisés foi mostrado um tabernáculo celestial. E o que ele construiu aqui foi uma réplica com materiais terrestres.
E é por isso que em tudo nós consultamos o Senhor. Vemos o modelo celestial, ou seja, recebemos a revelação do que o Senhor quer na eternidade e fazemos tudo de acordo com o projeto que Ele nos revelou.
E, amados irmãos, na revelação do tabernáculo, o Senhor revelou os requisitos do culto que agradaria a ele.
Culto, nós sabemos, no sentido bíblico, é adoração.
Cultuar. O que é cultuar? Adorar.
Inclusive com o nosso serviço. Ao servirmos ao Senhor, estamos adorando ao Senhor.
Então, amados irmãos, o culto que o Senhor revelou ali, através da revelação do tabernáculo, tinha certas características marcantes.
Em primeiro lugar, era um culto em um lugar santo. Já vimos isso.
O que quer dizer? Separado. Separado do mundo. Purificado pela operação do sangue de Jesus.
Então, o culto nosso hoje, onde é? É no corpo, é na igreja, porque a igreja é um lugar santificado pelo Senhor, purificado pelo sangue de Jesus.
É um culto realizado por um povo que vive em santificação de vida. Na verdade, vive no lugar santo, que é a igreja do Senhor.
Em segundo lugar, um culto baseado nas ofertas voluntárias que eram oferecidas sobre o altar.
Por que voluntárias? Para nossa instrução, porque nós servimos ao Senhor não forçados, obrigados, com medo da condenação eterna. Absolutamente!
Servimos de graça, servimos por gratidão, pelas bênçãos que já recebemos.
Já temos hoje a vida eterna, por isso somos gratos.
Nós não servimos para obter a vida eterna, não, porque quem crê em mim tem a vida eterna e já passou da morte para a vida.
Que motivo extraordinário para nós glorificarmos o Senhor, não é?
Não servimos para receber bênçãos.
Para que nos congregamos? Para cultuar juntos ao Senhor.
Para receber bênçãos? Não!
Nós nos reunimos para adorar, para dar graças, porque Deus busca adoradores que o adorem em espírito e em verdade.
E outra característica do culto, é um culto ministrado por sacerdotes da família de Arão. Lembram-se?
Sacerdotes, todos eram da família de Arão. Assim como nós somos da família do nosso Arão, do nosso sumo sacerdote, que é o Senhor Jesus.
Ele é o primogênito dentre muitos irmãos.
Todos nós somos irmãos do Senhor Jesus e é por isso que somos filhos de Deus. Não é verdade?
Então, a Bíblia descreve o tabernáculo do ponto de vista de Deus.
Ou seja, quando os irmãos abrem aqui as instruções que o Senhor deu a Moisés no livro de Êxodo, ele começa como?
Começa no lugar santíssimo. Começa com a arca. Aí depois ele vai saindo. Aí ele descreve o lugar santo. Candelabro, os pães da proposição. Lembram-se? O altar de incenso.
Aí depois ele passa para o átrio. Passa para a pia de bronze, para o altar dos holocaustos. E só depois é que chega na porta.
Ou seja, uma descrição segundo o ponto de vista de Deus.
Ou seja, Deus está lá no seu trono de graça.
O trono de Deus é chamado de trono de graça. Perceberam?
Quer dizer, Deus está no seu trono para manifestar a sua graça com relação a nós. Para nos abençoar.
Para os ímpios, não. Pode ser um trono de juízo, né?
Mas para nós é um trono de graça.
E Deus, na sua infinita graça, o que é que ele resolve? Eu vou sair do meu trono de graça, simbolizado ali no Santo dos Santos, na arca, né? E eu vou ao encontro do pecador. Eu vou sair daqui. Aí eu passo pelo lugar santo, aí chego no altar, vou revelar o altar dos holocaustos, e vou até a porta pra me encontrar com o pecador.
Na verdade, meu filho estará lá à porta esperando o pecador. Isso é graça.
Mas nós começamos a estudar de uma maneira diferente, não foi?
Começamos pela porta. Por quê?
Porque do nosso ponto de vista, nós pecadores não podemos começar lá no trono de graça, né? Nós estamos destituídos da graça de Deus.
E aí encontramos a porta. Ah, é Jesus. Jesus é a porta da salvação. Aí resolvemos entrar pela porta.
E aí, vimos o altar de Holocausto. Então, Jesus pagou o preço dos nossos pecados. Jesus morreu para sermos purificados dos nossos pecados. Jesus morreu para vivermos em comunhão com Deus. E mais, Ele morreu também para que nós pudéssemos nos tornar sacerdotes.
Então, não precisamos parar no altar. Podemos entrar no santo lugar.
Podemos servir. Antes eram só os sacerdotes filhos de Arão, né? Mas agora nós somos da família do nosso Arão, da família de Jesus. Nós podemos ser sacerdotes. Podemos entrar no Santo dos Santos, para podemos servir a Deus.
Podemos oferecer… Já no Holocausto oferecemos os nossos corpos como sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, não é?
E agora, no Santíssimo Lugar, podemos desfrutar dos pães da proposição. Podemos nos alimentar do pão vivo que desce do céu. Podemos nos alimentar da palavra viva. Podemos nos alimentar da palavra que se fez carne e habitou entre nós. Podemos adorar a Deus no altar de incenso.
Podemos interceder pelos nossos irmãos.
E mais, e agora, com a morte do Senhor Jesus, o véu que separava o Santíssimo do lugar se rasgou, de alto a baixo.
Podemos todos nós entrar no Santo dos Santos, por este novo e vivo caminho, que é o sangue de Jesus.
Agora os irmãos perceberam que o nosso caminho foi no sentido diferente.
Deus, pela sua infinita graça, resolveu se revelar a nós na porta, através do Senhor Jesus.
E nós, como é que respondemos? Pela fé.
Nós cremos? Não. Ele é o Salvador. Ele é a porta da salvação. E pela fé, nós entramos neste santuário que é o corpo de Cristo, que é a igreja do Senhor Jesus.
Pela fé. Pela fé nós vivemos a cada dia, crendo no poder do sangue de Jesus para nos purificar de todo pecado.
Crendo no poder do sangue derramado ali no altar, para que possamos ter acesso pleno à presença de Deus. Como diz a Palavra: por este novo e vivo caminho.
Então, amados irmãos, o homem, pela fé, vai ao encontro de Deus.
Passa pela porta, buscando o quê? O trono da graça, não é verdade? Que está ali no santíssimo lugar, na arca, não é verdade? E aí nós vemos o que é a nossa salvação.
Deus, pela sua graça, vem ao nosso encontro.
E nós, pela fé, vamos ao encontro de Deus, vamos ao trono da graça, não é verdade?
E é por isso que a palavra de Deus diz que pela graça sois salvos, mediante a fé.
Deus manifesta a sua maravilhosa graça e nós respondemos com a fé, amém?
Louvado seja o Senhor por isto. Vamos glorificar o Senhor, lembrando só que a gente tem aquela palavra em Hebreus 4:16. Sabe o que diz?
Chegamos, pois, com confiança ao trono da graça, para que possamos alcançar misericórdia e achar a graça.
Amém?