TABERNÁCULO NA MARANATA: A SOMBRA QUE OCULTA A VERDADE
EBD/ICM 16/11/2025
Análise crítica da EBD/ICM de 16/11/2025 – https://www.youtube.com/watch?v=8rGpfwoLnCI
Introdução
A Escola Bíblica Dominical da Igreja Cristã Maranata, realizada em 16 de novembro de 2025, apresentou a introdução ao estudo sobre o tabernáculo, conduzida por Gilson Sousa e Alexandre Gueiros, com encerramento por Marcelo Ferreira.
O conteúdo, apesar de revestido de linguagem bíblica, revelou novamente elementos teológicos frágeis, conclusões doutrinárias arbitrárias e aplicações práticas que reforçam o exclusivismo da denominação.
O objetivo deste artigo é examinar criticamente:
- a fidelidade bíblica das interpretações apresentadas;
- a coerência entre discurso e prática institucional;
- a lógica espiritual empregada; e
- o uso retórico da “visão” relatada por Marcelo Ferreira.
1. “Conhecer Jesus pelo tabernáculo” — o retorno às sombras
Gilson Sousa afirmou que o estudo do tabernáculo seria o meio para “conhecer mais a Jesus e amá-lo mais ardentemente”.
Ele disse o seguinte:
O objetivo desse estudo é conhecer o Senhor Jesus e conhecê-lo através do tabernáculo e dos objetos que fazem, que compõem a construção do tabernáculo segundo a partir do livro de Êxodo, capítulo 25.
E aqui vamos ver, portanto, nos símbolos e nos objetos do tabernáculo, nós vamos ver ali o que é a figura do Senhor Jesus. Jesus ali no seu ministério terreno, Jesus na eternidade e conforme nós temos visto nos evangelhos e também no livro de Apocalipse.
Assim nós vamos dar continuidade ao nosso conhecimento do Senhor Jesus e com isso estaremos amando mais ao Senhor Jesus e desejando mais ardentemente a Vinda Dele.
O Novo Testamento, porém, jamais orienta um cristão a conhecer Jesus por meio de sombras do Antigo Testamento, mas por:
· o ensino direto de Jesus (Mt 5–7; Jo 14–17);
· seu caráter e obras (Evangelhos);
· sua morte e ressurreição;
· o ensino apostólico (Rm, Ef, Hb, 1Pe, 1Jo).
A Bíblia nunca diz que o cristão conhecerá Jesus estudando o tabernáculo.
Pelo contrário:
³⁶ “Eu tenho um testemunho maior que o de João; a própria obra que o Pai me deu para concluir, e que estou realizando, testemunha que o Pai me enviou. ³⁷ E o Pai que me enviou, ele mesmo testemunhou a meu respeito. Vocês nunca ouviram a sua voz, nem viram a sua forma, ³⁸ nem a sua palavra habita em vocês, pois não crêem naquele que ele enviou. ³⁹ Vocês estudam cuidadosamente as Escrituras, porque pensam que nelas vocês têm a vida eterna. E são as Escrituras que testemunham a meu respeito; ⁴⁰ contudo, vocês não querem vir a mim para terem vida. (João 5:36-40)
Jesus critica exatamente o que a ICM faz:
ficar presa às sombras, sem ir ao próprio Cristo.
Além disso, Jesus foi claro sobre como demonstrar amor por Ele:
“Se me amais, guardareis os meus mandamentos.”
(Jo 14:15)
E o maior mandamento é:
“O meu mandamento é este: que vos ameis uns aos outros.”
(Jo 15:12)
Ou seja:
Amar Jesus = obedecer a Jesus, especialmente no amor ao próximo.
A ICM inverte:
Amar Jesus = obedecer a revelações internas da denominação.
A forma de amar a Cristo é obedecer a Cristo — e não reconstruir simbolismos que foram abolidos na cruz.
O risco desse tipo de exegese é substituir o conteúdo claro dos evangelhos por leituras subjetivas, que nunca foram prescritas como caminho para conhecer a Cristo.
2. A tentativa de ressuscitar a lógica do “lugar santo”
Gilson disse:
Em outras palavras, Deus queria habitar no meio do Seu povo. E por isso, Deus revelou o que seria então necessário para Ele habitar com o Seu povo. E por isso foi necessário a construção de um lugar. Um lugar onde ali Deus pudesse ter comunhão com o Seu povo. Construir ali um lugar, onde Deus pudesse, nesse lugar, habitar com o Seu povo. E ali, um lugar onde Deus também pudesse se manifestar ao Seu povo, se revelar a Ele e principalmente, falar com o Seu povo.
Contudo, Jesus encerrou definitivamente a era dos locais sagrados. Ao responder a mulher samaritana, Jesus disse que o lugar de adoração (comunhão) com Deus não era no lugar sagrado no monte em Samaria nem no templo em Jerusalém:
“Nem neste monte, nem em Jerusalém… os verdadeiros adoradores o adorarão em espírito e em verdade.” (Jo 4:21–24)
Paulo reforça:
“O Deus que fez o mundo… não habita em templos feitos por mãos humanas.” (At 17:24)
Depois da morte de Jesus:
· o véu do templo se rasga (Mt 27:51);
· o templo é destruído e cessa o culto levítico;
· cessa a obrigatoriedade de um local santo;
· a igreja passa a ser pessoas, não edifícios.
A teologia da ICM tenta voltar à lógica do tabernáculo físico para justificar:
· recolhimento de dízimos e de ofertas;
· hierarquia rígida na organização – obediência ao “presbitério”;
· “centralidade” institucional – aqui você é abençoado!;
· Local da manifestação de Deus (dons) e apresentação de doutrina da “Obra como modelo de Deus”.
Teologicamente, isso é um retrocesso pré-cruz.
A EBD tenta reinterpretar o tabernáculo como uma figura da própria ICM — não do corpo de Cristo como um todo.
Essa leitura ignora completamente a transição plena do Antigo para o Novo Testamento, onde:
- o templo é agora o próprio cristão (1Co 3:16),
- e a habitação de Deus é espiritual e não geográfica.
A construção doutrinária apresentada na EBD serve mais para validar a importância institucional da denominação do que para ensinar o evangelho.
3. Distorção da relação entre lei e graça
Gilson disse:
E ele então tomou conhecimento de que aquela lei ali do capítulo 19 e capítulo 20 foram dadas para Moisés e entregues na mão do povo para que o povo pudesse saber o que era o pecado.
Porque A LEI, ELA VEIO PARA APONTAR O PECADO, MOSTRAR O PECADO, MAS NÃO REDIMIR O PECADO.
Agora, para a remissão do pecado, ao mesmo tempo em que Deus entregou uma lei para mostrar o que era o pecado, Deus mostrou ali a graça. A graça de Deus estava ali.
(…)
O TABERNÁCULO, PORTANTO, ERA UMA MANIFESTAÇÃO DA GRAÇA DE DEUS. Porque ali o pecador iria chegar até o altar do holocausto e depositar ali a sua culpa. E o sangue de uma vítima inocente iria remover a culpa do pecador culpado.
Segundo Gilson, a lei apenas apontou o pecado. A graça apareceu com a construção do tabernáculo.
Isso não encontra respaldo bíblico.
A lei não se resume aos 10 mandamentos!
Nos capítulos que Gilson cita:
Êxodo 19 → preparação do povo
Êxodo 20 → os Dez Mandamentos
Mas a lei não se resume aos Dez Mandamentos.
A lei (Torá) inclui:
- legislação moral,
- legislação civil,
- legislação cerimonial,
- sacerdócio,
- sacrifícios,
- expiação,
- festas,
- pureza ritual,
- relacionamentos,
- sistema jurídico,
- tabernáculo,
- sacerdotes,
- perdão mediante sacrifício.
A lei completa só termina em Deuteronômio 34, não em Êxodo 20.
Portanto, quando Gilson diz “a lei apenas apontou o pecado”, ele está:
- reduzindo a lei aos mandamentos morais
- ignorando que a Torá inteira inclui sacrifícios
- contradizendo o próprio Antigo Testamento
Isso já coloca o raciocínio dele em terreno errado desde o começo.
Além disso, a graça, de fato, aparece no tabernáculo, mas não a partir dele. Antes da construção do tabernáculo a graça se manifestou:
- na libertação do Egito (Êx 12–14);
- no maná (Êx 16);
- na água que brotou da rocha (Êx 17);
- no perdão após o bezerro de ouro (Êx 32–34);
- No pacto renovado (Êx 34);
- na proteção divina no deserto (nuvem com sombra de dia e luz de noite).
No Antigo Testamento, a graça não é oposta à lei.
O erro mais profundo de Gilson é desenhar uma oposição “Lei x Graça” DENTRO do próprio Antigo Testamento!
Isso vem da doutrina ICMita, que tenta criar estruturas “proféticas”, “simbólicas”, ou “sombreadas”.
Mas no Antigo Testamento:
- a lei e a graça são complementares, não opostas
- a expiação está dentro da lei
- perdão e sacrifício fazem parte da mesma aliança
- Deus salva por graça ANTES de dar a lei
Gilson está ensinando um esquema abstrato que não existe na Bíblia.
Logo, a construção do tabernáculo não faz oposição ao pecado descrito nos mandamentos, como se fosse uma expressão da graça em contraposição ao pecado da lei. Antes de existir os mandamentos, a graça de Deus já se manifestava na vida do povo!
O tabernáculo é um meio de Deus permanecer com um povo pecador até que viesse Cristo, o verdadeiro Cordeiro.
A EBD, porém, tenta centralizar o tabernáculo para sustentar futuramente a aplicação simbólica à estrutura da própria instituição.
4. Alexandre Gueiros afirma: “Moisés é tipo do Espírito Santo”
Disse Alexandre Gueiros:
Aleluia. Amados irmãos, vimos como Moisés ouviu a lei, ouviu todas as instruções que o Senhor lhe deu no monte para nos transmitir. Para transmitir, em primeiro lugar, a Israel, ao povo de Israel.
E nós vimos como isso é uma figura muito clara da relação que o Espírito Santo tem com o Senhor Jesus. O Senhor Jesus disse a respeito do Espírito: Ele receberá do que é meu e vou transmitirá.
Vimos como MOISÉS FOI UM TIPO IMPRESSIONANTE, DO ESPÍRITO SANTO, aquele que tem comunhão plena com Deus.
Esta é uma das declarações teologicamente mais equivocadas da aula.
Biblicamente:
- Moisés é tipo de Cristo como mediador (Dt 18:15; Hb 3:1–6);
- Moisés representa a lei;
- O profeta da aliança;
Moisés nunca é tipo do Espírito Santo.
O Espírito Santo:
- não é mediador humano;
- não escreve leis externas;
- não sobe monte para receber tábuas;
- não fala “face a face como um homem fala com seu amigo” — isso é antropomorfismo.
O Espírito Santo é Deus, não um mediador entre Deus e os homens.
Comparar Moisés ao Espírito é inventar uma tipologia inexistente e perigosa, que não encontra base em nenhum autor bíblico ou comentarista clássico. Essa comparação não é apenas inventada, mas doutrinariamente absurda!
5. Alexandre Gueiros diz que o Espírito Santo “recebe instruções de Jesus” — isso está errado
Disse Alexandre Gueiros:
Moisés teve toda a comunhão possível com Deus. O Senhor disse: com Moisés, meu servo, eu falo face a face, cara a cara. Aos outros eu falo por profecia, mas com ele não! É diretamente, face a face.
Amados irmãos, o Espírito Santo é aquele que conhece os segredos de Deus, porque ele próprio é Deus, mas ele recebe as instruções do Senhor Jesus que é a pessoa da Trindade encarregada de edificar a igreja. Edificarei a minha igreja.
Esse ensino é totalmente equivocado.
Ele coloca o Espírito Santo como um “subordinado” de Jesus, como se houvesse uma cadeia de comando dentro da Trindade.
Mas isso contradiz toda a doutrina cristã histórica.
No Novo Testamento:
- O Espírito age com vontade própria (1Co 12:11),
- O Espírito envia, fala, decide, interdita,
- O Espírito perscruta as profundezas de Deus (1Co 2:10),
- O Espírito é Deus, não um agente subordinado.
A Trindade é:
- coeterna,
- coigual,
- consubstancial,
- sem hierarquia interna.
Não existe:
Jesus (chefe) → Espírito Santo (funcionário)
Isso é subordinacionismo, uma heresia antiga condenada desde o século IV.
A edificação da igreja é obra:
- do Pai,
- do Filho,
- e do Espírito Santo,
em perfeita unidade, não por “ordens”.
Ou seja:
essa fala de Alexandre projeta sobre Deus a estrutura piramidal da ICM — não a Trindade bíblica.
6. A contradição entre “lei escrita no coração” e legalismo institucional
Disse Alexandre Gueiros:
Hoje, a lei de Deus é escrita em nossos corações. Essa é a grande diferença. A lei não é algo que está fora de nós, que nos é imposto. Vocês… não matarás, não farás isso. Não, não! O Senhor escreve em nossos corações.
Ou seja, nós amamos a vontade de Deus, nós queremos agradar o nosso Senhor. E nos submetemos a toda a sua vontade por amor a Ele, não por medo dEle.
Alexandre afirmou que hoje “obedecemos por amor” e que a lei não é mais imposta externamente.
Mas a prática da ICM contradiz frontalmente essa afirmação:
- normas rígidas sobre vestimenta (mulher, só de saia);
- proibição de barba (há juízo para quem desobedece);
- deixe de entregar dízimos mensalmente – infiel;
- jejum obrigatório aos domingos (quem não faz desobedece a Deus);
- mutirões compulsórios (quem não participa, pode ser escanteado);
- obediência irrestrita a revelações internas (desobedecer é pecado);
- ameaça espiritual de perder o arrebatamento (só os fieis – à ICM – subirão);
- desobediência às orientações da ICM interpretada como “rebeldia ao Espírito”;
- punições para quem questiona ou cobra prestação de contas (rebelde!);
- a teologia do medo é constante (não saia, porque só na ICM você está seguro).
Se algum membro duvida disso, experimente:
- Usar calça comprida (mulheres);
- Usar barba (homens);
- Diga que não irá observar o jejum de domingo;
- Nunca atenda convocações para limpeza da igreja ou mutirões;
- Questione as orientações das circulares da ICM;
- Envie um e-mail ao PES solicitando prestação de contas (oficial).
Em termos práticos:
a instituição exige obediência por medo, não por amor.
É um modelo incompatível com a teologia da graça e com a liberdade do Espírito:
“Onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade.” (2Co 3:17)
A fala de Alexandre soa desconectada da realidade interna da denominação, inclusive quando diz “amamos a vontade de Deus”, uma vez que se negam peremptoriamente a obedecer o segundo maior mandamento de Jesus, que é amar o próximo.
7. Exclusivismo sectário assumido de forma explícita
Disse Alexandre Gueiros:
E nós verificamos, amados irmãos, como quando o Senhor constrói hoje este tabernáculo, que é A SUA IGREJA, vós sois o templo do Deus vivo, nos diz a palavra. O Senhor faz questão de que tudo na sua igreja seja feito conforme a revelação do Senhor, conforme um projeto que vem da eternidade, conforme o modelo que Deus tem em mente e nos revela através do seu Espírito Santo. É isso que nós encontramos escrito lá em Êxodo 25, 40, 26, 30.
Insiste e insiste nessa necessidade de fazer tudo conforme o modelo, conforme o projeto que o Senhor está nos revelando.
E meus irmãos, essa é uma característica da obra de Deus. NÓS dependemos da revelação do Senhor.
Nós pudemos até passar um quadro seguinte que nos fala da importância da revelação na obra de Deus.
DESDE O INÍCIO O SENHOR MOSTROU QUE NOS LEVANTAVA COMO UM POVO COM UMA CARACTERÍSTICA ESPECIAL.
Um povo que estaria sempre disposto a ouvir aquilo que o Espírito Santo está dizendo às igrejas. Um povo que se preocuparia em realizar a obra do Senhor de acordo com o projeto que Ele revelaria. E UM POVO QUE CUIDARIA DOS DETALHES. Isso é importante.
Muitas vezes as pessoas perguntam, mas é necessário buscar a vontade do senhor a respeito DESSE DETALHE DA OBRA? É necessário buscar o conselho do senhor sobre quem deverá ser professora de escola dominical? Isso é um detalhe, isso não tem importância. Não! O senhor se preocupa com detalhes. E os irmãos vão ver, ao longo desse estudo, como o Senhor se preocupava até com os pregos que seriam colocados ali no tabernáculo. Cada detalhe é importante na obra do Senhor.
Em síntese, Alexandre declara que:
- Deus levantou a ICM como “um povo com uma característica especial”;
- único povo especial levantado por Deus,
- único povo que segue o “modelo celestial”,
- apenas a ICM ouve o Espírito Santo “como Ele deseja ser ouvido” – revelação;
- somente a ICM realiza o “projeto revelado da eternidade”;
- só a ICM obedece a detalhes revelados somente à denominação.
- até a escolha de uma professora infantil exige revelação divina.
Esse tipo de narrativa:
- centraliza a salvação na denominação,
- isola a ICM do corpo de Cristo,
- reforça obediência cega,
- produz dependência espiritual da instituição.
É exatamente a estrutura encontrada em grupos sectários:
✔ exclusivismo – ICM tem revelação exclusiva;
✔ revelação privativa – povo especial;
✔ autoritarismo centralizado – controle de detalhes;
✔ mediação humana obrigatória – submissão absoluta à liderança;
✔ salvação condicionada à instituição – desqualificação das demais igrejas.
O próprio Alexandre afirma que o “desde o início” (1968) Deus levantou a ICM, não a igreja universal.
Isso é teologicamente aberrante.
Não há respaldo bíblico para esse tipo de autoentronização de uma denominação recente como mediadora privilegiada de Deus.
8. O discurso contraditório entre amor e medo
Alexandre Gueiros disse:
Detalhes… por quê?
Para que o conjunto possa refletir a glória do Senhor Jesus, para que em todos os aspectos desta construção espiritual, que é a igreja, nós possamos ver o Senhor Jesus, as virtudes do Senhor Jesus, a glória do Senhor Jesus, o poder do Senhor Jesus, o amor do Senhor Jesus.
Em tudo o que acontece na igreja do Senhor, nós temos este cuidado, essa preocupação da OBEDIÊNCIA ÀS REVELAÇÕES DO SENHOR. Amém?
Um outro aspecto importante era a santidade do Senhor. O pastor Gilson já falou a respeito de como o povo não podia nem se aproximar do monte, porque o Deus vivo estava ali se manifestando. Só Moisés pôde subir o monte. E HAVIA FOGO ALI, que nos fala de uma operação do Espírito Santo, santificando aquele lugar.
(…)
O povo entendeu isso. E como nós também já começamos a entender e surge naturalmente o temor do Senhor em nossos corações. O temor do Senhor que é o princípio da sabedoria divina.
Alexandre consegue ser contraditório em uma mesma mensagem. Ele afirma que obedecemos “por amor”, mas logo depois enfatiza o “temor do Senhor” e a exigência de santidade perante o Deus que se manifesta como fogo.
A Bíblia, entretanto, esclarece:
“No amor não há medo; o perfeito amor lança fora o medo.” (1Jo 4:18)
A ICM frequentemente mistura estes dois elementos para manter seus membros num estado de:
- devoção emocional,
- submissão institucional,
- medo de errar,
- e receio de discordar.
Isso não é o ensino do Evangelho. Isso é método de manipulação de massas.
9. Hebreus refuta a abordagem utilizada pela ICM
Disse Alexandre Gueiros ao se referir aos ensinamentos das próximas EBDs:
E veremos também a respeito dos sacrifícios nos tabernáculos. Todos aqueles sacrifícios de animais que eram realizados, sacrifício pelo perdão dos pecados, pela purificação dos pecados, por comunhão com Deus, sacrifício de ação de graças, sacrifício de consagração dos servos ao Senhor. Todos eles foram cumpridos com o sacrifício do Senhor Jesus na nova aliança.
Na verdade, em Hebreus nós lemos a respeito disso. Depois os irmãos vão meditar em Hebreus capítulo 8 e 9. Fala muito a respeito da primeira aliança fundamentada no tabernáculo, a lei e o tabernáculo e a nova aliança, a lei escrita em nossos corações e o sacrifício do Senhor Jesus, fazendo cessar todos os outros sacrifícios, não é mais necessário sacrifício nenhum, devido ao poder extraordinário do sacrifício do Senhor Jesus na cruz do Calvário.
E meus irmãos, lembramos ainda que tudo aquilo que o tabernáculo mostrava eram figuras, eram sombras de realidades eternas.
Embora Alexandre cite Hebreus 8 e 9, a interpretação da denominação ignora o ponto central do livro:
- o tabernáculo era sombra (Hb 8:5; Hb 10:1),
- Cristo é a realidade (Hb 9:11–15),
- o culto levítico foi encerrado,
- e a aliança mudou (Hb 8:13).
A ICM insiste em permanecer nas sombras do Antigo Testamento, porque essas sombras permitem construções simbólicas convenientes para sua estrutura hierárquica.
Cristo, porém, chama para si:
- a centralidade,
- a mediação,
- a compreensão clara da revelação.
Não há justificativa neotestamentária para reviver objetos, medidas e estruturas do tabernáculo com valor doutrinário.
10. “Emanuel em nossos corações” — discurso bonito, prática distante
Disse Alexandre Gueiros:
Em terceiro lugar, que nós mantenhamos os nossos corações puros, santificados pelo poder que há no sangue de Jesus.
Para que?
Para que o Senhor continue a ter plena comunhão conosco. Para que Emmanuel esteja em nossos corações. Deus conosco, o Senhor Jesus.
E o Senhor deseja que a sua lei esteja sempre escrita em nossos corações. Não nos esqueçamos da sua lei, em momento algum. Não é aquela externa, né? É aquela que o Espírito Santo escreve em nossos corações e quando ele escreve, ele produz aquele fruto que nós conhecemos, o fruto do Espírito Santo, que é isso? AMOR, gozo, PAZ, longanimidade, BENIGNIDADE, BONDADE, FIDELIDADE, mansidão, domínio próprio.
Em síntese, Alexandre afirma que:
- devemos guardar a lei escrita nos corações,
- manifestar o fruto do Espírito,
- e viver em plena comunhão com Jesus.
Mas a realidade institucional é contraditória:
- processos judiciais contra ex-membros,
- perseguição religiosa,
- ausência de obras sociais,
- vaquinhas para socorrer membros porque a igreja não socorre,
- falta de transparência financeira,
- rigor legalista,
- ausência de reconciliação,
- e até tentativas de aumentar condenações de pessoas idosas já julgadas.
Onde estão o AMOR, a BENIGNIDADE e a BONDADE se:
- atacam ex-membros com ações judiciais?
- tentam aumentar a condenação de uma idosa?
- não há projeto de ação fraternal ou social?
- os membros não podem saber o que é feito com as doações?
- não há pedido de perdão quando erram?
Onde está a FIDELIDADE se não obedecem ao mandamento de Jesus sobre AMAR O PRÓXIMO e até mesmo os INIMIGOS?
Falar em fruto do Espírito sem amar o próximo é incoerência direta com o evangelho:
“Se alguém diz: Amo a Deus, e odeia seu irmão, é mentiroso.” (1Jo 4:20)
11. A visão de Marcelo Ferreira — reforço retórico, não espiritual
Marcelo Ferreira disse que teve a seguinte visão durante a EBD:
Durante a oração, eu vi que em cada igreja que está reunida agora havia um candelabro que descia da eternidade. E era um candelabro conforme está descrito no tabernáculo.
E eu via que as sete chamas estavam acesas e que nas hastes, nos canos do candelabro estavam cheios de azeite para que o fogo nunca se apagasse NO NOSSO MEIO.
Mas ao encerrar este momento o Senhor dizia: DURANTE ESTE ESTUDO eu vou dobrar a intensidade da chama nos candelabros em cada igreja.
E eu vi que DURANTE CADA EBD a intensidade das chamas ia aumentando, e o calor ia aumentando, e eu vi pessoas que não eram batizadas com o Espírito Santo sendo batizadas com o Espírito Santo durante a EBD.
E com aquelas chamas mais fortes, irmãos que não tinham dons, começavam a ser usada em dons espirituais.
E como as chamas ficavam mais fortes, nós começamos a ver na Palavra coisas que nós não estávamos vendo. Porque naquela luz também revelava a Palavra.
E no nosso meio havia uma grande glorificação ao Senhor.
Em resumo, Marcelo Ferreira afirmou ter tido uma visão confirmando que:
- candelabro tinha suas hastes cheias de azeite, como se fossem ocas;
- Jesus estava presente na EBD da ICM;
- quem acompanhar a EBD da ICM vai ser abençoado com dons;
- aqueles que acompanharem a EBD da ICM vão ter novas revelações”.
Esta visão apresenta problemas sérios:
(a) o candelabro era uma peça única e maciça
Com essa visão, Marcelo Ferreira mostra que inventou a visão seguindo a ideia que tinha do candelabro em sua mente criativa. A invenção de Marcelo fica patente quando ele diz que via o candelabro “conforme está descrito no tabernáculo”.
Mas, o candelabro do tabernáculo (menorá) era uma peça única, inteiriça e maciça, não oca, não tubular, e não possuía hastes que pudessem armazenar azeite por dentro. Logo, a visão de Marcelo Ferreira não corresponde ao que a Bíblia descreve.
Vejamos os textos bíblicos sobre o candelabro.
Êxodo 25:31
“Também farás um candelabro de ouro puro; de ouro batido se fará o candelabro;
o seu pedestal, a sua haste, os seus cálices, as suas maçãs e as suas flores serão do mesmo.”
Êxodo 25:36
“Os seus cálices, as suas maçãs e as suas flores serão do mesmo, tudo uma só peça de ouro batido.”
Esta é a confirmação categórica.
- A menorá era maciça.
- Não tinha “canos ocos”.
- Não tinha “tubulações internas para azeite”.
- Não tinha reservatórios internos.
- O azeite ficava somente nas lâmpadas (copinhos) colocadas nas extremidades das hastes.
Onde ficava o azeite de verdade?
A Bíblia é clara (Êxodo 27:20):
“Ordenarás aos filhos de Israel que te tragam azeite puro de oliveira, batido, para a luminária, para que a lâmpada arda continuamente.”
O azeite:
- era colocado nas lamparinas de cima (copinhos),
- não dentro da estrutura,
- não circulava por dentro do candelabro,
- e não enchia as hastes.
- As hastes eram decorativas e estruturais, não “condutores de óleo”.
O candelabro era pesado porque era maciço (Êxodo 25:39):
“De um talento de ouro puro se fará o candelabro…”
Um “talento” de ouro equivale a aproximadamente 34 a 45 kg. Isso somente é possível se a peça for:
- grande,
- maciça,
- inteiriça,
- trabalhada em ouro batido.
- Se fosse oca, não chegaria nem perto desse peso.
(b) A visão não aponta para Cristo, mas para a denominação
- Profecia bíblica sempre exalta Cristo (Ap 19:10).
- A visão de Marcelo exalta a leitura institucional (ICM) das cartas.
(c) A visão não consola, não instrui e não edifica (1Co 14:3)
- Ela apenas reforça o que a ICM já tinha decidido ensinar.
(d) A visão não pode ser julgada pela igreja (1Co 14:29)
- Na ICM, visões não passam por julgamento.
- Elas são apresentadas como autoritativas.
(e) A visão não é testável (1Ts 5:21)
- Ela simplesmente afirma: “O Senhor mostrou”.
- Não há como validar.
Logo, a visão de Marcelo atribui a Deus erro de conhecimento bíblico que não pode ser cometido por Deus. Além de ser evidente que se trata de fruto da sua criatividade e desconhecimento bíblico, não cumpre o padrão de profecia do NT (1Co 14:3; 1Ts 5:21), e só serve como ferramenta psicológica de reforço emocional.
“Selar” doutrinas com uma visão impede questionamento e produz efeito de autoridade divina sobre a interpretação humana.
Enfim, a visão de Marcelo Ferreira não pode ser atribuída ao Espírito Santo. Não é profecia, não é revelação, não é instrução divina.
É retórica religiosa, utilizada para dar legitimidade espiritual às interpretações apresentadas na EBD.
Conclusão
A EBD da ICM de 16/11/2025 apresenta:
- teologia superficial,
- manipulação de símbolos,
- exclusivismo sectário,
- contradições com o Novo Testamento,
- contradições entre discurso e prática,
- e uso retórico de visões para reforçar a autoridade institucional.
O resultado é um ensino desconectado do evangelho, que preserva sombras antigas enquanto ignora a centralidade de Cristo e o mandamento fundamental de amar o próximo.
Jesus não é conhecido pelo estudo de objetos do tabernáculo, mas pelo estudo de Sua vida, Sua obra e Seus mandamentos.
Essa é a verdade que liberta — e que nenhum sistema religioso pode substituir.
DEGRAVAÇÃO DAS MENSAGENS
00:00:00 Gilson Sousa
Vamos ler o versículo da Palavra de Deus em Êxodo capítulo 25, versículo 8. Ainda de pé, vamos ler esse texto todos juntos. Leiamos em alta voz. Os irmãos da igreja também acompanhando a leitura para fazermos juntos essa leitura da Palavra de Deus. Êxodo 25, versículo 8, a Palavra de Deus diz assim, leiamos:
E me farão um santuário e habitarei no meio deles.
Amém! Aleluia! Os irmãos podem sentar. Glória a Jesus!
Meus irmãos, nós estamos dando início a este estudo da Palavra de Deus, para conhecermos aqui melhor o Senhor Jesus.
E nesse estudo que nós estamos iniciando, nós vamos falar sobre o Senhor Jesus, agora relacionado com o tabernáculo, aquele tabernáculo que foi construído lá no deserto.
O objetivo desse estudo é conhecer o Senhor Jesus e conhecê-lo através do tabernáculo e dos objetos que fazem, que compõem a construção do tabernáculo segundo a partir do livro de Êxodo, capítulo 25.
E aqui vamos ver, portanto, nos símbolos e nos objetos do tabernáculo, nós vamos ver ali o que é a figura do Senhor Jesus. Jesus ali no seu ministério terreno, Jesus na eternidade e conforme nós temos visto nos evangelhos e também no livro de Apocalipse.
Assim nós vamos dar continuidade ao nosso conhecimento do Senhor Jesus e com isso estaremos amando mais ao Senhor Jesus e desejando mais ardentemente a Vinda Dele.
Louvado seja o Senhor!
Vamos então cantar um louvor bendizendo ao Senhor.
[LOUVOR]
Glória a Deus! Louvado seja o nome do Senhor!
Quando o povo de Israel estava sendo preparado para sair do Egito, ali estavam já começando a ter um conhecimento de Deus. Era o Senhor ali preparando um povo, um povo para conhecer a sua lei, conhecer a sua vontade. Um povo que pudesse enfim conhecer o próprio Deus. O povo de Israel, até aquele momento, ainda não conhecia o Senhor.
Mas então Deus vai se revelar a esse povo, e Deus se revela a eles naquele que se chama o Eu Sou. A mensagem que Deus enviou para aquele povo através de Moisés, foi dizer para eles, Eu Sou me enviou a vós. Ali estava então o propósito de Deus, de se revelar a um povo e poder habitar com esse povo.
E naquele momento em que Deus revela esse propósito ali de libertar os filhos de Israel do Egito, Ele queria ter comunhão com o Seu povo, queria ter o Seu povo mais perto de Si.
Em outras palavras, Deus queria habitar no meio do Seu povo. E por isso, Deus revelou o que seria então necessário para Ele habitar com o Seu povo. E por isso foi necessário a construção de um lugar. Um lugar onde ali Deus pudesse ter comunhão com o Seu povo. Construir ali um lugar, onde Deus pudesse, nesse lugar, habitar com o Seu povo. E ali, um lugar onde Deus também pudesse se manifestar ao Seu povo, se revelar a Ele e principalmente, falar com o Seu povo.
Então, o que Deus fez?
Deus ordenou a Moisés, que ele subisse ao Monte Sinai. Porque o Senhor queria descer sobre aquele monte, para encontrar-se com o Seu povo ali naquele monte. E ali naquela descida de Deus ao monte Sinai, Deus queria mostrar para o Seu povo, toda a glória de Deus. Aquilo que representava a glória de Deus na eternidade, iria descer sobre a terra.
E o capítulo 19 do livro de Êxodo vai nos contar exatamente como o que aconteceu naquele momento em que Deus desceu ao monte Sinai para falar com o Seu povo.
E naturalmente a glória de Deus era algo tão majestoso, tão santo, tão extraordinário, que aquele povo chegou a um momento em que eles não puderam suportar a glória de Deus, porque eles temiam ser consumidos pela glória de Deus.
E diante da glória de Deus que eles viram naquele monte, Israel pôde sentir algo extraordinário, pôde sentir o que é o temor da presença de Deus.
Ali, ele recebeu aquilo que estava ali naquele monte, aquele povo recebeu a presença de um Deus vivo, de um Deus santo.
O que eles conheciam lá do Egito, eram deuses mortos, deuses do Egito. Agora eles estavam conhecendo o que é um Deus vivo, que se manifesta no meio do seu povo. E ali, por um espaço de três dias, o povo estava já acampado diante do monte, ali o Monte Sinai. Atendendo a orientações que Deus tinha dado a eles. Porque nessas orientações que Deus deu aos seus servos ali, foi para que eles estivessem preparados para receber a presença de Deus. Eles tinham que estar com as suas vestes lavadas. Eles tinham que estar ali preparados em santificação, porque o Deus Santo iria agora habitar com eles.
E ao amanhecer do terceiro dia, o cenário descrito ali no capítulo 19 de Êxodo, foi um cenário extraordinário, porque de repente começaram ali a cair sobre aquele lugar a presença gloriosa de Deus através de relâmpagos, trovões sobre aquele monte, uma espessa nuvem cobriu aquele monte. E o sonido de buzinas era um sonido que era cada vez mais crescente, tornando ali o povo realmente estremecido diante de tudo que estava vendo. E ainda mais, todo aquele arraial tremia, porque Deus estava descendo sobre a terra.
Então Moisés foi preciso tomar o povo e levar o povo para o arraial ali, para eles terem um encontro verdadeiro com Deus. E eles então se puseram aos pés do monte, porque não conseguiam subir o monte. Todo monte Sinai fumegava, porque Deus havia descido ali na forma de fogo. Uma fumaça que subia e todo monge tremia grandemente. O sonido de buzinas crescendo cada vez mais, que eram as trombetas que tocavam. E de forma que Moisés falava com Deus. E Deus respondia a Moisés em voz estrondante, em voz alta.
E por isso então Moisés recebeu a grande bênção de ser um homem capaz de falar com Deus face a face. Porque Moisés era um homem manso, era um homem que nada fazia senão pela vontade de Deus.
Moisés esteve ali naquele monte quarenta dias. E naqueles quarenta dias ali, Deus revelou a Moisés toda a lei, toda a vontade de Deus. Deus mostrou inclusive ali para Moisés, que o homem que violasse a lei, esse homem, ele seria culpado de morte. E ele então tomou conhecimento de que aquela lei ali do capítulo 19 e capítulo 20 foram dadas para Moisés e entregues na mão do povo para que o povo pudesse saber o que era o pecado.
Porque a lei, ela veio para apontar o pecado, mostrar o pecado, mas não redimir o pecado.
Agora, para a remissão do pecado, ao mesmo tempo em que Deus entregou uma lei para mostrar o que era o pecado, Deus mostrou ali a graça. A graça de Deus estava ali.
De que forma a graça de Deus estava ali manifestada através da presença de algo através do qual Deus queria conviver com o Seu povo.
O tabernáculo, portanto, era uma manifestação da graça de Deus. Porque ali o pecador iria chegar até o altar do holocausto e depositar ali a sua culpa. E o sangue de uma vítima inocente iria remover a culpa do pecador culpado.
Agora, se por um lado Deus apresentou ali naquele cenário todo o que era a lei para mostrar o homem o pecado, Ele também mostrou ali para Moisés o modelo lá no monte do tabernáculo.
Aquele tabernáculo ia ser construído na terra, mas o modelo dele foi visto na eternidade. E é aquele mesmo modelo que mais tarde João vai ver lá na ilha de Pátimos, o tabernáculo de Deus na eternidade.
Hoje, portanto, nós estamos falando deste assunto porque Deus também quer tabernacular conosco. Deus quer um Deus santo vivendo no meio de um povo santo louvado seja o Senhor.
Ouvi, ó céus, e falarei. Vamos cantar.
[LOUVOR]
00:09:01 Alexandre Gueiros
Amém. Amados irmãos, estarei lendo ainda o trecho da palavra de Deus que se encontra em Êxodos 25, versículos 8 e 9. Já foi mencionado, mas gostaria de enfatizar.
E me farão um santuário e habitarei no meio deles, conforme a tudo o que eu te mostrar para modelo do tabernáculo e para modelo de todos os seus vasos. Assim mesmo o fareis.
Aleluia. Amados irmãos, vimos como Moisés ouviu a lei, ouviu todas as instruções que o Senhor lhe deu no monte para nos transmitir. Para transmitir, em primeiro lugar, a Israel, ao povo de Israel.
E nós vimos como isso é uma figura muito clara da relação que o Espírito Santo tem com o Senhor Jesus. O Senhor Jesus disse a respeito do Espírito: Ele receberá do que é meu e vou transmitirá.
Vimos como Moisés foi um tipo Impressionante, do Espírito Santo, aquele que tem comunhão plena com Deus.
Moisés teve toda a comunhão possível com Deus. O Senhor disse: com Moisés, meu servo, eu falo face a face, cara a cara. Aos outros eu falo por profecia, mas com ele não! É diretamente, face a face.
Amados irmãos, o Espírito Santo é aquele que conhece os segredos de Deus, porque ele próprio é Deus, mas ele recebe as instruções do Senhor Jesus que é a pessoa da Trindade encarregada de edificar a igreja. Edificarei a minha igreja.
Mas o Senhor Jesus edifica usando os seus servos que estão ouvindo aquilo que o Espírito Santo recebeu do próprio Senhor Jesus.
Naquele primeiro pacto, naquela aliança que o Senhor celebrou com o Seu povo no Monte Sinai, Deus revelou a lei. A lei foi escrita em tábuas de pedra.
Hoje, a lei de Deus é escrita em nossos corações. Essa é a grande diferença. A lei não é algo que está fora de nós, que nos é imposto. Vocês… não matarás, não farás isso. Não, não! O Senhor escreve em nossos corações.
Ou seja, nós amamos a vontade de Deus, nós queremos agradar o nosso Senhor. E nos submetemos a toda a sua vontade por amor a Ele, não por medo dEle.
Muito bem.
Um outro ponto importante, o Senhor quando revelou a construção falou claramente a respeito do propósito que ele tinha, ele desejava habitar com o seu povo. Que coisa maravilhosa, o mesmo acontece e podemos dizer mais ainda, porque a segunda aliança que ele celebrou com a igreja em todos os aspectos é superior à primeira aliança. Se Deus tinha comunhão com o Seu povo na antiga, muito mais conosco hoje, louvado seja o Senhor. Porque hoje o Senhor Jesus habita em nossos corações pelo Seu Espírito. Ele é Deus conosco, Emanuel. Esse é o nome de Jesus, Deus conosco.
Outro ponto importante, irmãos.
O Senhor disse, fazei tudo conforme o modelo que te foi mostrado no monte. E o modelo era de coisas celestiais. Aquele tabernáculo representava realidades do céu. E é por isso que Ele tinha de fazer tudo conforme o modelo.
E nós verificamos, amados irmãos, como quando o Senhor constrói hoje este tabernáculo, que é a sua igreja, vós sois o templo do Deus vivo, nos diz a palavra. O Senhor faz questão de que tudo na sua igreja seja feito conforme a revelação do Senhor, conforme um projeto que vem da eternidade, conforme o modelo que Deus tem em mente e nos revela através do seu Espírito Santo. É isso que nós encontramos escrito lá em Êxodo 25, 40, 26, 30.
Insiste e insiste nessa necessidade de fazer tudo conforme o modelo, conforme o projeto que o Senhor está nos revelando.
E meus irmãos, essa é uma característica da obra de Deus. Nós dependemos da revelação do Senhor.
Nós pudemos até passar um quadro seguinte que nos fala da importância da revelação na obra de Deus.
DESDE O INÍCIO O SENHOR MOSTROU QUE NOS LEVANTAVA COMO UM POVO COM UMA CARACTERÍSTICA ESPECIAL. Um povo que estaria sempre disposto a ouvir aquilo que o Espírito Santo está dizendo às igrejas. Um povo que se preocuparia em realizar a obra do Senhor de acordo com o projeto que Ele revelaria. E UM POVO QUE CUIDARIA DOS DETALHES. Isso é importante.
Muitas vezes as pessoas perguntam, mas é necessário buscar a vontade do senhor a respeito desse detalhe da obra? É necessário buscar o conselho do senhor sobre quem deverá ser professora de escola dominical? Isso é um detalhe, isso não tem importância. Não! O senhor se preocupa com detalhes. E os irmãos vão ver, ao longo desse estudo, como o Senhor se preocupava até com os pregos que seriam colocados ali no tabernáculo. Cada detalhe é importante na obra do Senhor.
Por quê?
Para que o conjunto possa refletir a glória do Senhor Jesus, para que em todos os aspectos desta construção espiritual, que é a igreja, nós possamos ver o Senhor Jesus, as virtudes do Senhor Jesus, a glória do Senhor Jesus, o poder do Senhor Jesus, o amor do Senhor Jesus.
Em tudo o que acontece na igreja do Senhor, nós temos este cuidado, essa preocupação da OBEDIÊNCIA ÀS REVELAÇÕES DO SENHOR. Amém?
Um outro aspecto importante era a santidade do Senhor. O pastor Gilson já falou a respeito de como o povo não podia nem se aproximar do monte, porque o Deus vivo estava ali se manifestando. Só Moisés pôde subir o monte. E havia fogo ali, que nos fala de uma operação do Espírito Santo, santificando aquele lugar.
E vemos, então, como o Senhor denominou o tabernáculo. Ele chamou o tabernáculo de um santuário, um lugar santo. E logo depois, em Levítico 19, nós vemos o Senhor falando: sede santos, porque eu, o Senhor, vosso Deus, sou santo.
O povo entendeu isso. E como nós também já começamos a entender e surge naturalmente o temor do Senhor em nossos corações. O temor do Senhor que é o princípio da sabedoria divina.
Meus irmãos, nós vemos e ficamos encantados ao notar o interesse de Deus de ter comunhão com o Seu povo. Foi assim com Israel e continua a ser conosco com a igreja do Senhor Jesus. Ele deseja ter comunhão conosco. Não é simplesmente algo que ele permite. Não, eu permito que vocês tenham comigo. Não! Eu quero ter como eu convosco. Eu quero habitar em vossos corações. Eu quero habitar na minha igreja.
E foi por isso, amados irmãos, que nesta segunda aliança, que como já dissemos, em todos os aspectos é superior à primeira aliança, o Senhor determinou que quando o Senhor Jesus morresse na cruz do Calvário, o véu que separava o lugar santíssimo dos santos fosse rasgado. Notem bem, Deus habitava no meio de seu povo, mas nem todos os israelitas podiam ter completa comunhão com Deus. Os israelitas não podiam entrar no lugar santíssimo onde a glória de Deus era manifestada plenamente.
Somente o sumo sacerdote, uma vez por ano, tinha esse privilégio de desfrutar de plena comunhão com Deus. Tudo que era possível o homem desfrutar aqui na Terra. Só o sumo sacerdote.
Mas o Senhor queria que com a sua igreja fosse diferente. Ele queria que a sua igreja tivesse acesso ao Santíssimo Lugar. Acesso ao santo dos santos e por isso ele com o filho, com o Espírito Santo decidiram na eternidade. Não! Meu filho vai morrer e quando ele morrer este véu que separa o santo do santíssimo vai ser rasgado de alto a baixo para que o meu povo possa ter plena comunhão comigo.
Que coisa maravilhosa, irmãos! Esse é o Deus que nós servimos. É o Deus que surpreendeu a João. João, depois de viver três anos com o Senhor Jesus, ele teve aquela surpresa. Quando ele viu o Senhor Jesus glorificado, quando ele viu que Jesus era rei dos reis, senhor dos senhores, nós já estudamos isso, lembram-se? Quando ele viu que Jesus era o alfa e o ômega, o princípio e o fim da história da igreja e mais, era o príncipe dos reis da terra… Mas o que impressionou João é que ele escreveu ali, logo no primeiro capítulo, quando ele disse que Jesus era o rei dos reis e dos senhores, o que foi? É aquele que nos ama. O príncipe dos reis da terra é aquele que ama a sua igreja, ama o seu povo. Louvado seja o Senhor! Glória a Jesus! Glória ao Senhor Jesus! Aleluia! Aleluia!
Então, irmãos, nós vimos como o tabernáculo, ele fala do Senhor Jesus e da sua igreja. Não vimos muito ainda, mas vamos ver nos próximos domingos, nas próximas EBDs.
E veremos também a respeito dos sacrifícios nos tabernáculos. Todos aqueles sacrifícios de animais que eram realizados, sacrifício pelo perdão dos pecados, pela purificação dos pecados, por comunhão com Deus, sacrifício de ação de graças, sacrifício de consagração dos servos ao Senhor. Todos eles foram cumpridos com o sacrifício do Senhor Jesus na nova aliança.
Na verdade, em Hebreus nós lemos a respeito disso. Depois os irmãos vão meditar em Hebreus capítulo 8 e 9. Fala muito a respeito da primeira aliança fundamentada no tabernáculo, a lei e o tabernáculo e a nova aliança, a lei escrita em nossos corações e o sacrifício do Senhor Jesus, fazendo cessar todos os outros sacrifícios, não é mais necessário sacrifício nenhum, devido ao poder extraordinário do sacrifício do Senhor Jesus na cruz do Calvário.
E meus irmãos, lembramos ainda que tudo aquilo que o tabernáculo mostrava eram figuras, eram sombras de realidades eternas.
Porque na eternidade nós vamos ter uma grande surpresa. Nós vamos ouvir uma voz que diz, eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens. E nós vamos entrar na presença do Deus vivo, vamos glorificar o nosso Senhor na eternidade.
E o que é que o Senhor requer de nós hoje? Coisas muito simples.
Em primeiro lugar, participar da construção deste novo tabernáculo que é a Igreja do Senhor Jesus. Todos nós temos esse privilégio de sermos instrumentos do Senhor para a edificação deste santuário que é a Igreja do Deus vivo.
Em segundo lugar, o Senhor também deseja que façamos tudo conforme o modelo. conforme o projeto que o Senhor nos tem revelado.
Podemos até colocar um quadro em que eu escrevi essas conclusões.
Em terceiro lugar, que nós mantenhamos os nossos corações puros, santificados pelo poder que há no sangue de Jesus.
Para que?
Para que o Senhor continue a ter plena comunhão conosco. Para que Emmanuel esteja em nossos corações. Deus conosco, o Senhor Jesus.
E o Senhor deseja que a sua lei esteja sempre escrita em nossos corações. Não nos esqueçamos da sua lei, em momento algum. Não é aquela externa, né? É aquela que o Espírito Santo escreve em nossos corações e quando ele escreve, ele produz aquele fruto que nós conhecemos, o fruto do Espírito Santo, que é isso? Amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio.
Amém?
Vamos abrir os nossos corações.
Uma visão, vamos ouvir.
00:26:33 Marcelo Ferreira
Durante a oração, eu vi que em cada igreja que está reunida agora havia um candelabro que descia da eternidade. E era um candelabro conforme está descrito no tabernáculo.
E eu via que as sete chamas estavam acesas e que nas hastes, nos canos do candelabro estavam cheios de azeite para que o fogo nunca se apagasse no nosso meio.
Mas ao encerrar este momento o Senhor dizia: durante este estudo eu vou dobrar a intensidade da chama nos candelabros em cada igreja.
E eu vi que durante cada EBD a intensidade das chamas ia aumentando, e o calor ia aumentando, e eu vi pessoas que não eram batizadas com o Espírito Santo sendo batizadas com o Espírito Santo durante a EBD.
E com aquelas chamas mais fortes, irmãos que não tinham dons, começavam a ser usada em dons espirituais.
E como as chamas ficavam mais fortes, nós começamos a ver na Palavra coisas que nós não estávamos vendo. Porque naquela luz também revelava a Palavra.
E no nosso meio havia uma grande glorificação ao Senhor.
00:27:51 Alexandre Gueiros
Glória a Jesus!