HISTÓRICO DA IGREJA CRISTÃ MARANATA
HISTÓRICO DA OBRA
Análise crítica da mensagem transmitida por Alexandre Gueiros no seminário de primeiro período da Igreja Cristã Maranata, realizado dia 18/10/2025. Fonte: https://www.youtube.com/live/M8fP21Teru8 (-7:39:25 a -7:04:31)
Histórico da “Obra”: a narrativa de Alexandre Gueiros e o verdadeiro início da Igreja Cristã Maranata
Entre revelações e rebeliões: o contraste entre o “histórico da Obra” ensinado no seminário de 2025 e os registros históricos do cisma presbiteriano que deu origem à ICM.
1. Introdução
No seminário de primeiro período realizado em 18 de outubro de 2025, Alexandre Gueiros ministrou a aula intitulada “Histórico da Obra”. O objetivo declarado era apresentar aos novos alunos a origem daquilo que a Igreja Cristã Maranata chama de “Obra do Espírito Santo em nosso meio”.
Mas, por trás da linguagem espiritualizada e dos relatos de “revelações”, a aula reproduz a mesma narrativa mítica criada há décadas por Gedelti Gueiros — uma história em que desobediência institucional é travestida de fidelidade ao Espírito Santo, e práticas questionáveis são justificadas como “mistérios de Deus”.
Com base no livro Igreja Presbiteriana de Vila Velha – 50 anos de História, de Joel Ribeiro Brinco, que documenta o verdadeiro processo de ruptura liderado por Gedelti nos anos 1960, e à luz da própria teologia bíblica, ética e filosófica, esta análise confronta o discurso de Alexandre Gueiros com os fatos, revelando incoerências e riscos de sua doutrina.
2. A história contada por Alexandre
Alexandre apresenta a fundação da Igreja Cristã Maranata como um “sopro do Espírito” que teria se manifestado em Vila Velha no fim da década de 1960, quando “Deus começou a revelar” o clamor pelo sangue de Jesus, a consulta à Palavra, os dons espirituais e a estrutura de corpo e ministério.
Segundo ele, a Igreja Presbiteriana não discerniu o mover do Espírito, e por isso “o Senhor retirou a lâmpada de lá e iniciou a Obra” em outro lugar. A ênfase é a de que tudo foi dirigido por revelação, cabendo aos homens apenas obedecer.
3. O que os registros históricos mostram
O livro de Joel Ribeiro Brinco narra o mesmo período de modo bem diferente. Segundo ele, o que ocorreu foi uma rebelião organizada dentro da Igreja Presbiteriana de Vila Velha, liderada por Gedelti Gueiros e um pequeno grupo de apoiadores, que passaram a introduzir práticas carismáticas sem aprovação do presbitério, desrespeitando decisões oficiais e trazendo pregadores externos sem autorização.
Quando advertidos, se recusaram a se submeter à autoridade legítima da igreja, criando reuniões paralelas, confundindo os membros e levando à cisão definitiva.
Ou seja, o nascimento da ICM foi resultado de uma ruptura institucional deliberada, não de uma revelação espontânea do Espírito Santo.
4. Dons espirituais e controle clerical
Alexandre afirmou que todos os dons devem ser apresentados ao pastor, e que ninguém pode questionar as profecias. Essa estrutura transforma o dom — que, segundo a Bíblia, pertence à comunidade (1 Coríntios 12 e 14) — em instrumento de controle.
O Novo Testamento ordena que “os outros julguem” as profecias, de modo comunitário e transparente (1 Co 14.29). A Maranata, ao contrário, estabelece um sistema hierárquico em que apenas o “ministério” pode confirmar ou rejeitar dons.
Risco ético: concentração de poder, silenciamento da consciência individual e dependência psicológica da autoridade pastoral.
5. “Consulta à Palavra”: a bibliomancia institucionalizada
Alexandre exaltou a “consulta à Palavra” — o ato de abrir a Bíblia aleatoriamente e colocar o dedo sobre um versículo — como um método divinamente revelado para confirmar decisões.
Nenhum texto bíblico autoriza o uso oracular da Escritura. O princípio reformado é o oposto: estudar, interpretar e aplicar o texto no contexto histórico e teológico.
Risco espiritual: transformar a Bíblia em amuleto, substituindo discernimento por sorteio, o Espírito por superstição e a fé por adivinhação.
6. “Clamor pelo sangue”: fórmula ou fé?
A aula reforça que todo culto deve começar com o “clamor pelo sangue de Jesus” para abrir o caminho até Deus.
Mas Hebreus 10 ensina que esse acesso já foi concedido “de uma vez por todas” pelo sacrifício de Cristo.
Repetir o clamor como senha litúrgica transforma a fé em ritual mágico — a mesma lógica dos sistemas religiosos que Jesus combateu. O valor não está em repetir a frase, mas em viver pela fé no sangue já derramado.
7. Corpo de Cristo e obediência cega
“Não existe função de crítico no corpo”, afirmou Alexandre. “A função é obedecer.”
Mas o próprio apóstolo Paulo criticou Pedro “face a face” (Gálatas 2.11) e ordenou que os presbíteros que pecarem sejam repreendidos publicamente (1 Timóteo 5.20).
Silenciar a crítica é silenciar a verdade. O corpo de Cristo não é quartel, mas comunidade de irmãos que se exortam mutuamente (Hebreus 3.13).
Risco moral: normalizar o abuso espiritual e impedir qualquer forma de denúncia, mantendo pesos e medidas desiguais.
8. “Segredos do coração” e culto profético
Alexandre exaltou os “cultos proféticos”, onde os segredos do coração dos visitantes são revelados.
Paulo realmente cita essa possibilidade (1 Co 14.25), mas como exceção e fruto da espontaneidade do Espírito, nunca como espetáculo previsível.
A prática sistemática e pública, sem consentimento, é antiética e invasiva. Gera medo, manipulação e reforça a imagem de um clero dotado de poder sobrenatural sobre as emoções das pessoas.
9. Unidade espiritual ou franquia doutrinária
Alexandre declarou que “o nome não importa”, apenas a doutrina revelada e a comunhão com o Conselho Presbiteral.
Na prática, isso cria uma rede piramidal centralizada num núcleo que define doutrina e conduta sem prestação de contas — uma espécie de franquia espiritual.
Sob o discurso de unidade, há um sistema de obediência vertical e dependência institucional.
10. O paradoxo ético: a “Obra” nasceu de uma desobediência
A ICM prega obediência absoluta à liderança, mas nasceu de uma desobediência institucional à liderança presbiteriana.
A história real — documentada por Joel Ribeiro Brinco — mostra que o movimento de Gedelti Gueiros rompeu com autoridades legítimas, usurpou espaços e formou uma nova igreja à revelia dos concílios.
Se a “desobediência” de ontem é celebrada como revelação divina, com que autoridade moral se condena hoje a discordância e a crítica?
11. Conclusão
A aula “Histórico da Obra” de Alexandre Gueiros é mais do que uma narrativa religiosa: é um instrumento de legitimação de poder, usado para manter a memória oficial e sustentar práticas contrárias ao evangelho.
O Espírito Santo não substitui a verdade, a ética nem a justiça.
A verdadeira Obra do Espírito não é a que produz obediência cega, mas consciência viva, arrependimento, amor e liberdade em Cristo.
Chamado final:
“Onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade.”
(2 Coríntios 3.17)
DEGRAVAÇÃO DA MENSAGEM
00:00:00 Alexandre Gueiros
Estamos começando este seminário de primeiro período.
Supomos que todos já fizeram o principiantes, é isso mesmo? Sim. Todos? Amém.
Então estamos aqui para compartilhar com os irmãos o que é básico para nós, que é o conhecimento a respeito da nossa história.
A nossa história pode ser designada de história ou histórico da obra do Espírito Santo em nosso meio. Todos concordam?
Todos já aprenderam, no principiantes, que a obra do Espírito Santo é aquela que nos cabe executar.
Não é a obra da Igreja Cristã Maranata. Sabiam disso? Todos? Amém. A maioria sabia. Ótimo!
Nós estamos aqui para realizar ou executar aquilo que o Espírito Santo nos orienta, aquilo que o Espírito Santo requer de nós, exige de nós.
Esse é o nosso grande privilégio, sermos instrumentos do Espírito Santo. E meus irmãos, nós sabemos todos, aprendemos que a obra do Espírito começou no Pentecostes, certo? Quando o Espírito Santo foi derramado pela primeira vez sobre toda a carne e em particular sobre toda a igreja. E desde então o Espírito Santo tem realizado a sua obra.
E que obra é essa que o Espírito Santo realiza? A obra de salvação de um povo. A obra de preparo de um povo para morar na eternidade com o Senhor nosso Deus.
E meus irmãos, ao longo da história o Espírito Santo tem realizado essa obra, revelando tudo aquilo que ele recebe do Senhor Jesus, que é o cabeça da igreja, cumprindo aquilo que o Senhor Jesus determinou quando ele disse a respeito do Espírito Santo.
Jesus falou, Ele receberá do que é meu e transmitirá a vocês. Lembram-se? Ele vos guiará em toda a verdade, disse o Senhor Jesus a respeito do Espírito Santo.
Então, amados irmãos, queremos conhecer a verdade a respeito de qualquer assunto, é consultar o Senhor e pelo Seu Espírito Ele nos revela.
Porque o Espírito Santo conhece o coração de Deus, conhece toda a vontade de Deus com relação a nós. O Espírito Santo tem a capacidade de nos transmitir todo o projeto de Deus para a edificação da igreja. Compreenderam?
Então, amados irmãos, no Brasil nós tivemos uma experiência grande com esta obra que o Espírito Santo realiza. Foi a partir de 1915, ou seja, 110 anos atrás, quando o Espírito Santo começou a ser derramado sobre servos e servas no Brasil, num movimento que nós denominamos MOVIMENTO PENTECOSTAL.
NAQUELA ÉPOCA, realmente, eles ouviam o Espírito Santo, o Espírito Santo orientava, dirigia, revelava.
ELES CONHECIAM O CLAMOR PELO SANGUE DE JESUS. ELES CONSULTAVAM A PALAVRA.
Mas ao longo dos anos esses ensinamentos básicos a respeito da obra do Senhor foram sendo esquecidos e deixaram de ser praticados.
Mas é por essa razão que na década de 60, quer dizer 1960 até 1969, o Senhor começou a derramar do seu espírito sobre crentes que nós chamamos de tradicionais, quer dizer, crentes que não criam no batismo com o Espírito Santo. Compreenderam?
Eles não criam no batismo com o Espírito Santo, mas o Senhor resolveu batizá-los com o Espírito Santo.
E foi isso que deu surgimento a muitas igrejas.
Foi isso que deu surgimento ao que nós chamamos de igrejas de renovação espiritual, porque eles foram renovados ao receberem o batismo com o Espírito Santo.
Eles quem?
Servos, individualmente. Então eles deixaram as suas igrejas tradicionais, e criaram igrejas renovadas. Era a designação dada naquela época.
E nós nos beneficiamos desse grande derramamento do Espírito na década de 60.
Então, em 1967, 68, ALGUNS SERVOS, POUCOS SERVOS, MENOS DE DEZ foram batizados com o espírito santo aqui em vila velha e começaram então a buscar a direção do senhor.
Começaram a ouvir aquilo que o Senhor começou a lhes falar através dos dons espirituais. Era algo novo.
E então eles pensaram. Bem, agora nós temos batismo com e Espírito Santo, temos dons espirituais…. Devemos PROCURAR UMA IGREJA PENTECOSTAL qualquer, não é? E nos unirmos a elas. Ou algumas igrejas renovadas.
Foi quando o Senhor começou a lhes falar e disse que não queria isso. Compreenderam? O Senhor nos contrariou. Diz, não, não quero isso.
EU QUERO CONTAR COM UM POVO DISPOSTO A ME OUVIR E ME OBEDECER. Está claro?
E mais, ele falou UM POVO DISPOSTO A ME CONSULTAR em todas as decisões importantes, a me ouvir e a obedecer.
Isso era algo assim novo, absolutamente novo para aquele grupo. NÃO PARA AQUELES que tinham vivido em 1915, 1925. Eles tiveram essa experiência, mas perderam, compreenderam?
Mas o senhor disse, não! Eu continuo interessado em contar com o povo disposto a me consultar, ouvir e obedecer.
E ESSA PASSOU A SER A GRANDE CARACTERÍSTICA DA OBRA DO SENHOR EM NOSSO MEIO.
E no início, então, o Senhor começou a nos ensinar a consultar, ensinar a ouvir, a discernir, a interpretar os dons e a obedecer.
Essa última lição foi a mais difícil. O senhor ficou uns 10 anos nos revelando mensagens a respeito da IMPORTÂNCIA DE OBEDECER. OBEDIÊNCIA, OBEDIÊNCIA, OBEDIÊNCIA, OBEDIÊNCIA, OBEDIÊNCIA.
Porque para nós era difícil, nós não tínhamos a cultura de obedecer, tínhamos a cultura somente de ser abençoados.
Queríamos ir para um culto e sentir a presença do Senhor e nos alegrar e chorar e glorificar. E o senhor falava, meus servos, quero isto, isto, isto. Aleluia, aleluia! Esqueciam tudo o que o senhor tinha falado. Eu presenciei isso, eu fiz parte dessa tal renovação e eu frequentava os meios pentecostais, eu conheci tudo isso.
Eles se alegravam muito quando o senhor falava, mas cinco minutos depois já tinham esquecido tudo o que o senhor tinha dito.
Se o senhor dissesse, quero uma evangelização nessa região, eles diziam, aleluia, aleluia, o Senhor quer salvar vidas. E não praticavam, não faziam a evangelização que o senhor havia revelado, compreenderam?
Mas em nosso meio, o senhor disse: não! EU EXIJO OBEDIÊNCIA.
Eu me lembro, foi mais ou menos em 1970 ou 71, não importa a data exata, mas chegou aqui ao Maanaim.
Maanaim era muito pequenininho, né? Eu acho que só comportavam umas 300 pessoas na época.
E chegou um pastor batista de renovação, ou seja, aqueles batistas que tinham sido batizados com o Espírito Santo e tinham dons espirituais. E ele disse aos nossos pastores, o Senhor me enviou aqui para entregar uma mensagem a vocês. Nós desconfiamos de gente de fora.
Os nossos pastores se reuniram, éramos pouquinhos. E perguntamos, senhor: esse homem tem mesmo a mensagem da tua parte para nós? E o senhor disse: sim, ouvi-o.
Tá bom, então, desconfiados, preocupados, demos a palavra a ele. E o que é que ele nos falou? Ele disse: quando, há uns oito, nove anos, nós, no nosso meio de renovação, recebemos, começamos a receber o batismo com o espírito e os dons espirituais, nós… o Senhor começou a operar de uma maneira maravilhosa em nosso meio. O Senhor nos dirigia, nos orientava na evangelização, nós obedecíamos e tínhamos resultados e contou casos.
Mas depois de alguns anos, nós entendemos que já sabíamos como realizar a obra de Deus. Não precisávamos estar consultando o Senhor. Na Bíblia temos todas as instruções, não precisamos mais ouvir o Espírito Santo. E o que aconteceu? O Senhor parou de falar em nosso meio, parou de nos orientar e o Senhor me mandou aqui para dizer a vocês que se vocês pararem de ouvi-lo e obedecer as suas orientações, o Senhor vai rejeitar vocês, vai levantar um outro povo disposto a ouvir e obedecer.
Levamos um susto e foi muito bom. Porque compreendemos que realmente estávamos no caminho certo e tínhamos de vigiar para não perder essa oportunidade que o Senhor estava nos dando. E então o Senhor continuou a operar e a nos revelar formas de evitar problemas que ocorreram nesses outros meios que tiveram experiências com dons espirituais.
Em geral havia problemas com relação a DONS ESPIRITUAIS. Por quê? Porque alguns dons não se cumpriam. Ou seja, não eram do Senhor.
E para nós era uma surpresa. E os nossos chamados “profetas”, eles se julgavam infalíveis. Eles não admitiam que ninguém questionasse uma profecia ou uma visão, uma revelação que eles tiveram. Eles se sentiam ofendidos. “Você está duvidando de que eu sou um profeta do Senhor?”
Compreenderam?
Ou seja, eles eram profetas soberbos, vaidosos, orgulhosos. E nós descobrimos que a vaidade, a soberba, o orgulho são fruto da carne, não do espírito.
Então como é que é possível uma pessoa ser usada em dons e manifestando o fruto da carne?
Compreenderam?
Então, se ele era alguém realmente usado pelo Senhor, tinha de manifestar o fruto do Espírito Santo, humildade, SUBMISSÃO AOS PASTORES, como a palavra de Deus nos orienta, não é verdade?
Então, aí o Senhor nos mostrou que nós devemos confirmar a origem dos dons.
Deveríamos usar o dom que se chama DISCERNIMENTO DE ESPÍRITOS.
E os irmãos vão ouvir mais a esse respeito. Discernimento.
“Não, esse dom não é do Senhor. Vamos confirmar? Vamos clamar para o Senhor nos falar pela palavra”.
Porque aí o Senhor nos revelou que nós podíamos CONSULTAR A PALAVRA. Ele confirmaria a origem do dom espiritual.
Isso ocorreu numa ocasião em que houve um conflito entre os pastores sobre se alguém deveria ser realmente ungido para o Ministério da Palavra ou não. Não havia acordo. Aí o senhor falou em profecia e disse, meus servos, clamem pelo sangue de meu filho e abram a palavra e eu mostrarei se realmente eu escolhi esse servo para o Ministério.
Isso era algo novo, todos se surpreenderam.
Abram a palavra, põem o dedo na Bíblia e leiam o versículo. E eu falarei.
Foi a primeira experiência. Não me lembro o ano, talvez 1969 ou 70. E então todos obedeceram, abriram e ficaram maravilhados a respeito de como o senhor falou de uma maneira clara. “Sim, eu escolhi”. Sim! E impuseram as mãos sobre ele, etc. De uma forma absolutamente clara.
E aí o senhor falou em profecia. Todas as vezes em que houver qualquer dúvida a respeito da origem de um dom, clame, abra a palavra e eu falarei.
Então foi aí, NA PRÁTICA que o senhor, ou NA EXPERIÊNCIA DIÁRIA que o senhor começou a nos ensinar a respeito do poder do sangue de Jesus, da consulta-palavra.
Sobre o CLAMOR PELO SANGUE, também a mesma coisa, desde o início do século XX, que nossos irmãos tinham aprendido a clamar pelo sangue, em outros meios, nos meios chamados pentecostais. Mas ao longo dos anos a maioria se esqueceu dessa revelação.
Mas o Senhor então nos ensinou a clamar, mas de uma forma sistemática para buscar comunhão No início de cada reunião, no início de cada culto, o Senhor revelou que através da operação do sangue de Jesus, Ele nos garantiria aquilo que está escrito em Hebreus, capítulo 10: temos acesso ao trono da graça através do sangue de Jesus. Este novo e vivo caminho.
Então, amados irmãos, o senhor foi nos ensinando como evitar os problemas que surgiram em nós, em outros meios.
E É POR ISSO QUE NÓS PRATICAMOS TODOS ESSES ENSINAMENTOS ESQUECIDOS POR OUTROS GRUPOS.
E o senhor continuou a nos orientar, falou a respeito de um grupo de intercessão. Os irmãos já sabem o que é o grupo de intercessão, irmãos edificados, irmãos usados nos dons espirituais, que confirmam dons que dizem respeito à igreja, dons que contêm uma orientação para um membro da igreja.
E aprendemos a ter cuidado com o uso dos dons espirituais.
O Senhor nos ensinou que o dom não pertence à pessoa, a pessoa não faz o que quer com o dom. Eu tenho um sonho, eu tenho uma visão sobre um irmão da igreja. Eu não posso ir para o irmão e dizer eu tive um sonho com você, tive uma visão com você. Mas todos vocês já sabem disso, né? Vocês devem levar o dom para o pastor.
E se algum irmão que vocês conhecem, que é muito espiritual, que é muito usado pelo Senhor, chegar e dizer, eu tive um sonho com você, o que é que vocês vão dizer? Não quero ouvir, conte para o pastor. Compreenderam?
Porque se você começa a ouvir o que o irmão vai lhe contar, isso vai lhe perturbar espiritualmente. E em primeiro lugar já é uma desobediência à orientação do Senhor.
E por que eu digo isso? Para proteção de vocês, para vocês não serem perturbados por dons espirituais que não vêm do Senhor.
Às vezes até vêm, mas a pessoa que teve o dom não teve o discernimento. E tão importante quanto o dom é o discernimento do dom, não é verdade? Porque às vezes não é a orientação que vem através do dom, não é aquilo que parece à primeira vista.
Mas não vamos entrar em detalhes porque teremos uma aula sobre esse assunto: aperfeiçoamento dos dons.
Culto profético, foi mais ou menos em 1985 que o senhor revelou: vou lhes ensinar uma melhor maneira de evangelizar.
Aí o senhor mostrou que devíamos convidar as pessoas para o culto e o senhor revelaria os segredos do coração dos visitantes.
E eles glorificariam a Deus e diriam, Deus de fato está em vosso meio, como está escrito em 1 Coríntios capítulo 14, assim eram os cultos na igreja primitiva.
Na verdade, quem ainda não conhece, a terminada aula abra 1 Coríntios capítulo 14, versículos 24, 25, 26, etc.
E nós vimos como todas as orientações que o senhor nos dava ao longo dos anos resultavam em bençãos, resultavam em segurança no entendimento da vontade do senhor e em resultados abençoados em termos de edificação da igreja.
Mas, outro tema que o senhor nos ensinou, desde o início, que a obra que o Espírito Santo realizava era no corpo. Corpo, queremos dizer o quê? O que é que é corpo pra nós? É uma igreja ligada ao cabeça, concordam que o corpo tem que ser ligado ao cabeça. Quem é o cabeça do corpo? O Senhor Jesus.
Se o corpo teoricamente está ligado a Jesus, é suficiente? Não é a igreja dizer não? Jesus é o cabeça desta igreja. Basta dizer nisso e crer nisso? Ou é preciso praticar, é preciso experimentar receber as orientações que vêm do cabeça?
Cabeça, naquela época e até hoje, é a parte, parte do corpo, podemos dizer, que dirige o corpo, que dá todas as ordens para o movimento de todos os membros do corpo, não é verdade? Até aquelas ordens automáticas, que não dependem da nossa vontade. A cabeça faz funcionar o coração e tal, e outros órgãos. Nós nem sabemos o que está acontecendo.
Então, amados irmãos, quando falamos de corpo de Cristo, obra no corpo de Cristo. Nós estamos falando de uma igreja submissa ao Cabeça, que é o Senhor Jesus.
QUANDO FALAMOS DE CORPO, FALAMOS DAQUI DE UM POVO QUE OBEDECE ÀS ORIENTAÇÕES DO CABEÇA. UM POVO DISCIPLINADO, QUE EXECUTA AS FUNÇÕES QUE O SENHOR DETERMINOU PARA ELE.
O Senhor me escolheu para ser DIÁCONO, aí o que aconteceu? Houve uma imposição de mãos e eu recebi a graça do Senhor, a unção necessária para exercer o diaconato, sabiam disso? E a partir daí EU ME LIMITO A EXERCER AQUELAS FUNÇÕES. ME LIMITO A EXERCER AS FUNÇÕES QUE O PASTOR VAI ME ORIENTAR. ISSO É DISCIPLINA.
O senhor lhe escolheu para ser PROFESSORA DE ESCOLA DOMINICAL. Você vai receber uma imposição de mão. Naquele momento, a imposição vai receber a graça necessária para exercer aquela função. E VOCÊ VAI SE LIMITAR A ESSA FUNÇÃO. VOCÊ NÃO VAI QUERER CONTROLAR O QUE O DIÁCONO ESTÁ FAZENDO, CENSURAR O PASTOR, “Ó, O PASTOR ESTÁ ERRADO”. Não.
A MINHA FUNÇÃO É SER PROFESSORA DE ESCOLA DOMINICAL. VOU ME LIMITAR A ISSO.
Alguns irmãos, às vezes acontece, não sei se já tiveram essa experiência, que ACHAM QUE TEM A FUNÇÃO DE SEREM SENSORES, CRÍTICOS DE TUDO NA IGREJA. MAS NÃO EXISTE ESSA FUNÇÃO NO CORPO, SABIAM? Amém.
Eu sei que todos vocês sabem, né? Mas é sempre bom lembrar.
SE APARECER ALGUM IRMÃO QUE ACHA QUE TEM A FUNÇÃO DE SER O SUPERVISOR DE TUDO QUE ACONTECE NA IGREJA: CONTROLAR, CRITICAR… ENTÃO PODE TER CERTEZA QUE É INVENÇÃO DELE.
Isso não partiu do Senhor, amém?
QUANDO NÓS VEMOS ALGUMA COISA QUE NÃO ESTÁ BEM, NA IGREJA – isso pode acontecer – eu percebo que o diácono está indo além daquilo que o Senhor revelou, não é? Além da sua função.
Então, SE O SENHOR ME PERMITIU DISCERNIR ISSO, É PARA QUÊ? PARA QUE EU ESTEJA ORANDO POR ELE, COMPREENDERAM? AÍ VOCÊ VAI TER UMA EXPERIÊNCIA DE COMO O SENHOR OUVE AS ORAÇÕES.
Ore regularmente, firme, você vai ver a resposta do Senhor.
Então, amados irmãos, isso tudo se aplica também à vida dos pastores.
OS PASTORES também vivem o corpo, também tem essa experiência com esta vida em comunhão com o corpo de Cristo. Como isso?
Todos os nossos pastores, os irmãos sabem, têm comunhão com os demais pastores, não é verdade? Todos os nossos pastores têm comunhão com o conselho da igreja que o Senhor levantou para tomar decisões que se aplicam a todas as igrejas.
ISSO É UMA BENÇÃO MARAVILHOSA, AMADOS IRMÃOS. ISSO NÃO EXISTE NO MUNDO.
Por exemplo, quando o Senhor revelou o culto profético, isso não ficou sendo a experiência de um pastor, um iluminado, um grande pastor.
Se isso acontece lá nos Estados Unidos [outras igrejas], sabe qual é o resultado? Que aquele pastor começa a ter uma grande bênção na sua igreja. E a igreja começa a prosperar. Isso é ótimo. Ele escreve logo um livro. e ganha uma fortuna de copyright. Como Deus me usa no ministério. Como Deus abençoa a minha igreja. Compreendeu?
AQUI apenas nós, pastores, não temos essa possibilidade. Por quê?
Porque quando o senhor resolve revelar uma forma de atuação que vai ser uma benção para a minha igreja, como o caso do culto profético, aí o senhor diz, não, eu quero que todas as minhas igrejas pratiquem o culto profético.
Então, todas as igrejas são beneficiadas. Todas as igrejas são edificadas. Todos os pastores, podem dizer, o senhor está operando com poder na minha igreja. Todos.
ENTÃO, NINGUÉM SE DESTACA, NÃO É? UM QUE SEJA MAIS IMPORTANTE DO QUE O OUTRO. Todos são usados pelo senhor.
Então, amados irmãos, ESSA É A BENÇÃO DE NÓS VIVERMOS COMO CORPO. E a benção de nós termos um grupo de intercessão, que nós chamamos de CONSELHO PRESBITERAL, que está sempre consultando assuntos que dizem respeito a todas as igrejas.
Muito bem.
O Senhor começou a Já no início da década de 70, o senhor disse que se nós fôssemos obedientes a esta obra que ele estava realizando em nosso meio, pelo seu espírito, se espalharia por todo o Brasil.
Uma irmã nossa que eu estive conversando, era uma dessas pioneiras, ela dizia, hein, era difícil crer, NÓS ÉRAMOS ASSIM, 20 PESSOAS, 30 PESSOAS, como é que é uma obra? Como é que nós vamos ser usados? Nós não temos nenhum grande homem de Deus em nosso meio, não temos um famoso evangelista? Ih, vai ser difícil, né?
Ela disse que duvidou um pouquinho, né? Como é possível isso?
E nós vimos como talvez 15 anos depois, a obra já tinha espalhado por todo o Brasil.
Em 1975, o senhor começou a dar, ou antes, em 1974, o senhor deu as primeiras revelações a respeito da OBRA NO EXTERIOR. O senhor disse que a obra ia se espalhar pelo exterior. Nós não tínhamos igreja em lugar nenhum do exterior. Não havia nada. E em 1976, a obra começou no exterior. E daí começou a se espalhar, se espalhar, e os irmãos sabem, como hoje nós já alcançamos mais de 90 países.
Depois os irmãos contem ali no giro pelo mundo, acho que é entre 90 e 95, atualmente.
Onde temos igrejas, que igrejas temos lá? Maranata? Não!
Às vezes os pastores lá da Rússia perguntam, estou com vontade de botar o nome da minha igreja para Maranata, o que você acha? Não, mude não, mude não. O importante não é o nome, não é o título, O IMPORTANTE É QUE VOCÊ ESTEJA VIVENDO A NOSSA DOUTRINA, A DOUTRINA REVELADA PELO ESPÍRITO SANTO e que vivamos em comunhão com os outros.
Por quê? PORQUE É BOM E AGRADÁVEL AO SENHOR QUE OS IRMÃOS VIVAM EM UNIÃO.
E nós vivemos em unidade espiritual com esses irmãos.
Eu particularmente me relaciono com cerca de 180 pastores em cerca de 17 países.
Pastor Gilson, sei lá, com uns trinta e tantos países e outros pastores que agora estão cuidando de 12 a 15 países da Ásia.
E nós realizamos reuniões regularmente com esses grupos.
Eu, antes de ter maiores responsabilidades, até dois meses atrás, realizava cinco a seis reuniões de uma hora e meia cada um com grupos em todos esses países que eu mencionei, os da minha responsabilidade.
Então, são irmãos que vivem em comunhão conosco.
Então, vou dar um testemunho em um minuto, se os irmãos permitem.
Por exemplo, para os irmãos terem uma ideia de como são essas reuniões com pastores de outros países, igrejas de outros países, nós estávamos reunidos com os sete pastores de Israel.
Muito bem, estávamos aí, oramos, oramos pelas necessidades deles, eles oram por nós e TRANSMITIMOS UM PONTO DE DOUTRINA.
MAS QUANDO ORÁVAMOS POR UM PASTOR QUE PEDIU ORAÇÃO PORQUE QUERIA COMEÇAR UMA CASA DE REABILITAÇÃO DE DROGADOS, oramos, aí o senhor falou algo totalmente diferente.
O senhor disse, A MINHA PRIORIDADE NA SUA IGREJA É RECONCILIAR DOIS GRUPOS QUE NÃO SE FALAM.
Aí falamos… nós não conhecemos a igreja deles. Aí dissemos: ó, o senhor revelou isso.
Aí ele disse: não, é verdade, eu tenho esse problema. Dois grupos têm uma inimizade séria entre si, não se cumprimentam e eu já fiz tudo possível para reconciliá-los e não consigo.
Aí dissemos, então vamos perguntar ao senhor o que é que você deve fazer. Os irmãos concordam?
Oramos, aí imediatamente o Senhor disse: separem um grupo para orar, jejuar durante uma semana. Jejuns como nós fazemos, até o meio dia. Durante uma semana e madrugadas, durante toda semana, por esse problema.
E o senhor disse: e eu resolverei o problema. Maravilha, né?
Aí dois meses depois nos reunimos com ele. Numa outra reunião dessas e todos curiosos.
Então, como é que vai a sua igreja, aquele problema? Ele disse: ah, vocês não vão acreditar!
Depois que eu obedeci exatamente o que o senhor falou, depois daquela semana de madrugadas e oração, os dois grupos começaram a se falar, se reconciliaram naturalmente. Eu não fiz nada.
Os irmãos entenderam o que é comunhão espiritual?
Ou é melhor ter o mesmo nome, Maranata? Eu posso exigir a eles.
Ah, vocês só põem o nome Maranata, porque senão… Compreenderam, irmãos?
O QUE É QUE DEUS ESTÁ QUERENDO? QUE OS IRMÃOS VIVAM EM COMUNHÃO, UNIÃO ESPIRITUAL, oração, orando uns pelos outros.
Vamos estar de pé, vamos glorificar o Senhor.