IGREJA CRISTÃ MARANATA E O DIA DAS CRIANÇAS: A GLÓRIA SEM COMPAIXÃO
IGREJA CRISTÃ MARANATA E O DIA DAS CRIANÇAS: A GLÓRIA SEM COMPAIXÃO
Análise crítica da EBD/ICM de 12/10/2025
Quando a “igreja fiel” fala de ver a glória de Jesus, mas fecha os olhos para as crianças que Ele amou.
Introdução
No Dia das Crianças (12 de outubro de 2025), a Igreja Cristã Maranata (ICM) suspendeu momentaneamente sua sequência de aulas sobre o Apocalipse, mas manteve o tema central que tem se repetido há meses: “a glória de Jesus”.
A Escola Bíblica Dominical (EBD) foi conduzida por Alexandre Gueiros, com participações de Wallace Rozetti e Diniz Cypreste — ambos apontados como possíveis nomes para a vice-presidência da instituição, cargo que segue vago desde julho, em descumprimento do próprio estatuto da igreja.
A EBD deste domingo foi transmitida em rede mundial pelo canal oficial da ICM:
🔗 Igreja Cristã Maranata – EBD 12/10/2025
Enquanto o país celebrava um dia dedicado às crianças, a Maranata falou de “lampejos da glória divina”, sem uma única palavra sobre as crianças da Terra — especialmente as milhares que vivem em abrigos, abandonadas, maltratadas ou esquecidas.
E o contraste torna-se ainda mais evidente quando se lê a Circular 106/25, emitida pelo Conselho Presbiteral, que trata justamente da “evangelização infantil” no mês de outubro — mas com um enfoque meramente litúrgico e estético, sem qualquer compromisso social ou humanitário.
1. A teologia da contemplação: fé sem obediência
Alexandre Gueiros iniciou a EBD afirmando que “quanto mais conhecemos o Senhor Jesus, mais o amamos”, apoiando-se em João 1 e 17.
Contudo, o “conhecer” bíblico não é apenas racional ou contemplativo, mas ético e relacional:
“²¹ Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado por meu Pai, e eu também o amarei e me manifestarei a ele. (João 14:21.)”
A Maranata, porém, insiste em uma espiritualidade emocional e mística, que substitui o discipulado prático pela contemplação da “glória”.
É um evangelho de espetáculo, não de serviço.
Na contramão do ensino de Jesus, a instituição fala de amor a Deus enquanto movimenta ações judiciais contra ex-membros, inclusive recorrendo para aumentar indenizações já concedidas.
Como lembrou o apóstolo João:
“²⁰ Se alguém disser: Amo a Deus, e odiar a seu irmão, é mentiroso; pois aquele que não ama a seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê.
²¹ Ora, temos, da parte dele, este mandamento: que aquele que ama a Deus ame também a seu irmão.”
(1 João 4:20,21.)
2. O púlpito como ensaio político
A escolha de Wallace Rozetti e Diniz Cypreste como preletores não parece ter sido casual.
A propósito, Wallace Rozetti é um homem carismático e um bom vendedor, pois consegue se sair muito bem vendendo HINODE. Mas, o que diz a revista EXAME sobre Hinode?
Hinode: bilhões em perfumes, marketing multinível e autoajuda
Fundada em 1988, numa garagem na zona norte de São Paulo, a marca passou anos como uma pequena empresa. O crescimento veio depois que a companhia aderiu ao controverso modelo do marketing multinível, muitas vezes usado por esquemas de pirâmide financeira. Neste sistema, os vendedores ganham não só pela venda de produtos, mas também pela indicação de novos vendedores.
(https://exame.com/negocios/hinode-bilhoes-em-perfumes-marketing-multinivel-e-autoajuda/)
Já Diniz Cypreste é o pastor que disse que se houve corrupção na liderança da igreja, a culpa é do membro que não orou.
É também o pastor que consulta a Deus pela bibliomancia para saber se deve processar ex-membros, mesmo sabendo que isso é repudiado pelo apóstolo Paulo na sua primeira carta aos Coríntios, no capítulo 6.
Mas, tanto Wallace Rozetti como Diniz Cypreste são nomes cotados para a vice-presidência, e sua participação na EBD — diante de toda a membresia mundial — soou como ensaio político e simbólico.
A EBD, que deveria ser espaço de edificação espiritual, converteu-se em vitrine de sucessão institucional e teste vocacional.
A ausência de menção ao nome de Albert Bitran, genro de Gedelti Gueiros, reforça a hipótese de que a liderança está testando nomes para agradar a resistência do Conselho Presbiteral, enquanto prepara o terreno para manter a dinastia dos Gueiros.
Quando a teologia é instrumentalizada para legitimar poder, o altar se torna palanque e o evangelho se transforma em marketing religioso.
3. Exclusivismo e idolatria institucional
Em sua fala, Diniz Cypreste afirmou:
“Hoje o mundo está vivendo um evangelho, um evangelho que não crê mais nem em eternidade, nem na volta do Senhor Jesus, mas tem uma igreja que crê, crê no evangelho, crê na palavra. E ela se prepara para esse momento, no arrebatamento, quando encontrarmos com o Senhor, que visão gloriosa que nós teremos do nosso Salvador.
É isso que o mundo não crê, mas a igreja que crê está contemplando esta glória…”
Pergunta-se: qual a única igreja no mundo que passa quase dois anos falando do livro do apocalipse de modo contemplativo, sem enfrentar o que o livro apresenta para o fim dos tempos?
As palavras de Diniz Cypreste sintetizam a velha retórica exclusivista da Maranata: “nós” somos a igreja fiel; “os outros” vivem um evangelho imperfeito.
O discurso prossegue dizendo que a ICM é o “corpo vivo de Cristo”, onde o necessitado entra e “percebe que Deus está neste lugar”.
Mas a Bíblia não vincula a presença de Deus a uma instituição, e sim à comunhão de quem vive o amor:
“Onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou no meio deles.” (Mt 18:20)
Na Maranata, o “necessitado” não é o pobre ou o órfão, mas o fiel carente de experiências místicas, dependente das “revelações” e “dons espirituais” que o prendem ao sistema.
Enquanto isso, os necessitados reais — famintos, doentes, abandonados — continuam invisíveis.
4. O Dia das Crianças e o silêncio cúmplice da igreja
A Circular 106/25 sobre o mês das crianças mostra o tipo de evangelização praticada pela ICM:
O texto fala em “mostrar que a porta da salvação ainda está aberta”, mas ignora as portas fechadas das casas de acolhimento e os corações partidos das crianças abandonadas.
É um cristianismo de discurso — sem amor, sem compaixão, sem misericórdia, sem encarnação, sem cruz.
Enquanto a Maranata exalta a glória de Jesus, há crianças que esperam apenas um lar.
E é sobre isso que tratam os vídeos que indicamos a seguir — obras jornalísticas que retratam o drama da infância abandonada e a ausência da igreja onde ela mais é necessária.
5. Vídeos que revelam a realidade ignorada pela ICM
Mesmo sem exibir trechos, é importante conhecer e refletir sobre essas reportagens — verdadeiros retratos da “glória que a igreja não quis ver”.
🎬 1. Como e por que uma criança vai parar em um abrigo?
Mostra como o Conselho Tutelar e o sistema de acolhimento agem quando o lar deixa de ser um ambiente seguro.
Comentário: Enquanto a Maranata fala em “ver a glória de Deus”, o evangelho convida a ver o sofrimento humano. O verdadeiro clamor espiritual seria perguntar: “Senhor, onde estão as Tuas crianças hoje?”
🎬 2. Caminhos da Reportagem – Histórias de Abrigo
Revela histórias de jovens que crescem em instituições e enfrentam o mundo sozinhos ao completar 18 anos.
Comentário: Quando o Estado os abandona, onde está a igreja? O amor cristão não se mede em profecias, mas em presença e cuidado.
🎬 3. Jovens vivem em abrigos até os 18 anos
Expõe o drama de quem sai dos abrigos sem preparo emocional ou apoio social.
Comentário: A ICM poderia usar parte de seus recursos para criar um lar de transição. Mas prefere investir em mídia, estrutura e viagens, chamando isso de “obra revelada”.
🎬 4. A vida das crianças que vivem em abrigos
Apresenta a realidade de milhares de menores afastados de suas famílias por abandono ou violência.
Comentário: Jesus disse que a verdadeira religião é “visitar os órfãos e as viúvas” (Tg 1:27). Uma igreja que ignora isso não é corpo de Cristo — é apenas corpo institucional.
🎬 5. Mais de 5.500 crianças e adolescentes vivem em abrigos à espera de uma família
Retrata o cotidiano de crianças que envelhecem em abrigos e perdem a esperança de adoção.
Comentário: Enquanto os pequenos pedem amor, a Maranata pede fidelidade à instituição. É o oposto do evangelho.
🎬 6. Crianças abandonadas em abrigos
Mostra a realidade de meninos e meninas vítimas de pais usuários de drogas e famílias desestruturadas.
Comentário: Se Jesus estivesse fisicamente entre nós hoje, provavelmente estaria nesses abrigos — e não nos púlpitos luxuosos das igrejas que dizem segui-Lo.
🎬 7. Famílias acolhedoras: amor temporário que transforma vidas
Apresenta o modelo de famílias acolhedoras, que recebem crianças provisoriamente até decisão judicial.
Comentário: Eis o tipo de “glória” que o evangelho reconhece — a glória da solidariedade. “Quem acolher uma criança em meu nome, a mim acolhe.” (Mc 9:37)
🎬 8. Famílias que adotam bebês gerados por usuárias de drogas
Relata o trabalho de abrigos que acolhem bebês nascidos de mães dependentes químicas.
Comentário: Esses projetos mostram fé com obras. Já a ICM, com cofres cheios e corações vazios, fala de amor, mas não ama.
🎬 9. Orfanato Evangélico das Assembleias de Deus – Bahia
Apresenta a história do Orfanato Evangélico das Assembleias de Deus, fundado em 1950, mantido por ofertas voluntárias.
Comentário: Aqui se vê o verdadeiro evangelho em prática. O amor de Cristo se transforma em abrigo, alimento, educação e esperança. Essa é a glória que o mundo precisa ver — e que a Maranata insiste em esconder atrás de cortinas de “revelação”.
6. Imunidade tributária e omissão moral
A Constituição concede imunidade tributária às igrejas para que possam servir à sociedade.
Quando uma instituição religiosa se beneficia desse privilégio, mas não devolve à comunidade em forma de serviço, ela se torna moralmente devedora, ainda que legalmente isenta.
A ICM, com sua estrutura milionária, poderia transformar parte de suas rendas em casas de acolhimento, creches e programas de reinserção social.
Mas prefere gastar recursos com eventos, viagens e marketing.
É uma fé sem obras, uma glória sem compaixão.
Conclusão
No Dia das Crianças, a Maranata falou sobre “a glória de Jesus”, mas não mostrou a glória do evangelho.
Enquanto milhares de pequenos buscam um lar, a igreja que se autodenomina “corpo vivo de Cristo” permanece indiferente, contemplando a própria imagem no espelho da religiosidade.
A verdadeira glória de Cristo não está nas visões do Apocalipse, mas na encarnação do amor.
Está nas mãos que acolhem, nos olhos que choram com os que choram, nos pés que caminham até os esquecidos.
Está nas igrejas e nas pessoas que fazem da fé uma obra viva — como o orfanato da Assembleia de Deus da Bahia, que há décadas serve a Deus servindo aos pequeninos.
“Nisto conhecerão que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns pelos outros.” (Jo 13:35)
No Dia das Crianças, essa deveria ter sido a mensagem da igreja.
Mas, na Maranata, a glória continua sendo sem compaixão.
DEGRAVAÇÃO DA EBD
00:00:00 Alexandre Gueiros
Saúdo os queridos irmãos e os amigos que nos visitam com a paz do Senhor Jesus.
Para nós é uma bênção e uma alegria estarmos em comunhão com todos vocês que nos ouvem e nos veem nesta transmissão.
Vamos dar continuidade a uma série de estudos que temos feito a respeito da glória do Senhor Jesus, da pessoa do Senhor Jesus, para que todos possamos, conhecendo-o mais, amá-lo mais.
Quanto mais nós conhecemos o Senhor Jesus, o resultado é esse. Naturalmente passamos a amá-lo mais, por tudo o que ele representou para nós e tudo o que ele representa hoje para a sua igreja, por ter realizado plenamente aquela obra fundamental, indispensável para a nossa salvação.
Na escola bíblica de hoje estaremos fazendo uma conexão entre os estudos que temos feito, baseados no livro de Apocalipse, e o Senhor Jesus visto nos Evangelhos, como ele se revelou aos seus apóstolos. E nós veremos naturalmente como ele se revela a nós hoje.
A esse respeito, eu gostaria de dar início a essa Escola Dominical, lendo o Evangelho de João, no qual ele, no capítulo 1, fala a respeito do Senhor Jesus, o Filho Eterno de Deus, o próprio Deus, que se fez homem e habitou entre nós. Ele dá início ao seu evangelho no capítulo 1, dizendo que no princípio era o verbo, que é o filho eterno de Deus. E o verbo estava com Deus e o verbo era Deus.
E no capítulo 14, gostaria que todos estivessem lendo comigo, nós lemos o seguinte:
E o verbo (ou seja, o Filho eterno de Deus se fez carne, ou seja, se fez homem) e habitou entre nós e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.
Amados irmãos, João, como os demais apóstolos, pôde conviver durante três anos com o Senhor Jesus e presenciar tudo aquilo que o Senhor Jesus realizou no seu ministério público.
João pôde contemplar todas aquelas manifestações breves, limitadas, parciais da glória de Deus. Mas ele não sabia que um dia ele teria o privilégio de contemplar na sua plenitude a glória do Senhor Jesus. E é por isso que ele escreveu este versículo aqui: “E o verbo se fez carne. E vimos a sua glória”.
E tudo indica, e nós chegamos a uma conclusão, que é bem plausível, de que João tinha a impressão de já ter contemplado toda a glória do Senhor Jesus: “vimos a sua glória”. Mas ele provavelmente não sabia, mas passaria a saber quando fosse arrebatado em espírito no dia do Senhor, quando Ele pôde então contemplar toda a glória do Senhor Jesus.
A glória que Jesus possuiu antes da fundação do mundo e que deixou na eternidade quando se fez homem para habitar entre nós, sem aparência, sem formosura, sem nada exterior que nos atraísse a Ele.
E é isso que nós vamos estar vendo, analisando durante a escola bíblica de hoje, as manifestações parciais, temporárias, breves da glória do Senhor Jesus ao longo do seu ministério público.
Poderíamos glorificar o Senhor neste momento.
[louvor]
00:05:14 Wallace Rozetti
Nós saudamos a todos os nossos irmãos com a Pai do Senhor e dando sequência àquilo que nós já ouvimos no início, nós vamos falar um pouco dessa glória do Senhor que a nós, que aos discípulos, foi revelada e a nós também como igreja, né?
E vamos examinar primeiramente, examinar esses momentos em que a glória do Senhor foi parcialmente vista por João e pelos demais apóstolos.
Primeiramente, vejamos como Jesus havia desfrutado da glória devida a Deus, a glória que Ele havia compartilhado com o Pai antes da fundação do mundo.
Em João 17, verso 5, a palavra de Deus diz: “agora, glorifica-me tu, ó Pai, junto de ti mesmo, com aquela glória que tinha contigo antes que o mundo existisse”.
Então a palavra do Senhor fala a respeito dessa glória, e não há dúvida que tinha direito a essa glória, pois ele é Deus, que existe desde a eternidade. Pelas suas palavras, vimos como ele se identificava com o Pai.
João 8:58 diz assim: “disse-lhe Jesus, em verdade, em verdade vos digo que antes que Abraão existisse, eu sou”.
Lembra-nos, por certo, quando o Senhor fala com Moisés, né? Quando Moisés pergunta o seu nome e o Senhor disse a ele, eu sou o que sou, ou seja, eu sou o eterno, né? Eu sou aquele que não há sombra, nem variação, nem passado, nem futuro. Ele é esse Deus imutável, né? O Senhor mandou Moisés dizer à faraó, eu sou, me enviou a voz, né? Que maravilha, louvado seja o nome do Senhor.
Mas vejamos agora como Jesus se mostra, mostra essa glória através do seu poder. Isso foi claramente visto no poder da palavra de Jesus, quando os soldados vieram prendê-lo, naquele momento que ele estava para ser julgado. E a palavra relata em João 18, falando a respeito assim, quando pois Jesus, ele disse: “eu sou”! Eles recuaram e caíram por terra.
Em outra ocasião, no Mar da Galileia, quando surgiu aquela tempestade, os apóstolos ficaram preocupados, vamos perecer, a palavra de Deus diz que o Senhor veio e Ele Ele repreendeu o vento, despertando, ele repreendeu o vento e disse ao mar: “cala-te, aquieta-te”. E o vento aquietou e houve grande bonança, louvado seja o nome do Senhor.
E os apóstolos, surpreendidos com seu poder e autoridade, disseram, quem é este que os ventos e o mar lhe obedecem? Mais uma vez vislumbraram a glória do Senhor Jesus.
Em outras ocasiões, os discípulos viram a glória divina do seu rosto e das suas vestes. Naquele momento da transfiguração, que é relatado em Mateus 17, verso 2, diz assim: “e transfigurou-se diante deles, e o seu rosto resplandeceu como o sol, e os seus vestidos se tornaram brancos como a luz”.
Mas essa visão gloriosa do Senhor durou breves momentos. Tratava-se, mais uma vez, de um vislumbre, ou seja, uma visão parcial da glória que Ele possuíra na eternidade antes de se fazer homem. Notável, maravilhoso.
E há um louvor que nós cantamos que fala assim, quem é como tu? A tua glória, o teu céu, a tua terra, esse Deus que reina e governa a igreja com poder e glória, louvado seja. Vamos cantar esse louvor.
[louvor]
00:00:00 Diniz Cypreste
Glória a Jesus, paz do Senhor a todos.
Dando continuidade ao nosso estudo, onde estamos vendo a glória do Senhor Jesus nos Evangelhos.
É algo maravilhoso nós falarmos da glória do Senhor Jesus e foi maravilhoso para os apóstolos, para os discípulos, quando puderam contemplar a glória. Aquele que a palavra do Senhor diz que veio como homem de dores, que não havia nele beleza, nem formosura para que o desejássemos, como diz Isaías 53.
Mas em muitos momentos, e às vezes em momentos especiais, mais íntimos, Ele revela, Ele revela a sua glória, Ele mostra a sua glória. É claro que ele não mostrou toda a sua glória porque o homem natural, o homem carnal, ele não pode suportar a glória de Deus.
Isso nós veremos a glória como João viu em toda a sua plenitude depois que os nossos corpos forem transformados. Aí nós poderemos ver toda a glória do sangue ao Jesus.
Mas os apóstolos, os discípulos, puderam contemplar uma parte desta glória como um vislumbre da glória futura. E nós vemos o Pai, e isso é maravilhoso, o Pai testemunhando da glória do Seu Filho.
E nos diz a palavra do Senhor em Mateus 3:17: “Este é o meu Filho amado em quem me comprazo”. Que testemunho maravilhoso do Pai acerca do Filho. Não era um Filho qualquer, mas esse Filho era o Filho amado de Deus Pai. E o Pai está testemunhando aqui da glória dEle, porque a alegria do Pai estava nesse Filho amado.
E nisso é vista a glória do Senhor Jesus. Não havia pecado, não havia imperfeição e o Pai olhava para ele e testemunhava. É um filho amado. Ele estava ali para ser batizado, mas havia um testemunho a respeito dele. Quem é esse? Esse é o meu filho amado em quem eu tenho prazer nele. E o Senhor diz mais para revelar esta glória.
Escutai-o. Ele é meu filho amado, ouçam o que ele tem para dizer e quem pôde receber esta palavra, entender o que é essa glória. A glória de poder ouvir a palavra do verbo que se fez carne e habitou entre nós.
Porque a glória dele estava na palavra que ele trouxe da eternidade. A palavra que era ele mesmo. Então quem pôde ouvir e compreender essa palavra, pôde ver nele uma glória que o homem natural não podia ver.
Mas aqueles a quem ele se revelou, puderam entender e alcançar essa glória.
Em João 12:28, ele diz, pai, Glorifica o teu nome, então veio a voz do céu. Glorifica o teu nome, mas o nome do pai estava sendo glorificado na vida do filho.
Porque quem via o filho, como ele mesmo testemunhou, podia ver o pai. Isso não é um homem comum, mas isso é um homem que trazia sobre ele a glória de Deus pai, porque ele e o pai eram um.
Nós vemos também, além da glória que o Pai deu a ele e que o Pai testemunhou desta glória, nós vemos também a glória na ressurreição, na ressurreição do Senhor Jesus. E a princípio ela não foi compreendida pelos apóstolos, pelos discípulos, porque Jesus se revelou, e nós vamos ver aqui alguns textos bíblicos que testemunham disso, e eles não reconheceram Jesus. Eles estavam acostumados com aquele Jesus, com os pés empoeirados, cabelos, né, sofridos ali pela quela região desértica. E agora Jesus ressuscita dentre os mortos e aparece aos seus discípulos.
Nós vemos em João 20:14, diz Maria. Maria não reconheceu Jesus lá no orto. Ela olhou ali e disse assim, aonde puseram o meu Senhor? Aonde está o meu Senhor? E o Senhor estava ali diante dela. E quando ela reconhece, ela vai chamar de rabone, de mestre. Por quê? Porque aí ela pôde ver, quando ele se revelou, ela pôde ver a glória daquele que nem a morte pôde detê-lo. E aí ela pôde ver a glória daquele que havia vencido a morte.
E aí nós vemos também em Lucas 24:16, também na ressurreição, os discípulos no caminho de Emaús, os olhos deles estavam como que fechados, e eles não puderam, Jesus estava andando com eles, mas no partir do pão, eles viram na comunhão, eles viram a glória do Senhor Jesus e se maravilharam com a glória do Senhor Jesus. E depois de ver a glória do Senhor Jesus, eles voltaram para testemunhar. Ele ressuscitou.
E não precisamos dizer que aquele que ressuscitou, ressuscitou em glória.
E ainda falando sobre a ressurreição, nós vemos em João 21:4, quando ele estava ali no mar de Tiberíades, os discípulos também não reconheceram que era o Senhor Jesus, mas ele se revela a eles e eles ficam maravilhados com a presença do Senhor Jesus e a glória daquele que ressuscitou dentre os mortos.
Como nós dissemos aqui, não era ainda A glória que nós iremos contemplar na eternidade, porque eles não suportariam. Mas era maravilhoso ver Jesus ressurreto dentre os mortos. Ver Ele glorificado, porque quando Ele ressuscitou, o Pai o glorificou. Onde está a morte, o teu aguilhão? Tragada foi a morte na vitória. Era a vitória. Era um Jesus vitorioso.
E eles estavam maravilhados na ressurreição do Senhor Jesus.
A glória plena vista por João em Apocalipse foi algo ainda maior. Como nós dissemos aqui, não era João nesse corpo carnal, mas o João que o Senhor levou à eternidade, como nos levará um dia à eternidade. E a palavra do Senhor, o Senhor tinha dito a João que todos aqueles que crescem em Jesus veriam a sua glória. João 11:40, nós lemos: “disse-lhe Jesus, não te hei dito que se creres verás a glória de Deus?”
Irmãos, que coisa maravilhosa isso significa para nós. Nós hoje já estamos vendo, vislumbrando a glória de Jesus. Porque nós cremos. E esse crer é uma experiência. A experiência daqueles que conheceram o Jesus, não o histórico, mas o Jesus que ressuscitou, que ressuscitou em glória.
Então quando nós cremos, nós cremos nesse Jesus que está vivo. E quando nós encontramos com Jesus vivo, o que nós vemos é a glória que está nele, sobre ele. E isso nos deixa maravilhados.
Então ele: “Se tu creres, tu verás a glória de Deus”. Mas nós aguardamos algo ainda muito maior. Diz Apocalipse, capítulo 1, verso 13:16, nos fala que no meio dos sete castiçais, João viu aquele que tinha semelhança do filho do homem.
João também quando chega na eternidade, ele cai aos pés do Senhor. Quando ele vê o Senhor na sua glória, no seu esplendor, ele cai aos pés do Senhor.
Irmãos, essa bênção é para o que crê, é para o que teve uma experiência com Jesus. Nós hoje estamos vislumbrando a glória. Quantas vezes na sua vida o Senhor tem manifestado a sua glória, o seu poder.
E nós ficamos maravilhados com o que nós estamos vendo. Mas é mais maravilhoso ainda quando abrimos o Apocalipse e vimos o que João viu, de imaginarmos aquilo que Ele falou quando Ele disse que aquele que crê verá a glória de Deus.
Já estamos vendo, vislumbrando a glória, a manifestação do Senhor Jesus. Mas o que nós veremos não se compara com aquilo que nós estamos vendo, como não se compara com aquilo que os apóstolos viram, que os discípulos viram. Foi maravilhoso? Foi. É maravilhoso para nós? É glorioso para nós. É algo extraordinário a presença do Senhor. Nós nos deleitamos com ela, nos alegramos dela, mas isso não pode se comparar. Hoje nós não podemos ver, não suportaríamos, mas não se pode comparar com aquilo que Ele nos fará ver a todo aquele que crê nessa verdade.
Hoje o mundo está vivendo um evangelho, um evangelho que não crê mais nem em eternidade, nem na volta do Senhor Jesus, mas tem uma igreja que crê, crê no evangelho, crê na palavra. E ela se prepara para esse momento, no arrebatamento, quando encontrarmos com o Senhor, que visão gloriosa que nós teremos do nosso Salvador.
É isso que o mundo não crê, mas a igreja que crê está contemplando esta glória.
Irmãos, aquilo que nós estamos vivendo é resultado do Pentecostes, daquilo que o Espírito Santo nos deu, o Espírito Santo que veio sobre o Senhor Jesus um dia e que veio sobre a igreja, e essa igreja é o corpo de Cristo.
E lá em João, capítulo 17, no verso 22, na oração sacerdotal, oração do Senhor Jesus próximo da sua morte, ele fala desta verdade. Ele ora por nós, por todos nós, aqueles que haviam de crer nele. A oração é essa. Não só por aqueles que ele havia apascentado naqueles dias, mas por aqueles que ainda iam crer nele, eu e você. E ele ora por nós, e o pedido dele é que nós fôssemos um. Ele tá falando de corpo. É a igreja.
Que coisa gloriosa quando a glória do Senhor Jesus é vista na vida da igreja. É o seu corpo. É a sua igreja. E quando ele se revela, ele diz assim, para que? Para que sejamos um? E ele diz lá no verso 22, para que o mundo possa ver a glória dele e possa crer nele.
Irmãos, quando nós nos ajuntamos, como diz lá em 1 Coríntios capítulo 14, “um tem salmo, um tem doutrina, um tem visão, um tem revelação”, é a ação do Espírito Santo. É o Pentecostes que continua, que não acabou, mas que continua nas nossas vidas.
E quando a igreja está vivendo o Pentecostes, ela é corpo vivo. E quando ela é corpo vivo, como diz lá também, em 1 Coríntios capítulo 14, o necessitado, quando ele entra, ali tem salmo, tem visão, tem revelação, tem um corpo vivo, tem um Jesus glorioso se revelando à sua igreja através do seu Espírito Santo.
O necessitado que entra ali, Ele chega a uma conclusão. O segredo do coração dele é descoberto e ele chega a uma conclusão. Deus está neste lugar.
Irmãos, a glória não é nossa. Nós não vivemos um evangelho de grandes homens, de grandes líderes. Nós não queremos que ninguém saia impressionado com o grupo de louvor que está aqui e canta tão bem. Com os irmãos, com os instrumentistas. Com o irmão que foi usado em dons espirituais.
Nós queremos que o mundo veja na igreja, em nós, a glória que o Pai deu a ele. Porque a glória que eles veem na igreja é a glória do Senhor Jesus.
E que o necessitado saia sabendo de uma coisa, Deus está neste lugar.
E Deus está realizando uma grande obra. E você, meu irmão? Você foi chamado para isso, nós não fomos chamados para ser crentes, para sermos religiosos, nós chamamos, fomos chamados para que como Moisés lá no Antigo Testamento, quando desceu do monte e as pessoas não podiam olhar para ele, tiveram de colocar um véu ali no Antigo Testamento, porque a glória de Deus brilhava no seu rosto, que a glória de Deus possa brilhar hoje na vida da igreja fiel, na vida de cada membro e que as pessoas possam se maravilhar com a glória do Senhor Jesus.
Ide e anunciai este evangelho e dai a ele a glória que pertence a ele. E bendito o nome do Senhor por nós que cremos e estamos hoje vendo esses lampejos de uma glória muito maior, que contemplaremos um dia, eu e você, nós subiremos e contemplaremos o esplendor de sua glória.
Amém? Que o Senhor nos abençoe. Vamos cantar um louvor.
[louvor]
00:13:17 Alexandre Gueiros
Convido a todos, em todas as igrejas, para que estejam de pé.
Neste momento estaremos fazendo uma oração final, para que o Senhor continue a manifestar a sua glória em vossas vidas, para que todos possamos ser instrumentos de Deus, nosso Pai, para que o Senhor Jesus seja conhecido mais e mais e seja amado mais e mais.