MARANATA E AS BESTAS DO APOCALIPSE

MARANATA E AS BESTAS DO APOCALIPSE

5 de outubro de 2025 Off Por Sólon Pereira

ANÁLISE CRÍTICA DA EBD -DA ICM – 5/10/2025

NOSSOS COMENTÁRIOS SOBRE A MENSAGEM DE GILSON SOUSA E DE MARCELO FERREIRA, EM REDE MUNDIAL DE COMPUTADORES, NO CANAL DA IGREJA CRISTÃ MARANATA NO YOUTUBE: https://www.youtube.com/watch?v=MQiB2BrDxDs&t=2339s

UM CRISTO DE LOUVOR, MAS NÃO DE OBEDIÊNCIA

Introdução

Na Escola Bíblica Dominical da Igreja Cristã Maranata do dia 5 de outubro de 2025, os pastores Gilson Sousa e Marcelo Ferreira deram continuidade à série de estudos sobre o livro do Apocalipse, abordando os capítulos 13 a 15.

Entretanto, mais uma vez, o estudo ignorou o conteúdo central do texto bíblico — as revelações sobre a besta, o anticristo, a marca 666, as duas ceifas e as últimas pragas — substituindo a mensagem profética e escatológica por uma sequência de cânticos e contemplações sobre Jesus.

O próprio Gilson afirmou logo no início:

“Nosso objetivo é conhecer mais Jesus através dos significados dos Seus nomes, títulos e papéis proféticos desempenhados pelo Senhor Jesus.”

Contudo, o resultado foi um discurso centrado em louvor e adoração, sem qualquer aprofundamento sobre os juízos divinos ou a realidade espiritual e histórica que os capítulos descrevem.

A fala do Pr. Gilson (“Nosso objetivo é conhecer mais Jesus através dos significados dos Seus nomes, títulos e papéis proféticos”) expressa uma visão intelectual e simbólica do conhecimento de Cristo — como se “conhecer Jesus” fosse decifrar seus títulos e papéis.

Mas biblicamente, conhecer a Jesus é viver em comunhão com Ele, obedecer à Sua palavra e participar da Sua vida, não estudar seus “títulos proféticos”.
Abaixo estão textos que mostram o contraste direto entre o que a Bíblia ensina e o que foi dito na EBD.


📖 1. João 14:21–23 – Conhecer a Jesus é obedecer-Lhe

Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado de meu Pai, e eu o amarei e me manifestarei a ele.” Disse-lhe Judas (não o Iscariotes): Senhor, de onde vem que te hás de manifestar a nós, e não ao mundo? Jesus respondeu, e disse-lhe: Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e meu Pai o amará, e viremos para ele, e faremos nele morada.”

➡️ Conhecer a Jesus não é decifrar seus títulos; é guardar sua palavra e experimentar sua presença viva.


📖 2. 1 João 2:3–6 – Conhecer Jesus é andar como Ele andou

E nisto sabemos que o conhecemos: se guardamos os seus mandamentos.
Aquele que diz: Eu conheço-o, e não guarda os seus mandamentos, é mentiroso, e nele não está a verdade
; mas qualquer que guarda a sua palavra, o amor de Deus está nele verdadeiramente aperfeiçoado; nisto conhecemos que estamos nele. Aquele que diz que está nele, também deve andar como ele andou.”

➡️ O conhecimento de Cristo se comprova pela prática da obediência e do amor, não por discursos contemplativos.


📖 3. Mateus 11:28–29 – Conhecer Jesus é tomar o Seu jugo

“Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei.
Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas.”

➡️ Aprender de Jesus é viver sob Seu jugo, no caminho da mansidão e humildade — um aprendizado ético e espiritual, não teórico ou ritual.


📖 4. Tiago 1:22–27 – Conhecer a Palavra é praticá-la

E sede cumpridores da palavra, e não somente ouvintes, enganando-vos com falsos discursos… A religião pura e imaculada diante de Deus, o Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações e guardar-se da corrupção do mundo.”

➡️ Conhecer a Palavra implica agir com misericórdia e pureza.
A Maranata, que proíbe o uso dos dízimos em socorro aos necessitados, distancia-se radicalmente desse evangelho prático.


📖 5. Filipenses 3:8–10 – Conhecer a Jesus é participar do Seu sofrimento e ressurreição

“E, na verdade, tenho também por perda todas as coisas, pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; pelo qual sofri a perda de todas estas coisas, e as considero como escória, para que possa ganhar a Cristo,
e seja achado nele, não tendo a minha justiça que vem da lei, mas a que vem pela fé em Cristo, a saber, a justiça que vem de Deus pela fé; para o conhecer, e a virtude da sua ressurreição, e a comunicação dos seus sofrimentos, conformando-me com a sua morte.”

➡️ Paulo mostra que conhecer Cristo é experimentar a vida e a morte com Ele.
Não é um estudo teórico sobre “nomes e títulos”, mas uma relação existencial e transformadora.


📖 6. João 17:3 – O verdadeiro conhecimento é relacional

“E a vida eterna é esta: que te conheçam, a ti só, por único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste.”

➡️ Conhecer Jesus é vida eterna, não mero saber religioso.
O verbo “conhecer” (ginōskō, no grego) implica intimidade pessoal, comunhão e experiência viva — o mesmo verbo usado para o conhecimento entre marido e esposa (Gn 4:1).


📖 7. Efésios 4:13–15 – Conhecer Jesus é crescer na maturidade espiritual

“Até que todos cheguemos à unidade da fé e ao conhecimento do Filho de Deus, a homem perfeito, à medida da estatura completa de Cristo;
para que não sejamos mais meninos inconstantes, levados em roda por todo o vento de doutrina, pelo engano dos homens, que com astúcia enganam fraudulosamente. Antes, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo.”

➡️ Conhecer o Filho de Deus é amadurecer na fé e viver em unidade e amor — o oposto de buscar revelações esotéricas sobre “papéis proféticos”.


💡 Síntese

Tema

Fala de Gilson Sousa

Ensino Bíblico

Objetivo

Conhecer Jesus por seus nomes e títulos proféticos

Conhecer Jesus pela comunhão, obediência e amor

Método

Contemplação e revelação simbólica

Prática da fé, santidade e serviço

Resultado

Emoção religiosa e adoração estética

Vida transformada, ética e relacional com Cristo

Observação importante!

Qual a importância dos destaques que fazemos nestes comentários críticos?

Simples. Quem tiver o cuidado de observar nossos apontamentos, perceberá que a Igreja Cristã Maranata foge do tema central do livro do apocalipse porque nem sua liderança nem seus pastores nada sabem sobre o livro do apocalipse.


1. O conteúdo apresentado

Gilson Sousa destacou Jesus como Cordeiro e Ceifeiro (lendo Ap 13:8; 14:2) e enquadrou a EBD como contemplação e adoração.

Durante toda a exposição, Jesus foi apresentado como Cordeiro, Ceifeiro e Rei dos Santos, lendo trechos isolados dos capítulos 13 e 14 e transformando-os em pretextos para exaltação e adoração.

Marcelo Ferreira deu sequência apresentando Jesus como Rei dos Santos, lendo trechos isolados dos capítulos 13 e 14 e transformando-os em pretextos para exaltação e adoração. Descreveu, também, o “Cântico do Cordeiro” e a “nuvem da glória do Senhor” que encheria o templo, interpretando esse fenômeno como a presença espiritual de Deus nas reuniões da igreja.

O ensino ignorou completamente os temas centrais de Apocalipse 13 a 15 — o anticristo, a marca da besta, o juízo final e as pragas da ira de Deus.


2. Incoerências doutrinárias e espirituais

2.1. Omissão dos temas centrais

O capítulo 13, que apresenta as duas bestas e a marca 666, não foi sequer mencionado.
Em vez disso, a exposição limitou-se a falar do “Cordeiro morto desde a fundação do mundo” (Ap 13:8), usado apenas como pretexto para enaltecer a eleição dos fiéis e o louvor celestial.

2.2. Conversão do juízo em louvor

O capítulo 14, onde anjos anunciam a ira de Deus e a queda de Babilônia, foi interpretado como um cântico de adoração.

A ênfase foi: “os cânticos novos são criados na eternidade”, desviando o foco da mensagem de juízo e advertência moral para um culto emocional centrado na experiência estética.

2.3. Espiritualização alienante

Os textos que descrevem a colheita do juízo e o derramamento das pragas foram tratados como se descrevessem a “plenitude da adoração no Espírito”.

A mensagem foi descolada da realidade histórica e humana, tornando-se um convite à passividade contemplativa, e não à vigilância ou arrependimento.

2.4. Contradição hermenêutica

Os pregadores afirmaram que a igreja “já está vivendo a eternidade”, o que nega o caráter futuro-profético do Apocalipse e substitui a esperança cristã pela ilusão de que a “glória do Senhor já enche o templo”.


3. Perguntas omitidas que uma escola bíblica deveria permitir

Uma Escola Bíblica de verdade é lugar de aprendizado, diálogo e busca pela verdade.

A Maranata, porém, oferece apenas monólogos laudatórios. A seguir, perguntas essenciais que foram totalmente omitidas nesta EBD:

📍 Capítulo 13 – As bestas e a marca da besta

1. Quem é a besta que sobe do mar e o que significam as sete cabeças e dez chifres?

Vi subir do mar uma besta que tinha dez chifres e sete cabeças; e sobre os seus chifres dez diademas, e sobre as suas cabeças, nomes de blasfêmia.” (Apocalipse 13:1)

2. O que representa a adoração à besta e o poder que ela recebe do dragão?

“E adoraram o dragão, porque deu autoridade à besta; e adoraram a besta, dizendo: Quem é semelhante à besta? Quem poderá batalhar contra ela?” (Apocalipse 13:4)

3. Quem é a segunda besta que engana os habitantes da terra?

Vi outra besta subir da terra, e tinha dois chifres semelhantes aos de um cordeiro, e falava como o dragão.” (Apocalipse 13:11)

4. O que é a marca 666 e qual o seu significado profético?

“Aqui há sabedoria. Aquele que tem entendimento calcule o número da besta, porque é número de homem; e o seu número é seiscentos e sessenta e seis. (Apocalipse 13:18)

5. Por que foi permitido à besta fazer guerra aos santos e vencê-los?

“E foi-lhe permitido fazer guerra aos santos, e vencê-los; e deu-se-lhe poder sobre toda tribo, e língua, e nação.” (Apocalipse 13:7)


📍 Capítulo 14 – O Cordeiro e os três anjos

6. Quem são os 144 mil selados com o nome do Cordeiro?

“E olhei, e eis que estava o Cordeiro sobre o monte Sião, e com ele cento e quarenta e quatro mil, que em suas testas tinham escrito o nome dele e o de seu Pai.” (Apocalipse 14:1)

7. Qual o significado do evangelho eterno pregado a todas as nações?

“E vi outro anjo voar pelo meio do céu, e tinha o evangelho eterno para o proclamar aos que habitam sobre a terra, e a toda nação, e tribo, e língua, e povo.” (Apocalipse 14:6)

8. Quem é Babilônia e por que ela é condenada?

“E outro anjo seguiu, dizendo: Caiu, caiu Babilônia, aquela grande cidade que a todas as nações deu a beber do vinho da ira da sua prostituição.” (Apocalipse 14:8)

9. Qual o destino dos que adoram a besta e recebem sua marca?

“E o mesmo beberá do vinho da ira de Deus, que se deitou, não misturado, no cálice da sua ira, e será atormentado com fogo e enxofre diante dos santos anjos e diante do Cordeiro.” (Apocalipse 14:10)

10. O que significam as duas ceifas — a do trigo e a das uvas?

“E olhei, e eis uma nuvem branca, e assentado sobre a nuvem um semelhante ao Filho do homem, que tinha sobre a cabeça uma coroa de ouro, e na mão uma foice aguda.” (Apocalipse 14:14)
“E lançou o anjo a sua foice à terra, e vindimou as uvas da vinha da terra, e lançou-as no grande lagar da ira de Deus.” (Apocalipse 14:19)


📍 Capítulo 15 – As pragas finais

11. O que representam as sete últimas pragas, “a consumação da ira de Deus”?

“E vi outro sinal no céu, grande e admirável: sete anjos que tinham as sete últimas pragas, porque nelas é consumada a ira de Deus.” (Apocalipse 15:1)

12. Por que os vitoriosos cantam o Cântico de Moisés e do Cordeiro antes das pragas?

“E cantavam o cântico de Moisés, servo de Deus, e o cântico do Cordeiro, dizendo: Grandes e maravilhosas são as tuas obras, Senhor Deus Todo-Poderoso; justos e verdadeiros são os teus caminhos, ó Rei dos santos.” (Apocalipse 15:3)

13. O que significa o templo se encher de fumaça pela glória de Deus, impedindo o acesso?

“E o templo se encheu de fumaça pela glória de Deus e pelo seu poder; e ninguém podia entrar no templo, até que se consumassem as sete pragas dos sete anjos.” (Apocalipse 15:8)

Nenhuma dessas questões foi sequer mencionada, revelando a superficialidade do ensino e a recusa da instituição em enfrentar o conteúdo real do Apocalipse.


4. Comparativo teológico

Tema

Interpretação da ICM

Vertente Pentecostal

Vertente Reformada

As Bestas e a Marca 666

Ignorado; evita tratar de perseguição, anticristo e idolatria moderna.

As bestas simbolizam poderes político e religioso do Anticristo no fim dos tempos.

Representam sistemas humanos anticristãos, impérios e instituições que se opõem a Cristo.

Evangelho Eterno e Ceifa

Reduzidos a louvor e adoração “no Espírito”.

Evangelho Eterno = anúncio global antes da volta de Cristo; Ceifa = juízo final.

Evangelho Eterno = soberania de Deus; Ceifa = separação definitiva entre justos e ímpios.

As Pragas Finais

Alegorizadas como “glória de Deus enchendo o templo”.

Juízos literais de Deus antes da Parousia.

Execução final da justiça divina sobre o mal e o fim da paciência de Deus.


5. Conclusão

A EBD de 5 de outubro de 2025 confirma o desvio doutrinário que a Igreja Cristã Maranata vem promovendo nas últimas semanas: o livro do Apocalipse, que foi revelado para alertar a humanidade sobre os juízos de Deus e a necessidade de arrependimento, tem sido transformado em um manual de contemplação devocional.

O resultado é um Cristo de louvor, mas não de obediência — exaltado nos cânticos, mas ignorado nos mandamentos.
A “igreja vitoriosa” descrita pelos pastores da Maranata é, na prática, uma igreja que foge da realidade, canta sobre juízo sem reconhecer o pecado, e transforma advertências divinas em metáforas de autoexaltação.

O Apocalipse, em sua essência, não é um espetáculo de glória, mas um chamado à fidelidade, à verdade e à consciência diante de um Deus que julga, salva e reina.

DEGRAVAÇÃO DO QUE FOI DITO NA EBD

00:00:00 Gilson Sousa

Deus, louvado seja o nome do Senhor.

Nós saudamos irmãos com a paz do Senhor Jesus e dizemos que na verdade irmãos estamos dando continuidade ao estudo de Jesus no Apocalipse.

Nosso objetivo é conhecer mais Jesus através dos significados dos Seus nomes, títulos e papéis proféticos desempenhados pelo Senhor Jesus. E com isso podemos identificar as bênçãos que a pessoa do Senhor Jesus e Sua obra que Ele tem realizado, essas bênçãos que trazem para nós e com isso nós aprendemos com Ele que Ele é digno de toda a nossa adoração.

Aquilo que aprendemos do Senhor nos leva a adorá-Lo e adorar em espírito e em verdade.

No Apocalipse aprendemos que sobre a glória do Senhor E o poder que Jesus recebeu ali, após ter se feito homem, ter morrido na cruz, ter ressuscitado dentre os mortos e ter subido ao céu, onde se encontra assentado à destra do Pai, também intercedendo por nós.

João vê ali no livro de Apocalipse, na visão dele, os cânticos novos que são criados ali na eternidade.

Na verdade, a primeira visão dele no capítulo 13, verso 8, João vê ali exatamente o apóstolo, o Cordeiro de Deus, que foi morto desde a fundação do mundo.

E eu quero convidar agora todos para acompanharem conosco a leitura deste versículo, Apocalipse capítulo 13, versículo 8. que ele diz assim, vamos ler juntos.

Irmãos, nós temos muitos motivos para glorificar o Senhor, porque os nossos nomes, ao contrário, eles estão escritos no Livro da Vida. E eles estão escritos no Livro da Vida do Cordeiro, aquele Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo. Mostrando ali que a eleição do Pai, ela é na sua presciência.

Ainda que os mundos fossem fundados, o Pai nos elegeu para a salvação.

E, portanto, agora os nossos nomes escritos no Livro da Vida, é o motivo da nossa glorificação ao nome do Senhor. E a nossa adoração e louvor ao Senhor, elas serão sempre dedicadas somente ao Senhor Jesus. Logo em seguida, João vê ali no capítulo 14, no versículo 2, ali ele inicia vendo o Cordeiro lá no alto, sobre o Monte Sião.

E ali ele ouve a voz dos arpistas que tocavam arpas e cantavam um cântico novo. E esse cântico novo eles cantavam diante do trono do Pai.

Eu quero agora convidar mais uma vez os irmãos para lermos juntos o capítulo 14, versículo 2 do livro de Apocalipse, leiamos:

E ouvi uma voz do céu, como a voz de muitas águas, e como a voz de um grande trovão, e uma voz de arpistas que tocavam com as suas arpas.

Voz de arpistas, dá exatamente, irmãos, uma ideia de que eram vozes cujo timbre era somente, era semelhante ao som de arpas, certamente algo glorioso apresentado ali na presença do Pai assentado sobre o trono.

Na verdade, os cânticos novos são criados na eternidade. E o louvor que nós entoamos aqui, revelado pelo Espírito Santo, esses louvores, esse louvor, ele vem da eternidade.

Mesmo o livro de Apocalipse, sendo um livro de juízos, falando sobre juízos constantemente, principalmente diante dos acontecimentos, os acontecimentos que acontece, ocorre no mundo, esse livro nos mostra que lá na eternidade existem cânticos novos.

E nós vamos ver aqui a expressão que o apóstolo João ouviu e ele descreve essa expressão no capítulo 14, versículo 3 de Apocalipse, que eu convido mais uma vez a igreja e os irmãos aqui para lermos juntos aqui esse versículo. Capítulo 14, no versículo 2, quando diz assim, vamos ler:

E ouvi uma voz do céu como a voz de muitas águas… não, e cantavam um cântico, no verso 3, desculpem, e cantavam um cântico novo diante do trono e diante dos quatro animais e dos anciãos.

Então ali estava o cântico novo, novado seja o nome do Senhor.

A proclamação do louvor àquele que fez todas as coisas, nós vamos ver no capítulo 14, no versículo 6, quando João vê ali o anjo que voava no meio do céu, e ele tinha na mão dele o evangelho eterno, e esse evangelho era para ser proclamado a todos que habitam na terra, e juntamente com toda a nação, e tribo, e língua, e povo, e eles louvavam a Deus com grande voz, e eles diziam exatamente assim, leiamos, Apocalipse capítulo 14, verso 7, vamos ler juntos:

“Temei a Deus. e dai-lhe glória, porque vinda é a hora do seu juízo. E adorai aquele que fez o céu e a terra e o mar e as fontes das águas.”

Louvado seja o nome do Senhor.

João continua agora nos apresentando Jesus no Livro de Apocalipse e passamos para o capítulo 14 versículo 7, quando ali João vê o Senhor Jesus tendo na sua mão ali uma foice aguda, ou seja, ele vê Jesus como o ceifeiro, aquele que fará a ceifa, a colheita final.

Ele é o semeador, quando Ele semeou a semente, lá na parábola do semeador. Mas Ele é também o ceifeiro, por quê? Porque Jesus, Ele é o princípio e o fim, Ele é o alfa e o ômega.

E nós vamos ler agora a expressão de João na visão que ele teve, que ele disse assim, Apocalipse capítulo 14, verso 14, leiamos todos juntos:

“E olhei, e eis uma nuvem branca, e assentado sobre a nuvem, um semelhante ao filho do homem, que tinha sobre a sua cabeça uma coroa de ouro, e na sua mão uma foice aguda.”

Jesus então, aquele que foi o semeador, ele deu início à semeadura, ele contou a parábola do semeador em Mateus capítulo 13, versículo 3, quando ele disse, eis que o semeador saiu a semear. Mas agora no Apocalipse Jesus aparece como o ceifeiro, aquele que estará dando consumação, encerrando o trabalho que foi iniciado na condição de semeador.

A ceifa é o tempo da colheita, a ceifa é o resultado da semeadura. Os que acolheram a semente, ou que receberam a semente, e permaneceram fiéis, esses naquele dia, eles serão recolhidos como o trigo precioso no celeiro do Pai.

E eu quero citar aqui a expressão do Senhor Jesus quando Ele fala a respeito dos ceifeiros.

Em Mateus capítulo 13 verso 30, o Senhor Jesus diz assim: e por ocasião da ceifa direi aos ceifeiros, colhei primeiro o joio e ataio em molhos para o queimar. Mas o trigo a juntai-o no meu celeiro.”

Vamos ler agora mais uma vez esse versículo, Mateus capítulo 13, versículo 30, vamos ler todos juntos, lembrando desse momento em que o Senhor Jesus, Ele virá como aquele que vai ceifar, vai colher os resultados da sua semeadura, quando diz assim, leiamos:

“E por ocasião da ceifa, Direi aos ceifeiros, colhei primeiro o joio, e atai-o em molhos para o queimar, mas o trigo ajuntai-o no meu celeiro.” Maravilha, louvado seja o Senhor! E o aspecto profético dessa expressão que João vê ali, mostra que o mesmo Senhor, que lançou a semente, é aquele que vai proceder a ceifa, a colheita.

Isso mostra a continuidade do projeto de Deus, que Ele deu início como autor e consumador da fé, e Ele dará fim como consumador da fé.

A graça nós vemos ali na semeadura, ele semeia a semente para salvar, mas agora no juízo ele ceifa para dar a cada um segundo as suas obras.

Lembrando que os crentes em Jesus, eles não passarão por esse juízo porque eles foram salvos pela fé no Cordeiro de Deus e não pelas obras.

Há um tempo de semeadura. A igreja está no mundo semeando a semente, pregando o Evangelho do Senhor Jesus, o Evangelho do Reino. Mas também haverá um tempo de ceifa, na volta do Senhor Jesus, quando Ele recolher ali o trigo no celeiro do Pai. E estaremos lá no celeiro do Pai para sempre.

Louvado seja o nome do Senhor.

Por isso agora nós vamos cantar um louvor.

[louvor]

00:10:48 Marcelo Ferreira

Graças a Deus.

Nós saudamos a todas as igrejas, a todos que estão conosco, com a paz do Senhor.

No início do capítulo 15, João vai ver aqueles que saíram vitoriosos. Houve a ceifa, a foice foi passada, como disse o pastor Gilson.

E agora João vai descrever aqueles que saíram vitoriosos de uma grande batalha contra os poderes deste mundo e contra os poderes das trevas.

E a descrição de João é que estes que saem vitoriosos cantam o cântico do Cordeiro.

Logo após a grande batalha e a vitória haverá um cântico na eternidade.

Descrevendo e profetizando que aqueles que venceram pelo sangue do Cordeiro e pela palavra, ao chegarem na eternidade, após a colheita do arrebatamento, lá nós vamos cantar o Cântico do Cordeiro.

O Cordeiro vai receber a glorificação da igreja, porque a sua morte por nós não foi em vão. E assim nós aprendemos que para a igreja sempre depois da batalha vem a vitória e depois vem o cântico de glorificação.

É como diz um dos hinos das crianças: batalha, oração, vitória. Glória a Jesus! Esse é o ciclo da história da igreja.

E agora, o apóstolo João, ele vai descrever o cântico que ele ouviu na eternidade, desses que venceram. Desses que guardaram a palavra no seu coração. E ele descreve assim: eu os vi com arpas de Deus nas suas mãos. E cantavam o cântico de Moisés, servo de Deus, e o cântico do Cordeiro. Podemos ler juntos? Até em uma glorificação Senhor.

Todos comigo:

E tinham as arpas de Deus, e cantavam o canto de Moisés, servo de Deus, e o cântico do Cordeiro, dizendo, grandes e maravilhosas são as tuas obras, Senhor, Deus Todo-Poderoso, justos e verdadeiros são os teus caminhos, ó rei dos santos, louvado seja o nome do Senhor”.

Meus irmãos, vejam que interessante que esse Cântico, João dá dois nomes para o Cântico, observaram?

Primeiro ele fala, o Cântico de Moisés, Servo de Deus, ou seja, esse é o Cântico do Servo de Deus.

E depois ele diz o segundo nome, que é o Cântico do Cordeiro.

Então, o Cântico do Servo de Deus, é o Cântico do Cordeiro que morreu por nós, mas que ressuscitou, e que está vivo no meio da igreja.

O Cântico do Servo do Senhor, de Deus, não é a si mesmo. Não tem um homem como o Centro, mas o Cântico do Servo de Deus, o Cordeiro é o Centro. Porque a Ele é a Glória. A Ele o louvor, a Ele a majestade, a Ele a sabedoria e ações de graças, hoje e para todo sempre.

João chama a atenção daquele cântico, das arpas que ele viu, porque ele poderia ter dito, eu vi eles tocando arpas. Ele acrescenta a informação, eles tocavam arpas de Deus, eram as arpas de Deus. O que leva a compreensão que não eram arpas, instrumentos feitos por maus-humanas, por um luthier. Não! Não foram instrumentos fabricados aqui. Foram instrumentos musicais forjados na eternidade. João está vendo instrumentos celestiais, cujo som é pleno, é absoluto. Era algo grandioso.

Esse é o louvor que aguarda a igreja na eternidade. Quando todos nós estivermos reunidos na eternidade com instrumentos celestiais, nós cantaremos ao Cordeiro para todo o sempre, porque Ele é digno dessa glorificação.

Agora nós gostaríamos de mostrar às igrejas e aos que estão conosco, uma sequência de acontecimentos, que traz o ensino para nós.

Observem os irmãos. Primeiro as grandes batalhas contra os poderes deste mundo. Batalha. E eles saíram vitoriosos. E nós vamos vencer pelo sangue do Cordeiro e pela Palavra.

Batalha, vitória, depois vem o Cântico. E depois do Cântico. João fala depois do cântico…. E depois eu vi o templo de Deus se abriu no céu. Ele vê o tabernáculo, o tabernáculo se abriu, o tempo se abriu. O que nos leva a essa compreensão? Que o louvor abre a eternidade para nós.

O louvor cantado é Espírito, o louvor sincero, o templo de Deus se abre para nós no céu, e os segredos eternos são revelados à igreja.

Veja o texto, e depois… (guardem essa expressão)… depois.

Todas as vezes que a igreja cantar no Espírito. Todas as vezes que o nosso louvor for o Canto do Cordeiro, haverá um depois.

“Depois, eu olhei e eis que o Templo do Tabernáculo do Testemunho se abriu no Céu”.

Isso se já ouviu na eternidade. Mas isso que está acontecendo nesta manhã conosco. O Templo de Deus do Céu já está aberto para nós, porque a igreja já louvou esta manhã e já cantou, não a nós mesmos, mas ao Cordeiro. Porque digno é o Cordeiro de receber a glória, e a honra, e a força, e o poder, e a majestade, e hoje, e para todo sempre.

Mas os acontecimentos param aqui? Não, eles continuam!

E depois que o Templo se abriu no Céu, vem o próximo acontecimento, João olha, deve ter sido uma visão maravilhosa, ele viu dentro do Tabernáculo Eterno o Céu, e ele diz: “E a nuvem da glória do Senhor encheu todo o templo”.

Todo o templo foi tomado por uma fumaça e João diz: era a glória de Deus.

É isso que o louvor traz para a igreja. É isso que acontece onde a adoração ao Cordeiro, onde o Cordeiro é o centro.

A nuvem da glória do Senhor entra e ela enche o templo.

Quando o Templo se abriu e João pôde ver dentro do Templo, ele não descreveu o que ele viu lá dentro, isso era um anjo, Serafins voando. Mas depois que a nuvem da glória encheu tudo, você não vê mais nada, não vê mais ninguém, você só sente a presença do Cordeiro. Porque a glória de Deus ofusca o homem.

Quando a glória do Senhor aparece, você não vê mais ninguém, você só sente, Deus está aqui, o cordeiro está aqui, eu sinto a presença dEle, quem está cantando, quem está pregando, quem profetizou, nada mais importa, todos desaparecem, porque a glória do Senhor ocupa o espaço. E todos se voltam para Ele dizendo, glória a Ele, e para sempre a Ele, e somente a Ele, porque só Ele é digno.

Queridos irmãos, foi assim a consagração do Templo de Salomão. Quando ele consagra o Templo, e a nuvem da glória encheu o Templo, e um sacerdote não podia mais ver o outro. Não podia nem ministrar mais. Não se podia ficar de pé, porque a nuvem encheu e ninguém se via.

Quando a glória do Senhor enche a igreja, não há destaque humano, não há estrela, o homem desaparece, porque a glória é dele, é para ele, sempre será, é como o cego de nascença, quando foi curado, ali está Jesus como homem, como servo, Ele cura o cego, depois o cego é levado no templo e perguntam, quem te curou? Quem foi que te curou? E essa resposta que Ele dá, é a resposta que nós queremos que cada visitante dê em nossas igrejas. Ele falou, olha, quem me curou eu não sei, quem me curou eu não sei, eu sei que eu era cego, e agora eu estou vendo.

Olha, quem pregou eu não sei, eu sei que a mensagem salvou a minha vida.

Olha, quem cantou eu não sei, mas no louvor eu fui batizado com o Espírito Santo.

Queridos irmãos, essa é a sequência que devemos guardar para sempre, batalha! Vamos sair vitoriosos! Haverá um cântico, e o cântico vai abrir o tempo, vai abrir a eternidade para nós, e quando ela se abrir, a glória de Deus vai encher o templo, vai encher os corações.

E nós gostaríamos, de encerrar essa escola bíblica dominical glorificando ao Senhor Jesus.

E nesse cântico que está aqui, pode pôr todo o cântico, no final há uma expressão maravilhosa.

O cântico de Moisés, por favor.

Ele encerra dizendo, o Rei dos Santos, pode pôr todo o cântico, por favor.

Olha como Ele encerra aqui: o Todo-Poderoso, justo e verdadeiro são os teus caminhos, ó Rei dos Santos, ó Rei dos Santos.

Esse é um título que só cabe ao Senhor Jesus, porque Ele é o Rei de todos aqueles que santificam a sua vida.

João está mostrando que a santidade glorifica o nome do Senhor, porque Ele é santo.

Por isso que quando o servo do Senhor, Ele santifica a sua vida, Ele está glorificando ao Senhor, mostrando que a sua morte não foi em vão, que a sua morte santificou a sua vida.

E é assim que podemos hoje encerrar essa escola bíblica dominical.

Glória àquele que é o Rei dos Santos! O rei de todos aqueles que santificam a sua vida! O rei de todos aqueles que consagram a sua vida para o Senhor!

Porque a santidade convém na casa de Deus.

Este louvor que está sendo toado é muito interessante porque traz expressões de todas as escolas bíblicas que nós estamos estudando. É como se esse louvor fosse o apanhado de todas essas EBDs.

Ele é o leão. Ele é o cordeiro. Ele é digno. Ele que vai arrebatar a sua igreja. Ele que vai julgar a terra. Ele que vai dominar para sempre.

E lembremos sempre irmãos, o louvor da igreja não é uma expressão terrena. Mas é uma linguagem eterna.

Quando nós cantamos no Espírito, nós sentimos em parte o que dia, um dia vamos sentir na plenitude da eternidade.

Quando nós cantamos no Espírito, o louvor não está preso ao limite terreno de tempo, mas o nosso louvor entra no ambiente celestial.

Quando cantamos no Espírito, não há limites, porque a glória do Senhor enche o templo.

E assim, eu queria convidar a todos a se pôr de pé e levantar esse cântico de glorificação ao Cordeiro.