EBD Maranata 28/9/2025: Vitória no Apocalipse ou incoerência na prática cristã?

EBD Maranata 28/9/2025: Vitória no Apocalipse ou incoerência na prática cristã?

28 de setembro de 2025 Off Por Sólon Pereira

ANÁLISE CRÍTICA DA EBD -DA ICM – 28/9/2025

NOSSOS COMENTÁRIOS SOBRE A MENSAGEM DE ALEXANDRE BRASIL E MARCELO FERREIRA, EM REDE MUNDIAL DE COMPUTADORES, NO CANAL DA IGREJA CRISTÃ MARANATA NO YOUTUBE: https://www.youtube.com/watch?v=y6ZEWEiaiik

 

Na Escola Bíblica Dominical (EBD) da Igreja Cristã Maranata de 28 de setembro de 2025, transmitida pelo canal oficial no YouTube, os pastores Alexandre Brasil e Marcelo Ferreira deram continuidade à série de estudos no livro de Apocalipse. O foco esteve nos capítulos 11 e 12, com destaque para a visão da arca do conserto, a mulher grávida, o filho varão e a batalha contra o dragão. Mais uma vez, a ênfase recaiu sobre a contemplação da glória de Cristo e a vitória “pelo sangue e pela palavra”.


1. RESUMO DO ENSINO

·       Alexandre Brasil ressaltou a arca do conserto como símbolo da aliança eterna de Deus.

·       Marcelo Ferreira interpretou a mulher como Israel e o filho varão como Jesus, apontando para o milênio.

·       O dragão representa Satanás, derrotado pela vitória de Cristo.

·       A igreja venceria pelo sangue e pela palavra, em consequência da vitória do Cordeiro.


2. AVALIAÇÃO CRÍTICA

2.1. Repetição contemplativa

Como em semanas anteriores, a mensagem foi marcada pela retórica de contemplação, sem aplicação prática para os fiéis. Fala-se de vitória, sangue e aliança, mas não se mostra como isso se traduz em obras concretas de amor ao próximo.

2.2. Incoerência ética

A Maranata mantém rígido controle sobre o uso dos dízimos: igrejas locais não podem usá-los para socorrer necessitados, e a instituição não financia projetos sociais relevantes (clínicas, orfanatos, casas de recuperação). Enquanto isso, Jesus ordenou: “tive fome, e me destes de comer; tive sede, e me destes de beber” (Mt 25:35).

2.3. Amor negado ao inimigo

A contradição é ainda mais evidente quando lembramos que a ICM mantém mais de 100 processos judiciais contra ex-membros críticos, ignorando o ensino de Cristo: “Amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem” (Mt 5:44).


3. COMPARAÇÃO TEOLÓGICA

Interpretação da ICM

·       Mulher = Israel.

·       Filho varão = Jesus.

·       Dragão = Satanás.

·       Vitória = clamor pelo sangue + palavra revelada.

·       Exclusivismo implícito: só a Maranata teria esse “segredo”.

Pentecostais

·       Interpretação semelhante quanto à mulher e ao filho varão.

·       Aplicam a batalha também à igreja perseguida nos últimos tempos.

·       Vitória pelo sangue e testemunho significa fidelidade até o martírio, não fórmulas ritualísticas.

Reformados

·       Mulher = povo de Deus (Israel e Igreja ao longo da história).

·       Filho varão = Cristo, mas também a vitória da igreja unida a Ele.

·       Ênfase na soberania de Deus e na fidelidade histórica da igreja.

·       Vitória = fé em Cristo + fidelidade ao evangelho.


4. OBSERVAÇÃO SOBRE EXCLUSIVISMO

Mesmo sem ter sido dito diretamente, a ICM frequentemente associa a vitória “pelo sangue e pela palavra” às suas doutrinas exclusivas — o clamor pelo sangue de Jesus e a palavra revelada. Essa hermenêutica serve para reforçar a ideia de que apenas a Maranata possui os meios de vencer, afastando-se do entendimento bíblico e histórico mais amplo.


5. PERGUNTAS OMITIDAS SOBRE APOCALIPSE 6 A 12

Apesar de ser chamada de “Escola Bíblica Dominical”, a Maranata mantém um formato de palestra unilateral, sem espaço para perguntas e sem tratar de pontos fundamentais do texto bíblico. A seguir, apresentamos questões que deveriam ser discutidas nesses capítulos, mas foram omitidas nas duas últimas EBDs (21/9/25 e 28/9/25).

📍 Capítulo 6 – Abertura dos selos

Quem são os cavaleiros do Apocalipse e o que cada um representa?

Na EBD de 21/9/25, Adaíso Fernandes disse:

Primeiro, vamos lembrar, né? Do primeiro cavalo, o cavalo branco. Jesus é o cavaleiro. Sai vitorioso, como a coroa e arco.

(…)

E Jesus, o verdadeiro e santo dominador. Jesus, como o verdadeiro e santo dominador, ele domina sobre os demais cavalos, o vermelho, que tipifica a guerra, o preto a escassez, o amarelo a morte.

Sobre os cavaleiros do capítulo 6 (primeiro ao quarto selo), faltou explicar o que representa cada cavalo e seus respectivos cavaleiros. Também faltou explicar se a ação desses cavalos vai ocorrer antes do arrebatamento da igreja ou durante a grande tribulação (primeira ou segunda metade).

“Olhei, e eis um cavalo branco; e o que estava assentado sobre ele tinha um arco; e foi-lhe dada uma coroa, e saiu vitorioso, e para vencer.” (Ap 6:2)

¹ Observei quando o Cordeiro abriu o primeiro dos sete selos. Então ouvi um dos seres viventes dizer com voz de trovão: “Venha! ” ² Olhei, e diante de mim estava um cavalo branco! Seu cavaleiro empunhava um arco, e foi-lhe dada uma coroa; ele cavalgava como vencedor determinado a vencer. (Ap 6:1,2)

“Saiu outro cavalo, vermelho; e ao que estava montado sobre ele foi dado que tirasse a paz da terra ⁴ e fazer que os homens se matassem uns aos outros. E lhe foi dada uma grande espada (Ap 6:4)

³ Quando o Cordeiro abriu o segundo selo, ouvi o segundo ser vivente dizer: “Venha! ” ⁴ Então saiu outro cavalo; e este era vermelho. Seu cavaleiro recebeu poder para tirar a paz da terra e fazer que os homens se matassem uns aos outros. E lhe foi dada uma grande espada. (Ap 6:3,4)

⁵ Quando o Cordeiro abriu o terceiro selo, ouvi o terceiro ser vivente dizer: “Venha! ” Olhei, e diante de mim estava um cavalo preto. Seu cavaleiro tinha na mão uma balança. ⁶ Então ouvi o que parecia uma voz entre os quatro seres viventes, dizendo: “Um quilo de trigo por um denário, e três quilos de cevada por um denário, e não danifique o azeite e o vinho! ” (Ap 6:5,6)

“E eis um cavalo amarelo; e o que estava assentado sobre ele tinha por nome Morte…” (Ap 6:8)

⁷ Quando o Cordeiro abriu o quarto selo, ouvi a voz do quarto ser vivente dizer: “Venha! ” ⁸ Olhei, e diante de mim estava um cavalo amarelo. Seu cavaleiro chamava-se Morte, e o Hades o seguia de perto. Foi-lhes dado poder sobre um quarto da terra para matar pela espada, pela fome, por pragas e por meio dos animais selvagens da terra. (Ap 6:7,8)

1.     Por que não se falou do clamor das almas dos mártires do quinto selo? Quem são os que ainda serão mortos como esses mártires? Seriam os cristãos que vão passar pela grande tribulação (teoria dispensacionalista)?

⁹ Quando ele abriu o quinto selo, vi debaixo do altar as almas daqueles que haviam sido mortos por causa da palavra de Deus e do testemunho que deram. ¹⁰ Eles clamavam em alta voz: “Até quando, ó Soberano santo e verdadeiro, esperarás para julgar os habitantes da terra e vingar o nosso sangue? ” ¹¹ Então cada um deles recebeu uma veste branca, e foi-lhes dito que esperassem um pouco mais, até que se completasse o número dos seus conservos e irmãos, que deveriam ser mortos como eles.

2.     Apocalipse 6:9-11O que significa o grande terremoto e os sinais cósmicos? Esse selo corresponde ao toque da quarta trombeta? O que significa “o grande dia da ira deles”?

¹² Observei quando ele abriu o sexto selo. Houve um grande terremoto. O sol ficou escuro como tecido de crina negra, toda a lua tornou-se vermelha como sangue, ¹³ e as estrelas do céu caíram sobre a terra como figos verdes caem da figueira quando sacudidos por um vento forte. ¹⁴ O céu foi se recolhendo como se enrola um pergaminho, e todas as montanhas e ilhas foram removidas de seus lugares. ¹⁵ Então os reis da terra, os príncipes, os generais, os ricos, os poderosos — todos os homens, quer escravos, quer livres, esconderam-se em cavernas e entre as rochas das montanhas. ¹⁶ Eles gritavam às montanhas e às rochas: “Caiam sobre nós e escondam-nos da face daquele que está assentado no trono e da ira do Cordeiro! ¹⁷ Pois chegou o grande dia da ira deles; e quem poderá suportar? ” (Ap 6:12-17)


📍 Capítulo 7 – 144 mil selados e grande multidão

Quem são os 144 mil selados? São literais ou simbólicos?

¹ Depois disso vi quatro anjos de pé nos quatro cantos da terra, retendo os quatro ventos, para impedir que qualquer vento soprasse na terra, no mar ou em qualquer árvore. ² Então vi outro anjo subindo do Oriente, tendo o selo do Deus vivo. Ele bradou em alta voz aos quatro anjos a quem havia sido dado poder para danificar a terra e o mar: ³ “Não danifiquem nem a terra, nem o mar nem as árvores, até que selemos as testas dos servos do nosso Deus“. ⁴ Então ouvi o número dos que foram selados: cento e quarenta e quatro mil, de todas as tribos de Israel. (Ap 7:1-5)


📍 Capítulo 8 – O sétimo selo e as trombetas

Qual o significado do silêncio no céu por cerca de meia hora?

“E, havendo aberto o sétimo selo, fez-se silêncio no céu quase por meia hora.” (Ap 8:1)


📍 Capítulo 9 – Quinta e sexta trombeta

Quem são os gafanhotos que atormentam os homens por cinco meses? Por que nas quatro primeiras trombetas o juízo era sobre a natureza e na quinta e sexta trombetas o juízo é sobre a humanidade?

“Da fumaça saíram gafanhotos sobre a terra… e o seu poder era para atormentar os homens cinco meses.” (Ap 9:3-5)

Qual o papel do Abadom/Apolion, anjo do abismo?

“E tinham sobre eles rei, o anjo do abismo… cujo nome em hebreu é Abadom, e em grego Apoliom.” (Ap 9:11)

O que significa a cavalaria demoníaca que mata um terço da humanidade?

“Soltaram os quatro anjos que estavam preparados para a hora… e foi morto a terça parte dos homens.” (Ap 9:15-18)


📍 Capítulo 10 – A sétima trombeta e o livrinho

Qual o sentido do livrinho doce na boca e amargo no estômago se a igreja já foi arrebatada na quarta trombeta (segundo a ICM)?

⁷ Mas, nos dias em que o sétimo anjo estiver para tocar sua trombeta, vai se cumprir o mistério de Deus, da forma como ele o anunciou aos seus servos, os profetas”. ⁸ Depois falou comigo mais uma vez a voz que eu tinha ouvido falar do céu: “Vá, pegue o livro aberto que está na mão do anjo que se encontra de pé sobre o mar e sobre a terra”. ⁹ Assim me aproximei do anjo e lhe pedi que me desse o livrinho. Ele me disse: “Pegue-o e coma-o! Ele será amargo em seu estômago, mas em sua boca será doce como mel”. ¹⁰ Peguei o livrinho da mão do anjo e o comi. Ele me pareceu doce como mel em minha boca; mas, ao comê-lo, senti que o meu estômago ficou amargo. (Ap 10:7-10)

O que significa a ordem para profetizar novamente, se a igreja já foi arrebatada na quarta trombeta (segundo a ICM)?

“Importa que profetizes outra vez a muitos povos, e nações, e línguas e reis.” (Ap 10:11)


📍 Capítulo 11 – As duas testemunhas

Quem são as duas testemunhas?

“E darei poder às minhas duas testemunhas, e profetizarão por mil duzentos e sessenta dias, vestidas de pano de saco.” (Ap 11:3)

Qual o significado dos 1.260 dias / 42 meses?

“E foi-me dada uma cana semelhante a uma vara… mas deixa o átrio… pois foi dado às nações; e pisarão a cidade santa por quarenta e dois meses.” (Ap 11:2-3)

O que representa sua ressurreição e ascensão (arrebatamento)?

“E depois daqueles três dias e meio o espírito de vida vindo de Deus entrou neles, e puseram-se de pé… e subiram ao céu numa nuvem.” (Ap 11:11-12)


📍 Capítulo 12 – Mulher, filho varão e dragão – vitoriosos (sangue e palavra)

20.  Os que venceram pelo sangue do cordeiro e pelo testemunho que deram são os mártires? O que isso tem a ver com a vitória pelo clamor pelo sangue de Jesus e pela palavra revelada (além da letra)?

¹¹ Eles o venceram pelo sangue do Cordeiro e pela palavra do testemunho que deram; diante da morte, não amaram a própria vida. (Ap 12:11)


CONCLUSÃO

A EBD de 28/9/2025 repetiu o mesmo padrão já visto em outras semanas: contemplação da glória de Cristo sem prática do amor cristão, incoerência entre discurso e realidade institucional, e exclusivismo disfarçado em linguagem bíblica.

Enquanto pentecostais e reformados aplicam Apocalipse 11 e 12 à fidelidade da igreja em meio às perseguições, a Maranata ressignifica a passagem para sustentar sua identidade sectária.

O Cristo que eles exaltam com palavras é o mesmo que ordena obras de amor — mas essas continuam ausentes de sua prática.

 

DEGRAVAÇÃO DASA MENSAGENS

00:00:00 Alexandre Brasil

Nós saudamos a todas as igrejas e também aqueles que participam conosco desse culto com a paz do Senhor Jesus.

Estamos nesse ensino na escola bíblica dominical. E o assunto é o Senhor Jesus, no seu título glorioso. E daqui nós vamos identificá-lo como aquele que é o Cristo ungido do Senhor. Aquele que veio para vencer e para entregar o reino ao Pai, naquilo que é a bênção gloriosa do Senhor.

Em Apocalipse, ele começa dizendo no versículo 11, versículo 19 dizendo o seguinte, e abriu-se no céu o templo de Deus.

Então quando a palavra de Deus expressa esse momento da visão gloriosa que João teve ali, é como se o céu se abriu. Quando o céu se abriu, aquilo que era oculto, aquilo que era figura ainda, aquilo que não se havia alcançado, agora pôde ser percebido. Aquele grande mistério foi revelado, que é o Filho, que é a salvação e a graça.

E quando João viu o céu aberto, ele viu o quê? Ele viu a arca do conserto. E o Senhor estava sinalizando que todo o tempo que o conserto de Deus está valendo. Aquilo que foi definido pelo Senhor, o pacto dEle com o homem. Aliança que Deus fez com o homem. Ela está de pé. Aliança que ele fez com Israel. Deus não quebrou esse pacto. A arca está lá. A arca da aliança. O conserto eterno de Deus.

Da mesma forma que aliança feita no Calvário. O acordo, o pacto da nova aliança é inquebrável. Então, quando se vê no céu a arca de Deus, a arca do conserto, está dizendo Deus é fiel. O homem pode ser infiel, mas Ele permanece fiel. Deus não nega a si mesmo. E agora ele pode ver o seguinte, olha, a arca está ali, o conserto de Deus, o pacto, a aliança, ela está de pé, é a segurança da igreja, é a segurança do povo de Deus, de que aquela aliança ela é inquebrável.

Há uma eternidade para o povo de Deus e nessa eternidade nós estaremos ali. E nós vemos o Senhor Jesus, que é aquele que venceu pelo seu sangue, ele alcançou essa vitória pra nós. Ele não viu a corrupção, ele não viu a derrota, ele não viu o que seria aquilo que o homem já estava acostumado, que o fim é a morte. Mas Jesus é o princípio, ele é o fim de todas as coisas e não há limite para a operação do seu poder.

Então, por isso aí, nós tivemos um acesso ao Senhor. Então, o pacto que foi feito. Aquilo que o homem, quando Moisés viu no monte, dizendo-se de Moisés, faça conforme o modelo que se foi mostrado. Agora, por Jesus, nós contemplamos, nós achamos, nós temos acesso e nós vemos todo esse esplendor, que é os céus se movendo na eternidade para demonstrar o poder irresistível do Senhor. Daquele Jesus que venceu e garante esse pacto. A garantia do pacto é o sangue dele, a aliança eterna.

Então nós temos essa garantia, nós temos essa certeza, essa confiança. Por isso que Jesus, como a palavra de Deus, o verbo vivo, a palavra de Deus, que não volta vazia, é a palavra que foi dita, ela cumpre aquilo que apraz.

Então é Deus operando na vida do homem. E quando nós lemos repetidamente no livro de Apocalipse, dizendo quem tem ouvidos ouça, está dizendo que o Espírito Santo está falando nesse momento. A voz dele se ouve toda a terra, e o Espírito Santo está revelando Jesus. Para você que conhece Jesus, para você que presenciou o Senhor Jesus, a operação dele na sua vida, esse Jesus que nós cantamos, que o rosto ninguém contempla, que brilha como o sol, é o mesmo Jesus que entra em vida em nossos corações, pelo seu Espírito Santo, nos dando graça e libertação.

E pelo seu sangue, essa arca, esse conserto, esse acesso ao Pai se tornou propício, possível. Nós podemos hoje chegar diante do Pai.

Que coisa extraordinária. Deus preparou toda a eternidade para formar uma nação sacerdotal, que é o povo da nova aliança, que é Jesus vivo em nós e a eternidade nós podemos contemplar.

Mas como que isso se deu? Foi fácil? Foi uma grande batalha. Uma grande guerra se levantou. Desde quando nós vemos que no Apocalipse, no versículo 7, no capítulo 12:7, ele diz o seguinte, e houve batalha no céu. Houve batalha no céu. E os seus anjos batalharam contra o dragão, e batalhava o dragão e os seus anjos, mas não prevaleceram, e nem se achou lugar para eles.

Então essa grande guerra, essa grande batalha que se deu na eternidade, essa grande batalha que se deu nos lugares celestiais, contra as hostes da maldade, essa batalha houve uma vitória. Aquele que saiu vitorioso venceu essa batalha.

Então, essa operação de Deus foi algo extraordinário. Mas não foi uma coisa simples. Essa batalha foi custosa, porque ela houve o quê? Houve perseguições, houve morte, prisões, todo tipo de investida, mas forte foi aquele que batalhou pela sua igreja. Forte é aquele que luta por nós. Por isso que Jesus é revelado em Apocalipse para mostrar o seu esplendor, para mostrar a sua glória como Deus Todo-Poderoso, como aquele que vem para vencer.

E o seu povo, aqueles que aceitaram seguir esse rei extraordinário, seguiram nessa batalha. E aqueles que se rebelaram contra ele, diz o seguinte, não se achou lugar para eles no céu.

Irmãos, não há lugar para eles no céu, não estão lá. Mas quando a igreja entrar na eternidade, vai estar com Jesus, o Pai, o Espírito Santo, eternamente, o mal não há lugar ali, porque Jesus venceu por nós. A palavra de Deus diz que ele vence para conquistar um reino, e o reino ele entrega ao Pai.

Aí nesse texto, em Apocalipse, aí João vê essa expressão extraordinária no verso 10, que diz o seguinte, olha como é extraordinário que nós contemplamos aquilo que podemos ver, e experimentar na nossa vida a cada dia, e que quão grande será quando nós estivermos vivendo isso na glória do Senhor, dizendo, em versículo 10, e ouvi uma grande voz no céu que dizia, agora chegada está a salvação, e a força e o reino do nosso Deus, e o poder do seu Cristo, do seu ungido, Porque já o acusador de nossos irmãos é derribado, o qual diante do nosso Deus os acusava de dia e de noite.

Que vitória extraordinária! Que vitória que Jesus nos deu! Que Deus poderoso é esse nosso! Que Deus batalhador e guerreiro é esse nosso Senhor! A Ele é todo louvor! Por isso quando nós nos reunimos em adoração, E quando nós lembramos do sacrifício do Senhor Jesus, e a igreja clama por esse sangue, que é a nossa vitória, ela entende esse projeto.

Sabe que ninguém mais, além dele, é digno de toda glória, honra e louvor. Porque ele venceu. Venceu uma batalha que ele não precisava ir nela. Mas ele foi por amor a mim, por amor a você. Ele poderia rogar ao Pai que enviasse os anjos, mas disse, não, está ali a minha igreja que eu amo, por ela eu vou batalhar, por ela eu vou com valentia até a cruz.

Todas as oposições para que eu não chegue lá, não serão possíveis porque é uma guerra no céu. E essa guerra nos lugares celestiais fez com que Jesus chegasse até a cruz, no seu poder, na sua majestade, na sua valentia. Todo tributo! É o vencedor. Quem vence leva os despojos. Jesus é aquele que veio pra vencer e venceu. Ele é o grande vitorioso. Ele que é o Deus digno de toda glória, louvor e adoração. Então esse é o nosso tributo ao Deus vencedor.

Eles venceram pela palavra. Venceram pelo poder do Senhor que diz, é adoração perpétua ao nosso Deus e adoração eterna ao nosso Senhor. E aquilo que nós hoje podemos contemplar os céus abertos, a arca de Deus, podemos ver tudo isso é sabermos que há um Deus que merece o nosso louvor e tributo.

Todo louvor e adoração, toda glorificação, com toda alegria da nossa alma, sabendo que Ele venceu por nós, que Ele é o nosso Senhor e que Ele preparou tudo para o Seu povo. Um povo vitorioso, um povo que eleva a Deus a sua adoração, o seu tributo ao vencedor, aquele que é mais do que vencedor, aquele que conquistou tudo, conquistou o mundo para o Pai, os nossos corações, as nossas almas, as nossas vidas para todos sempre. Esse é o nosso Deus. Adoremos, glorifiquemos, exaltemos esse Deus da nossa vida com todo o nosso amor.

 

00:11:01 Marcelo Ferreira

Graças a Deus. Nós saudamos a todos com a paz do Senhor.

No capítulo 12 de Apocalipse, que estamos estudando, nós vamos encontrar a grande batalha pela revelação, pelo projeto de Deus, pela vitória da igreja e pelo reinado eterno de Jesus.

O capítulo vai iniciar com João tendo uma visão impressionante. Ele vê uma mulher que está grávida e ela tinha uma coroa. E era uma coroa com 12 estrelas.

E João vai descrever que ela estava com dor de parto e ela vai gerar um filho, um filho varão, que vai ser rei dos reis e senhor dos senhores. Ela gera um filho varão que vai reger as nações com vara de ferro.

Então vamos parar aqui antes de continuar.

Quem é essa mulher grávida, com dores de parto, com uma coroa com 12 estrelas? É Israel. É a nação de Israel. E as doze coroas, a coroa com doze estrelas faz menção ao sonho que Deus deu a José. Quando ele viu os filhos de Israel como estrelas, lembrando o sonho, ele viu o pai, Jacó, como sol, viu a mãe como a lua e viu todos os filhos de Israel como doze estrelas. Então aqui essa mulher é Israel, porque Israel gerou Jesus como homem.

Então aqui um dos títulos gloriosos de Jesus, o filho do homem, nascido de mulher. Então Israel vai gerar o filho varão que vai reger as nações com vara de ferro. É Jesus que nasce de Israel, que se faz homem para trazer salvação a todos nós. E aquele que é da tribo de Judá, que nasceu na manjedoura, que os magos foram visitar, ele é rei dos reis e senhor dos senhores.

Nessa expressão, encontramos dois títulos acerca de Jesus, como filho do homem e como rei dos reis, que vai reger as nações.

Aqui também é uma profecia acerca do milênio. O texto fala do nascimento de Jesus como homem, mas aponta para o milênio.

Quando Jesus vai reger as nações com vara de ferro. Agora veja uma explicação. Por que com vara de ferro? Por que ele vai governar com vara de ferro? Porque vai ser um governo firme. Porque vai ser um governo seguro. Porque o governo do homem não é. O governo do homem é instável. Porque o governo do homem é um governo político. E a política é um jogo de interesses. É um governo sujeito a circunstâncias culturais, econômicas. Não será assim o governo do Senhor no milênio. Ele vai reinar com justiça e equidade. E o Seu reino será perfeito. E todas as famílias da terra adorarão ao Senhor.

Agora a profecia continua, porque veja que o texto diz assim: e o dragão, que foi até acetado pelo pastor Alexandre do Brasil, quando ele vê a mulher grávida e já com dores de parto, e que o filho varão ia nascer e que era rei, ele se coloca, o dragão, ao lado. Olha o que o texto diz: e o dragão parou diante da mulher, que havia de dar à luz, para que, dando-a à luz, lhe tragasse o filho. Ele se posiciona, para que quando o filho viesse a nascer, ele queria matar a criança. Ele queria matar o filho, porque na verdade ele queria matar o projeto. Ele queria matar o Messias para que não se cumprisse o projeto da nossa salvação. E isso se dá muito claramente na matança de Herodes, quando os magos chegam e anunciam o nascimento do Messias, ele manda matar todas as crianças abaixo de dois anos.

Era para poder matar o Messias, matar a profecia, mas ninguém pode matar a profecia. A profecia está viva. Ela chegou até nós. Por isso, depois nós vamos ver a proclamação no céu. Agora é chegada a salvação. Porque o projeto de Deus prevaleceu e o dragão foi vencido. E a salvação chegou até nós.

Agora vem uma expressão onde João vai profetizar, vai ver a profecia da ressurreição de Jesus. E ele se assunta aos céus.

Ele fala aqui desse filho e a mulher, dar a luz ao filho, o varão, que vai reger as nações com vara de ferro, e diz assim: e Deus o arrebatou para si. Aqui a expressão. E o seu filho foi arrebatado para o nosso Deus e para o seu trono.

Depois da morte, a morte de cruz, Jesus desce aos seios da terra. Aos seios da terra, esteve nas profundezas da morte, mas Deus o arrebatou para si.

No domingo de manhã, Deus o resgata da morte, arrebatar, quer dizer, retirar com força, tomar para si. No domingo de manhã, Deus, o nosso Deus, o arrebatou para si, o tirou das ânsias da morte. E depois ele foi levado, foi assunto aos céus, e está sentado à direita de Deus. E Deus o arrebatou para si e para o seu trono, porque o Senhor o toma para si. E agora? Jesus está sentado no seu trono, à direita de Deus Pai, na glória. Mas a terra sendo adorado pela igreja que diz digno é o cordeio que foi morto de receber a honra, a glória, a força e o poder e a majestade e ações de graça hoje e para todos sempre.

E nós vamos ver agora nessa profecia que quando João descreve que o filho que tentaram matar, mas que Deus tomou por si, se assenta no trono, João ouve uma proclamação de vitória.

Por quê? Porque agora o projeto tinha se cumprido. Jesus tinha vindo e já estava assentado no trono com o Pai novamente. Então João fala assim, e houve uma grande voz do Céu, a proclamação da vitória, da nossa salvação. E ouvi uma grande voz no céu. Agora é chegada a salvação e a força e o reino do nosso Deus e do seu Cristo.”

Esse daqui é o texto. E ouvi uma grande voz no céu que dizia: agora está chegada a salvação e a força e o reino do nosso Deus e do nosso Cristo.

Uma grande voz no céu. O projeto tinha se cumprido. Agora é chegada a salvação. Nós estamos vivendo isso nessa manhã em cada igreja. A salvação chegou até nós.

E a salvação pra nós não é teórica. Nós sabemos que estamos salvos. É em Cristo. mas nós também sentimos a salvação. Quando nós cantamos o louvor, quando nós glorificamos ao Senhor, quando nós ouvimos a Palavra, nós sentimos a salvação em nós, que ela é verdadeira.

E veja, irmãos, agora encerrando, que logo após o João assistir em visões a vitória do projeto de Deus, em seguida Ele vai falar da nossa vitória, da vitória da igreja. E logo em seguida, já não fala mais do filho, mas fala de um povo. E eles venceram. É a igreja.

E eles venceram pelo sangue e pela palavra do seu testemunho.

Por que essa sequência?

Porque depois de falar da vitória dele, do projeto, do filho, do rei dos reis, fala da nossa.

Por quê? Porque ele venceu, nós também vamos vencer. Porque a nossa vitória é consequência da vitória dele. Então está aqui o grande segredo da nossa vitória, o sangue e a palavra.

Então agora a igreja, todas as igrejas podem glorificar o Senhor. Porque se Ele venceu, nós também vamos vencer. A nossa vitória é consequência da vitória do projeto de Deus.

Nós gostaríamos de encerrar com todas as igrejas, os que desejarem, em um momento de glorificação a esse que é rei dos reis e Senhor dos senhores.

Ao Filho do Homem, ao Deus que se fez Filho do Homem, mas ao Cordeiro. Veja, de todos os títulos gloriosos de Jesus no Apocalipse, o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Fim, a Fiel Testemunha, a Estrela da Manhã, o Amém, a mais mencionada é o Cordeiro.

Todo instante no livro se refere a Ele como Cordeiro. É o título mais usado.

Por quê, irmãos? É Deus mostrando o valor da morte dEle por nós. Porque na figura do Cordeiro está a morte, o sofrimento, Jesus homem por nós, mas que Deus arrebatou para si. Foi assunto aos céus. E agora Ele é o Cordeiro que está sentado no trono.

E que todos nós poderíamos encerrar dizendo a Ele Digno é o cordeiro de receber a glória. E queria convidar agora todas as igrejas a estarem de pé.