A ESCATOLOGIA DEFORMADA DA IGREJA MARANATA
APOCALIPSE 7:14 — “DE GRANDE TRIBULAÇÃO” OU “DA GRANDE TRIBULAÇÃO”?
Uma análise crítica do ensino da Igreja Cristã Maranata
INTRODUÇÃO
No dia 21 de setembro de 2025, a Escola Bíblica Dominical da Igreja Cristã Maranata trouxe mensagens dos pastores Adaiso Fernandes e Diniz Cypreste, transmitidas pelo canal oficial da denominação no YouTube. O tema girou em torno de Apocalipse 6 a 10, com destaque para a identidade do cavaleiro do primeiro selo e da grande multidão descrita em Apocalipse 7:14.
O ensino, contudo, apresentou sérias fragilidades. De um lado, buscou identificar o cavaleiro do cavalo branco (Ap 6:1-2) como o próprio Cristo, confundindo papéis bíblicos. De outro, reinterpretou Ap 7:14 para negar que a multidão tenha passado pela Grande Tribulação, sustentando que o texto diz apenas “de grande tribulação”. Essa leitura foi usada para reforçar a doutrina exclusiva da ICM: a Igreja seria arrebatada ao toque da quarta trombeta (Ap 8:12), antes da Grande Tribulação.
Este artigo examina em detalhe essas afirmações, confrontando-as com o texto bíblico original, com as principais escolas escatológicas e com a ética da interpretação cristã.
1. DINIZ MUDA O PROPÓSITO DO APOCALIPSE
Disse Diniz Cypreste:
E em meio a tantos sinais, selos, profecias que se cumprem, juízos que vêm, as pessoas se esquecem do mais importante e deixam de ver a beleza do Senhor Jesus. Desse que é Rei dos Reis e Senhor dos Senhores. Senhor da história, Criador de todas as coisas e Ele está presente em todo livro.
E o que nós estamos fazendo nesses dias na escola bíblica é vermos esta beleza e o senhorio do Senhor Jesus.
Obs: O livro do apocalipse deixa bem claro logo de início qual é o seu propósito, que não é mostrar a beleza de Jesus, mas
¹ Revelação de Jesus Cristo, que Deus lhe deu para mostrar aos seus servos o que em breve há de acontecer. Ele enviou o seu anjo para torná-la conhecida ao seu servo João, ² que dá testemunho de tudo o que viu, isto é, a palavra de Deus e o testemunho de Jesus Cristo. (Apocalipse 1:1,2)
2. O QUE FOI ENSINADO NA EBD
· Adaiso Fernandes: afirmou que o cavalo branco do primeiro selo (Ap 6:1-2) é Jesus Cristo, o cavaleiro vitorioso, coroado e com arco, que domina sobre os demais cavalos (guerra, fome e morte). Para ele, os selos representam toda a história da humanidade, mas sob controle absoluto do Cordeiro.
· Diniz Cypreste: leu Ap 7:9–14 e enfatizou que a multidão não veio da Grande Tribulação, mas apenas de grande tribulação. Assim, buscou diferenciar tribulações comuns da “Grande Tribulação” final. A multidão seria composta pelos que entenderam o chamado e lavaram suas vestes no sangue do Cordeiro.
· Ambos reforçaram a escatologia maranatense: a Igreja será arrebatada na quarta trombeta, associada aos sinais no sol, lua e estrelas. Esses sinais, segundo eles, não coincidem com a Grande Tribulação, mas são tribulações gerais da história.
3. PROBLEMAS BÍBLICOS E EXEGÉTICOS
a) Apocalipse 7:14 no grego
O texto diz:
οὗτοί εἰσιν οἱ ἐρχόμενοι ἐκ τῆς θλίψεως τῆς μεγάλης
οὗτοί = estes
εἰσιν = são
οἱ = os
ἐρχόμενοι = que vêm
ἐκ = de
τῆς = a (de + a = DA)
θλῖψις = aflição
τῆς = a
μεγάλης = grande
Tradução literal: “Estes são os que vêm DA tribulação, a grande.”
→ Há dois artigos definidos (τῆς… τῆς). O grego não permite “de grande tribulação” de forma genérica, mas aponta para a Grande Tribulação.
b) Quadro de traduções
Como vimos, apenas a Almeida Revista e Corrigida (ARC) e a King James Version (KJV) mantêm a forma sem artigo. Todas as demais versões protestantes, católicas e interconfessionais traduzem corretamente: “DA GRANDE TRIBULAÇÃO”. Isso mostra que a leitura da ICM se apoia em exceções, não no texto original.
c) Mateus 24 em sequência
Jesus afirma: “Logo depois da tribulação daqueles dias, o sol escurecerá, a lua não dará sua luz e as estrelas cairão do céu” (Mateus 24:15-31)
¹⁵ “Assim, QUANDO VOCÊS VIREM ‘O SACRILÉGIO TERRÍVEL’, DO QUAL FALOU O PROFETA DANIEL, NO LUGAR SANTO — QUEM LÊ, ENTENDA —
¹⁶ então, os que estiverem na Judéia fujam para os montes. ¹⁷ Quem estiver no telhado de sua casa não desça para tirar dela coisa alguma. ¹⁸ Quem estiver no campo não volte para pegar seu manto. ¹⁹ Como serão terríveis aqueles dias para as grávidas e para as que estiverem amamentando! ²⁰ Orem para que a fuga de vocês não aconteça no inverno nem no sábado.
²¹ PORQUE HAVERÁ ENTÃO GRANDE TRIBULAÇÃO, COMO NUNCA HOUVE DESDE O PRINCÍPIO DO MUNDO ATÉ AGORA, NEM JAMAIS HAVERÁ.
²² Se aqueles dias não fossem abreviados, ninguém sobreviveria; mas, por causa dos eleitos, aqueles dias serão abreviados. ²³ Se, então, alguém lhes disser: ‘Vejam, aqui está o Cristo! ’ ou: ‘Ali está ele! ’, não acreditem. ²⁴ Pois aparecerão falsos cristos e falsos profetas que realizarão grandes sinais e maravilhas para, se possível, enganar até os eleitos. ²⁵ Vejam que eu os avisei antecipadamente. ²⁶ “Assim, se alguém lhes disser: ‘Ele está lá, no deserto! ’, não saiam; ou: ‘Ali está ele, dentro da casa! ’, não acreditem. ²⁷ Porque assim como o relâmpago sai do Oriente e se mostra no Ocidente, assim será a vinda do Filho do homem. ²⁸ Onde houver um cadáver, aí se ajuntarão os abutres.
²⁹ “IMEDIATAMENTE APÓS A TRIBULAÇÃO DAQUELES DIAS ‘O SOL ESCURECERÁ, E A LUA NÃO DARÁ A SUA LUZ; AS ESTRELAS CAIRÃO DO CÉU, E OS PODERES CELESTES SERÃO ABALADOS’.
³⁰ “Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem, e todas as nações da terra se lamentarão e VERÃO O FILHO DO HOMEM VINDO NAS NUVENS DO CÉU COM PODER E GRANDE GLÓRIA. ³¹ E ele enviará os seus anjos com grande som de trombeta, e estes reunirão os seus eleitos dos quatro ventos, de uma a outra extremidade dos céus.
A Maranata desloca esses sinais para a quarta trombeta (Ap 8:12), antes da Grande Tribulação. Isso contradiz a ordem clara de Mateus: os sinais cósmicos vêm depois da Grande Tribulação.
d) O cavalo branco (Ap 6:1-2)
Disse Adaiso Fernandes
E Jesus, o verdadeiro e santo dominador. JESUS, COMO O VERDADEIRO E SANTO DOMINADOR, ELE DOMINA SOBRE OS DEMAIS CAVALOS, o vermelho, que tipifica a guerra, o preto a escassez, o amarelo a morte. Portanto, Cristo domina até as hostes espirituais que se opõem sobre a igreja.
Cristo é o Cordeiro que abre os selos, não um dos cavaleiros. Não sabemos de onde (de que bíblia) Adaiso tirou que o cavaleiro do cavalo brando domina sobre os demais cavalos.
Em Ap 19, quando aparece montado num cavalo branco, Ele tem muitas coroas e uma espada da boca. Já o cavaleiro de Ap 6 tem apenas um arco (sem flexas) e uma coroa. A maioria dos intérpretes entende o cavaleiro do primeiro selo como o próprio Anticristo (estabelece harmonia e paz no período inicial da Grande Tribulação) ou até mesmo com símbolo de conquista, de império ou até falsos cristos — nunca o próprio Cristo.
e) O “anjo forte” (Ap 10)
Muitos autores dispensacionalistas identificam esse “anjo forte” como sendo Jesus. Entretanto, tal interpretação não é unânime. Há quem defenda que se o anjo jura por “Aquele que vive para todo o sempre, que criou o céu e a terra” (Ap 10:6), então não pode ser Jesus. Se fosse Jesus, estaria jurando por Si mesmo, algo estranho e incoerente com a distinção entre Cordeiro e anjos em Apocalipse.
f) “Sangue = Espírito Santo”
Outro ponto grave: Diniz afirmou que o sangue do Cordeiro é o Espírito Santo. Biblicamente, o sangue aponta para o sacrifício vicário de Cristo (Hb 9:12-14; 1Jo 1:7). O Espírito aplica os benefícios do sangue, mas não é o sangue. Confundir categorias compromete a doutrina da salvação.
4. CONFRONTO COM AS PRINCIPAIS ESCOLAS ESCATOLÓGICAS
3.1 Dispensacionalismo pré-tribulacionista
· Arrebatamento antes da tribulação (antes dos selos, trombetas e taças) – “suba para cá” – ¹ Depois dessas coisas olhei, e diante de mim estava uma porta aberta no céu. A voz que eu tinha ouvido no princípio, falando comigo como trombeta, disse: “Suba para cá, e lhe mostrarei o que deve acontecer depois dessas coisas”. (Apocalipse 4:1).
· 1º cavalo = falso Cristo ou poder enganador, não Jesus – paz e liderança na primeira parte da Grande Tribulação – 3,5 anos).
· Ap 7:14 = mártires ou convertidos da Grande Tribulação.
· Mateus 24: sinais cósmicos após a tribulação.
Atenção! A posição da ICM (arrebatamento na 4ª trombeta) não encontra apoio no dispensacionalismo.
3.2 Escatologia reformada (amilenismo)
· Selos, trombetas e taças = ciclos de juízo na era da Igreja, não cronologia rígida.
· Arrebatamento e volta de Cristo = um só evento, no fim da história.
· 1º cavalo = conquista/engano (alguns admitem como avanço do evangelho, mas não o Cristo pessoal).
· Ap 7:14 = o povo de Deus que atravessa sofrimentos até o fim, incluindo a Grande Tribulação.
Atenção! A posição da ICM também diverge do amilenismo reformado.
5. CONSIDERAÇÕES ÉTICAS, FILOSÓFICAS E ESPIRITUAIS
· Ética: usar uma tradução isolada para sustentar doutrina cria dependência institucional e desinforma os fiéis.
· Filosofia: há petição de princípio — assume-se a tese (arrebatamento na 4ª trombeta, sem salvação após o arrebatamento) e ajusta-se a exegese para confirmá-la. Isso é circularidade com propósito de gerar medo de se perder a salvação fora da ICM. Isso não é uma interpretação biblicamente honesta.
· Espiritualidade: ao confundir o sangue de Cristo com o Espírito Santo, a Maranata desloca a centralidade da cruz para uma chave mística de linguagem (“clamor pelo sangue”), enfraquecendo a mensagem bíblica da redenção.
CONCLUSÃO
A análise mostra que:
1. O texto grego de Ap 7:14 fala inequivocamente da Grande Tribulação.
2. A leitura da ICM depende de exceções tradutórias (ARC/KJV), contra o consenso das traduções e do original.
3. A associação dos sinais cósmicos da quarta trombeta com Mateus 24 é incoerente com a sequencia lógica das afirmações de Jesus.
4. O cavalo branco e o anjo forte foram interpretados de forma inconsistente.
5. Nenhuma das principais escolas escatológicas (dispensacionalista ou reformada) apoia a doutrina da ICM.
Portanto, a escatologia exclusivista da Igreja Cristã Maranata revela-se confusa, contraditória e insustentável. Mais do que diferenças de opinião, trata-se de uma manipulação seletiva do texto sagrado, usada para reforçar um exclusivismo institucional.
Para o cristão que deseja seguir a Palavra, o caminho é claro: voltar ao texto bíblico, examinar as Escrituras com seriedade e rejeitar interpretações que não se sustentam no original nem no consenso histórico da Igreja.
🎶 Nota de curiosidade
Embora a ICM repudie músicas que não sejam “reveladas” no âmbito da própria igreja Maranata, ao final desta EBD, cantaram uma versão de Handel’s ‘Hallelujah!’
Textos bíblicos usados por Handel
1. Apocalipse 19:6
“Aleluia! Pois reina o Senhor nosso Deus, o Todo-Poderoso.”
2. Apocalipse 11:15
“O reino do mundo se tornou de nosso Senhor e do seu Cristo, e Ele reinará pelos séculos dos séculos.”
3. Apocalipse 19:16
“No seu manto e na sua coxa tem escrito este nome: Rei dos reis e Senhor dos senhores.”
Resumindo
O coro basicamente repete e entrelaça essas expressões:
· “Aleluia!”
· “O Senhor Deus Onipotente reina”
· “O reino do mundo passou a ser do Senhor e do seu Cristo”
· “Ele reinará pelos séculos dos séculos”
· “Rei dos reis e Senhor dos senhores”
“É interessante observar que o famoso coro Hallelujah, de Handel, nasceu no coração de um cristão. Handel foi criado no luteranismo, na Alemanha, e depois, vivendo na Inglaterra, se ligou à Igreja Anglicana. O mais impressionante é que, mesmo pertencendo a essas tradições, ele compôs um louvor que se tornou universal, porque todo o texto é bíblico, retirado de Apocalipse. Por isso, até hoje, cristãos de diferentes denominações cantam juntos: ‘Aleluia! O Senhor Deus onipotente reina. Rei dos reis e Senhor dos senhores!’ – uma confissão de fé que vai além das fronteiras de qualquer igreja.”
DEGRAVAÇÃO DA EBD -DA ICM – 14/9/2025
NOSSOS COMENTÁRIOS SOBRE A MENSAGEM DE ADAISO FERNANDES E DINIZ CYPRESTE, EM REDE MUNDIAL DE COMPUTADORES, NO CANAL DA IGREJA CRISTÃ MARANATA NO YOUTUBE: https://www.youtube.com/watch?v=RpzB0mfyCTY
00:00:01 Adaiso Fernandes
Nós cumprimentamos os irmãos aqui presentes no Maanaim e todos aqueles que estão conectados conosco nas igrejas com a paz do Senhor Jesus.
Nós estaremos fazendo uma abordagem, nós estamos estudando sobre os títulos e papéis de Jesus no Apocalipse e, portanto, nós faremos algumas abordagens, uma breve abordagem histórica, profética e respectiva aplicação a partir do capítulo 6 ao capítulo 10 de Apocalipse.
Inicialmente, é interessante registrarmos acerca dos selos.
Os selos, eles relatam a história da humanidade em todas as suas fases, registrando todas as circunstâncias, guerras, conflitos, perseguições. Mas o interessante é evidenciar que há um domínio pleno do Senhor, ao meio de todos estes acontecimentos.
Cada selo manifesta a ação soberana do Cordeiro que é Jesus. Nada acontece que Ele não permita. Em cada etapa se cumpre aquilo que está escrito no livro. E conforme registrado na Palavra, só Ele pode abrir o Livro. Portanto, Ele tem o controle sobre todas as coisas.
Os selos marcam a caminhada da igreja na terra.
E a igreja, ela caminha atenta a todos os limites do Espírito Santo, garantindo a vitória diante das adversidades. Porque ela sabe que a história é profética e está sobre o domínio do Senhor louvado seja o nome do Senhor.
Portanto nós estaremos indo agora fazer algumas abordagens acerca da abertura dos selos.
O primeiro selo.
Abertura do primeiro selo, ele inicia ali as revelações e mostra que tudo se origina do trono do Cordeiro. Jesus é quem conduz a abertura, nada foge ao seu controle e governo.
A aplicação quanto ao primeiro selo é uma revelação que Jesus vence desde o início. E a palavra registra que ele saiu vitorioso para vencer. Ou seja, Jesus já sai vencedor. Ou seja, Jesus já entra na batalha já com a vitória decretada. Louvado seja o nome do Senhor.
Isso gera esperança para a igreja. Porque a igreja, ela vive na expectativa do cumprimento da profecia e atenta aos sinais e à ação do Espírito Santo.
Jesus, como o cavaleiro vitorioso, com a coroa e o arco.
Primeiro, vamos lembrar, né? Do primeiro cavalo, o cavalo branco. Jesus é o cavaleiro. Sai vitorioso, como a coroa e arco.
A coroa simboliza a autoridade do rei e reina sobre a igreja.
O arco evidencia a vitória pelo poder da palavra viva e a ação do Espírito Santo.
Portanto, Cristo cavalga na história como vencedor.
Ele não será vitorioso apenas no fim. Interessante isso. Jesus, a vitória dele não é afirmada apenas no fim, mas no decorrer de toda a história profética, Ele é vencedor. Louvado seja o nome do Senhor.
Portanto profeticamente Jesus já venceu e a igreja é chamada para participar desta vitória.
Que honrosa para a igreja ser convocada, ser chamada para participar desta vitória, mas como que a igreja se comporta diante de um convite tão honroso como este? Ela se comporta manifestando a sua gratidão, vivendo em santificação, fidelidade, prática da revelação e em atenção aos marcadores proféticos para que ela continue sendo vencedora junto com o Senhor Jesus.
E Jesus, o verdadeiro e santo dominador. JESUS, COMO O VERDADEIRO E SANTO DOMINADOR, ELE DOMINA SOBRE OS DEMAIS CAVALOS, o vermelho, que tipifica a guerra, o preto a escassez, o amarelo a morte.
Portanto, Cristo domina até as hostes espirituais que se opõem sobre a igreja.
Ou seja, Ele tem um domínio pleno sobre todas as coisas.
Meus irmãos, no tempo do breve, princípio das dores, a igreja ela não se abala diante dos sinais que são os marcadores proféticos, evidenciados através dos marcadores proféticos, pois ela sabe que o Senhor é o verdadeiro e santo dominador. Aleluia! Sabe que o projeto profético do Senhor não importa improvisações.
O Senhor não tem um plano B é um plano único não tem improvisação e há conhecimento prévio de todas as circunstâncias. Dessa forma todos os recursos já são previamente providenciados para atender todas as necessidades. Daí a segurança da igreja, como participante, ela está segura e ela pode proclamar desta forma, o Senhor é o meu pastor e nada me faltará.
O cordeiro ainda não julgará, porque não é o tempo ainda do julgamento, o juízo final ainda não foi executado. Vivemos no tempo da graça, no qual a salvação é anunciada a todos, a porta da graça está aberta, com oportunidade para todos. Portanto ainda não é o juízo, há oportunidade, a porta está aberta, diante de todos esses eventos, há um escape para o homem. A porta está aberta, nesse período a igreja, Ela persevera em obediência e vive a experiência com o Espírito Santo, aguardando o arrebatamento, louvado seja o nome do Senhor.
E quanto à ira do cordeiro registrado, quanto à ira dos cordeiros, os reis e poderosos e ricos, tribunos, eles tentarão se esconder, mas como se esconder daquele que tem os atributos de onisciência e onipresença? Impossível, não é?
A graça tem limite. Chegará o tempo do juízo. A porta da graça está aberta, há oportunidade, mas haverá o tempo do juízo. Jesus é o Cordeiro que salva. Jesus é o Cordeiro que salva, mas também é o Juiz que julga. Louvado seja o nome do Senhor.
E assim, meus irmãos, é importante entender que Jesus não surpreende, não há nenhuma surpresa diante das ações, diante dos eventos. porque todas as coisas são anunciadas antecipadamente.
O Senhor coloca à disposição os recursos da graça para que os escolhidos possam ser preservados, louvado seja o nome do Senhor.
A Arca da Aliança vista por João, a Arca da Aliança foi vista por João e é um aspecto interessante, porque a Arca da Aliança foi instituída por Deus a Moisés como… Porque Deus queria se fazer propício, era um símbolo da presença divina de Deus no meio de Israel.
A arca era feita de madeira de cetim, revestida de ouro. A madeira de cetim é figura profética de Jesus como homem, da fragilidade como homem, mas revestida de ouro, o poder de Deus. Louvado seja o nome do Senhor.
Portanto, a arca continha três elementos, as tábuas da lei, que fala do Pai, Deus, o Maná, o Filho, Jesus e a vara de Arão, direção, direção do Espírito Santo.
Nós vamos identificar na história que após a infidelidade de Israel, ele sofreu invasões, tendo a arca desaparecida do templo terreno.
Aos olhos do homem, a aliança parecia perdida. Mas a palavra registra que João arrebatado em visão, ele vê a arca no céu.
E o que significa essa visão de João vendo a arca no céu? Identifica que Deus preserva a sua aliança, muito embora o homem ter posicionado de forma contrária ao plano profético de Deus, mas Deus continua a sua aliança, ela permanece, a arca revela a trindade, atuando na obra criadora. Embora o homem tenha perdido a comunhão, Deus não revogou a aliança, pois Ele é o Deus imutável, louvado seja o nome do Senhor.
Ver a arca no céu é a certeza de que a aliança está preservada, preservada em Cristo Jesus. Aleluias, oh, Deus, bendito seja o nome do Senhor.
E neste contexto, neste contexto, nesta consciência que a aliança é preservada, a igreja, a igreja proclama que há uma casa edificada, uma habitação edificada para a morada eterna.
Portanto o louvor da igreja é o testemunho que a aliança está viva, a aliança está viva, a promessa do Senhor está viva, louvado seja o nome do Senhor. E uma casa está edificada. Aleluia. Bendito seja o nome do Senhor. Aleluias, oh Deus.
00:11:45 Diniz Cypreste
Glória a Deus. Saúdo a todos com a paz do Senhor Jesus.
Dando continuidade ao nosso estudo sobre os nomes, os títulos e os papéis do Senhor Jesus. Eu gostaria de ler com os irmãos Apocalipse 7 a partir do verso 9.
Enquanto projetam o texto, é importante nós ressaltarmos que muitas vezes as pessoas se esquecem que o livro de Apocalipse começa com a expressão revelações de Jesus Cristo.
E em meio a tantos sinais, selos, profecias que se cumprem, juízos que vêm, as pessoas se esquecem do mais importante e deixam de ver a beleza do Senhor Jesus. Desse que é Rei dos Reis e Senhor dos Senhores. Senhor da história, Criador de todas as coisas e Ele está presente em todo livro.
E o que nós estamos fazendo nesses dias na escola bíblica é vermos esta beleza e o senhorio do Senhor Jesus.
Então eu gostaria de ler com os irmãos, Apocalipse capítulo 7, verso 9 a 11.
Diz a palavra do Senhor:
“depois dessas coisas olhei e eis aqui uma multidão. a qual ninguém podia contar de todas as nações e tribos e povos e línguas que estavam diante do trono e perante o Cordeiro, trajando vestidos brancos e com palmas nas suas mãos. E clamavam com grande voz dizendo: salvação ao nosso Deus que está sentado no trono e ao Cordeiro. E todos os anjos que estavam ao redor do trono e os anciãos e dos quatro animais e prostraram-se diante do trono sobre os seus rostos e adoraram a Deus”.
Glória a Jesus!
Irmãos, imaginem aquela cena. Esse é o grande dia em que Gente de todos os povos, de todas as línguas, de todas as nações, de todas as tribos estão diante do trono de Deus e do Cordeiro e, de forma uníssona, cantam e adoram aquele que é digno de todo louvor.
E João está tendo, João que conheceu o Jesus, o homem de dores, o homem sofredor, aquele que não tinha nenhuma beleza para que o desejássemos, ele agora está vendo o Senhor entronizado.
E ali naquela multidão, nós podemos imaginar Abraão, os patriarcas, Moisés, Débora, Esther, João, Maria, Pedro, tantos servos do Senhor e servas de Deus, ali no meio daquela multidão.
Mas você foi chamado para estar ali no meio daquela multidão?
Eu fico imaginando, será que João te viu, me viu ali no meio daquela multidão, que ninguém pode contar?
Mas são os salvos, são os remidos, que estão diante do Senhor, para dar a Ele toda a glória que pertence a Ele.
E é interessante que quem está sentado no trono é o Pai, mas está sentado o Pai e o Cordeiro. Por que o Cordeiro? Porque está ali e essa cena é maravilhosa, a igreja está diante dele e nós naquele instante vamos poder entender mais do amor de Deus.
Porque hoje o amor de Deus, nós entendemos alguma coisa, mas diz a Palavra de Deus que o amor de Deus, ele excede a todo entendimento.
Nós hoje não podemos alcançar, mas ali nós estaremos diante do trono com o corpo transformado, com o corpo glorificado. Estaremos diante dEle, olhando e vendo aquele que está ali, que é o Criador de todas as coisas, porque sem Ele nada do que foi feito se fez. Ele é o Senhor, Ele é o Rei da Glória, mas nós olhamos para o trono e nós vemos o Cordeiro.
Por que o Cordeiro?
E nós vamos entender esse Deus tão glorioso, tão maravilhoso, esse Deus com tanto poder, Ele se fez Cordeiro de Deus. Por amor a mim, por amor a você, ele se fez Cordeiro de Deus. É aquele que deu a sua vida, é aquele que morreu por mim, é aquele que não tinha pecado, mas que deixou o esplendor da sua glória e nós vamos estar diante dele.
E é interessante que o texto, Deus está ali, mas a menção ao Cordeiro e O TEXTO EXPLICA POR QUE QUE NÓS ESTAMOS ALI. QUEM SÃO ESSES?
O TEXTO VAI DIZER.
ESSES SÃO AQUELES QUE LAVARAM AS SUAS VESTES NESTE SANGUE, no sangue deste rei, desse Senhor que vocês estão vendo entronizado, porque Ele é o Rei da Glória, Ele é Deus eternamente, vocês estão diante dEle, mas Ele é o Cordeiro, Ele se fez Cordeiro de Deus e nós vamos dar a Ele a adoração.
MAS, QUEM É ESTA MULTIDÃO?
ESSA MULTIDÃO VEIO DE GRANDE TRIBULAÇÃO, NÃO VEIO DA GRANDE TRIBULAÇÃO, MAS VEIO DE GRANDE TRIBULAÇÃO.
Essa multidão são daqueles que entenderam o chamado e lavaram as suas vestes no sangue do cordeiro.
E a igreja, a igreja santa, a igreja imaculada, não está ali, quem são esses?
Esses são os grandes homens, esses são os perfeitos.
Não, quem são estes? Estes são os remidos. Esses foram santificados, santificados como? Eles foram santificados no sangue desse Cordeiro que está no trono e Ele é digno do nosso louvor e da nossa adoração.
E ali nós cantaremos a Ele, daremos a Ele a honra e a glória e diz a palavra de Deus e todos nós juntamente com todos os anjos e seres celestiais nos prostraremos diante dEle.
Que cena maravilhosa, uma multidão que não se pode contar, de vidas transformadas pelo poder de Deus.
Não é uma igreja que se afeiçoou ao mundo, não é uma igreja que tinha uma religião, mas é uma igreja que lavou as vestes no sangue do Cordeiro.
Uma igreja que amou o dia da vinda de Jesus e santificou a sua vida.
Então ali está a história, os homens de todas as tribos, de todas as nações, de todas as épocas.
Ali nós vemos o profético, a visão da igreja redimida, a igreja glorificada diante do Cordeiro.
Ele tem uma aplicação para os nossos dias, porque aponta para a universalidade do Evangelho. Todos aqueles que creram, todos. Não foi para alguém especialmente, mas todos os que creram. Foram transformados e foram feitos filhos de Deus.
E nós vemos ainda ali o poder do sangue de Jesus. Os que vieram de grande tribulação, lavaram as vestes do sangue do Cordeiro.
Por quê? Onde está a profecia? Porque só o sangue de Jesus purifica e liberta o homem de todo pecado e da vida eterna. É o único salvador, não há outro mediador, é pelo sangue dele, do Cordeiro de Deus, do Cordeiro sem mácula.
A aplicação disso para a nossa vida é que o sangue é indispensável para a salvação do homem.
Não é apenas uma lembrança histórica de um sacrifício que foi feito um dia na vida do Calvário, mas é o sangue que é a vida, que Ele trouxe da eternidade, QUE É O ESPÍRITO SANTO, é esse sangue que hoje nos sustenta, é Ele que nos dá vida, é Ele que visita o nosso coração e nos revela essa grande salvação e nos revela toda a vontade do Senhor Jesus.
É o sangue que purifica, é o sangue que nos nutre, é o sangue que nos prepara e que nos santifica, mostrando toda a vontade do Senhor para nós.
O cordeiro, o mesmo texto diz, é de uma beleza extraordinária e ele vai nos dizer que ele, esse Jesus, quem é esse cordeiro? Ele é aquele que está lá na eternidade e que nos guia, diz o texto bíblico, às fontes da água da vida, das águas vivas, é ele, lá está o rio da água viva.
E Ele ali, diz a palavra do Senhor, Ele é o nosso alimento hoje, mas Ele é o nosso alimento eterno, Ele nos alimentará ali, Jesus é o pastor eterno que conduz a igreja pelo Seu Espírito Santo.
Irmãos que coisa gloriosa, aquele que está ali, Ele é o nosso pastor. É o que nos conduz, é aquele que hoje vai adiante de nós, nós estaremos diante dele.
E diz a Palavra do Senhor, que ali não haverá mais dor, não haverá mais lágrima, o sol não nos castigará mais, mas ali haverá paz, haverá alegria.
É esse o sentimento de gratidão, porque quando nós olharmos para nós e vermos, toda a nossa necessidade foi suprida, não há mais dor. Não há mais morte, há vida, Ele é a nossa vida, Ele é o nosso sustento hoje e nós vamos estar diante dEle, glorificando a Ele, porque nada lhe nos faltará. Estaremos na casa do Pai onde habitaremos por longos dias.
No capítulo 8, deixamos o 7 desse capítulo tão glorioso, que mostra a igreja com o Senhor Jesus na glória e entramos agora no capítulo 8, e há um silêncio no céu. Um grande silêncio no céu por meia hora.
Fogo do altar vem sobre a terra. A resposta de Deus.
Apocalipse, ele não está escrito, já foi falado isso antes, mas só relembrando. numa sequência cronológica.
Ele fala de acontecimentos, às vezes ele vai falar de acontecimentos mais à frente, depois ele volta a outros acontecimentos.
E aqui no capítulo 8 nós vemos um silêncio no céu por meia hora. A oração e vem fogo sobre a terra. A resposta de Deus, a oração da igreja.
A igreja que tantas vezes foi perseguida, foi massacrada. E que caiu aos pés do Senhor. Agora novamente vem o sétimo selo e começam as trombetas de Deus.
Os juízos durante toda a história da igreja. Nesses anos, nesses dois mil e poucos anos, os juízos que vieram, as profecias, as trombetas que se cumprem nos nossos dias, a oração, ali a resposta da oração, a oração como instrumento profético, mostrando a participação da igreja, a igreja que discerne os tempos que vive e que clama ao Senhor, porque ela tem discernimento, ela sabe o momento.
O mundo dorme nesta hora da noite, mas a igreja está desperta, acordada, clamando, olhando para o alto, a hora vem Senhor Jesus, a hora se aproxima.
Nós vemos ali o histórico, o sol, a lua, as estrelas sendo feridas, as potências do céu sendo abaladas, abalo nas estruturas humanas, políticas, espirituais, todos os acontecimentos proféticos que a igreja está vendo.
O toque das trombetas para nós é o sinal profético mostrando a instabilidade do sistema terreno, mostrando que essa terra é passageira, ela vai passar, o mundo vai passar, mas a igreja está firmada no Senhor, nas profecias, na promessa do Senhor.
No capítulo 10 nós vemos ali o anjo forte, um anjo poderoso que é o Senhor Jesus, um arco celeste, o seu rosto como o sol, os seus pés como colunas de fogo, firmado sobre a terra, um pé firmado sobre a terra, o outro firmado sobre os oceanos.
Ele é o Senhor da história, Ele é o Senhor de todas as coisas, Ele é o Deus forte, Ele é o Deus poderoso, é o próprio Senhor Jesus esse anjo forte, manifestando-se como esse Deus de poder.
Não era mais o Jesus que João viu, o homem de dores, mas agora era o Deus de poder que domina sobre os acontecimentos, sobre a natureza, sobre o homem, sobre os reis da terra, sobre o sistema político.
A história não caminha aleatoriamente, mas Ele é o Senhor da História, Ele é o Senhor do Universo e Ele está no controle de todas as coisas.
E agora nós vemos que é chegada a hora da vitória da igreja.
O anjo é um anjo forte, porque o Senhor Jesus é Deus forte, é Deus conosco, mas é Deus forte, é Deus poderoso e Ele reina.
E a igreja está agora vendo, contemplando, é o sétimo selo que foi aberto, as trombetas tocaram e todas as coisas se cumpriram e Ele venceu todas as coisas.
E Ele domina agora, nessa ocasião, Ele vai dominar, porque o reino, aquele que reinava, que era impostor, de um mundo que estava posto no maligno, Ele agora vem e retoma, porque a terra pertence a Ele.
Todas as coisas foram dadas a Ele, e Ele tem todo o poder no céu e na terra.
Concluindo irmãos, os capítulos 6 a 11 de Apocalipse mostram, Mostra a soberania absoluta do Cordeiro, ele é o Cordeiro, mas ele é o Senhor.
Desde a abertura dos selos, passando pelas trombetas, até a manifestação do anjo forte, vemos que toda a história está sobre o governo de Jesus Cristo.
A igreja é chamada a viver nos limites do Espírito Santo, sustentada, alimentada pelo sangue do Cordeiro e aguarda com fidelidade esse momento, porque muito em breve nós estaremos diante do trono, dando a Ele a glória que pertence a Ele eternamente.
O reino de Deus se estabeleceu. Ali na sétima trombeta, quando se cumprem ali as trombetas no sétimo selo, quando se cumprem ali e tocam todas as trombetas, o Senhor vem e Ele vai reinar sobre a terra.
A proclamação dos reinos do mundo. Ao Senhor Jesus e ao Seu Cristo, a vitória final se cumpre. O Senhor reinará eternamente.
Esse é o desfecho glorioso do plano profético de Deus. O Cordeiro que venceu pelo sangue derramado, agora Ele reina com a sua igreja. Ele reinará para todos sempre. Ele é o Rei dos reis, o Senhor dos senhores e Ele reinará para sempre.
Gostaria de encerrar lendo com os irmãos esse texto maravilhoso, em Apocalipse 11.
Vou pedir para projetar: 11:15.
E tocou o sétimo anjo a sua trombeta E houve no céu grandes vozes que diziam, os reinos do mundo vieram a ser do Nosso Senhor e do Seu Cristo, e Ele reinará para todo sempre.
Aleluia! O Rei da Glória reinará para todos sempre.
De pé, irmãos.