EBD MARANATA: ESCOLA DE FARISEUS!
ANÁLISE CRÍTICA DA EBD -DA ICM – 7/9/2025
Link da EBD (canal oficial da ICM): https://www.youtube.com/watch?v=Uxsk50n6xjM
Introdução
No último domingo (7/9/2025), a Escola Bíblica Dominical da Igreja Cristã Maranata voltou a enfatizar os nomes e títulos de Jesus, com leitura de Filipenses 2.5-11 e Apocalipse 4–6. Mais uma vez, vimos a exaltação da glória de Cristo sem aplicação prática de seus mandamentos, sem reflexão sobre a vida real de seus seguidores.
Este artigo apresenta uma análise crítica, avaliando os aspectos éticos, bíblicos e escatológicos do que foi ensinado, comparando com os ensinos de Jesus nos Evangelhos.
Texto lido na EBD:
⁵ Seja a atitude de vocês a mesma de Cristo Jesus, ⁶ que, embora sendo Deus, não considerou que o ser igual a Deus era algo a que devia apegar-se; ⁷ mas esvaziou-se a si mesmo, vindo a ser servo, tornando-se semelhante aos homens. ⁸ E, sendo encontrado em forma humana, humilhou-se a si mesmo e foi obediente até à morte, e morte de cruz! ⁹ Por isso Deus o exaltou à mais alta posição e lhe deu o nome que está acima de todo nome, ¹⁰ para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, no céu, na terra e debaixo da terra, ¹¹ e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para a glória de Deus Pai. (Filipenses 2:5-11)
1. O que foi ensinado
- Gilson Sousa, Alexandre Gueiros e Marcelo Ferreira reforçaram a centralidade dos títulos de Jesus: Leão da Tribo de Judá, Cordeiro que foi morto, Cavaleiro do cavalo branco.
- Houve repetição de fórmulas de adoração, mas não houve aplicação prática sobre amar, perdoar e servir.
- Alexandre afirmou que “a nossa salvação está em mãos em que podemos confiar, nas mãos do Senhor Jesus”, ao mesmo tempo em que sugeriu que Cristo luta contra “nossos inimigos”.
2. As perguntas que não querem calar
Alexandre Gueiros leu o texto que prova o quanto são fariseus, pois fala que devemos ser imitadores de Cristo (mesma atitudes de Cristo), esvaziando-nos de nós mesmos (deixando a arrogância, prepotência e maldade), humilhando-nos para que Deus nos exalte. Entretanto, perguntamos:
- Esse Jesus que deve ser imitado aprova perseguições judiciais contra ex-membros?
- Ele se agrada de líderes que negam misericórdia a uma idosa processada, pedindo aumento da indenização?
- Ele se alegra quando dízimos e ofertas financiam escritórios de advocacia para mover ações contra pessoas, enquanto nada é aplicado em obras de amor e compaixão?
- Quem se omite ou financia tais práticas pode se declarar inocente diante de Deus? Quem assim procede pode esperar ser exaltado como Cristo foi?
3. Teoria x Prática – aprendendo com o Mestre Jesus
Exemplo: O professor de natação
Certa vez, um professor de natação entrou na sala cheio de explicações. Mostrou no quadro como mexer os braços, como bater as pernas, como respirar dentro da água. Tudo muito bonito e convincente.
Mas os alunos, que nunca tinham nadado, ficaram com dúvida: “Professor, isso funciona mesmo? Como é que a gente faz na prática?”
O professor percebeu que não adiantava só falar. Então ele levou os alunos até a piscina, entrou na água e começou a nadar. Mostrou cada movimento, explicou respirando dentro da água, parou e repetiu devagar. Só assim os alunos entenderam como funcionava e puderam imitar.
Aplicação
É exatamente isso que falta nas EBDs da Maranata: não basta falar dos títulos de Jesus. Os membros precisam ver como Ele viveu e o que Ele ensinou para ser praticado. Jesus não ficou apenas dizendo palavras bonitas; Ele entrou na “água” da vida real:
- lavou os pés dos discípulos,
- tocou os leprosos,
- perdoou quem o ofendia,
- incluiu as mulheres discriminadas (samaritana e Maria Madalena),
- repreendeu publicamente os fariseus;
- repartiu o pão com os famintos.
Ou seja: Ele mostrou na prática.
Conclusão:
É isso que falta nas EBDs da Maranata: elas falam de títulos e símbolos de Jesus, mas escondem seus mandamentos práticos. Não basta a teoria, é preciso mostrar com exemplos como ser discípulo de Cristo de verdade. Não basta falar de natação, é preciso entrar na água. Jesus mostrou na prática como viver, e é isso que devemos seguir – é isso o que diz o texto que Alexandre Gueiros usou e não foi capaz de mostrar o que essas palavras significam na prática. Dizer e não fazer é hipocrisia de fariseu.
4. Comparativo: Jesus x Fariseus (Mt 23)
¹ Então, Jesus disse à multidão e aos seus discípulos: ² “Os mestres da lei e os fariseus se assentam na cadeira de Moisés. ³ Obedeçam-lhes e façam tudo o que eles lhes dizem. Mas não façam o que eles fazem, pois não praticam o que pregam. [teoria sem prática]
⁴ Eles atam fardos pesados e os colocam sobre os ombros dos homens, mas eles mesmos não estão dispostos a levantar um só dedo para movê-los. ⁵ “Tudo o que fazem é para serem vistos pelos homens. Eles fazem seus filactérios bem largos e as franjas de suas vestes bem longas; ⁶ gostam do lugar de honra nos banquetes e dos assentos mais importantes nas sinagogas, ⁷ de serem saudados nas praças e de serem chamados ‘rabis’. ⁸ “Mas vocês não devem ser chamados ‘rabis’; um só é o mestre de vocês, e todos vocês são irmãos. ⁹ A ninguém na terra chamem ‘pai’, porque vocês só têm um Pai, aquele que está nos céus. ¹⁰ Tampouco vocês devem ser chamados ‘chefes’, porquanto vocês têm um só Chefe, o Cristo. ¹¹ O maior entre vocês deverá ser servo. ¹² Pois todo aquele que a si mesmo se exaltar será humilhado, e todo aquele que a si mesmo se humilhar será exaltado. ¹³ “Ai de vocês, mestres da lei e fariseus, hipócritas! Vocês fecham o Reino dos céus diante dos homens! Vocês mesmos não entram, nem deixam entrar aqueles que gostariam de fazê-lo. ¹⁴ “Ai de vocês, mestres da lei e fariseus, hipócritas! Vocês devoram as casas das viúvas e, para disfarçar, fazem longas orações. Por isso serão castigados mais severamente. ¹⁵ “Ai de vocês, mestres da lei e fariseus, hipócritas, porque percorrem terra e mar para fazer um convertido e, quando conseguem, vocês o tornam duas vezes mais filho do inferno do que vocês. (…) ²³ “Ai de vocês, mestres da lei e fariseus, hipócritas! Vocês dão o dízimo da hortelã, do endro e do cominho, mas têm negligenciado os preceitos mais importantes da lei: a justiça, a misericórdia e a fidelidade. Vocês devem praticar estas coisas, sem omitir aquelas. ²⁴ Guias cegos! Vocês coam um mosquito e engolem um camelo. ²⁵ “Ai de vocês, mestres da lei e fariseus, hipócritas! Vocês limpam o exterior do copo e do prato, mas por dentro eles estão cheios de ganância e cobiça. ²⁶ Fariseu cego! Limpe primeiro o interior do copo e do prato, para que o exterior também fique limpo. ²⁷ “Ai de vocês, mestres da lei e fariseus, hipócritas! Vocês são como sepulcros caiados: bonitos por fora, mas por dentro estão cheios de ossos e de todo tipo de imundície. ²⁸ Assim são vocês: por fora parecem justos ao povo, mas por dentro estão cheios de hipocrisia e maldade. ²⁹ “Ai de vocês, mestres da lei e fariseus, hipócritas! Vocês edificam os túmulos dos profetas e adornam os monumentos dos justos. ³⁰ E dizem: ‘Se tivéssemos vivido no tempo dos nossos antepassados, não teríamos tomado parte com eles no derramamento do sangue dos profetas’. ³¹ Assim, vocês testemunham contra si mesmos que são descendentes dos que assassinaram os profetas. ³² Acabem, pois, de encher a medida do pecado dos seus antepassados! ³³ “Serpentes! Raça de víboras! Como vocês escaparão da condenação ao inferno? ³⁴ Por isso, eu lhes estou enviando profetas, sábios e mestres. A uns vocês matarão e crucificarão; a outros açoitarão nas sinagogas de vocês e perseguirão de cidade em cidade. (Mateus 23:1-34)
Repreensão de Jesus | Prática atual da ICM |
Pesos nas costas (v.4) | Muitas regras e exigências sobre os fiéis, enquanto líderes (pastores e familiares) vivem com privilégios. |
Títulos e honras (v.6-7) | Ênfase em títulos e reconhecimento público. |
Dízimo, mas sem justiça e misericórdia (v.23) | Rigor com dízimos, mas descuido com amor, perdão e assistência. |
Aparência de santidade (v.27-28) | Discurso de vitória e santidade, mas ações que negam os mandamentos de Cristo. |
5. Incoerências escatológicas
- Cavaleiro do cavalo branco (Ap 6.1-2): a ICM disse que é Jesus. Mas, no ensino dispensacionalista que a própria igreja já usou, esse cavaleiro é o anticristo.
- Sexto selo (Ap 6.12-14): é descrito como o fim do céu e da terra. Isso não se encaixa com a visão pré-tribulacionista de arrebatamento seguido de milênio terrestre.
6. O problema da salvação
- A fala de Alexandre sugere que a salvação está nas mãos de Jesus (o que lembra o calvinismo).
- Mas a ICM ensina que a salvação depende de escolhas e obras humanas.
- Fica a contradição: afinal, a salvação é obra de Cristo ou decisão do homem?
Conclusão
A EBD de 7/9/2025 mais uma vez exaltou títulos de Jesus, mas silenciou sobre seus mandamentos. A liderança da ICM segue falando de vitória e de adoração, mas se afasta da prática do evangelho: amar, perdoar e praticar a misericórdia.
O contraste com os fariseus é inevitável. O desafio para os membros é: aceitar apenas o discurso ou confrontar a prática com a Palavra de Deus?
ROTEIRO PARA LIVE
🕒 0:00 – Introdução
· Saudação ao público.
· Breve resumo: mais uma EBD exaltando títulos de Jesus, mas sem falar dos mandamentos dele.
🕒 0:45 – Questões éticas
· Jesus aprovaria mais de 100 processos contra ex-membros?
· E o caso da idosa processada?
· É justo usar dízimos para financiar litígios e não para cuidar dos necessitados?
🕒 2:00 – Comparativo com os fariseus
· Fariseus impunham fardos pesados → ICM exige regras e mutirões.
· Fariseus buscavam títulos → ICM valoriza títulos e honras.
· Fariseus davam o dízimo, mas esqueciam da misericórdia → ICM também.
🕒 3:00 – Escatologia confusa
· Cavalo branco: ICM diz que é Jesus, mas a doutrina clássica pré-tribulacionista diz que é o anticristo.
· Sexto selo: fim do céu e da terra → incoerente com o milênio esperado.
🕒 4:00 – Salvação: mãos de Jesus ou obra do homem?
· Alexandre falou em salvação nas mãos de Jesus, mas a ICM prega salvação por obras.
· Contradição clara.
🕒 5:00 – Conclusão e apelo
· Relembrar: Jesus disse que amor, misericórdia e perdão são mais importantes que rituais.
· Pergunta final: será que só títulos e louvores bastam?
DEGRAVAÇÃO DA EBD/ICM DE 7/9/2025
00:00:00 Gilson Sousa
Irmãos, nós continuamos o estudo de Jesus no Apocalipse e o nosso objetivo é conhecer mais a Jesus através do significado dos seus nomes, títulos e papéis proféticos do Senhor Jesus.
Com isso, podemos intensificar as bênçãos de Sua presença e Sua obra com relação a nossas vidas.
Aprendemos como Ele é digno de toda a nossa adoração. E no Apocalipse, aprendemos sobre a glória e o poder que Ele recebeu após ter se feito homem, morrido na cruz, ressuscitado dentre os mortos e subido aos céus, onde se assenta à direita do Pai, intercedendo por nós.
Louvado seja Deus!
Vamos dar continuidade à nossa escola bíblica dominical.
00:00:48 Alexandre Gueiros
Saúdo os irmãos, com a paz do Senhor Jesus.
Gostaria de começar o estudo de hoje ainda lendo uma passagem das Escrituras que está em Filipenses, capítulo 2, versículos 5 a 11. Nós vamos ver nessa passagem aquilo que os irmãos já perceberam, o contraste entre o Senhor Jesus apresentado nos Evangelhos, despojado da sua glória que ele deixou nos céus para realizar a obra da nossa salvação, e o Jesus que recebeu de volta a glória que ele sempre possuiu desde a eternidade com o Pai.
Podemos ler essa passagem de Filipenses capítulo 2, 5 a 11 de pé, vamos ler de pé a palavra de Deus. Podemos ler juntos.
De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, que sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, mas aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens. E achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até a morte, e morte de cruz. Pelo que também Deus o exaltou soberanamente e lhe deu um nome que é sobre todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho dos que estão nos céus e na terra e debaixo da terra. E toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para a glória de Deus Pai. Amém.
Aleluia, glória, glória ao Senhor Jesus. Aleluia.
Prossigamos, portanto, irmãos, em aprender como Jesus, que é Deus forte, é digno de todo louvor e honra e glória e força. Cantemos este hino.
(louvor)
Amados irmãos, dando continuidade ao nosso estudo, chegamos a este capítulo, número 4 do Apocalipse, em que surge uma questão crucial. Quem será digno de abrir o livro e de desatar os seus selos?
O desatar dos selos significava dar início aos acontecimentos da etapa final do plano de redenção da igreja.
Era uma questão angustiante. João ficou aflito porque não se encontrava ninguém digno de abrir aqueles selos. E nós percebemos pelo que é relatado a seguir que ao abrir os selos a história da salvação da igreja se processaria. E não somente isso! Mas também uma série de acontecimentos na terra que alcançariam a humanidade.
O apóstolo João então chora. Repetimos, porque ele percebeu que não havia ninguém digno de abrir os selos, de abrir o livro e desatar os seus selos.
Quem? Ele certamente inquiriu naquele momento, ou se perguntou, quem vai realizar a consumação do plano da nossa salvação?
Mas um ancião apareceu e disse, não chores, Eis que o leão da tribo de Judá, a raiz de Davi, venceu para abrir o livro e desatar os seus selos.
Quando ele venceu? Na cruz do Calvário e ao ressuscitar ao terceiro dia.
E então, amados irmãos, João, logo que ouviu essas palavras, olhou e o que ele viu? um cordeiro que parecia que tinha sido morto.
Realmente, simbolizando o Senhor Jesus, que havia morrido na cruz do Calvário.
E, assim, nós perguntamos, quem é aquele que se apresenta como o leão e o cordeiro? O que é que o leão e o cordeiro, melhor dizendo, representam? Por que ele teve aquela visão?
O pastor Adaiso tem, eu creio, uma resposta a essa pergunta. Peço que ele se dirija aos irmãos.
00:06:13 Adaiso Fernandes
Bem, nós cumprimentamos os irmãos aqui presentes, aqueles que estão nas nossas igrejas, aqueles que estão nos assistindo através da nossa rede social, nas nossas redes sociais, com a paz do Senhor Jesus.
Pastor Alexandre, antes de responder à sua indagação, é interessante que estejamos identificando o significado do leão na Bíblia.
O leão era o emblema da tribo de Judá. A tribo de Judá, cujo símbolo era o leão, conforme dito, guardava a porta do tabernáculo.
Judá era a tribo mais forte, mais numerosa e tinha o maior exército. Isso nos fala daquele que guarda a igreja com a sua força. Louvado seja o nome do Senhor.
O título de Raiz de Davi nos lembra que Jesus era prefigurado como descendente de Davi. Mas ainda é necessário registrar que havia sido profetizado que o cedro, a realeza, estaria com o Judá. Isso era uma profecia de que Cristo seria um descendente de Judá e seria também descendente de Davi, que era da tribo de Judá.
Daí a sua designação como raiz de Davi, louvado seja o nome do Senhor.
O leão então falava da força do Deus forte e do reinado do rei dos reis. Em outras palavras, falava do Senhor Jesus.
Em Gênesis, Jacó profetizara que Judá é o leãozinho. Isso nos fala da humildade do homem Jesus, que foi descendente de Davi ou raiz de Davi.
O leãozinho, o filhote de leão é acessível. Todos se aproximavam dele sem temor, manso e humilde.
Assim foi o Senhor Jesus na sua primeira vinda. Bendito seja o nome do Senhor.
Mas, encurvar-se como leão adulto, essa expressão é interessante, mas encurvar-se como leão adulto, este leão inspira temor pela força e poder para destruir seus inimigos.
Jesus glorificado é o leão da tribo de Judá. É Deus forte. Assim, o título de raiz de Davi nos lembra que na Bíblia Jesus é prefigurado, portanto, em Davi os seus aspectos de perdoador, manso, humilde e compreensivo.
Precisávamos do leãozinho. “Aprendei de mim que sou manso e humilde de coração.”
Assim, Israel queria um descendente de Davi, mas um Davi guerreiro, um leão adulto.
Mas na sua primeira vinda, Jesus veio de uma forma simples, humilde e sofredor.
Os judeus não tinham interesse com um rei humilde e um rei sofredor. Assim entendemos que respondemos a pergunta deixada pelo pastor Alexandre.
Amém?
00:10:49 Marcelo Ferreira
Paz do Senhor a todos.
Meus irmãos, João está tendo uma visão maravilhosa. Chega aqui um ponto da visão que é criada toda uma expectativa, porque após o seu choro, vendo que ninguém era digno de abrir o livro, o ancião da parte do Senhor traz uma palavra de consolo: não chore João, eis aqui o leão da tribo de Judá.
Então cria-se uma expectativa do surgimento, do aparecimento de um grande leão, porque Ele fala: eis aqui! Estava ali! Eis aqui o leão da tribo de Judá, raiz de Davi, Ele vai abrir o selo!
Então cria-se a expectativa de um leão majestoso entrando, no seu vigor, em toda a sua força. É o que João aguardava.
Mas aí João vai descrever: eu olhei… E ele não viu um leão.
Eu olhei e eu vi um cordeiro, manso, humilde, acessível.
Essa é a grande surpresa que ele está tendo. Então João vai entender que o leão e o cordeiro eram a mesma pessoa. A pessoa gloriosa do Senhor Jesus. É o verbo que se fez carne. É o Deus que se fez homem. É o leão que se fez cordeiro, por amor a todos nós. Pela redenção do homem.
E agora João vai descrever aquele cordeiro. Eu vi um cordeiro… eu olhei achando que havia um leão majestoso, que todos aguardavam, que Jesus viria assim.
Mas primeiro ele veio como cordeiro. Primeiro ele veio acessível. Primeiro ele veio como homem humilde e manso de coração.
E aí João vai observar algumas coisas daquele cordeiro. Olha! Esse cordeiro já morreu. Esse cordeiro já sofreu. Já mataram esse cordeiro. Porque o aspecto era de um cordeiro que já havia sido morto.
E nós conhecemos o Cordeiro que morreu por nós, que sofreu por nós. Jesus é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.
Mas João, nessa expressão de João, “que havia sido morto”, ele está falando muito mais do que isso. O que João está dizendo? Olha, esse Cordeiro ressuscitou.
00:13:33 Alexandre Gueiros
Está vivo.
00:13:34 Marcelo Ferreira
Esse cordeiro ressuscitou. Porque se ele foi morto, se ele sofreu, e João estava vendo um cordeiro vivo, andando. E todos nós como igreja, nós conhecemos o cordeiro que ressuscitou. Nós amamos o cordeiro que ressuscitou. Porque nessa manhã ele está andando entre os castiçais, ele está andando pelas igrejas. Ele está visitando o seu rebanho.
00:13:59 Alexandre Gueiros
Glória a Jesus.
00:14:01 Marcelo Ferreira
E veja que agora João vai entender que aquele cordeiro, ele é digno.
Meus irmãos, a questão da redenção do homem era tão séria e tão difícil… Porque João não diz somente, que não havia ninguém que pudesse abrir o livro, ele diz mais do que isso. Ele fala, não há ninguém digno, nem de olhar para o livro, nem de olhar para ele, nem de ler.
Mas agora João entende que há um que é digno. Aquele que na sexta-feira, na cruz, morreu como um cordeiro, mas que domingo de manhã ressuscitou como um leão, tragou a morte, ele é digno de abrir o livro e ele é digno da adoração da igreja hoje e sempre. E nessa manhã que o cordeiro seja adorado. Dai glória a Deus. Glória a Jesus.
(louvor)
Graças a Deus!
Agora no início do capítulo 6, João descreve, e havendo o Cordeiro aberto os selos.
Agora, o Cordeiro de Deus começa a abrir os sete selos.
O que são os selos? São acontecimentos que se dariam após a ressurreição de Jesus. São acontecimentos ligados à humanidade. São fatos históricos e proféticos que estão relacionados desde o Pentecostes até o arrebatamento da igreja.
São acontecimentos que iriam se proceder na história da humanidade, na história da igreja.
E João descreve o Cordeiro abrindo o primeiro selo. Ele, de novo, vai ter uma visão extraordinária. Gloriosa.
Porque quando o primeiro selo foi aberto, ele viu saindo um cavalo branco. E havia um sentado sobre o cavalo. E este também era majestoso. Porque saiu vitorioso e para vencer. Esse não é nenhum outro, a não ser o Senhor Jesus na Sua Majestade.
Veja que o texto não dá nenhuma possibilidade de derrota. Não é que Ele saiu para lutar e talvez vencer, Ele já saiu vitorioso. Não há possibilidade de Ele perder, Ele sempre vence pela igreja, Ele sempre venceu na história pelo Seu povo. Porque ele já saiu da eternidade vitorioso e para vencer na cruz, e para ressuscitar, e para nessa manhã ser glorificado pela igreja.
E agora João vai começar a identificar este que está sentado sobre o cavalo branco, como disse o louvor, cavalgando pelos séculos, pelos milênios, cavalgando pela história.
E por onde ele passa, em cada século ele passa, determinando a vitória da igreja pelo poder do sangue de Jesus.
E João, ao identificá-lo, falou assim: olha, eu vi uma coroa na sua cabeça. Esse que sai do selo, montado em um cavalo branco, vitorioso, ele tem uma coroa na cabeça. Ou seja, João diz: ele é rei, ele é rei, ele é rei dos reis, Senhor dos senhores, ele é o santo dominador da história. É isso que João está vendo, olha aquele que vai cavalgar sobre a história, ele domina sobre os fatos, ele domina sobre os acontecimentos. Por isso que ele é digno. Ele é o que faz acontecer, Ele é o que permite que aconteça, porque não há nenhum outro além dEle, que deve ser adorado e glorificado pela igreja.
Eu queria passar a palavra para essa conclusão final, pastor Alexandre.
00:18:25 Alexandre Gueiros
Muito bem.
Amados irmãos, estamos vendo, já temos visto o Senhor Jesus como o cavaleiro vitorioso, como aquele que domina sobre todos os acontecimentos que rodeiam a igreja, todos os acontecimentos da humanidade, todos os acontecimentos políticos.
O Senhor Jesus está controlando todas as coisas. Nada acontece neste planeta Terra sem que o Senhor Jesus permita. Ele tem todos os acontecimentos sob o Seu controle.
Às vezes nós nos afligimos com situações que a Igreja experimenta em certos continentes ou em certos países, ou mesmo no nosso país, às vezes nos afligimos com os acontecimentos políticos, econômicos, sociais.
Isso não deve ser assim.
Porque o nosso Senhor Jesus, o Rei dos Reis, Senhor dos Senhores, controla todos os acontecimentos da humanidade. Ele tem poder sobre tudo o que acontece neste planeta.
E Ele controla todas as coisas de tal forma que contribuam para a vitória constante e a vitória final da sua igreja, para a nossa salvação.
A nossa salvação está, portanto, em mãos em que podemos confiar, nas mãos do Senhor Jesus.
Ele continuará, como já foi dito, a lutar por nós, lutar contra todos os nossos inimigos. Ele já venceu o pecado na cruz, Ele já tem vencido o adversário e Ele será vitorioso até o fim.
Louvado seja!
É por isso que nós podemos concluir este estudo dizendo, Jesus é digno de toda honra, de todo louvor, de toda glória, de toda adoração, de todo o nosso amor.
Aleluia.