IGREJA MARANATA E SEUS FALSOS PROFETAS

IGREJA MARANATA E SEUS FALSOS PROFETAS

31 de agosto de 2025 Off Por Sólon Pereira

EBD/ICM 31/8/2025

 

ANÁLISE CRÍTICA DA EBD -DA ICM – 31/08/2025

Link: https://www.youtube.com/watch?v=FCTU-jVj-7s  

00:00:00 Alexandre Gueiros

Aqui estamos, irmãos, para continuar este estudo dos nomes, dos títulos e dos papéis do Senhor Jesus no livro do Apocalipse.

Nós já esclarecemos a finalidade do estudo desse livro.

Nesse versículo inicial, nós vemos que aprove ao Pai revelar mais da pessoa do Senhor Jesus, porque esse conhecimento representa bênçãos para nós.

Já esclarecemos que tudo aquilo que o Senhor Jesus foi e é e será para sempre representa bênçãos para nós. Quando o Filho de Deus se fez homem, Ele se fez homem para que pudesse transmitir para nós tudo aquilo que nós necessitaríamos para a nossa salvação.

Ele se fez homem para realizar aquela obra fundamental para nossa salvação, para cumprir a lei, para morrer pelos nossos pecados, para ressuscitar, nos dando a segurança de que um dia ressuscitaremos também ou receberemos corpos glorificados para viver eternamente com Ele.

E por isso, amados irmãos, à medida que nós vamos conhecendo mais do Senhor Jesus, maior é o nosso reconhecimento do seu poder, da importância fundamental dele mesmo para a nossa salvação.

Já falamos, os irmãos, creio que já entenderam bem, que os evangelhos nos mostram aquele Jesus que deixou a sua glória e se fez homem para realizar a obra da nossa salvação. Mas agora no livro do Apocalipse nós vemos outra faceta da pessoa do Senhor Jesus. Vemos o Senhor Jesus depois que ele voltou à eternidade e recebeu de volta toda a glória que ele sempre possuiu desde a fundação do mundo, ou antes da fundação do mundo.

E então esse conhecimento do Jesus glorificado é fundamental para nós, para a nossa segurança, para o nosso conforto, para que haja em nós sempre esta certeza de que agora o Senhor Jesus reina com todo o poder, todo o poder lhe foi dado nos céus e na terra para que esteja consumando a obra da nossa salvação.

E quando falamos de consumação, falamos daquela parte final da nossa salvação. Hoje temos a vida eterna, mas ainda não temos corpos glorificados. Está faltando isso. Está faltando nós entrarmos na glória, passarmos a residir nas mansões celestiais e viver eternamente desfrutando da bem-aventurança que o Senhor preparou para nós.

Então, amados irmãos, seria bom nós atentarmos bem para o significado, para a importância de nós conhecermos este Jesus glorificado que nos é apresentado no livro de Apocalipse.

O pastor Amadeu poderia nos dizer alguma coisa a respeito desse contraste entre o Jesus homem, sem glória nenhuma, e agora o Jesus que recebeu de volta essa glória.

00:04:18 Amadeu Loureiro

A paz do Senhor a todos.

Nós, o livro de Apocalipse é importante pra nós, pra mostrar Jesus de uma forma diferente, daquilo que nós aprendemos. Às vezes, na nossa religião, na nossa tradição, a gente tem a ideia de um Jesus debilitado, fragilizado, aquela figura que todos conhecem e que se tornou famosa.

O livro de Apocalipse não descreve Jesus assim. O Jesus que está descrito no livro de Apocalipse, como João viu, a voz de muitas águas, e a primeira Vez que João viu Jesus glorificado, estava vestido de uma veste salpicada de sangue e o nome pelo qual se chama a palavra.

Jesus para nós, glorificado, quando nós nos dirigimos a Ele, nós nos dirigimos a um Jesus poderoso, rei da glória. Quando você dobra seus joelhos aí na sua casa, você não está se dobrando diante de um Jesus que você viu naquela figura debilitada, não!

Você se coloca diante de um Jesus poderoso, está na glória, à direita de Deus Pai.

Então, o livro de Apocalipse, para nós, nessa fase que nós estamos vendo agora, o pastor Alexandre, o pastor Gilson, é importante para a igreja agora ver Jesus dessa forma.

Não é aquele Jesus que a religião nos ensinou, não. É esse Jesus que nós temos que ver e que temos que sentir e viver essa experiência.

Por isso que é importante hoje a doutrina da Palavra Viva para mostrar esse Jesus glorificado, que é tão importante no nosso dia a dia, nos nossos cultos. E é isso que nós vivemos.

00:06:21 Alexandre Gueiros

Amém.

Os irmãos já observaram como o Senhor Jesus se apresentou a João e o choque foi para João, ele que estava acostumado a ver aquele Jesus cansado, roupas certamente empoeiradas, por haver caminhado, por viver caminhando nas estradas da Judeia, da Samaria.

Aquele Jesus que não tinha longos momentos de descanso, que passava noites em oração ao Pai. Aquele Jesus que sofreu perseguições, sofria perseguições constantemente, e subitamente aparece aquele Jesus cheio de glória.

João não pôde suportar a tamanha visão, né? Caiu, prostrou-se aos pés daquele Jesus. E ele ouviu, então, ele falando com uma voz de muitas águas, uma grande cachoeira.

Quando o Senhor Jesus fala, não se ouve mais nada.

Às vezes nós estamos perturbados com tantas coisas deste mundo, preocupações, muitas legítimas. Mas subitamente o senhor nos fala uma palavra profética e nós não vemos mais nada, não ouvimos mais nada. Vem um poderoso conforto aos nossos corações, uma consolação maravilhosa.

Tudo muda quando nós ouvimos esta voz do Senhor Jesus, hoje na glória, falando aos seus servos. Que coisa maravilhosa!

E ele viu aquela figura de Jesus com o seu rosto brilhando como sol ao meio-dia, os seus olhos como chamas de fogo. Que visão extraordinária! E realmente, amados irmãos, nós todos necessitaremos de corpos glorificados para contemplar este Jesus maravilhoso que está na glória, cheio e glorificado.

Vamos estar louvando o Senhor.

(LOUVOR)

Pastor Pita podia compartilhar agora uma palavra a respeito desta visão gloriosa, dando continuidade àquilo que já estamos falando.

00:08:48 Luiz Pitta

A reação de João, como o Pastor Alexandre falou, foi cair aos pés do Senhor, sem força, porque não tem como nós vermos esta visão maravilhosa e não desfalecermos.

O homem em si não tem condições, mas o Senhor tocou em João e João voltou a ver essa visão maravilhosa.

Eu quero só puxar, pastora Alexandre, a partir do versículo 13 de Apocalipse, capítulo 1, a primeira coisa que João viu foi a figura de Jesus como filho do homem. Isso é muito importante. Por quê? Porque Jesus veio como homem, viveu como homem, morreu ali sem pecar, cheio da graça e da glória do Senhor.

Mas lá na eternidade, com todo o poder e toda a glória, Ele se identificando com a nossa humanidade. com aquilo que nós somos. Isso é maravilhoso. Isso é maravilhoso porque ele nos representa diante de Deus.

A figura do Senhor Jesus, a palavra fala, ele é o nosso advogado, mas isso é especial. E para completar, Daniel, capítulo 7, teve a mesma visão, a figura do Filho do homem e foi dado a ele todo o poder. Rei dos reis, Senhor dos senhores. Daniel, capítulo 7, versículo 13, 14, fala disso, dessa figura maravilhosa.

Só que o detalhe que em Daniel, o Senhor fala no capítulo 12 de Daniel, verso 4, assim, Daniel fecha, sela as visões. Sela, ele fala sela mesmo. Ali nesse versículo 4, ele cita em Daniel, capítulo 12, Ele cita um sinal profético, ele fala assim, porque muitos correrão de uma parte para outra e a ciência se multiplicará.

Mas para João, capítulo 22 de Apocalipse, o Senhor diz o contrário, abre o selo. Por quê? Porque o momento é esse, é o momento do breve. Esse é o momento que nós vivemos, o momento em que o Senhor levou o João a viver, o momento do breve. Por que o breve? Porque perto está o arrebatamento da igreja. Breve de quê? Do arrebatamento da igreja. Então, essa visão maravilhosa.

E ressaltando ali o capítulo 13, como nós falamos, a figura do Filho do Homem, essa figura maravilhosa do Senhor Jesus, a perfeição humana, porque Ele não pecou e morreu na cruz e ressuscitou, e diante de Deus ali, nos representando de uma forma maravilhosa.

Mas, continua no versículo 14 desse capítulo 1º, olhos como chama de fogo.

E o fogo serve para quê? Aquecer a nossa alma.

Interessante, quando clamamos pelo sangue de Jesus, o Senhor olha para nós. Quando oramos ao Senhor, o Senhor olha para nós e nos aquece. A frieza espiritual passa.

Por quê? Porque os olhos do Senhor estão sobre nós, aquecendo ali o nosso coração, nos fazendo esquecer os momentos de luta, de tristeza, às vezes rompendo uma enfermidade, às vezes rompendo um momento de prova muito grande. Mas quando oramos ao Senhor, os olhos do Senhor aquecendo a nossa alma e nos trazendo, né Alexandre, tudo vê, não há nada que ele não consegue penetrar até o profundo do nosso coração, a nossa mente.

00:12:48 Alexandre Gueiros

A nossa necessidade ele vê também.

00:12:50 Luiz Pitta

Exatamente, a nossa necessidade. E ele nos atende conforme a nossa necessidade. Até nós vemos isso porque em cada uma das cartas ele se apresenta com a necessidade que a igreja daquela carta passava.

O senhor é maravilhoso. Versículo 15, né? Pés como latão reluzente.

O latão nos fala da justiça de Deus. O altar do holocausto era feito de latão. Ali era queimado o cordeiro, ali os pecados perdoados. Mas nós vivemos, além do perdão do pecado, um momento especial da justiça de Deus, que é o momento do breve. Porque o Senhor fará justiça quando arrebatar a sua igreja.

Os fiéis que foram até a morte, mas não negaram o Senhor, não negaram o testemunho da palavra do Senhor em seus corações.

E os pés falando dessa justiça maravilhosa, que não é a justiça do homem, que a justiça do homem, ela é relativa, mas a justiça de Deus, ela é absoluta, porque é uma justiça diante de Deus na eternidade. E isso é especial.

E, verso 18, quero ressaltar também no verso 18 que o Senhor tinha a chave da morte e do Hades, que ali o inferno. O Senhor tem a chave para tirar os seus servos desse juízo. Aquele que permanece fiel ao Senhor até o fim, o Senhor tem a chave e o Senhor nos tira para a presença de Deus da morte. E da morte eterna.

Não só da morte, o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, porque o Senhor tem a chave. A chave que nos faz receber essa bênção maravilhosa.

Interessante que são as coisas que João viu. Ele viu assim, ele olhou, a voz atrás dele, uma coisa maravilhosa, eu não sei realmente, é uma visão especial do Senhor Jesus e terminando aqui, né Alexandre, desse relato maravilhoso, João viu também as sete estrelas, que fala da ação do Espírito Santo no meio de toda a existência da igreja.

Isso nos dá um recado muito claro para os irmãos que estão nas igrejas para nós. Nós só alcançamos essa visão maravilhosa através da ação do Espírito Santo. As sete estrelas, os sete anjos para revelar a figura.

Nunca faltou da parte de Deus o recurso para os seus servos de alcançar a revelação do Senhor Jesus. E principalmente nesse momento que nós estamos vivendo, essa revelação maravilhosa.

E o que nós podemos fazer com todo respeito, né? Quando o Senhor nos mostra isso, é cair aos pés do Senhor.

O projeto é aquele que vivo está, foi morto, mas viveu, está vivo. É o projeto da vida eterna, ela se revela através da morte. Ou seja, quando eu morro para esse mundo, morro para os meus projetos particulares, morro para o meu eu, o Senhor me revela a vida e a vida em abundância.

Aquele que está vivo foi morto, mas vivo está. Assim o Senhor se identificou para João de uma forma maravilhosa.

00:16:35 Alexandre Gueiros

Podemos glorificar o Senhor com aquele hino que fala dos sete castiçais.

(LOUVOR)

Amados irmãos, já foi mencionado como o Senhor Jesus ele vai se revelando à igreja à medida da necessidade da igreja.

Ao longo da história da igreja, que já está prefigurada aqui nos sete castiçais, Já mencionamos que sete castiçais nos falam de sete fases da história da igreja.

A igreja seria representada por um castiçal apenas, na verdade. Mas aqui a visão é de sete, pelo fato de que o Senhor queria enfatizar que Ele estaria com a sua igreja. Esse que estarei convosco todos os dias, em todas as fases da igreja. O Senhor promete estar conosco e tem estado. E louvado seja o teu nome, porque hoje vivemos a última fase da história da igreja na Terra.

E então nós, quando observamos cada uma das cartas, nós vemos o Senhor Jesus se revelando. Aquela igreja, de acordo com aquela necessidade.

Os irmãos se recordam, na igreja de Éfeso, o Senhor se revela como aquele que tem na sua destra as sete estrelas e anda no meio dos sete castiçais, aquele que tem o controle da plena operação do Espírito Santo. E o Senhor Jesus, pelo Seu Espírito, está operando daquela forma revelada em Isaías como Espírito do Senhor, Espírito de sabedoria, Espírito de temor, Espírito de fortaleza, etc.

Todas aquelas manifestações do Espírito Santo estão presentes em cada fase da história da igreja, se bem que há uma ênfase, nós sabemos, em cada período, uma ênfase. Já estudamos isso detalhadamente, recentemente.

E continua, não é? Já a igreja de Esmirna, ele se revela como o primeiro e último que foi morto e reviveu. Por quê? Porque era nessa cidade da igreja que estava morrendo nas arenas, nas fogueiras, nas cruzes. O Senhor, então, a ela se revela dessa forma gloriosa. Vocês, como que dizendo: não se incomodem com a morte que vos aguarda. Eu também morri, mas eu ressuscitei. E nós sabemos que Jesus é a primícia dos que dormem, os primeiros frutos da ressurreição. Garantindo-nos assim que haverá a colheita. Jesus é a primícia, os primeiros frutos. Agora a colheita final, que é a ressurreição de todos os servos, em breve virá. Glória a Deus.

E vemos mais adiante, o senhor em Pérgamo, naquela época do casamento pervertido, o senhor se revelando como aquele que tem a espada aguda de dois fios. Nós sabemos por que de dois fios. De um lado é a revelação, do outro lado é a inspiração e do outro lado a revelação, não é verdade?

Graças a Deus, nós temos tido esse privilégio de conhecer plenamente a Palavra de Deus, como ela verdadeiramente é viva e eficaz, penetra até a divisão da alma e do espírito.

E meus irmãos, e o Senhor continua, se revela de acordo com a necessidade da igreja de Tiatíria, depois a igreja de Sardes e, finalmente, o que mais nos fala nestes dias, a igreja de Filadélfia, que nós sabemos que significa AMOR FRATERNAL.

Philo, em grego, é amor, Delfos é É irmão. Então o amor aos irmãos, o amor fraternal. Nós vivemos esse período em que o amor de Deus é derramado poderosamente sobre a igreja para quê? Para unir os membros.

A Palavra de Deus diz que o amor é o vínculo ou é a cola da perfeição, une os membros. Pelo amor nós vivemos unidos uns aos outros.

É por isso que a Palavra de Deus diz que o amor de Deus tem sido derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado.

Esse amor que nos leva a servir os irmãos, a cuidar dos irmãos, a orar pelos irmãos, a sofrer com os irmãos que sofram, sofre e nos alegrarmos com os irmãos que se alegram, não é verdade?

Nós estamos vendo esse período maravilhoso, por quê? Porque o Senhor Jesus veio arrebatar um corpo, não veio arrebatar membros isolados, mas uma igreja que vive unida, os membros unidos uns aos outros.

Nós temos aprendido isso, né? A doutrina do corpo nos tem sido revelada, não somente a teoria, mas a prática do corpo. Isso é importante. Como viver a doutrina do corpo de Cristo, porque breve o Senhor Jesus virá arrebatar a sua noiva.

O corpo de Cristo será arrebatado.

Então, amados irmãos, a igreja de Filadélfia, também o Senhor se apresenta como o que é santo. Ele é santo. Os irmãos se lembram da visão de Isaías, em que ele ouviu os anjos cantando, os querubins cantando: santo, santo, santo é o Senhor dos exércitos. A terra está cheia da sua glória.

Meus irmãos, o Senhor Jesus é santo. Nós sabemos que isso nos fala do Pai que é santo, do Filho que é santo e do Espírito Santo. Seu próprio nome já indica a sua santidade, não é isso?

Então, amados irmãos, o Senhor Jesus é santo. Isso inspira em nós aquele desejo de viver em santidade de vida. E nós sabemos que a nossa salvação é em santificação, como nos diz o apóstolo Pedro, lembram-se? Em santificação, para a obediência e aspersão do sangue de Jesus.

E isso fala aquele que é verdadeiro. Estou lendo o versículo 7, não é, do capítulo 3, a carta de Laodicéia: o que é verdadeiro! E o Senhor Jesus se apresentou como a verdade. Os irmãos se lembram. Eu sou o caminho e a verdade, a verdade que se fez homem, estava lá na pessoa do Senhor Jesus. Nele não há mentira alguma.

O que tem a chave de Davi, ou seja, a profecia. A CHAVE DA DAVI É A PROFECIA. Ou, se quiserem, A REVELAÇÃO, que abre a porta da salvação.

E foi isso que começou a acontecer de uma maneira poderosa na época de Laodiceia. A porta da salvação foi aberta a nações das Américas, da Ásia e da África especialmente, por todo o mundo os servos do Senhor foram enviados pelo Espírito Santo, pela igreja, e anunciando a salvação, anunciando a pérola de grande preço. Já estudamos isso, na verdade.

Então, amados irmãos, finalmente chegamos à carta de Laodiceia, em que o Senhor se apresenta como o Amém. Amém é aquele que confirma tudo aquilo que foi dito pelo Pai, tudo aquilo que foi anunciado em toda palavra de Deus.

Ele é a testemunha fiel e verdadeira. Ele testemunha de tudo aquilo que Ele viu na glória. Nós vemos aqui no livro de Apocalipse, Ele testificando de todas as promessas de Deus com relação a nós, que vão se cumprir na eternidade.

Louvado seja o Senhor, porque um dia, na eternidade, nós teremos este privilégio extraordinário de contemplar o Filho do Homem e ver que Ele também é o Filho de Deus, que Ele é santo, e Ele é verdadeiro, e Ele é fiel, e todas as suas promessas maravilhosas com relação a nós vão se cumprir, né?

Nós receberemos também corpos glorificados. Estaremos morando nas mansões celestiais que Ele nos foi preparar.

Graças a Deus por isso.

Amados irmãos, creio que o pastor Marcelo poderia continuar ou finalizar falando-nos a respeito de outra revelação que nos é dada através daquela visão dos quatro animais, quatro animais simbólicos.

00:26:25 Marcelo Ferreira

Paz do Senhor a todos.

Então chegamos agora em Apocalipse 4, 7, onde João vai ver o trono. Em diante do trono, quatro animais. que representam o Senhor Jesus.

E ele faz a primeira observação, que tinham cheio de olhos, ou seja, apontando para o olhar do Senhor. Nada escapa dos olhos do Senhor. São olhos que estão vigilantes, que veem tudo, que guardam a sua igreja. O Senhor que nunca dorme, Ele é o guarda de Israel. São olhos que conseguem ver de vários ângulos. O homem sempre tem um ângulo, uma posição, o Senhor não. O Senhor vê de vários ângulos, porque Ele é o Deus Todo-Poderoso.

Ora, é o olhar de amigo. Ora, é o olhar de misericórdia. Ora, é o olhar do justo juiz. Ora, Ele nos olha com o olhar de pai. São olhos que veem o sofrimento. Nada escapa dos seus olhos. A dor da ovelha, a luta de uma igreja. Por isso que nós podemos cantar agora, Seu Maravilhoso Olhar.

Porque isso, irmãos, que é tão importante, os dons espirituais, a palavra revelada. Porque quando o Senhor fala em particular com alguém, a pessoa percebe, Ele está me vendo. E quando você sente esse olhar maravilhoso, só nos resta glorificar o Senhor. Vamos cantar todos juntos.

(LOUVOR)

Agora João vai descrever os quatro animais diante do trono. Representações do Senhor Jesus.

Primeiro ele descreve o leão. a figura de Jesus como o leão da tribo de Judá, aquele que é rei, rei dos reis, senhor dos senhores, o rei do universo, mas que luta pela igreja, que luta contra os nossos inimigos, porque nele está a nossa vitória.

Agora João vai descrever a figura do bezerro, que é a figura do servo, Jesus servo de Deus, o servo fiel. O servo que diz, eis-me aqui, ó Deus, para fazer toda a tua vontade. O bezerro fala do trabalho, que arava os campos, as planícies. Então, aqui é Jesus como servo, como bezerro como servo, que trabalhou pela nossa salvação. Meu pai trabalha até agora e eu também. Com os olhos nunca se ouviu, com os ouvidos nunca se viu um Deus como o nosso, que trabalha por todos aqueles que nele espera.

Nesta manhã nós podemos glorificar, porque em cada igreja Jesus está trabalhando. Ele trabalhou pela nossa salvação.

Agora João descreve o rosto de um homem. É o que ele vê. É o Jesus homem. Aquele que sempre se identificava como o filho do homem. Ele podia dizer eu sou filho de Deus, filho do Altíssimo. Não! Ele se identifica com o homem. Ele sabe o que é ser homem. Por isso que ele compreende a nossa dor. Nós não temos um sacerdote que não possa se compadecer de nós. Mas temos um como nós, que foi homem como nós, tentado como nós, mas sem pecado, porque ele era o homem santo, o homem perfeito.

E por fim, nós chegamos na figura que João vai descrever, ele vê a águia voando. Aqui é a figura de Jesus como Deus, aquele que está nas alturas, aquele que habita entre os querubins, ele é o altíssimo.

Mas a águia tem uma característica extraordinária, que é um olhar muito aguçado. A águia consegue enxergar em detalhes a quilômetros. A águia, no ar, ela consegue ver um peixe voando dentro da água. Então, ela está nas alturas, nos mais altos céus, mas vê a coisa mais pequena na terra.

Assim é o Jesus que nós amamos. Aquele que habita nas alturas, mas que na terra vê a nossa pequenez. E que atenta para nós com os seus olhos maravilhosos, para nos abençoar, para nos sustentar. Observe que a palavra de Deus tem detalhes. João não diz assim, eu vi uma águia. Não. Ele diz, eu vi uma águia voando. Porque é onde está a majestade da águia. Se você olhar uma águia no chão, na terra, ela andando, ela é desengonçada, ela não tem beleza alguma. Era o Jesus homem da terra. Não vimos nem nenhuma beleza ou formosura para desejá-lo. Mas a águia quando está voando dá toda a sua majestade, a sua beleza, as suas asas abertas com mais de dois metros de envergadura é Jesus Deus.

É o que nós estamos hoje na manhã aqui falando, é o Jesus glorificado, é a águia voando, é o Jesus ressurreto que agora está visitando os nossos corações.

E encerrando, irmãos, olha aqui na sequência, como rei, como servo, como homem e como Deus.

Aqui está o projeto de salvação. É o rei que se fez servo, que morreu como homem, mas que ressuscitou como Deus e vive para todo sempre e é digno da glorificação da igreja.

Nós gostaríamos de encerrar este momento em um ato de glorificação ao Senhor. Eu vou convidar todas as igrejas a estarem de pé, convidar os pastores todos para estarem aqui ao púlpito conosco. E nós vamos ler um texto, um cântico que está em Apocalipse, em glorificação ao Senhor.

Convido aos pastores que estão nas igrejas, que assumam os púlpitos.

Apocalipse 5, do verso 9, Ao verso 13, nós iremos ler esses versículos, esse cântico, juntos em glorificação ao nome do Senhor Jesus. Vou pedir ao pastor Gilson que possa nos conduzir a todos nessa leitura.

00:33:38 Gilson Sousa

Leiamos todos a palavra de Deus que diz assim:

E cantavam um novo cântico, dizendo, digno és de tomar o livro e de abrir os seus selos, porque foste morto e com o teu sangue compraste para Deus homens de toda tribo e língua e povo e nação. E para o nosso Deus os fizeste reis e sacerdotes. E eles reinarão sobre a terra. E olhei e ouvi a voz de muitos anjos ao redor do trono, e dos animais e dos anciãos, e era o número deles milhões de milhões e milhares de milhares, e que com grande voz diziam: Digno é o cordeiro que foi morto de receber o poder, as riquezas e a sabedoria e força e honra e glória e ações de graças. E ouvi a toda criatura que está no céu e na terra e debaixo da terra e que está no mar. E todas as coisas que neles há a dizer, ao que está assentado sobre o trono e ao Cordeiro, sejam dadas ações de graças e honra e glória e poder para todos sempre.

(LOUVOR)

ANÁLISE CRÍTICA DA EBD DA IGREJA CRISTÃ MARANATA – 31/08/2025

Introdução

A Escola Bíblica Dominical (EBD) da Igreja Cristã Maranata do dia 31 de agosto de 2025 foi conduzida pelo presidente da instituição, Alexandre Gueiros, com a participação de Amadeu Loureiro, Luiz Pitta, Marcelo Ferreira e Gilson Sousa. O tema central foi a revelação de Jesus Cristo no livro do Apocalipse, destacando seus nomes, títulos e atributos glorificados.

Embora o conteúdo aparente exaltar a Cristo, a análise crítica revela problemas éticos, filosóficos e espirituais, além de contradições doutrinárias em relação a EBDs anteriores.


1. Exaltação Simbólica x Prática Cristã

Toda a EBD consistiu em exaltar um Jesus que eles não obedecem nem o querem como Senhor.

³¹ “Quando o Filho do homem vier em sua glória, com todos os anjos, assentar-se-á em seu trono na glória celestial. ³² Todas as nações serão reunidas diante dele, e ele separará umas das outras como o pastor separa as ovelhas dos bodes. ³³ E colocará as ovelhas à sua direita e os bodes à sua esquerda. ³⁴ “Então o Rei dirá aos que estiverem à sua direita: ‘Venham, benditos de meu Pai! Recebam como herança o Reino que lhes foi preparado desde a criação do mundo. ³⁵ Pois eu tive fome, e vocês me deram de comer; tive sede, e vocês me deram de beber; fui estrangeiro, e vocês me acolheram; ³⁶ necessitei de roupas, e vocês me vestiram; estive enfermo, e vocês cuidaram de mim; estive preso, e vocês me visitaram’. ³⁷ “Então os justos lhe responderão: ‘Senhor, quando te vimos com fome e te demos de comer, ou com sede e te demos de beber? ³⁸ Quando te vimos como estrangeiro e te acolhemos, ou necessitado de roupas e te vestimos? ³⁹ Quando te vimos enfermo ou preso e fomos te visitar? ’ ⁴⁰ “O Rei responderá: ‘Digo-lhes a verdade: o que vocês fizeram a algum dos meus menores irmãos, a mim o fizeram’. ⁴¹ “Então ele dirá aos que estiverem à sua esquerda: ‘Malditos, apartem-se de mim para o fogo eterno, preparado para o diabo e os seus anjos. ⁴² Pois eu tive fome, e vocês não me deram de comer; tive sede, e nada me deram para beber; ⁴³ fui estrangeiro, e vocês não me acolheram; necessitei de roupas, e vocês não me vestiram; estive enfermo e preso, e vocês não me visitaram’. ⁴⁴ “Eles também responderão: ‘Senhor, quando te vimos com fome ou com sede ou estrangeiro ou necessitado de roupas ou enfermo ou preso, e não te ajudamos? ’ ⁴⁵ “Ele responderá: ‘Digo-lhes a verdade: o que vocês deixaram de fazer a alguns destes mais pequeninos, também a mim deixaram de fazê-lo’. ⁴⁶ “E estes irão para o castigo eterno, mas os justos para a vida eterna”. (Mateus 25:31-46)

A EBD exaltou Jesus glorificado, mas continuou evitando a aplicação prática dos ensinamentos de Cristo, especialmente no que se refere ao amor ao próximo e ao amor aos inimigos.

Esse padrão já foi observado em EBDs anteriores:

·       3/8/2025 – falou-se em “amor fraternal”, mas na prática a ICM não demonstra cuidado real com necessitados.

·       17/8/2025 – confundiu amor fraternal (entre irmãos) com evangelização mundial.

·       24/8/2025 – em nosso comentário desta EBD já mostramos que exaltar Jesus em títulos, mas não praticar seus mandamentos, é como edificar a casa na areia (Mt 7:26-27).

Exemplo:

1. As Bem-aventuranças (Mt 5:1-12)

  • Onde está a humildade? A misericórdia? A pacificação? Em vez de serem perseguidos, perseguem ex-membros com injustiça.

2. A identidade do discípulo (Mt 5:13-16)

  • Sal da terra (impede a corrupção) e luz do mundo (testemunha de Cristo). Basta uma consulta ao google e qualquer pessoas saberá que a ICM não é nem uma coisa nem outra.

3. A justiça superior a dos escribas e fariseus (Mt 5:17-48)

  • O que a ICM ensina em suas EBDs sobre:
    • não apenas evitar o homicídio, mas vencer a ira (vv. 21-26);
    • não apenas evitar adultério, mas a cobiça (vv. 27-30);
    • rejeitar o divórcio leviano (vv. 31-32);
    • cumprir a palavra sem juramentos (vv. 33-37);
    • amar os inimigos e orar por eles (vv. 38-48).

4. A verdadeira espiritualidade e o marketing institucional (Mt 6:1-18)

  • Dar esmolas em secreto, não por ostentação.
  • Orar sem vãs repetições ou exibição. Jesus ensina o Pai Nosso como modelo.
  • Jejuar com sinceridade, não para mostrar espiritualidade.

5. Tesouros, confiança e prioridades (Mt 6:19-34)

  • Não ajuntar tesouros na terra, mas no céu. Onde estão os projetos sociais e fraternais com o dinheiro recolhido dos membros?

6. Relações com o próximo e outras denominações (Mt 7:1-12)

  • Não julgar hipócrita ou condenar os outros sem examinar a si mesmo.
  • Regra de ouro: “Tudo o que quereis que os homens vos façam, fazei-o também a eles” (v. 12).

7. O caminho estreito e os falsos profetas (Mt 7:13-23)

  • O caminho que leva à vida é estreito, e poucos o encontram.
  • Cuidado com falsos profetas, conhecidos por seus frutos.
  • Não basta dizer “Senhor, Senhor”; é preciso fazer a vontade do Pai.

¹⁵ “Cuidado com os falsos profetas. Eles vêm a vocês vestidos de peles de ovelhas, mas por dentro são lobos devoradores. ¹⁶ Vocês os reconhecerão por seus frutos. Pode alguém colher uvas de um espinheiro ou figos de ervas daninhas? ¹⁷ Semelhantemente, toda árvore boa dá frutos bons, mas a árvore ruim dá frutos ruins. ¹⁸ A árvore boa não pode dar frutos ruins, nem a árvore ruim pode dar frutos bons. ¹⁹ Toda árvore que não produz bons frutos é cortada e lançada ao fogo. ²⁰ Assim, pelos seus frutos vocês os reconhecerão! ²¹ “Nem todo aquele que me diz: ‘Senhor, Senhor’, entrará no Reino dos céus, mas apenas aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus. ²² Muitos me dirão naquele dia: ‘Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? Em teu nome não expulsamos demônios e não realizamos muitos milagres? ’ ²³ Então eu lhes direi claramente: ‘Nunca os conheci. Afastem-se de mim vocês, que praticam o mal! ’ ” (Mateus 7:15-23)


8. A parábola das duas casas (Mt 7:24-29)

  • O verdadeiro discípulo não apenas ouve, mas pratica as palavras de Jesus.
  • Quem pratica constrói sobre a rocha; quem não pratica, sobre a areia.

EM RESUMO: EXALTA-SE NOMES, TÍTULOS, DESCRIÇÕES DE JESUS, MAS SE RECUSAM A FAZER O QUE ELE MANDOU!


2. A Doutrina Exclusivista do Corpo de Cristo

Disse Alexandre Gueiros:

E meus irmãos, e o Senhor continua, se revela de acordo com a necessidade da igreja de Tiatíria, depois a igreja de Sardes e, finalmente, o que mais nos fala nestes dias, a igreja de Filadélfia, que nós sabemos que significa AMOR FRATERNAL.

Philo, em grego, é amor, Delfos é É irmão. Então o amor aos irmãos, o amor fraternal. Nós vivemos esse período em que o amor de Deus é derramado poderosamente sobre a igreja para quê? Para unir os membros.

A Palavra de Deus diz que o amor é o vínculo ou é a cola da perfeição, une os membros. Pelo amor nós vivemos unidos uns aos outros.

É por isso que a Palavra de Deus diz que o amor de Deus tem sido derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado.

Esse amor que nos leva a servir os irmãos, a cuidar dos irmãos, a orar pelos irmãos, a sofrer com os irmãos que sofram, sofre e nos alegrarmos com os irmãos que se alegram, não é verdade?

Nós estamos vendo esse período maravilhoso, por quê? Porque o Senhor Jesus veio arrebatar um corpo, não veio arrebatar membros isolados, mas uma igreja que vive unida, os membros unidos uns aos outros.

Nós temos aprendido isso, né? A doutrina do corpo nos tem sido revelada, não somente a teoria, mas a prática do corpo. Isso é importante. Como viver a doutrina do corpo de Cristo, porque breve o Senhor Jesus virá arrebatar a sua noiva.

O corpo de Cristo será arrebatado.

Então, amados irmãos, a igreja de Filadélfia, também o Senhor se apresenta como o que é santo. Ele é santo. Os irmãos se lembram da visão de Isaías, em que ele ouviu os anjos cantando, os querubins cantando: santo, santo, santo é o Senhor dos exércitos. A terra está cheia da sua glória.

Meus irmãos, o Senhor Jesus é santo. Nós sabemos que isso nos fala do Pai que é santo, do Filho que é santo e do Espírito Santo. Seu próprio nome já indica a sua santidade, não é isso?

Então, amados irmãos, o Senhor Jesus é santo. Isso inspira em nós aquele desejo de viver em santidade de vida. E nós sabemos que a nossa salvação é em santificação, como nos diz o apóstolo Pedro, lembram-se? Em santificação, para a obediência e aspersão do sangue de Jesus.

Alexandre Gueiros afirmou que Cristo arrebatará “um corpo, não membros isolados”, interpretando esse corpo como a própria ICM.

Contraponto bíblico

·       Todas as referências deixam claro que o ensino sobre corpo de Cristo na ICM é exclusivista, referindo-se apenas aos membros da Igreja Maranata – a união ensinada e praticada é apenas interna, desprezando os irmãos em Cristo de outras denominações cristãs e evangélicas.

·       O corpo de Cristo é universal, formado por todos os regenerados em Cristo (1 Co 12:12-13).

·       Sutilmente, Alexandre Gueiros reforça a ideia de salvação exclusiva na Igreja Maranata, pois não se comunicam com outras denominações, mantendo-se isolados e isolando os membros enquanto falam de unidade. A unidade da Igreja não depende de pertencer a uma denominação específica, mas de estar em Cristo pelo Espírito.

Problema sectário

Essa leitura torna a ICM uma SEITA EXCLUSIVISTA, que restringe a salvação à sua membresia e nega a legitimidade espiritual das demais igrejas cristãs.


3. O Ataque à “Religião” e ao Catolicismo

Disse Amadeu Loureiro:

Nós, o livro de Apocalipse é importante pra nós, pra mostrar Jesus de uma forma diferente, daquilo que nós aprendemos. Às vezes, na nossa religião, na nossa tradição, a gente tem a ideia de um Jesus debilitado, fragilizado, aquela figura que todos conhecem e que se tornou famosa. O livro de Apocalipse não descreve Jesus assim. (…) Não é aquele Jesus que a religião nos ensinou, não. É esse Jesus que nós temos que ver e que temos que sentir e viver essa experiência.

Amadeu Loureiro afirmou que, pela religião e tradição, muitos têm a ideia de um “Jesus debilitado”, e Alexandre reforçou o contraste com o Cristo glorificado do Apocalipse.

Embora não citado nominalmente, o alvo implícito é o catolicismo, que enfatiza o Cristo crucificado. A ICM tenta se diferenciar afirmando que apenas ela apresenta o “Cristo glorificado”.

📌 Problema teológico: O Novo Testamento enfatiza tanto o Cristo crucificado quanto o Cristo ressurreto (1 Co 2:2; Gl 6:14). Separar as duas dimensões empobrece a mensagem bíblica e serve mais para reforçar uma identidade sectária do que para instruir na fé.


4. Localização do Ministério de Jesus

Disse Alexandre Gueiros:

Os irmãos já observaram como o Senhor Jesus se apresentou a João e o choque foi para João, ele que estava acostumado a ver aquele Jesus cansado, roupas certamente empoeiradas, por haver caminhado, por viver caminhando nas estradas da Judeia, da Samaria.

Alexandre afirmou que João conhecia Jesus das estradas da Judeia e da Samaria.

📌 Correção histórica:

·       O ministério de Jesus foi concentrado principalmente na Galileia (Cafarnaum, Nazaré, mar da Galileia, Mt 4–7; Jo 6).

·       Samaria aparece apenas como região de passagem (Jo 4).

·       Judeia foi cenário da etapa final: entrada em Jerusalém, crucificação e ressurreição.

Portanto, é incorreto dizer que a rotina de Jesus foi entre Judeia e Samaria — seu ministério foi essencialmente galileu.


5. O Fogo: Contradições e Exclusivismo

Disse Luiz Pitta:

Mas, continua no versículo 14 desse capítulo 1º, olhos como chama de fogo. E o fogo serve para quê? Aquecer a nossa alma. Interessante, quando clamamos pelo sangue de Jesus, o Senhor olha para nós. Quando oramos ao Senhor, o Senhor olha para nós e nos aquece. A frieza espiritual passa.

O Pr. Luiz Pitta disse que o fogo (Ap 1:14) serve para “aquecer a alma” quando se clama pelo sangue de Jesus.

📌 Problemas:

1.     Contradição: na EBD de 3/8/2025 o fogo foi explicado como o poder santificador e iluminador do Espírito Santo; agora virou “aquecimento emocional”.

2.     Exclusivismo: Pitta associa o fogo ao clamor pelo sangue, prática exclusiva da ICM, sem respaldo bíblico ou histórico no cristianismo.


6. Morte e Hades: Confusão Doutrinária

Disse Luiz Pitta:

E, verso 18, quero ressaltar também no verso 18 que o Senhor tinha a chave da morte e do Hades, que ali o inferno. O Senhor tem a chave para tirar os seus servos desse juízo. Aquele que permanece fiel ao Senhor até o fim, o Senhor tem a chave e o Senhor nos tira para a presença de Deus da morte. E da morte eterna.

Pitta também disse que Jesus tem a chave para libertar os fiéis da “morte e do inferno”, tratando-os como se fossem uma mesma coisa.

Confusão sobre “Morte e Inferno”

Ainda na mesma exposição, Pitta comentou Apocalipse 1:18, onde Jesus declara:

“Eu tenho as chaves da morte e do Hades.”

Problema de interpretação

·       Pitta fala como se fosse uma só coisa: “o Senhor tem a chave para tirar os seus servos desse juízo. Aquele que permanece fiel ao Senhor até o fim, o Senhor tem a chave e o Senhor nos tira para a presença de Deus da morte. E da morte eterna”.

·       Ele trata “morte e inferno” como sinônimos, ignorando a conjunção “e” que distingue duas realidades.

Significado bíblico de hades

·       No grego original, ᾅδης (hades) não significa “inferno” no sentido popular (lago de fogo, punição eterna).

·       Hades é o equivalente grego do hebraico Sheol — ou seja, a morada dos mortos, a sepultura.

·       Só mais tarde, na tradição medieval e em traduções latinas, hades passou a ser confundido com “inferno” (lugar de tormento eterno).

Exemplos:

·       Atos 2:27: “Pois não deixarás a minha alma no hades, nem permitirás que o teu Santo veja a corrupção.” → Pedro aplica o Salmo 16 a Jesus, referindo-se ao estado da morte, não ao inferno.

·       Ap 20:14: “Então a morte e o hades foram lançados no lago de fogo.” → Se fossem a mesma coisa, esse texto seria redundante. A distinção é clara: a morte (fim da vida física) e o hades (estado dos mortos) são destinos diferentes que, no juízo final, deixam de existir.

Importante esclarecer que Jesus tem a chave da morte e do hades porque ENTROU NA MORTE (fim da vida física) e SAIU DO HADES (estado de morte) porque retornou à vida pela ressurreição.  

A explicação de Pitta confunde os conceitos, ignora a conjunção “e” e transmite uma teologia imprecisa que favorece o medo em vez da clareza bíblica.


7. Os Quatro Seres Viventes: Divergência Interpretativa

Marcelo Ferreira interpretou os quatro seres viventes (Ap 4:6-8) como representações de Jesus (leão, boi, homem e águia).

A visão reformada

A tradição reformada entende esses seres como paralelos aos querubins de Ezequiel 1 e aos serafins de Isaías 6, representando a criação inteira rendendo louvor a Deus:

·       Leão = força da vida selvagem.

·       Boi = serviço dos animais domésticos.

·       Homem = inteligência.

·       Águia = soberania dos céus.

Eles estão “cheios de olhos”, simbolizando a vigilância divina, e proclamam continuamente “Santo, Santo, Santo”, ecoando Isaías 6.

Para Calvino e os reformados, essa visão não é para decifrar “mistérios ocultos”, mas para conduzir a igreja à adoração reverente, centrada em Deus.

Outras tradições

·       Pais da Igreja (Irineu, Jerônimo, Agostinho): ligaram os quatro seres aos evangelhos, cada um revelando um aspecto de Cristo.

·       Arte medieval: reforçou essa associação, retratando os evangelistas com esses símbolos.

·       Pentecostais/neopentecostais: alguns pregadores também os associam diretamente a aspectos de Cristo.

Diferença da ICM: enquanto a patrística ligava os seres aos evangelhos, e os evangelhos revelam Cristo, a ICM identifica diretamente os seres com o próprio Cristo, misturando símbolos que o texto mantém distintos (os seres rendem culto, Cristo aparece no capítulo seguinte como o Cordeiro).


CONTRADIÇÕES E CONTROLE DOUTRINÁRIO

Em entrevista recente, Josias Júnior, gerente de comunicação da ICM, orientou os membros a não postarem sobre a doutrina da igreja em suas redes sociais.

Razão dessa orientação: ensinos contraditórios e sucessivos da própria liderança:

EXEMPLOS:

EBD 18/5/25 – CHAVE DE DAVI = ISRAEL

Edson Iahn

A chave de Davi se refere a Israel. Ela é uma profecia para Israel, porque Davi é um rei muito conhecido. Lá em Israel, muito valorizado, é o maior rei. Lá tem a cidade de Davi. Nas moedas de Israel, tem a harpa de Davi. Então, se refere a Israel. Então, o senhor diz: de Israel, eu cuido. Eu tenho a chave de Davi. Eu fecho, eu abro. Então, 586 a.C., o Império da Babilônia fechou. Lá em 140 a.C., os Macabeus fizeram aquela revolta e, por 100 anos, eles tomam de volta todo Israel. E aí, 63 a.C., os romanos tomam a região e novamente Israel fica dominado, fica sendo província do Império Romano, ali ainda como república. No ano 70 já sabemos a história, Jerusalém foi destruída, então por quase dois mil anos a porta fechou novamente. Em 1948, a porta se abriu, a chave de Davi se abriu para Israel novamente. Então só colocando essa informação profética que o Senhor diz aqui na chave de Davi: de Israel, eu cuido, eu tenho a chave, eu abro, ninguém fecha, eu fecho, ninguém abre e a porta, a chave foi usada e tá aberta.

EBD 31/8/25 – CHAVE DE DAVI = REVELAÇÃO – EVANGELIZAÇÃO

Alexandre Gueiros

O que tem a chave de Davi, ou seja, a profecia. A CHAVE DA DAVI É A PROFECIA. Ou, se quiserem, A REVELAÇÃO, que abre a porta da salvação.

E foi isso que começou a acontecer de uma maneira poderosa na época de Laodiceia. A porta da salvação foi aberta a nações das Américas, da Ásia e da África especialmente, por todo o mundo os servos do Senhor foram enviados pelo Espírito Santo, pela igreja, e anunciando a salvação, anunciando a pérola de grande preço. Já estudamos isso, na verdade.

EBD 3/8/2025 – FOGO – Alexandre Gueiros

E é essa riqueza que nos interessa. Podemos ser materialmente pobres, mas o que mais queremos é a riqueza espiritual. É O OURO REFINADO NO FOGO. Aconselho-te que de mim compres ouro refinado no fogo para que enriqueças. É a operação do Espírito Santo. Ouro fala do poder do Espírito Santo. PODER PARA SANTIFICAR, poder para abrir o nosso entendimento da Palavra de Deus, não é verdade? Toda a operação do Espírito Santo. O fogo, especialmente o fogo que ilumina, o fogo que nos faz enxergar o caminho. O fogo que faz com que a Palavra de Deus seja verdadeiramente lâmpada para os nossos pés e luz para o nosso caminho.

EBD 31/8/2025 – FOGO – Luiz Pitta

Mas, continua no versículo 14 desse capítulo 1º, olhos como chama de fogo. E o fogo serve para quê? Aquecer a nossa alma. Interessante, quando clamamos pelo sangue de Jesus, o Senhor olha para nós. Quando oramos ao Senhor, o Senhor olha para nós e nos aquece. A frieza espiritual passa.

EBD 17/8/25 (AMOR FRATERNAL = EVANGELIZAÇÃO)

O que disse Alexandre Gueiros:

“E a seguir vemos a carta à igreja de Filadélfia. Repetimos, philo, em grego, que é amor, delphos é irmão, amor aos irmãos, amor fraternal, podemos dizer. É a mesma coisa. E este amor caracteriza esse período também. Falamos do amor de Éfeso, que levou-os a evangelizar o mundo, a falar de Jesus. E esse amor parece que é renovado ou enfatizado nesse período de Filadélfia e, novamente, uma grande evangelização do mundo. A igreja de Éfeso evangelizou o mundo conhecido, que praticamente era o Império Romano e umas áreas ao redor. Mas em Filadélfia eles começam a enviar missionários para a Ásia, para a China, Japão, começam a enviar missionários para os países da África, para a América Latina também. Então, amados irmãos, a evangelização chega aos confins da terra. A porta foi aberta. Lembram-se? O Senhor dizendo que deixou uma porta aberta para Filadélfia?”

EBD 31/8/25 (AMOR FRATERNAL = UNIÃO DOS MEMBROS DA ICM)

E meus irmãos, e o Senhor continua, se revela de acordo com a necessidade da igreja de Tiatíria, depois a igreja de Sardes e, finalmente, o que mais nos fala nestes dias, a igreja de Filadélfia, que nós sabemos que significa AMOR FRATERNAL. Philo, em grego, é amor, Delfos é É irmão. Então o amor aos irmãos, o amor fraternal. Nós vivemos esse período em que o amor de Deus é derramado poderosamente sobre a igreja para quê? Para unir os membros. A Palavra de Deus diz que o amor é o vínculo ou é a cola da perfeição, une os membros. Pelo amor nós vivemos unidos uns aos outros. (…) Esse amor que nos leva a servir os irmãos, a cuidar dos irmãos, a orar pelos irmãos, a sofrer com os irmãos que sofram, sofre e nos alegrarmos com os irmãos que se alegram, não é verdade?

CONTRADIÇÃO EXPOSTA

  • Querem monopolizar a fala doutrinária, mas a própria EBD demonstra que não há doutrina consolidada.
  • O ensino muda conforme o pregador:
    • Chave de Davi (Israel x Profecia e evangelização).
    • Amor fraternal (evangelização x união dos membros da ICM).
    • Fogo (santificação x aquecimento da alma).
    • Morte e hades (distintos no texto x unidos no discurso).

Ausência de sistematização

A ICM não possui catecismo, confissão de fé ou literatura oficial.
Os membros absorvem uma doutrina fluida, transmitida em seminários e EBDs, mas sem manual escrito para estudo e defesa.

Medo da exposição

O pedido de silêncio nas redes sociais parece motivado pelo receio de que os próprios membros revelem, ainda que sem intenção, a fragilidade, incoerência e falta de fundamentação bíblica da doutrina da instituição.

Conclusão

A EBD de 31/8/2025 reforça pontos críticos já identificados em outras ocasiões:

·       Uma doutrina exclusivista que identifica o corpo de Cristo apenas com a membresia da ICM.

·       Um discurso de oposição ao catolicismo, criando contraste artificial entre o Cristo crucificado e o Cristo glorificado.

·       Ensinos bíblicos imprecisos, como no caso do fogo, da morte e hades e dos quatro seres viventes.

·       Uma teologia instável e contraditória, que precisa silenciar seus membros para não expor suas inconsistências.

A Maranata se apresenta como a “igreja da revelação”, mas na prática é uma instituição que depende de discursos semanais mutáveis e de censura interna para manter a aparência de unidade.