IGREJA CRISTÃ MARANATA: HORA DA MUDANÇA!

IGREJA CRISTÃ MARANATA: HORA DA MUDANÇA!

8 de agosto de 2025 Off Por Sólon Pereira

CARTA ABERTA DE RECONCILIAÇÃO AOS PASTORES E MEMBROS DA IGREJA CRISTÃ MARANATA 


“Esforcem-se para conservar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz.”

(Efésios 4:3) 

 

Amados irmãos, 


Paz seja convosco. 

 

Dirigimo-nos aos pastores, obreiros e membros da Igreja Cristã Maranata com espírito de amor, humildade e temor diante do Senhor, reconhecendo que vivemos um tempo profético, em que a igreja precisa se voltar com mais profundidade à Palavra de Deus e à direção do Espírito Santo. 

 

Chegou o momento de buscarmos reconciliação, cura e verdadeira comunhão.  

 

O Senhor nos chama a viver o evangelho de maneira simples, sincera e obediente, abandonando toda forma de arrogância, autoritarismo ou vaidade, e retornando à essência da fé: Jesus Cristo como o centro, a Palavra como fundamento, e o amor como testemunho

 

Cremos que o Pastor Alexandre Gueiros, na condição de atual Presidente da Igreja e conforme a autoridade que lhe confere o Estatuto, tem nas mãos uma oportunidade única de conduzir nossa amada igreja a uma necessária reforma espiritual e estrutural. O Senhor deseja levantar homens de coragem e sabedoria para restaurar os muros espirituais da ICM e trazer refrigério ao seu povo. 

 

Após oração, jejum e discernimento espiritual, cremos que o Espírito Santo tem separado os pastores Daniel Moreira, Sérgio Souza e João Cidade para liderar este novo tempo, assumindo, respectivamente, as funções de Presidente, Vice-Presidente e Secretário-Geral da instituição. Esses irmãos têm a missão de promover reformas que tragam vida, clareza e renovação ao Corpo de Cristo. 

 

“E darei a vocês pastores segundo o meu coração, que os apascentem com conhecimento e com inteligência.” (Jeremias 3:15) 

 

Não há mais espaço entre nós para truculência, vaidade, manipulação ou silêncio diante das feridas da igreja. Chegou o tempo de paz, de amor e da simplicidade do evangelho, vivido com firmeza na verdade da Palavra. É hora de cuidar do rebanho com compaixão, e não com medo. 

 

Dessa forma, propomos que os pastores Diniz Cypreste, Alexandre Brasil, Renato Duguay, Luiz Fernando Pitta, Pedro Martins, Kleber de Oliveira e Luiz Carlos Monferrari componham um Conselho Pastoral de Reforma e Reconciliação, com a finalidade de apoiar esse novo momento, orientando com sabedoria e discernimento espiritual os passos da igreja rumo à cura e à maturidade. 


 

Recomendações pastorais: 

 

Cuidem das famílias

A Palavra diz: “Mas, se alguém não cuida dos seus, especialmente dos da própria casa, tem negado a fé e é pior que o descrente” (1 Timóteo 5:8).

Aos nossos pastores, especialmente ao amado irmão Pastor Eduardo Brito, da Região Nordeste, orientamos em amor: cuidem de suas casas antes de cuidarem da obra. A saúde espiritual da igreja começa no lar dos seus ministros. Ensine aos pastores da região que o cuidado com a esposa e os filhos deve vir antes da dedicação ministerial. Se quiser agradar a Deus, comece cuidando da sua casa.

Unidade acima de tudo

Ao Pastor Marco Picone, o nosso conselho é: não tente desagregar as igrejas de Minas. Não vale a pena travar essa luta. O tempo é de união e reconstrução. A ICM tem uma história manchada por brigas de poder e divisões. A nossa saída da Igreja Presbiteriana foi assim, não adianta negar. Não queremos mais isso, pastor. Por favor, trabalhe para unir o presbitério no estado de Minas Gerais e em sua região. Vamos fazer uma nova ICM, sem soberba, vaidades ou autoritarismos — apenas submissão à Palavra de Deus e à vontade d’Aquele que nos chamou para a Sua Obra.

“Rogo-vos, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que faleis todos a mesma coisa e que não haja entre vós divisões; antes, sejais unidos em um mesmo pensamento e em um mesmo parecer.” (1 Coríntios 1:10) 

 


 Propostas para uma nova ICM 

 

Transparência financeira:

É essencial que a igreja seja exemplo de integridade diante dos homens e de Deus. Prestar contas mensalmente sobre a entrada e o uso dos dízimos e ofertas gera confiança, evita murmurações e mostra que os recursos da membresia estão sendo aplicados com zelo na Obra do Senhor.


“O que é fiel no pouco, também é fiel no muito.” (Lucas 16:10)

Definição teológica clara:

A igreja precisa saber o que crê e por que crê. Muitos membros ainda não entendem se somos pentecostais, reformados, carismáticos ou uma mistura de tudo. Essa indefinição gera confusão, e onde há confusão, falta edificação. Definir a linha teológica da ICM é fundamental para que haja unidade doutrinária e clareza no ensino. 

Criação de uma faculdade teológica acessível:

Já passou da hora da igreja investir na formação bíblica do seu povo. Com os recursos que possui, a ICM pode criar uma faculdade teológica sólida e acessível, oferecendo cursos presenciais e online, para formar servos preparados na Palavra. Isso evitaria a dependência exclusiva de “revelações” e fortaleceria a fé com base no estudo sério da Bíblia.

Reestruturação dos cargos e funções:

Deve haver uma reformulação na estrutura da igreja, de modo que os cargos não sejam alcançados ou oferecidos com base na vaidade ou na soberba das pessoas. Muitos têm sido atraídos à igreja não por causa de Cristo, mas por causa de cargos e títulos, o que fere a pureza da Obra. O serviço no Reino deve ser expressão de um chamado, motivado pelo amor e pela humildade — não uma busca por reconhecimento humano, promoção social ou recompensa pessoal. É necessário resgatar o verdadeiro espírito de serviço, em que Cristo seja o centro da motivação, e não os títulos. Como disse o Senhor: “Mas entre vós não será assim; antes, qualquer que entre vós quiser ser grande, será vosso serviçal” (Mateus 20:26).

Extinção do cargo de “Ungido”:

O cargo de “Ungido”, como é utilizado hoje, não tem fundamento bíblico. Ele gera confusão doutrinária e muitas vezes causa divisão entre os próprios membros. A Bíblia nos dá o modelo de Presbítero, e é esse modelo que precisamos adotar, com base em 1 Timóteo 3 e Tito 1, para que a liderança seja legítima diante de Deus e dos homens. 

 Rompimento com práticas sectárias:

A Igreja Cristã Maranata precisa romper, de forma definitiva e pública, com toda e qualquer prática que se assemelhe a uma seita. Não queremos mais nenhum traço, nenhuma aparência, nenhum comportamento, doutrina ou cultura que nos aproxime do modelo sectário. Teologia do medo, controle emocional, Programação Neurolinguística, hipnose espiritual ou qualquer tentativa de manipulação de consciências precisam ser extirpadas imediatamente da igreja. O Senhor nos chamou para a liberdade, para a verdade e para a luz. É missão de todos os pastores e obreiros garantir que a ICM seja, aos olhos de Deus e dos homens, uma igreja cristã, bíblica, saudável e transparente. “Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.” (João 8:32)

Reconciliação com os feridos:

Muitos estão fora da igreja por mágoas que nunca foram tratadas. Há feridos dentro e fora das congregações, esperando apenas um gesto de amor, um pedido de perdão ou um abraço sincero. Este é o tempo de sarar as feridas, de buscar o irmão, de restaurar o altar da comunhão.

“O amor cobre multidão de pecados.” (1 Pedro 4:8)

Extinção da Escola Bíblica Dominical:

Os domingos precisam voltar a ser dias de descanso, comunhão familiar e restauração emocional. Com rotinas tão sobrecarregadas, muitos pastores, obreiros e membros têm negligenciado suas famílias, o que está enfraquecendo os lares e, consequentemente, a própria igreja. Propomos que a Escola Bíblica seja transferida para outro dia da semana, de forma a preservar o domingo para a família e para o culto noturno. A igreja será mais saudável se os lares forem mais fortalecidos. 

“Se alguém não cuida dos seus, especialmente dos da sua casa, tem negado a fé e é pior que o descrente.” (1 Timóteo 5:8) 


 

Por fim, rogamos que os pastores Alexandre Gueiros, Daniel Moreira, Sérgio Souza e João Cidade demonstrem, por atitudes concretas, que compreenderam o verdadeiro evangelho de Jesus. Que guiem essa igreja não por estatutos humanos, mas pela palavra de Deus, na direção do Espírito Santo. 

 

Esta carta nasce do clamor mais profundo da alma da igreja. 

 

É a voz de muitos corações que ainda creem que há esperança. 

 

É o último grito por uma ICM bíblica, saudável, viva e cheia do Espírito Santo, antes que o silêncio tome o lugar da fé. 


Que o Senhor tenha misericórdia de nós e nos visite com restauração. 

 

“E se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, orar, buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra.” (2 Crônicas 7:14)