HERESIAS APOCALÍPTICAS DA SEITA MARANATA

HERESIAS APOCALÍPTICAS DA SEITA MARANATA

20 de julho de 2025 Off Por Sólon Pereira

EBD/ICM 20/7/2025

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NOSSOS COMENTÁRIOS SOBRE A MENSAGEM DE ALEXANDRE GUEIROS, EM REDE MUNDIAL DE COMPUTADORES, NO CANAL DA IGREJA CRISTÃ MARANATA NO YOUTUBE! https://www.youtube.com/watch?v=xpO5Yut7py0

 

00:00:00 Alexandre Gueiros

A paz do Senhor.

Meus irmãos, uma alegria grande, uma satisfação, um privilégio me dirigir a todos vocês. E eu gostaria inicialmente de fazer alguns comentários complementares ou reiterar algo que já foi dito a respeito da igreja de Filadélfia, ou seja, do período histórico da igreja intitulado Filadélfia.

Sabemos que o significado da palavra já nos transmite algum conhecimento necessário. A palavra Filadélfia vem de philo, no grego significa amor, e Delphos, irmão, ou seja, amor aos irmãos, ou amor fraternal.

Por quê?

Porque naquele período houve o segundo grande derramamento do Espírito Santo sobre a igreja em toda a sua história.

O primeiro grande derramamento, todos sabemos, foi no período de Éfeso, ou seja, na igreja apostólica, a igreja, vamos dizer, primitiva, aproximadamente no primeiro século.

E o segundo grande derramamento dá-se nestes, no fim dos últimos tempos. Joel falou a respeito dos últimos tempos. Nos últimos tempos derramarei do meu espírito sobre toda a carne.

E por outros versículos bíblicos nos mostram claramente que haveria dois grandes derramamentos.

Eles são denominados na palavra de chuva temporã e chuva serôdia. As primeiras chuvas e as últimas chuvas.

As primeiras chuvas, que têm a ver com o clima ou as características da terra de Israel, pelo menos naquela época do Senhor Jesus, o que acontecia é que havia no início da colheita, ou precedendo a colheita, continuando por algum tempo, havia o primeiro grande derramamento de chuvas sobre a terra.

Para quê? Para preparar a semente, para ela encorpar, para que pudesse haver muito fruto. Isso aconteceu na igreja primitiva.

E agora, o segundo grande derramamento, as últimas chuvas, porque em Israel, depois das primeiras chuvas, havia um período de relativa seca ou poucas chuvas, e o último grande derramamento era para preceder a colheita, para que realmente houvesse muito fruto.

E o que acontece?

E isso aconteceu justamente neste período histórico que nós estamos vivendo, Filadélfia, que continua até hoje.

Por quê? Porque com esse derramamento do Espírito Santo, nós podemos dizer que duas coisas aconteceram.

Primeiramente, a igreja recebeu poder.

“E recebereis poder ao descer sobre vós o Espírito Santo”.

Mas poder para quê? Para curar enfermos? Também. É um aspecto secundário, mas que está incluído nisso. Mas é poder para evangelizar. Poder para anunciar a boa nova.

Mas também, notem bem, poder para vivermos uma vida que agrada ao Senhor. Uma vida em santificação. Só no poder do Espírito Santo é que nós podemos viver em santificação.

E a salvação que o Senhor nos propõe, e que nós abraçamos, ela é em santificação do Espírito. Lembram-se?

Pedro fala exatamente essas palavras na sua primeira carta e no primeiro capítulo, os primeiros versículos. A nossa salvação é em obediência e santificação do Espírito.

Então, este grande período em que o Senhor Jesus se apresenta como o Santo.

E a palavra de Deus completa. Diz: “sede santos, porque eu, o Senhor, sou santo”.

Ele se apresenta como um santo, como um exemplo para nós, como aquele que requer santidade para nós vivermos na sua presença.

E nós sabemos que isso só é possível se o poder do Espírito Santo é derramado sobre nós.

Então, queremos o poder do Espírito para evangelizar e queremos o poder do Espírito para viver vidas santas.

Não queremos o poder do Espírito Santo só para receber dons espirituais.

Às vezes encontramos mesmo… Não! O Espírito Santo está presente. Estamos buscando os dons. Maravilha!

Isso é importantíssimo, porque os dons são representados, nós sabemos, como a flor.

E é necessário haver flores para que surjam os frutos. Então, os dons espirituais são um meio de a igreja poder abundar no fruto do Espírito Santo.

O Senhor Jesus falou: pelos frutos os conhecereis.

Conhecereis os falsos profetas naquele contexto. Lembram-se? É pelo fruto que nós conhecemos o verdadeiro crente.

Não é porque ele tem dons espirituais, é usado em dons. Amém?

Normalmente coincide, não é?

Mas, deixando claro para aqueles mais novos em nosso meio, precisamos de dons para poder abundar no fruto do Espírito Santo.

E todos conhecem a relação do fruto, os vários aspectos, vamos dizer, do fruto do Espírito Santo: amor, paciência, tolerância.

E Jesus deu uma especial importância ao fruto do Espírito Santo. Ele disse, por exemplo: Ele disse: “aprendeis de mim, que sou manso e humilde de coração”.

Estamos aprendendo, né? Ninguém é absolutamente manso ainda, não é?

Ainda não atingimos a estatura de varão perfeito, mas lutamos continuamente por isso, não é?

A nossa luta para apagar a carne, que às vezes quer se manifestar em nós é constante. Por isso Jesus diz: vigiai e orai. E temos de viajar diariamente para não deixar que a carne se manifeste, que o velho homem que morreu em nós, ressuscite. Ele não pode ressuscitar. Amém?

Então, queridos irmãos, este é um dos aspectos que a carta a Filadélfia nos ensina: a santidade do Senhor.

Então, amados irmãos, voltando aqui ao significado da palavra Filadélfia, amor aos irmãos. Que tem a ver com o quê?

Qual é a consequência de realmente nós nos amarmos uns aos outros? Qual é a evidência de que nós amamos uns aos outros?

Aí um irmão pode dizer, é oração. É,  realmente.

Se realmente amamos uns aos outros, nós oramos uns pelos outros, levamos as cargas uns dos outros, cuidamos uns dos outros, sofremos com os que sofrem.

Paulo fala muito bem a respeito do corpo.

O corpo é uma outra consequência de nós realmente nos amarmos uns aos outros, porque o amor é o vínculo da perfeição, é o que une, que liga, que cola um membro no outro.

Na verdade, esse amor efetivo não tem nada a ver com simpatia, eu gosto dele, ele é muito simpático, não é? Não tem nada a ver com isso, não.

Tem a ver com sofrer com aquele irmão, cuidar dele. Orar por ele, levar as suas cargas, esse é que é o verdadeiro amor.

Estamos desenvolvendo, todos nós estamos crescendo nesses aspectos, eu tenho certeza.

Então, como dizíamos, quando há esse amor aos irmãos, naturalmente o corpo de Cristo se torna uma realidade em nosso meio.

Não existe manifestação concreta, clara do corpo de Cristo se não há amor.

Esse é o amor do Espírito Santo. O amor de Deus que é derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado.

Lembram-se? É o Espírito Santo que produz em nós esse amor.

É por isso que nós podemos e devemos, eu diria, orar diariamente: Senhor, derrama do Teu amor em meu coração, para que eu possa verdadeiramente amar meus irmãos.

E, obviamente, o amor aos irmãos só existe se há perdão, se há tolerância, se há paciência com os irmãos, etc., os demais aspectos do fruto do Espírito Santo.

Concordam todos? Amém?

Todos, pelo menos os que estão aqui na rádio, concordam com o que eu estou dizendo, o que muito me alegra.

E espero que os que estão distantes também estejam concordando. Tenho certeza que estão, porque é a Palavra de Deus. E o Espírito Santo opera quando nós transmitimos a Palavra de Deus. Confirma nos corações essa Palavra fiel e verdadeira.

Mas, meus irmãos, continuando e finalizando também, gostaria de lembrar que o amor aos irmãos em Filadélfia, o amor fraternal, foi uma realidade e continua a ser porque nós somos Igreja de Filadélfia.

E notem bem! Um dos aspectos que está registrado aqui na carta que nos faz que reforça a nossa certeza de que somos Filadélfia é que somente em Filadélfia nós encontramos aquela promessa da volta do Senhor Jesus.

Não é verdade?

Como é mesmo, pastor Amadeu, que aquele versículo que fala já anunciando a volta? “Eis que cedo venho” Em Filadélfia? “Eis que cedo venho”. Exatamente. Eis que cedo venho.

E ele disse que em Filadélfia que guardará da tribulação aqueles servos que perseveram na fidelidade ao Senhor.

Então, finalizando. De Filadélfia passamos, os irmãos vão verificar, para Laodiceia.

E eu pergunto, pastor Gilson, já devo dizer alguma coisa breve sobre Laodiceia, já que na próxima semana estaremos ingressando plenamente na carta a Laodiceia?

00:12:18 Gilson Sousa

Uma palavra introdutória é recomendável.

00:12:21 Alexandre Gueiros

Muito bem. Então, a primeira coisa, o primeiro vínculo que nós notamos entre Filadélfia e Laodiceia é o que eu vou dizer.

Mas antes, eu lembro o significado da palavra Laodiceia, que vem de Laos, que no grego quer dizer “povo, etnia”, mas povo é o significado mais claro. E Dikaios, não é, pastor?

00:12:54 Edson Iahn

Dikaios.

00:12:55 Alexandre Gueiros

Dikaios. Justiça ou direitos. Então, direitos do povo, justiça do povo. O povo é que diz o que é certo. A maioria. O povo é a maioria.

E, às vezes, a maioria é influenciada por uns poucos ativistas. Nós sabemos, mas esse é um outro aspecto.

Então, este período, o pastor Edson Yan poderá dizer alguma coisa sobre os direitos do povo. Por favor, pastor Edson.

00:13:34 Edson Iahn

A paz do Senhor a todos.

Bom, como o pastor Alexandre estava falando aqui, nós viemos de Filadélfia, a igreja em Filadélfia. Aquilo que foi os restantes em Sardes, que João profetizou lá no início, lá em Pátimos ainda, o Senhor ditou pra ele que a igreja viveria períodos e o período de Sardes, o restante voltaria a ser usado pelo Espírito Santo e daí em Filadélfia isso se multiplicou com os avivamentos.

E aí ele profetiza que em Laodiceia a igreja viveria um período, um período dos direitos humanos, que foi falado aqui, o direito do povo.

E nós vemos que no século XVIII, ali em 1760, na Revolução Industrial na Inglaterra, nós vimos que passou ali do trabalho artesanal para o trabalho industrial. E ali começou a ter as fábricas, e aí começou a ter as organizações, os sindicatos, os direitos trabalhistas.

Logo em seguida, em 1789, vem a Revolução Francesa. E a Revolução Francesa, ela vem com uma ideia de liberdade, igualdade e fraternidade. Ficou essa ideia para a humanidade.

00:15:03 Alexandre Gueiros

Teoricamente, está bem, né?

00:15:05 Edson Iahn

Está bem, só que sem Deus, né? Era o homem governando a justiça humana, é o homem querendo dizer assim, para o Senhor não se meter na vida dele.

Mas João já tinha profetizado isso, né? Que a última igreja passaria esse momento.

Mas aqueles restantes de Sardes que se multiplicaram em Filadélfia não viveriam isso, continuariam debaixo da orientação do Senhor, debaixo da graça do Senhor, debaixo da graça do Espírito Santo.

Então, o século XVIII, o século XIX, ele passa a ter um movimento mundial das classes e passa a ter então os direitos do homem, a democracia, direito do povo, a justiça humana, direito pra todo tipo de coisa.

E nós estamos vendo isso nos meios de comunicação, né? Então esse é o momento que a igreja vive, o momento de Laodiceia.

00:16:03 Alexandre Gueiros

Muito bem. Mas todos ouviram que o pastor Edson Iahn falou muito bem, com clareza, mas cabe a mim complementar, né?

Nós não temos nada contra os direitos humanos, os direitos do povo. Isso é muito bom na área política, digamos.

Mas o problema é que essa mentalidade que não está errada, né, de direitos do povo, democracia, penetrou na igreja, aí é que é o problema.

Ou seja, então a igreja não vai ser mais uma entidade teocrática, dirigida por Deus, na qual Deus é o soberano que determina aquilo que deve ser feito.

E nós somos servos deles, somos obedientes ao que o nosso Senhor determina.

Aconteceu então que esta mentalidade, dizíamos, penetrou nas igrejas. E as igrejas: não, agora na igreja quem decide é o povo! Sabia? Agora é a assembleia da igreja que contrata o pastor, demite o pastor. A vontade da maioria, sabia? Por eleição.

Os irmãos creem que estão se surpreendendo, mas é isso mesmo.

A Assembleia, ou seja, a maioria dos votantes, dos membros votantes, é que determina quem vai ser pastor, se o pastor deve ser destituído, é que quem vai ser diácono. Quantos votaram no irmão João? A maioria tá com ele, a minoria votou no José, então ele vai ser diácono.

Então os direitos do povo, a mentalidade democrática. Agora quem dirige a igreja é a maioria do povo. Esse que foi o problema, né?

Mas, graças a Deus, em nosso mês não é assim, porque o Senhor continua a ser o soberano na sua igreja.

Ele é que é consultado e a vontade dele é que prevalece sempre. E é algo extraordinário que todas as nossas decisões em nível de igreja local ou em nível de igreja global são tomadas por unanimidade.

Como é possível?

Em nenhum lugar do mundo, em nenhum meio do mundo há unanimidade, mas na Igreja há. Por quê? A resposta está lá no concílio de Jerusalém.

Lembram-se quando houve divergências a respeito daquilo que deveria ser exigido dos gentios?  Se os gentios deviam observar a lei de Moisés ou não e que aspectos deveriam observar.

E havia divergência entre os próprios apóstolos. Como é possível isso? Mas, surpreendentemente, na decisão do concílio, o que é que nós lemos? Pareceu bem ao Espírito Santo e a nós exigir somente essas coisas dos gentios que se convertem.

Lembram-se?

Então é isso que acontece quando consultamos um assunto no grupo de intercessão. É isso que acontece quando o conselho presbiteral se reúne, diversas opiniões.

Diversas razões surgem, mas no final, agora vamos orar. Vamos buscar a vontade do Senhor, o conselho do Senhor. E o Senhor nunca nos nega o Seu conselho.

Como é possível? Ele está sempre disposto a atender ao nosso pedido. Senhor, ilumina-nos. Senhor, revela a Tua vontade. Senhor, aconselha-nos. O que queres, Senhor? O que queres que eu faça?

Como disse o apóstolo Paulo, lembram-se? quando reconheceu que há um só Senhor, que é o Senhor Jesus, o Senhor da sua igreja.

Nós vivemos como igreja prontos a fazer a vontade do nosso Senhor.

E como os irmãos sabem, no início da obra, e esta obra que o Senhor realiza em nosso meio, esta obra que nós chamamos de obra do Espírito Santo, porque é a vontade do cabeça da igreja que prevalece revelada pelo Espírito Santo.

“Ele vos transmitirá todas as coisas, porque receberá do que é meu e vou transmitirá”.

É a promessa do Senhor Jesus.

Podemos descansar nesta promessa maravilhosa.

Então, amados irmãos, o que aconteceu nessa transição de Filadélfia para Laodicea?

Filadélfia, amor aos irmãos. Filadélfia: não és nem frio… Laodicea. Laodicea…  “não és nem frio, nem quente”.

Então, aquele amor, o calor do Espírito Santo Esfriou em Filadélfia [Laodicéia].

“Uma coisa tenho contra ti, que não és nem quente, nem frio, és morno”.

Ainda não morreu, mas está em processo de morte. Mortal, como diríamos, não é verdade?

Então, eles perderam o primeiro amor.

Por quê? Porque perderam a grande operação do Espírito Santo. Acharam que não é necessário o Espírito Santo nos dirigir.

“Não é necessário nós buscarmos constantemente o conselho do Senhor”.

Mas Jesus não é conselheiro? É, mas não é preciso incomodá-lo, né? É o pensamento de alguns.

Mas nós sabemos que não é assim. O Senhor se agrada quando Ele vê um povo disposto a ouvi-Lo e obedecê-Lo. Foi isso que aconteceu no início desta obra, amados irmãos. Quando o Senhor nos fez essa proposta de… Ele disse que queria contar com um povo pronto a ouvi-Lo e obedecê-Lo. E nós concordamos com essa proposta que o Senhor nos fez. Fizemos este pacto com o Senhor.

Em todas as coisas, consultar, ouvir a resposta do Senhor e a obedecer.

Por essa razão que muito bem esta obra, ou seja, esta igreja, este povo, este corpo, se identifica muito com o profeta Daniel.

Não é verdade, menino, inexperiente, pelos estudiosos dos costumes judaicos dizem que ele deveria ter 11, 12 anos, quando ele ouvia a voz do Senhor, Samuel, Samuel. Aí ele consultou-se com aquele que no passado sempre ouvia a voz do Senhor, mas deixou de ouvir. Ah, esse é o Senhor, Samuel. Quando Ele falar, você responde assim. E Samuel entendeu. E quando o Senhor pela terceira vez o chamou, qual foi a resposta? Fala, Senhor, porque o teu servo ouve.

E essa é a resposta que nós damos constantemente ao Senhor, não é verdade? Fala, Senhor, porque a Tua igreja ouve. Nós ouvimos, Senhor. Pode continuar a falar. Queremos que continues a falar. Queremos que continues a nos dirigir, a nos aconselhar, nos admoestar, nos advertir, não é verdade?

E essa é a experiência que nós temos tido.

É o privilégio que nós temos de viver diante de um Deus vivo que se agrada em ser nosso amigo chegado.

Ele se agrada em viver em comunhão conosco ou em nos ver em comunhão constante com Ele. Vigiai e orai. Não é verdade?

Então, continuemos assim, irmãos. E, finalmente, eu diria que…

Nos lembra o pastor Gedelti, né? Estou terminando aí. Eu já aprendi dele, eu fui discípulo dele. Então, temos de ser fiéis ao seu legado.

Então, finalmente, nós somos igreja de Filadélfia, temos amor aos irmãos.

Qual é a evidência? Vivemos unidos como um só corpo, cuidando uns dos outros, como já falamos, etc.

Mas, estamos vivendo no período histórico de Laodicéia, período do fim. Mas a igreja de Filadélfia não terminou. A igreja de Filadélfia que somos nós vai ser arrebatada, compreenderam?

Mas estamos vivendo nesse período difícil, que é o período em que surgiu Laodicéia.

Mas o Senhor, na sua infinita misericórdia, na sua infinita graça, quer salvar alguns que estão em Laodiceia.

E nós vamos estudar isso. Eis que estou à porta e bato. É a última oportunidade. Última oportunidade. Jesus está chegando. Não está mais próximo, mas está às portas, já batendo na porta de alguns, porque é a última oportunidade que eles têm para a sua salvação.

A paz do Senhor, irmãos.

00:26:46 Gilson Sousa

Amém, irmãos. Apenas para nós darmos uma ilustração aqui de tudo aquilo que o pastor Alexandre falou, eu vou mostrar uma figura aqui que é sempre mostrada nas aulas de Apocalipse, estão vendo?

Aqui está a Filadélfia [aponta para a primeira imagem, de uma bacia com a boca voltada para cima, recebendo a água da chuva], aquela que recebeu a chuva e reteve a chuva, ou seja, recebeu o batimento com o Espírito Santo.

Aqui está a Laodiceia [aponta para a segunda imagem – emborcada, incapaz de receber a água da chuva], a igreja que a chuva bateu, mas não reteve a chuva. Esse é o momento em que acontece aqui nessas duas figuras, elas eram mostradas em aula de seminário. para exemplificar aquilo que o pastor Alexandre acabou de falar aqui nesses dois períodos.

Mas nós somos a Filadélfia nessa última hora, ou seja, nós aceitamos o conselho do Senhor, o ouro provado do fogo, as vestes brancas, o colírio para os olhos, porque nessa hora nós somos a Filadélfia, ou seja, estamos recebendo o batismo com o Espírito Santo e preservando isso em nosso meio.

Amém?

Análise crítica da EBD/ICM de 20/7/2025 – A nova face do velho farisaísmo institucional

A Escola Bíblica Dominical da Igreja Cristã Maranata de 20 de julho de 2025, ministrada por Alexandre Gueiros e outros pastores da liderança, é mais uma peça no esforço sistemático de autovalidação da instituição como única expressão legítima da igreja fiel na terra. A análise da aula revela manipulação de textos bíblicos, construção de analogias sem base nas Escrituras, discurso hipócrita sobre amor fraternal e a perpetuação de um modelo autoritário travestido de teocracia. A seguir, apresentamos uma avaliação crítica, bíblica, histórica e ética do conteúdo.

1. A falsa doutrina do “segundo derramamento do Espírito Santo”

Alexandre Gueiros afirma que houve dois grandes derramamentos do Espírito Santo: o primeiro no Pentecostes (período da igreja apostólica, Éfeso) e o segundo agora, no tempo da igreja de Filadélfia — que ele identifica como sendo exclusivamente a ICM. Essa tese se baseia na profecia de Joel (“nos últimos dias derramarei do meu Espírito”) e em expressões como “chuva temporã e chuva serôdia”.

Porém, biblicamente:

·      O apóstolo Pedro afirma, com clareza, que a profecia de Joel cumpriu-se no Pentecostes:

“Mas isto é o que foi dito pelo profeta Joel…” (At 2:16).

·      A ideia de que essa profecia teria dois cumprimentos distintos não encontra apoio no texto bíblico.

·      A expressão “chuva temporã e serôdia” (Os 6:3; Jl 2:23; Tg 5:7) refere-se ao cuidado contínuo de Deus sobre seu povo e não à divisão da história em dois momentos de derramamento espiritual.

·      Não há, em nenhuma parte da Bíblia, a afirmação de que haveria um novo Pentecostes ou um segundo derramamento destinado a uma única denominação religiosa.

Trata-se, portanto, de uma doutrina extra-bíblica e autocentrada, que serve ao projeto institucional da ICM de se apresentar como a única igreja dirigida pelo Espírito nos tempos finais.

2. A analogia antibíblica entre flores e dons espirituais

Na mesma EBD, Alexandre Gueiros faz a seguinte comparação:

“Os dons espirituais são representados como a flor. E é necessário haver flores para que surjam os frutos.”

Ele sugere que os dons espirituais (flores) são necessários para que a igreja produza o fruto do Espírito (Gálatas 5).

Contudo, essa analogia não encontra base nas Escrituras:

·      O Novo Testamento distingue com clareza os dons espirituais (1 Co 12) do fruto do Espírito (Gl 5:22). Os dons são manifestações para edificação do corpo; o fruto é a evidência do caráter transformado pela ação contínua do Espírito.

·      Paulo alerta que alguém pode manifestar dons, como falar em línguas ou profetizar, sem amor, e isso não tem valor diante de Deus (1 Co 13:1-3).

·      Não há nenhum versículo bíblico que associe dons a flores, nem a ideia de que dons antecedem necessariamente o fruto.

Portanto, a analogia é meramente ilustrativa, sem respaldo bíblico objetivo, e pode levar à falsa ideia de que manifestações carismáticas são prova de maturidade espiritual — o que contraria o ensino neotestamentário.

3. O amor fraternal pregado, mas não vivido

A EBD insiste que a ICM é a verdadeira igreja de Filadélfia por expressar “amor aos irmãos”. Fala-se de oração, paciência, tolerância, cuidado mútuo, etc. No entanto, essa retórica esconde uma realidade institucional dura e contraditória:

·      Ex-membros são tratados como apóstatas e amaldiçoados publicamente.

·      Outras igrejas são classificadas como “Laodiceia”, frias, mornas, contaminadas por valores seculares, desprovidas do Espírito Santo.

·      Membros carentes não recebem auxílio direto da igreja institucional. Todo socorro depende de vaquinhas entre irmãos, pois os pastores locais não podem usar os dízimos arrecadados para ações de solidariedade, apenas para despesas do templo.

Essa postura viola frontalmente 1 João 3:17:

“Quem, pois, tiver bens do mundo, e, vendo o seu irmão necessitado, lhe cerrar o seu coração, como estará nele o amor de Deus?”

Não basta pregar sobre amor fraternal: é preciso vivê-lo com misericórdia e justiça prática.

4. O exclusivismo eclesiástico como farisaísmo moderno

Ao dizer que só a ICM é Filadélfia e que todas as outras igrejas estão em Laodiceia (período dos “direitos do povo”), a liderança constrói uma teologia do exclusivismo sectário, típica de movimentos religiosos fechados.

Além disso, a crítica ao modelo democrático de outras igrejas (onde há eleição de pastores, assembleias e deliberação dos membros) ignora que:

·      O Novo Testamento relata decisões colegiadas e participativas (At 15, Tt 1:5).

·      A liderança cristã não é uma “teocracia autoritária”, mas uma prática de serviço, mutualidade e submissão mútua (Ef 5:21; 1 Pe 5:3).

Associar democracia a decadência espiritual é uma falácia doutrinária e um ataque velado aos direitos humanos, à liberdade de consciência e ao espírito do Evangelho de Cristo.

5. A unanimidade como instrumento de dominação

Por fim, Alexandre Gueiros afirma que todas as decisões da ICM, do nível local ao global, são tomadas “por unanimidade”, como prova de que o Espírito Santo está no controle.

Mas essa unanimidade é forçada pela estrutura autoritária da instituição, em que a discordância é vista como rebeldia e qualquer crítica é punida com afastamento, censura ou difamação.

Esse modelo viola o princípio da diversidade de dons e ministérios, do confronto fraterno e do diálogo construtivo, marcas da igreja apostólica.

Conclusão

A EBD de 20 de julho de 2025 expõe, com clareza, o grau de manipulação doutrinária, incoerência ética e orgulho institucional da atual liderança da Igreja Cristã Maranata.

Sob o disfarce do amor fraternal e da santidade, promove-se:

·      Uma visão excludente e autocentrada da salvação;

·      Uma teologia antibíblica para validar sua fundação como evento escatológico;

·      Um modelo de liderança antievangélico, que ignora os necessitados e silencia os diferentes.

Estamos, portanto, diante de um novo capítulo do velho farisaísmo institucional: aquele que prega o que não vive, cobra o que não oferece e se exalta como “única igreja fiel” em meio ao corpo de Cristo.