SAUL X ALEXANDRE GUEIROS: QUEM É MAIS OBEDIENTE?
IGREJA CRISTÃ MARANATA E OS OPOSITORES
Análise crítica da EBD/ICM de 19/10/2025 – https://www.youtube.com/watch?v=J4b8DqwYlA0
Introdução
No dia 19 de outubro de 2025, a Igreja Cristã Maranata retomou sua série de estudos sobre o livro do Apocalipse, desta vez concentrando-se no capítulo 19.
A aula foi conduzida pelos pastores Alexandre Gueiros e Alexandre Brasil, e sucedeu a uma sequência de exposições iniciadas em junho, que têm apresentado uma leitura cada vez mais institucional e mística do último livro da Bíblia.
Ao longo desses meses, o que se observa não é o esforço de compreender o conteúdo profético e escatológico do Apocalipse, mas sim o uso seletivo de suas passagens para exaltar a própria denominação e justificar um discurso de exclusividade espiritual.
Curiosamente, a EBD coincidiu com a semana em que o país celebrava o Dia das Crianças — data em que a igreja poderia ter falado sobre o amor prático, a compaixão e a solidariedade, temas caros ao evangelho.
Em vez disso, a Maranata preferiu continuar sua contemplação mística da “glória de Jesus”, omitindo os capítulos mais densos e desafiadores do Apocalipse (16 a 18) — exatamente aqueles que denunciam o poder religioso e o luxo de Babilônia, símbolo das instituições que traem o evangelho.
I. O caminho até aqui: a série do Apocalipse na Maranata
Desde agosto, a sequência de EBDs vem percorrendo o Apocalipse de modo irregular e tendencioso.
- EBD 17/8/25 – Alexandre Gueiros e Marcelo Ferreira interpretaram as sete igrejas da Ásia como períodos históricos da igreja cristã, concluindo que a ICM seria o remanescente fiel dos tempos do fim.
- EBD 21/9/25 – Adaiso Fernandes e Diniz Cypreste abordaram os capítulos 6 a 10, confundindo o cavaleiro do cavalo branco (Ap 6:1-2) com o próprio Cristo — erro teológico grave — e reinterpretando Ap 7:14 para sustentar a doutrina exclusiva de que a igreja seria arrebatada antes da Grande Tribulação.
- EBD 28/9/25 – Alexandre Brasil e Marcelo Ferreira trataram dos capítulos 11 e 12, centrando a mensagem na “vitória da igreja” e na “adoração do Cordeiro”.
- EBD 5/10/25 – Gilson Sousa e Marcelo Ferreira passaram pelos capítulos 13 a 15, mas ignoraram completamente os temas da besta, do falso profeta e do número 666, substituindo-os por cânticos e expressões de louvor.
- EBD 12/10/25 – No Dia das Crianças (12 de outubro), a série foi interrompida, mas o tema repetiu-se: “a glória de Jesus”.
Agora, em 19 de outubro, a ICM pula diretamente para o capítulo 19, omitindo qualquer referência às taças da ira de Deus (cap. 16), à queda de Babilônia (caps. 17–18) e ao juízo final sobre o poder religioso corrompido.
II. Alexandre Gueiros ignora o mandamento de Jesus
Disse Alexandre Gueiros:
“Quanto mais conhecemos o Senhor Jesus, mais O amamos, porque nele estão escondidas todas as riquezas que Deus tem para nós.”
Recalcitrante, Alexandre Gueiros insiste em ignorar que Jesus nunca associou o amor ao conhecimento contemplativo ou a uma adoração sem obediência aos seus mandamentos.
²¹ Quem tem os meus mandamentos e lhes obedece, esse é o que me ama. Aquele que me ama será amado por meu Pai, e eu também o amarei e me revelarei a ele“. (João 14:21)
Se alguém quer mostrar seu amor a Jesus, deve obedecer aos seus mandamentos. Jesus deixou muito claro: ele não se revela aos desobedientes, por mais que toquem e cantem belíssimos louvores ou façam declarações que lhe exaltem o nome em orações. Homenagens emotivas também não o sensibilizam.
Jesus quer obediência! E isso não significa obediência a líderes religiosos ou a doutrinas exclusivistas desconectadas da vontade expressa na palavra de Deus (bíblia).
Como Alexandre Gueiros descumpre os mandamentos de Jesus?
1 – quando mantém mais de 100 processos judiciais contra ex-membros, retirando dinheiro dos dízimos e de doações que os membros pensavam que seria destinada à promoção da justiça para pagar escritórios de advocacia que promovem a injustiça;
2 – quando apresenta mensagens que sutilmente criam animosidades entre membros e ex-membros, indicados como inimigos e opositores da obra de Deus, gerando inimizades para proteger uma estrutura religiosa que não expressa o amor ordenado por Jesus;
3 – quando entesoura em estruturas religiosas caríssimas e não mantém nem ajuda qualquer instituição de amparo a crianças (abrigos/orfanatos), lar de idosos ou clínicas de recuperação de dependentes químicos (Tiago 1:27).
Sabemos que o orgulho de Alexandre Gueiros não permite que ele volte atrás e reconheça que está distorcendo as palavras de Jesus, ensinando errado e induzindo os membros a atitudes que se afastam da vontade de Deus.
Mas, vamos insistir em pontuar essas questões, porque temos a esperança de que membros sinceros e desejosos de confrontar o ensino que estão recebendo com o que diz a palavra de Deus podem despertar do sono profundo e romper com as garras que os prendem a uma seita manipuladora.
O que Deus diz sobre arrastar irmãos para tribunais seculares?
1 – Não processe seu irmão:
¹ Se algum de vocês tem queixa contra outro irmão, como ousa apresentar a causa para ser julgada pelos ímpios, em vez de levá-la aos santos? (…) ⁵ Digo isso para envergonhá-los. Acaso não há entre vocês alguém suficientemente sábio para julgar uma causa entre irmãos? ⁶ Mas, ao invés disso, um irmão vai ao tribunal contra outro irmão, e isso diante de descrentes! ⁷ O fato de haver litígios entre vocês já significa uma completa derrota. Por que não preferem sofrer a injustiça? Por que não preferem sofrer o prejuízo? ⁸ Em vez disso vocês mesmos causam injustiças e prejuízos, e isso contra irmãos! (1 Coríntios 6:1-8)
2 – O mandamento de Jesus é amar a Deus e o seu próximo
³⁷ Respondeu Jesus: ” ‘Ame o Senhor, o seu Deus de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todo o seu entendimento’. ³⁸ Este é o primeiro e maior mandamento. ³⁹ E o segundo é semelhante a ele: ‘Ame o seu próximo como a si mesmo’. ⁴⁰ Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas”. (Mateus 22:37-40)
3 – Não basta dizer que ama a Deus!
²⁰ Se alguém afirmar: “Eu amo a Deus”, mas odiar seu irmão, é mentiroso, pois quem não ama seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê. ²¹ Ele nos deu este mandamento: Quem ama a Deus, ame também seu irmão. (1 João 4:20,21)
4 – O argumento de que “ele não é meu irmão” não foi aceito por Jesus
⁴³ “Vocês ouviram o que foi dito: ‘Ame o seu próximo e odeie o seu inimigo’. ⁴⁴ Mas eu lhes digo: Amem os seus inimigos e orem por aqueles que os perseguem, (Mateus 5:43,44)
Promover inimizades é obra da carne ou fruto do Espírito?
Alexandre Gueiros deveria promover a paz e agir com bondade (fruto do Espírito) ou usar dinheiro de doações para promover disputas, ódio, discórdia e litigância predatória nos tribunais (obras da carne)?
¹⁹ Ora, as obras da carne são manifestas: imoralidade sexual, impureza e libertinagem; ²⁰ idolatria e feitiçaria; ódio, discórdia, ciúmes, ira, egoísmo, dissensões, facções ²¹ e inveja; embriaguez, orgias e coisas semelhantes. Eu os advirto, como antes já os adverti, que os que praticam essas coisas não herdarão o Reino de Deus. ²² Mas o fruto do Espírito é amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, ²³ mansidão e domínio próprio. Contra essas coisas não há lei. (Gálatas 5:19-23)
A palavra de Deus indica que devemos obedecer ou sacrificar?
Disse Alexandre Gueiros:
Então nós somos escolhidos por Deus, isso está confirmado no Apocalipse, escolhidos para a salvação. Mas recebemos naquele momento glorioso em que conhecemos o Senhor Jesus o chamado e a partir daí nós somos chamados de fiéis. Chamando a nossa atenção para a importância da nossa vida de santificação, a nossa vida de obediência. O Senhor vai olhar para aquela grande multidão e diz, todos eles foram fiéis a mim. Nós estaremos lá, seguramente, irmãos.
Louvado seja o Senhor. Estaremos lá por quê?
Apesar das nossas fraquezas, apesar de momentos em que vacilamos, mas por uma operação do Senhor Jesus através do Seu Espírito Santo, nós somos levados ao verdadeiro arrependimento e a nossa comunhão é renovada e nós nos levantamos e prosseguimos neste caminho santo, esse caminho vivo e o poder do sangue de Jesus, irmãos, continua a operar em nossas vidas continuamente.
A segurança que tem Alexandre Gueiros é a mesma que Saul tinha quando voltou da incursão militar contra os amalequitas. Saul estava totalmente confiante, afirmando que tinha cumprido fielmente o mandamento de Deus.
Mas, o balido de ovelhas o denunciava.
¹⁰ Então o Senhor falou a Samuel: ¹¹ “Arrependo-me de ter constituído a Saul rei, pois ele me abandonou e não seguiu as minhas instruções“. Samuel ficou irado e clamou ao Senhor toda aquela noite. (…) ¹³ Quando Samuel o encontrou, Saul disse: “O Senhor o abençoe! Segui as instruções do Senhor”. ¹⁴ Samuel, porém, perguntou: “Então que balido de ovelhas é esse que ouço com meus próprios ouvidos? Que mugido de bois é esse que estou ouvindo?” ¹⁵ Respondeu Saul: “Os soldados os trouxeram dos amalequitas; eles pouparam o melhor das ovelhas e dos bois para o sacrificarem ao Senhor seu Deus, mas destruímos totalmente o restante”. (…) ¹⁹ Por que você não obedeceu ao Senhor? Por que se lançou sobre os despojos e fez o que o Senhor reprova?” ²⁰ Disse Saul: “Mas eu obedeci ao Senhor! Cumpri a missão que o Senhor me designou. Trouxe Agague, o rei dos amalequitas, mas exterminei os amalequitas. ²¹ Os soldados tomaram ovelhas e bois do despojo, o melhor do que estava consagrado a Deus para destruição, a fim de os sacrificarem ao Senhor seu Deus, em Gilgal”. ²² Samuel, porém, respondeu: “Acaso tem o Senhor tanto prazer em holocaustos e em sacrifícios quanto em que se obedeça à sua palavra? A obediência é melhor do que o sacrifício, e a submissão é melhor do que a gordura de carneiros. ²³ Pois a rebeldia é como o pecado da feitiçaria, e a arrogância como o mal da idolatria. Assim como você rejeitou a palavra do Senhor, ele o rejeitou como rei”. (1 Samuel 15:10-23)
Deus não encontrou lugar de arrependimento no coração de Saul. E, ao que parece, Alexandre Gueiros também mantém seu coração endurecido e prefere fazer afirmações sobre obediência, fidelidade e arrependimento em vez de apresentar frutos dignos de arrependimento.
²⁷ Quando Samuel se virou para sair, Saul agarrou-se à barra do manto dele, e o manto se rasgou. ²⁸ E Samuel lhe disse: “O Senhor rasgou de você, hoje, o reino de Israel, e o entregou a alguém que é melhor que você. (1 Samuel 15:27,28)
Qual a religião que Deus aceita?
²⁷ A religião que Deus, o nosso Pai aceita como pura e imaculada é esta: cuidar dos órfãos e das viúvas em suas dificuldades e não se deixar corromper pelo mundo. (Tiago 1:27)
III. Os opositores: o que foi ensinado em 19/10/2025
Disse Alexandre Gueiros:
E meus irmãos, Ele, ao longo da história, nós já estudamos isso nas sete cartas, lutou pela sua igreja e continua a lutar porque a nossa história aqui na terra não terminou.
E quando João teve então essa oportunidade de ver na eternidade descortinar tudo aquilo que está acontecendo na eternidade, ele viu que havia opositores à nossa salvação, havia uma resistência à nossa salvação, mas Ele logo viu que o Cordeiro, o rei dos eis, estava lutando contra esses, estava lutando contra todos os nossos opositores e estava vencendo.
E como já vimos na aula anterior, ele saiu vitorioso já e para vencer, louvado seja o Senhor. E então temos essa certeza: e o cordeiro os vencerá.
Após ler o texto de Apocalipse 17:14, Alexandre Gueiros declarou que “o Cordeiro está lutando contra todos os nossos opositores e está vencendo”, associando, sutilmente, o texto à experiência da própria denominação, que “enfrenta opositores à salvação dos fiéis”.
A retórica foi sutil, mas clara: os “opositores” da igreja foram equiparados aos inimigos espirituais do Cordeiro.
IV. O que foi omitido — e por quê?
Nesta EBD, a ICM pulou três capítulos inteiros (16, 17 e 18) — justamente os que expõem a ira de Deus sobre o sistema religioso e político corrupto, conhecido como Babilônia.
Perguntas que ficaram sem resposta (cap. 16-18):
1 – Por que ignorar as sete taças da ira de Deus (Ap 16)?
2 – Quem é Babilônia, a grande prostituta (Ap 17–18)?
3 – Por que o Apocalipse identifica a grande prostituta como uma cidade rica, vestida de púrpura e escarlate, símbolo do poder religioso aliado ao político?
4 – Qual é o sentido da queda de Babilônia e do lamento dos mercadores?
5 – Por que a EBD saltou diretamente para o “banquete do Cordeiro” (Ap 19), sem abordar o juízo sobre o falso culto?
6 – Se o Apocalipse denuncia a idolatria e o luxo dos sistemas religiosos, como a ICM aplica isso à sua própria realidade — especialmente diante do culto à liderança, dos títulos honoríficos buscados em Assembleias Legislativas e do orgulho institucional frequentemente apresentado na mídia (marketing), mostrando suas conquistas?
Perguntas sobre o capítulo 19:
1 – qual a diferença entre o cavalo branco e seu cavaleiro deste capítulo em relação ao cavalo branco e o cavaleiro do capítulo 6, verso 2?
2 – Por que a inscrição “REI DOS REIS E SENHOR DOS SENHORES” está no manto e na coxa do cavaleiro do cavalo branco? (Apocalipse 19:16)
3 – A “vitória do Cordeiro” (Ap 19:11-21) é espiritual ou militar?
4 – O que representa o banquete dos abutres (Ap 19:17-18), onde são julgados os ímpios?
A decisão de ignorar os capítulos 16 a 18 não é casual.
Essas passagens tratam do juízo de Deus sobre a idolatria religiosa, a aliança entre o poder espiritual e o político, e a queda de Babilônia, cidade vestida de luxo e púrpura, que simboliza o sistema religioso que se prostituiu com os reis da terra.
São textos que confrontam diretamente qualquer instituição que acumule poder, títulos e glória — exatamente os elementos exaltados pela Maranata nas últimas EBDs.
Por isso, o silêncio sobre Babilônia fala mais do que qualquer palavra.
V. Incoerências e contradições da EBD
Tema | O que a ICM ensinou | O que a Bíblia ensina |
Amor a Jesus | “Quanto mais conhecemos Jesus, mais o amamos.” | O amor se demonstra pela obediência (Jo 14:21). |
Opositores da salvação | “O Cordeiro luta contra os opositores à nossa salvação.” | A luta é contra as forças espirituais do mal, não contra pessoas (Ef 6:12). |
Certeza de salvação | “Estaremos lá seguramente, porque somos levados ao verdadeiro arrependimento.” | A fé verdadeira se prova pelo amor e pela prática da justiça (Gl 5:6; Mt 25:35–40). |
Louvor aceitável | “Somente quem serve à igreja oferece louvor aceitável.” | Deus prefere obediência a sacrifícios (1Sm 15:22) e considera a caridade a verdadeira religião (Tg 1:27). |
VI. Comparativo doutrinário – Apocalipse 19 em três visões
Aspecto | ICM | Pentecostais clássicos | Reformados |
Ênfase | Contemplação e glória denominacional. | Retorno visível de Cristo e juízo final. | Vitória definitiva de Cristo e consumação da aliança. |
Bodas do Cordeiro | Símbolo da vitória da “igreja fiel” (ICM). | União eterna de Cristo com todos os salvos. | Aliança consumada entre Cristo e os eleitos. |
Justiças dos santos | “Serviço à igreja” e obediência institucional. | Santidade e fidelidade prática. | Obras de justiça como fruto da graça. |
Guerra do Cordeiro | “Luta contra os opositores da obra.” | Juízo sobre os ímpios e o anticristo. | Julgamento final e vitória sobre o mal. |
Aplicação | Obediência à liderança e culto à instituição. | Esperança e santidade pessoal. | Perseverança na fé e adoração centrada na cruz. |
VII. Perguntas que ficaram sem resposta
- Por que a ICM omitiu os capítulos que falam da queda de Babilônia, símbolo do poder religioso corrompido?
- Se o Cordeiro vence pelo amor e pelo sacrifício, como pode a igreja justificar práticas contrárias aos ensinamentos de Cristo, como processar irmãos, silenciar críticas e cultuar líderes humanos?
- Que tipo de “adoração” é essa que ignora os órfãos, os pobres e os que sofrem?
- A glória de Cristo é compatível com o luxo e a pompa das instituições religiosas?
VIII. Conclusão: a glória sem compaixão
A EBD de 19 de outubro expôs, mais uma vez, o abismo entre o evangelho de Jesus e o discurso da Igreja Cristã Maranata.
O livro do Apocalipse foi transformado em um espelho onde a instituição contempla a própria imagem e chama isso de revelação divina.
Mas a revelação verdadeira — aquela que vem de Cristo — é sempre um espelho que nos confronta, não um palco que nos exalta.
Enquanto a ICM proclama “a glória de Jesus”, o evangelho proclama o amor de Jesus.
Enquanto a igreja fala de “serviço à obra”, Jesus fala de serviço ao próximo.
Enquanto os líderes se dizem “opositores do mal”, os fatos revelam a recusa em praticar o bem.
“Apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade” (Mt 7:23).
“Obedecer é melhor do que sacrificar.” (1Sm 15:22)
A verdadeira vitória do Cordeiro não está no trono, mas na cruz.
E a verdadeira igreja é aquela que se ajoelha para servir — não a que exige ser servida.
DEGRAVAÇÃO DAS MENSAGENS DA EBD
00:00:00 Alexandre Gueiros
Amém, glória ao Senhor Jesus.
Os irmãos já perceberam claramente que quanto mais conhecemos o Senhor Jesus, mais O amamos.
Porque percebemos tudo o que Ele fez por nós. tudo o que Ele representa hoje para nós, tudo o que Ele continua a fazer por nós a cada dia pela nossa salvação.
E nós vamos estar verificando alguns versículos que nos falam a respeito das manifestações do Senhor Jesus e dos títulos que Ele recebe na eternidade.
Esse é o tema desta nossa série de estudos e nós não nos cansamos de aprender a respeito do Senhor Jesus, porque nele estão escondidas todas as riquezas que Deus tem para nós.
Toda a nossa salvação, todos os aspectos da nossa salvação estão na pessoa do Senhor Jesus. E Ele continua a lutar por nós, continua a providenciar e a nos transmitir tudo aquilo que a cada dia nós necessitamos para perseverar fielmente neste caminho que ele preparou para nós. Este caminho estreito, caminho santo, que com segurança nos conduzirá à eternidade feliz.
Vamos cantar mais uma estrofe deste hino.
(louvor)
Estarei lendo para os irmãos um versículo em Apocalipse, capítulo 17, versículo 14, que nos diz o seguinte:
“Estes combaterão contra o Cordeiro e o Cordeiro os vencerá, porque é o Senhor dos senhores e o Rei dos reis. Vencerão os que estão com ele, chamados eleitos e fiéis.”
Glória a Deus.
Amados irmãos, nós ficamos muito gratos ao Senhor quando nós lemos um versículo como este, um versículo apenas, que contém tantas bênçãos para nós, porque aqui nós descobrimos que o Cordeiro está lutando por nós. [voz embargada]
Glória a Jesus! Aleluia! Aleluia!
O Cordeiro não precisaria lutar por si mesmo. Ele era o Deus onipotente, todo poderoso na eternidade, mas ao nos criar, ao perceber a falha que o nosso antepassado Adão cometeu, ao perceber que o pecado havia entrado no mundo, ele mesmo com o Pai, com o Espírito, idealizou o plano da nossa salvação. E o Filho eterno de Deus resolveu se fazer homem e habitar entre nós para a nossa salvação.
E meus irmãos, após haver completado aquela grande obra na cruz do Calvário, Ele não cessou de trabalhar pela nossa salvação. Todos nós sabemos que Ele está assentado à direita de Deus Pai, intercedendo por nós continuamente.
E meus irmãos, Ele, ao longo da história, nós já estudamos isso nas sete cartas, lutou pela sua igreja e continua a lutar porque a nossa história aqui na terra não terminou.
E quando João teve então essa oportunidade de ver na eternidade descortinar tudo aquilo que está acontecendo na eternidade, ele viu que havia opositores à nossa salvação, havia uma resistência à nossa salvação, mas Ele logo viu que o Cordeiro, o rei dos eis, estava lutando contra esses, estava lutando contra todos os nossos opositores e estava vencendo.
E como já vimos na aula anterior, ele saiu vitorioso já e para vencer, louvado seja o Senhor. E então temos essa certeza: e o cordeiro os vencerá. Louvado seja o Senhor Jesus.
E então, amados irmãos, logo no capítulo 19, nós lemos a respeito de uma grande multidão, uma grande multidão que é composta de todos os salvos, como nós lemos nesse versículo, todos os eleitos, os chamados e os fiéis.
Então nós somos escolhidos por Deus, isso está confirmado no Apocalipse, escolhidos para a salvação. Mas recebemos naquele momento glorioso em que conhecemos o Senhor Jesus o chamado e a partir daí nós somos chamados de fiéis. Chamando a nossa atenção para a importância da nossa vida de santificação, a nossa vida de obediência.
O Senhor vai olhar para aquela grande multidão e diz, todos eles foram fiéis a mim. Nós estaremos lá, seguramente, irmãos.
Louvado seja o Senhor. Estaremos lá por quê?
Apesar das nossas fraquezas, apesar de momentos em que vacilamos, mas por uma operação do Senhor Jesus através do Seu Espírito Santo, nós somos levados ao verdadeiro arrependimento e a nossa comunhão é renovada e nós nos levantamos e prosseguimos neste caminho santo, esse caminho vivo e o poder do sangue de Jesus, irmãos, continua a operar em nossas vidas continuamente.
E nós lemos a respeito disso, deste poder do sangue, aqui já naquele versículo, Capítulo 16, versículo 15, em que o Senhor diz:
“Eis que venho como ladrão, bem-aventurado aquele que vigia”…
Novamente, vigiar é isso, é viver em santificação, viver em obediência no temor do Senhor.
“E guarda os seus vestidos”…
Que vestidos são esses que nós temos? O Senhor Jesus nos deu vestes de salvação, está escrito ali em Isaías. Recebemos vestes branqueadas e lavadas no sangue do Cordeiro.
E o apóstolo João fala bem a respeito disso:
“Filhinhos, essas coisas vos escrevo para que não pequeis. Porém, se pecares, tendes um advogado junto ao Pai, Jesus Cristo justo. Confessamos nossos pecados e o sangue de Jesus nos purifica de cada pecado”.
Louvado seja o Senhor.
Meus irmãos, então o Senhor se revela como aquele que virá para nos buscar. Eis que venham como ladrão. Eis que venham sem demora. Guarda o que tens para que ninguém tome a tua coroa. Nós lemos recomendado ali, né, na igreja de Laodicea.
E então, nós podemos dizer que o Jesus aqui se revela como aquele que luta e vence por nós. Louvado seja o Senhor Jesus.
E meus irmãos, logo mais adiante, no capítulo 19, versículo 1, o Senhor Jesus se revela como justo juiz, digno de glória e honra e poder. Estarei lendo o capítulo 19, versículo 1º que nos fala a respeito disto:
“E depois destas coisas, ouvi no céu como que uma grande voz de uma grande multidão que dizia, aleluia, salvação e glória e honra e poder pertencem ao Senhor, nosso Deus.”
E no versículo 5:
“Louvai a Deus, seus servos”…
Somente os servos de Deus têm condições de oferecer o louvor aceitável por Deus. Somente aqueles que vivem a vida de serviço aos irmãos, serviço à igreja, serviço à obra do Senhor, a obra de salvação.
Somente aqueles que estão sendo instrumentos do Espírito Santo para a salvação, somente esses têm condições de erguer as suas vozes e glorificar o Senhor.
E o Senhor aceita verdadeiramente a nossa adoração.
“Louvai a Deus seus servos”…
E os irmãos logo, logo a seguir vão aprender mais algo a respeito do louvor, algo mais a respeito da adoração.
Vamos continuar, no livro de Apocalipse e ler agora o versículo 6 de Apocalipse, capítulo 19, que diz o seguinte:
“E ouvi, como que a voz de uma grande multidão, e como que a voz de muitas águas, e como a voz de grandes trovões que dizia, Aleluia, pois já o Senhor Deus Todo-Poderoso reina.”
Louvado seja o Senhor. Vamos glorificar o Senhor.
(louvor)
00:11:17 Alexandre Brasil
A paz do Senhor Jesus.
Apocalipse 19, 7 diz assim a palavra:
Regozigemo-nos, alegremos-nos e demos-lhe glória, porque vindas são as bodas do cordeiro, e já a sua esposa se aprontou.”
Que proclamação extraordinária, aqui fala das bodas. É por tudo que nós vivemos, é o momento extraordinário da igreja, tudo que a igreja passou na sua história, desde o derramamento do Espírito Santo, da doutrina implantada, das perseguições que vieram, das cruzes, das espadas, das arenas, das fogueiras, das perseguições, das vitórias alcançadas, das vidas rendidas aos pés do Senhor, da salvação proclamada, de toda a história que se fala da igreja até que chega este momento.
É por isso que nós estamos aqui nesta manhã. É aguardando que esse momento chegue logo. É o momento da igreja se alegrar, porque é o momento de festa.
Até então as coisas passaram, agora a igreja está na glória com o Senhor. Esse rei que ela pode proclamar como sendo o rei dela. Daquilo que a igreja pode se apresentar a ele. Aquele Jesus que nós estamos conhecendo cada vez mais e amando mais.
Mas no dia que nós estivermos face a face com Ele, aí sim todo o nosso amor será ali derramado. Como a Rebeca um dia quando ela foi conduzida ali, ela chegou e perguntou, quem é aquele que varão que vem ao nosso encontro? Aí aquele que a conduzia dizia: esse é o meu Senhor.
A igreja na eternidade, é o momento das bodas. Quando nós chegarmos, quem é aquele que está ali? Quem é aquele que está sentado no trono? Quem é aquele que está ali para nos receber? Aquele é o nosso Senhor. É as bodas do Cordeiro. É um momento de grande alegria, porque a igreja se preparou para este momento.
E hoje nós estamos aqui esperando que aquilo que nós vivemos é um momento de aguardar esse encontro com o Senhor. É as bodas do Cordeiro.
E como que essa igreja vai estar aí? Ela vai estar vestida de linho fino, puro, resplandecente.
E o linho fino são as justiças do Santos. É a forma que ela se apresenta diante do noivo. Como que ela vai se apresentar? Não é de qualquer jeito. Ela vai estar expressando ao Senhor as vestes do adorno que o mesmo Senhor nos deu, ela não vai levar as vestes suas, mas ela vai levar as vestes que ela recebeu do Senhor, e quando João contempla esse momento, ele vê que a igreja recebe as vestes de linho fino, e são as justiças, a justiça dos santos, ou seja, é uma igreja justificada, não é uma igreja que se apresente com seus méritos, que se apresente com seus valores pessoais, mas uma igreja que se apresenta com aquilo que ela recebeu do Senhor.
Tudo o que ela tem foi dado por Deus, tudo o que a igreja tem ela é dada pelo Senhor. Nós estamos no mês da festa da dedicação. O que nós vamos dedicar ao Senhor? É aquilo que Ele nos deu. Nós vamos dar a Ele nada daquilo que é nosso, mas aquilo que Ele concedeu a nós.
Então é a igreja agora justificada pela fé. Ela está ali trazendo um dom que ela recebeu de Jesus, o autor e consumador da fé. Ela está dizendo, Senhor, vivi pela fé, e agora estou aqui, me apresentando diante de Ti, com essas vestes, justificados, e essa fé que o Senhor nos deu, ela foi guardada. Ela foi guardada e agora nos apresentamos juntamente com ela aqui na glória para esse momento de adoração e de louvor ao Senhor.
E a igreja, ela apresenta a justiça, justificada pelo sangue de Jesus, justificados pela fé. Nós escapamos da ira, escapamos do juízo, estamos agora em festa, em alegria, em adoração, em louvor ao nosso Senhor.
A esse que nós estamos conhecendo, cada vez mais, cada vez mais amando, cada mais vais vivendo essa experiência.
E quando vem as bodas do cordeiro, agora vem a ceia. Aquele momento em que a igreja se apresenta para o momento da melhor comunhão. Quando o Senhor Jesus reúne os seus discípulos, Ele diz: olha, muito desejei, muito desejei cear convosco. O desejo era meu, a vontade era minha, você nem sabia disso né? Mas a vontade foi minha, eu o Senhor quis cear convosco. E quem que estava ali? Aquele da sua intimidade. Não havia estranho ali, aqueles que Ele havia chamado para estar junto com Ele, foram convidados por Ele. E agora, Ele diz olha: até que um dia, essa ceia, ela será na eternidade. O que está hoje, quando a igreja se reúne para cear, nessa intimidade, nessa comunhão com o Senhor, ela está dizendo ó, estou anunciando a morte de Jesus, até que venha. Agora Ele veio, Ele chegou, a volta do Senhor. E agora a igreja na eternidade está ceando com o Senhor. Esse momento de comunhão.
Quando ele chega e diz, escreve, bem-aventurados, felizes, aqueles que são chamados a ceias das bodas do Cordeiro. Felizes, a felicidade é aquilo que não vai terminar nunca. Essas são verdadeiras, as verdadeiras palavras de Deus, aquele que é a verdade, aquele que é o Senhor de nossas vidas. Nós somos chamados a essa ceia, chamados a esse momento de comunhão. É a festa, é a festa das bodas do Cordeiro. Algo extraordinário. Aquilo que João pôde contemplar na eternidade. Que festa é esta? Que tamanho é desse ambiente celestial em que todos os remidos, de todas as eras, de todos os tempos, todos ali reunidos diante do Senhor.
Que festa que o Senhor preparou para nós. Para os felizes são os convidados, você já foi convidado, você já recebeu esse convite, você já está pronto.
Aquilo que as nossas crianças cantam: no Expresso viajamos, nós já recebemos o nosso bilhete de passagem nesse trem.
Nós já estamos convidados, caminhando para esse grande encontro, para esse grande momento. Agora é a ceia, a ceia das bodas do Cordeiro. É o momento desse encontro maravilhoso com o Senhor.
E quando João viu tudo isso, aí ele disse o seguinte, quando eu vi tudo isso, eu lancei-me para adorar. Ele quis adorar até o anjo. Ele não sabia, João estava ali no momento de extrema alegria, estava maravilhado com tudo que ele via. Ele disse o seguinte: olha, não faças tal, mas sou conservo teu. Agora, adora a Deus, adora o Senhor, adora porque o testemunho de Jesus, é o Espírito de profecia.
Aí João está entendendo aquilo que foi dito o seguinte, olha, a igreja vive esse momento, a profecia o momento profético, e a igreja que testemunha e testifica Jesus.
Jesus é conhecido no mundo, por aquele que Ele realiza na sua igreja. Quem é Jesus? Eu não sei quem é Jesus, mas veja o que Ele fez na minha vida, você vai conhecê-lo. Veja o que Jesus fez em você, e o mundo vai dizer, realmente Jesus é maravilhoso.
Ele é maravilhoso porque eu sei o que Ele fez na sua vida, eu sei como Ele transformou o seu coração, eu sei como Ele operou em suas vidas.
Então a igreja ela testemunha, ela testifica. É a profecia. Jesus sendo revelado, Jesus sendo mostrado profeticamente, Jesus sendo aquele em que nós, tendo recebido dele toda a operação do Senhor. Quando alguém diz, quem é o Senhor, para eu possa conhecê-lo. Você vai ver que a igreja, ela tem um testemunho. Um testemunho daquele que teve uma vida transformada, teve a experiência do novo nascimento, daquele Jesus que mudou as nossas vidas e profeticamente Ele está aqui no nosso meio para operar, daquilo que Ele é, Ele opera e realiza em nossos corações.
João, ele quis adorar a Deus. E adoração é algo que o Senhor merece de nós. Quando você pensa, o que é adorar a Deus? O que é glorificar a Deus? Adoração é um ato de expressão nossa, para render a Ele tudo o que Ele merece.
Vamos adorar a Deus por aquilo que Ele é. Adorar a Deus não importa qualquer circunstância. O fato dEle ser Deus, o fato dEle ser Senhor. Adoração ao Pai, adoração ao Filho, adoração ao Espírito Santo, adoramos pelo que Ele é, adoramos pelo que Ele representa para nós, adoramos por tudo que é o Senhor, Deus da Glória, o Deus da Eternidade, esse é o nosso Deus.
Nós glorificamos pelo que Ele faz, mas adoramos pelo que Ele é, independente de qualquer circunstância. É sabermos, aqui está o nosso Deus, aqui está o nosso Senhor.
Quando João viu Jesus na sua glória, glorificado, o corpo dele não teve forças, ele desmontou diante de Jesus, tamanha era a glória dele. E ali para João ele disse: eu preciso adorar esse Deus, porquê? Porque Ele é, porque Ele é Senhor, Ele é o Deus Criador, é o Senhor de todas as coisas, a Ele toda glória, adoração, louvor, pela reverência, pela vida, no culto que nós prestamos a Ele, pelo nosso serviço a Ele, tudo isso é adoração ao nosso Deus.
A nossa vida, o nosso testemunho, é uma adoração ao Senhor.
E aquilo que Ele faz, adoremos a Deus, adoremos ao Senhor, por tudo que Ele é. Adoremos ao Senhor, porque é o Deus da nossa vida. Adoramos esse Deus que nós conhecemos em parte hoje, mas que amamos mais. Adoremos esse Deus que cada dia nós estaremos conhecendo, conhecendo, cada vez mais e mais, e prosseguindo em conhecer, até essa adoração ser perfeita na eternidade. Adoremos pelo que Ele é.