PRÁTICAS DE MANIPULAÇÃO DE PESSOAS?” – O QUE A MARANATA ESTÁ ENSINANDO?

PRÁTICAS DE MANIPULAÇÃO DE PESSOAS?” – O QUE A MARANATA ESTÁ ENSINANDO?

22 de março de 2026 Off Por Sólon Pereira

Por Solon Pereira – Projeto Análise | Celeiros

Uma análise bíblica, ética e espiritual da EBD da Igreja Cristã Maranata (22/3/2026)

Vídeo de referência: https://www.youtube.com/watch?v=bufQuu5DVng

Degravação ao final.

INTRODUÇÃO

A Escola Bíblica Dominical da Igreja Cristã Maranata do dia 22 de março de 2026 repetiu um padrão que temos observado há bastante tempo: a mensagem foi estruturada sobre alegorias do Antigo Testamento, aplicações tipológicas amplas e associações institucionais, enquanto os ensinos diretos de Jesus permaneceram em segundo plano.

A própria degravação mostra esse eixo: Deuteronômio, Jericó, trombetas, silêncio, fio de escarlata, “mistérios” e conquistas espirituais.

Não se trata de negar que a Bíblia permita figuras, símbolos e aplicações espirituais. O problema surge quando a alegoria deixa de ser apoio e passa a ser o próprio centro do ensino; e, mais ainda, quando ela é usada para sacralizar práticas institucionais e sugerir que determinados métodos da igreja foram revelados por Deus de forma exclusiva.

1. “O SENHOR REVELA OS PLANOS” — REVELAÇÃO OU PROTOCOLO?

Disse Gilson Sousa:

O Senhor então nos revela qual é o projeto do Senhor e os planos do Senhor portanto para a evangelização, planos esses que nós devemos seguir. (…) O homem, ele deve silenciar-se e buscar ao Senhor, para que o Senhor fale e revele detalhadamente todos os aspectos do plano de evangelização. (…) O Senhor não tem falhado conosco. Ele tem revelado, sim, os planos de evangelização para determinados meses do ano, como nós temos a experiência de madrugadas, de jejuns, de cultos ao meio-dia, os convites.”

A fala é muito específica. Não se trata apenas de dizer que a igreja deve orar, jejuar e evangelizar. O que se afirma é que Deus estaria revelando “detalhadamente” o plano de evangelização, e o exemplo dado são exatamente as práticas mensais já padronizadas pela instituição: madrugadas, jejuns, cultos ao meio-dia e convites.

O problema é que isso já aparece previamente organizado em circular. Por exemplo, a Circular 043/26 estabelece, por semanas, o roteiro de evangelização do mês: “1ª Semana: Madrugadas – Convites; 2ª Semana: Jejuns – Convites; 3ª Semana: Cultos ao meio-dia – Convites; 4ª Semana: Evangelização – Convites”.

Por isso, a questão central não é se a igreja pode organizar sua agenda. Pode. O problema está em apresentar um roteiro institucional padronizado como se fosse uma revelação detalhada do Senhor.

Quando isso acontece, obedecer ao método da instituição passa a soar como obedecer ao próprio Deus. E aí a fidelidade deixa de ser medida pela Escritura e passa a ser medida pelo alinhamento ao protocolo.

2. JERICÓ TRANSFORMADA EM MODELO DE EVANGELIZAÇÃO

Disse Gilson Sousa:

“Toda a estratégia para a conquista de Jericó foi revelada detalhadamente pelo Senhor. (…) Nós podemos ver, por exemplo, nessa passagem, a importância da revelação no que diz respeito ao projeto de salvação das pessoas, das vidas. (…) Ali, o som das trombetas feitas ali de chifres de carneiro, ela nos fala de como, pelo sopro do Espírito Santo, nós recebemos as revelações do Senhor. O Senhor revela planos originais, somente Dele, de conquista espiritual.”

Aqui está um dos movimentos hermenêuticos mais importantes da mensagem. A conquista de Jericó, um evento histórico singular da entrada de Israel em Canaã, é convertida em paradigma de evangelização da igreja. O texto deixa de ser lido como narrativa redentiva situada em seu contexto e passa a ser usado como se fosse um manual espiritual de “conquista de almas”.

Esse uso vai além da aplicação devocional. Ele produz uma noção de exclusividade: Deus teria dado à instituição “planos originais” para a evangelização, planos que outras igrejas não teriam. O episódio de Jericó, então, não apenas ilustra a evangelização; ele é usado para validar uma identidade institucional diferenciada, supostamente mais alinhada à vontade de Deus.

O problema bíblico é claro: uma narrativa não pode ser transformada automaticamente em norma. E o problema ético também: um método humano, ainda que bem organizado, não deve ser revestido de autoridade divina absoluta.

3. “NÃO USAMOS MARKETING” — A CONTRADIÇÃO ENTRE PÚLPITO E PRÁTICA

Disse Gilson Sousa:

“Nós usávamos muitas vezes até técnicas humanas de marketing para ganhar almas para o Senhor Jesus. Não usamos isso. Isso não é próprio da obra do Senhor.

Essa afirmação chama atenção porque contrasta com a prática institucional visível. A crítica aqui não deve ser simplista. O problema não é uma igreja usar meios de comunicação, divulgar seus eventos ou organizar sua presença pública. O ponto grave é a dupla linguagem.

No púlpito, rejeita-se “marketing” como técnica humana. Na prática, a instituição promove eventos em grande escala, com presença em veículos nacionais, reportagens publicitárias e forte construção de imagem pública. O discurso condena aquilo que a estrutura utiliza.

Seguem alguns exemplos:

Logo, a crítica mais justa não é “a ICM usa marketing”. Isso é evidente.

A crítica madura é outra: a instituição nega no discurso religioso o que emprega na prática institucional.

E essa incoerência é relevante porque ela ajuda a construir uma autoimagem espiritualizada: “nós não fazemos como os outros; o que temos é revelação”.

4. A FARTURA DA TERRA PROMETIDA E A “PALAVRA REVELADA”

Disse Gilson Sousa:

“Mas a promessa para o povo de Israel ela é que nos últimos dias Deus daria abundância e variedade de alimentos e isso na terra prometida. (…) Isso nos fala do derramamento do Espírito Santo no Pentecostes e posteriormente no fim da história da igreja. Essas promessas nos falam da fartura de alimento espiritual, no caso a palavra revelada (…) O batismo com o Espírito Santo é a prova disso.”

Aqui a aplicação espiritual já entra num campo mais problemático. É possível, em alguma medida, extrair lições espirituais de Deuteronômio 8.

O que não é legítimo é afirmar, como se fosse leitura direta do texto, que a abundância da terra prometida fala do Pentecostes, da “palavra revelada” e do batismo com o Espírito Santo como prova dessa leitura.

O problema cresce porque, no vocabulário da ICM, “palavra revelada” não costuma significar apenas a iluminação do Espírito para compreender a Escritura, mas a interpretação institucional que acompanha o texto.

Na prática, isso desloca a suficiência da Palavra bíblica e concentra a compreensão legítima na mediação da igreja. A Escritura deixa de ser plenamente clara em si e passa a depender do sistema interpretativo da instituição.

5. EXCLUSIVISMO E OBEDIÊNCIA

Disse Alexandre Gueiros:

O carneiro precisava morrer para que eles pudessem soprar. E isso nos fala da morte do Senhor Jesus para que hoje o sopro do Espírito Santo possa estar operando em nosso favor. E nós aprendemos mais uma lição. Tudo começa quando o homem se cala e se dispõe a ouvir. Se falarmos muito, não ouvimos aquilo que o Senhor está dizendo. Nós nos habituamos a clamar ao Senhor, esperar a sua resposta, ouvir e atender as suas determinações. Na obra de Deus, amados irmãos, o homem está sempre dependente da orientação do Espírito Santo. Só fala quando o Senhor diz, gritai. Aí, sim, na direção do Senhor nós falamos, nós proclamamos o Evangelho e realizamos a obra do Senhor. Seguindo as orientações do Senhor, a vitória chegou. E só se salvou ali em Jericó, só foram conquistados para o reino aqueles que o Senhor havia projetado desde a eternidade.

Como se pode notar, há sempre um chamado à fidelidade.

Mas, é interessante destacar que, quando se fala em fidelidade, a referência é à fidelidade no cumprimento das “orientações” da ICM e não à fidelidade a Deus, a Jesus ou ao que ensina objetivamente a bíblia sobre evangelização.

Esse é o padrão em tudo na Igreja Maranata: fidelidade = obediência às regras da ICM.

Desobedecer às regras da ICM é desobedecer a Deus, que foi quem deu essas orientações. E isso passa a ter peso de pecado na mente dos membros. Por isso, quem não consegue seguir à risca todas as regras da igreja sempre se sente como incapaz de agradar a Deus completamente, sentindo sempre um peso de pecado.

De outro modo, quem consegue cumprir as regras da ICM se sente mais santo, mais digno e é premiado com as melhores funções na igreja, porque isso é prova de fidelidade e compromisso com Deus.

6. O “MISTÉRIO” DO FIO DE ESCARLATA E A MISTURA ENTRE CRISTO E DOUTRINA DA ICM

Disse Alexandre Gueiros:

O fio de escarlata nos fala do poder do sangue de jesus. Era um símbolo do sangue que nos garante a salvação. (…) O mundo nos vê clamando pelo sangue de jesus, não compreende isso. (…) O mundo não pode compreender que é uma orientação do senhor para a sua igreja, porque isso é um mistério. (…) Mas a nós, irmãos, é dado conhecer os mistérios do reino de Deus.”

Este talvez seja o ponto mais delicado da EBD.

A leitura tipológica do fio de escarlata como símbolo do sangue de Cristo pode ser admitida como aplicação cristológica. O problema não está aí. O problema aparece quando essa figura é ligada ao “clamor pelo sangue de Jesus”, prática característica da ICM, e apresentada como algo que o “mundo” não entende, mas que a igreja conhece como “mistério”.

Nesse movimento, a obra objetiva de Cristo é misturada com uma doutrina particular da instituição. O sangue de Jesus, que nas Escrituras aponta para sua morte expiatória e para a redenção consumada na cruz, é associado a uma prática ritual verbal que a ICM trata como orientação especial.

Isso insinua, ainda que de modo sutil, que a segurança da salvação estaria ligada não apenas à fé em Cristo, mas também à adesão a uma compreensão doutrinária própria do grupo. Além disso, fica implícito que as demais igrejas cristãs fazem parte do que eles chamam de “MUNDO”, porque nenhuma outra igreja cristã compreende essa doutrina da Maranata como condição à salvação.

Biblicamente, isso é grave.

A salvação não depende de um rito verbal criado por uma denominação. Ela depende exclusivamente da pessoa e da obra de Jesus Cristo, recebidas pela fé.

7. “JOSUÉ DEU VIDA A RAABE” — O QUE DIZ O TEXTO ORIGINAL?

Disse Alexandre Gueiros:

“Está escrito lá em Josué 6:25: JOSUÉ DEU VIDA A RAABE. (…) ENTÃO, JOSUÉ DEU VIDA A RAABE, O QUE SIGNIFICA? O Senhor Jesus deu vida a cada um de nós hoje.”

Aqui vale a pena ser mais técnico, porque o detalhe é importante.

O verbo hebraico de Josué 6:25 é הֶחֱיָה (heḥĕyâ), forma causativa do verbo חיה (ḥayah), cujo campo semântico inclui fazer viver, deixar viver, conservar vivo, preservar em vida.

No contexto narrativo de Josué 6, em que Jericó é destruída e Raabe é poupada com sua família, o sentido mais natural é preservar a vida, deixar com vida, poupar — não “dar vida” no sentido teológico forte de conceder vida nova.

Por isso, as traduções mais conhecidas costumam seguir essa linha:

  • NVI: “Josué, porém, poupou a prostituta Raabe, sua família e todos os que lhe pertenciam…”
  • ARA: “Porém Josué conservou em vida a prostituta Raabe…”

A diferença não é pequena.

Poupou a vida” ou “conservou em vida” significa que Josué não matou Raabe no juízo que caiu sobre Jericó.

Deu vida”, porém, abre espaço para uma construção teológica mais forte: Josué aparece quase como agente direto de vida, o que facilita a ponte imediata com Jesus como doador da vida eterna.

É justamente isso que Alexandre faz. Primeiro, ele lê “Josué deu vida a Raabe”; depois, lembra que o nome Josué corresponde a Yeshua; e então conclui: “o Senhor Jesus deu vida a cada um de nós hoje”.

A tipologia Josué–Jesus, por si só, não é ilegítima. O problema é forçar o versículo para que ele diga mais do que diz. O texto original fala de preservação no contexto do juízo sobre Jericó; a pregação converte isso em doação de vida num sentido que serve melhor à associação pretendida. Há, portanto, um alargamento interpretativo relevante.

Questão que mercê reflexão sobre a leitura de Josué 6 diz respeito a algo que não foi enfrentado nesta EBD da Maranata.

A queda de Jericó não é apenas a história da salvação de Raabe; é também a narrativa da destruição total de uma cidade.

Por isso, não se pode retirar do episódio apenas um elemento edificante e espiritualizá-lo, como se o restante do contexto fosse irrelevante. A alegoria pode soar bonita, mas, se não vier acompanhada de explicação séria, ela oculta a dureza moral do texto.

No Antigo Testamento, Israel aparece em certos momentos como instrumento histórico de juízo dentro de uma ordem teocrática específica.

Já no evangelho, Jesus não conquista cidades pela força, não extermina povos e não avança contra a vida de ninguém: ele chama ao arrependimento, ama os inimigos, oferece paz e entrega a própria vida.

Por isso, usar Josué como tipo de Jesus que “dá vida” exige explicação redobrada. Sem essa mediação cristológica e ética, a tipologia corre o risco de selecionar apenas o detalhe conveniente — Raabe poupada — e silenciar o cenário maior de violência, juízo e tomada da cidade.

Vale a pena abordar esse ponto, não porque ele seja o maior erro da EBD, mas porque mostra com nitidez o método empregado: uma escolha de formulação menos precisa abre espaço para uma conclusão doutrinária mais conveniente.

8. “PRÁTICAS DE MANIPULAÇÃO DE PESSOAS” — A IRONIA DA MENSAGEM

Disse Alexandre Gueiros:

Nós abandonamos todas as práticas do mundo e às vezes podem parecer até que são inofensivas, práticas de manipulação de pessoas, de animação de auditório, essas coisas, nós não precisamos nada disso…”

Esse trecho talvez seja o mais irônico de toda a mensagem.

Alexandre critica “manipulação de pessoas” pensando, ao que tudo indica, em formas externas de culto, em estilos mais expansivos ou em ambientes que ele considera emocionalmente dirigidos.

Mas existe um tipo de manipulação muito mais sutil: a manipulação hermenêutica.

Ela ocorre quando a Bíblia é conduzida em uma direção já escolhida; quando alegorias abertas são usadas para legitimar métodos institucionais; quando obedecer à igreja passa a equivaler a obedecer a Deus; e quando o membro comum não é encorajado a examinar criticamente o texto, mas apenas a receber a interpretação pronta como “revelação”.

Afinal, o que é mais reprovável? Um culto cuja liturgia seja diferente da escolhida pela Igreja Maranata, ou um ensino que apresenta uma doutrina específica de clamor pelo sangue de Jesus como essencial à salvação da humanidade? Quem está ferindo a palavra de Deus? Não seria quem está colocando em dúvida a salvação de todos os cristãos desde o primeiro século até hoje, porque não clamam pelo sangue de Jesus, como ensina a ICM desde 1968?

Por isso, a crítica mais séria não está em saber se há “animação de auditório”, mas em perguntar se há um uso controlado da Palavra para manter uma estrutura religiosa. E, nesse ponto, a EBD levanta preocupações reais.

9. ONDE ESTÁ O ENSINO DIRETO DE JESUS?

A degravação desta EBD mostra que Jesus é citado muitas vezes, mas quase sempre como chave tipológica: a arca é Jesus, o príncipe dos exércitos é Jesus, Josué é Jesus, o fio aponta para Jesus, o sangue garante a salvação, a vitória vem por Jesus.

O problema não é a ausência nominal de Jesus. O problema é a ausência funcional de seus ensinos diretos como eixo da formação espiritual.

Uma EBD centrada no ensino de Cristo deveria tratar de temas como:

  • as bem-aventuranças;
  • o amor aos inimigos;
  • a misericórdia;
  • a pureza de coração;
  • a oração sem ostentação;
  • o jejum sem exibição;
  • crítica da caridade como marketing institucional;
  • a impossibilidade de servir a Deus e ao dinheiro;
  • a regra de ouro;
  • o discernimento pelos frutos;
  • e a necessidade de praticar as palavras de Jesus, e não apenas ouvi-las.

Esse é o coração do Sermão do Monte. E esse é, em boa medida, o grande ausente nas EBDs que temos analisado. Em agosto de 2025, por exemplo, a estrutura da mensagem também se apoiou em períodos da história da igreja, Apocalipse, remanescente, Filadélfia, Laodiceia e preparação escatológica, com forte carga simbólica e pouca centralidade no ensino ético direto de Jesus.

Assim, a crítica mais precisa não é dizer que a ICM “não fala de Jesus”. Fala. A crítica correta é outra: fala de Jesus, mas ensina por alegorias.

CONCLUSÃO

A EBD de 22/3/2026 não deve ser vista como um desvio isolado, mas como expressão de um padrão. O que se vê é a substituição progressiva dos ensinos diretos de Cristo por um sistema de leituras tipológicas, aplicações simbólicas e associações institucionais que terminam por reforçar a autoridade do método da igreja.

O ponto mais grave não é o uso de figuras. É quando figuras passam a sustentar práticas que a Bíblia não exige; quando protocolos já definidos são chamados de revelação; quando doutrinas particulares são aproximadas da própria base da salvação; e quando o discípulo é treinado a admirar os atributos de Jesus sem ser confrontado, de modo central e contínuo, pelos mandamentos de Jesus.

No fim, a pergunta decisiva continua sendo simples: a mensagem está formando discípulos que praticam as palavras de Cristo, ou apenas membros que reconhecem símbolos espirituais dentro de um sistema religioso?

Se você quiser, no próximo passo eu já transformo isso em uma versão final de publicação, com título, subtítulo, intertítulos mais jornalísticos e fechamento pronto para o Celeiros.

DEGRAVAÇÃO DAS MENSAGENS

Wallace Rozetti

Assim diz a palavra do Senhor, Deuteronômio capítulo 8, os irmãos podem abrir as bíblias, a partir do verso número 7 até o verso de número 10. Diz assim a palavra de Deus:

Porque o Senhor, teu Deus, te mete numa boa terra, terra de ribeiros de águas, de fontes e de abismos, que saem dos vales e das montanhas. terra de trigo e de cevada e de vides e figueiras e romeiras, terra de oliveiras abundante de azeite e mel, terra em que comerás o pão sem escassez e nada te faltará nela, terra cujas pedras são ferro e de cujos montes tu cavarás o cobre e quanto pois tiveres comigo e fores farto, louvarás ao Senhor teu Deus pela boa terra que te deu.

Vamos orar ao Senhor.

[LOUVOR: Eu avisto uma terra feliz]

Gilson Sousa

Glória a Deus, louvado seja o nome do Senhor.

Meus irmãos, na última Escola Bíblica Dominical, nós encerramos a consideração das lições sobre a travessia do deserto.

Naquele período, o Senhor alimentou o Seu povo com o maná, e isso em porções necessárias e suficientes para cada dia da caminhada no deserto.

Isso nos fala do Senhor Jesus, na condição do pão que desceu do céu, como o nosso alimento diário. Podemos verificar isso no Evangelho de João, no capítulo 6, verso 51, verso 63, 64.

Mas a promessa para o povo de Israel ela é que nos últimos dias Deus daria abundância e variedade de alimentos e isso na terra prometida. Israel poderia desfrutar então ali dos frutos de uma terra onde nela haveria abundância de água.

Isso nos fala do derramamento do Espírito Santo no Pentecostes e posteriormente no fim da história da igreja.

Essas promessas nos falam da fartura de alimento espiritual, no caso a palavra revelada, que recebemos quando nós somos saciados com os rios das águas vivas.

O batismo com o Espírito Santo é a prova disso.

Saciados e alimentados espiritualmente. Nós estamos então agora preparados para empreender a conquista da terra, ou seja, a conquista de almas para o reino de Deus.

Com relação a preparação do povo para a conquista da terra, o capítulo 5 de Josué relata ali a circuncisão dos filhos de Israel e em seguida a celebração da Páscoa.

Nossas experiências com o Senhor, para estarmos aptos a participar da semeadura e da ceifa espiritual, começam exatamente com a circuncisão do nosso coração e com a participação nossa do pão da vida, que é o Senhor Jesus, e do vinho, que representa o Seu Espírito Santo.

A manifestação ali naquele dia do príncipe dos exércitos do Senhor. A experiência de Josué, ali no capítulo 5, versículo 13, ali isso nos fala do próprio Senhor Jesus.

Ele revela ali, aquele príncipe revela ali a Josué, os planos de batalha para a conquista de Jericó.

E, semelhantemente, a nossa luta hoje é exatamente contra principados e potestades, contra a resistência armada pelo adversário das nossas vidas e para citar ali ou criar ali obstáculos à salvação de vidas.

E o Senhor então nos revela qual é o projeto do Senhor e os planos do Senhor portanto para a evangelização, planos esses que nós devemos seguir.

Toda a estratégia para a conquista de Jericó foi revelada detalhadamente pelo Senhor.

A questão, por exemplo, de rodear a cidade por seis dias, com os sete sacerdotes tocando as buzinas de carneiro, e isso diante da arca do Senhor que ia à frente. Os homens ali armados que iam adiante dos sacerdotes, e que esses sacerdotes tocavam ali as trombetas ou as buzinas. Somente o som das trombetas é que era ouvido. O povo simplesmente seguiria ali em silêncio. Já no sétimo dia, eles iam rodear a cidade sete vezes, com os sacerdotes continuando a tocar as buzinas de carneiro. E então Josué iria dizer para eles: gritai!

E notamos aí então o que é um plano de batalha absolutamente original, ou seja, vindo da parte de Deus. Não era assim que os exércitos costumavam cercar e conquistar uma cidade.

Nós podemos ver, por exemplo, nessa passagem, a importância da revelação no que diz respeito ao projeto de salvação das pessoas, das vidas. O homem, ele deve silenciar-se e buscar ao Senhor, para que o Senhor fale e revele detalhadamente todos os aspectos do plano de evangelização.

E isso, em obediência à ordem que foi dada pelo Senhor Jesus de ir de por todo mundo e pregar o Evangelho a toda criatura.

Ali, o som das trombetas feitas ali de chifres de carneiro, ela nos fala de como, pelo sopro do Espírito Santo, nós recebemos as revelações do Senhor.

O Senhor revela planos originais, somente Dele, de conquista espiritual. Planos que, segundo a linguagem bíblica, o olho não viu, o ouvido não ouviu, e não subiu ao coração, ou seja, a imaginação do homem. A igreja então, ela tem assim o privilégio de conhecer a mente de Cristo, e isto por meio da revelação do Espírito Santo.

A exemplo do que aconteceu ali naquela orientação de Josué, quando o Senhor nos fala hoje, nós nos prostramos com o rosto em terra e adoramos ao Senhor, como Josué fez ali, reconhecendo que aquele príncipe dos exércitos do Senhor era exatamente a presença do Senhor aqui naquele lugar.

E quando fazemos isso, fazemos em atitude de total submissão e disposição para obedecer a ordem do Senhor.

E sempre diremos, como Josué disse: que diz meu Senhor a seu servo? A disposição de obedecer em tudo a direção do Senhor.

Mas que mudança de estratégia notável!

Não é mais uma questão racional como fazíamos antes na nossa experiência!

Nós usávamos muitas vezes até técnicas humanas de marketing para ganhar almas para o Senhor Jesus. Não usamos isso. Isso não é próprio da obra do Senhor. Pelo contrário, nós seguimos as orientações que o Senhor nos revela sobre o trabalho a ser feito para ganhar almas para o Senhor.

Ali, naqueles dias, para Israel, o Senhor havia requerido uma coisa, o Senhor havia requerido deles, ali, a santificação, para que o povo pudesse desfrutar das operações de maravilhas. A palavra era, santificai-vos, porque amanhã o Senhor fará maravilhas no meio de vós.

Hoje, na igreja, o Senhor também tem até requerido de nós exatamente isso. Ele nos requer a nossa santificação diante do Senhor, porque é a única condição para podermos ouvir a voz do Espírito Santo.

Irmãos, o Senhor não tem falhado conosco.

Ele tem revelado, sim, os planos de evangelização para determinados meses do ano, como nós temos a experiência de madrugadas, de jejuns, de cultos ao meio-dia, os convites. E esses convites nos falam do grito que o povo deu naquele último dia. O grito é o convite.

E no final do mês, o Senhor demonstrou, nós temos um culto especial para receber aqueles que foram alcançados pela bênção da promessa do Senhor de salvação. Louvado seja Deus!

[LOUVOR: Toda promessa, toda palavra que o Senhor falou]

Alexandre Gueiros

Saúdo a todos os irmãos aqui no Maanaim e nos demais Maanains e nas igrejas com a paz do Senhor Jesus.

Queridos irmãos, continuando nosso estudo sobre a conquista da terra prometida, não podemos nos esquecer de que o plano traçado pelo Senhor, como o pastor Gilson bem apresentou, garantiria a vitória.

Era necessário atender aquelas determinações para que o povo pudesse ser vitorioso naquela conquista de Jericó, a primeira conquista da terra.

E a arca que ia à frente do povo representava, sabemos, a presença do Deus vivo no meio de Israel. Aquele que ia adiante do seu povo para lutar por Israel e destruir os seus inimigos.

Mas não apenas isso, mas também para na hora certa, nos momentos necessários, encontrar um lugar de descanso para Israel.

A arca, para nós, já entendemos, é um símbolo do Senhor Jesus presente em sua igreja como Deus – Ele é Emanuel, Deus conosco. Sua presença conosco é a certeza da vitória em todas as nossas lutas espirituais em particular na luta pela conquista de almas para o reino do Senhor.

A promessa do Senhor é clara sobre este poder do Senhor Jesus que opera em nosso favor.

Graças a Deus que sempre nos dá a vitória por meio de Cristo Jesus. A arca se movendo adiante do povo Era a resposta do Senhor a Moisés.

Os irmãos se lembram quando Moisés disse: se não fores comigo, não nos faças subir a essa terra.

Ele não se contentou, já vimos isso, com a presença do anjo do Senhor. O Senhor tinha dito: não, eu não irei, mas eu enviarei o meu anjo. Ele disse: não Senhor! O anjo não nos satisfaz. Queremos a Tua presença.

E é isso que acontece conosco.

Nós queremos que a presença do Senhor seja clara, visível, seja efetiva em nosso meio. Não queremos apenas visitações de anjos, bênçãos ocasionais. Não! Queremos o abençoador. Queremos o Senhor conosco. Fazemos questão disso!

E o Senhor respondeu conforme a sua infinita graça: Eu mesmo irei contigo e te darei descanso.

Aleluia!

E o Senhor Jesus, nós sabemos: vinde a mim, todos vós estás cansados e sobrecarregados, em mim encontrareis descanso.

Amados irmãos, o Senhor Deus, vimos, operou o milagre de derrubar o muro em resposta à obediência do povo a todas as suas orientações.

Isso nos fala, esse muro derrubado, nos fala que com o Senhor seguindo a sua direção vencemos toda resistência, todos os obstáculos à salvação de vidas que é a conquista na qual nós estamos empenhados.

Moisés já havia falado a Israel:

“Sabe pois hoje que o Senhor teu Deus, que passa diante de ti, é um fogo que consome, e os destruirá, e os derrubará diante de ti

Que promessa maravilhosa!

Na conquista mais irmãos notamos o silêncio dos israelitas pastor já falou e o som das buzinas que eram feitas de chifres de carneiro.

O carneiro precisava morrer para que eles pudessem soprar.

E isso nos fala da morte do Senhor Jesus para que hoje o sopro do Espírito Santo possa estar operando em nosso favor.

E nós aprendemos mais uma lição.

Tudo começa quando o homem se cala e se dispõe a ouvir. Se falarmos muito, não ouvimos aquilo que o Senhor está dizendo.

Nós nos habituamos a clamar ao Senhor, esperar a sua resposta, ouvir e atender as suas determinações. Na obra de Deus, amados irmãos, o homem está sempre dependente da orientação do Espírito Santo.

Só fala quando o Senhor diz, gritai.

Aí, sim, na direção do Senhor nós falamos, nós proclamamos o Evangelho e realizamos a obra do Senhor. Seguindo as orientações do Senhor, a vitória chegou.

E só se salvou ali em Jericó, só foram conquistados para o reino aqueles que o Senhor havia projetado desde a eternidade.

Às vezes nós, às vezes ficamos, queremos ficar desanimados com poucos frutos, poucos, e nos esquecemos de que vale mais uma alma, vale mais do que o mundo inteiro aos olhos do Senhor.

Felipe deixou de pregar o Evangelho em Samaria quando multidões estavam sendo tocadas pela palavra, ouvindo a pregação e vendo os sinais que eram realizados e o Espírito Santo mandou ele ir para um caminho deserto, caminho de Gaza.

Por quê?

Porque o plano de Deus era salvar um homem. E foi isso que aconteceu. A vontade do Senhor foi feita, o plano de Deus foi realizado. E obviamente o Senhor ficou satisfeito com Felipe. Alguém tem dúvidas sobre isso?

E em Jericó o Senhor encontrou uma mulher que foi salva, Raabe e sua família.

Ela foi salva, por quê?

Porque ela creu, foi salva pela fé. E ela confessou essa fé quando ela falou: bem sei que o Senhor vos deu esta terra, porque o Senhor vosso Deus é Deus em cima nos céus e embaixo na terra.

E ela então, com essa fé, ela pediu a bênção da salvação. para ela e para a sua família. E ela queria uma GARANTIA DA SALVAÇÃO. Qual é a certeza que eu vou ser salvo? Dá-me um sinal certo, ela pediu.

Sabe qual foi o sinal certo?

Atarás este cordão de fio de escarlata à janela por onde nos fizeste descer. E recolherás em tua casa, contigo, teu pai, tua mãe, teus irmãos, toda a família do teu pai. E assim ela fez e foi salva.

De que nos fala o fio de escarlata?

Nos mostra que a salvação de Raabe, mais uma vez, não foi pelas obras, mas foi pela fé.

O FIO DE ESCARLATA NOS FALA DO PODER DO SANGUE DE JESUS. ERA UM SÍMBOLO DO SANGUE QUE NOS GARANTE A SALVAÇÃO, nos garante a vida eterna.

O significado do fio de escarlata, para aqueles que viam aquele fio à janela daquela senhora, era um mistério, eles não entendiam.

O que significa isso?

Só foi beneficiado com aquele fio quem? Quem creu na palavra de Deus, na palavra dos espias. E os espias obviamente são aqueles que, para nós, aqueles que anunciam a salvação.

SALVAÇÃO ESTÁ NO SANGUE DO SENHOR JESUS.

É PELA FÉ NO SEU SANGUE QUE NÓS SOMOS SALVOS.

Raabe creu nesta palavra. E o autor da carta aos hebreus nos diz: pela fé, Raabe não pereceu com os incrédulos, acolhendo em paz os espias.

Amados irmãos, é a promessa que está vigente até hoje. Crê no Senhor Jesus, CRÊ NO PODER DO SEU SANGUE E SERÁS SALVO TU E TUA CASA. Foi isso que aconteceu com Raabe. Toda a sua família foi salva, começando pela fé de Raabe.

Aqueles, voltemos ao significado daquele fio para os demais habitantes da cidade.

O que significava aquele fio naquela janela? Nada.

Eles não podiam compreender que aquilo era a garantia da salvação. Não sabiam que era um sinal de uma aliança, de um pacto, um testamento celebrado entre Josué e Raabe.

E o mesmo ocorre conosco hoje.

O MUNDO NOS VÊ CLAMANDO PELO SANGUE DE JESUS, NÃO COMPREENDE ISSO, não compreende o que significa isso.

Para o mundo pode parecer uma superstição, mas A PALAVRA SOBRE O SANGUE, A DOUTRINA DO SANGUE está fundamentada do Gênesis ao Apocalipse, como um fio de escarlate, que começa no Gênesis e vai até o Apocalipse.

O MUNDO NÃO PODE COMPREENDER QUE É UMA ORIENTAÇÃO DO SENHOR PARA A SUA IGREJA, PORQUE ISSO É UM MISTÉRIO. Eles não compreendem os mistérios do reino de Deus.

MAS A NÓS, IRMÃOS, É DADO CONHECER OS MISTÉRIOS DO REINO DE DEUS.

Louvado seja o Senhor.

Nós, quando nos lembramos do pacto celebrado com Raabe, nós ainda encontramos uma passagem, uma menção interessante no final dessa história de Raabe.

Está escrito lá em Josué 6:25: JOSUÉ DEU VIDA A RAABE.

E nós lembramos do significado da palavra Josué. Josué é um termo. É exatamente a forma hebraica Yeshua de Jesus. O nome dele é Jesus. Podia ter sido traduzido por Jesus.

Entenderam?

ENTÃO, JOSUÉ DEU VIDA A RAABE, O QUE SIGNIFICA?

O Senhor Jesus deu vida a cada um de nós hoje. E Raabe teve o privilégio de constar da genealogia do Senhor Jesus, que coisa maravilhosa.

Mas não é possível! Essa senhora não merecia, não é? Pela sua vida… Todos sabemos, não é? Ela não merecia isso, essa honra de constar da família de Jesus, dos antepassados de Jesus, segundo a carne.

Isso é o que aconteceu com cada um de nós. Eu não merecia. Alguém aqui merecia ser salvo, ser beneficiado com a manifestação do poder do sangue de Jesus?

Quem merecia aqui a salvação? Ninguém.

Mas Josué nos deu vida. O Senhor Jesus decidiu nos dar vida.

Isso, amados irmãos, foi uma notável expressão da maravilhosa graça de Deus. Pela graça fomos salvos, pela graça somos salvos, não por obras, não pelos nossos méritos. Louvado seja o Senhor Jesus.

E como disse o Senhor, quem crê em mim já passou da morte para a vida.

Em outra ocasião, o nosso Josué, o nosso Jesus disse: quem crê em mim já passou da morte para a vida e dou-lhes a vida eterna e elas jamais perecerão, as minhas ovelhas jamais perecerão e ninguém as arrebatará da minha mão.

Louvado seja o Senhor.

Finalmente, irmãos, a cidade, tudo o que havia na cidade foi queimada a fogo, mas a prata, o ouro, e vasos de metal preciosos naquela época, tudo foi dado para o tesouro da casa do Senhor.

O que representa isso?

Isso nos fala sobre como as pessoas que foram conquistadas pelo Senhor, nós que fomos conquistadas pelo Senhor, mudaram de vida, são transformadas. Seus talentos, suas aptidões naturais, nós temos coisas de valor em nós, o ouro, a prata. Essas coisas são então consagradas a Deus, consagradas ao serviço da casa do Senhor que é a sua igreja.

E todos nós podemos, então, devemos somente queimar o que representa. Tudo na cidade foi queimado, tudo que é do mundo, a cidade é o mundo, tudo que é do mundo e havia em nós é queimado. Vícios, hábitos humanos, mundanos, pecaminosos, tudo isso tem que ser queimado.

E na igreja, a igreja também como um todo é purificada pelo fogo do Espírito Santo.

Nós abandonamos todas as práticas do mundo e às vezes podem parecer até que são inofensivas, PRÁTICAS DE MANIPULAÇÃO DE PESSOAS, de animação de auditório, essas coisas, nós não precisamos nada disso, tudo tem que ser queimado, passamos a viver uma nova vida com o Senhor.

Se alguém está em Cristo, nova criatura é, as coisas antigas já passaram, eis que tudo se fez novo.

E, amados, esta história termina de uma maneira muito bonita. Diz assim: e a fama de Josué corria por toda a terra.

Quem é Josué para nós? Jesus.

À medida que nós, igreja, anunciamos o Evangelho por todo mundo, a fama do Senhor Jesus corre por toda a terra.

É por isso que nós zelamos por essa missão que o Senhor nos deu: Ide por todo o mundo pregar o Evangelho a toda criatura. Anunciemos quem é Jesus ao mundo. Ele é o Senhor, Ele é o Salvador, Ele é maravilhoso, Ele é conselheiro, é Deus forte, é o único mediador entre Deus e os homens.

E como se isso tudo ainda não fosse suficiente, nós podemos dizer: esse Jesus maravilhoso, conselheiro Deus forte, é aquele que nos ama.

Aleluia, glória ao Senhor Jesus.

Vamos louvar o Senhor com hino.

[LOUVOR: Há tanta terra pra possuir]

[ORAÇÃO FINAL]

Amém, os irmãos podem estar assentados. Se houve algum dom, os irmãos podem transmitir, não é?

[“deus” não deu nenhum dom aos pastores alinhados no púlpito (Monferrari, Gilson Sousa, Alexandre Gueiros, Gerson Beluci e Wallace Rozetti) e Alexandre Gueiros passou à apresentação de pastores de outros Países presentes no seminário]