O FRUTO DO ESPÍRITO DE ALEXANDRE GUEIROS
Por Solon Pereira – Projeto Análise | Celeiros
Vídeo de referência: https://www.youtube.com/watch?v=-Ly-BfL1Fyc
Degravação ao final.
A Escola Bíblica Dominical da Igreja Cristã Maranata em 15 de março de 2026 girou em torno da travessia do Jordão, em Josué 3, mas o que se viu não foi apenas uma exposição bíblica. O texto foi usado como plataforma para reforçar uma velha narrativa maranatista: a de que existe um “antes” empobrecido, repetitivo e incompleto, ligado ao “evangelho tradicional”, e um “depois” abundante, espiritual e superior, ligado à experiência da própria “Obra do Espírito Santo”, que é a Igreja Cristã Maranata.
O problema não está em fazer aplicações espirituais do Antigo Testamento. Isso todo pregador faz. O problema está em usar a Bíblia para recontar a história da própria instituição como se ela fosse o centro da travessia, como se a experiência da ICM fosse a verdadeira chegada à terra prometida, e como se os demais cristãos tivessem permanecido do lado de cá, presos a uma religiosidade insuficiente. Foi exatamente esse movimento que apareceu nesta EBD.
Gilson Sousa
Gilson Sousa abriu o estudo dizendo que “a travessia de um rio na Bíblia nos fala de transição, simbolizando o fim de um ciclo e o início de um novo tempo” e associou o Jordão a momentos de mudança decisiva: o início do ministério público de Jesus, a cura de Naamã e a passagem do ministério de Elias para Eliseu. Depois concluiu: “Ao atravessar o Jordão, foi encerrado o período de 40 anos do deserto e teve início uma nova etapa em sua existência, marcada por conquistas e pela posse da terra prometida”.
À primeira vista, isso pode soar apenas como introdução devocional. Mas, dentro do universo simbólico da ICM, esse tipo de fala carrega peso institucional.
A linguagem de “fim de um ciclo”, “novo tempo” e “nova etapa” dialoga tanto com o mito fundador da igreja — a ruptura com a Presbiteriana de Vila Velha e a ideia de que ali se iniciou uma obra nova e superior — quanto com a fase atual, após a morte de Gedelti Gueiros, em que Alexandre Gueiros tenta consolidar uma reorganização marcada por resgate de “marcos antigos”, reforço de autoridade e maior padronização. O Jordão deixa de ser apenas um episódio da história da redenção e passa a servir como metáfora religiosa da própria trajetória institucional da Maranata.
Marcelo Ferreira
Foi, porém, com Marcelo Ferreira que essa operação ficou explícita. Ele afirmou: “o rio Jordão estava transbordando… então isso aponta profeticamente para o batismo com o Espírito Santo” e disse que a travessia é “símbolo profético daquele momento em que a igreja é batizada com o Espírito Santo”. Em seguida, aprofundou a comparação: “No Evangelho, tradicional, tinha culto, tinha lei, tinha palavra, tinha ministério, tinha uma identidade de cristão, de evangélico, não estava mais no mundo, mas faltava algo”. E foi além: “Era desse evangelho que muitos irmãos vieram. Um evangelho que não havia novidade no espírito. Sempre a mesma coisa”.
Aqui aparece com clareza um dos traços mais agressivos e sectários do discurso maranatista. Marcelo reconhece que o chamado “evangelho tradicional” tinha culto, palavra, ministério e identidade cristã. Ou seja: ele admite que havia cristianismo ali. Mas logo esvazia esse reconhecimento ao declarar que “faltava algo”, que tudo era repetitivo, limitado e sem novidade. A conclusão implícita é evidente: os outros tinham quase tudo, mas não tinham o essencial. E esse “essencial” seria justamente aquilo que a ICM reivindica como sinal distintivo da sua superioridade espiritual: revelações, dons, profecias, consulta à palavra, visões e experiências carismáticas moldadas pela cultura da instituição.
É difícil não perceber aqui uma releitura da ruptura com a igreja presbiteriana.
A fala de Marcelo funciona como uma espécie de legitimação retroativa daquele racha: havia uma religiosidade organizada, respeitável, bíblica em certo sentido, mas insuficiente; então veio a travessia; então veio a novidade; então veio o Espírito; então veio a “Obra”. O problema é que essa narrativa não é apenas historicamente interessada. Ela é teologicamente grave. Ela sugere que igrejas evangélicas históricas, que pregam Cristo, a salvação pela graça e a autoridade da Escritura, vivem numa condição espiritual inferior, quase como Israel ainda preso ao maná, enquanto a ICM teria entrado na plenitude.
Marcelo ainda ancorou isso na profecia de Joel: “eles estavam abraçados na profecia de Joel… e nos últimos dias, diz Deus, derramarei do meu Espírito sobre toda a carne”. E então fez a ponte com a história da instituição: “vários que começaram essa obra… anos e anos aguardando esse dia, até que ele veio. E o Espírito Santo foi derramado sobre a igreja, marcando o início de uma nova fase, de conquistas novas”.
Essa fala é muito reveladora. O que está sendo sugerido, na prática, é que a promessa de Joel encontrou na experiência maranatista um cumprimento especial ou uma encenação histórica própria. Só que o Novo Testamento já resolveu essa questão. Em Atos 2, Pedro aplica Joel ao derramamento do Espírito no Pentecostes. Portanto, usar Joel como se estivesse aguardando um cumprimento distintivo na origem da ICM não é apenas uma aplicação livre: é uma distorção hermenêutica que recentraliza na instituição aquilo que a Escritura já centralizou em Cristo e na igreja apostólica. A profecia de Joel não estava esperando 1967. Mas a forma como a EBD constrói a narrativa permite que muitos membros sintam exatamente isso: que algo decisivo da história da salvação passou a ser vivido na Maranata.
Outro momento decisivo da mensagem foi quando Marcelo passou da travessia para a obediência. Citando a resposta do povo a Josué — “Tudo quanto nos ordenaste, faremos… assim te ouviremos a ti” — ele concluiu: “aqui é praticamente um pacto de obediência”. Depois aplicou isso diretamente à igreja: “a obediência precede a bênção” e “a palavra fala, obedecer aos vossos pastores, aqueles que o Senhor colocou à frente da obra”. Ainda reforçou: “o derramar do Espírito… só virá e só serão verdadeiras em nosso meio quando há obediência”.
Esse talvez seja o ponto mais sensível de toda a EBD. Porque, lida isoladamente, essa fala já tenderia a sacralizar a submissão. Mas, lida em conjunto com a sequência de circulares recentes da ICM, ela ganha contornos ainda mais fortes. Estamos vendo uma instituição que, nas últimas semanas, reforçou o controle sobre redes sociais, gravações, casamento, mudança de igreja, aconselhamento, grupos de oração, dons espirituais, louvor, músicos e voluntários. Nesse contexto, ouvir na EBD que “a obediência precede a bênção” não é uma exortação genérica à fidelidade cristã. É um mecanismo de legitimação espiritual do novo pacote de controle institucional.
A lógica é perigosa porque mistura duas coisas que precisam ser distinguidas: obediência a Deus e submissão à estrutura. Quando a liderança afirma que as grandes operações do Espírito só se tornam verdadeiras “quando há obediência”, e logo em seguida associa isso aos pastores colocados “à frente da obra”, ela cria um atalho mental: quem resiste às orientações da instituição parece estar resistindo ao próprio agir do Espírito. Isso é terreno fértil para abuso religioso, porque desestimula discernimento, exame e responsabilidade pessoal diante da Palavra.
Marcelo insistiu ainda que aquele era um “caminho que nunca conhecestes”, aplicando a frase de Josué ao “batismo com o Espírito Santo”, às “visões com anjos”, “revelações”, “profecia” e “dom de línguas”, tudo como parte de “algo novo” e “maravilhoso”. De novo, a contraposição é clara: antes havia ministério, palavra e cultos, “mas não sabíamos o que era aquilo”; depois vieram as experiências que definiriam a verdadeira travessia.
A ironia na mensagem de Marcelo Ferreira
A EBD exaltou “novidade”, “caminho novo” e “diversidade”, mas a prática recente da Maranata aponta em outra direção: menos abertura, mais padronização; menos diversidade, mais enquadramento; menos espontaneidade, mais retorno aos “marcos antigos”. O discurso celebra a novidade do Espírito, enquanto a instituição aperta o freio sobre o comportamento dos membros, a circulação espiritual, a estética do culto e até a vida privada. Na prática, a novidade de que falam parece muito mais um recurso retórico para reafirmar o mito de origem do que uma abertura real à liberdade cristã.
Exemplo interessante disso foram os louvores cantados nesta EBD. Todos eles já eram cantados antes do desligamento da família do Pastor Sólon da ICM, em 2005. Dois deles já eram cantados há mais de 40 anos. Vejam a lista:
39 – Jesus, Tu és o meu Deus;
446 – A tua palavra é tesouro escondido;
627 – Nós te adoramos, Senhor;
728 – Nossa gratidão e nosso louvor;
434 – Há um doce Espírito aqui;
443 – Há um rio de águas vivas;
Ou seja, nem mesmo no louvor há novidades na ICM, enquanto a maioria das igrejas, inclusive tradicionais, sempre entoam novos louvores (“Cantai ao Senhor um cântico novo” – Sl 96:1).
Alegorização arbitrária na mensagem de Marcelo Ferreira
A alegorização foi ainda mais longe quando Marcelo interpretou as doze pedras do Jordão. Segundo ele, “as doze pedras na margem são as doze tribos de Israel” e as doze pedras encobertas pelas águas seriam “os doze apóstolos, era a igreja”, “um mistério que estava escondido das águas do Espírito”.
Essa leitura não tem sustentação séria no texto de Josué. O próprio relato bíblico apresenta as pedras como memorial da travessia, sinal para as futuras gerações, lembrança da ação poderosa de Deus. A transformação das pedras submersas em símbolo dos apóstolos e da igreja oculta é uma alegorização arbitrária. Não é tipologia controlada pelo Novo Testamento; é imaginação religiosa usada para produzir efeito espiritual. E esse tipo de expediente, tão comum na ICM, ajuda a criar a sensação de profundidade mística, de acesso a sentidos escondidos, de uma leitura “além da letra” que só o grupo possuiria.
Alexandre Gueiros e a arca à frente
Quando Alexandre Gueiros assume a palavra, ele mantém o mesmo eixo. Diz que a arca à frente do povo “lhes dava segurança neste novo e vivo caminho” e que “continuamos a ouvir a voz do bom pastor que nos fala através do seu Espírito Santo”. Em seguida, afirma: “eles só se moviam seguindo a arca, observando a dois mil côvados de distância a arca para que todos pudessem enxergar”.
A imagem é forte: há um caminho, há uma direção, há uma voz, há um povo que deve seguir. O problema é que, no ambiente da ICM, esse tipo de construção quase sempre serve para reforçar a mediação institucional da voz divina. Em tese, quem vai adiante é Cristo; na prática, quem interpreta o caminho, define os marcos, administra a obediência e regula a caminhada é a liderança. A arca continua sendo linguagem cristológica; o efeito concreto, porém, é eclesiástico e disciplinar.
Alexandre Gueiros: a conquista de novos membros
Alexandre também mudou o foco da conquista da terra para a conquista de almas. Disse: “há muita boa terra a possuir” e destacou que 2026 seria “um ano de evangelização”, em que não se deveria “aguardar por eventos de evangelização”, mas interceder e convidar pessoas próximas.
À primeira vista, isso poderia parecer o trecho mais saudável da mensagem. Evangelizar é dever cristão. Levar a Palavra às pessoas é parte da missão da igreja. Mas também aqui cabe a pergunta: que mensagem está sendo multiplicada? Porque o problema da ICM nunca foi falar de Jesus apenas com os lábios. O problema é que esse anúncio vem acoplado a uma teologia exclusivista, a um sistema de revelações que se coloca acima da leitura simples da Escritura, a uma cultura de separação entre “a Obra” e as demais igrejas, e a uma prática pastoral cada vez mais centralizadora. O que se espalha, então, não é o evangelho puro e simples, mas o evangelho filtrado por uma estrutura religiosa autocentrada.
Alexandre Gueiros e Sílvia, a oprimida
Nesse ponto, o testemunho sobre “Sílvia” também chama atenção. Alexandre relata que uma criança quis inclui-la numa lista de intercessão, e a define como “uma pessoa mal-humorada, oprimida, de difícil trato”.
Mesmo sem sobrenome, é eticamente desconfortável usar uma pessoa aparentemente real como exemplo depreciativo diante de toda a igreja. Além disso, o vocabulário denuncia uma lógica muito conhecida em ambientes sectários: quem é difícil, resistente, desconfiado, questionador ou simplesmente pouco receptivo pode ser descrito como “oprimido”. A categoria espiritual funciona então como rótulo moral. Em vez de perguntar se a pessoa tem razões legítimas para manter distância, a instituição já a enquadra como problema humano ou espiritual a ser vencido pela intercessão e pelo convite.
O fruto do espírito de Alexandre Gueiros
Mas foi no fim da mensagem de Alexandre que apareceu a maior ironia de toda a EBD. Ao falar dos frutos da terra, ele afirmou: “Naturalmente, nós produzimos o fruto do Espírito”. Depois descreveu esse fruto: “amor, alegria, paz… longanimidade, que é paciência, tolerância e benignidade e bondade… fidelidade… temperança, domínio próprio”. E arrematou: “o Senhor é glorificado numa igreja que produz o fruto do Espírito Santo”.
Aqui, Alexandre ofereceu o critério pelo qual a própria instituição pode e deve ser julgada. Porque a pergunta inevitável passa a ser esta: é isso que a ICM tem produzido? Amor ao próximo? Paz? Benignidade? Bondade? Tolerância? Domínio próprio?
O que se observa no histórico recente da instituição aponta noutra direção. Vê-se hostilidade sistemática a ex-membros, demonização de críticos, reforço do ostracismo, ações judiciais em grande número, retórica de exclusividade, suspeita sobre influências paralelas, peso disciplinar crescente sobre músicos, voluntários e pastores, além de um ambiente interno em que a obediência institucional tende a ser confundida com espiritualidade.
Olhando para esse quadro, a impressão que se tem é menos a do fruto do Espírito e mais a das obras da carne descritas em Gálatas 5: inimizades, porfias, contendas, dissensões e facções.
E esse contraste é devastador. Porque não parte de um crítico externo impondo um padrão estranho à igreja. Parte da própria régua estabelecida por Alexandre Gueiros. Se o fruto do Espírito é amor, paz, bondade, paciência e domínio próprio, então a ICM precisa ser avaliada não por suas narrativas sobre si mesma, mas por seus efeitos concretos sobre pessoas, relações e comunidades.
No fim das contas, a EBD de 15/03/2026 foi menos sobre Josué e mais sobre a Maranata.
Menos sobre a fidelidade de Deus na história da redenção e mais sobre a tentativa de reinscrever a história da instituição dentro da própria Bíblia.
A travessia do Jordão foi transformada em símbolo da origem da “Obra”, da sua superioridade sobre o “evangelho tradicional”, da necessidade de obediência à liderança e da urgência de ampliar o alcance da instituição num momento de reorganização interna.
Ao mesmo tempo, o discurso do “fruto do Espírito” produziu uma espécie de autodenúncia involuntária. Porque, se o critério é esse, então não basta falar em amor, paz e benignidade. É preciso que essas marcas sejam visíveis na forma como a igreja trata os de dentro, os de fora, os que saem, os que sofrem e os que questionam. E é justamente aí que a retórica espiritual da ICM esbarra no peso da sua prática institucional.
DEGRAVAÇÃO
LOUVORES CANTADOS
39 – Jesus, Tu és o meu Deus
446 – A Tua palavra é tesouro escondido
434 – Há um doce Espírito aqui
Gilson Sousa
Nós iremos agora convidar a todos que estão nas igrejas para estarem de pé para nós lermos a Palavra de Deus.
Nós vamos abrir a Bíblia para ler e na tela também estará a leitura do texto bíblico no livro de Josué, no capítulo 3, versos 14 a 17. Josué, capítulo 3, versos 14 a 17.
Nós vamos proceder à leitura do texto. Toda a igreja de pé e logo depois oraremos ao Senhor nosso Deus.
Vamos então ler a Palavra de Deus que diz assim:
E aconteceu que partindo o povo das suas tendas para passar o Jordão, levaram os sacerdotes a arca do concerto diante do povo. E quando os que levavam a arca chegaram ao Jordão, e os pés dos sacerdotes que levavam a arca se molharam na borda das águas (porque o Jordão transbordava em todas as suas ribanceiras todos os dias da cega). Pararam-se as águas que vinham de cima, levantaram-se no montão, muito longe da cidade de Adã, que está na banda de Sertã. E as que desciam ao mar das Campinas, que é o Mar Salgado, faltavam de todo e separaram-se. Então, passou o povo de fronte de Jericó. Porém, os sacerdotes que levavam a arca do conserto do Senhor pararam firmes em seco no meio do Jordão. E todo o Israel passou em seco até que todo o povo acabou de passar o jordão.
Louvado seja Deus!
Vamos agora orar ao Senhor nosso Deus.
[ORAÇÃO]
LOUVOR: 443 – Há um rio de águas vivas
OBS: aparentemente, Gilson faz a leitura de um prompter:
Meus irmãos, nós estudaremos nesta Escola Bíblica Dominical, a travessia do Jordão e a entrada na Terra Prometida.
Lembremos, nesta introdução ao estudo, que a travessia de um rio na Bíblia nos fala de transição, simbolizando o fim de um ciclo e o início de um novo tempo.
Quando o Senhor Jesus saiu do Rio Jordão, no batismo, encerrou-se um período de anonimato e iniciou-se o seu ministério público.
Quando Naamã, ao mergulhar e sair das águas do Jordão, teve sua história mudada, entrou leproso e saiu limpo.
No Rio Jordão, o profeta Elias encerrou o seu ministério e teve início o ministério do profeta Eliseu.
Assim também aconteceu com Israel. Ao atravessar o Jordão, foi encerrado o período de 40 anos do deserto e teve início uma nova etapa em sua existência, marcada por conquistas e pela posse da terra prometida.
Marcelo Ferreira
Paz do Senhor a todos que estão conosco.
Como já foi dito, nós estamos estudando sobre a travessia do rio Jordão pelo povo de Israel.
E vamos ver qual o significado dessa travessia hoje para a igreja.
Nós vamos observar que naqueles dias, como já foi lido na palavra, o rio Jordão estava transbordando em suas ribanceiras. Descia um grande volume de água, eram dias da cheia. Então isso aponta profeticamente para o batismo com o Espírito Santo.
Nós iremos ver que isso dá a travessia do Rio Jordão como símbolo profético daquele momento em que a igreja é batizada com o Espírito Santo.
Quando ela recebe a promessa do derramar do Espírito. Porque são esses acontecimentos também que se dão na vida da igreja. Porque quando a igreja recebe o derramar do Espírito, ela transborda na presença do Senhor.
Os corações se enchem do Senhor, da palavra, dos dons espirituais, de um desejo ardente de evangelizar, de ganhar almas para o Senhor, de servir ao Senhor com fidelidade.
E vejam, a travessia do Rio Jordão, no seu transbordar, levava a Israel a uma nova fase, a uma nova terra, a um novo momento.
E o batismo com o Espírito Santo, ele leva a igreja a viver um novo momento na presença do Senhor. O batismo com o Espírito Santo leva a igreja e os servos a viver uma nova fase de abundância, de grandes colheitas, de grandes conquistas, de doutrinas, de revelações, de mistérios na presença do Senhor. Mas é interessante pontuarmos o que veio antes, para depois falarmos do que veio depois dessa travessia aqui, significando para nós o batismo com o Espírito Santo.
O que nós tínhamos antes?
Nós tínhamos Israel, que tinham o Senhor.
Eles tinham culto. Eles tinham o ministério, os sacerdotes. Eles tinham a lei, a palavra. Eles tinham uma identidade. Não eram mais escravos. Eles agora eram uma nação e tinham identidade. Mas que viviam um sentimento de que faltava algo a mais. Viviam do maná, que era um alimento limitado.
E essa foi a vida da igreja de tantos irmãos nossos antes de receberem a promessa do batismo com o Espírito Santo.
No Evangelho, tradicional, tinha culto, tinha lei, tinha palavra, tinha ministério, tinha uma identidade de cristão, de evangélico, não estava mais no mundo, mas faltava algo. Era como Israel no deserto, vivendo todos os dias do maná.
Havia ali uma questão repetitiva, todos os dias o mesmo maná, todos os dias o mesmo alimento. Não havia uma novidade, não havia uma diversidade.
Era desse evangelho que muitos irmãos vieram.
Um evangelho que não havia novidade no espírito. Sempre a mesma coisa. Aquela repetição contínua, anos e anos.
Pegava um texto, a vida inteira não mudava.
Mas depois que a igreja, ela recebe o batismo com o Espírito Santo, é a promessa do texto. E comereis das novidades da Terra. Porque depois que você recebe o derramar do Espírito, você começa a viver o Senhor como novidade de vida.
Veja, o pôr… [ALGUÉM INTERVÉM BAIXINHO – PROVAVELMENTE ALEXANDRE GUEIROS]… de revelações, de profecias, da riqueza, da palavra.
Veja que o povo caminhou no deserto, mesmo diante dessa limitação, mas debaixo de uma promessa. Eles estavam debaixo de uma promessa, de que um dia eles provariam dos frutos da terra. De que um dia eles conheceriam a terra prometida. Que um dia eles provariam da terra que manda leite e mel. Então, aquela promessa os dava vigor. Aquela promessa que estava sobre eles lhes dava a força de caminhar até o Jordão.
Muitos dos nossos irmãos viveram essa experiência. Muitos dos nossos irmãos vieram de um evangelho tradicional.
Mas eles estavam debaixo de uma promessa, que nos últimos dias o Espírito Santo ia ser derramado. Eles estavam abraçados na profecia de Joel.
E nos últimos dias, diz Deus, derramarei do meu Espírito sobre toda a carne. E os vossos filhos e as nossas filhas profetizarão. Israel aguardou 40 anos por isso.
Nós temos muitos irmãos, inclusive, vários que começaram essa obra, muitos que estão hoje sendo usados, anos e anos aguardando esse dia, até que ele veio. E o Espírito Santo foi derramado sobre a igreja, marcando o início de uma nova fase, de conquistas novas.
Agora nós vemos Israel, à margem do Jordão. A arca estava ali. O povo vai andar em direção ao rio. Eu queria fazer aqui uma observação em relação à importância da obediência. Há até um texto de uma palavra que eles deram a Josué antes de atravessar, que mostra a intenção deles de obediência. Olha o que eles disseram a Josué.
Tudo quanto nos ordenaste, faremos. E aonde quer que nos enviares, iremos, como em tudo ouvimos a Moisés, assim te ouviremos a ti.”
Olha, aqui é praticamente um pacto de obediência. Ele chama Josué, diante de um momento novo que estava para se abrir, ele fala assim: olha, nós vamos obedecer em tudo. Tudo que for ordenado, que se faça, nós faremos. Onde nós somos enviados, nós iremos. Em tudo obedecemos a Moisés. E em tudo também vamos te obedecer.
Ou seja, era um pacto de obediência.
E isso é um ponto fundamental para aqueles que querem viver o transbordar do Espírito. Para aqueles que querem receber uma poção excelente do derramar do Espírito Santo sob a igreja.
Porque a obediência precede a bênção.
E eles falam: olha, assim como tudo nós obedecemos a Moisés, nós também vamos te obedecer.
Por isso que a palavra fala, obedecer aos vossos pastores, aqueles que o Senhor colocou à frente da obra, aos pastores das igrejas locais, aqueles que o Senhor levantou para estar à frente.
Cabe à igreja esse entendimento que o derramar do Espírito, as grandes operações da diversidade de operações do Espírito só virá e só serão verdadeiras em nosso meio quando há obediência.
Interessante até o texto porque o povo foram andando em direção ao rio com o rio fechado.
Veja o que é obediência. Porque uma palavra que foi dada e eles creram na palavra, creram na revelação, creram no governo que estava ali. Eles foram andando e o rio fechado, porque o rio só iria se abrir, como os irmãos viram na leitura, quando a planta dos pés do sacerdote molhasse da água. Então faltavam três passos do rio, o rio fechado. E o povo andando, porque eles aprenderam a obedecer.
Imagina que situação, meus irmãos, faltando um passo e o rio fechado. E eles não pararam de andar, porque nós aprendemos que a obediência precede a bênção.
Eu posso até dizer no último passo, quando o sacerdote levantou o pé, o rio estava fechado. Mas quando tocou a planta nas águas, as águas se abriram. Porque se você é obediente, antes que seja no último instante, na obediência, o milagre acontece. A vitória vem. A palavra se cumpre, porque Deus é fiel à sua palavra.
Nós gostaríamos também de destacar mais uma expressão que foi usada pelo Senhor ao povo nessa travessia do Rio Jordão, que para nós… nós estamos estudando como o batismo com o Espírito Santo. É quando o Senhor fala assim com eles…
Pode botar o texto…
Vocês vão passar por um caminho que nunca conhecestes. Tá aqui:
“… para que saibais o caminho pelo qual haveis de ir, porquanto por este caminho nunca passares antes”.
Veja, o que o Senhor estava dizendo para o povo? Eu vou conduzi-los a um caminho novo. Vocês vão viver algo que vocês nunca viveram antes.
Então, quando os pés tocaram nas águas, o rio se abriu, um montão de água se formou, as águas que desciam para o mar morto se foram, as águas se separaram e eles passaram por um caminho que eles nunca tinham visto. Essa é a experiência da igreja quando ela recebeu o batismo com o Espírito Santo.
Era algo novo. que nós nunca tínhamos vivido como igreja, porque víamos de um evangelho repetitivo, que não havia novidades. Tinha ministério, tinha palavra, tinha cultos, tinha tudo, mas não sabíamos o que era aquilo. Até que veio essa grande operação extraordinária, que era algo novo no nosso meio, batismo com o Espírito Santo, visões com anjos, revelações, profecia, o dom de línguas, tudo era novo, mas tudo era maravilhoso.
Eu imagino, obviamente, que alguns que estavam ali, talvez assustados, causando alguma estranheza lá. Como assim? Algumas interrogações até. Mas o rio vai se abrir? Mas como assim? O rio vai se abrir? Isso vai dar certo? Será que vai funcionar? Será que isso é perigoso? E se não der certo? Aquilo é normal.
Isso aconteceu, não sei, da igreja, do evangelho, quando veio o batismo do Espírito Santo, quando veio os dons espirituais. Alguns acharam estranho, mas como assim?
Mas tudo consultaram o Senhor, mas é dom de línguas? Mas tem revelação? Porque era um caminho que nós não conhecíamos, mas foi o caminho que o Senhor preparou para nós. Era a profecia de Joel, não somente agora mais sendo pronunciada e falada, mas sendo vivida. O Espírito do Senhor foi derramado sobre nós. E não somente nós, mas os nossos filhos e as nossas filhas profetizam. Os velhos têm sonhos, os nossos jovens têm visões. E sobre os servos do Senhor é derramado também o Espírito de profecia.
Indo um pouquinho mais além, quando o sacerdote, a arca, entra, rio a dentro. E os sacerdotes param com a arca no meio do rio. O povo vai atravessando. E aí agora vai vir uma orientação que ia surpreender. Que ia surpreendê-los. Josué vem e falou o seguinte.
Doze homens. Um homem de cada tribo de Israel vão pegar doze pedras aqui no rio e vão levar pra outra margem. E vão fazer ali uma coluna de pedras. Depois ele diz mais: da onde estavam os sacerdotes, ele falou assim, pegue-se aqui doze pedras, aqui também, e se faça aqui no meio do rio uma coluna com as doze pedras. E foi feito.
Depois que o povo passou, que a arca se retirou, aquelas doze pedras que estavam à margem iam ficar para memorial para Israel. E depois daquela que estava no meio do rio, as águas cobriram aquela pedra, aquela coluna.
Do que nos fala isso?
Está nos falando de Israel e da igreja.
As doze pedras na margem são as doze tribos de Israel e as doze pedras são os doze apóstolos.
Uma coluna visível era Israel, que estava ali, vivendo ali o seu momento e a sua dispensação.
Mas havia a coluna que foi encoberta pelas águas. Era os 12 apóstolos, era a igreja.
A igreja naquele momento era um projeto que estava encoberto aos olhos de Israel. Era um mistério que estava escondido das águas do Espírito. Mas que 1400 anos depois, no poder do sangue de Jesus, era a igreja que ia ser levantada para dizer ao mundo as boas-novas do Evangelho.
Vamos cantar agora um louvor.
LOUVOR: 627 – Nós Te adoramos, Senhor
Alexandre Gueiros
Eu saúdo a todos os irmãos, com a paz do Senhor Jesus.
Continuando nosso estudo de hoje, lembramos que o povo atravessou o Jordão, mas à frente dele estava a Arca.
Isso lhes dava segurança neste novo e vivo caminho que o Senhor havia preparado para eles.
Porque a Arca, nós sabemos, nos fala claramente a respeito do Senhor Jesus. Já estudamos isso em EBDs anteriores.
O Senhor Jesus é o bom pastor, é o sumo pastor das ovelhas, é aquele que vai adiante de nós, é aquele que prometeu e cumpre a sua palavra: “Eis que estarei convosco todos os dias até a consumação dos séculos”. “As minhas ovelhas ouvem a minha voz”, ouvem hoje, não é ouviram há dois mil anos não.
Continuamos a ouvir a voz do bom pastor que nos fala através do seu Espírito Santo.
Podemos ter segurança neste novo caminho que ele preparou para nós. Ele estará sempre caminhando adiante de nós como a arca foi levada adiante do povo.
E logo após a travessia, nós sabemos, eles só se moviam seguindo a arca, observando a dois mil côvados de distância a arca para que todos pudessem enxergar. Três milhões de pessoas precisavam observar a arca que estava indo adiante deles para que pudessem identificar claramente o caminho que deviam seguir.
Nós vimos que antes o povo estava no deserto como peregrinos, recebiam do Senhor o necessário para sobreviver, mas não tiveram nunca a pretensão de estabelecer sua morada no deserto. Não construíram cidades como residências permanentes.
Isso só aconteceria depois. Por quê? A situação no deserto era, em vários sentidos, insatisfatória, né? Porque dependiam, como já foi dito, do maná que caía a cada dia, dependiam da água que surgiria da rocha quando tinham sede.
Mas na Terra Prometida nós vamos ver que eles tinham abundância de tudo e puderam realizar conquistas, puderam estabelecer cidades, puderam se tornar uma nação, um povo e finalmente, mais adiante, o reino seria estabelecido.
E nós estamos semelhantemente conquistando esta nova terra e nós nesta nova terra nos alegramos porque nós temos abundância de alimentos. Nós vamos ver que na nova terra havia trigo, eles podiam fazer pães a asmos, isso tudo está relatado em Deuteronômio 8. Na nova terra havia figueiras, oliveiras, videiras, era abundância de alimento para o povo. O alimento não estava limitado a um só, o maná.
Agora não, era a abundância, a abundância da palavra, revelações na palavra que nos alimentam. E amados irmãos, nós recebemos tudo isso não somente para nós, mas para sermos fortes e podermos conquistar a terra que está adiante de nós. Então, amados irmãos, nós… lendo a palavra, nós aprendemos que a semelhança de Israel, temos de conquistar a terra.
E o que significa essa conquista para nós? Essa conquista nos fala da conquista de almas, de uma boa terra que o Senhor coloca diante de nós. O nosso coração é uma boa terra. E nós temos de lançar sementes também sobre a terra ao nosso redor. E ela vai cair em boa terra também.
Eu me lembro de uma criança que passava em frente à nossa igreja, devia ter 9 anos de idade, talvez 10, e foi convidado pelo diácono a entrar. Você não quer entrar? E ele entrou. E o pastor falou sobre a parábola do semeador. E a palavra era espalhada. E alguma semente caiu em uma boa terra. Todos conhecem a parábola, não é? E a criança foi tocada poderosamente pelo Senhor. Quando chegou em casa, contou para os seus pais: “olha, estive na igreja e ouvi isso”. E contou a história e disse: “e o meu coração é uma boa terra”. Ele convidou os pais para ir à igreja. Na semana seguinte, no fim de semana, os pais foram à igreja e se converteram e permaneceram na igreja.
Amados irmãos, há muita boa terra a possuir, irmãos. Temos de levar a boa semente, espalhar a palavra de Deus, porque o Senhor tem muitas vidas a conquistar.
A terra a conquistar é grande, amados irmãos, dizia o Senhor lá, dizia Josué ao povo. E essa é a nossa responsabilidade, especialmente neste ano que agora tem início. Nós sabemos que o Senhor desde o início do ano nos tem alertado para esta necessidade, evangelizar.
Este é um ano em que, pelo que eu me lembro, há muito tempo o Senhor não fala nesses termos, que é um ano de evangelização. O Senhor quer que nos dediquemos à evangelização deste ano. Porque há muita terra a possuir, a conquistar. E vamos ser fiéis àquilo que o Senhor está esperando de nós. Vamos anunciar a palavra. Não vamos aguardar por eventos de evangelização. Vamos estar a cada dia intercedendo por vidas que estão próximas a nós. Se o Senhor colocou parentes, pessoas na condição de parentes, porque você diz, não, eles vão ser próximos a você. Então, evangelize o seu próximo, evangelize o seu colega de trabalho, evangelize o seu colega de escola, os seus vizinhos, aqueles que estão próximos. Justamente por isso é que o Senhor os colocou próximos à sua vida.
Então, façam cada um a lista de intercessão. Passe a interceder diariamente por duas vidas, por três, por quatro, por cinco, por seis, não é? Inclusive por aqueles que você acredita que nunca vão querer o Evangelho. Porque às vezes são justamente esses que o Senhor está querendo salvar.
Eu me lembro de uma criança, no mês da evangelização das crianças, que fez com a mãe uma lista. Mãe, vamos fazer uma lista. Era uma criança pequena, seis anos de idade ou sete, até parenta minha. E a mãe começou com ela a fazer uma lista de intercessão. Aí a criança, minha prima disse, mamãe, você não vai colocar a Sílvia? Sílvia era uma pessoa mal-humorada, oprimida, de difícil trato, colega de trabalho da mãe.
Mas a criança, não sei por que razão, gostou da Sílvia, simpatizou. E a Sílvia você não vai colocar? A mãe não tinha o menor interesse de colocar a Sílvia, porque aquela era impossível, aquela era… Mas ela não ia dizer isso para a criança.
Ah sim, querida, vamos colocar. E começaram a orar. No fim do mês houve a semana dos convites e a Sílvia no domingo não compareceu. Na segunda-feira procurou a mãe, não é? E disse, olha, diga a sua filha que realmente eu não pude, eu tinha planejado, ia sair de casa quando chegaram visitas, não pude. Mas no próximo domingo eu irei, viu? Diga a ela. E foi mesmo. E eu vi a palavra do Senhor.
Amados irmãos, há muita terra a conquistar. O Senhor ainda quer salvar muitas vidas antes da volta gloriosa do Senhor Jesus.
Mas, notem bem, o Senhor nos está alimentando com abundância dos frutos desta terra. Quanto alimento temos recebido do Senhor, quantas mensagens maravilhosas reveladas pelo Espírito Santo que alegram os nossos corações, que nos fortalecem espiritualmente, que nos dão forças para continuar nesta caminhada que nos conduzirá a Jerusalém, agora Jerusalém é o nosso alvo, a Jerusalém Celestial.
Mas se realmente nós estamos nos alimentando com todo o fruto da terra, o que acontece em nós? Nós somos transformados por esse alimento.
Nós somos aquilo que comemos.
Estamos nos alimentando da palavra revelada pelo Espírito Santo? Sim? Então o que acontece?
Naturalmente, nós produzimos o fruto do Espírito. O fruto do Espírito se manifesta em nossas vidas, não é? Nós somos transformados, o velho homem perde a sua força em nós, está lá, dormente, podemos dizer, ou dormindo, porque nós não permitimos a sua manifestação.
Ao contrário, manifesta-se em nossas vidas o fruto do Espírito Santo.
O que é o fruto do Espírito?
O amor de Deus que é derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado. Se realmente temos o Espírito, se realmente não apagamos o Espírito, e essa é outra lição, não é? Naturalmente, o amor ao Senhor, o amor ao Senhor Jesus, o amor à sua vinda vão se manifestar em nossas vidas.
E o amor aos nossos irmãos, o amor ao nosso próximo.
E a alegria do Espírito Santo vai estar presente em nossos corações, não é? Em vez de termos um semblante triste, é acabrunhado, oprimido, não. A alegria do Espírito Santo é visível em nossos corações.
A paz do Senhor Jesus está presente em nossos corações. No mundo tereis aflições, mas tem de bom ânimo. A minha paz vos doa. Eu venci o mundo, não é?
Então, amor, alegria, paz. O que mais?
Longanimidade, que é paciência, tolerância e benignidade e bondade.
O que mais?
Fidelidade, fidelidade ao Senhor, fidelidade às Suas orientações, que é uma palavra quase sinônima de obediência, né?
Fidelidade àquilo que o Senhor espera de nós, ou seja, obediência àquilo que o Senhor nos revela, temperança, domínio próprio, etc. Então, mais ou menos, vamos vigiar os nossos corações.
O fruto do Espírito Santo está sendo produzido em nossas vidas? Bem, não sei bem, estou em dúvida.
É um mau sinal, não é? É sinal de quê? Estamos apagando o Espírito Santo.
Não apagueis o Espírito Santo, não apagueis a chama do Espírito Santo no qual foste selados para a redenção.
Então podemos ser batizados com o Espírito Santo, podemos estar sendo usados em dons espirituais, mas se o fruto do Espírito Santo não está sendo manifestado em nossas vidas, é um mau sinal. Não é? Sinal de que estamos apagando o Espírito Santo. Isso não pode acontecer.
Vamos continuar firmes, conquistando almas, anunciando a Palavra, jogando a boa semente na terra que está ao nosso redor, porque há muita terra a conquistar.
E o Senhor quer continuar a nos fortalecer com o Seu Espírito, nos dando toda a graça necessária a unção do Espírito Santo para realizar Sua obra.
Mas, amados irmãos, quando nós orávamos há poucos minutos, o Senhor deu uma visão, que é que:
Sobre o púlpito havia ramos de Oliveira, Videira e Figueira.
Vamos começar com a Figueira.
A Figueira nos fala de quê? Da profecia. Nós vivemos debaixo de uma profecia. O Senhor está indo adiante de nós. Estarei convosco todos os dias. É uma das profecias, não é? Que o Senhor nos concedeu para nos encorajar nesta caminhada. Não estamos jamais sozinhos. Ele estará sempre conosco e indo adiante de nós. A arca vai adiante de nós. A arca fala do Senhor Jesus. Ele vai estar sempre indo adiante de nós. As minhas ovelhas me seguem nesse Senhor Jesus. Então vivemos debaixo da profecia e a profecia nos mostra que o Senhor voltará em breve. Vivemos sempre nessa expectativa do cumprimento desta palavra profética.
E precisamos semear a palavra para que o número dos eleitos se cumpra, não é? E assim o Senhor Jesus esteja chegando naquele dia que Ele já sabe. O Pai já sabe e revelará naquele dia glorioso.
A Oliveira nos fala da unção do Espírito Santo, do óleo.
O fruto da Oliveira é a azeitona e o óleo, que nos fala da unção do Espírito Santo. O Senhor confirma que tem para nós, está nos dando e quer continuar a nos conceder a unção do Espírito Santo, da qual dependemos para não somente andar no Espírito, mas para ter a graça, o poder necessário para semear a boa palavra e conquistar essa boa terra que está ao nosso redor.
E, finalmente, a videira, que nos fala da alegria do Espírito Santo, do fruto do Espírito.
A videira, claro, fala da igreja, mas caracterizada pela presença do Espírito Santo, pela operação do Espírito Santo, vivificando a igreja, produzindo o fruto do Espírito na igreja.
Então não nos esqueçamos disso, vamos estar atentos para esta vontade do Senhor de estar sempre manifestando em nossas vidas o fruto da figueira, a profecia, a videira. a operação do Espírito Santo em vários aspectos e a unção do Espírito Santo, que é a Oliveira, a unção para que possamos evangelizar com poder, para que possamos conquistar a terra que o Senhor quer salvar, as vidas que o Senhor quer salvar e assim em breve o Senhor Jesus possa voltar.
E amados irmãos, realizando a obra do Senhor desta forma, com essa abundância de alimento para as nossas vidas e todo o poder do Espírito Santo para espalharmos a boa semente nos corações que nos rodeiam, nós vamos estar realizando a obra do Senhor.
E o Senhor Jesus, dessa forma, em tudo será glorificado.
O Senhor é glorificado numa igreja que produz o fruto do Espírito Santo.
A transformação das nossas vidas que é evidenciada pelo fruto do Espírito em nós glorifica o Senhor, mostra o poder do Senhor Jesus. Mostra que realmente a salvação que só há no nome do Senhor Jesus é uma realidade em nossas vidas.
E não nos esqueçamos nunca de que, em especial na obra do Senhor, mas também em nossas vidas diárias, tudo aquilo que fazemos deve contribuir para a glória de Deus.
Em tudo o que fazemos, a Palavra de Deus nos recomenda: fazer tudo para a glória de Deus.
Quer comais, quer bebais, quer fazer qualquer outra coisa, fazer tudo para a glória de Deus.
Para a glória do Senhor Jesus, nosso amado Salvador.
Amém?
Vamos louvar o Senhor.
LOUVOR: 728 – Nossa gratidão e nosso louvor