O FIM DO APOCALIPSE NA IGREJA MARANATA!

O FIM DO APOCALIPSE NA IGREJA MARANATA!

17 de agosto de 2025 Off Por Sólon Pereira

EBD/ICM 17/8/2025

ONDE ESTÁ O AMOR ORDENADO POR JESUS?

ANÁLISE CRÍTICA DA EBD DA ICM – 17/08/2025

INTRODUÇÃO

A Escola Bíblica Dominical (EBD) da Igreja Cristã Maranata de 17 de agosto de 2025 foi conduzida por Alexandre Gueiros, com encerramento feito pelo pastor Marcelo Ferreira. O tema central continuou sendo as sete cartas às igrejas do Apocalipse, porém com uma abordagem distinta daquela usada por Gedelti Gueiros em vida. Nesta análise, trazemos a degravação do conteúdo e, em seguida, uma avaliação ética, filosófica e espiritual.

DEGRAVAÇÃO DO CONTEÚDO

00:00:00 Alexandre Gueiros

E prosseguindo com aquilo que o pastor Brasil já antecipou, vamos só lembrar um pouco a respeito das lutas que a igreja enfrentou em cada período e que nós encontramos hoje irmãos passando por lutas semelhantes.

Por exemplo, NÓS VEMOS A IGREJA DE ÉFESO, primeira carta, nós encontramos ali a igreja sendo fortalecida em face da oposição que surgiu na época da parte dos judaizantes, por exemplo, falsos apóstolos já surgindo, mas a igreja que experimentou o Pentecoste, ela estava vivendo o Pentecoste em sua plenitude, ou seja, estava vivendo uma plena operação do Espírito Santo, não apenas com dons espirituais, que é o que vem logo à nossa mente quando falamos de operação do Espírito Santo, mas aquilo que é o objetivo dos dons.

Os dons, o Senhor concede à sua igreja para que o fruto do Espírito Santo possa estar sendo presente, estar se manifestando na vida diária da igreja.

Aquela igreja viveu o primeiro amor, mas alguns estavam vacilando, deixaram o primeiro amor.

Será que nós ainda estamos observando isso na nossa igreja? Ou será que nós estamos começando a deixar o primeiro amor? O primeiro amor, o amor do recém-convertido, aquele que teve aquela experiência maravilhosa da salvação. O que acontece com ele? Ele gosta de falar aquilo que está no seu coração. A boca fala do que está cheio o coração. Ele só quer falar de Jesus. Ele quer testemunhar de Jesus para os seus amigos, testemunhar de Jesus para os seus parentes. E é uma dificuldade para ele deixar de falar de Jesus. Ele não consegue se conter.

Então a evangelização foi uma característica da igreja de Éfeso. A igreja de Éfeso, com o primeiro amor, evangelizou todo mundo conhecido daquela época. Os irmãos se recordam? A grande evangelização do primeiro século, como foi bem-sucedida! Nós aprendemos pela história. Aquela igreja foi fiel, guardou a palavra e foi vitoriosa, como já foi assinalado.

Como a igreja é vitoriosa em todas as épocas da sua história. Tem sido vitoriosa e vai continuar a vencer até o fim, como o Senhor diz: ao que vencer! E os irmãos ao final verão as promessas.

Mas passamos, lembramos a carta seguinte, a carta à igreja de Esmirna.

[cantaram um louvor]

Lembramos agora, irmãos, da EXPERIÊNCIA DA IGREJA NA ÉPOCA DE ESMIRNA. Os irmãos se lembram? Foi a época das grandes perseguições, daquelas ondas de perseguição e a tribulação que a igreja experimentou, a perda dos seus bens materiais, e o senhor falando a ela: mas tu és rico! Porque era rica da graça de Deus, do amor ao Senhor, da operação do Espírito Santo em seu meio que fazia essa igreja louvar em meio à tribulação, glorificar o Senhor em meio às perdas materiais. E essa igreja nos fala claramente a respeito da importância de nós nos negarmos hoje a nós mesmos, nós entendermos que os valores eternos valem muito mais do que os valores desta vida. Então vale a pena renunciar a bens desta vida, renunciar a ambições desta vida, quando elas nos impedem de desfrutar plenamente das bênçãos celestiais, das bênçãos espirituais que o Senhor tem para nós. E nós sabemos que essa igreja realmente reagiu no Espírito.

Muitas vezes nós passamos por tribulações e queremos: Senhor, que logo cesse a tribulação. E insistimos que tem de cessar, que tem de cessar e nos esquecemos de que o Senhor tem um plano naquela nossa tribulação. O Senhor está operando em nossos corações através da tribulação. O Senhor está operando no coração de outros que veem o nosso testemunho diante da tribulação. Como nós continuamos firmes no Senhor, guardando a Sua Palavra, glorificando o Senhor. Não cessamos de dar graças ao Senhor, por tantas bênçãos espirituais que temos recebido dEle. E nós sabemos que estas bênçãos valem muito mais do que uma vida tranquila, feliz. E como o Senhor é glorificado nessa nossa atitude.

Os irmãos se recordam daquela experiência que aquele servo teve, quando o Senhor disse: vês o meu servo, Jó, levam-se? E a sua sorte mudou, ele começou a passar por períodos de grande luta, de grande sofrimento, mas ele perseverava em guardar a palavra do Senhor e o Senhor era glorificado naquilo. Ele, no sofrimento, estava intercedendo pelos seus amigos que não eram tão amigos assim, os irmãos se recordam, o Senhor em tudo isso estava sendo glorificado.

A vontade do Senhor estava sendo feita na sua vida. Meus irmãos, é uma lição para todos nós hoje.

Nós vemos que o sofrimento de Esmirna é um exemplo para nós. Nós seremos vitoriosos. Sê fiel até a morte, dar-te a coroa da vida! É uma promessa que se aplica a todos nós e que nós não devemos nos esquecer em meio a provas e tribulações pelas quais passamos.

TERCEIRA CARTA, A IGREJA DE PÉRGAMO.

Pérgamo, nós sabemos que o significado é casamento pervertido, gamos em grego é casamento, daí vem bigamos e etc. Então, amados irmãos, era naquela época o casamento entre a igreja e o Estado. O poder deste mundo. Isso nos fala muito bem para nós hoje a respeito do perigo de nós nos casarmos com o mundo. A igreja não pode se casar com o mundo. A igreja não pode se adaptar ao mundo. Mas, como nos diz a palavra, devemos crescer pela renovação do nosso entendimento. Não vos conformeis com o mundo. Não podemos aceitar a forma do mundo. No nosso comportamento diário, no nosso testemunho, nós temos de deixar claro às vezes até calados, que realmente nós somos servos do Senhor, que o Espírito Santo habita em nós. Nós não nos conformamos de alguma forma com este mundo. E nós nos lembramos que a Igreja, como em todas as épocas, foi vitoriosa. Não aceitou aquele casamento pervertido que a maioria do cristianismo que buscava poder eclesiástico havia aceitado, mas a igreja perseverou na fidelidade ao Senhor.

Hoje nós também temos, em várias partes, a tentação da união com o mundo sob a forma do ecumenismo, uma igreja mundana propondo um casamento conosco. Nós nunca aceitaremos isso.

SEGUIMOS E VEMOS, AMADOS IRMÃOS, O PERÍODO DE TIATIRA, em que surgem aqueles ventos de doutrinas heréticas, pressões do poder religioso, e a igreja está escrito: persevera em obras dignas de arrependimento.

Continua produzindo o fruto do Espírito. Está registrado na carta: o amor, o serviço ao Senhor, que é uma característica do servo do Senhor, a fidelidade ao Senhor em face às pressões deste mundo, a perseverança na fé, na fidelidade àquilo que o Senhor nos orienta.

E o Senhor registra que, em meio àquele tipo de tribulação, de pressão que a igreja sofria, o Senhor mostra que, o Senhor observa e diz que as últimas obras estavam sendo maiores do que as primeiras. E o Senhor, então, dá aquele conselho final para que ela guardasse a sua palavra. Na realidade, este conselho, entre outros, está presente, creio que quase todas as cartas, se não todas, né? Guarda a minha palavra até que eu venha. E é pela primeira vez o Senhor fala, naquela época de Tiatira, a respeito da sua vinda, da sua próxima vinda que todos aguardamos.

Mas vamos deixar essa parte para o final.

CHEGAMOS ENTÃO AO PERÍODO DE SARDES, que nos fala de um remanescente, os restantes. Os restantes que estavam para morrer. E naquele período, então, o Senhor observa e vê os seus servos, servos que não se contaminaram, que continuaram a viver em santificação. E o Senhor então disse: esses andarão de vestes brancas comigo na eternidade. Vestes de salvação. Lembramo-nos daquele versículo que diz: bem-aventurados aqueles que lavam as suas vestes no sangue do Cordeiro. E meus irmãos, o conselho do Senhor à igreja é que permaneçam vivendo em vigilância, pois em breve virei como um ladrão. O Senhor fala nessa carta. E então, amados irmãos, hoje também são poucos, os restantes, o remanescente fiel, aqueles que buscam a santificação. E graças ao Senhor, Ele nos tem revelado como viver em santificação, né? Pelo poder do sangue de Jesus, com vestes lavadas no sangue do Cordeiro. Aqueles que vigiam e oram, como o Senhor recomenda, né?

E A SEGUIR VEMOS A CARTA À IGREJA DE FILADÉLFIA. Repetimos, philo, em grego, que é amor, delphos é irmão, amor aos irmãos, amor fraternal, podemos dizer. É a mesma coisa. E este amor caracteriza esse período também. Falamos do amor de Éfeso, que levou-os a evangelizar o mundo, a falar de Jesus. E esse amor parece que é renovado ou enfatizado nesse período de Filadélfia e, novamente, uma grande evangelização do mundo.

A igreja de Éfeso evangelizou o mundo conhecido, que praticamente era o Império Romano e umas áreas ao redor. Mas em Filadélfia eles começam a enviar missionários para a Ásia, para a China, Japão, começam a enviar missionários para os países da África, para a América Latina também. Então, amados irmãos, a evangelização chega aos confins da terra. A porta foi aberta. Lembram-se? O Senhor dizendo que deixou uma porta aberta para Filadélfia?

Então, meus irmãos, esses grandes avivamentos continuam até hoje. Os efeitos de uma carta vão se prolongando. Os efeitos benéficos estão sempre presentes ao longo da história da igreja. Eles descobriram em Filadélfia a pérola de grande preço. Não podiam deixar de falar daquilo que haviam conhecido a respeito da preciosidade do Senhor Jesus, a quem ama a nossa alma.

E meus irmãos, somente relembrando a palavra, foi redescoberto em Sardes. Lembra o homem que encontrou o tesouro, o tesouro escondido? Foi no período de Sardes. E agora, No período de Filadélfia vem essa grande operação do Espírito Santo, o amor de Deus derramado em seus corações, porque eles encontraram nesse tesouro essa pérola de grande preço. Muito bem.

FINALMENTE, PERÍODO DE LAODICEIA. Não vamos enfatizar a parte negativa, porque é o período em que nós vivemos, em que muitos estão se tornando crentes mornos espiritualmente, ou seja, o amor de Filadélfia esfriou. Pouco amor hoje. Pouco amor ao Senhor. Pouco amor aos irmãos. Está se extinguindo o verdadeiro amor, que é aquele que é derramado pelo Espírito Santo em nossos corações. Mas, nesse período, o Senhor está operando no coração de muitos desses mornos que nós temos a orar por eles. Se há algo morno em nossas igrejas, temos de amá-los, orar por eles, porque o Senhor quer salvá-los.

O Senhor está à porta deles. O Senhor quer batizá-los com o Espírito Santo e com fogo, já vimos, né? O Senhor quer dar a eles vestes de salvação, testemunhos de vida, de verdadeiros salvos.

E, finalmente, amados irmãos, o Senhor está dando, está concedendo a esses que ouvem Ele batendo a porta dos seus corações. O Senhor está concedendo, além das vestes de salvação, ou seja, uma vida digna do Senhor, uma vida que expressa o testemunho de alguém que foi lavado pelo sangue do Cordeiro, um testemunho de santificação de vida. O Senhor está dando a eles, ao mesmo tempo, discernimento espiritual, colírio para os seus olhos. Seus olhos estão sendo abertos, eles estão entendendo a palavra do Senhor. Essas amadas irmãos que houve, esses que ouvem, estão, sim, podemos dizer que estão sendo incorporados à Filadélfia. A igreja que continua, manda o Senhor.

E, amados irmãos, assim todos estamos sendo preparados para a volta gloriosa do Senhor Jesus. Amém?

Então, amados irmãos, o que nós temos vamos reter até que eu venha, como disse o Senhor Jesus.

Mas eu passaria a palavra que o pastor Marcelo poderia dar a conclusão das conclusões.

00:17:21 Marcelo Ferreira

[louvor]

Meus irmãos, assim nós chegamos ao fim desse estudo e é também um momento de glorificação ao Senhor pela palavra que está viva no nosso meio. E nós gostaríamos de encerrar pontuando quatro características, ou quatro pontos, realmente, que são comuns em todas as sete cartas. São pontos que aparecem nas sete cartas. E são sempre eles ligados ao Senhor. Porque no Senhor não há variação, não há sombra. Ele é o mesmo ontem, hoje e eternamente.

E quais são esses pontos?

O primeiro ponto que nós vamos observar, que é comum em todas as cartas, é a presença de Jesus. A carta sempre começa falando que Jesus estava ali com a igreja: o amém, o verdadeiro, a testemunha fiel, o princípio e o fim, o que é santo.

Ou seja, em todos os tempos da igreja, bons, difíceis, Jesus sempre estava presente com a igreja. Jesus nunca deixou a sua igreja. Mesmo em momentos como Pérgamo, como Tiatira, Ele estava ali para cuidar dos fiéis, cumprindo a sua promessa: eis que estarei convosco todos os dias, até a consumação do século.

Um outro ponto comum que encontramos em todas as cartas é a palavra do Senhor presente. A palavra sempre está ali. A igreja que guarda a palavra, porque Deus faz a sua obra pela palavra: tendo pouca força, guardaste a minha palavra; como guardaste a palavra da minha paciência, eu vos guardarei da grande tentação que há de vir ao mundo. A igreja guarda a palavra, e vive os benefícios deste momento. Esse é o segredo pra nós agora, é guardar a Palavra, porque nós vamos vencer pela Palavra: e eles venceram pela Palavra e pelo sangue do Cordeiro.

Outro ponto comum, que aparece em todas as cartas: quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas. Ou seja, o Espírito Santo nunca deixou de falar com a igreja. Em todas as fases, o Espírito Santo estava ali falando. Ele diz às igrejas. Até em momentos como Tiatira, ele não se calou. Porque o Espírito Santo tem um compromisso com o Pai de cuidar da igreja. Nos momentos mais difíceis, como diz Mirna, ele falou com a igreja. Nos momentos mais terríveis, Ele falou, como nessa manhã o Espírito está falando ao nosso coração. E neste ponto, há uma característica fundamental. Ouça! Quem tem ouvidos, ouça! Em todos os tempos, pelos séculos dos séculos, o grande conselho sempre foi esse: ouçam! O Senhor vai sempre repetindo. Parece uma coisa repetitiva, mas é aquilo que salva a Igreja, é ouvir a voz do Espírito. Então, a cada momento, a cada fase, mudava a fase, mudava os pastores, mudava o período, mas é sempre o mesmo conselho: ouçam. Ouçam o meu Espírito! Porque quando nós obedecemos, nós somos mais do que vitoriosos.

E chegamos agora ao último ponto, que é comum nas cartas. Se ela começa cada carta falando, Jesus estava ali. Cada carta inicia, Jesus estava presente com a igreja. Mas ela sempre encerra com uma promessa de vitória ao que vencer. Porque em todos os tempos da igreja, a igreja fiel sempre foi vitoriosa. Mesmo em Esmirna, quando ela morria…

Quantos fiéis que tombaram, mas TOMBARAM DE PÉ e foram recebidos na eternidade. É uma vitória é espiritual, é uma vitória de eternidade. Então isso é comum em todas as cartas, ela encerra com uma promessa.

Queridos irmãos, igrejas do Senhor, nós estamos encerrando esse estudo, mas nós vivemos debaixo de uma promessa, que a igreja vai vencer pelo sangue do Cordeiro. E quando nós começamos a ler os textos, são promessas maravilhosas. Ao que vencer, lhe darei a estrela da manhã. Ao que vencer, não sofrerá o dano da segunda morte. Ao que vencer, irá se alimentar da árvore da vida.

Queridos irmãos, isso é pouco? É pouco para alguém? Não, não. Para nós é muito.

E tem mais ainda! Ao que vencer, confessarei o seu nome diante do meu Pai e dos Seus anjos. Ao que vencer, vai se assentar no trono do meu Pai comigo. Ao que vencer, será coluna na casa do meu Deus.

Nós estamos debaixo dessa promessa e porque podemos encerrar hoje aqui glorificando, porque nós estamos vencendo. A igreja está vencendo.

O Senhor deu essa revelação sobre as sete cartas. Nós obedecemos e agora aqui quem venceu? Alguém venceu? O pastor particularmente? Outro? Quem venceu foi uma denominação? Não. Quem venceu foi a palavra. Quem venceu foi quem ouviu. Quem venceu foi a igreja porque Jesus está presente.

Queridos irmãos, Jesus esteve presente em todas as fases da igreja. Como nessa manhã, pelo seu Espírito, Jesus está presente em cada igreja.

AVALIAÇÃO CRÍTICA

1. DIMENSÃO ÉTICA E MORAL

·       Contradição prática: fala-se em santidade e amor, mas a ICM processa ex-membros em tribunais seculares, contrariando 1Coríntios 6:1-8. Não há prática de acolhimento social institucional (órfãos, viúvas, pobres), apenas “vaquinhas” locais. Isso destoa do exemplo da igreja primitiva (At 2:44-45).

·       Incoerência: exalta renúncia material (Esmirna), mas mantém fazendas (Sítio Esperança e Domingos Martins), usinas fotovoltaicas e escolas privadas sem contrapartida social. O discurso não encontra respaldo na prática.

2. DIMENSÃO FILOSÓFICA

·       Desconstrução de Gedelti: Alexandre Gueiros abandonou a narrativa dura do fundador, mas caiu em abstrações vagas. O discurso se tornou genérico, sem densidade, esvaziando a força prática dos textos.

·       Problema da linguagem: termos como “fruto do Espírito” e “santificação” foram usados como slogans, sem definição aplicada. Palavras sem referente prático tornam-se signos vazios.

·       Exclusivismo: ao equiparar ecumenismo a “casamento mundano”, reforçou uma filosofia sectária do isolamento, contrária ao espírito de unidade cristã (Jo 17:21).

3. DIMENSÃO ESPIRITUAL E BÍBLICA

1 – ÉFESO

Fazer menção a amor evangelístico sem amor prático é contraditório. Vejamos o que nos ensina a palavra de Deus:

“Se não tiver amor, nada serei” (1Co 13:1).

Alexandre Gueiros fala em renovação do primeiro amor, exemplificando com a carta à igreja de Éfeso.

O que disse Alexandre Gueiros:

O primeiro amor, o amor do recém-convertido, aquele que teve aquela experiência maravilhosa da salvação. O que acontece com ele? Ele gosta de falar aquilo que está no seu coração. A boca fala do que está cheio o coração. Ele só quer falar de Jesus. Ele quer testemunhar de Jesus para os seus amigos, testemunhar de Jesus para os seus parentes. E é uma dificuldade para ele deixar de falar de Jesus. Ele não consegue se conter. Então a evangelização foi uma característica da igreja de Éfeso.”.

Entretanto, como pode um membro da ICM estar cheio desse primeiro amor para falar de Jesus ao mundo, quando o exemplo que ele tem na igreja é um discurso que não revela o amor de Jesus? Afinal, amar é discurso vazio? O amor não deveria ser observado nas ações da própria igreja?

O que podemos notar é que o amor referido na ICM é apenas um discurso, mas sem amparo em sua prática religiosa. Isso é contraditório!

Imagine alguém pregando sobre o amor para outra pessoa que faz uma consulta no google e encontra uma igreja que arrasta ex-membros a Tribunais?

Ademais, o exemplo de Éfeso, se fosse referência à igreja primitiva, deveria mostrar o amor ágape, que desenvolve a caridade de modo prático, alimentando pobres, necessitados, órfãos e viúvas, chegando ao ponto de redistribuir riquezas para suprir a necessidade daqueles que estavam em situação precária.

2 – ESMIRNA

ESMIRNA É RENUNCIAR AO MATERIAL

Alexandre Gueiros cita a oração de Jó por seus inimigos, mas a ICM faz o oposto ao processar ex-membros. Jesus ordenou amar inimigos (Mt 5:44).

Alexandre Gueiros fala da carta à igreja de Esmirna, como se fosse a igreja que sofreu grandes perseguições e amou mais a vida do que os bens materiais.

O que disse Alexandre Gueiros:

“Espírito Santo em seu meio que fazia essa igreja louvar em meio à tribulação, glorificar o Senhor em meio às perdas materiais. E essa igreja nos fala claramente a respeito da importância de nós nos negarmos hoje a nós mesmos, nós entendermos que os valores eternos valem muito mais do que os valores desta vida. Então vale a pena renunciar a bens desta vida, renunciar a ambições desta vida, quando elas nos impedem de desfrutar plenamente das bênçãos celestiais, das bênçãos espirituais que o Senhor tem para nós. E nós sabemos que essa igreja realmente reagiu no Espírito.”

Entretanto, não é esse o exemplo que a ICM dá aos membros. Ela quer que os membros sejam dizimistas, sem egoísmo, e que façam vaquinhas para ajudar os membros locais necessitados, mas ela não dá o exemplo.

Ao contrário, é uma igreja rica, que não presta contas do que faz com o dinheiro que arrecada, mantém fazendas, constrói usina fotovoltaica, cria escola que só ricos podem pagar e não possuem nenhum asilo para idosos, nenhum orfanato para crianças abandonadas e nenhuma clínica de recuperação para viciados.

Como, então, enaltecer essa característica de Esmirna como se isso fosse o certo quando ela mesmo não faz isso?

O EXEMPLO DE JÓ NÃO É SEGUIDO NA ICM

Inclusive, Alexandre cita o exemplo de Jó que passou por grande provação, mas se esqueceu que sua cura veio exatamente quando orou por seus amigos, que agiam como se fossem seus inimigos.

O que disse Alexandre Gueiros:

“o Senhor disse: vês o meu servo, Jó, levam-se? E a sua sorte mudou, ele começou a passar por períodos de grande luta, de grande sofrimento, mas ele perseverava em guardar a palavra do Senhor e o Senhor era glorificado naquilo. Ele, no sofrimento, estava intercedendo pelos seus amigos que não eram tão amigos assim, os irmãos se recordam, o Senhor em tudo isso estava sendo glorificado. A vontade do Senhor estava sendo feita na sua vida. Meus irmãos, é uma lição para todos nós hoje.”

Ora, se Jó é um exemplo e nos dá uma lição, por que a ICM não segue o exemplo de Jó e retira todos os processos judiciais movidos contra ex-membros e passa apenas a orar por eles?

3 – PERGAMO

Alexandre Gueiros volta a trazer a interpretação distorcida do ecumenismo como mundanismo. Ecumenismo é busca de unidade entre cristãos, não aliança com o pecado.

Alexandre diz, em outras palavras, que a igreja de Pérgamo representa a Igreja Católica que se casou com o Estado, associando-se ao mundo pervertido. Usando essa passagem, parece comparar a associação ao mundo com a associação a outras igrejas, sem especificar a que está se referindo exatamente. Ele diz:

“Hoje nós também temos, em várias partes, a tentação da união com o mundo sob a forma do ecumenismo, uma igreja mundana propondo um casamento conosco. Nós nunca aceitaremos isso.”

Isso parece ser aquela referência distorcida sobre o que seria ecumenismo, como se a união do corpo de Cristo, considerando todas as denominações, fosse uma união com o mundo e que a ICM jamais fará isso, mantendo seu isolamento e exclusivismo religioso. Se não é isso que ele quis dizer, deveria ser mais específico e dizer, afinal, quem se enquadra nesse conceito de igreja mundana a que ele se referiu?

4 – TIATIRA

Ao se referir à Tiatira, Alexandre Gueiros faz referência a uma igreja cheia de doutrinas heréticas que foi chamada ao arrependimento.

O que disse Alexandre Gueiros:

“Seguimos e vemos, amados irmãos, o período de Tiatira, em que surgem aqueles ventos de doutrinas heréticas, pressões do poder religioso, e a igreja está escrito: persevera em obras dignas de arrependimento. Continua produzindo o fruto do Espírito. Está registrado na carta: o amor, o serviço ao Senhor, que é uma característica do servo do Senhor, a fidelidade ao Senhor em face às pressões deste mundo, a perseverança na fé, na fidelidade àquilo que o Senhor nos orienta.”

¹⁹ Ora, as obras da carne são manifestas: imoralidade sexual, impureza e libertinagem; ²⁰ idolatria e feitiçaria; ódio, discórdia, ciúmes, ira, egoísmo, dissensões, facções ²¹ e inveja; embriaguez, orgias e coisas semelhantes. Eu os advirto, como antes já os adverti, que os que praticam essas coisas não herdarão o Reino de Deus.

²² Mas o fruto do Espírito é amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, ²³ mansidão e domínio próprio. Contra essas coisas não há lei.  (Gálatas 5:19-23)

O que disse João Batista aos religiosos do seu tempo?

⁷ Quando viu que muitos fariseus e saduceus vinham para onde ele estava batizando, disse-lhes: “Raça de víboras! Quem lhes deu a idéia de fugir da ira que se aproxima? ⁸ Dêem fruto que mostre o arrependimento! (Mateus 3:7,8)

Afinal, onde estão os frutos que mostrem arrependimento da Igreja Maranata? Por que nunca mostraram arrependimento em relação aos diversos processos judiciais que já transitaram em julgado com absolvição dos processados pela ICM? Alguém pediu perdão? Alguém ressarciu os prejuízos que a igreja causou a ex-membros? Alguém mostrou arrependimento fazendo cessar com essa litigância predatória?

E o fruto do Espírito Santo? Onde está?

Ao observar a omissão de Alexandre Gueiros, mantendo a litigância predatória sem se manifestar a esse respeito, questionamos: onde está o amor? Onde está a paz? Onde está a amabilidade? Onde está a bondade? Ingressar com recurso de apelação para majorar a condenação de uma senhora idosa e aposentada que se manifestou no facebook é demonstração de bondade ou de maldade?

Na prática, o que vemos nessas ações da Igreja Cristã Maranata são as obras da carne, uma vez que estão alimentando o ódio, a discórdia e as dissesões.

Ora, mais uma vez, Alexandre fala sobre um fruto do Espírito que ele não consegue mostrar com os exemplos da liderança da ICM que processa ex-membros e se nega a realizar ação fraternal e ação social. No mais, parece passar de largo, para não dar muitas explicações sobre esse “período da igreja”.

5 – SARDES

Alexandre Gueiros falou de santidade e santificação. Mas santidade é separação do pecado e pecado é contrariar a vontade expressa por Deus em sua santa palavra.

Logo, não vejo objetivamente o que significa se santificar quando a própria liderança não dá exemplos teóricos, práticos e muito menos exemplos, uma vez que não atendem a um mandamento de Jesus, que é amar o próximo e inclusive os inimigos. Qual foi a ordem de Jesus?

⁴⁴ Mas eu lhes digo: Amem os seus inimigos e orem por aqueles que os perseguem, (Mateus 5:44)

Ora, a ICM não demonstra esse amor ao próximo na medida que não tem nenhum projeto fraternal ou social para acolhimento de pessoas necessitadas, seja no âmbito da própria igreja ou no âmbito social.

A ICM orienta que eventuais ajudas aos membros devem ser realizadas com “vaquinhas” entre os membros, para que o dinheiro da tesouraria (valores recolhidos da própria comunidade) não seja destinado a esse fim, mas remetidos ao cofre central da igreja (Presbitério), após retirados apenas os valores comprovados com pagamento de contas de água, luz e material de limpeza. Ou seja, recolhem o dinheiro dos membros e se negam a ajudá-los quando precisam de socorro. Isso não parece demonstrar o amor ágape, nem mesmo parece atender ao exemplo da igreja primitiva que distribuía o que recolhia entre os necessitados.

De igual modo, a ICM não demonstra amor pelos ex-membros que são processados. Nem mesmo se fossem inimigos reais, o ato de processá-los judicialmente estaria em conformidade com a obediência a Cristo, que ordenou até mesmo o amor aos inimigos.

Logo, se não amam, estão afrontando mandamentos de Jesus. E se a definição de pecado for essa (contrariar a vontade de Deus), então a ICM é uma instituição pecadora e não está santificada, como apresenta em seu discurso teórico.

6 – FILADÉLFIA

Alexandre Gueiros confundiu amor fraternal (entre irmãos da fé) com evangelização mundial, alterando o sentido do texto bíblico.

Ao falar sobre a carta à igreja em Filadélfia, Alexandre parece confundir amor fraternal (entre irmãos) com amor ao perdido. Parece que foge do assunto para não explicar como a ICM quer ensinar sobre um amor fraternal que ela não prática.

O que disse Alexandre Gueiros:

“E a seguir vemos a carta à igreja de Filadélfia. Repetimos, philo, em grego, que é amor, delphos é irmão, amor aos irmãos, amor fraternal, podemos dizer. É a mesma coisa. E este amor caracteriza esse período também. Falamos do amor de Éfeso, que levou-os a evangelizar o mundo, a falar de Jesus. E esse amor parece que é renovado ou enfatizado nesse período de Filadélfia e, novamente, uma grande evangelização do mundo. A igreja de Éfeso evangelizou o mundo conhecido, que praticamente era o Império Romano e umas áreas ao redor. Mas em Filadélfia eles começam a enviar missionários para a Ásia, para a China, Japão, começam a enviar missionários para os países da África, para a América Latina também. Então, amados irmãos, a evangelização chega aos confins da terra. A porta foi aberta. Lembram-se? O Senhor dizendo que deixou uma porta aberta para Filadélfia?”

7 – LAODICEIA

Alexandre Gueiros omitiu que “Laodiceia” significa “direitos do povo”. Ironia: a ICM busca constantemente direitos em tribunais, em desacordo com 1Co 6:7 (“por que não sofrer antes a injustiça?”).

Sobre Laodiceia, Alexandre prefere ser suscinto e dizer que nesse período o amor de Filadélfia esfriou. Em nenhum momento Alexandre explica como o significado dessa palavra Laodiceia (direitos humanos) pode ser aplicado à própria ICM que vive buscando direitos nos Tribunais, mesmo contrariando o ensinamento de Paulo em sua primeira carta aos coríntios, capítulo 6, que diz que antes deveriam sofrer o prejuízo do que levar irmãos a tribunais.

4. COMENTÁRIO SOBRE MARCELO FERREIRA

Quantos fiéis que tombaram, mas TOMBARAM DE PÉ e foram recebidos na eternidade. É uma vitória é espiritual, é uma vitória de eternidade. Então isso é comum em todas as cartas, ela encerra com uma promessa.

Contradição: quem “tomba” não pode permanecer “de pé”. É uma expressão paradoxal.

·       Sua fala foi superficial, repetitiva e triunfalista, resumindo-se a chavões. Ao dizer que “quem venceu foi a palavra”, deslocou a ênfase de Cristo para uma abstração institucionalizada.

·       Ignorou a autocrítica necessária e reforçou o discurso de vitória sem enfrentar as incoerências práticas da instituição.


Conclusão

A EBD de 17/8/2025 revelou um discurso evasivo e contraditório, com grande distância entre ensino e prática. A ética cristã (amor, justiça, solidariedade) não encontra correspondência na vida institucional da ICM. Filosoficamente, o ensino se mostra vazio, sustentado em palavras sem referência real. Espiritualmente, a leitura bíblica foi seletiva, distorcendo conceitos centrais como amor fraternal, ecumenismo e santidade.

O resultado é uma escola bíblica que fala muito de vitória, mas ignora as exigências práticas do evangelho: amar, servir e perdoar.