MARANATA: ALEXANDRE GUEIROS CONTROLA TUDO!
O CONTROLE NAS MÃOS DE ALEXANDRE GUEIROS
Uma análise crítica da EBD da Igreja Cristã Maranata – 04/01/2026
Por Solon Pereira – Projeto Análise | Celeiros
Vídeo de referência: https://www.youtube.com/watch?v=x1XiXpRh0fM
A degravação integral consta ao final deste texto.
INTRODUÇÃO
A Escola Bíblica Dominical da Igreja Cristã Maranata (EBD) de 04 de janeiro de 2026 foi apresentada à membresia como um momento de aprofundamento espiritual, com o declarado propósito de “conhecer mais a Jesus” e “amar mais ao Senhor”.
Contudo, uma análise atenta e criteriosa do conteúdo efetivamente transmitido revela problemas sérios de natureza bíblica, teológica, ética e institucional, que não podem ser ignorados por quem leva a fé cristã a sério.
Este artigo não parte de impressões subjetivas, mas da degravação integral das mensagens, examinadas à luz da própria Escritura, da lógica interna do discurso e da coerência entre palavra e prática.
1. Padronização do discurso e controle doutrinário
Um primeiro aspecto que chama a atenção é a assimetria evidente na forma de apresentação entre os participantes da EBD.
Enquanto os pastores Marcelo Ferreira e Gilson Sousa apresentam falas rigidamente estruturadas, lidas com extrema precisão e alinhamento conceitual, Alexandre Gueiros é o único a falar com liberdade plena, improvisando, desenvolvendo ideias e conduzindo a narrativa teológica central.
Esse padrão não é irrelevante. Ele revela:
· centralização do controle doutrinário;
· preocupação em evitar desvios interpretativos das doutrinas exclusivas da ICM;
· redução da pluralidade de leitura bíblica;
· submissão do discurso dos pastores auxiliares a uma narrativa previamente estabelecida.
Embora a leitura de textos preparados não seja, por si, um problema, o que se evidencia aqui é um modelo hierárquico de revelação, no qual apenas um polo interpreta, desenvolve e “discerne”, enquanto os demais reproduzem conteúdos já validados.
Isso contrasta frontalmente com o modelo neotestamentário de ensino, no qual a Palavra é:
· examinada comunitariamente,
· submetida à prova,
· aberta à correção e ao discernimento coletivo.
O erro bíblico objetivo de Alexandre Gueiros e o duplo padrão na EBD
Alexandre Gueiros afirmou expressamente:
Então, a lei dizia: aquele que pecar morrerá.
Como se pode notar, ele disse que essa declaração é um preceito da Lei de Moisés.
Mas, essa afirmação é biblicamente incorreta.
A expressão “a alma que pecar, essa morrerá” não é um mandamento da Lei mosaica, mas uma declaração profética, registrada em Ezequiel 18:4, em um contexto totalmente distinto.
O objetivo do texto não é estabelecer uma pena legal automática, mas afirmar a responsabilidade individual diante de Deus, combatendo a crença popular de que os filhos seriam punidos pelos pecados de outrora de seus pais.
Esse erro não é secundário. Ele revela três problemas graves:
- Imprecisão bíblica objetiva, facilmente verificável por qualquer leitor atento das Escrituras.
- Autoridade doutrinária sem revisão, já que o líder máximo da instituição não submete suas interpretações ao exame público, ao contraditório ou à correção fraterna.
- Duplo padrão institucional, no qual pastores subordinados têm suas falas rigidamente controladas e alinhadas, enquanto o principal expositor comete erros básicos sem qualquer filtro ou correção.
A situação é ainda mais reveladora quando se observa que a própria EBD insiste no discurso de rigor doutrinário, fidelidade absoluta à Palavra e necessidade de “revelação correta”.
Contudo, quando o erro parte da liderança central, não há espaço para questionamento, exame comunitário ou retratação.
Biblicamente, esse modelo é incompatível com o ensino apostólico, que afirma que:
- todos devem ser examinados,
- toda palavra deve ser provada,
- e ninguém está acima da correção.
Quando uma liderança controla o que os outros dizem, mas não permite que suas próprias interpretações sejam avaliadas, o problema deixa de ser apenas teológico e passa a ser ético e espiritual.
2. Revelação “progressiva” como ferramenta de legitimação institucional
Um eixo central da EBD foi a ideia de que Deus teria revelado Jesus de forma progressiva, primeiro por símbolos e figuras no Antigo Testamento, culminando no tabernáculo, e que esse mesmo padrão continuaria a se repetir hoje na experiência da igreja.
À primeira vista, a linguagem parece bíblica. No entanto, o problema não está na noção histórica de progressividade da revelação, mas no uso que se faz dela.
Na prática, a EBD ensina que:
· a revelação não se completa objetivamente em Cristo, conforme testemunhado nos Evangelhos e nos escritos apostólicos;
· ela continua sendo mediada por interpretações simbólicas administradas pela instituição;
· conhecer Jesus plenamente depende do acesso a essas leituras específicas, permeadas por “revelações além da letra”, exclusivas da Igreja Maranata.
O resultado é um deslocamento perigoso:
Cristo deixa de ser conhecido prioritariamente por sua palavra, seus ensinos, sua vida e sua obra, e passa a ser “descoberto” por meio de chaves simbólicas controladas pela instituição.
Isso cria dependência espiritual e transforma a igreja em instância mediadora indispensável, algo que o próprio Novo Testamento rejeita ao afirmar que Cristo é a revelação final e suficiente de Deus.
3. Visões e espiritualização da oposição
Outro elemento recorrente na EBD é o uso de visões espirituais com forte carga simbólica, nas quais a igreja é retratada como um exército em marcha, protegido por Deus, enquanto opositores aparecem como forças laterais impotentes.
Marcelo Ferreira, relatou duas “visões” que Deus teria concedido à instituição Igreja Cristã Maranata. Vamos transcrever exatamente o conteúdo dessas “visões de Deus”:
“Uma primeira visão
Um exército grande a cavalo, em fileiras. Os da frente estavam impacientes para partir. A ordem era dada no primeiro dia deste ano. Pelejar pela igreja e as suas necessidades.
Um outro dom espiritual.
Na realização da obra do Senhor este ano, nós, servos, atravessávamos desfiladeiros. Havia um grupo armado de cada lado em oposição a nós, mas nós passávamos sem nos importar com estes dois grupos, que nenhum mal nos fazia, pois a mão do Senhor estava sobre nós.”
Esse tipo de linguagem produz efeitos claros:
· fortalece o sentimento de “nós contra eles”;
· transforma críticas legítimas em oposição espiritual;
· imuniza a instituição contra qualquer exame externo;
· reduz a possibilidade de arrependimento e correção.
Na prática, qualquer questionamento passa a ser interpretado não como alerta, exortação ou chamado à reflexão, mas como ataque de inimigos que “não podem impedir a obra”.
Esse mecanismo é incompatível com o ensino bíblico, que constantemente exorta o povo de Deus a:
· examinar a si mesmo,
· ouvir repreensões,
· corrigir rumos,
· distinguir entre zelo espiritual e soberba religiosa.
4. Simbolismos forçados e numerologia aplicada à identidade institucional
A EBD também faz uso intenso de numerologia e alegorias para sustentar a ideia de uma “igreja fiel”, distinta e superior às demais.
O episódio de Elim, com suas doze fontes e setenta palmeiras, é apresentado como:
· figura da igreja perfeita;
· conjunto completo de justos;
· local exclusivo de descanso espiritual.
Gilson Sousa disse o seguinte:
“Posteriormente, Israel chegou a Elim, onde ali encontrou 12 fontes e 70 palmeiras. A palmeira nos fala do justo. Aquele que florescerá com a palmeira está escrito num dos nossos Salmos, Salmo 92, e 70 é um múltiplo de 7 e que nos fala da perfeição. O número 7 nos fala da perfeição, ou seja, de um conjunto perfeito de justos. E esse conjunto perfeito de justos é exatamente a igreja fiel do Senhor Jesus. Eles descansaram ali em Elim. A igreja é exatamente o local de descanso, pois no corpo de Cristo nós encontramos ali o Senhor Jesus, que é aquele que é o descanso para as nossas almas. Portanto, ali em Elim, nos fala primeiramente da igreja do Senhor Jesus. Na igreja aprendemos a doutrina dos apóstolos, representada ali pelas doze fontes de água, a água do Espírito Santo. Elim foi o lugar de descanso e refrigério junto às setenta palmeiras, à sombra das setenta palmeiras.”
Essa leitura, porém, não se sustenta no próprio texto bíblico. O relato de Êxodo descreve provisão e refrigério no deserto, sem qualquer indicação de que aqueles números representem:
· perfeição moral,
· exclusividade espiritual,
· ou um grupo institucional específico no futuro.
Aqui ocorre um erro clássico: o texto deixa de revelar Deus e passa a ser usado para provar a identidade da instituição e sua doutrina exclusiva.
Essa forma de leitura — conhecida como eisegese — não apenas empobrece o texto bíblico, como sustenta um exclusivismo religioso incompatível com o evangelho, que afirma um só corpo, formado por todos os que pertencem a Cristo.
5. “Palavra revelada” e a substituição prática de Cristo
Disse Alexandre Gueiros:
“Amados irmãos, o pão vivo nós sabemos pela nossa experiência que é a palavra revelada.
É o próprio Jesus, a palavra que se fez carne.
E a ordem do Senhor era essa. Lá em Êxodo está escrito, essa é a palavra que o Senhor tem mandado. Comei dele, comamos, pois, do corpo de Cristo. Alimentemo-nos a cada dia do nosso pão, o pão nosso de cada dia. O nosso pão é o Senhor Jesus. O único pão que atende a necessidade de nossas almas. Por isso, o Senhor nos ensinou a orar pedindo este pão cotidiano. Então, podemos dizer que o nosso pão, o pão vivo, é a palavra revelada. É o Senhor Jesus que se revelou a nós e continua a se revelar a nós.”
No núcleo da mensagem de Alexandre Gueiros está a associação entre:
· o maná é o pão vivo,
· o pão vivo é Jesus (o verbo),
· o Verbo é a palavra,
· e a palavra passa a ser “palavra revelada”, exclusividade da ICM.
O encadeamento apresentado conduz a uma conclusão implícita, porém inequívoca:
Sem Jesus não há vida. Logo, sem a “palavra revelada” — tal como definida e ministrada pela ICM — não há vida espiritual plena.
Esse raciocínio cria uma substituição silenciosa, porém grave:
· a fé em Cristo e em sua palavra apostólica cede lugar à dependência de interpretações institucionais;
· o evangelho público e verificável é trocado por conteúdos simbólicos internos;
· a vida espiritual passa a depender do acesso contínuo às mensagens oficiais.
Na prática, a instituição assume o papel de dispensadora exclusiva do alimento espiritual, algo que o próprio Cristo nunca atribuiu a qualquer organização.
6. Simbolismos do Espírito Santo usados como selo de exclusividade
Disse Alexandre Gueiros:
“Moisés foi orientado a ferir a rocha. Pegou o cajado, feriu, bateu na rocha e foi então que saíram as águas vivas. E esse ferir a rocha, nós sabemos, nos fala da morte do Senhor Jesus. Ele foi ferido pelas nossas transgressões. Ele morreu pelas nossas iniquidades. Mas era preciso isso para quê? Para que saísse água da rocha.
João escreve que o Espírito Santo ainda não havia sido dado, porque Jesus ainda não havia sido crucificado.
Então, quando ele morreu, as águas do Espírito começaram a jorrar sobre a igreja e a igreja foi batizada com o Espírito Santo. Louvado seja o Senhor. Foi isso que ele disse no grande dia da festa dos tabernáculos: Quem tem sede, venha a mim e beba! E do seu interior fluirão rios de águas vivas. Graças a Deus. Amados irmãos, nós vemos então que no episódio da rocha foi profetizado que o Messias, o Senhor Jesus, repito, seria primeiramente ferido por nós, morreria por nós na cruz. E então, ele poderia enviar o Espírito Santo, o que ocorreu no dia de Pentecoste. Se ele não tivesse morrido na cruz, não poderia tornar-se aquele que nos batiza com o Espírito Santo.”
A EBD associa repetidamente:
· água,
· rocha,
· fogo,
· tabernáculo,
ao Espírito Santo, construindo uma narrativa que culmina na ideia de que a verdadeira ação do Espírito se manifesta plenamente apenas na chamada “igreja fiel”.
O problema não está no uso simbólico em si, mas na apropriação exclusiva desses símbolos. O Espírito Santo deixa de ser apresentado como dom soberano de Deus à Igreja de Cristo e passa a ser tratado como marca identitária de um grupo específico.
Essa lógica produz inevitavelmente:
· desprezo implícito por outras comunidades cristãs;
· relativização da fé sincera de milhões de crentes;
· e uma espiritualidade baseada em pertencimento institucional, não em comunhão com Cristo.
7. Contradição ética: discurso espiritual elevado, prática endurecida
Disse Alexandre Gueiros:
“No estudo do tabernáculo, nós vimos como esta vinculação entre a morte do Senhor e a bênção do Espírito Santo. Nós já vimos como no altar o fogo que ali ardia desceu do céu. O fogo que nos fala da vinda do Espírito Santo para queimar os nossos pecados, purificar as nossas vidas, aquecer os nossos corações.
E ele ardia continuamente sobre o Holocausto. Esse fogo nunca se apagava. E era… já falamos, mas repetimos, uma clara figura do Espírito Santo que seria enviado para queimar o pecado em nós, purificando-nos e aquecendo os nossos corações com o amor ao Senhor.”
Talvez o ponto mais grave não esteja na retórica, mas na dissonância entre discurso e prática.
Enquanto a EBD fala insistentemente de:
· amor,
· purificação,
· sensibilidade espiritual,
· ação do Espírito,
a prática institucional recente revela:
· negativa de auxílio a uma irmã em situação grave de saúde;
· indiferença diante do sofrimento concreto;
· perseguição judicial sistemática a ex-membros e críticos;
· uso do poder institucional para silenciar, e não reconciliar.
Essa contradição expõe o esvaziamento do próprio discurso espiritual: um fogo que não queima a injustiça, uma revelação que não produz misericórdia, uma espiritualidade que não se traduz em amor concreto.
Segundo o Novo Testamento, esse descompasso não é detalhe secundário — é critério de julgamento.
Conhecer Cristo, no NT, passa por:
- permanecer no ensino dele (Jo 8:31–32),
- aprender o seu “jugo” e o seu coração (Mt 11:28–30),
- praticar seus mandamentos (Jo 14:21),
- amar concretamente (Jo 13:34–35; 1Jo 3:16–18),
- examinar tudo e reter o bem (1Ts 5:21),
- imitar Cristo na humildade (Fp 2:5–11).
O “caso Fernanda” e a perseguição judicial a ex-membros é o teste de realidade. A teologia que fala muito de “amor” e produz pouco amor prático falha no critério joanino: “não amemos de palavra… mas por obras e em verdade” (1Jo 3:18).
Conclusão
A EBD da Igreja Cristã Maranata de 04/01/2026 não revela um movimento de retorno simples e humilde a Jesus. Pelo contrário, ela reforça:
· centralização de autoridade,
· controle doutrinário,
· exclusivismo religioso,
· uso instrumental da Bíblia,
· e uma espiritualidade desconectada da ética do evangelho.
Conhecer Jesus não exige acesso a códigos simbólicos secretos, nem submissão a uma instituição que se coloca como mediadora exclusiva da revelação. Exige ouvir sua palavra, seguir seus ensinamentos e praticar o amor que ele ordenou.
E é justamente nesse ponto — o amor vivido, concreto e verificável — que o discurso apresentado na EBD entra em colapso.
DEGRAVAÇÃO DAS MENSAGENS DESTA EBD
MARCELO FERREIRA
Nesta EBD, estudaremos como o Senhor preparou o povo de Israel para receber a lei e a revelação sobre a construção do tabernáculo.
Veremos como o Senhor Jesus foi profetizado por figuras e símbolos na viagem de Israel desde o Mar Vermelho até a chegada aos Sinai.
Verificaremos a unidade da palavra de Deus, o Velho Testamento preparando a revelação do Novo Testamento, ou seja, a lei preparando o caminho da graça, a justiça de Deus preparando o caminho para a misericórdia.
Jesus, em símbolos e figuras, preparando um povo para receber a plenitude da revelação de Jesus Cristo. Essa forma de agir do Senhor se harmoniza com o seu propósito de nos fazer conhecer progressivamente mais e mais o Senhor Jesus.
Ainda nesta manhã, nós gostaríamos de transmitir para as igrejas duas revelações que o Senhor deu para Este ano que já iniciamos.
Uma primeira visão
Um exército grande a cavalo, em fileiras. Os da frente estavam impacientes para partir. A ordem era dada no primeiro dia deste ano. Pelejar pela igreja e as suas necessidades.
Um outro dom espiritual.
Na realização da obra do Senhor este ano, nós, servos, atravessávamos desfiladeiros. Havia um grupo armado de cada lado em oposição a nós, mas nós passávamos sem nos importar com estes dois grupos, que nenhum mal nos fazia, pois a mão do Senhor estava sobre nós.
E agora nós gostaríamos de ler o texto da palavra para dar base ao estudo que teremos nesta manhã. A palavra em 1 Coríntios, capítulo 10. E vamos ler do versículo 1 ao versículo de número 4.
Ora, irmãos, não quero que ignoreis que nossos pais estiveram todos debaixo da nuvem e todos passaram pelo mar. E todos foram batizados em Moisés, na nuvem e no mar. E todos comeram do mesmo manjar espiritual e beberam todos de uma mesma bebida espiritual, porque bebiam da pedra espiritual que o seguia, e a pedra era Cristo.
Louvado seja o nome do Senhor.
Eu convido as igrejas a estar de pé neste momento para fazermos uma oração pelo estudo da palavra nesta manhã.
Senhor Deus, Escreve a Tua Palavra em nossos corações. E leva-nos nesta manhã pela Palavra revelada a conhecer mais Jesus. a amar mais o Senhor e que essa palavra em nossos corações crie em nós ardentemente o desejo de cada dia mais servir ao Senhor em nome de Jesus.
Vamos cantar juntos, quanto mais eu te conheço, mais eu quero te servir aleluia.
[LOUVOR]
GILSON SOUSA
Louvado seja o nome do Senhor!
Que maravilha é estar neste caminho que nos leva ao céu, louvado seja o nome do Senhor!
Meus irmãos, nós estamos agora a dar início aqui, começar agora a considerar as figuras do senhor jesus nesta jornada quando tudo começou no Mar Vermelho que representou ali a morte para o exército egípcio que perseguia os israelitas e ali o livramento que o Senhor concedeu para o povo de Israel.
Antes do mar, Israel era escravo de Faraó. E do outro lado do mar estava ali livre para fazer a vontade de Deus.
A cor vermelha do mar, vemos nela ali a figura do sangue de Jesus, ali onde Deus julgou o pecado e também o pecador.
O sangue de Jesus nos fala de morte e vida, morte para o pecador e para aquele que levou sobre si os nossos pecados, mas vida para o crente em Jesus, para aquele que aceita o Senhor Jesus pela fé e também o seu sacrifício na cruz do Calvário.
O sangue de Jesus é exatamente aquele que nos garante a libertação da nossa escravidão do pecado, para nós podermos agora servir ao Senhor.
O Mar Vermelho nos fala também do batismo nas águas. E para entendimento disso, entendermos melhor isso, precisamos relembrar o significado do batismo. Batismo significa morte para o mundo e para o pecado, a fim de viver para servir e adorar a Deus. Podemos ver isso claramente nos versos que foram lidos, especialmente em 1 Coríntios, capítulo 10, versículo 3, que nos afirma que o povo de Israel foi batizado no mar.
A seguir, Israel teve uma experiência com as águas de Mara.
Eram águas amargas que nos falam de um lado de experiências amargas pelas quais passamos no deserto deste mundo. Mas, por outro lado, sabemos que essas águas eram condutores de enfermidades e morte, mas um lenho seco foi lançado nessas águas e elas foram purificadas. Elas passaram agora a ser fonte de vida.
O Senhor Jesus, ele é exatamente esse lenho seco. Ele é aquele que transforma a morte em vida, porque foi ele próprio quem disse: quem crê em mim, Jesus disse, já passou da morte para a vida. Nós sabemos que nada no mundo satisfaz a sede da alma, a alma que anseia pela vida eterna. Tudo o que o mundo nos oferece só consegue satisfazer a sede da carne. E a satisfação da carne não produz vida, mas resulta em morte eterna. A carne só se satisfaz com as distrações, os prazeres desta vida, mas a nossa alma só se contenta com a vida eterna, a vida que só o Senhor Jesus pode nos dar, porque está escrito na Palavra do Senhor: a minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo.
E Jesus é o único que pode transformar a amargura da vida neste mundo na doçura da vida eterna com Jesus.
Posteriormente, Israel chegou a Elim, onde ali encontrou 12 fontes e 70 palmeiras.
A palmeira nos fala do justo. Aquele que florescerá com a palmeira está escrito num dos nossos Salmos, Salmo 92, e 70 é um múltiplo de 7 e que nos fala da perfeição.
O número 7 nos fala da perfeição, ou seja, de um conjunto perfeito de justos. E esse conjunto perfeito de justos é exatamente a igreja fiel do Senhor Jesus.
Eles descansaram ali em Elim. A igreja é exatamente o local de descanso, pois no corpo de Cristo nós encontramos ali o Senhor Jesus, que é aquele que é o descanso para as nossas almas.
Portanto, ali em Elim, nos fala primeiramente da igreja do Senhor Jesus. Na igreja aprendemos a doutrina dos apóstolos, representada ali pelas doze fontes de água, a água do Espírito Santo.
Elim foi o lugar de descanso e refrigério junto às setenta palmeiras, à sombra das setenta palmeiras.
Jesus, Jesus nos afirma que nele encontramos descanso para as nossas almas. O próprio salmista Davi, no Salmo 23, ele se refere ao Senhor Jesus como o Senhor que refrigera a nossa alma. Ele refresca o nosso ser, o ser que enfrenta o sol das lutas e provações deste mundo. Somente Jesus é capaz de refrescar as nossas almas.
Louvado seja o nome do Senhor.
Vamos cantar louvando ao nosso Deus. A minha alma tem sede de Ti.
ALEXANDRE GUEIROS
Saúdo todos os amados irmãos com a paz do Senhor Jesus.
Vamos prosseguir na caminhada ao longo do deserto. Logo após essa experiência em Elim, o povo sentiu a necessidade de pão. E o Senhor providenciou o maná que descia do céu com gotas de orvalho nas madrugadas, que está em Êxodos 16, 13.
O maná nos fala, sabemos a respeito do Senhor Jesus, como o pão da vida, o alimento de que nossas almas necessitam.
Podemos ler até a passagem que o Senhor Jesus fala sobre este assunto, em João, capítulo 6, versículo 31, que nos diz:
Nossos pais comeram o maná no deserto, como está escrito, deu-lhes a comer o pão do céu. Disse-lhes, pois, Jesus, na verdade, na verdade vos digo, Moisés não vos deu o pão do céu, mas meu Pai vos dá o verdadeiro pão do céu. Porque o pão de Deus é aquele que desce do céu e dá vida ao mundo. Disseram-lhe, pois, Senhor, dá-nos sempre desse pão. Jesus lhes disse, eu sou o pão da vida. Aquele que vem a mim não terá fome, e quem crê em mim nunca terá sede.
Amém.
Amados irmãos, o pão vivo nós sabemos pela nossa experiência que é a palavra revelada.
É o próprio Jesus, a palavra que se fez carne. E a ordem do Senhor era essa. Lá em Êxodo está escrito, essa é a palavra que o Senhor tem mandado. Comei dele, comamos, pois, do corpo de Cristo. Alimentemo-nos a cada dia do nosso pão, o pão nosso de cada dia. O nosso pão é o Senhor Jesus. O único pão que atende a necessidade de nossas almas. Por isso, o Senhor nos ensinou a orar pedindo este pão cotidiano.
Então, podemos dizer que o nosso pão, o pão vivo, é a palavra revelada.
É o Senhor Jesus que se revelou a nós e continua a se revelar a nós.
Mais adiante, o Senhor Jesus, nessa mesma passagem que acabamos de ler, lhe disse… Eu sou o pão da vida.
Aquele que vem a mim não terá fome e quem crê em mim nunca terá sede. Eu sou o pão que desceu do céu. Se alguém comer deste pão, viverá para sempre.
Muito bem.
Israel, então, continuou a sua jornada pelo deserto. E em Refidim, Israel sentiu sede. E o povo acusou Moisés de tentar matá-los de sede no deserto. Realmente, no deserto não há água suficiente para alimentar 3 milhões de pessoas, como eram os israelitas. E naquele momento eles duvidaram da presença do Senhor com eles e disseram, está o Senhor no meio de nós ou não? É um versículo.
O Senhor então orientou Moisés a ir a uma rocha com alguns anciãos e ferir a rocha. Foi a resposta imediata do Senhor. Está o Senhor em nosso meio? Olha aqui a rocha. A rocha eterna, que é o Senhor Jesus. A rocha que os seguiu ao longo da caminhada, como acabamos de ler em 1 Coríntios capítulo 10. A rocha, mas vão estar sempre conosco. Pudemos firmar nossa casa sobre a rocha. Em 1 Coríntios, como nós lemos, nós lemos que eles bebiam da rocha que era a pedra espiritual que os seguia. E a pedra era Cristo.
Moisés foi orientado a ferir a rocha. Pegou o cajado, feriu, bateu na rocha e foi então que saíram as águas vivas. E esse ferir a rocha, nós sabemos, nos fala da morte do Senhor Jesus. Ele foi ferido pelas nossas transgressões. Ele morreu pelas nossas iniquidades. Mas era preciso isso para quê? Para que saísse água da rocha.
João escreve que o Espírito Santo ainda não havia sido dado, porque Jesus ainda não havia sido crucificado. Então, quando ele morreu, as águas do Espírito começaram a jorrar sobre a igreja e a igreja foi batizada com o Espírito Santo.
Louvado seja o Senhor.
Foi isso que ele disse no grande dia da festa dos tabernáculos: Quem tem sede, venha a mim e beba! E do seu interior fluirão rios de águas vivas.
Graças a Deus.
Amados irmãos, nós vemos então que no episódio da rocha foi profetizado que o Messias, o Senhor Jesus, repito, seria primeiramente ferido por nós, morreria por nós na cruz. E então, ele poderia enviar o Espírito Santo, o que ocorreu no dia de Pentecoste.
Se ele não tivesse morrido na cruz, não poderia tornar-se aquele que nos batiza com o Espírito Santo.
No estudo do tabernáculo, nós vimos como esta vinculação entre a morte do Senhor e a bênção do Espírito Santo.
Nós já vimos como no altar o fogo que ali ardia desceu do céu. O fogo que nos fala da vinda do Espírito Santo para queimar os nossos pecados, purificar as nossas vidas, aquecer os nossos corações. E ele ardia continuamente sobre o Holocausto. Esse fogo nunca se apagava.
E era… já falamos, mas repetimos, uma clara figura do Espírito Santo que seria enviado para queimar o pecado em nós, purificando-nos e aquecendo os nossos corações com o amor ao Senhor.
Muito bem.
Mas estamos chegando à conclusão.
O povo de Israel necessitava de passar por todas essas experiências que mencionamos hoje. Experiências do Mar Vermelho, experiências de Mara, experiências com a sede e a rocha, com o Maná, a fome e o Maná que desceu do céu.
Para quê?
Para conhecer mais o poder de Deus, para entender que o Senhor estava com eles. E, como nós, eles entenderam que o Senhor estava suprindo todas as suas necessidades. Como nós, então, sabemos que hoje o Senhor Jesus está conosco. Ele é Emmanuel. E Ele está suprindo todas as nossas necessidades, que nós experimentamos no deserto desta vida e vai continuar a suprir as nossas necessidades e vai continuar a nos dirigir como bom pastor ao longo deste deserto até a nossa chegada na Terra Prometida.
E meus irmãos, nós vimos como o plano de Deus Israel precisava passar por todas essas experiências para estarem preparados para receber mais uma grande revelação que receberia na velha aliança.
A revelação da lei que falava claramente do caráter de Deus, da santidade de Deus, das exigências de um Deus santo, santo e santo e receberem também as revelações sobre a construção do tabernáculo que falava da solução para o problema da lei, porque a lei foi uma benção, porque nos conduziu até Cristo, ou seja, nos fez sentir a necessidade de um salvador, porque pela lei ninguém seria salvo. Era necessário o tabernáculo, que nos fala do Senhor Jesus presente no meio da sua igreja.
E no tabernáculo atendendo a todas as determinações do Senhor sobre o culto que deveria ser feito no tabernáculo, eles estariam experimentando, de acordo com cada necessidade que tinham, a graça de Deus, a misericórdia de Deus.
Então, a lei dizia: aquele que pecar morrerá.
Mas o tabernáculo já anunciava a benção, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna por meio de Cristo Jesus. Não é verdade?
Então, amados irmãos, antes de conhecerem a revelação sobre o tabernáculo, eles já começaram a receber revelações sobre o Messias nessas experiências que estudamos hoje, não é?
Não, Jesus é que vai ser o verdadeiro Maná.
Jesus é aquele que vai tornar as águas amargas da vida em águas de vida eterna, que nos transmitem vida.
Jesus então profetizado como a rocha também, da qual brotam as águas e através do qual nós receberíamos a bênção do batismo com o Espírito Santo.
Então, nós notamos que as revelações que o Senhor tinha para dar a Israel foram progressivas, foi pouco a pouco, através de experiências. Até que a máxima revelação foi no tabernáculo.
O mesmo acontece conosco. O nosso conhecimento do Senhor Jesus tem sido progressivo.
A cada dia conhecemos mais a respeito do Seu amor, da Sua salvação, da Sua graça, da Sua misericórdia, da Sua presença no meio da Sua igreja, do Seu poder para nos confortar, para nos exortar também quando necessitamos, para nos encorajar, para nos fortalecer.
E assim por diante, amados irmãos, em todas essas experiências no deserto, o Senhor preparou o povo para receber, podemos dizer, a plena revelação possível naquela época a respeito do Messias, a respeito de como seria o Senhor Jesus.
E assim, amados irmãos, nós percebemos hoje a bênção que nós temos, porque temos recebido o pão vivo que desce do céu.
A palavra revelada pelo Espírito Santo.
A palavra que nos fala do Senhor Jesus, que é a palavra que se fez carne.
E vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai. Não nos esqueçamos disso, né? Nós temos visto a glória de Deus.
Em todos esses estudos a respeito do Senhor Jesus, nós temos visto a glória de Deus na pessoa gloriosa do Senhor Jesus Cristo.
Amém?
Louvado seja o Senhor.
Vamos glorificar o Senhor com hino.