MARANATA: A IGREJA MISERÁVEL DE LAODICEIA

MARANATA: A IGREJA MISERÁVEL DE LAODICEIA

3 de agosto de 2025 Off Por Sólon Pereira

EBD/ICM 3/8/2025

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NOSSOS COMENTÁRIOS SOBRE A MENSAGEM DE ALEXANDRE GUEIROS, EM REDE MUNDIAL DE COMPUTADORES, NO CANAL DA IGREJA CRISTÃ MARANATA NO YOUTUBE!  https://www.youtube.com/watch?v=wZPRsmIERyA

Gilson Sousa

Vamos então passar a palavra ao pastor Alexandre Gueiros, Presidente da Igreja Cristã Maranata. 

00:00:00 Alexandre Gueiros

Eu preferia que o pastor Gilson tivesse dito: pastor Alexandre Gueiros, servo do Senhor Jesus.

Mas está correto, não é errado, mas da próxima, né? Amém.

Queridos irmãos que nos ouvem em suas igrejas, queridos visitantes também, estamos alegres por poder estar neste momento em comunhão com vocês.

A escola bíblica, como um dos irmãos dizia nesta manhã, por ocasião do nosso preparo, é uma expressão da unidade do corpo de Cristo. Somos um só corpo. Temos uma só doutrina, a doutrina dos apóstolos.

Graças a Deus por esta oportunidade que o Senhor nos dá de pertencermos a este corpo que está ouvindo aquilo que o Espírito Santo está dizendo às igrejas, ou à igreja neste período em que nós estamos vivendo.

Gostaríamos de fazer algumas observações complementares àquilo que já foi dito nas respostas que foram transmitidas sobre estas duas cartas.

Filadélfia, a igreja com a qual nós nos identificamos, ou podemos dizer, a qual nós pertencemos, e Laodiceia, a igreja que surge nestes últimos tempos, uma mentalidade religiosa que surge nestes últimos tempos.

E, como disse o pastor Gilson, que nós não identificamos dizendo: esta igreja é Filadélfia. Não, absolutamente não!

Se uma igreja diz, rico sou de nada, tenho falta. Não tenho falta da palavra revelada, não tenho falta da revelação do Espírito Santo, da direção do Espírito Santo, não tenho falta do poder do sangue de Jesus.

Então, ela mesma está se identificando com Laodiceia, não é verdade?

Nós percebemos isso, mas não acusamos ninguém, absolutamente.

Mas tudo que está escrito nestas cartas é para inspirar em nós o desejo de viver como Filadélfia viveu e permitir que o espírito de temor esteja operando em nossas vidas, para que nós não procedamos como a igreja identificada como Laodiceia.

Todos já sabem o significado da palavra Filadélfia, mas eu vou repetir para aqueles que se esqueceram.

Filo, palavra grega, quer dizer amor. Delfos, em grego, é irmão. Amor aos irmãos ou amor fraternal, como acharem melhor.

Por quê?

Nesta época em que o Senhor começa a operar em Filadélfia, e nós sabemos que Filadélfia vai… irá até o arrebatamento, é a igreja que vai ser arrebatada. Nesta época, o Senhor está preparando um povo para a partida. O Senhor está preparando o seu corpo, o corpo de Cristo, para deixar este mundo.

O Senhor não vem arrebatar crentes isolados. Peca aquele que se isola.

Mas o Senhor está unindo os servos do Senhor em um corpo. E nós sabemos, isso foi profetizado até por aquele sumo sacerdote na época em que o Senhor Jesus foi crucificado. Está dito lá na carta… No Evangelho segundo João, capítulo 11, versículo 52, que ele profetizou que o Senhor Jesus haveria de morrer não somente pelo povo, pela salvação do povo, mas para quê?

Lembram-se?

Para unir em um só corpo os filhos de Deus que estavam dispersos. E como é que nós somos unidos em um só corpo?

Quando nós estamos ouvindo aquilo que o Espírito Santo está dizendo às igrejas.

O Senhor Jesus disse, e ouvirão a minha voz e haverá um só rebanho, um só pastor. Essa é a unidade, um só, um corpo conduzido pelo bom pastor através do seu Espírito Santo. Não é verdade?

O Senhor Jesus disse a respeito do Espírito Santo, ele receberá do que é meu e vo-lo anunciará. Ele vos conduzirá toda a verdade.

Lembram-se?

Ele vos ensinará todas as coisas.

Então, amados irmãos, nesta última hora, sobretudo, sempre foi assim, mas temos esta ênfase nesta última hora, da necessidade de estarmos ouvindo aquilo que o Espírito Santo está dizendo.

Em Filadélfia, o Espírito Santo opera, sobretudo, como Espírito de conhecimento, de revelação, e isso é fundamental nesta última hora, amados irmãos.

Agora, vejam só, o Espírito Santo está unindo num só corpo, e para isso, o que ele faz?

Ele derrama em nossos corações o amor fraternal. Já pensaram nisso?

Então, está aqui. Amor fraternal. Filadélfia. Amor aos irmãos.

O que é que nos une verdadeiramente num só corpo? O amor de Deus.

Esse amor humano, essa simpatia. Eu gosto dele, ele é tão bom. Não, não tem nada a ver. É o amor de Deus que é derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado. Esse amor, que é um fruto do Espírito Santo, é o resultado de uma operação do Espírito Santo em nossos corações, é que nos une.

E como identificamos este verdadeiro amor? Você tem, meu irmão, este amor?

Está em dúvida? Então vamos lhe ajudar. Este amor resulta ou se manifesta claramente no cuidado pelos irmãos.

Quando nós oramos pelos irmãos, quando nós sofremos com os irmãos que sofrem, quando levamos as cargas dos nossos irmãos quando nos alegramos, quando os nossos irmãos se alegram, independentemente de simpatia.

Eu me lembro de uma jovem que tinha, era uma exceção, obviamente, que ela tinha uma sogra que não era muito simpática, não era muito agradável e a fazia sofrer muito. E uma vez um irmão, eu presenciei esse fato, perguntou a ela, você gosta da sua sogra? Ela respondeu, eu a amo em Cristo Jesus. Compreenderam a diferença entre gostar, simpatizar e amar com o amor de Deus que é derramado em nossos corações pelo Espírito Santo?

Amar é cuidar.

Chorar com aqueles que estão sofrendo. MEU IRMÃO ESTÁ DESEMPREGADO, eu sofro com ele. EU ESTOU ORANDO POR ELE, independentemente se Ele me é simpático ou não, isso não tem nada a ver.

O amor de Deus é algo muito superior a esses sentimentos humanos de simpatia.

Mas, irmãos, então, o Senhor, nesta última hora, está operando o amor fraternal. Para quê? Para unir em um só corpo os filhos de Deus que estavam dispersos.

Peca aquele que se isola. O que se isola não apenas peca, mas ele está morrendo espiritualmente, nós sabemos.

Às vezes nós encontramos irmãos que, por uma outra razão, estão isolados do corpo. Às vezes ainda estão orando, ainda buscam o Senhor. Mas é triste, porque estão experimentando, nós sabemos, um processo de morte espiritual. Estão perdendo vida, estão perdendo todos os benefícios que nós encontramos no corpo de Cristo. Não estão ouvindo a voz do Senhor, o Senhor não pode corrigi-los, o Senhor não pode encorajá-los, etc.

Todas as operações do Espírito Santo não estão se manifestando na sua vida.

Então, naturalmente, ele está nesse processo triste de perda de vida.

Mas há um aspecto interessante. É que enquanto o Espírito Santo está preparando o corpo, unindo com os irmãos neste vínculo da perfeição, que é o amor, está escrito: amor é o vínculo da perfeição, ou seja, é a cola que liga os membros uns aos outros.

O que é que está acontecendo? Aí em Laodiceia surge uma cópia, podemos dizer, falsa do corpo, que é o ecumenismo.

Já viram falar?

O ecumenismo diz, não, temos de unir todos os cristãos. Temos de unir aqueles que ouvem a voz do Espírito, com aqueles que não querem ouvir o que o Espírito Santo está falando.

Não, mas são todos cristãos.

É uma teoria louca, absurda.

E o que o Senhor disse com relação a esse tipo de união? Nós podemos dizer, podemos lembrar da parábola que corresponde à Laodiceia. Qual é a parábola? A parábola da rede que é lançada ao mar e pega peixes bons e maus.

Que bom, todos juntos na rede, ecumenismo, né?

Mas aí o que o senhor faz? Separa, coloca no cesto, no corpo, podemos dizer, né, os peixes bons e os outros são jogados fora. Isso.

Enquanto que o ecumenismo fala de unidade dos bons e maus, bons peixes e maus peixes, o Senhor nos fala de separação dos maus com relação aos bons.

Então, isso está exatamente de acordo com o que o Senhor Jesus fala. E isso aqui nós notamos uma operação do espírito de temor nesta última hora.

O que é que o Senhor diz? Porque és morno, não és frio nem quente. Não é só o peixe frio não, vamos dizer, o crente mal mesmo, mas aquele que não está muito bem, não é?

Não, não, mas eu creio no Senhor Jesus, eu amo Jesus. Só não quero ser fiel, não quero servir ao Senhor, não quero ter responsabilidade pelos meus irmãos, não quero cuidar dos meus irmãos, não quero ter o trabalho de estar orando pelos irmãos, não! Mas gosto da igreja. Especialmente da Igreja Maranata.

Eu vou lá e o Senhor me visita, me conforta, o Senhor me fala. O mês passado eu estava desempregado, cheguei lá, o senhor disse que ia me dar um emprego e eu recebi. Isso é que é uma igreja boa, mas não quero muito compromisso não, sou uma pessoa ocupada, tenho que cuidar da minha vida. Eu quero Jesus, é para esta vida.

O que o senhor diz? És a mais miserável das criaturas? Miserável, pobre, viu?

Por quê?

Aquele que crê em tudo que nós cremos. Crê em palavra revelada, crê em tudo. Só que não quer amar os irmãos de uma forma concreta, né? Não tem o amor de Deus derramado em seu coração pelos irmãos.

Ou rejeita. O Espírito Santo está tentando operar. Esse que toma a porta e bate. Esse toma a porta e bate. Ele mantém a porta fechada. O que o Senhor diz com relação a esse que é morno? Vomitar-te-ei da minha boca. Quem é que vomita? O corpo.

Então o corpo espele aquele peixe, podemos dizer, o peixe mal. Está fazendo mal.

Então, isso é uma palavra para cada um de nós.

Examine-se, pois, o homem a si mesmo, como diz a palavra de Deus.

Quando nós ouvimos um ensino desse tipo. Dizem: ó, eles são Laodiceia, nós somos Filadélfia.

Não, eu realmente faço parte de Filadélfia?

Eu estou em plena comunhão com o Senhor, em comunhão com a igreja do Senhor?

Eu estou servindo os irmãos, amando de fato os irmãos?

Eu faço parte realmente do corpo de Cristo?

Eu estou ligado ao corpo de Cristo?

É uma palavra para nós. Temor, né?

O Senhor está à porta. Se eu não estou, o Senhor está batendo à porta. O Senhor usa a sua Palavra para nos despertar. Essa é a vontade do Senhor.

Mas eu gostaria que o pastor Marcelo fizesse algumas observações, não somente sobre o que eu estou dizendo exatamente, mas sobre esse tema de Laodiceia, Filadélfia. Fique à vontade, pastor.

00:15:16 Marcelo Ferreira

Paz do Senhor a todos.

A carta de Filadélfia aponta para uma igreja muito voltada para os bens materiais, materialista, rica sou.

E aí tem um ponto interessante, é porque foi nesse período profético, de Laodiceia, que vai surgir a teologia da prosperidade. Essa teologia vai surgir na década de 40 nos Estados Unidos, mas na década de 60 e 70 é que vai ter uma grande divulgação e muitos grupos até adotando esse entendimento teológico.

E na carta nós vamos encontrar algumas expressões que define muito bem a teologia da prosperidade.

Por exemplo, ela diz assim, de nada tenho falta.

Ou seja, num sentido de que o servo do Senhor não tem provas, não tem aflições, não tem necessidades.

Ou seja, se o seu pai é rico, você também deve ser rico, ao ponto de se… ensinar que se você não é rico não está prosperando é porque tem uma dificuldade da sua vida. Então essa é essa linha de entendimento de um evangelho da prosperidade.

Outra expressão da carta que resume bem esse entendimento teológico é RICA SOU, ou seja, quer demonstrar riqueza para atrair, para atingir aqueles que têm esse interesse.

Agora vejam como é que a palavra Como é que na carta o Senhor Jesus vai qualificar ESSA IGREJA COMO MISERÁVEL?

Por que que é miserável? Porque se esperamos em Cristo só pra essa vida, nós somos os mais miseráveis dos homens.

Então essa igreja tem como sua maior riqueza os bens materiais, quando não é. A maior riqueza da igreja é a palavra revelada, é o batismo com o Espírito Santo, é a presença do Senhor, é a esperança da eternidade.

E uma última observação, pastor Alexandre, que alguns irmãos da semana fizeram essa pergunta.

Muitos estão tendo a questão de pobre e miserável como sinônimos, e não são. Qual é a diferença aqui?

O pobre é aquele que tem só pra si. Então ele tem uma pequena renda, ele tem, às vezes, um ofício simples. Ele sobrevive, ele consegue sobreviver porque ele tem o pouco pra ele. Ele não tem como dar nada a ninguém, não tem como ajudar ninguém.

O miserável é diferente, porque o miserável não tem nem pra ele mesmo. Ele tem que viver de esmolas. O miserável não tem uma pequena renda, não tem nenhuma casa. O miserável é o que vive na rua.

Então essa é a diferença entre esses dois crentes. O que é o crente pobre? Ele tem alguma coisa? Pouco? Um pouquinho de conhecimento da palavra, um pouquinho de doutrina, uma oração respondida, mas ele ainda não tem pra dar.

Agora o crente miserável da igreja de Laodiceia, aquele que não tem nem pra ele, ele tem o rótulo de evangélico, ele tem o rótulo de cristão, mas ele não tem nada, ele não tem uma experiência, ele não tem um conhecimento bíblico, esse é miserável.

Mas ambos aqui ao conselho que já foi falado de como se enriquecer com a presença do Senhor. Pastor Gil, Pastor Alexandre, Pastor Marcelo.

00:18:59 Alexandre Gueiros

E com relação ao que o pastor Marcelo falava a respeito do rico sou, lembrei-me do que o senhor falou, à igreja de Esmirna. Os irmãos se lembram? Que perderam tudo por amor ao senhor, seus bens eram confiscados, perderam até a vida nas arenas e fogueiras.

E o que o senhor fala para essa igreja? O Senhor diz, eu sei que és pobre. Não, eu sei a tua pobreza. Mas tu és rico. Rico da graça de Deus. Rica do amor de Deus. Rico da presença de Deus em seu meio, não é verdade?

E é essa riqueza que nos interessa. Podemos ser materialmente pobres, mas o que mais queremos é a riqueza espiritual. É O OURO REFINADO NO FOGO.

Aconselho-te que de mim compres ouro refinado no fogo para que enriqueças.

É a operação do Espírito Santo. Ouro fala do poder do Espírito Santo. PODER PARA SANTIFICAR, poder para abrir o nosso entendimento da Palavra de Deus, não é verdade?

Toda a operação do Espírito Santo.

O fogo, especialmente o fogo que ilumina, o fogo que nos faz enxergar o caminho.

O fogo que faz com que a Palavra de Deus seja verdadeiramente lâmpada para os nossos pés e luz para o nosso caminho.

PARA ISSO PRECISAMOS DO FOGO DO ESPÍRITO SANTO.

Se não, a Palavra de Deus é só um conjunto de ensinamentos nos quais nós cremos, mas não andamos no caminho apontado pela Palavra. A Palavra não é lâmpada para os nossos pés. Não seria. Seria muito triste se estivéssemos nessa situação. Mas graças a Deus que temos recebido do Senhor ouro provado no fogo, não é?

POR ISSO É QUE NESTA ÚLTIMA HORA O BATISMO COM O ESPÍRITO SANTO É TAMBÉM COM FOGO, NÃO É?

Não é o Espírito Santo somente para nos dar poder.

Há pessoas que querem o poder do Espírito Santo para serem usadas em sinais, maravilhas, curas.

Quero o poder de Deus para curar.

Não, o servo do Senhor quer, em primeiro lugar, o poder de Deus para viver uma vida santa. Uma vida de obediência ao Senhor. Uma vida na qual o fruto do Espírito Santo está se manifestando.

Uma vida na qual realmente a carne está morta. Ou melhor, o velho homem está morto, não é isso? E a nossa carne está lá sob controle, impedida de se manifestar.

Cada dia nós precisamos do poder do Espírito Santo para isso, para viver uma vida boa, santa e agradável ao nosso Senhor.

Por quê?

Porque nós o amamos. Queremos agradá-lo em todas as coisas. Amém? A paz do Senhor, irmãos.

ICM pós-Gedelti: Alexandre Gueiros repete exclusivismo e hipocrisia na EBD de 3/8/2025

Introdução:
A Escola Bíblica Dominical (EBD) da Igreja Cristã Maranata, realizada em 3 de agosto de 2025 e presidida por Alexandre Gueiros, reafirmou o modelo doutrinário sectário que marcou as últimas décadas da instituição. Sob o discurso de “unidade e amor fraternal”, a liderança central mantém a retórica de exclusividade espiritual, manipula textos bíblicos para sustentar doutrinas próprias e desconsidera princípios básicos do evangelho de Cristo, como o amor prático ao próximo.


1. Falsa humildade e contradição prática

Alexandre Gueiros inicia sua fala dizendo que gostaria de ser apresentado como “servo do Senhor Jesus”, o que soa como expressão de humildade.

Eu preferia que o pastor Gilson tivesse dito: pastor Alexandre Gueiros, servo do Senhor Jesus.

Alexandre demonstrou o que soa como humildade performática, ao dizer que gostaria de ser apresentado como “servo do Senhor Jesus”.
Entretanto:

·       Mantém mais de 100 processos judiciais contra ex-membros, contrariando os mandamentos de Jesus sobre amar inimigos (Mt 5:44) e perdoar (Mt 18:21-22);

·       Continua insinuando que o corpo de Cristo se restringe à ICM, excluindo outros cristãos e os que optam por não se institucionalizar.

O contraste entre discurso e prática evidencia hipocrisia ética e moral.


2. Exclusivismo na doutrina do corpo de Cristo

Disse Alexandre Gueiros:

Filadélfia, a igreja com a qual nós nos identificamos, ou podemos dizer, a qual nós pertencemos, e Laodiceia, a igreja que surge nestes últimos tempos, uma mentalidade religiosa que surge nestes últimos tempos.

E, como disse o pastor Gilson, que nós não identificamos dizendo: esta igreja é Filadélfia. Não, absolutamente não!

Se uma igreja diz, rico sou de nada, tenho falta. Não tenho falta da palavra revelada, não tenho falta da revelação do Espírito Santo, da direção do Espírito Santo, não tenho falta do poder do sangue de Jesus.

Então, ela mesma está se identificando com Laodiceia, não é verdade?

Nós percebemos isso, mas não acusamos ninguém, absolutamente.

Alexandre reafirmou duas doutrinas centrais da ICM:

1.     Palavra revelada (supostamente superior à letra da Bíblia);

2.     Clamor pelo sangue de Jesus, como requisito para que Deus ouça uma oração.

Segundo ele, quem rejeita essas práticas é identificado com Laodiceia (igreja reprovada), enquanto os fiéis à ICM são Filadélfia (igreja arrebatada).

Essa salvação institucionalizada:

·       Anula o caráter universal da Igreja, formada por todos os que creem em Cristo (Jo 1:12; Ef 4:4-6);

·       Serve à doutrinação sectária, criando dependência emocional e institucional.


3. Retórica contraditória e preterição

Alexandre repete a estratégia de Gedelti Gueiros:

·       Acusa implicitamente os de fora (Laodiceia, mornos, miseráveis espirituais);

·       Em seguida, declara:

Nós percebemos isso, mas não acusamos ninguém, absolutamente..

Essa contradição retórica, conhecida como preterição, transfere a culpa ao ouvinte enquanto isenta o orador de responsabilidade.


4. Ataque aos “isolados” e distorção do ecumenismo

A EBD reforçou que “peca aquele que se isola”, sugerindo que ex-membros e cristãos não institucionalizados estão em morte espiritual.

O Senhor não vem arrebatar crentes isolados. Peca aquele que se isola.

(…)

No Evangelho segundo João, capítulo 11, versículo 52, que ele profetizou que o Senhor Jesus haveria de morrer não somente pelo povo, pela salvação do povo, mas para quê? Lembram-se?

Para unir em um só corpo os filhos de Deus que estavam dispersos. E como é que nós somos unidos em um só corpo?

Quando nós estamos ouvindo aquilo que o Espírito Santo está dizendo às igrejas.

O Senhor Jesus disse, e ouvirão a minha voz e haverá um só rebanho, um só pastor. Essa é a unidade, um só, um corpo conduzido pelo bom pastor através do seu Espírito Santo. Não é verdade?

Uma observação. Apesar de ser comum ouvirmos essa expressão: “peca quem se isola”, não se trata de uma citação literal de algum texto bíblico. A origem é:

·     ARA (Almeida Revista e Atualizada):

“O solitário busca o seu próprio interesse e insurge-se contra a verdadeira sabedoria.”

·     NVI (Nova Versão Internacional):

“Quem se isola busca interesses egoístas e se rebela contra a sensatez.”

Problemas evidentes:

·       Alexandre confunde unidade com submissão à ICM, ignorando que o corpo de Cristo inclui todos os que creem em Jesus;

·       Apresenta ecumenismo de forma distorcida, como mistura de santos e ímpios, quando na verdade o movimento ecumênico visa diálogo e cooperação cristã.

A frase “haverá um só rebanho e um só pastor” vem de João 10:16, e seu contexto é frequentemente distorcido em discursos sectários como o da ICM.

Contexto bíblico original

O texto completo de João 10:16 (ARA) diz:

“Ainda tenho outras ovelhas, não deste aprisco; a mim me convém conduzi-las; elas ouvirão a minha voz; então haverá um rebanho e um pastor.”

  1. “Deste aprisco” refere-se ao povo judeu, para quem Jesus falava no contexto imediato;
  2. “Outras ovelhas” são os gentios (não judeus) que creriam em Cristo;
  3. O um só rebanho representa a unidade do povo de Deus em Cristo, formado por judeus e gentios, conforme também confirmado em Efésios 2:11-22.

Portanto:

  • O texto não se refere à unidade de membros de uma denominação específica;
  • Não autoriza interpretar que “um só rebanho” é a ICM ou qualquer instituição religiosa;
  • Aponta para a universalidade da Igreja de Cristo, onde todos que creem em Jesus fazem parte do mesmo rebanho, independentemente de CNPJ ou tradição denominacional.

Quando Alexandre Gueiros aplica esse texto para reforçar o exclusivismo institucional, ele descontextualiza a passagem e altera o sentido original para sustentar a ideia de que fora da ICM não há corpo de Cristo visível.

O resultado é um discurso de medo e isolamento, típico de sistemas sectários.


5. Amor fraternal incoerente

Disse Alexandre Gueiros:

Amar é cuidar.

Chorar com aqueles que estão sofrendo. MEU IRMÃO ESTÁ DESEMPREGADO, eu sofro com ele. EU ESTOU ORANDO POR ELE, independentemente se Ele me é simpático ou não, isso não tem nada a ver.

O que o senhor diz? És a mais miserável das criaturas? Miserável, pobre, viu?

Por quê?

Aquele que crê em tudo que nós cremos. Crê em palavra revelada, crê em tudo. Só que não quer amar os irmãos de uma forma concreta, né? Não tem o amor de Deus derramado em seu coração pelos irmãos.

Alexandre disse: “Amar é cuidar”, mas na prática:

·       A ICM não possui programas sociais significativos (orfanatos, asilos, clínicas de recuperação);

·       Centraliza dízimos no Presbitério, impedindo ajuda local aos necessitados;

·       Reduz o cuidado cristão a orações e palavras de consolo, contrariando Tiago 2:15-16.

O discurso de amor fraternal se torna retórico e vazio, enquanto a liderança transfere para o indivíduo a responsabilidade que deveria compartilhar.


6. Avaliação teológica do ensino sobre ecumenismo

·       Alexandre apresenta o ecumenismo como engano que mistura santos e ímpios;

·       Aplica parábolas e cartas do Apocalipse fora do contexto bíblico;

·       Desconsidera que o movimento ecumênico cristão busca cooperação missionária e social entre igrejas, e não fusão doutrinária com religiões pagãs.

Do ponto de vista ético e filosófico, trata-se de doutrinação pelo medo, criando uma bolha sectária onde qualquer aproximação com outros cristãos é tratada como apostasia.

7. Hipocrisia ao criticar os neopentecostais

Marcelo Ferreira atacou a teologia da prosperidade, acusando-a de materialismo.

Então essa é a diferença entre esses dois crentes. O que é o crente pobre? Ele tem alguma coisa? Pouco? Um pouquinho de conhecimento da palavra, um pouquinho de doutrina, uma oração respondida, mas ele ainda não tem pra dar.

Agora o crente miserável da igreja de Laodiceia, aquele que não tem nem pra ele, ele tem o rótulo de evangélico, ele tem o rótulo de cristão, mas ele não tem nada, ele não tem uma experiência, ele não tem um conhecimento bíblico, esse é miserável.

Entretanto, além de heresias e distorções bíblicas, o que tem a ICM e seus líderes a oferecer?

·       A ICM acumula patrimônio sem investir em assistência social;

·       Chama outros cristãos de miseráveis espirituais, reforçando superioridade fictícia;

·       Transforma doutrinas exclusivas em capital religioso, reproduzindo o mesmo materialismo que critica.


8. Manipulação do texto bíblico sobre fogo e ouro refinado

Disse Alexandre Gueiros:

E é essa riqueza que nos interessa. Podemos ser materialmente pobres, mas o que mais queremos é a riqueza espiritual. É O OURO REFINADO NO FOGO.

Aconselho-te que de mim compres ouro refinado no fogo para que enriqueças.

É a operação do Espírito Santo. Ouro fala do poder do Espírito Santo. PODER PARA SANTIFICAR, poder para abrir o nosso entendimento da Palavra de Deus, não é verdade? Toda a operação do Espírito Santo.

O fogo, especialmente o fogo que ilumina, o fogo que nos faz enxergar o caminho.

O fogo que faz com que a Palavra de Deus seja verdadeiramente lâmpada para os nossos pés e luz para o nosso caminho.

PARA ISSO PRECISAMOS DO FOGO DO ESPÍRITO SANTO.

Se não, a Palavra de Deus é só um conjunto de ensinamentos nos quais nós cremos, mas não andamos no caminho apontado pela Palavra. A Palavra não é lâmpada para os nossos pés. Não seria. Seria muito triste se estivéssemos nessa situação. Mas graças a Deus que temos recebido do Senhor ouro provado no fogo, não é?

POR ISSO É QUE NESTA ÚLTIMA HORA O BATISMO COM O ESPÍRITO SANTO É TAMBÉM COM FOGO, NÃO É?

Não é o Espírito Santo somente para nos dar poder.

Alexandre associou o ouro refinado no fogo (Ap 3:18) ao batismo com o Espírito Santo e com fogo, ensinamento típico da ICM.

Porém:

·       A interpretação bíblica tradicional entende “ouro refinado” como fé purificada pelas provações (1Pe 1:6-7), não batismo;

·       A distorção hermenêutica serve para reforçar doutrinas próprias e controlar a narrativa espiritual.


Conclusão

A EBD de 3/8/2025 repetiu os padrões históricos da ICM:

1.     Exclusivismo sectário – só a ICM seria Filadélfia;

2.     Hipocrisia ética – fala de amor, mas não pratica solidariedade;

3.     Doutrinação pelo medo – isola membros de outros cristãos;

4.     Manipulação bíblica – adapta textos para sustentar doutrinas exclusivas;

5.     Retórica contraditória – acusa e depois nega acusação.

Trata-se de continuidade do projeto iniciado por Gedelti Gueiros, onde a retórica de piedade encobre práticas de exclusão, controle e negligência social.