MARANATA: A CULPA É SUA (SEGUNDO DINIZ) E JESUS É GOLEIRO (SEGUNDO MARCELO)
EBD/ICM 23/11/2025
Análise crítica da EBD/ICM de 23/11/2025 – https://www.youtube.com/watch?v=vMm4ALXa7ZE
Introdução
A Escola Bíblica Dominical da Igreja Cristã Maranata (ICM) do dia 23 de novembro de 2025 retomou uma prática antiga e recorrente na instituição: transformar elementos do Antigo Testamento em alegorias místicas, utilizadas como instrumentos para reforçar exclusivismo religioso, dependência institucional e validação da própria estrutura hierárquica.
A pauta deste domingo foi o Tabernáculo, apresentado como se cada detalhe — a porta, as colunas, as cortinas, as cores, o linho — contivesse mistérios espirituais revelados exclusivamente à Maranata.
Nesta análise, examinamos o conteúdo apresentado pelos pastores Marcelo Ferreira, Diniz Cypreste e Alexandre Gueiros, avaliando-o à luz das Escrituras, da teologia cristã histórica, da ética e da filosofia moral.
Também contextualizamos o que é dito com a prática institucional da ICM, especialmente no que diz respeito à falta de transparência, ao discurso de ódio contra ex-membros, à judicialização de conflitos e ao afastamento prático dos mandamentos de Jesus.
1. O Ensino de Marcelo Ferreira: Alegorias sem Base Bíblica
Logo na primeira parte, Marcelo Ferreira recorre a um velho método de ensino característico da ICM: a interpretação alegórica arbitrária, desconectada do texto bíblico e utilizada como recurso para sustentar discursos institucionais.
Quem acompanha a trajetória do pastor recorda vários episódios similares — a visão de “Jesus goleiro”, o serafim batendo asas sobre a cabeça de Gedelti, e a porta de Sansão como símbolo de Cristo. A EBD de hoje apenas reforça esse padrão.
1.1 “O tabernáculo fala de Jesus e da igreja” – Uma correlação equivocada
A Escritura realmente afirma que o tabernáculo aponta para Cristo, conforme o livro de Hebreus (caps. 8–10). Trata-se de uma tipologia cristocêntrica legítima.
Porém, Marcelo amplia essa tipologia e conclui que:
“Se o tabernáculo aponta para Jesus, e Jesus é o corpo que é a igreja, então o tabernáculo fala da igreja.”
Essa lógica é falha por três razões:
(1) Mistura categorias distintas
O tabernáculo representa Cristo, não uma denominação moderna criada em 1968.
(2) Generaliza indevidamente
Da afirmação “Cristo é a porta” Marcelo deriva “a ICM é a porta”.
(3) Hebreus nunca aplica o tabernáculo à igreja institucional
A igreja é o corpo espiritual universal — não uma instituição específica.
Essa apropriação simbólica confunde o que é de Cristo com o que é da instituição, deslocando o foco do Evangelho para a Maranata.
1.2 A porta do tabernáculo era “leve”? Não.
Disse Marcelo Ferreira:
Então, você entrar, passar por uma porta de cortina, você não precisa fazer força. Você não precisa ser forte. Você não precisa fazer esforço. Um cortinado – você põe a mão, abriu.
Marcelo também ensina que a cortina da entrada era “leve e fácil de empurrar, bastava pôr a mão”. Isso é historicamente falso.
A entrada do tabernáculo, segundo Êxodo, era:
- feita de linho fino torcido,
- bordada com azul, púrpura e carmesim,
- sustentada por colunas com bases de bronze.
O linho fino torcido era espesso e pesado, não uma cortina doméstica leve.
Sua alegoria – “não precisa fazer força para entrar na salvação” – não nasce do texto, mas de sua própria imaginação.
1.3 As cores representam Cristo? Não segundo a Bíblia.
Marcelo atribui significados místicos às cores:
- Azul = divindade
- Púrpura = realeza
- Carmesim = sangue
- Linho = santidade
Nenhuma dessas associações está na Bíblia.
São interpretações posteriores, sem autoridade exegética.
O problema não é alegorizar — é alegorizar para sustentar o exclusivismo da instituição.
2. O Ensino de Diniz Cypreste: Exclusivismo, Controle e Ocultação
Inicialmente, é bom lembrar uma manifestação emblemática de Diniz Cypreste, que, após o escândalo de corrupção denunciado pelo Ministério Público 2012/2013, ele atribuiu à igreja a culpa pelos crimes investigados na cúpula da ICM.
Em um vídeo gravado no Maanaim de Domingos Martins, Diniz Cypreste disse o seguinte:
“Eu me lembro de uma carta que foi dirigida a nós.
E essa carta foi escrita quando o atual presidente do Presbitério assumiu a presidência.
E eu me lembro muito bem, essa carta foi lida em todas as nossas igrejas. Quem aqui se lembra, por favor. Quem se lembra dessa carta? Hein? A carta, quando o Presidente assumiu o Presbitério, mando para todas as igrejas. Foi lida em todas as igrejas da Obra.
E ele dizia uma coisa:
‘eu nunca quis, eu nunca quis essa função, eu nunca busquei essa função, mas o Senhor revelou que eu assumisse.’
E ele pedia oração:
‘eu quero que as igrejas orem por mim’.
Eu pergunto aos irmãos: quanto nós oramos? A maioria nem se lembra, né, da carta. Já devia tá lá. Não sei quantos anos fazem isso.
Mas, a maioria nem sabe que isso foi pedido. E muitos nem oraram, nem clamaram.
Tem um grupo de pastores hoje que faz parte de um Conselho Presbiteral. Quem somos nós? Importantes? Homens extraordinários? Estamos lá pela nossa cultura, pela nossa sabedoria, pela inteligência, pela capacidade? O povo está esperando o quê? As decisões do Conselho, porque são pessoas notáveis, pessoas importantes?
Irmãos, nós vivemos disso aqui, ó, nós temos que aprender isso.
E quando alguém falha… e o homem falha, o homem falha… Quando alguém falha, nós somos um corpo… o pecado é seu também.
Será que a falha não veio porque nós oramos pouco?
Será que falha não veio pelo jejum que você não fez?
Pela lágrima que você não chorou?
Como disse alguém: na hora da vitória, a vitória é nossa… Na hora da dificuldade, foi eles que erraram.”
Observem que Diniz Cypreste está demonstrando domínio sobre narrativas que transferem responsabilidade para os membros e blindam a liderança.
A EBD de hoje reforça isso com intensidade.
2.1 “Mistérios não são para os de fora” – Exclusivismo sectário
Disse Diniz Cypreste:
Quando você entra pela porta, aí você começa a entender de outra forma o que é a salvação. Você começa a ter conhecimento dos mistérios de Deus, que não é pra quem está fora, mas é pra quem aceitou o convite e passou pela porta.
Ou seja, Diniz declara:
“Quem entra pela porta entende os mistérios. Quem está fora não entende.”
Esse tipo de afirmação é característico de seitas fechadas:
- cria distinção entre iluminados (ICM) e cegos (resto do cristianismo);
- reforça dependência da instituição para a salvação;
- sugere que Deus revela mistérios somente à Maranata.
Biblicamente:
- o mistério é Cristo, não uma denominação (Colossenses 1.27);
- o Espírito fala à Igreja universal, não a um grupo isolado.
2.2 “Jesus é o padrão” – mas a ICM não vive o padrão
Disse Diniz Cypreste:
Então essa santificação, ela estava presente ali, simbolizada pelas cortinas que falam do Senhor Jesus, mas Jesus é a medida que Deus colocou para nós, é o varão perfeito. Como o apóstolo Paulo disse, sede meus imitadores, como eu sou de Cristo. Ele é o padrão.
Se Jesus é o padrão:
- Ele amou inimigos,
- perdoou ofensas,
- socorreu necessitados,
- denunciou hipocrisia,
- nunca usou o Estado para punir críticos.
A ICM, por outro lado:
- mantém mais de cem processos judiciais contra ex-membros;
- oculta alterações estatutárias;
- não presta contas dos dízimos;
- abandona membros necessitados à própria sorte;
- usa discursos para culpar o povo pelos erros da liderança.
O ensino de Diniz, além de exarar falsidade, contradiz frontalmente o caráter de Cristo.
2.3 “Santificação é coletiva” – Doutrina teologicamente incorreta
Disse Diniz Cypreste:
A santificação, ela exige participação de todos. É a oração da igreja, é o clamor da igreja, é a obediência, é a unidade. É a igreja que ouve a voz do Senhor, que obedece. Então a santificação, ela é coletiva, porque todos trabalharam para que aquele linho fosse cercar o átrio ali. Era o trabalho da igreja, era o trabalho de todos.
A Bíblia ensina que a santificação é:
- individual (“cada um examine a si mesmo”, 1Co 11.28),
- obra do Espírito Santo (2Ts 2.13),
- vivida na prática diária (1Pe 1.15–16).
Dizer que é “coletiva” — isto é, dependente da instituição — reduz o cristianismo à obediência organizacional.
Trata-se de controle espiritual, não de santificação bíblica.
2.4 “As cortinas guardam os mistérios” – mas a ICM oculta suas próprias ações
Disse Diniz Cypreste:
Mas quem está longe de Deus não pode saber do que tem lá dentro, os mistérios que estão lá dentro. Mas quem se aproximava e quem entrava, podia ver os detalhes da santidade. Não é ver o tabernáculo por fora.
Diniz insiste que as cortinas do tabernáculo representam “mistérios que os de fora não podem ver”.
Entretanto, na prática, as cortinas da ICM:
- ocultam descumprimento estatutário;
- ocultam alterações não publicadas;
- ocultam ausência de vice-presidente;
- ocultam finanças;
- ocultam decisões internas;
- ocultam reparações não realizadas pelos crimes apurados pelo MP.
As cortinas aqui não simbolizam “santidade”, mas falta de transparência.
2.5 “Vivemos ataques” – referência velada aos críticos
Disse Diniz Cypreste:
Mas as cortinas, elas estavam ali no meio do deserto, expostas à intempérie. Toda sorte de intempérie. Um calor causticante, frio à noite, chuva às vezes. Todo tipo de intempérie, mas a cortina era preservada. E nós estamos vivendo neste mundo sofrendo todo tipo de ataque. Todo tipo de ataque. Vulneráveis a todo tipo de ataque.
Ao mencionar “intempéries, ataques, oposição”, Diniz implicitamente se refere:
- a ex-membros,
- aos canais independentes,
- ao site Celeiros,
- a quem denuncia práticas doutrinárias incorretas.
Esse discurso reforça o clássico mecanismo sectário:
“Críticos são inimigos espirituais.”
Isso cria paranoia, medo e isolamento.
2.6 “A cortina deve ser lavada” – mas sem confissão, sem arrependimento, sem restituição
Disse Diniz Cypreste:
E os levitas, eles tinham essa responsabilidade de cuidar das cortinadas. Ela não podia estar suja, manchada. E esse é o cuidado da igreja.
Se alguém sofre, a igreja sofre junto, a igreja chora junto. É o corpo, é o socorro. Tira a cortina, lava essa cortina, prepara essa cortina.
A cortina não pode estar rasgada. A obra do Senhor, ela tem de ser mantida. A igreja é saudável. A igreja é mantida nessa santidade. É o clamor da igreja. É o trabalho da igreja. É a restauração constante. O linho, ele tem de permanecer belo, puro, branco, santo. O ministério é isso na igreja também. É o diácono, é o pastor, é a assistência, é o socorro. (…) Você entrou aqui, o seu chamado é para ser santo. E a igreja tem esse cuidado no clamor constante. E nós temos o sangue do Senhor Jesus.
Diniz afirma que o clamor pelo sangue purifica tudo.
Mas não reconhece que o perdão bíblico exige:
- confissão (1Jo 1.9),
- arrependimento (Atos 3.19),
- frutos dignos de arrependimento (Mateus 3.8),
- restituição (Lucas 19.8).
A Igreja Cristã Maranata:
- nunca reconheceu publicamente os erros revelados no processo penal,
- nunca pediu perdão,
- nunca restituiu valores desviados,
- nunca explicou seus atos,
- processa quem pede explicações e critica sua falta de transparência.
Clamar sem confessar é religiosidade, não Evangelho.
2.7 “Para ONDE iremos nós?” – Manipulação teológica para induzir medo
Disse Diniz Cypreste:
É isso que é santificação. Não é a perfeição, mas é o desejo de ser santo. É dizer a Jesus cada dia, eu não quero o mundo. Para ONDE iremos nós, Senhor? Só Tu tens palavras de vida eterna.
O texto bíblico é:
“Para QUEM iremos nós?” (João 6.68)
Diniz altera para:
“Para ONDE iremos nós?”
Essa mudança transforma Jesus (quem) em um lugar (onde), induzindo o membro a acreditar que:
- fora da ICM não há segurança espiritual;
- não existe alternativa;
- sair é perder a salvação.
É teologia do medo.
É manipulação emocional.
É desonestidade exegética.
3. O Ensino de Alexandre Gueiros: Obediência Irrestrita à Instituição
Na conclusão, Alexandre afirma que:
“Moisés obedeceu aos detalhes do tabernáculo… e nós devemos obedecer também.”
A intenção por trás é transparente:
atribuir às diretrizes da ICM o mesmo caráter das ordens divinas dadas a Moisés.
Mas há um problema evidente:
- Moisés recebeu instruções diretamente de Deus;
- A diretoria da ICM recebe instruções apenas de si mesma.
Alexandre também reforça que o tabernáculo “fala de Jesus e da igreja”, aplicando novamente o raciocínio usado para legitimar a própria denominação.
A apropriação simbólica é clara:
eles usam o tabernáculo para justificar obediência inquestionável, mesmo enquanto negam transparência à membresia.
Conclusão
A EBD de 23/11/2025 reafirma, com força, o diagnóstico que há anos se revela:
- Uso indevido de alegorias bíblicas para reforçar exclusivismo.
- Apropriação de símbolos sagrados para legitimar práticas institucionais.
- Distorção da doutrina da santificação para criar dependência.
- Manipulação teológica para induzir medo.
- Ausência completa de autocrítica, reconhecimento de erros ou prática da ética cristã.
- Profunda contradição entre discurso e comportamento.
- Ocultação sistemática de informações estatutárias e administrativas.
- Perseguição judicial a ex-membros — oposta ao modelo de Cristo.
O tabernáculo, que no Novo Testamento fala de Cristo, é reinterpretado pela ICM para falar dela mesma.
E nessa operação simbólica, perdem-se:
- o Evangelho,
- a simplicidade da fé,
- o amor ao próximo,
- a transparência,
- a humildade,
- a verdade,
- e a liberdade cristã.
O resultado é uma espiritualidade construída não sobre Cristo, mas sobre metáforas arbitrárias, interpretadas de forma a manter a instituição como centro da fé.
E onde a instituição ocupa o lugar de Cristo, nenhum evangelho subsiste.
Por: Sólon Pereira, em 23 de novembro de 2025.
DEGRAVAÇÃO DAS MENSAGENS
Marcelo Ferreira
Nós saudamos a todas as igrejas e todos que estão conosco com a paz do Senhor Jesus.
Nós estamos estudando na Escola Bíblica Dominical sobre o Senhor Jesus, porque em Jesus estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e do entendimento de Deus.
No estudo anterior, nós estudamos sobre Jesus no livro de Apocalipse – os nomes e títulos gloriosos de Jesus no livro de Apocalipse. E o Senhor havia nos feito uma promessa, que ao encerrar aquele estudo, nós estaríamos amando mais o Senhor Jesus. Isso hoje é um fato, e por isso nós glorificamos ao Senhor.
Agora iniciamos o estudo sobre Jesus no Tabernáculo, onde o Senhor também temos feito a promessa que através desse estudo nós passaremos a conhecer mais o Senhor Jesus, a conhecer mais o Senhor Jesus.
E ao fim desse estudo nós queremos que nós estaremos amando mais e conhecendo mais o Senhor Jesus.
Nós iremos entender e perceber que todo tabernáculo ele falava, todos os móveis do tabernáculo, todos os objetos do tabernáculo eram símbolos proféticos acerca de Jesus.
Todo tabernáculo fala profundamente daquele que é o nosso Salvador. E se a igreja é o corpo de Cristo, então o tabernáculo também fala da igreja. Então o tabernáculo fala de Jesus e da sua igreja.
E nesse instante nós gostaríamos de ler com as igrejas um texto bíblico para dar base bíblica daquilo que está sendo afirmado.
Então, eu convido até a estarmos de pé para lermos juntos o livro de Hebreus capítulo 8, versículo 1, versículo 2, versículo 4 e versículo 5. Observe o texto:
Ora, a suma do que temos dito, é que temos um sumo sacerdote tal, que está sentado nos céus, à destra do trono da majestade. Ministro do santuário e do verdadeiro tabernáculo, o qual o Senhor fundou, e não o homem. Ora, se ele estivesse da terra, nem tão pouco sacerdote seria. Havendo ainda sacerdotes que ofereceram dom segundo a lei, os quais servem de exemplar e sombra das coisas celestiais, como Moisés divinamente foi avisado, estando já para acabar o tabernáculo, porque foi dito: Olha, faze tudo conforme o modelo que no monte se te mostrou.
Vamos cantar o louvor.
Quanto mais eu te conheço, mais eu quero te servir.
[LOUVOR]
Nós vamos iniciar o estudo do tabernáculo estudando a entrada do tabernáculo.
Mostrar aqui um slide específico somente sobre a porta de entrada.
Então observem que a entrada do tabernáculo, nós vamos estudar como Jesus como a entrada para a salvação. Jesus, a porta de entrada do tabernáculo, apontando profeticamente para Jesus como a entrada para a nossa salvação.
Então observe a porta que ela tinha quatro colunas. Ela tinha mais ou menos nove metros, um pouquinho mais de nove metros. E ela era formada por quatro cores: o azul, o púrpura, o carmesim e o linho fino torcido. Eram obras bordadas.
E ela ficava aqui… Pode mostrar a foto de todo o tabernáculo.
Pode observar, aqui tem todo o tabernáculo. Só havia uma entrada. Só havia uma porta de entrada. Ela era feita de cortina. A porta de entrada do tabernáculo não era de madeira, não era de um metal, era cortinado.
Então, qual o primeiro ensino que a entrada do tabernáculo nos deixa? Ao olharmos aqui para a figura de todo tabernáculo, só tinha uma entrada, não tinha várias. Só tinha uma forma de entrar, que era por essa.
Lógico que aqui no pátio ficávamos ofertantes, sacerdotes.
Ah, poderia ter outras entradas, saídas para dar vazão? Não! No projeto, no tabernáculo que o Senhor mostrou a Moisés, na visão celestial, só tinha uma entrada. Era única. Apontando que Jesus é único. Só há um Salvador. Ninguém vem ao Pai senão por mim. Só em Jesus há salvação. Não há outros salvadores. Só há um mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo, o Justo. Só há um nome pelo qual possamos ser salvos. Aquele nome que é sobre todos os nomes. O Santo e Glorioso nome do Senhor Jesus.
Observem, é interessante, que a porta, outro ensino acerca da salvação em Jesus, que a porta ocupava quase que a metade de todo o lado leste. Tinha o quê? 20 côvados, aproximadamente nove metros e pouco. Ou seja, era uma porta onde todos podiam passar. Pequenos, grandes, seja o biotipo da pessoa, podia entrar. Isso é a salvação. Na salvação em Jesus, não há acepção de pessoas, apontando que esse convite para a salvação, é um convite universal. Deus amou o mundo de tal maneira. Não foi um povo, não foi uma raça, não foi um país, não! Todo mundo está convidado a entrar no verdadeiro tabernáculo e conhecer por dentro o Reino de Deus, que foi estabelecido pelo Senhor Jesus em cada um de nós.
Então ali apontava para esse convite que Jesus fez ao homem. Vinde a mim todos vós que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei.
A porta da salvação está aberta para todos quantos quiserem aceitar Jesus como seu Salvador.
O outro aspecto que a entrada do tabernáculo nos traz o ensino é o material da entrada. Como já falei, era um cortinado. Ou seja, era uma cortina de quatro cores. Então, você entrar, passar por uma porta de cortina, você não precisa fazer força. Você não precisa ser forte. Você não precisa fazer esforço. Um cortinado – você põe a mão, abriu. Abandona que a salvação não é pela força. Não é pela virtude humana a salvação, não é pelas obras dos homens. A salvação não é somente para os fortes. A salvação, passar por uma cortina, é pela graça, é pelo Espírito.
Porque eu pergunto aos irmãos, qual é a dificuldade de você passar por uma porta que é um cortinado? Qual é a dificuldade? É fácil. É fácil aceitar Jesus. Aceitar Jesus não é uma coisa pesada, que exige esforço. Jamais! Não é isso. É fácil. Basta crer com o coração que Ele morreu por você. E confessar com a boca que Ele ressuscitou, já está salvo. Já entrou no Reino. Já está dentro do verdadeiro Tabernáculo.
Veja que interessante meus irmãos. A entrada do tabernáculo não tinha chave. A porta estava sempre aberta.
A porta da salvação está aberta para nós. Você não tinha que bater. Independente de alguém que fosse te ouvir e abrir ou não. Você não dependia de ninguém. A salvação, o homem não depende de ninguém. Ele não depende de ser avaliado por ninguém. É uma decisão individual. Entrar ou não, é uma decisão individual. Porque, se não precisava bater, chamar alguém, pedir por favor, abre pra mim? Não, a porta estava aberta. Se ele decidisse entrar, ele entrava. A porta da salvação está aberta para todos nós. E quem decide entrar, pode entrar como estiver, quem for, porque é aceito em Jesus.
Agora, como foi dito, e os irmãos vão observar, que o número 4 vai aparecer bastante na entrada do tabernáculo. Aparece por duas vezes.
Então, a entrada tinha quatro colunas, e era feito, bordado por quatro cores. O azul, o púrpura, o carmesim e o branco. Por que essa ênfase para o quatro? Apontando profeticamente para os quatro evangelhos. Porque os quatro evangelhos falam daquele que é a entrada da nossa salvação. Porque os quatro evangelhos falam de Jesus. Então os quatro evangelhos estão apontando para o homem a porta da salvação que é O Senhor Jesus. Por isso o quarto. E observem que aqui as quatro cores… Podem botar aqui um slide com as quatro cores?
Por que essas quatro cores? As quatro cores estão falando de Jesus. E de aspectos ligados ao Senhor Jesus.
O azul. O azul fala da divindade de Jesus. O azul fala do amor de Deus, então o azul revela Jesus como Deus.
O púrpura fala de realeza, que era usado pelos reis, então aponta Jesus como o rei, o rei dos reis, Senhor dos senhores. que dia e noite recebe a glória dos anjos e a glorificação da igreja.
O carmesim fala do sangue de Jesus, aquele que foi fiel até a morte e a morte de cruz.
E o linho, fino e torcido, é santidade, aprontando para Jesus como homem santo, como homem perfeito.
Vamos agora cantar o louvor.
[LOUVOR]
DINIZ CYPRESTE
Glória a Jesus, eu saúdo a todos com a paz do Senhor Jesus.
Continuando o estudo do tabernáculo, esse estudo tão maravilhoso, onde nós encontramos um tabernáculo, a pessoa do Senhor Jesus em tudo que nós vemos no tabernáculo e a beleza de Jesus e essa grande obra de salvação. Que quando nós falamos de Jesus, nós falamos desse amor de Deus, desse desejo de Deus que enviou o seu Filho para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha vida eterna.
Esse aqui, o mundo não conhece a beleza dele.
Como o pastor Marcelo colocou aqui, é necessário entrar pela porta. Quando você entra pela porta, aí você começa a entender de outra forma o que é a salvação. Você começa a ter conhecimento dos mistérios de Deus, que não é pra quem está fora, mas é pra quem aceitou o convite e passou pela porta.
Agora nós vamos falar da cortinada que estava ao redor do tabernáculo. O tabernáculo ele tinha ao redor dele cortinas que eram sustentadas por coluna.
Então em Êxodo 27:9 diz:
Farás também o átrio do tabernáculo, o pátio do tabernáculo, cortinas de linho fino torcido.
Então notem bem, a cortina era de linho, mas era linho fino e torcido, era um linho especial. As mulheres de Israel bordavam esse linho, teciam esse linho, e ele era tecido de uma maneira mais consistente, não era um linho frágil, por isso que é o linho torcido. Ele era tecido de uma forma muito especial.
Então, esse linho nos fala da santidade de Deus. E esse linho fala do Tabernáculo.
Quando o Senhor Jesus te chamou, o Senhor nos chamou, nós entramos pela porta sem nenhum esforço, a salvação vem de Deus. É vinde a mim todos que estão cansados e oprimidos. Você vem e você entra, é de graça a salvação.
Mas o chamado de Deus é para a separação do mundo. Você quer conhecer os mistérios do mundo? É em santificação.
Então representa a santidade do Senhor Jesus, porque ele é santo. Ninguém pôde convencer Jesus de pecado. Ele foi aquele que se fez homem, mas ele permaneceu santo, puro, agradável a Deus.
E essa cortinada fala da separação. A santificação, ela significa isso. Santificar é ser separado. O mundo às vezes distorce isso, né? Santo. Aí você pensa uma pessoazinha com a auréolazinha sobre a cabeça, a mãozinha assim. Ou então até impossível, né? Você tá querendo ser santo? Já vi até crentes, até gente na obra falando: você tá querendo ser santo? Não tá querendo não. A palavra do Senhor diz que nós somos santos. Fomos lavados, remidos pelo sangue de Jesus. Nossa vida foi transformada, quando encontramos com Jesus, nossa vida foi transformada para conhecermos os mistérios de Deus, os segredos de Deus.
Então essa santificação, ela estava presente ali, simbolizada pelas cortinas que falam do Senhor Jesus, mas Jesus é a medida que Deus colocou para nós, é o varão perfeito. Como o apóstolo Paulo disse, sede meus imitadores, como eu sou de Cristo. Ele é o padrão.
Nós não vamos chegar nunca a essa estatura do Senhor Jesus, mas é o que nós almejamos ser. Então a igreja, ela é santa. A igreja que vai subir, é a igreja que lavou as vestes do sangue do cordeiro. É a igreja que comprou vestidos para se vestir. Então, o linho ele fala também da unidade do corpo, porque a igreja é corpo.
O linho estava ali. E o convite não é para mim, é para nós que entramos. Porque a igreja é santa. O linho era ofertado pelo povo. As mulheres teciam o linho e ofertavam. A obra do Senhor é assim.
A minha santificação, o sangue, ele atua no corpo, ele purifica, ele liberta. É a igreja que está orando por mim, é a igreja que está orando por você. Então é em santificação do Espírito. É o Espírito intercedendo por nós com gemidos inexprimíveis, realizando esta obra. Não entristeçais o Espírito Santo.
Esse é o nosso chamado, essa é a nossa vida, é o que nós vivemos.
A santificação, ela exige participação de todos. É a oração da igreja, é o clamor da igreja, é a obediência, é a unidade. É a igreja que ouve a voz do Senhor, que obedece. Então a santificação, ela é coletiva, porque todos trabalharam para que aquele linho fosse cercar o átrio ali. Era o trabalho da igreja, era o trabalho de todos.
Nós vemos também que o linho era torcido porque era Santidade sobre Santidade. A Palavra do Senhor em Isaías 6:3 diz:
Santo, Santo, Santo é o Senhor dos Exércitos.
Então aquilo que a gente fala: ele é três vezes santo. É santo, santo, santo. Isso é uma expressão, né? Três vezes santo. Fala da santidade de Deus, da santidade do Senhor Jesus. Santo, santo, santo é o Senhor Deus, o Todo-Poderoso.
O lindo torcido aponta para a santidade perfeita de Deus. Mas a santidade que a igreja quer viver. Santidade não é perfeição. Santidade não é ser perfeito, mas santidade é aquele que deixou o mundo, porque a igreja é isso. A igreja é uma assembleia que foi chamada pra fora. É a igreja que não se conforma com este mundo. Ela não é do mundo. Ela entrou pela porta. Ela entrou pra viver a bênção do Senhor, a comunhão com Deus. Então é a igreja que aceitou esse chamado.
Então, de longe… O tabernáculo, quem olhava ele de longe, você via aquela cortina de linho, mas no deserto ele podia parecer uma coisa comum, não atrativa. De longe, o deserto e o tabernáculo podia até se confundir.
Mas quem está longe de Deus não pode saber do que tem lá dentro, os mistérios que estão lá dentro.
Mas quem se aproximava e quem entrava, podia ver os detalhes da santidade. Não é ver o tabernáculo por fora.
Muitas vezes o homem que não conhece o Senhor, não tem uma experiência com o Senhor, ele olha até com desprezo para a obra de Deus, para aquilo que Deus está fazendo. Mas aquele que aceita o convite e entra, ele se maravilha com tudo que ele vê ali dentro, com todo o mistério.
Mas a cortina está ali para isso. Não é para o de fora! Não o homem no pecado, mas é o homem que passou, é o homem que conheceu a fé, é um homem que teve uma experiência com Deus. Ele ouviu a voz, ele aceitou o convite, ele foi eleito segundo a presciência de Deus Pai e entrou para conhecer esses… os mistérios do Senhor.
Quando você entra, é aquilo que nós estamos vivendo, nós estamos maravilhados com Jesus, com a riqueza, com os segredos do Senhor Jesus, com tudo que o Senhor está nos fazendo ver.
E nós vamos ver durante o estudo cada detalhe do tabernáculo, que é a nossa vida, que é a vida da igreja, que é o que nós vemos em Jesus.
Nós temos também… a igreja tem a oportunidade de conhecer os segredos do Senhor. O Salmo 25:12 diz:
Qual é o homem que teme ao Senhor? Ele o ensinará.
Então é: quem conheceu, você encontra Jesus em tudo. E o Senhor, você está ouvindo a voz do Senhor, é a comunhão. O chamado nosso foi um chamado pra comunhão. A igreja que deixou o mundo! Isso é santificação. É quando você diz, o mundo não me serve. Eu examine-se o homem a si mesmo. Não é no dia da ceia, não. Mas é a cada dia. Porque é uma igreja que está se preparando para o encontro com o Senhor Jesus.
Deus revela os segredos! Mas, os segredos do Senhor são para os que temem ao Senhor.
Vós sereis meus amigos. Ele quer que sejamos amigos. Mas, se fizerdes o que eu vos mando.
Mas as cortinas, elas estavam ali no meio do deserto, expostas à intempérie. Toda sorte de intempérie. Um calor causticante, frio à noite, chuva às vezes. Todo tipo de intempérie, mas a cortina era preservada. E nós estamos vivendo neste mundo sofrendo todo tipo de ataque. Todo tipo de ataque. Vulneráveis a todo tipo de ataque.
Mas a santidade representada por aquela cortina que está na nossa vida, ela está firmada no Senhor, nos recursos que o Senhor deu.
E os levitas, eles tinham essa responsabilidade de cuidar das cortinadas. Ela não podia estar suja, manchada. E esse é o cuidado da igreja.
Se alguém sofre, a igreja sofre junto, a igreja chora junto. É o corpo, é o socorro. Tira a cortina, lava essa cortina, prepara essa cortina.
A cortina não pode estar rasgada. A obra do Senhor, ela tem de ser mantida. A igreja é saudável. A igreja é mantida nessa santidade.
É o clamor da igreja. É o trabalho da igreja. É a restauração constante.
O linho, ele tem de permanecer belo, puro, branco, santo.
O ministério é isso na igreja também. É o diácono, é o pastor, é a assistência, é o socorro.
Se alguém não está bem, alguém é socorrido. E nós temos todos os recursos da graça para que esse linho se mantenha belo, puro.
As manchas revelam a necessidade de santificação.
Não é simplesmente: deixa manchado. Não! A igreja, ela zela por isso.
Nós não vamos permitir que alguém venha para o nosso meio trazer aquilo que é lá do deserto, não!
Você entrou aqui, o seu chamado é para ser santo. E a igreja tem esse cuidado no clamor constante. E nós temos o sangue do Senhor Jesus.
Apocalipse 3:18:
Compre de mim vestiduras brancas para que te vistas.
Lá em 1 João:
Filhinho, se pecares, tendes um advogado junto ao pai.
Então é: se pecar! Por quê? Porque o pecado não é algo comum na nossa vida. A diferença do mundo é que o mundo aceita o pecado, convive com o pecado. Mas a igreja não!
A igreja fez uma escolha. Ela entrou pela porta, ela escolheu Jesus. E ela quer se aprofundar nos mistérios, ela quer viver essa benção. E ela não permite que nada quebre a comunhão com o Senhor. Se algo entra… não somos perfeitos… É isso que é santificação. Não é a perfeição, mas é o desejo de ser santo. É dizer a Jesus cada dia, eu não quero o mundo.
Para ONDE iremos nós, Senhor? Só Tu tens palavras de vida eterna.
Eu escolhi Jesus, eu quero Jesus. É a escolha a cada instante.
Quando o pecado se apresenta diante de você e você diz: não, eu não quero!
Quando o mundo faz as suas propostas: não, eu sou igreja!
Eu fui chamado pra fora, eu faço parte de uma assembleia, Assembleia dos Santos. É a igreja de Jesus, é a igreja que se prepara para a partida. Ela não aceita mancha, manchou, manchou, mas tem o recurso, eu não quero, eu não vou permanecer, eu não sou escravo de pecado, purifica-me no sangue de Jesus.
Vai pedir socorro na igreja, ajuda, por quê? Porque é inconformado com o mundo, com o sistema que está aí. A igreja preza por essa santificação. O clamor pelo sangue é esse recurso maravilhoso que nós temos.
Nós temos todos os recursos que o Senhor colocou a nosso alcance para permanecermos como igreja.
A salvação é um milagre, mas é um milagre que se renova no deserto a cada dia. Foi um milagre no dia que você foi salvo, mas é um milagre de hoje que o Senhor está operando e nos sustentando na sua presença.
Mas o que sustenta essa santidade?
O que sustentava aquela cortinada? Ela não ficava voando no deserto. Mas a Palavra do Senhor nos diz que haviam ali colunas que sustentavam.
Está aqui a coluna.
Prata sobre a coluna.
A coluna era de madeira.
Mas aqui estava a prata, capacete da salvação, mente firme no Senhor, o preço da nossa redenção, o preço da nossa redenção, 30 moedas de prata, nós vemos Jesus, Cristo em nós é a esperança da glória. Nós temos a mente de Cristo. Esse é o nosso chamado. O apóstolo Paulo fala disso. Nós temos a mente de Cristo. Essa coluna. É isso que o Senhor fez na nossa vida.
Mas como é que nós paramos de pé? Na areia? Você fincou alguma coisa na areia? Essa coluna iria tombar.
Mas ela tem uma base de bronze. Porque o Senhor Jesus nos sustenta de pé. Ele é a nossa justiça, justificados pela fé em Cristo Jesus. Nós estamos firmados nele, nesta rocha, nesta base de bronze que nos sustenta de pé. É um milagre que o Senhor operou na nossa vida. Então são os recursos que Ele nos deu. Não fomos nós que salvamos a nós mesmos! Não somos salvos pelas boas obras, mas somos salvos pelo preço da redenção e somos salvos porque Ele deu a sua vida por nós, Ele nos sustenta, Ele é a nossa justiça, então ali estava a estrutura, da coluna, né?
A justificação: a prata, o preço da redenção. E o linho, a santificação. É a nossa vida na presença do Senhor.
A coluna, em Êxodo 27: 9 e 19, fala que a coluna ela tinha cinco côvados de altura, mais ou menos dois metros e vinte. É o máximo de altura que um homem pode chegar, né? Dois metros e vinte de altura.
Por quê?
Porque o Senhor nos chamou e nos colocou na obra, mas nós não somos super-homens. Não tem o super-santo.
Não tem a coluna maior. A coluna, todas elas tinham a mesma medida. Sabe por quê? Porque igreja é corpo de Cristo. Não tem aqui um maior. O grande homem, o homem extraordinário.
Aqui tem homens e mulheres chamados por Deus, sustentados pelo Senhor, vivendo dessa graça maravilhosa. E a nossa bênção é Jesus. A nossa bênção é o que Ele fez por nós. Então a medida é essa. É a medida do homem. É o máximo da altura que o homem pode chegar.
Mas também tem uma coisa.
É a medida também pra quem está lá fora, não ver o que está lá dentro.
Você não está do lado de fora, na pontinha do pé, querendo olhar o que está lá dentro. Não.
Você quer saber o que tem lá dentro? Quer conhecer os mistérios? Você tem de passar por Jesus. Você tem de conhecer Jesus. Ele é a única porta. Ele é a nossa salvação. Então essa é a benção do Senhor para as nossas vidas, dos mistérios do Senhor que são colocados à nossa disposição.
A tenda ao redor fala da igualdade e da benção.
Todos têm igual acesso à presença de Deus e todos têm direito de entrar e de viver.
Não tem alguém aqui que tem mais direito do que o outro, não!
Você entrou para conhecer o Senhor Jesus, para se maravilhar com Ele, para ver a riqueza dEle, para ver a glória dEle.
Não tem alguém que tenha aqui algum privilégio, não!
Você entrou, a bênção está ao seu alcance. E as tendas, elas estavam todas ao redor. A tenda ali da congregação, a nuvem estava sobre a tenda continuamente. Era um milagre.
Mas todo Israel estava acampado. Todas as tribos, em ordem que o Senhor havia estabelecido, ficavam acampados ao redor da tenda. Sabe por quê? Porque a bênção do Senhor está à disposição de todos. Não está longe de você o desejo do Senhor de te abençoar, daquilo que Ele quer fazer. Todos têm acesso à presença de Deus.
Concluindo, santificação é separação.
Santificação é aceitar o chamado para viver esses mistérios.
A unidade, a obra é nossa! Não é de alguém.
O Senhor nos chamou pra sermos parte desta obra. A obra somos nós. Fazemos parte daquilo que Jesus fez em nós – Cristo em nós é a esperança da glória, a aproximação, a revelação daquilo que nós podemos ver, daquilo que nós podemos conhecer.
Amém?
Que o Senhor nos abençoe e que possamos nos aprofundar.
O tabernáculo é de uma beleza extraordinária, mas que possamos nos aprofundar, porque as riquezas são muitas, os ensinos são muitos.
Em cada detalhe nós vamos ver a respeito daquilo que Jesus fez na nossa vida.
Nós que hoje somos templo do Espírito Santo. Vamos cantar um louvor ao Senhor.
[LOUVOR]
Alexandre Gueiros
Saúdo os irmãos, com a paz do Senhor Jesus.
Meus irmãos, estamos concluindo o estudo de hoje. Certamente todos já terão compreendido com exatidão aquilo que foi transmitido.
O tabernáculo foi construído mediante a obediência de Moisés e de todo o povo a tudo aquilo que lhe foi mostrado no monte naquela íntima comunhão que ele desfrutou com o Senhor no topo do monte Sinai, quando ele recebeu todas as orientações sobre todos os detalhes.
E meus irmãos, como acabou de ser dito, o tabernáculo era transportado pelo povo, era levado pelo povo e montado em todos os lugares ao longo da caminhada até a chegada a Canaã, a terra prometida.
E, semelhantemente, nós também estamos numa caminhada em direção à Canaã Celestial. Estamos numa caminhada em direção à nossa Terra Prometida.
E podemos ter esta segurança de que o Senhor Jesus está sempre conosco ao longo desta caminhada. E a igreja do Senhor Jesus também está sempre conosco.
Os irmãos notaram como o tabernáculo fala do Senhor Jesus e fala da sua igreja.
Por quê?
Porque o Senhor Jesus jamais se separa da sua igreja.
Nós vivemos em comunhão perfeita e constante com o Senhor. Até na eternidade, estávamos mencionando há pouco, nós sabemos, por revelação que o Senhor deu ao apóstolo Paulo, que nós, Igreja do Senhor, que pensamos que estamos aqui distantes do Senhor Jesus, que está lá na eternidade, nós descobrimos que nós já estamos assentados nos lugares celestiais, em Cristo Jesus.
Por quê?
Porque o Senhor Jesus está em comunhão constante com o seu corpo, com a sua igreja.
Então, amados irmãos, estamos caminhando em direção à Jerusalém Celestial.
E com esta segurança o Senhor Jesus não nos deixa. Ele é Emmanuel, Deus conosco.
E a igreja do Senhor Jesus, como já foi dito, está sempre conosco.
Nós estamos na igreja, porque nós estamos no corpo de Cristo.
Então temos essa segurança. É uma igreja que nos sustenta, nos apoia nesta caminhada.
Assim como o Senhor Jesus também nos sustenta e nos apoia, e apoiará até o fim.
E, meus irmãos, nós nos alegramos, sabendo que já podemos, pela fé, observando os sinais que se cumprem, perceber que já estamos bem próximos da Jerusalém Celestial. Já estamos próximos da Terra Prometida. Já discernimos os sinais que nos garantem isso.
Pela fé já avistamos uma terra feliz onde iremos para sempre morar.
Aleluia!