IGREJA MARANATA: TURISMO DOS ANJOS E CLAMOR PELO SANGUE
IGREJA MARANATA: TURISMO DOS ANJOS E CLAMOR PELO SANGUE
Análise da EBD ICM, de 01/02/2026
Por Solon Pereira – Projeto Análise | Celeiros
Vídeo de referência: https://www.youtube.com/watch?v=3bSNTE0wSY0
A degravação integral consta ao final deste texto.
Texto-base em debate: tipologia do tabernáculo, propiciatório e Dia da Expiação (Levítico 16), com conexões com a carta aos Hebreus.
Por que esta análise importa
A EBD de 01/02/2026 tenta ensinar Cristo a partir das figuras do tabernáculo. Isso é legítimo — o próprio livro de Hebreus faz tipologia. O problema surge quando as “figuras” deixam de ser ponte para Cristo e viram um sistema: números, símbolos, fórmulas e “protocolos” que operam como identidade institucional e, em muitos casos, como mecanismos de controle.
O teste não é “o tema é bonito?”. O teste é: isso aumenta a suficiência de Cristo na prática — ou cria novas mediações?
1) Pitta estava lendo sua aula?
Aparentemente, o Pr. Luiz Pitta leu um texto de sua mensagem, como parte da aula previamente preparada.
Ler um texto não é, por si, inadequado. Mas numa Escola Bíblica, o método saudável é o ensino expositivo e verificável: abrir a Escritura, argumentar, permitir exame, comparação, perguntas.
Quando o “script” substitui o confronto honesto com o texto — e especialmente quando funciona como “versão oficial” difícil de contestar — nasce um problema ético-pedagógico: a autoridade desliza da Escritura para a formulação autorizada.
Em resumo: leitura pode ser recurso; vira problema quando é ferramenta de blindagem.
2) Hebreus, figuras e sombras: o livro usa tipologia para dispensar dependência dela
A aula trabalha com muitas figuras e símbolos. Hebreus também faz isso. Mas Hebreus tem um alvo claro: mostrar que o sistema levítico era sombra e provisório, e que Cristo é realidade e cumprimento.
O perigo é inverter a lógica:
- Hebreus usa a figura para levar a Cristo;
- mas o ensino institucional pode usar a figura para recriar um “código” (um mapa de chaves) que volta a colocar o crente debaixo de mediações práticas.
Se as figuras viram “senha”, elas deixam de apontar para Cristo e passam a concorrer com Ele.
3) O ponto central: “uma vez por todas” vs “clamamos pelo sangue” como rito de acesso
Aqui está o nó mais importante.
“Na nova aliança… não haveria mais sacrifício de animais… mas um único sacrifício expiatório… o sangue de Jesus, uma única vez.” (Luiz Pitta)
“Esse sacrifício foi perfeito… único… de valor eterno… nós não precisamos de um outro sacrifício.” (Gerson Beluci)
Até aqui, perfeito: isso é o coração de Hebreus.
O problema é a prática litúrgica consolidada na Maranata: a abertura de culto/reunião/consulta frequentemente começa com uma fórmula fixa: “clamamos pelo sangue de Jesus” — tratada como elemento essencial.
A pergunta inevitável (e simples) é:
- Se o sacrifício é único e suficiente, por que uma fórmula repetida funciona como condição prática de acesso?
- Onde o Novo Testamento estabelece esse rito como regra universal para a igreja?
Quando uma expressão vira “protocolo indispensável”, há risco real de pensamento mágico: o “sangue” deixa de ser obra consumada e vira “chave litúrgica”. E isso entra em choque com o propósito de Hebreus: Cristo abriu o caminho — não um rito.
4) “Se as sombras foram substituídas, por que o sangue ficou como fórmula?”
Se a igreja atravessou dois mil anos acessando a Deus pela fé em Cristo, como explicar que uma doutrina/rito específico, apresentado como “essencial”, só apareça como identidade institucional moderna (pós-fundação)?
A pergunta não é provocação: é coerência.
Quando algo é tratado como indispensável, precisa ter base apostólica e universal, não apenas “padrão interno”.
5) Numerologia: “o oito representa graça” — doutrina bíblica ou homilética sem lastro?
“Oito representa graça… representa a graça de Deus para nós.” (Gerson Beluci)
Esse tipo de equivalência (“8 = graça”) não é apresentado na Escritura como definição objetiva. Pode até existir como aplicação simbólica possível, desde que venha com humildade (“uma leitura”), e não como chave que “prova” algo.
O problema é que numerologia costuma produzir:
- aparência de profundidade;
- sensação de “mistério exclusivo”;
- reforço de autoridade do intérprete;
- pouca utilidade prática para arrependimento, reconciliação e amor.
E aí cabe uma pergunta honesta: para que serve isso na vida cristã real? Se não gera santificação, vira enfeite — ou ferramenta de poder.
6) “Anjos passeando no culto”: quando a argumentação vira salto lógico
“Nós cremos na manifestação dos anjos nos nossos cultos… podemos dizer que os seres celestiais estão passeando aqui em nosso meio… trazendo as mensagens de Deus.” (Gerson Beluci)
Mesmo admitindo que Deus possa enviar anjos (a Bíblia não nega essa possibilidade), o problema está no encadeamento apresentado: tabernáculo → ouro → poder → dons → Joel → Espírito → logo, querubins presentes e “trazendo mensagens”.
Vejamos como Gerson construiu a narrativa de ANJOS TURISTANDO NA ICM:
1 – Anjos (querubins) do propiciatório eram feitos de ouro
2 – Ouro é símbolo do poder do Espírito Santo
3 – O profeta Joel disse que em vez de sangue ser derramado, o Espírito Santo seria derramado sobre toda carne
4 – Dons espirituais são manifestações do Espírito Santo nos cultos da ICM
5- O Espírito Santo está presente nos cultos
6 – Logo, anjos (querubins) estão passeando aqui em nosso meio
Isso não se segue necessariamente. É um salto de um símbolo a uma conclusão qualquer.
E existe um risco espiritual grave: quando “mensagens” são atribuídas a anjos como prática ordinária, a comunidade pode perder o hábito do exame e da correção — porque “quem vai questionar um anjo?”. Na prática, isso pode virar escudo para autoridade incontestável.
7) “Família de Deus” e “irmãos”: categoria bíblica ou fronteira institucional?
“Somos família de Deus… irmãos do Senhor Jesus… a família do sumo sacerdote… somos nós.” (Gerson Beluci)
A pergunta moral é direta: quem é “família” na prática?
- Ex-membros ainda são tratados como irmãos?
- Cristãos de outras igrejas são reconhecidos como parte da igreja de Cristo?
- Ou “família” significa, na prática, “os obedientes ao nosso sistema”?
Quando “família” é usada como identidade interna, mas discordantes recebem rótulos degradantes e exclusão social, então “família” deixou de ser categoria do evangelho e virou fronteira de pertencimento.
8) “O sangue tem poder…” sem arrependimento vira automatismo espiritual
A aula fala do sangue como poder para perdoar, purificar, justificar e reconciliar. Isso é verdade no sentido bíblico: o sacrifício de Cristo é suficiente.
Mas há uma omissão pastoral perigosa quando se fala do “poder do sangue” sem enfatizar:
- arrependimento real,
- confissão,
- necessidade de pedido de perdão (a Deus e aos ofendidos),
- reparação,
- reconciliação.
Sem isso, forma-se uma espiritualidade de efeito automático: o sangue “opera” independentemente do comportamento e da justiça relacional. Esse tipo de teologia frequentemente convive bem com instituições que:
- não reconhecem erros publicamente,
- não pedem perdão quando ferem,
- e mesmo assim exigem lealdade total.
Evangelho não é verniz para impunidade espiritual.
9) O contraste final: adoração bonita vs obediência concreta
A conclusão da aula exalta Cristo com linguagem forte e correta: Rei, Sumo Sacerdote, Intercessor, Irmão, Amigo.
Mas a fé cristã não é testada no discurso: é testada no trato com o irmão, no modo de lidar com conflitos, na postura diante de críticas, na busca por reconciliação antes de guerra.
E aqui duas palavras de Jesus se impõem com força:
- Mateus 18:15–17: conflito começa com conversa “a sós”, testemunhas, comunidade — não com hostilidade imediata.
- Mateus 5:22–24: antes de ofertar, reconcilie-se; insultos e desprezo contra o irmão são gravíssimos.
Se a igreja afirma que Cristo é tudo, mas normaliza rótulos, exclusões e litígios como primeira resposta, então o problema não é falta de “doutrina do sangue”: é falta de obediência ao Cristo pregado.
10) Conclusão: quando a simbologia vira sistema, Cristo deixa de bastar na prática
Esta EBD contém afirmações corretas sobre a obra consumada de Cristo. Mas, ao mesmo tempo, expõe tensões típicas de um modelo religioso onde:
- a suficiência de Cristo convive com ritos identitários de acesso;
- a tipologia bíblica vira código simbólico;
- numerologia entra como “prova”;
- “anjos trazendo mensagens” surge como blindagem;
- “família de Deus” pode virar fronteira institucional;
- amor é proclamado como incondicional, mas praticado como condicional.
Hebreus foi escrito para impedir exatamente isso: substituir Cristo por mecanismos.
Cristo basta — e, quando Cristo basta, o amor deixa de ser slogan e vira prática.
A bíblia explica a bíblia. Pergunta-se:
- Onde o Novo Testamento manda iniciar cultos com uma fórmula fixa (“clamamos pelo sangue…”) como condição de acesso?
- “8 = graça”: qual texto define isso de modo claro e objetivo?
- “Família de Deus” inclui todo cristão em Cristo ou apenas os “obedientes ao sistema”?
- Antes de hostilidade e litígios, foi obedecido Mateus 18?
- Se o véu foi rasgado, por que criar novas barreiras e novas mediações práticas?
Chamada final
Se você assistiu a esta EBD e sente que algo “não fecha”, não ignore sua consciência. O evangelho não tem medo de perguntas — a verdade vence no texto bíblico, na ética e no fruto do Espírito.
Comente: quais trechos da EBD mais te chamaram atenção?
Compartilhe este artigo com quem deseja uma análise bíblica e honesta.
E, se você veio de outra igreja ou é ex-membro, saiba: questionar não é pecado — é responsabilidade.
DEGRAVAÇÃO DAS MENSAGENS
LUIZ PITTA
Irmãos, nós vamos dar continuidade ao estudo de Jesus no tabernáculo.
Qual a aplicação de tudo que aprendemos até aqui, a nova aliança, ou seja, o novo testamento que o Senhor Jesus celebrou com a sua igreja.
Como isso é importante para nós?
Como nós já sabemos, a velha aliança baseada na lei que Deus revelou ao seu servo Moisés no Sinai, falava claramente sobre a santidade de Deus e sobre suas exigências em relação ao pecado.
Como está em Ezequiel 18:4, o homem que pecar esse morrerá.
Como está em Romano 6:23, o salário do pecado é a morte.
Irmãos, a palavra do Senhor em Hebreus capítulo 8, versículo, perdão, mas por meio de figuras, perdão aqui.
Mas por meio de figuras e símbolos foi revelado o tipo de culto que Deus exigia para habitar entre o seu povo.
Era um culto que revelava o desejo de Deus de ser propício, favorável ao seu povo. Ou seja, a sua disposição para se manifestar ao povo como um Deus de misericórdia e um Deus de graça. Mas por que era necessário que Deus manifestasse a sua misericórdia e a sua graça por meio de figuras simbólicas?
Porque todas as cerimônias que se realizavam no tabernáculo eram proféticas, eram sombras de uma realidade que se manifestaria na nova aliança.
Como profética, todas essas cerimônias anunciavam que um dia essas figuras e sombras proféticas se cumpririam na pessoa e na obra do nosso Senhor Jesus Cristo.
Agora sim, em Hebreus capítulo 8, versículo 5, a palavra do Senhor diz assim, os quais servem de exemplar e de sombras das coisas celestiais, como Moisés divinamente foi avisado, estando já para acabar a construção do tabernáculo, porque foi dito: olha, faze tudo conforme o modelo que no monte lhe foi mostrado.
Também em Hebreus capítulo 10 versículo 1º diz, porque tendo a lei a sombra dos bens futuros e não a imagem exata das coisas, nunca pelos mesmos sacrifícios que continuamente se oferecem cada ano, pode aperfeiçoar o que a eles se chega.
Assim, na nova aliança ou no novo testamento, não haveria mais o sacrifício de animais no altar dos holocaustos, mas um único sacrifício expiatório que é do Senhor Jesus.
Não mais seria derramado o sangue de animais, mas o sangue de Jesus, uma única vez.
Não mais haveria a lavagem da pia de bronze, mas sim a santificação pela Palavra de Deus.
Não mais haveria os sacerdotes da família de Arão, mas o sacerdote da família do nosso sumo sacerdote, o Senhor Jesus.
Não mais os pães da proposição, mas Jesus como pão da vida que desceu dos céus.
Não mais o candelabro de ouro, mas Jesus como a luz do mundo, aquele que nos dá assim a sua bênção, que concede a sua revelação para iluminar todo crente.
Não mais o altar de incenso, mas Jesus como nosso intercessor junto ao Pai.
O sumo sacerdote.
Mas agora vamos verificar o que acontecia com o sumo sacerdote, que era necessário ser da família de Arão.
Somente ele tinha o privilégio e a responsabilidade, dada ali por Deus, de penetrar o Santíssimo Lugar, passando pelo véu que se encontrava a entrada ali.
Mas o sumo sacerdote só podia penetrar no Santíssimo Lugar uma vez por ano, em um dia determinado, que era chamado o dia da expiação.
E a expiação?
Expiação significa sofrimento compensatório pela culpa, pelos pecados. Na velha aliança, no tabernáculo, o sumo sacerdote penetrava o santíssimo lugar uma única vez por ano, como falamos, levando sangue de animais.
Na nova aliança, o Senhor Jesus é o nosso sumo sacerdote eterno. não mais na ordem de Arão, mas agora na ordem de Melquisedeque, que não teve genealogia, conforme a palavra, nem princípio, nem fim.
O Senhor Jesus, após morrer e ressuscitar, Ele penetrou no verdadeiro Santíssimo lugar, a presença de Deus, apresentando a Deus o Seu próprio sangue. Ele chegou à presença de Deus como nosso sumo sacerdote eterno e vive e intercede por nós eternamente.
Se pecarmos, nós temos um advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo, conforme a palavra em 1 João, capítulo 2, no versículo 1.
Na nova aliança, celebrada com a igreja, Jesus é o nosso sumo sacerdote, mas Ele não era nem da família de Arão e nem da tribo de Levi. Jesus era da tribo de Judá, então como ele pôde tornar-se o nosso sumo sacerdote? Pelo fato que Arão e os demais sumo sacerdotes, como homens, todos pereceram, todos morreram, mas Jesus é eterno, mas este, o Senhor Jesus, porque permanece eternamente, tem um sacerdócio perpétuo, portanto pode também salvar perfeitamente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles, conforme a palavra em Hebreus capítulo 7 versículo 24 e versículo 25.
Quem foi Melquisedeque?
Melquisedeque está registrado no Velho Testamento, foi aquele que segundo a palavra era sacerdote do Deus Altíssimo, rei de Salém, naquela época a cidade que ele habitava era Salém, o nome hoje se chama Jerusalém, que significa paz, sem princípio de dias e sem fim de vida, sem genealogia para representar assim a sua eternidade que recebeu o dízimo de Abraão, Abraão pagou o dízimo a Melquisedeque e Melquisedeque recebeu Abraão com pão e com vinho.
Ao dar o dízimo Abraão, o patriarca de Israel e pai da fé, reconheceu a autoridade e o senhorio de Melquisedeque como sumo sacerdote.
E em Hebreus, lemos que Jesus foi sumo sacerdote segundo a ordem de Melquisedeque, eterno rei de Jerusalém celestial, que nos dá o pão da vida e o seu sangue, o vinho e o Espírito Santo.
Conforme em Hebreus 7, de 1 a 3: porque este Melquisedeque, que era rei de Salém e sacerdote do Deus Altíssimo, e que saiu ao encontro de Abraão, sem pai, sem mãe, sem genealogia, não tendo princípio de dias, nem fim de vida, mas sendo feito semelhante ao Filho de Deus, permanece sacerdote para sempre.
Glórias ao nome do Senhor.
Vamos cantar o louvor.
[LOUVOR]
GERSON BELUCI
Aleluia, glória a Jesus.
Meus irmãos, eu saúdo a todos aqueles que estão aqui no Manaim do Espírito Santo, aqui em Domingos Martins, na região de Marechal Floriano e aqueles que estão conectados conosco nas igrejas e em diversos pontos com a paz do Senhor.
Nós vamos dar continuidade a esse estudo. O pastor Fernando Pitta já deu uma introdução recapitulando aquilo que nós já vimos nas escolas bíblicas anteriores e acrescentando a figura do sumo sacerdote.
Agora nós vamos falar do ofício dele começando pela aspersão do sangue.
A aspersão do sangue, algo importantíssimo nas cerimônias do tabernáculo. Nós sabemos meus irmãos que lá no Santíssimo o sumo sacerdote contemplava a arca da aliança que representava a presença de Deus, o Deus todo poderoso.
Deus havia decidido habitar no meio do seu povo, no tabernáculo, naquele lugar separado por Deus. Um lugar absolutamente santo. E aquele lugar onde Deus habitava era na prática o trono de Deus na terra.
Quando nós falamos no ofício do sumo sacerdote, nós lembramos que ele tinha de entrar no Santíssimo Lugar com sangue. Sangue de um bezerro oferecido, primeiramente por si mesmo, mas também por sua família e depois com o sangue de um bode oferecido pelos pecados do povo de Israel em um vasilhame.
Era interessante porque o sumo sacerdote, observem, ele aspergia o sangue do bezerro com o dedo oito vezes sobre o propiciatório.
Depois os irmãos podem ver isso lá em Levítico 16.
Isso ele repetia novamente a mesma cerimônia com o sangue do bode.
E também na carta aos hebreus, no capítulo 9, versículo 11, versículo 12, nós observamos essa referência, porque a carta aos hebreus faz muita conexão, como os irmãos já sabem, com o livro de Levítico.
Vamos continuar.
Ao penetrar no Santíssimo com o Seu próprio sangue, agora aplicado a nós, vejam, o Senhor Jesus satisfez plenamente as exigências da santidade de Deus, aleluia por isso, e conquistou a graça de Deus para nós, por quê falamos em graça?
Porque o número oito representa graça, representa a graça de Deus para nós.
E com isso meus irmãos, Ele garantiu definitivamente a expiação dos nossos pecados, e da família dele e do seu povo. Por quê? Porque nós somos família de Deus, famílias de Deus estamos todos aqui, os irmãos conectados conosco, somos famílias de Deus e irmãos do Senhor Jesus, aleluia por isso.
Na carta aos hebreus meus irmãos, nós aprendemos que Jesus como o nosso sumo sacerdote, várias coisas Jesus fez por nós.
Então acompanhem comigo, primeiro Ele aniquilou, o que tinha o império da morte, louvado seja Deus por isso. Ao se fazer homem, tornou-se misericordioso e fiel, sumo sacerdote.
Então como sumo sacerdote, Ele pode socorrer os que são tentados, porque Ele mesmo, sendo tentado, sofreu, padeceu, mas sem pecado algum. Aleluia!
E também Ele vive para sempre, porque o sumo sacerdote, Ele era um intercessor. Jesus, como o nosso sumo sacerdote, intercede por nós. Cada um de nós é alvo da intercessão gloriosa do Senhor Jesus.
Agora vamos falar um pouco, meus irmãos, do propiciatório.
O propiciatório era aquela tampa que ficava sobre a arca. Os irmãos se lembram? Aquela que tinha os querubins voltados um para o outro com as suas asas sobrepostas.
Então, por que propiciatório? Por que esse nome?
O nome propiciatório era porque ao haver o derramamento do sangue naquele objeto, Deus se tornava propício ao povo. Propiciatório, propício. O que significa isso? Significa, Deus é favorável a você e a mim. Deus é gracioso. Deus é disposto a conceder a sua graça, o seu favor, a sua família.
A família do sumo sacerdote, que hoje é a família do Senhor Jesus, que somos nós. Aleluia!
A bênção era para o povo de Israel, mas hoje a bênção é para a igreja que está perante o Senhor.
Então Deus, meus amados, confirmava… Dessa maneira, a sua comunhão com o seu povo e a disposição de abençoar o seu povo e continuar a viver no meio dele.
Agora vamos olhar para o propiciatório celestial.
Agora o Senhor Jesus, o nosso sumo sacerdote, Ele apresentou a Deus, não o sangue de animais, o sangue do novilho, do carneiro, do bode, não.
Ele apresentou o seu próprio sangue derramado como expiação pelos nossos pecados, e nós sabemos que esse sacrifício foi perfeito, foi um sacrifício único, e um sacrifício de valor eterno, nós não precisamos de um outro sacrifício.
Esse sacrifício foi eterno porque havia sido oferecido pelos nossos pecados, pelo pecado da igreja. Então hoje meu irmão, minha irmã, você e eu podemos ter a segurança, Jesus morreu, uma única vez, para o perdão dos nossos pecados.
Eu queria ler com a igreja, os irmãos das igrejas e aqueles que estão presentes aqui no Maanaim, vamos ler Romanos, Romanos 3, 24 e 25, os nossos queridos irmãos já projetaram, vamos ler juntos comigo.
Sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus. ao qual Deus propôs para propiciação pela fé no seu sangue, para demonstrar a sua justiça pela remissão dos pecados de antes cometidos, sob a paciência de Deus.
Sob a compreensão de Deus, Deus tem essa compreensão, essa paciência de nos suportar, mas o sangue de Jesus é suficiente para a nossa redenção.
Agora meus irmãos podemos falar dos querubins, que eram aqueles anjos que ficavam sobre o propiciatório.
Notemos agora que sobre a arca havia esculturas, eram dois querubins de ouro, ouro maciço, ouro batido. Os querubins eram seres celestiais, ou são seres celestiais.
Nós cremos na manifestação dos anjos nos nossos cultos.
Cremos que há anjos aqui neste lugar.
Cremos que há anjos juntamente com os irmãos nos cultos das igrejas.
Os querubins então são esses seres celestiais que operam, ministram, associados a guarda da presença de Deus e a glória de Deus.
Os querubins sobre a arca nos falam de um mistério, que é o ministério do Espírito Santo em nosso meio. E eles manifestam a glória de Deus por meio da sua igreja. Como isso acontece?
Meus irmãos, o ouro nos fala do poder, não é verdade? O poder do Espírito Santo que opera em nossas vidas.
A manifestação dos dons espirituais, a manifestação do Espírito Santo em todos os nossos cultos.
Então nós temos que lembrar que a presença de Deus, a promessa de Deus, aos profetas do Antigo Testamento, ao anunciar que haveria de ter uma nova aliança, compreendia, não no derramar do sangue de animais, mas no derramar do Espírito Santo, louvado seja Deus por isso.
Sobre os servos, sobre as servas, lembremos do profeta Joel, eis que nos últimos dias derramarei do meu Espírito sobre toda a carne, então isso não aconteceria mais apenas sobre os reis, sobre os sacerdotes e profetas, não! Sobre todo o povo como isso tem acontecido em nosso meio.
Então a operação do Espírito Santo na igreja hoje, está ligada à manifestação dos seres celestiais entre nós.
Os anjos, os querubins, e isso meus irmãos é exatamente o que experimentamos hoje.
Podemos dizer que os seres celestiais estão passeando aqui em nosso meio. Aleluia! Trazendo as mensagens de Deus, manifestando a glória de Deus, a presença dEle em nosso meio.
Louvado seja o nome do Senhor.
A tampa da arca, que era chamada de propiciatório, era de ouro maciço também, se fundia com aqueles dois querubins.
Já a arca, que era aquela caixa de madeira, ela era de madeira de acácia e revestida de ouro por dentro e por fora.
Como nós vimos há pouco, o ouro representa, ou fala para nós, do poder de Deus.
Então, rapidamente vamos falar sobre a arca. Vejamos o que havia dentro da arca. Eu tenho certeza que muitos dos irmãos que nos ouvem, nos assistem, tanto aqui como nas igrejas, conhecem. Vamos relembrar.
Havia três objetos.
Primeiro, as tábuas da lei. As tábuas que Deus revelaram a Moisés lá no Monte Sinai.
Segundo, um vaso com o maná que alimentou o povo no deserto.
E o terceiro elemento, se lembram? A vara de arão, exatamente, que floresceu para confirmar a unção de Arão, que ele havia sido ungido por Deus para o ofício do sumo sacerdote.
Hebreus 9 fala sobre isso também.
Agora, por tudo aquilo que foi descrito sobre a arca, meus irmãos, e por aquilo que a Palavra nos ensina, Deus habitava no Santíssimo Lugar.
A Arca era como se fosse, como vimos né, o Trono de Deus ali, a manifestação da Glória de Deus, Deus presente naquele lugar, no meio do povo de Israel, e os três objetos nos apontam para a Trindade, ficou fácil agora né?
A Lei de Deus nos fala do Pai, o Maná, nos fala de Jesus, o pão vivo que desceu do céu.
E a vara de Arão fala da operação do Espírito Santo, aquilo que age no nosso meio, nos vivifica como servos do Senhor, então o que nós podemos trazer para cá, agora para esse culto, Deus Pai, Deus Filho, Deus Espírito Santo, Esse Deus glorioso, único, está presente em nosso meio.
Então meus irmãos, o Santíssimo e os crentes da Nova Aliança, nos mostram isso, a Palavra de Deus nos revela, que no momento em que Jesus morreu na cruz, houve um fato extraordinário ali naquele templo, em Jerusalém. O véu do Santíssimo, aquele véu que separava o Santo Lugar do Santíssimo, Ele rasgou de alto abaixo, indicando uma coisa extraordinária, que o acesso a plena Palavra de Deus, estava aberto a partir daquele momento.
Vejam que coisa extraordinária, nós agora temos acesso a Glória de Deus, porque somos sacerdotes do Novo Testamento. Somos os sacerdotes que temos a autoridade, a ousadia para entrarmos num lugar santíssimo, diante da glória de Deus. Louvado seja o nome do Senhor por isso.
Em Hebreus 10, 19 e 20, eu vou ler para os irmãos, eu não sei se está projetado, está projetado? Então vamos ler comigo? Toda a igreja onde estão conectados conosco, e aqui no Maanaim, há uma só voz, vamos lá.
Tendo, pois, irmãos, ousadia para entrar no santuário, pelo sangue de Jesus, pelo novo e vivo caminho que Ele nos consagrou, pelo véu, isto é, pela Sua Carne.
Então nós observamos que a Palavra de Deus nos diz, portanto, que todos nós temos acesso ao Trono da Graça, com confiança, com ousadia, sem medo, sem medo de ferir a qualquer lei, porque é graça, Jesus cumpriu a lei por nós e nos deu essa autoridade pelo Seu Sangue, pois o Sangue de Jesus tem poder.
Vamos relembrar o que temos estudado aqui na Escola Bíblica?
O Sangue de Jesus tem poder para perdoar, para purificar, para justificar e para reconciliar a nossa vida com Deus.
Então tudo isso meus irmãos, faz com que a nossa paz e a nossa comunhão com Deus, sejam restabelecidas, por quem? Por nós? Não! pelo sangue de Jesus, pelo sacrifício dEle, único, absoluto, ali na cruz do Calvário.
Então, notaram irmãos, que todas essas bênçãos que Jesus conquistou para nós, ao morrer como cordeiro inocente, sem mancha, sem defeito, sem pecado, não é verdade? Em nosso lugar, na cruz do Calvário, observaram tudo isso? Então, dessa forma nós já estamos fechando aqui o nosso estudo, eu queria que os irmãos entendessem isso depois de tudo que já foi falado aqui nessa escola bíblica.
Dessa forma que o trono de santidade, e justiça, e verdade, esse trono glorioso, pode se revelar a nós pecadores.
Também como um trono de um amor incondicional, de uma graça plena, perfeita, e também da manifestação da misericórdia do Senhor Jesus por nós.
Glória pois, aleluia ao Senhor Jesus.
E a gente lembra meus irmãos, que a lei cumprida nele, pelo seu sangue derramado, nos faz ter uma gratidão eterna.
Glória ao Senhor Jesus pelos séculos dos séculos, ao Cordeiro que foi morto, ao Cordeiro único que é digno de receber a Sua adoração, a minha adoração, aquele que é digno de receber as nossas ações de graça, o nosso louvor, a honra, a glória, a força, o poder, a adoração, aleluia!
Primeiro, meus irmãos, não apenas porque Ele é o nosso sumo sacerdote, não, mas Ele também é rei, é o rei dos reis, o Senhor dos senhores, o princípio e o fim, o alfa e o ômega, aquele que foi morto, o que era, o que é, o que há de vir o Todo-Poderoso.
Diante d’Ele, a Bíblia nos diz que todo o joelho se dobrará, toda a língua confessará que Ele é Senhor. Aqueles que estão na terra, debaixo da terra, nos céus, toda a língua há de… Proclama que Jesus é Senhor, Ele é o Príncipe dos Reis da Terra, Ele é o nosso Sumo Sacerdote, o nosso Intercessor, mas ao mesmo tempo é o nosso Irmão, é o nosso Amigo, Aleluia ao Nome do Senhor, o Todo-Poderoso, Glória para sempre, ao Cordeiro de Deus.