IGREJA MARANATA REESCREVE A BÍBLIA E ATACA ED RENÉ KIVITZ

IGREJA MARANATA REESCREVE A BÍBLIA E ATACA ED RENÉ KIVITZ

30 de novembro de 2025 Off Por Sólon Pereira

EBD/ICM 30/11/2025

Análise completa da EBD da Igreja Cristã Maranata – 30/11/2025 https://www.youtube.com/watch?v=cKZZm_BbRvo

Por Solon Pereira – Projeto Análise | Celeiros

O TABERNÁCULO SEGUNDO A ICM: ENTRE A ALEGORIA E A MANIPULAÇÃO

A Escola Bíblica Dominical da Igreja Cristã Maranata do dia 30 de novembro de 2025 reuniu três vozes centrais da instituição — Alexandre Gueiros, Antônio Carlos de Oliveira e Marcelo Ferreira — para apresentar uma série de alegorias sobre o tabernáculo de Moisés. Mas, ao examinar cuidadosamente o conteúdo, emergem problemas graves de ordem teológica, histórica, hermenêutica, ética, espiritual e psicológica.

O discurso apresentado não apenas distorce textos bíblicos, mas também reforça exclusivismo religioso, autoridade institucional artificial e uma visão de mundo centrada na própria denominação.

Este artigo examina minuciosamente cada ponto.


I — ALEXANDRE GUEIROS: O TABERNÁCULO COMO PROJEÇÃO DA ICM

1. Quando “igreja de Jesus” significa “ICM”

Alexandre abre sua mensagem dizendo:

“O tabernáculo nos fala do Senhor Jesus e também de nós, Igreja de Jesus.”

Em qualquer contexto saudável, “Igreja de Jesus” seria sinônimo da comunidade global de cristãos redimidos.

Mas na prática litúrgica da ICM, esse termo funciona como marca institucional. Assim, o raciocínio implícito é:

Tabernáculo → presença de Deus → lugar sagrado → ICM

Este é o mecanismo teológico que a ICM usa há décadas: importação de imagens do Antigo Testamento para justificar sua própria centralidade espiritual.


2. A “revelação” foi mudada — e isso não pode passar despercebido

Semanas atrás, Alexandre declarou:

“Deus revelou que estudaremos o tabernáculo para amar mais a Jesus.”

Agora afirma:

“Pretendemos que Jesus seja mais conhecido por nós…”

A “palavra revelada” foi alterada conforme a conveniência do momento.

Uma revelação verdadeira não pode sofrer ajuste editorial.

Logo, restam apenas duas conclusões possíveis:

·       ou Deus errou (impossível teologicamente);

·       ou a liderança disse que Deus disse, mas era apenas opinião humana.

Ambas são gravíssimas — e revelam a fragilidade do sistema de “revelações” da ICM.


3. “Deus somente abençoa no meio do seu povo” — o exclusivismo institucional

Alexandre afirma:

“Deus está em toda parte, mas para abençoar Ele está apenas no meio do seu povo.”

A frase é a base do sectarismo maranatense:

ICM = meio do povo de Deus

Fora da ICM = deserto espiritual

Mas isso contradiz:

·       Atos 10 — Deus abençoa Cornélio fora da estrutura religiosa.

·       Mateus 18:20 — dois ou três reunidos bastam.

·       João 4 — Jesus nega um “lugar exclusivo” de adoração.

·       Atos 17 — Deus não habita em templos feitos por mãos humanas.

Além disso, milhares de cristãos se reúnem clandestinamente em países hostis. Deus não está impedido de agir nesses lugares.

A afirmação de Alexandre é teologicamente falsa, pastoralmente irresponsável e psicologicamente manipuladora.


4. O “clamor pelo sangue” como condição de comunhão — doutrina inventada

Alexandre amarra comunhão diária com Deus à prática do clamor:

“É por isso que nós clamamos pelo sangue, para que a comunhão seja renovada.”

Isso contradiz frontalmente Hebreus 9–10, que afirma que:

·       o sacrifício foi consumado;

·       não se repete;

·       não carece de reativação litúrgica.

Transformar um jargão institucional em meio de graça indispensável é autoritarismo espiritual.


5. “A Bíblia explica a Bíblia” — frase bonita, prática falsa

Alexandre diz o certo e faz o errado.

Ele afirma um princípio protestante clássico, mas logo produz:

·       linho = justificação

·       prata = redenção

·       acácia = firmeza espiritual

·       cobre = juízo

·       cortinado = santidade da ICM

·       colchetes = redenção

·       madeira = humanidade

Nenhuma dessas relações é afirmada pelas Escrituras.

O que há é o contrário:

Revelações particulares da ICM explicam a Bíblia.

É eisegese pura: o sentido vem de fora e é imposto ao texto.

6. A fala do Pr. Gerson Beluci no evento trombetas e festas: uma autorreferência inconsciente

No grande evento “Trombetas e Festas”, realizado ontem, o Pr. Gerson Beluci afirmou:

“Falsos pastores hoje, com Bíblia na mão, dizendo que ela precisa ser atualizada… Para defenderem suas ideologias.”

Sem citar o nome, todos entenderam que a crítica era dirigida ao Pr. Ed René Kivitz — teólogo amplamente reconhecido e que nunca reescreveu a Bíblia, mas apenas discute contextualização cultural, algo que qualquer estudioso das Escrituras faz há séculos.

O ponto crítico é este:

A liderança da Maranata acusa outros de “atualizar a Bíblia”, enquanto a própria Maranata permanece há décadas reescrevendo o sentido bíblico através de alegorias, revelações particulares e doutrinas exclusivas.

Exemplos:

1.     Madeira = homem (não existe na Bíblia)

2.     Acácia = firmeza espiritual (não existe na Bíblia)

3.     Púrpura = evangelho de Mateus (não existe na Bíblia)

4.     Carmesim = evangelho de Marcos (não existe na Bíblia)

5.     Bordador = Espírito Santo (não existe na Bíblia)

6.     Clamor pelo sangue = requisito para comunhão diária (contrário a Hebreus 9–10)

7.     Tabernáculo = ICM (a Bíblia jamais ensinou isso)

8.     “A Bíblia explica a Bíblia” — enquanto praticam exatamente o oposto.

A contradição é gritante:

Ed René Kivitz fala de atualização cultural do entendimento.
A Maranata produz atualização doutrinária da Escritura — por “revelação”.

O argumento de Gerson cai sobre eles mesmos.


7. Jesus disse como identificar um falso profeta — e a Maranata se enquadra

Jesus advertiu:

“Pelos seus frutos os conhecereis.” (Mt 7:15–20)

Quais frutos vemos na ICM?

·       perseguição sistemática a ex-membros;

·       judicialização de irmãos;

·       falta de prestação de contas dos dízimos;

·       manipulação espiritual baseada em “revelações”;

·       criação de doutrinas sem base bíblica;

·       exclusivismo religioso;

·       imposição de medo e culpa;

·       expulsão simbólica de críticos;

·       culto à personalidade de Gedelti Gueiros;

·       ataques públicos a pastores de outras igrejas.

Já os frutos do próprio Ed René incluem:

·       centenas de estudos bíblicos sérios,

·       defesa dos direitos humanos,

·       abordagem pastoral acolhedora,

·       consistência teológica em linha com a tradição protestante.

Ao usar Mateus 24:12–13 (“multiplicação da iniquidade… esfriamento do amor”), o Pr. Gerson não percebe que descreve exatamente o que a ICM faz:

·       amor esfriado

·       divisão

·       dureza de coração

·       acusações

·       demonização do diferente

·       rejeição do irmão que questiona

·       confusão doutrinária

·       opressão religiosa.

A Maranata se tornou a própria ilustração do texto que usa para atacar outros.


II — ANTÔNIO CARLOS: A ALEGORIA DA PORTA E A CONTRADIÇÃO MORAL

Antes de qualquer análise hermenêutica, é preciso lembrar:

·       Antônio Carlos foi denunciado em processo criminal;

·       processou ex-membros sem diálogo;

·       tentou derrubar o canal TV Maanaim judicialmente;

·       defende publicamente a falta de transparência dos dízimos;

·       distorce textos bíblicos para blindar a liderança.

Isso importa porque a Bíblia diz:

“Pelos seus frutos os conhecereis.” (Mt 7:20)

Dito isso, analisemos sua mensagem.


1. A santidade das cortinas como autoprojeção institucional

Antônio Carlos afirma:

“As cortinas falam da santidade de Jesus refletida na igreja.”

Mas ele se coloca dentro dessa “santidade” enquanto:

·       judicializa irmãos;

·       envolve-se em disputas familiares;

·       participa de denúncia do MP;

·       usa púlpito para atacar críticos.

É o caso clássico de:

Uma alegoria usada para auto exaltação moral.


2. Ginástica hermenêutica: porta larga + porta estreita ao mesmo tempo

Ele afirma:

·       que a porta do tabernáculo era larga (salvação aberta);

·       e que é estreita (processo difícil).

Mas Jesus disse:

“A porta é estreita e o caminho é estreito.” (Mt 7:13)

Não existe:

·       porta larga,

·       corredor estreito,

·       mistura metafórica.

Isso é adaptação criativa para encaixar o texto ao ensino da ICM, principalmente às práticas ritualísticas como:

·       madrugadas,

·       consagrações repetitivas,

·       obrigações litúrgicas.


3. O bordador como Espírito Santo — alegoria inventada

A Bíblia jamais diz:

·       que o Espírito Santo é bordador;

·       que a porta do tabernáculo simboliza a humanidade e divindade de Jesus;

·       que bordado = obra santificadora.

Mais uma vez, é a ICM fazendo o que diz que não faz:

“Criamos alegorias, mas chamamos de Bíblia explicando Bíblia.”


4. As cores da porta e os evangelhos — tradição humana, não revelação

A associação:

·       azul → divindade

·       púrpura → realeza

·       carmesim → servo

·       linho → homem perfeito

·       Mateus → rei

·       Marcos → servo

·       Lucas → homem

·       João → Deus

vem de uma interpretação devocional tardia (século IV–V), nunca do texto inspirado.

Não há base bíblica direta para isso.


5. A equidistância do tabernáculo como metáfora da centralidade institucional

Antônio Carlos pergunta:

“O tabernáculo guardava o povo ou o povo guardava o tabernáculo?”

E responde:

“Era o tabernáculo que guardava, era a presença de Deus.”

A conclusão implícita é:

ICM = presença de Deus

Estar fora da ICM = estar vulnerável

Mais uma vez, a Bíblia diz o contrário:

·       Deus guardou Israel no Egito, Babilônia, púlpito e deserto.

·       Cristo é quem guarda, não uma instituição.


III — A “VISÃO” DE MARCELO FERREIRA: UMA CONFIRMAÇÃO CÊNICA

Marcelo narra uma visão perfeita demais para não ser conveniente:

·       começa com o deserto;

·       aproxima o povo lentamente;

·       culmina com a entrada no tabernáculo quando o louvor foi cantado;

·       reforça a tese central: “Deus está no meio do seu povo” = ICM.

Biblicamente, visões autênticas:

·       corrigem erro;

·       revelam Cristo;

·       dão direção;

·       disciplinam;

·       chamam ao arrependimento.

Visões que apenas confirmam o conteúdo do pregador são altamente suspeitas.
Isso é psicologicamente compreensível:

·       ambiente emocionalmente carregado,

·       repetição ritual,

·       expectativa induzida,

·       linguagem simbólica.

Mas não é critério de verdade espiritual.

 


CONCLUSÃO

A EBD de 30/11/2025 não foi um estudo bíblico.

Foi um exercício sistemático de alegorização destinado a:

·       reforçar o exclusivismo institucional;

·       legitimar a liderança;

·       sustentar práticas e doutrinas inventadas;

·       criar distinção entre “povo de Deus” (ICM) e “mundo”;

·       produzir sensação emocional de pertencimento.

Do ponto de vista:

·       bíblico: é frágil;

·       teológico: improcedente;

·       hermenêutico: artificial;

·       ético: incoerente;

·       espiritual: manipulador;

·       psicológico: condicionador.

O tabernáculo bíblico apontava para Cristo, não para uma instituição.

Usá-lo para criar exclusivismo religioso é abusar da Escritura e do povo.

DEGRAVAÇÃO DAS MENSAGENS DESTA EBD

ALEXANDRE GUEIROS

Saúdo a todos que nos ouvem nas igrejas, nos lares com a paz do Senhor Jesus.

Continuamos hoje a estudar o Tabernáculo e veremos como o Tabernáculo nos fala a respeito do Senhor Jesus, mas nos fala também sobre nós, Igreja de Jesus.

Por meio desse estudo, pretendemos que o Senhor Jesus seja mais conhecido por nós e Sua Palavra seja mais deleitosa aos nossos corações.

E verificaremos como realmente tudo o que dantes foi escrito no Velho Testamento, para nosso ensino foi escrito, como fala o apóstolo Paulo em Romanos, capítulo 15, versículo 4.

A Bíblia nos ensina que o verbo, a palavra de Deus, se fez carne e tabernaculou entre nós, em algumas versões. Quer dizer, habitou, habitou numa tenda entre nós, a linguagem da época.

Isso significa que a sua tenda, a sua morada, deve estar no meio do seu povo. E nós verificamos que isso é hoje uma realidade. O Senhor Jesus habita em nós, porque nós somos o templo do Deus vivo. Somos o templo do Espírito Santo.

O tabernáculo, todos viram de perto a imagem que foi projetada, era o lugar das manifestações e das bênçãos de Deus para o seu povo.

O Senhor, Deus, alguém dirá: não está em toda parte?

Mas para abençoar, Ele somente está no meio do seu povo, em nossos corações.

Ele ali habita como Deus de amor, um Deus de bênçãos, como Deus conosco na pessoa do Senhor Jesus.

Muito bem.

Nós somos todos abençoados em Jesus, em comunhão com Jesus, através de Jesus. Todas as bênçãos espirituais que recebemos são graças ao Senhor Jesus. Graças ao seu sacrifício por nós. Graças à sua contínua intercessão por nós junto ao Pai.

E o tabernáculo nos fala repetidamente, por meio de símbolos e figuras, a respeito da santidade, da justiça e da redenção que todos nós alcançamos por meio de Jesus.

O tabernáculo acompanhava o povo na caminhada para Canaã, todos se lembram. O mesmo ocorre hoje. O Senhor, Deus, Senhor Jesus é Deus conosco em toda esta caminhada até a terra prometida, até ingressarmos na eternidade.

E, amados irmãos, isso nos fala, não apenas no sentido de acompanhar, mas nos fala a respeito da comunhão constante que temos com o Senhor nosso Deus, graças ao poder do sangue de Jesus. É por isso que nós clamamos pelo sangue, para que esta comunhão seja renovada, seja constante em nossas vidas.

O Senhor Jesus, repetimos, é Deus conosco, é Emanuel.

E vamos agora, irmãos, examinar os materiais do tabernáculo. materiais que já foram mencionados rapidamente na última Escola Dominical.

Mas surge, surge sempre, deve ter surgido no coração de muitos a pergunta: qual é a base bíblica para entendermos o significado de cada material, de cada cor que nós vimos, estavam manifestados ali no tabernáculo?

E nós sabemos que a Escritura explica a própria Escritura.

E na Palavra de Deus, com a ajuda do Espírito Santo, nós identificamos o significado de cada material, de cada cor utilizada.

Vamos voltar ao que já foi dito.

Os irmãos se recordam que há O CORTINADO era feito de linho. E segundo Apocalipse, capítulo 18, versículo 8, o linho representa as justiças dos santos. Fala-nos, portanto, de santidade, fala da nossa justificação, justificação pela fé. Que justiças são essas? Jesus é a nossa justiça. Ele faz de nós santos. Em Romanos 5:1, nós lemos como ele nos justifica.

Justificados, pois pela fé temos paz com Deus.

E lemos que um vestido de linho fino, puro e resplandecente é dado à noiva do cordeiro. Os irmãos se recordam, ali no final do livro de Apocalipse. Essas são as justiças dos santos.

E O COBRE, que era também utilizado, era um outro material utilizado no templo. O cobre ou bronze são símbolos do juízo de Deus.

O altar dos holocaustos era um local de juízo, onde a vítima morria pelo pecador, em lugar do pecador para satisfazer a justiça de Deus.

O altar era de madeira, revestido de bronze ou cobre. Veremos logo a seguir o significado da madeira.

Muito bem.

Outro material utilizado ali no templo, A PRATA. Mencionamos os colchetes de prata das colunas que rodeavam o átrio.

Prata é símbolo da redenção. Em Êxodo 21, 32, nós lemos que 30 moedas de prata eram o preço de um escravo. Nós éramos todos escravos do pecado. Mas o Senhor Jesus nos comprou para si mesmo, pagando o preço exigido. Seu próprio sangue, sua vida oferecida no Calvário.

E A MADEIRA? A madeira era produto da árvore, todos sabem. A árvore é usada nas escrituras como símbolo do homem, pela sua fragilidade, sobretudo. No Salmo 1, versos 1 a 3, nós lemos que bem-aventurado é o homem que tem o seu prazer na lei do Senhor, pois será como a árvore plantada junto a ribeiros de águas.

O Senhor Jesus era o filho do carpinteiro José. Os filhos seguiam a profissão dos pais, todos sabem. Como carpinteiro, o Senhor Jesus sabia como trabalhar com madeira. Ou seja, ele aprendeu a lidar com o ser humano. Ele era sensível ao sofrimento humano. Ele era misericordioso. pois ele se fez homem e sofreu, chorou, suou sangue, angustiou-se, como vemos, por exemplo, no Monte das Oliveiras, quando ele suou sangue e um anjo teve de vir confortá-lo.

A carta aos hebreus nos garante que nós temos um sumo sacerdote junto ao Pai que sabe compadecer-te de nós.

E AS COLUNAS de dois metros e vinte de altura que rodeavam o tabernáculo e sustentavam a cortinada eram de madeira de acácia. A acácia era considerada uma madeira de altíssima qualidade. Era dura, forte, capaz de suportar peso, além de muito resistente à podridão, a fungos.

As colunas falam de que somos fortes em Cristo. Diga o fraco: sou forte. Tudo posso naquele que me fortalece, nos diz a palavra.

As colunas nos falam de que somos justificados, pois a base das colunas era de bronze ou cobre, que nos fala da justiça do Senhor, que sustentam a santidade de Deus na igreja. Santidade representada pelas cortinas de linho fino, graças à redenção pelo sangue de Jesus, os colchetes de prata, né? Redenção pelo sangue, o preço da nossa salvação.

E graças à base de cobre, que nos fala da justificação, E graças à cortina de linho fino que nos fala da santificação, graças aos colchetes de prata que nos falam da redenção, todos nós estamos de pé hoje espiritualmente falando, todos nós temos hoje condições de servir ao Deus vivo.

Louvado seja o teu nome.

Louvemos agora o Senhor com hino.

[LOUVOR]

ANTÔNIO CARLOS DE OLIVEIRA

Saudamos a todos com a paz do Senhor Jesus.

Estamos estudando o tabernáculo. Alguns detalhes já foram mostrados aos irmãos e nós vamos dar continuidade falando inicialmente do pátio do tabernáculo ou do átrio do tabernáculo.

O ÁTRIO, O PÁTIO DO TABERNÁCULO, era separado do deserto pelas cortinas, pelas cortinas do tabernáculo. Aqui está um desenho do tabernáculo. Quem olhava de fora, as cortinas eram brancas, até se confundiam com as areias do deserto, como é a nossa vida.

Não somos nada superiores a ninguém, mas gozamos da santidade de Deus.

Quando entramos no tabernáculo, quando as pessoas aproximam, percebem que há no nosso interior uma bênção do Espírito Santo. Há um tabernáculo lá dentro da cortinada.

E AS CORTINAS elas falam da santidade de Jesus, que reflete na igreja a sua santidade.

O conceito de santidade estava inicialmente no Velho Testamento, porque o Senhor, quando fez o acordo com o povo de Israel, deu orientações para que este povo fosse separado do mundo, como as cortinas separavam o povo de Deus do restante do mundo.

E essa separação era feita através da sua palavra, porque o homem, depois do seu desvio, ele se tornou a pior criatura, cheio de maus costumes. E o Senhor trouxe orientações para que o homem tivesse um comportamento diferente.

Podemos dizer assim que, no sentido até humano, o povo de Deus, no Velho Testamento, tinha um padrão ético muito grande.

Não matavam, não roubavam, não davam falso testemunho, não traíam o seu próximo.

Inúmeras leis que os faziam justos. Quando eles andavam nessas leis, eles eram chamados de povo santo, aquele povo que andava na presença do Senhor.

É claro que hoje nós recebemos uma transformação pelo Espírito Santo, para que tivéssemos todos esses conceitos gravados no nosso coração. Então esse é o conceito de santidade, a separação do mundo.

E o Senhor disse, sede santos, como o Senhor, vosso Deus, é santo.

O interior do átrio, do pátio, era bem amplo, com lugar para todos que desejassem. De outro lado também, a porta também era grande e era feita de cortinas. Não era algo pesado, era algo leve, de fácil acesso a todos. O Senhor Jesus disse, vinde a mim, todos que estais cansados, e eu vos aliviarei.

Há espaço para todos aqueles que desejarem. Então, de forma que era um espaço muito grande, bem amplo. E também a palavra diz, já de forma até repetitiva:

Agora, pois, se diligentemente ouvirdes a minha voz, e guardardes a minha aliança, então sereis a minha propriedade peculiar dentre todos os povos, porque toda a terra é minha, e vós me sereis reino sacerdotal e povo santo.”

Claro que isso é possível ministrado pelo Espírito Santo.

A porta também a Jesus.

Aliás, todo tabernáculo fala da pessoa maravilhosa do Senhor Jesus, o nosso Salvador.

A porta também era ampla, fácil acesso, quem quisesse podia entrar. Havia um convite, através dessa porta ampla, universal. para que quem desejasse entrasse para fazer parte do povo de Deus. Era só receber o convite de Jesus, que disse:

Eu sou a porta, se alguém entrar por mim, salvar-se-á, entrará e sairá e achará pastagens.

De forma que esse convite do Senhor está de pé. Quem desejar pode entrar.

Também, a porta era individual, ou seja, era um por um quem desejasse entrar. Quem desejasse, a porta estava aberta para ele.

A porta, nós falamos aqui, que ela é ampla e de fácil entrada. É a salvação. A salvação está aberta.

Mas Jesus disse também que a porta é estreita. Mas ela é estreita no processo.

O que acontece? Recebemos a salvação gratuitamente. Uma obra, sim, que veio da eternidade, uma transformação nunca esperada, um milagre aconteceu nas nossas vidas. Então um milagre foi feito, fomos transformados em novas criaturas.

Mas agora nós vamos perceber que nós temos limitações. Nós vamos perceber que nós temos algumas dificuldades. Nós vamos perceber que temos algumas lutas. A salvação foi promovida, mas há algo, nosso gênio, nossos instintos, nossa forma de ser, tudo isso vai estar presente, porque agora nós vamos entrar no processo de salvação.

Então agora nós vamos começar a orar ao Senhor. Vamos começar fazendo uma consagração, indo à madrugada em favor da nossa perfeição, em favor das nossas necessidades.

A salvação é uma porta ampla e aberta, mas agora é o caminho estreito.

Vai precisar buscar o Senhor, vai precisar estar na presença do Senhor. Vão passar aqui e você começa a orar por um problema que você tem, uma necessidade sua. Passam dois anos, o problema ainda não está resolvido, mas você olha para trás que Deus está ouvindo sua oração. Como que transformou? Como que Deus está operando na nossa vida? É nesse caminho estreito que nós caminhamos e Jesus também é a porta estreita.

A porta ampla para a salvação e estreita no processo de salvação.

A porta era trabalhada. É uma figura.

A Bíblia não mostra o desenho da porta. Mas aqui tem uma figura representativa, porque as cortinas da porta eram obra de bordador. O bordador era um trabalho individual, onde ele usava agulha, trabalhando ponto por ponto uma obra de perfeição. E o bordador é o Espírito Santo. É Ele que trabalha nas nossas vidas, em cada detalhe da nossa vida.

Não é uma obra de qualquer maneira, é uma obra perfeita. É uma obra trabalhada, onde Deus está operando.

Foi o Espírito Santo que gerou Jesus no ventre de Maria. De forma que JESUS É O FILHO DO HOMEM, filho da mulher.

Aí nós lembramos lá no Gênesis que Jesus, em Gênesis, é o descendente da mulher. Porque da descendência da mulher, sairia aquele que iria pisar a cabeça da serpente. Então, ele precisava ser filho do homem, ele precisava nascer de mulher, conforme a palavra diz, mas ele foi gerado pelo Espírito Santo. Ele é também o filho de Deus. De um lado o homem, de um lado Deus.

E A PORTA TINHA QUATRO CORES que falam da pessoa do Senhor Jesus e da operação da sua obra na terra, na vida do homem, representando os quatro evangelhos: azul, púrpura, carmesim e linho fino torcido. Torcido porque o linho dobrado ele dava resistência. Apesar da nossa fragilidade, no Senhor nós somos firmes na salvação que Ele nos propôs. Não é… o linho dobrado, reforçado. Jesus disse, ninguém me convence de pecado. Então, a firmeza do servo, o linho fino, representa a nossa santidade.

E apontam também essas cores para os atributos de Jesus. Ele é Deus, ele é rei, ele é servo e ele é o homem perfeito. Nós vamos ver cada uma dessas cores.

Então, O AZUL É A COR DO CÉU, que demonstra a divindade, a divindade que é o Senhor do céu, mas também mostra, devido à imensidão do céu, do universo, o imenso amor de Deus pela vida do homem. Como que ele revelou o seu amor? Dando a sua vida pelo homem. Palavra, aquele texto muito conhecido nosso e maravilhoso,

Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho Unigênito para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.

Podemos até individualizar, Deus amou a João, a Maria, a você, de tal maneira que deu seu Filho unigênito para que você que nele crie não pereça, mas tenha a vida eterna, dirigida a cada um, a cada um de nós.

A PÚRPURA era feita de glândulas de conchas marinhas, um material muito caro, caríssimo. Só os reis podiam comprar. Fala da realeza de Jesus, pois ele é o rei dos reis, é o senhor dos senhores. Revela a realeza de Jesus. É também o senhor da igreja, porque ele é o rei do reino de Deus, onde os servos vão habitar.

E O CARMESIM, o carmesim era extraído do sangue de seres vivos. Depois que o sangue era derramado, ele oxidava e ficava escuro, aponta para o sacrifício do Senhor Jesus pelo pecado. Então, ele se apresenta aqui como servo. Ele não veio para ser servido, mas ele veio para servir e para dar sua vida por todo aquele que nele crê.

E, finalmente, o LINHO FINO TORCIDO dobrado, que fala de a santidade de Jesus, o homem perfeito, e nós recebemos a santidade através dele, pela ação do Espírito Santo. Lembrando aqui que no Velho Testamento você tinha leis, você seguia a lei de comportamento.

E o mandamento, a lei, é uma luz para nós. Dá para entender o que está escrito lá. Mas tudo isso é promovido nas nossas vidas pela ação do Espírito Santo. Transformados em uma nova criatura pelo poder de Deus. Então, o linho fino fala da santidade.

E apresentamos um quadro onde vemos as cores, repetidamente, repetitivamente as cores.

O título de Jesus:

Púrpura, apresenta Jesus como o rei.

Carmesim, como o servo.

Linho branco, o homem.

E o azul, o filho de Deus.

Cada um desses atributos ou dos títulos de Jesus aponta para os quatro evangelhos.

A púrpura, o Mateus, o evangelho do rei.

O carmesim, o evangelho de Marcos, que apresenta Jesus como servo, aquele que veio para servir.

Lucas apresenta Jesus, o linho branco, como o homem perfeito.

E João, como o filho de Deus.

Jesus é o rei dos reis – os atributos de Jesus.

Ele é o rei dos reis, a púrpura.

O carmesim, ele veio para servir e dar a sua vida por todo aquele que crê.

O linho branco, o homem perfeito, que fala da humanidade de Jesus.

Muitas vezes, lendo os evangelhos, se vê Jesus se revelando como homem. Chorou, algumas vezes.

E o filho, o azul, o evangelho de João até um evangelho diferente, porque ele foi destinado àqueles que estavam sem Deus, os gentios. Então Deus fala de uma forma especial, extraordinária, se revelando como o Filho de Deus.

Falamos aqui da porta, das cores e finalmente, eu vou fazer uma simplificação. Vou fazer uma simplificação.

Apresentamos o átrio, as cortinas que separavam o local do tabernáculo. Falamos das cores da porta.

E, finalmente, encerrando a nossa palavra, queremos apresentar um detalhe sem entrar em muita profundidade.

O tabernáculo, ele se posicionava no centro das tribos de Israel, ou seja, equidistante de todos.

Todos tinham acesso.

Quando esse tabernáculo era desmontável, porque eles estavam numa jornada caminhando em direção à terra de Canaã… Tinha momentos que o senhor mandava e eles paravam e acampavam. Em outro momento, desmontava os levitas, levava o templo nas costas. E quando eles caminhavam, permanecia equidistante.

Aí nós fazemos uma pergunta.

Essa equidistância, quando as tribos se moviam, o tabernáculo sempre no centro, era para que eles guardassem o tabernáculo ou era o tabernáculo que guardava eles?

Claro que era o tabernáculo que guardava, que era a presença de Deus.

O senhor queria mostrar que ele era um Deus presente, acessível a todos que estavam ao redor.

E muito importante, todos aqueles que tinham qualquer necessidade, eles tinham um Deus presente. E outra coisa que ressalta, Deus era o centro de tudo.

Toda a sua vida se desenvolvia em função do Senhor.

E assim, quando nós estamos também revestidos do Espírito Santo, da pessoa do Senhor Jesus, Deus é o centro das nossas vidas.

Meus irmãos, nós encerramos aqui esta palavra sobre o tabernáculo, alguns detalhes. É claro que outros detalhes virão nas próximas edições da EBD.

E agradecemos a presença dos irmãos, sua participação, pedindo a Deus que abençoe seus corações.

Estaremos cantando mais um louvor ao Senhor.

[LOUVOR]

ALEXANDRE GUEIROS

Glória a Jesus!

Antes de orarmos pelas igrejas, gostaria de ler apenas dois versículos que estão aqui no livro do Apocalipse, capítulo 21.

E vi um novo céu e uma nova terra.

Em versículo 3.

E ouvi uma grande voz do céu que dizia, eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens, pois com eles habitará, e eles serão seu povo, e o mesmo Deus estará com eles, e será o seu Deus.

MARCELO FERREIRA (VISÃO)

No início do estudo, eu via um deserto e ao longe, bem ao longe, eu via o tabernáculo. Mas a cada explicação que ia sendo dada, NÓS íamos nos aproximando do tabernáculo. E quanto mais iam sendo faladas as revelações, as explicações, NÓS estávamos mais perto ainda. Quando NÓS cantamos o último louvor: santo, santo, santo, eu via que NÓS já estávamos dentro do tabernáculo, nos átrios, no pátio, e todos NÓS glorificávamos dizendo: DEUS ESTÁ NO MEIO DO SEU POVO.