IGREJA MARANATA: MUITO SÍMBOLO, NENHUM EVANGELHO

IGREJA MARANATA: MUITO SÍMBOLO, NENHUM EVANGELHO

18 de janeiro de 2026 Off Por Sólon Pereira

UMA EBD ALEGÓRICA, UM JESUS TEÓRICO

Uma análise crítica da EBD da Igreja Cristã Maranata – 18/01/2026

Por Solon Pereira – Projeto Análise | Celeiros

Vídeo de referência: https://www.youtube.com/watch?v=lllO8gULl5A

A degravação integral consta ao final deste texto.

1. Introdução – Quando o símbolo substitui o Cristo vivo

A Escola Bíblica Dominical da Igreja Cristã Maranata de 18 de janeiro de 2026 deu continuidade ao já conhecido estudo sobre o tabernáculo, seus utensílios e suas supostas aplicações espirituais para a igreja contemporânea.

O tema, apresentado como “Jesus no Tabernáculo”, à primeira vista parece cristocêntrico. Contudo, uma análise atenta do conteúdo revela um deslocamento progressivo: Cristo deixa de ser o centro objetivo da fé e passa a funcionar como justificativa simbólica para práticas, ritos e discursos internos.

O problema central não é estudar o tabernáculo — a Escritura autoriza e incentiva a leitura tipológica do Antigo Testamento. O problema surge quando a alegoria passa a substituir a exegese, quando a prática simbólica ocupa o lugar da obra consumada de Cristo, e quando o discipulado é reduzido a rituais espirituais repetitivos, desvinculados da ética do evangelho e do amor ao próximo.


2. O “caminho do homem” até o Santíssimo: um retorno velado à mediação

Logo na introdução, o pastor Antônio Carlos de Oliveira descreve o tabernáculo como um “caminho” percorrido pelo homem desde a porta até o Lugar Santíssimo.

Antônio Carlos de Oliveira disse o seguinte:

Tudo começava na porta, porque nos fala de Jesus.

Depois caminhava-se pelo átrio, pelo pátio, até o altar dos holocaustos, onde se ofereciam as diversas ofertas.

A seguir, havia a pia de cobre. De bronze, digo. A seguir, havia a pia de bronze, onde o sacerdote se lavava. É a mesma coisa, mesma palavra.

Na tenda da congregação, havia o lugar santo, seguido do lugar santíssimo, onde Deus se revelava plenamente.

Então, se observa as setas que estão apontando, o homem, ele caminhava buscando a presença de Deus, a comunhão plena com Deus. Então, ele passava, caminhava pelo altar, a pia, o santuário, até chegar ao Santíssimo.

Nota técnica Celeiros:

A Escritura afirma que a pia do tabernáculo foi feita de bronze (Êx 30.18; 38.8). O termo hebraico nechóseth refere-se a uma liga metálica à base de cobre, geralmente traduzida corretamente como bronze. Algumas traduções antigas utilizam a palavra “cobre” de forma genérica, o que não indica cobre puro, mas sim a liga metálica utilizada nos utensílios do tabernáculo. Os chamados “espelhos das mulheres” eram placas de bronze polido que foram fundidas para compor a pia e sua base, não permanecendo como superfícies reflexivas funcionais.

Tecnicamente:

·       Cobre puro → metal macio, inadequado para utensílios robustos

·       Bronze → liga (principalmente cobre + estanho), muito mais resistente

·       O uso cultual e estrutural do tabernáculo exige bronze, não cobre puro

·       A pia de bronze era feita com uma liga metálica à base de cobre

A narrativa cria a impressão de que o fiel (o homem) atravessa sucessivas etapas — altar, pia, lugar santo — até alcançar a comunhão plena com Deus.

O problema teológico dessa construção é grave: ela dilui a ruptura radical operada pela obra de Cristo.

No Antigo Testamento:

·       havia mediação sacerdotal obrigatória;

·       acesso restrito;

·       hierarquia espacial e espiritual;

·       separação entre povo, sacerdote e sumo sacerdote.

No Novo Testamento, segundo a epístola aos Hebreus:

·       o véu foi rasgado;

·       Cristo é o único e definitivo mediador;

·       o acesso ao Pai é direto;

·       o sacerdócio é universal.

“Tendo, pois, ousadia para entrar no Santo dos Santos, pelo sangue de Jesus” (Hb 10.19).

Ao não enfrentar explicitamente essa ruptura, o ensino mantém, de forma implícita, uma lógica processual de acesso a Deus, abrindo espaço para:

·       práticas intermediárias,

·       discursos de habilitação espiritual,

·       e dependência institucional.

O tabernáculo, do modo como apresentado, parece apontar para Cristo, mas passa a funcionar como modelo ritualístico de controle simbólico do acesso à presença de Deus aplicado à igreja. E isso é um equívoco.


3. A pia de bronze: purificação ritual transformada em santificação permanente

Disse Gilson Sousa:

Porque nela os sacerdotes, eles deviam lavar os seus pés, as suas mãos para entrar no santuário. E esse lavar de pés e mãos representava a purificação constante, a santificação diária daquele que iria servir a Deus ali naquele lugar santo.

Eles deviam lavar-se na pia cada vez que entrassem no santuário e isso para que não morressem.

Para nós, nós sabemos que aquela pia era figura profética da santificação constante do crente, aquele que é chamado para ser o sacerdote do Novo Testamento.

(…)

Quando clamamos pelo sangue de Jesus, nós então temos a oportunidade de passar por esse momento de lavagem, de purificação, para podermos apresentar ao Senhor o nosso louvor, a nossa adoração.

O pastor Gilson Sousa dedica grande parte de sua exposição à pia de bronze, afirmando que:

·       o sacerdote precisava lavar mãos e pés “para não morrer”;

·       isso representaria a “santificação constante do crente”;

·       hoje, essa purificação ocorreria quando “clamamos pelo sangue de Jesus”.

Aqui surgem vários problemas teológicos sérios.

3.1 O sacerdote estava “sujo de pecado”?

Eles deviam lavar-se na pia cada vez que entrassem no santuário e isso para que não morressem.

Como vimos, há uma sutil associação da lavagem em água a pecados morais que necessitam de purificação, o que seria feito com o clamor pelo sangue de Jesus (momento de lavagem). Entretanto, no contexto bíblico, a lavagem na pia:

·       não se refere a pecado moral;

·       não indica falha espiritual;

·       está ligada à impureza ritual decorrente do serviço sacrificial, especialmente do contato com sangue, cinzas e gordura.

A ideia de que, após o sacrifício, o sacerdote ainda precisava ser purificado de “pecado” não encontra respaldo no texto.

Transformar essa lavagem em símbolo de “pecados diários” que exigem purificação constante:

·       contradiz Hebreus 10.14 (“com uma só oferta aperfeiçoou para sempre os que são santificados”);

·       reintroduz uma lógica sacrificial contínua;

·       enfraquece a suficiência da cruz e pode caracterizar insinuação exclusivista da salvação (para que não morram), uma vez que somente a ICM tem a prática ritualística do clamor pelo sangue de Jesus em seus cultos e reuniões.


3.2 “Para que não morressem”: ameaça válida hoje?

É verdade que Êxodo 30 afirma que o sacerdote morreria se não se lavasse. Contudo, essa referência, ainda que sutil, induz o imaginário da membresia a relacionar a ausência desse ensinamento sobre clamor pelo sangue de Jesus à morte espiritual. O que podemos afirmar sobre o texto do velho testamento, com honestidade é o seguinte:

·       a passagem se aplica exclusivamente ao sistema levítico e não deve ser transportada para o Novo Testamento, de modo nenhum;

·       trata-se de sanção ritual, não moral, inaplicável ao contexto da igreja;

·       portanto, não possui continuidade normativa no Novo Testamento e nem mesmo convém fazer qualquer tipo de insinuação nesse sentido.

Usar esse texto como advertência espiritual implícita para o crente hoje cria:

·       medo religioso;

·       insegurança espiritual;

·       dependência de práticas simbólicas.

Esse tipo de transposição é típico de sistemas religiosos de controle, não do evangelho da graça.


3.3 O sangue de Cristo precisa ser “acionado” repetidamente?

Ao afirmar que a purificação ocorre quando “clamamos pelo sangue de Jesus”, o ensino desloca o sangue de Cristo de sua função objetiva para uma função quase ritualística.

Biblicamente:

·       o sangue de Cristo não é ativado por fórmulas verbais;

·       sua eficácia é histórica, jurídica e eterna;

·       ele foi aplicado “uma vez por todas”.

A repetição constante do “clamor pelo sangue”:

·       cria a sensação de que a obra da cruz é insuficiente;

·       transforma fé em prática mágica;

·       substitui confiança pela repetição ritual;

·       insinue exclusivismo da salvação – na ICM.


4. Espelhos das mulheres: alegoria sem base textual

Gilson Sousa disse:

A pia de cobre, ou pia de bronze, ela foi feita com os espelhos de bronze das mulheres.

(…)

Então o bronze polido que servia de espelho para as mulheres contemplarem a sua face, foram colocados no fundo dessa pia de bronze, para que ali, naquela pia, aquilo nos falasse ali de um momento em que nós refletimos a nossa imagem, quando olhamos para aquilo que nos prepara para entrarmos na presença do Senhor.

Foi afirmado que os espelhos das mulheres foram colocados no fundo da pia, permitindo que o sacerdote visse sua imagem refletida. O texto bíblico, porém, diz que:

·       a pia e sua base foram feitas do bronze dos espelhos;

·       isso indica fundição do material;

·       não há referência a superfície reflexiva preservada;

A imagem do “espelho espiritual” é uma construção homilética posterior, não uma descrição bíblica. O uso dessa alegoria não é ilegítimo em si, mas não pode ser apresentada como dado textual.


5. Examinar-se no espelho… e não amar o próximo

Disse Gilson Sousa:

E como a expressão da carta de Tiago, capítulo 1, verso 23, nós contemplamos ali como em um espelho a nossa verdadeira condição espiritual.

Aquela água ali representa a palavra do Senhor, que nós olhamos para ela e nos refletimos ali como num espelho. Então, naquele momento, o que acontece? Nós nos contemplamos o nosso estado espiritual sempre que olhamos para a Palavra de Deus.

Sempre que abrimos a Palavra, sempre que lemos a Palavra, nós somos capazes de ver ali como um espelho, exatamente, a nossa condição diante de Deus.

E ainda mais, nesse momento diante da Palavra de Deus, nós contemplamos ali a condição nossa diante da Palavra, daquilo que Deus requer de nós, que a Palavra de Deus requer de nós. E ali nós examinamos a nós mesmos para termos a oportunidade de corrigir algumas situações nossas, nos arrumar diante daquilo que o espelho nos mostra, a Palavra de Deus nos mostra, isso a fim de nós podermos ser cumpridores da Palavra de Deus.

Vejamos o que diz exatamente a carta de Tiago:

²³ Aquele que ouve a palavra, mas não a põe em prática, é semelhante a um homem que olha a sua face num espelho ²⁴ e, depois de olhar para si mesmo, sai e logo esquece a sua aparência. (Tiago 1:23-24)

O discurso sobre “examinar-se na Palavra” é correto, mas confronta o próprio comportamento da liderança da ICM, que sabe o que está errado, conhece o que diz a palavra de Deus (água), mas não coloca em prática. Leem a bíblia, enxergam tudo o que fazem de errado, mas logo que fecham a bíblia se esquecem de tudo o que leram e fazem tudo ao contrário.

Portanto, o problema surge quando:

·       o exame é apenas individual;

·       não alcança a prática institucional, mas apenas os outros;

·       não confronta estruturas injustas (processos judiciais e ausência de amor ao próximo);

·       não resulta em arrependimento concreto (nunca pedem perdão aos prejudicados pelos processos judiciais movidos injustamente). Perdem o processo e não pedem perdão e nem reparam os danos causados ao processado.

Tiago afirma que o verdadeiro problema não é olhar no espelho, mas:

“não ser praticante da palavra”.

Quando uma liderança se recusa a amar o próximo, a acolher o diferente e a lidar com críticas de forma ética, o discurso de autoexame se torna retórica espiritual vazia.


6. As cinco colunas e os “cinco ministérios”: numerologia devocional

Gilson Sousa disse:

Muito bem, nós então agora vamos observar a entrada do Santuário. O que havia ali? Havia cinco colunas naquela entrada. E sabemos que o número cinco nos remete, nos faz lembrar da expressão relacionada na Palavra do Senhor sobre os cinco ministérios que foram mencionados pelo apóstolo Paulo na carta aos Efésios capítulo 4, do versículo 11 ao versículo 12.

Quando ele fala ali que ele mesmo deu uns para apóstolos, outros para profeta, outros para evangelista, outros para pastor e outros para mestre ou doutrinador. São cinco funções que o Senhor levanta na igreja para edificação da igreja como corpo de Cristo.

A associação entre as cinco colunas da entrada do santuário e os “cinco ministérios” de Efésios 4 não possui qualquer base exegética.

Trata-se de:

·       numerologia devocional;

·       construção simbólica livre;

·       leitura subjetiva.

Não é doutrina bíblica, nem tipologia reconhecida.


7. Urim e Tumim: definições extrapoladas

Disse Gilson Sousa:

Nós vamos notar que, primeiramente, aquelas vestes de Arão, que eram o sumo sacerdote, elas eram diferentes das demais. Por que elas eram diferentes? Porque ele usava ali um peitoral. Esse peitoral era uma veste ali composta de doze pedras, e entre elas estavam as pedras chamadas urim e tumim, que eram as pedras pelas quais o sacerdote consultava o Senhor e recebia a resposta de Deus.

Foi afirmado que Urim e Tumim eram pedras específicas usadas para consulta direta a Deus. Biblicamente:

·       não sabemos exatamente o que eram;

·       não sabemos como funcionavam;

·       não há descrição clara de seu mecanismo.

Atribuir-lhes funções detalhadas é inferência, não revelação.


8. Consagração sacerdotal: inversão teológica da ordem

Gerson Beluci disse o seguinte:

Dando continuidade a esse assunto glorioso, que é o assunto do tabernáculo, nós vamos falar agora sobre os filhos de Arão, que eram os sacerdotes. Eles deveriam ser lavados com água na pia que foi mostrada, a pia de bronze, a pia de cobre, para beneficiar-se da aspersão do sangue dos sacrifícios, particularmente da expiação, do holocausto e da consagração.

Ao afirmar que os sacerdotes eram lavados para “beneficiar-se da aspersão do sangue”, o ensino inverte a lógica bíblica.

No Novo Testamento:

·       a purificação é pelo sangue;

·       a Palavra nos conforma, não nos habilita a receber sangue;

·       a santificação flui da obra consumada, não a antecede.


9. Sangue na orelha, mão e pé: aplicação devocional, não normativa

As aplicações feitas são homiléticas e podem ser edificantes, desde que:

·       não sejam tratadas como regra;

·       não substituam o centro do evangelho;

·       não imponham um modelo espiritual obrigatório.

Cristo cumpriu plenamente esse rito. Ele não nos deixou um manual simbólico, mas uma obra completa.


10. O castiçal: imperfeição, perfeição e contradição simbólica

Disse Gerson Beluci:

Mas tinha também um castiçal de ouro uma peça linda maravilhosa está aí projetada evidentemente nós não sabemos se era exatamente assim mas era uma peça única de ouro batido e é composto por sete lâmpadas como os irmãos estão vendo onde saíam as chamas de fogo para iluminar aquele ambiente três lâmpadas de um lado, três lâmpadas do outro lado de uma haste central quando a bíblia fala do número seis nós sabemos que representa o homem, nós, homens, seres humanos, na sua imperfeição. Porém, Jesus é representado nessa haste central. Porque Jesus é o centro de todas as coisas. Aleluia!

Ele é o centro da igreja. Ele é o centro da obra de Deus.

Aqui o Pastor Gerson fere a lógica. A tentativa de associar:

·       seis lâmpadas ao homem imperfeito;

·       a haste central a Cristo;

·       e o conjunto à perfeição,

gera uma contradição simbólica evidente. Um símbolo não pode representar, simultaneamente, imperfeição e perfeição sem colapsar seu próprio sentido.

Isso revela o limite da alegoria quando ela não é controlada pela exegese.

11. A “Obra do Espírito” e o risco da apropriação institucional do sagrado

Disse Gerson Beluci:

Ele é o centro da igreja. Ele é o centro da obra de Deus.

Ele que completa a nossa vida. louvado seja o Senhor.

Ele é a única fonte de luz que completa a vida do homem. Aleluia! Jesus é a luz do mundo. Ele disse quem me segue não andará nas trevas. Então as sete lâmpadas meus irmãos nos falam Sete fala da perfeição, da completude, sete fala da obra perfeita de Deus e também nos aponta para as operações dos sete Espíritos de Deus, que nós já temos estudado isso no livro do Apocalipse.

Então, a obra é do Espírito e o Senhor Jesus é o centro desta obra, pelo seu sacrifício glorioso, aleluia por isso.

Após dizer que Jesus é o centro da obra de Deus, o pastor Gerson Beluci afirma:

“Então, a obra do Espírito e o Senhor Jesus é o centro desta obra, pelo seu sacrifício glorioso.”

À primeira vista, a frase pode soar como uma declaração cristã genérica e correta: o Espírito Santo opera, e Jesus é o centro.

No entanto, quando analisada dentro do vocabulário próprio da Igreja Cristã Maranata, a afirmação revela uma ambiguidade significativa, que não pode ser ignorada.

Na linguagem interna da ICM, o termo “Obra” não é neutro nem abstrato.

Trata-se de um conceito técnico-identitário, historicamente utilizado para designar a própria instituição, em contraste implícito — e por vezes explícito — com outras igrejas e expressões do cristianismo.

Assim, quando se fala em “a Obra”, o ouvinte formado dentro desse sistema não compreende a expressão como referência genérica à Igreja de Cristo no mundo, mas como alusão direta à Igreja Cristã Maranata.

Nesse contexto, a frase produz uma inferência sutil, porém poderosa: a de que a ICM seria a Obra do Espírito Santo em operação no presente, e que Jesus estaria no centro dessa Obra específica. Não se trata de uma declaração explícita, mas de uma construção retórica baseada na ambiguidade deliberada do termo e na sedimentação prévia de seu significado institucional.

O problema teológico dessa formulação não está em afirmar que o Espírito Santo opera — isso é central à fé cristã —, mas em não distinguir claramente a obra universal do Espírito na Igreja de Cristo da atuação de uma instituição particular. Quando essa distinção se perde, ocorre um deslocamento sutil, porém grave: Cristo deixa de ser o critério que julga e confronta a igreja, e passa a funcionar como o selo que legitima uma estrutura institucional concreta.

Dizer que “Jesus é o centro” não resolve o problema se não se responde, com clareza, de que realidade Ele é centro. No Novo Testamento, Jesus é o centro do Reino de Deus, da redenção, da Igreja universal e da fé cristã como um todo.

Quando esse centro é transferido, ainda que implicitamente, para uma “Obra” institucional delimitada, corre-se o risco de subordinar o Cristo vivo à preservação de um sistema religioso.

Esse tipo de discurso produz efeitos práticos profundos: críticas à instituição passam a ser percebidas como oposição à obra do Espírito; o dissenso é espiritualizado como falta de revelação; e o afastamento da igreja é interpretado como afastamento da própria ação de Deus.

Trata-se de um mecanismo clássico de apropriação simbólica do sagrado, no qual a instituição se reveste da linguagem da fé para blindar-se contra questionamentos.

Portanto, não se trata de uma leitura maliciosa ou exagerada, mas de uma análise responsável do efeito real do discurso. A fé cristã confessa que o Espírito sopra onde quer e que Cristo é Senhor da Igreja — de toda a Igreja.

Quando uma comunidade começa a sugerir, ainda que de modo implícito, que essa obra se identifica prioritariamente com ela mesma, deixa-se o terreno do evangelho para adentrar o campo perigoso do exclusivismo religioso.


12. A “luz do mundo” que não ilumina o mundo

Disse Gerson Beluci:

A arte central então estava ligada ao próprio castiçal numa peça única e era a única fonte de luz vejam não tinha janelas nós vamos ver as cobertas era a única fonte de luz para iluminar o interior da tenda do santuário profeticamente nos fala do senhor jesus a luz do mundo e o profeta Isaías nos falou isso né o povo que andava em trevas, viu uma grande luz, aleluia.

O castiçal iluminava apenas o interior do santuário, ambiente exclusivo aos sacerdotes. Aplicá-lo diretamente à afirmação de Jesus como “luz do mundo” gera um problema ético e missiológico.

Cristo não é luz de um espaço fechado. Ele ilumina:

·       os de fora;

·       os excluídos;

·       os que não pertencem ao “sistema”.

Quando o símbolo reforça exclusivismo, ele trai o próprio Cristo que deveria representar.


13. As quatro cobertas e a personalidade de Jesus

Não há base bíblica para afirmar que cada coberta do tabernáculo represente um aspecto específico da pessoa de Cristo. Trata-se de leitura devocional legítima apenas se reconhecida como tal — não como doutrina.


14. O altar do incenso: Cristo ou as orações?

Disse Gerson Beluci:

O altar do incenso, meus irmãos, ficava na frente do segundo véu, na entrada do lugar santíssimo. (…) E eles queimavam o incenso, que tinha uma dupla função. Primeiro, adoração, glorificação ao nome do Senhor. Aquele incenso subia como gratidão ao Senhor. Mas também tinha um outro objetivo que era a intercessão. Profeticamente, meus irmãos, isso nos fala para nós hoje que estamos aqui, que passamos esses momentos gloriosos aqui no Maanaim, os irmãos nas suas igrejas. A verdadeira adoração ao Senhor, a gratidão ao Senhor, ao Pai é movida pelo Espírito Santo. E isso vem do fogo do altar, vem do sacrifício. Então isso significa pra nós o seguinte, nós glorificamos ao Senhor, porque Jesus morreu por nós. Nós hoje levantamos uma gratidão ao Pai, porque Jesus morreu, ressuscitou por nós. E nós podemos glorificar o nome dele pela sua obra redentora, como sacerdotes do Novo Testamento.

Inicialmente, é importante observar que Gerson contraria ensinamento direto de Jesus, que disse que a verdadeira adoração não pode estar vinculada a lugares nem a rituais – “os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade”.

Afastando a palavra de Jesus, Gerson vincula a verdadeira adoração ao que estão no Maanaim da ICM e nas igrejas da ICM.

Mas, não é só.

Repetidamente, as EBDs sobre o tabernáculo têm afirmado que tudo aponta para Jesus, inclusive os utensílios. Mas, neste caso, há uma mudança de interpretação (“revelação”), porque o incensário, em vez de representar Jesus, de alguma forma, representa orações e intercessões dos homens.

Além disso, é importante destacar que, biblicamente, o incenso representa:

·       as orações dos santos (Ap 8.3–4);

·       não o próprio Cristo.

Cristo é o mediador das orações, não o incenso em si. Confundir esses papéis desloca a centralidade de Cristo para a prática religiosa.


15. Conclusão – Muito símbolo, pouco evangelho vivido

A EBD de 18/01/2026 apresenta:

·       uma arquitetura espiritual sofisticada;

·       uma simbologia rica;

·       uma linguagem piedosa.

Mas, ao final, entrega:

·       um Cristo teórico;

·       uma fé ritualizada;

·       um discipulado sem ética concreta;

·       uma espiritualidade que não confronta o amor ao próximo.

O tabernáculo, que deveria apontar para Cristo, passa a funcionar como instrumento de legitimação de práticas internas. O evangelho, que deveria libertar, acaba mediado por símbolos que nunca foram pensados para substituir a cruz.

Jesus não nos chamou para repetir ritos, mas para seguir seus passos.
Não para construir sistemas simbólicos, mas para amar como Ele amou.

DEGRAVAÇÃO DAS MENSAGENS

 

ANTÔNIO CARLOS DE OLIVEIRA

Estamos na Escola Bíblica Dominical estudando sobre Jesus no Tabernáculo. Convidamos a todos para ler de pé a palavra relativa ao tema desta EBD em Hebreus 9:2.  A palavra do Senhor diz assim.

Porque um tabernáculo estava preparado, o primeiro em que havia o candeeiro, ou candelabro, e a mesa e os pães da proposição ao que se chama o santuário.

Amém? Podem estar assentados.

Estamos dando continuidade ao estudo sobre o conhecimento do Senhor Jesus através do tabernáculo e seus objetos. E estamos no estudo sobre o conhecimento do Senhor Jesus através, então, dos elementos do tabernáculo. Vimos como no altar dos holocaustos eram oferecidas as ofertas para que o pecador pudesse desfrutar de plena comunhão com Deus.

Todas as ofertas representavam o Senhor Jesus e as bênçãos que Ele conquistou para nós ao viver uma vida santa ao morrer na cruz do Calvário.

Estamos vendo aqui o tabernáculo do deserto com seus elementos que já estão mostrados no slide projetado.

Notemos que havia o que podemos chamar de caminho do santuário, que devia ser percorrido desde a porta do tabernáculo até chegar ao Santíssimo, quer dizer, desde o início até o final.

Tudo começava na porta, porque nos fala de Jesus.

Depois caminhava-se pelo átrio, pelo pátio, até o altar dos holocaustos, onde se ofereciam as diversas ofertas.

A seguir, havia a pia de cobre. De bronze, digo.

A seguir, havia a pia de bronze, onde o sacerdote se lavava. É a mesma coisa, mesma palavra.

Na tenda da congregação, havia o lugar santo, seguido do lugar santíssimo, onde Deus se revelava plenamente.

Então, se observa as setas que estão apontando, o homem, ele caminhava buscando a presença de Deus, a comunhão plena com Deus. Então, ele passava, caminhava pelo altar, a pia, o santuário, até chegar ao Santíssimo.

Entre o altar dos holocaustos e o lugar santo, chamada a tenda da congregação, havia, portanto, a pia de bronze, que será o objeto de nosso estudo nesta escola bíblica.

GILSON SOUSA

Louvado seja o nome do Senhor.

Nós vamos começar então a considerar sobre a pia de bronze. Porque apenas os sacerdotes utilizavam a pia de bronze. Ela era obrigatório, melhor, era obrigatório na pia de bronze que se fizesse ali o uso dela.

Porque nela os sacerdotes, eles deviam lavar os seus pés, as suas mãos para entrar no santuário. E esse lavar de pés e mãos representava a purificação constante, a santificação diária daquele que iria servir a Deus ali naquele lugar santo.

Eles deviam lavar-se na pia cada vez que entrassem no santuário e isso para que não morressem.

Para nós, nós sabemos que aquela pia era figura profética da santificação constante do crente. aquele que é chamado para ser o sacerdote do Novo Testamento.

A igreja do Senhor, ela é chamada na Bíblia de sacerdócio real. E neste ponto, nós precisamos examinar então agora algo importante sobre o sacerdócio.

Porque somente os da família de Arão, que era o sumo sacerdote, eles podiam entrar ali no santuário e somente eles podiam ser sacerdotes. Eles eram da tribo de Levi, e ainda assim, havia restrições à descendência de Arão com relação a se tornarem sacerdotes.

Arão era o único que podia entrar no Lugar Santíssimo e ele entrava ali como representante do povo para interceder em favor do povo.

Era, portanto, Arão um tipo do Senhor Jesus como o nosso intercessor. Jesus é o intercessor, aquele que intercede pela igreja junto ao Pai. Só que o sacerdócio de Jesus foi superior ao sacerdócio de Arão, porque Jesus foi sumo sacerdote segundo a ordem de Melquisedeque, aquele que é referido na Bíblia como aquele que não são mencionados lá no livro de Gênesis. Ele era sem genealogia, ele era sem princípio nem fim. E isso era para indicar que o sacerdócio do Senhor Jesus seria um sacerdócio eterno.

Os familiares de Arão, eles eram os únicos que podiam ser sacerdotes porque eles representavam figura dos crentes do Novo Testamento. Por quê? Porque nós hoje, como crentes do Novo Testamento, nós somos a família do nosso sumo sacerdote que é o Senhor Jesus.

E por isso somos, podemos ser chamados de filhos de Deus.

É por isso que está escrito que Ele, Jesus, Ele não se envergonha de nos chamar de irmãos. Lá na carta aos hebreus está escrito ali que Ele considera a sua igreja como os seus irmãos e nós somos chamados de irmãos do Senhor Jesus.

E como sacerdote do Novo Testamento, nós podemos, então, oferecer sacrifícios agradáveis a Deus. E o sacrifício mais agradável a Deus está descrito lá na Carta aos Hebreus, no capítulo 13, verso 15, quando diz que ofereçamos, portanto, a Deus por Ele, sacrifício de louvor que é fruto dos lábios que confessam o Seu nome.

E nós devemos então, como sacerdotes, nos lavar na pia de cobre para podermos penetrar no santo dos santos, onde ali servimos ao Senhor.

Quando clamamos pelo sangue de Jesus, nós então temos a oportunidade de passar por esse momento de lavagem, de purificação, para podermos apresentar ao Senhor o nosso louvor, a nossa adoração.

A pia de cobre, ou pia de bronze, ela foi feita com os espelhos de bronze das mulheres.

Interessante a expressão do texto em Êxodo, capítulo 38, verso 8, que foram usados os espelhos, espelhos naquela época não eram feitos de vidro, eram feitos de bronze polido.

Então o bronze polido que servia de espelho para as mulheres contemplarem a sua face, foram colocados no fundo dessa pia de bronze, para que ali, naquela pia, aquilo nos falasse ali de um momento em que nós refletimos a nossa imagem, quando olhamos para aquilo que nos prepara para entrarmos na presença do Senhor.

Isso lá na carta aos Efésios, por exemplo, fala a respeito da água que existia ali, que permitia que quem se olhasse ali para lavar as suas mãos e os seus pés, iria vendo o reflexo daqueles espelhos de bronze, iria ver o seu próprio rosto ali.

E o apóstolo Paulo, escrevendo aos Efésios, no capítulo 5, versículo 26, ele vai falar exatamente que aquela pia de cobre, portanto, ela nos faz lembrar da lavagem da água pela palavra de Deus. Expressão usada por Paulo aos Efésios, no capítulo 5, versículo 26.

Então o bronze daquela pia nos fala, por um lado, de um juízo de Deus sobre quem se apresentasse ali. Aquela água, por outro lado, nos fala da palavra na qual nós podemos contemplar ali o nosso próprio rosto, isso no sentido espiritual.

E como a expressão da carta de Tiago, capítulo 1, verso 23, nós contemplamos ali como em um espelho a nossa verdadeira condição espiritual. Então, o momento em que nós atravessamos do altar do holocausto para entrar no ofício sacerdotal é aquele momento em que nós, no culto, libertos pelo poder do sangue de Jesus, agora podemos olhar para nós mesmos e nos enxergar como nós somos refletidos ali pela palavra do Senhor.

Aquela água ali representa a palavra do Senhor, que nós olhamos para ela e nos refletimos ali como num espelho. Então, naquele momento, o que acontece? Nós nos contemplamos o nosso estado espiritual sempre que olhamos para a Palavra de Deus.

Sempre que abrimos a Palavra, sempre que lemos a Palavra, nós somos capazes de ver ali como um espelho, exatamente, a nossa condição diante de Deus.

E ainda mais, nesse momento diante da Palavra de Deus, nós contemplamos ali a condição nossa diante da Palavra, daquilo que Deus requer de nós, que a Palavra de Deus requer de nós. E ali nós examinamos a nós mesmos para termos a oportunidade de corrigir algumas situações nossas, nos arrumar diante daquilo que o espelho nos mostra, a Palavra de Deus nos mostra, isso a fim de nós podermos ser cumpridores da Palavra de Deus.

Então, aquela pia de bronze ali refletia a imagem e a condição física do sacerdote. E hoje, a Palavra de Deus, ela reflete a nossa condição espiritual diante de Deus.

Somente depois de se lavarem naquela pia, é que os sacerdotes podiam entrar no lugar santo.

Também, irmãos, da mesma forma. Somente vivendo esta vida de constante atendimento às orientações do Senhor e às orientações do Deus Santo, quando Ele se revela a nós pela Sua Palavra, somente assim podemos servir no Santuário de Deus, na presença de Deus, como sacerdotes do Senhor Jesus. Louvado seja Deus.

Muito bem, nós então agora vamos observar a entrada do Santuário. O que havia ali? Havia cinco colunas naquela entrada. E sabemos que o número cinco nos remete, nos faz lembrar da expressão relacionada na Palavra do Senhor sobre os cinco ministérios que foram mencionados pelo apóstolo Paulo na carta aos Efésios capítulo 4, do versículo 11 ao versículo 12.

Quando ele fala ali que ele mesmo deu uns para apóstolos, outros para profeta, outros para evangelista, outros para pastor e outros para mestre ou doutrinador. São cinco funções que o Senhor levanta na igreja para edificação da igreja como corpo de Cristo.

E nós vamos ver, mais adiante, quais as funções que os sacerdotes desempenham dentro desse santuário. Neste mesmo momento, atentemos nós agora, irmãos, para a consagração dos sacerdotes.

Vejam bem, na cerimônia de consagração dos sacerdotes, eram usados os seguintes elementos.

Primeiro, a água. Depois, eram trazidas as vestes sacerdotais. Depois, o sangue das ofertas do sacrifício era ali aspergido sobre eles, para eles poderem estar em condições de entrar no santuário.

E, por fim, o azeite da unção, para dar a eles a autoridade, a unção do Senhor. Todos esses elementos têm um significado especial para nós hoje. A água, por exemplo, nos fala da Palavra de Deus, como já vimos. As vestes sacerdotais estão relacionadas à condição da nossa salvação, nossas vestes de salvação.

O sangue, daquelas ofertas de sacrifício, elas se referem à operação do Senhor Jesus através do Seu sangue que é passado sobre nós, que é a operação do Espírito Santo sobre as nossas vidas. E, por fim, o azeite da unção fala da forma como nós somos, então, ungidos pelo Espírito Santo. A nossa voz é ungida, o nosso louvor é ungido, a nossa vida é consagrada ao Senhor e é separada para o Senhor.

Mas considerando ainda as vestes sacerdotais, nós vamos notar uma coisa interessante. Nós vamos notar que, primeiramente, aquelas vestes de Arão, que eram o sumo sacerdote, elas eram diferentes das demais. Por que elas eram diferentes? Porque ele usava ali um peitoral. Esse peitoral era uma veste ali composta de doze pedras, e entre elas estavam as pedras chamadas urim e tumim, que eram as pedras pelas quais o sacerdote consultava o Senhor e recebia a resposta de Deus.

Isso nos fala constantemente da constância e perfeição da nossa comunhão com o Senhor Jesus e a comunhão dEle com o Pai, porque foi Ele quem disse, o Filho nada pode fazer que não tenha antes visto o Pai fazer. Expressões do Senhor Jesus.

As palavras também, Ele disse assim, as palavras que eu vos digo, eu não as digo de mim mesmo, mas o Pai que está em mim é quem faz as obras.” João capítulo 14, versículo 10, Jesus nos afirma isso.

Então agora podemos observar na imagem que sobre a cabeça do sumo sacerdote, e somente sobre a cabeça dele, era colocada uma mitra. A mitra era uma lâmina na qual estava escrita a expressão santidade ao Senhor. Isso ficava na fronte do sacerdote, do sumo sacerdote, mostrando ali uma figura extraordinária do Senhor Jesus, porque ela mostra que todos os pensamentos do Senhor Jesus eram absolutamente santos.

Também era aspergido sobre ele o azeite da unção e que sobre o sacerdote esse azeite era colocado sobre ele e sobre as suas vestes. Por quê? Para mostrar ali a unção do Espírito Santo para que ele pudesse desempenhar o serviço sacerdotal.

O Senhor Jesus também ocorreu isso com Ele. Ele foi ungido com o Espírito Santo. Em que momento? No momento do Seu batismo. Ele foi batizado e ali o Espírito Santo desceu sobre Ele. Imediatamente ao sair do Jordão, Ele foi impulsionado pelo Espírito Santo para dar início ao Seu ministério.

Por isso ali, Jesus vai dar início ao Seu ministério também impulsionado pelo Espírito Santo.

O que é notável é que na Carta aos Hebreus, no capítulo 5, versos 1 e 2, nós vamos ler ali sobre o exercício das funções do sumo sacerdote e como o Senhor Jesus, como sumo sacerdote, Ele exerceu esse exercício, ou seja, Ele conseguiu executar o exercício sacerdotal e que o texto diz que Ele foi constituído a favor dos homens para oferecer dons e sacrifícios pelos pecados e para que pudesse compadecer-se eternamente dos ignorantes e errados. É a expressão da carta aos herdeiros, capítulo 5, versículo 1 e versículo 2.

Como é maravilhoso, então, podemos agora, diante desse ensino, sermos instrumentos nas mãos do Senhor. Vamos cantar Instrumento em Duas Mãos.

[LOUVOR]

GERSON BELUCI

Maravilha! Meus irmãos a todos, que estão conectados conosco aos irmãos que estão aqui no Maanaim de Marechal Floriano, a paz do Senhor.

Dando continuidade a esse assunto glorioso, que é o assunto do tabernáculo, nós vamos falar agora sobre os filhos de Arão, que eram os sacerdotes. Eles deveriam ser lavados com água na pia que foi mostrada, a pia de bronze, a pia de cobre, para beneficiar-se da aspersão do sangue dos sacrifícios, particularmente da expiação, do holocausto e da consagração.

Também vestir-se das vestes sacerdotais e serem aspergidos com sangue e azeite. Se os irmãos quiserem depois, olharem no livro de Levítico, no capítulo 8, versos 23, 24 e 30.

O sangue do carneiro da consagração era então passado na ponta da orelha direita, no polegar direito da mão direita e no polegar do pé direito. Notem bem que somente após esses atos, eles poderiam beneficiar-se da aspersão do azeite da unção juntamente com o sangue.

Interessante, né?

O azeite com o sangue, isso está lá em Levítico 8.30, conforme nós nos referimos há pouco. Assim também, meus irmãos, isso é muito importante pra nós, uma aplicação pra nós como servos de Deus, nós da família, do nosso sumo sacerdote que é o Senhor Jesus, nós precisamos ser vestidos com as vestes sacerdotais e nos consagrar ao serviço do Senhor.

Evidentemente, isso tem uma aplicação espiritual, né?

Em outras palavras, o que significa isso pra nós? Significa santificação e unção. Vou repetir, santificação e unção.

O sangue, na ponta da orelha direita, tem uma aplicação pra nós também. Nos ensina que nós precisamos nos beneficiar do sangue de Jesus para ouvir a voz do Espírito. Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz à igreja.

O sangue na ponta do polegar, meus irmãos, o polegar da mão direita, nos fala que precisamos da operação do sangue de Jesus para sermos capacitados para trabalharmos para o Senhor, para realizarmos a obra de Deus.

E o sangue na ponta do polegar do pé direito, os pés nos falam da caminhada, Jesus é o caminho, nós andamos por esse caminho, esse é o caminho, andai nele, então andar no Espírito, andar no caminho santo.

Agora falando do trabalho dos sacerdotes, se nós lembrarmos dos estudos passados, todo o trabalho começava no altar. Logo depois da entrada pela porta, a primeira coisa que se via era o altar, o altar de bronze, também chamado do altar dos holocaustos.

Nele, os sacerdotes sacrificavam os animais oferecidos pelo pecador que se apresentava ali. Cabia ao sacerdote ministrar os sacrifícios.

Então os irmãos podem observar nesse slide que ao entrar no santuário o sacerdote continuava a ministrar. Quando nós falamos santuário é a tenda, não é? Só o sacerdote e evidentemente o sumo sacerdote podiam entrar ali.

O povo não podia penetrar naquele lugar.

E ali a gente observa aqueles móveis, chamados também de utensílios.

Primeiro vamos falar um pouquinho sobre a mesa, a mesa dos pães. Eram doze pães, chamados de pães da proposição ou pães da presença. Doze porque representavam, cada pão ali representava uma tribo de Israel. Doze pães, doze tribos de Israel.

Agora profeticamente, profeticamente falava de Jesus. Jesus é o pão da vida para a sua igreja. Aleluia! Jesus disse, minha carne verdadeiramente é comida e o meu sangue é verdadeira bebida. João 6, 55 e o verso 57 ainda nos diz, quem de mim se alimenta também viverá por mim. Nós temos recebido nessa manhã, meus irmãos, pela palavra bendita do Senhor, este pão que alimenta a nossa alma. Louvado seja o Senhor por isso.

Mas tinha também um castiçal de ouro uma peça linda maravilhosa está aí projetada evidentemente nós não sabemos se era exatamente assim mas era uma peça única de ouro batido e é composto por sete lâmpadas como os irmãos estão vendo onde saíam as chamas de fogo para iluminar aquele ambiente três lâmpadas de um lado, três lâmpadas do outro lado de uma haste central quando a bíblia fala do número seis nós sabemos que representa o homem Nós, homens, seres humanos, na sua imperfeição. Porém, Jesus é representado nessa haste central. Porque Jesus é o centro de todas as coisas. Aleluia!

Ele é o centro da igreja. Ele é o centro da obra de Deus.

Ele que completa a nossa vida. louvado seja o Senhor.

Ele é a única fonte de luz que completa a vida do homem. Aleluia! Jesus é a luz do mundo. Ele disse quem me segue não andará nas trevas. Então as sete lâmpadas meus irmãos nos falam Sete fala da perfeição, da completude, sete fala da obra perfeita de Deus e também nos aponta para as operações dos sete Espíritos de Deus, que nós já temos estudado isso no livro do Apocalipse.

Então, a obra do Espírito e o Senhor Jesus é o centro desta obra, pelo seu sacrifício glorioso, aleluia por isso.

A arte central então estava ligada ao próprio castiçal numa peça única e era a única fonte de luz vejam não tinha janelas nós vamos ver as cobertas era a única fonte de luz para iluminar o interior da tenda do santuário profeticamente nos fala do senhor jesus a luz do mundo e o profeta Isaías nos falou isso né o povo que andava em trevas, viu uma grande luz, aleluia. Jesus é o primeiro, o principal, aquele que completa o homem, representado no número 6.

Mas para que o homem seja aperfeiçoado, ele precisa da haste central, ele precisa do centro do evangelho que é o Senhor Jesus.

A luz do sol, meus irmãos, não penetrava na tenda, pois o lugar santo, que é essa primeira parte da tenda, e o lugar santíssimo, que nós não vamos falar hoje, eram protegidos por quatro camadas, quatro cobertas sobrepostas.

As quatro cobertas do tabernáculo revelam aspectos da pessoa do Senhor Jesus.

Então brevemente nós podemos dizer, o linho fino, com aquelas cores azul, púrpura, carmesim, e os querubins apontam para a sua glória. Os pelos de cabra, que era a outra cortina, para a sua santidade e justiça. As peles de carneiro tingidas de vermelho apontam para o poder do sangue de Jesus na propiciação dos nossos pecados e tinha uma quarta coberta sobre todas as demais e era mais feia sem aparência, sem formosura era peles de teixugo grossa cuja função era proteger as demais cobertas e também proteger o santuário como se aplica isso? se aplica a humanidade do Senhor Jesus ele não tinha beleza nem formosura. Essa cortina aponta para o Senhor, mostra que Jesus na sua humanidade suportou as lutas desse mundo, as amarguras desse mundo para que nós tivéssemos a alegria. Ele suportou a morte, mas ressuscitou para que nós tivéssemos vida eterna. Então a beleza de Jesus não estava na sua aparência, mas na sua obra redentora em favor de cada um de nós.

O altar do incenso, meus irmãos, ficava na frente do segundo véu, na entrada do lugar santíssimo. Nele, os sacerdotes usavam as brasas que não eram produzidas ali. Essa brasa vinha lá do altar dos holocaustos. E eles queimavam o incenso, que tinha uma dupla função. Primeiro, adoração, glorificação ao nome do Senhor. Aquele incenso subia como gratidão ao Senhor. Mas também tinha um outro objetivo que era a intercessão. Profeticamente, meus irmãos, isso nos fala para nós hoje que estamos aqui, que passamos esses momentos gloriosos aqui no Maanaim, os irmãos nas suas igrejas. A verdadeira adoração ao Senhor, a gratidão ao Senhor, ao Pai é movida pelo Espírito Santo. E isso vem do fogo do altar, vem do sacrifício. Então isso significa pra nós o seguinte, nós glorificamos ao Senhor, porque Jesus morreu por nós. Nós hoje levantamos uma gratidão ao Pai, porque Jesus morreu, ressuscitou por nós. E nós podemos glorificar o nome dele pela sua obra redentora, como sacerdotes do Novo Testamento. Não somente nos alegramos, meus irmãos, por sabermos que Deus tem, pela sua infinita misericórdia, nos usado na obra de Deus, mas pelo privilégio de continuarmos a ser instrumento nas mãos dele. Então nós nos alegramos.

Primeiramente por sermos sacerdotes, nós vamos ter esse privilégio, essa ousadia de entrarmos em comunhão com o Pai, pelo sangue de Jesus. Podemos entrar no lugar santo e aplicado aos três elementos ali, aos três utensílios, aos três móveis, participar do pão da proposição, ou seja, do pão vivo que desce do céu. do corpo de Cristo que é a igreja. Podemos gozar da plenitude da luz que provém do candeeiro, do castiçal.

Isso significa as revelações que emanam da Palavra de Deus. A Palavra de Deus é maravilhosa, é inerrante, e dela o Espírito Santo nos faz, nos traz as revelações gloriosas.

E, finalmente, podemos oferecer ao Senhor sacrifício de louvor, como o pastor Gilson acabou de dizer, de frutos, é um fruto, de lábios que confessam o nome do Senhor. Temos o privilégio, além de adorar ao Senhor, de glorificar o nome dele, de interceder uns pelos outros.

Essa é a verdadeira obra do Senhor.

Então vamos cantar. Vamos lembrar dos castiçais, que estão lá no livro do Apocalipse, mas que fazem menção desse castiçal que nós vimos. Sete castiçais o Espírito acendeu. As sete operações do Espírito Santo. Esse Espírito que está operando no nosso coração, em nosso meio aqui e nas igrejas que estão conectadas conosco.