HERESIAS DA IGREJA CRISTÃ MARANATA: A SEITA HERDADA POR ALEXANDRE GUEIROS
EBD/ICM 13/7/2025
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NOSSOS COMENTÁRIOS SOBRE A MENSAGEM DE ALEXANDRE GUEIROS, EM REDE MUNDIAL DE COMPUTADORES, NO CANAL DA IGREJA CRISTÃ MARANATA NO YOUTUBE! https://www.youtube.com/watch?v=TdeB75tLV7Y
00:00:01 Alexandre Gueiros
A paz do Senhor, queridos irmãos que estão nas suas igrejas, que estão neste Maanaim e nos demais Maanains. É uma alegria ver este povo que é a igreja do Senhor Jesus. Um povo que vive unido na oração, na comunhão uns com os outros.
E porque nós sentimos todos aquilo que o Espírito Santo tem colocado em nossos corações. O amor aos irmãos e quando o membro sofre, todos sofrem. E eu percebi que nós passamos por momentos em que todos sofremos. E aí?
Temos de continuar a interceder não somente por nós, mas por todos os nossos irmãos para que prossigamos, para que vençamos este período. E nós temos muita coisa que nos fortalece e que nos encoraja, que a certeza de que continuamos na dependência do Espírito Santo.
Continuamos ouvindo aquilo que o Espírito Santo diz à igreja.
Continuamos buscando nos submeter continuamente ao governo do Espírito Santo.
E os irmãos têm esta segurança, eu creio que é o maior conforto que nós temos. Obviamente, em primeiro lugar, porque o Espírito Santo é o consolador, é aquele que está nos consolando nestes momentos, não é verdade?
E em segundo lugar, pelo que estávamos dizendo, porque continuamos ouvindo aquilo que ele tem a nos dizer e continuamos vivendo juntos como um só corpo, não somente em nível de igreja local, mas em nível global. Todos nós, em todas as partes do mundo, que temos ouvido aquilo que o Espírito Santo tem falado, que temos nos submetido à doutrina revelada que recebemos daqueles que nos legaram este tesouro, todos nós continuaremos a vencer prosseguiremos firmes no evangelho que nos foi confiado, firmes na palavra revelada pelo Espírito Santo.
E isso que eu estou dizendo tem a ver com o que estamos estudando, né? Estudamos a respeito do tesouro que foi descoberto por um homem ali naquele período de Sardes. O tesouro, todos sabem, é a palavra de Deus. E, em particular, a palavra revelada pelo Espírito Santo. A doutrina teórica em nível de letra tem o potencial de se tornar um tesouro, mas eu diria que não é exatamente um tesouro.
Lutero, quando lia a Palavra de Deus, o que muitos faziam na época, muitos monges, porque só eles tinham o privilégio de encontrar manuscritos da Bíblia em alguns conventos, em algumas faculdades da igreja da época, eles liam, mas não entendiam. Aos seus olhos, parece que havia um véu sobre os seus olhos. Como os discípulos no caminho de Emaus, não viam a Jesus. Jesus estava ali, mas não enxergavam Jesus. Tinham as escrituras, não enxergavam Jesus nas escrituras. Foi preciso que o Senhor, como que abrisse os seus olhos, eles reconheceram a Jesus, entenderam que em todas as escrituras falavam a respeito do Senhor Jesus. Então, eles tiveram o verdadeiro entendimento da palavra de Deus que transformou as suas vidas. Eles tinham deixado Jerusalém, aí resolveram voltar para Jerusalém. Jerusalém, nós sabemos o que representa.
Então, amados irmãos, nós estamos estudando este período de… Passamos por Sardes, chegamos a Filadélfia e todos já aprenderam que Filadélfia nos fala a respeito de uma igreja na qual prevaleceu o amor de Deus derramado nos corações e este gerou o amor aos irmãos.
A palavra Filadélfia vem de Filo, o Filos quer dizer amor, e delfos, irmão. Amor aos irmãos. Amor fraternal, podemos dizer. O que é isso? É a expressão do corpo. O corpo só existe quando os seus membros estão unidos por este vínculo maravilhoso que é o amor. É o que nos une. O amor proveniente do Espírito Santo, operado pelo Espírito Santo em nossas vidas, fruto do Espírito Santo.
Este amor é que verdadeiramente nos une, fazendo de nós um corpo, o corpo de Cristo.
E só assim nós podemos ter condições de representar o Senhor Jesus aqui como corpo de Cristo, expressão visível da presença do Senhor Jesus neste mundo.
Meus irmãos, nós lemos aqui na carta à Filadélfia que eles receberam o tesouro que foi achado no período de Sardes. Um homem encontrou um tesouro. E a exortação é para guardar a minha palavra. Nós encontramos. O Senhor nos exortou, Sardes, a guardar a palavra.
Depois nós vemos, como guardaste a palavra da minha paciência. Filadélfia guardou essa palavra e encontrou a pérola de grande preço. Descobriu Jesus como a porta da salvação. Isso se tornou claro.
E o Senhor permitiu que a igreja de Filadélfia partisse para todo mundo, anunciando a salvação que havia em Cristo Jesus.
Este é o período dos grandes avivamentos. Missionários foram começar a ser enviados à Ásia, à África, às Américas, a todas as partes do mundo, anunciando a porta, o Senhor Jesus, a porta das ovelhas, a porta da salvação. Jesus disse: eu sou a porta das ovelhas, quem entrar por mim encontrará salvação.
Eu gostaria que o pastor Marcelo falasse alguma coisa a respeito da porta. Eu suspeito que ele tenha alguma coisa a dizer a respeito de Jesus como a porta da salvação. A pérola de grande preço. Notem bem, está relacionado com a pérola de grande preço. A pérola é também a porta, certo? O Senhor Jesus é este.
00:08:45 Marcelo Ferreira
Paz do Senhor a todos, nós vamos fazer uma ligação entre a porta aberta que surge na carta de Filadélfia com a porta de pérola que João vai ver na Jerusalém Celestial.
A porta que aparece na carta de Filadélfia, obviamente, é o Senhor Jesus, que é a porta da salvação. Ali João está profetizando acerca da porta, mas depois ele vai ver a porta.
Quando o Senhor o arrebatou e o levou ao alto monte, ele viu a nova Jerusalém, que era cercada de um grande muro de pedras preciosas. Ele descreve que a cidade tinha 12 portas, para cada lado 3 portas. E aí vem a descrição. Cada porta era uma pérola. Então, Jesus é a porta da salvação e Jesus é a pérola de grande valor. Então só havia uma forma de você entrar em Jerusalém Celestial, passando por dentro da pérola. Não há outra forma. Jesus é o único caminho, é o único mediador entre Deus e os homens. No dia em que nós aceitamos Jesus, nós entramos na pérola. E quando o Senhor voltar, nós vamos sair do outro lado da pérola, já dentro da nova Jerusalém.
00:10:21 Alexandre Gueiros
Amém. Glória a Jesus. Obrigado, Pastor Marcelo.
Então, amados irmãos, gostaria de concluir esta minha breve intervenção lembrando algo a respeito deste amor fraternal.
Filadélfia, que quer dizer amor fraternal.
Este amor aos irmãos é também… o amor que provém de Deus se manifesta também como amor às almas perdidas, compaixão pelas almas perdidas.
E foi isso que moveu a igreja de Filadélfia a partir por todo o mundo e anunciar a salvação que havia em Cristo Jesus.
Nós somos igreja de Filadélfia também, nós somos remanescente fiel de Sardes e somos a igreja de Filadélfia, a igreja que vai ser arrebatada.
Os irmãos já aprenderam que o Senhor nos guardará, está escrito na carta à Filadélfia, o Senhor nos guardará da grande tribulação, da grande perseguição, que se refere claramente à grande tribulação final que começará após o arrebatamento.
E então, nós perseveraremos na fé, na fidelidade ao Senhor, no amor aos irmãos até o final, até o arrebatamento.
Mas no fim dos tempos, depois nós estudaremos, vai surgir uma igreja que é Laodiceia – Direitos do povo. E o que é que o senhor diz a respeito desta igreja? Logo, ele disse que se trata de uma igreja morna, lembram-se? Nem fria, nem quente.
Então aquele amor esfriou, o amor de Filadélfia. Então, é uma situação difícil, mas não vamos adiantar porque isso será tratado na próxima EBD, se não me engano.
Então, amados irmãos, vamos perseverar na palavra, guardar a palavra do Senhor, guardar a doutrina revelada pelo Espírito Santo, porque assim o Senhor nos guardará da hora da tentação, que é a mesma palavra de tribulação, no grego pode ser traduzido por tentação ou tribulação. Mas, a mais adequada seria a tradução de tribulação. Eu te guardarei da hora da tribulação. O Senhor nos livrará da grande tribulação, nos levará para a eternidade feliz antes de que a ira de Deus, que vai se manifestar durante a grande tribulação, vier sobre o mundo.
Louvado seja o Senhor.
Pastor Gilson, pode continuar.
00:13:55 Gilson Sousa
Essa hora que nós estamos vivenciando é um momento profético.
Quando nós falamos em Sardes, Filadélfia, nós não estamos nos referindo apenas a igrejas cujo período profético aconteceram, se deram em um determinado momento da história, mas profeticamente estamos vivendo ainda o momento de Sardes, estamos vivendo ainda o momento de Filadélfia.
Por que Sardes?
Porque Sardes fala dos remanescentes, aqueles que restaram, aqueles que sobraram dos escombros de um cristianismo opressor, de um cristianismo que durante mil anos só serviu para oprimir a igreja, mas que o senhor preservou os seus fiéis.
Então nós somos aqueles que são preservados, ou seja, nós estamos guardados hoje.
E o que nos leva a ter certeza disso é nós nos apropriarmos dos recursos da vitória que o senhor tem para nós. Por isso a segunda pergunta. Quando a segunda pergunta falou a respeito das figuras proféticas, da palavra e do sangue, ela está dizendo o seguinte, que aquele que dá ouvidos, que tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas.
Só que tem um aspecto, quando nós ouvimos aquilo que o Espírito diz às igrejas, nós não estamos ouvindo aquilo que é a interpretação de pessoas sobre o que o Espírito Santo está falando, não!
Nós estamos ouvindo a voz do Espírito Santo.
Estamos ouvindo o Espírito Santo que fala, que se revela através dos dons espirituais no meio da igreja.
Então daí a necessidade do uso dos dons espirituais nos cultos, das manifestações do Espírito Santo nos cultos, para que as pessoas saiam dos nossos cultos sabendo que no nosso meio elas não vieram ali, não foram abençoadas por um discurso de um grande pastor, de um grande pregador, mas foram abençoadas por aquilo que Deus falou ao coração delas.
Então, esse aspecto é fundamental na questão de quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas.
Agora, o que é o Espírito Santo dizendo para as igrejas? Ali está exatamente a figura da operação do Espírito Santo, porque cada dom espiritual é resultado de uma operação do Espírito Santo. Então quando o Espírito Santo opera, ele então revela aquilo que foi operado.
E o que é mais maravilhoso nisso, é que quando nós damos ouvidos àquilo que o Espírito Santo está dizendo às igrejas, nós não estamos dando ouvidos a argumentos, não, o Espírito Santo não tem argumentos, o Espírito Santo não tem ponto de vista. O Espírito Santo ele tem a palavra que ele fala e quando ele fala nós não temos o que discutir a não ser obedecer a voz do Espírito Santo.
Então quem tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas, aqui está o grande segredo das figuras proféticas, da palavra que nós ouvimos do Espírito Santo e do sangue, ou seja, a operação do Espírito Santo quando nós damos ouvidos a voz do Espírito Santo.
E o outro aspecto interessante também a observar enquanto as nossas crianças estão adentrando os templos aqui e lá nas igrejas, é o aspecto de que em Sardes e em Filadélfia, que são igrejas que profeticamente perduram, prestem atenção irmãos, perduram até os nossos dias.
Nós hoje somos a Sardes dos últimos tempos.
Por quê?
Porque nós estamos envolvidos… Ao redor de nós, nós podemos ver uma grande estrutura de um cristianismo que já não está mais praticando a verdade, mas nós como praticantes da verdade, como aqueles que guardam a palavra da paciência de Jesus, aqueles que preservam a doutrina dos apóstolos, porque nós cremos que A DOUTRINA DOS APÓSTOLOS, ELA NÃO MUDOU, o Espírito Santo não mudou.
A única coisa que muda é o aperfeiçoamento do NOSSO ENTENDIMENTO DOUTRINÁRIO, isso sim, ISSO NÓS TEMOS QUE MUDAR, pedir sempre ao Senhor para nos dar sempre o entendimento doutrinário de acordo com o momento profético que nós estamos vivendo.
E quando nós falamos de Filadélfia, nós estamos falando de um momento que é concomitante à Laodiceia. Por que concomitante? Porque em Filadélfia, o senhor diz assim: eis que venho sem demora. Mas em Laodiceia o senhor diz assim, eis que estou a porta e bato. Então esse momento é um momento quase concomitante no sentido profético.
E nós hoje, quando vivemos o tempo do breve, nós sabemos nos posicionar em que momento do breve nós estamos vivendo.
Então por isso a importância que nós temos da palavra revelada, do corpo e do sangue, conforme o pastor Alexandre já colocou aqui para os irmãos, que é a nossa pergunta número 3, que foi também muito bem respondida pelo ungido lá da Paraíba, o ungido Marcelo lá da Paraíba.
E vejam, irmãos, que esse momento, portanto, é o momento que o senhor põe diante de nós, na sua palavra, uma porta aberta para nós entrarmos por essa porta e sabermos de uma coisa, nós faremos parte dessa porta como o pastor Marcelo Ferreira colocou aqui muito bem, estaremos lá na eternidade entrando pela porta que é a pérola, né, que nos receberá na eternidade.
Louvado seja o nome do Senhor. Glória a Jesus.
NOSSOS COMENTÁRIOS
EBD ICM 13/7/2025: O amor fraterno exclusivo, a doutrina em mutação e o legado sectário pós-Gedelti
Introdução:
A Escola Bíblica Dominical da Igreja Cristã Maranata, transmitida em 13 de julho de 2025, foi a primeira ministrada de fato após o falecimento de Gedelti Gueiros. Diferente da EBD anterior (6/7), que focou em homenagens e luto, esta trouxe o primeiro pronunciamento direto de Alexandre Gueiros como novo líder da instituição, fazendo uso explicitamente do título de Presidente.
Amor fraterno ou exclusivismo doutrinário?
A mensagem de Alexandre girou em torno da ideia de um amor fraterno que supostamente une o corpo de Cristo. No entanto, na prática da ICM, esse amor se aplica apenas aos seus membros. A instituição exclui irmãos de outras igrejas, desconsidera ex-membros como parte do corpo de Cristo e, em muitos casos, processa judicialmente os dissidentes — uma postura em desacordo com o Evangelho (João 13:35; Romanos 12:10).
O fato é que desde sua fundação, a ICM define o amor fraternal como um vínculo interno entre seus membros, excluindo sistematicamente cristãos de outras denominações e, com mais rigor, os ex-membros.
Isso já seria suficiente para chamar a atenção de quem pensa que a ICM é uma igreja cristã evangélica e não uma seita religiosa. Ora, qualquer grupo que siga a Cristo conhece sabe que corpo de Cristo é uma referência que inclui todos os que creram e receberam Jesus como salvador.
¹¹ Veio para o que era seu, mas os seus não o receberam. ¹² Contudo, aos que o receberam, aos que creram em seu nome, deu-lhes o direito de se tornarem filhos de Deus, ¹³ os quais não nasceram por descendência natural, nem pela vontade da carne nem pela vontade de algum homem, mas nasceram de Deus. (João 1:11-13)
Nesse mesmo sentido, o apóstolo João diz que seguidores de Cristo são aqueles que amam e não aqueles que discriminam ou excluem seus irmãos.
“Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros.” (João 13:35)
Ao limitar o amor aos “de dentro”, a ICM desfigura o princípio do amor cristão, que é inclusivo, reconciliador e acolhedor, inclusive em relação a inimigos (Mateus 5:44).
⁴³ “Vocês ouviram o que foi dito: ‘Ame o seu próximo e odeie o seu inimigo’. ⁴⁴ Mas eu lhes digo: Amem os seus inimigos e orem por aqueles que os perseguem, ⁴⁵ para que vocês venham a ser filhos de seu Pai que está nos céus. Porque ele faz raiar o seu sol sobre maus e bons e derrama chuva sobre justos e injustos. ⁴⁶ Se vocês amarem aqueles que os amam, que recompensa receberão? Até os publicanos fazem isso! ⁴⁷ E se vocês saudarem apenas os seus irmãos, o que estarão fazendo de mais? Até os pagãos fazem isso! (Mateus 5:43-47)
O amor restrito a um grupo exclusivo, segundo o apóstolo João, já deveria ser suficiente para que qualquer seguidor de Cristo identifique quem não é discípulo de Jesus e aproxima-se mais da lógica sectária do que do Evangelho.
Inclusive, os membros da ICM mostram esse sectarismo até mesmo quando evitam cumprimentar ex-membros com “a paz do Senhor” ou quando negam reconhecer seus ex-pastores como ministros do evangelho de Cristo.
Ou seja, a ICM permanece sustentando uma doutrina que a torna indiscutivelmente seita religiosa.
Qual o dom de Alexandre Gueiros e sua função no corpo de Cristo?
Uma vez que Alexandre Gueiros coloca em evidência a doutrina de corpo de Cristo, devemos avaliar se seu título e postura encontram correspondência com o que o apóstolo Paulo ensinou sobre corpo de Cristo. Vejamos Romanos 12:4-10:
⁴ Assim como cada um de nós tem um corpo com muitos membros e esses membros não exercem todos a mesma função, ⁵ assim também em Cristo nós, que somos muitos, formamos um corpo, e cada membro está ligado a todos os outros. ⁶ Temos diferentes dons, de acordo com a graça que nos foi dada. Se alguém tem o dom de profetizar, use-o na proporção da sua fé. ⁷ Se o seu dom é servir, sirva; se é ensinar, ensine; ⁸ se é dar ânimo, que assim faça; se é contribuir, que contribua generosamente; se é exercer liderança, que a exerça com zelo; se é MOSTRAR MISERICÓRDIA, que o faça com alegria. ⁹ O amor deve ser sincero. Odeiem o que é mau; apeguem-se ao que é bom. ¹⁰ Dediquem-se uns aos outros com amor fraternal. Prefiram dar honra aos outros mais do que a si próprios. (Romanos 12:4-10)
Vamos tentar encontrar qual seria o dom de Alexandre Gueiros, uma vez que recebeu uma herança de Presidente da ICM? Se você é membro da ICM, responda com sinceridade:
– Alexandre Gueiros é profeta? Qual “dom espiritual” visível ele já manifestou publicamente? Alguém já viu Alexandre Gueiros tendo uma visão, uma revelação, falando em línguas ou interpretando línguas estranhas?
– Alexandre Gueiros tem o dom de servir? Alguém já viu Alexandre Gueiros com uma vassoura na mão, com uma enxada ou o viu trabalhando em algum serviço voluntário da ICM, no mesmo padrão que a ICM espera de todos os demais membros? Se servir é viajar pelo mundo fazendo alianças com outras denominações religiosas, por que não pagam para os trabalhadores que realizam serviços de limpeza, conservação e manutenção da igreja? Será que servir tem significados distintos, a depender de qual família você pertença? Ou será que depende do seu status social? Ou depende da sua profissão? Advogados podem receber salário para servir, mas faxineiras não podem?
– Alexandre Gueiros tem o dom de ensinar? O que ele conseguiu transmitir sobre o livro do apocalipse nesta aula? Ele explicou os textos que falam sobre o arrebatamento após a grande tribulação? Ou apenas citou um texto isolado, fora do seu contexto para afirmar uma doutrina? Isso é o que fazem os mestres?
– Alexandre Gueiros tem o dom de “dar ânimo”? Quem se sentiu animado e motivado com suas mensagens nestes momentos de transição da ICM?
– Alexandre Gueiros tem o dom de “contribuir generosamente”? Talvez seja este o seu maior dom, uma vez que além de dizimista pode fazer vultosas doações para a ICM sem que ninguém saiba.
– Alexandre Gueiros tem o dom de “exercer liderança”? Isso nós descobriremos em breve, porque até este momento, Alexandre Gueiros ocupava o cargo de Vice-Presidente sem ter nem mesmo direito a voto em questões administrativas da igreja, merecendo, inclusive, a Presidência porque Luiz Eugênio recusou ser o presidente quando Gedelti quis coloca-lo como Vice-Presidente da ICM.
Alexandre Gueiros tem o dom de “mostrar misericórdia com alegria”? Alguém já viu essa característica nele? Será que algum ex-membro que foi arrastado para Tribunais poderia dar um testemunho sobre exercício de misericórdia na liderança de Alexandre Gueiros? Ou será que a alegria dele é em manter ex-membros sob litigância judicial predatória? Até o momento, não tivemos notícias de nenhum ato de amor fraternal em relação aos ex-membros que estão sendo fustigados com ações judiciais, o que impede que reconheçamos em Alexandre Gueiros como alguém que tem o dom de exercer misericórdia.
Enfim, parece que Alexandre Gueiros interpreta o ensinamento de Paulo sobre corpo de Cristo de modo antibíblico, especialmente quando não o vemos preferir os outros do que a si mesmo. Ao contrário, parece estar reforçando o amor restrito e institucional, desconsiderando o verdadeiro significado bíblico de corpo de Cristo.
Intervenções que expõem o sistema
A EBD contou com duas intervenções reveladoras:
· Marcelo Ferreira, já conhecido por visões controversas, como Jesus como goleiro e Serafins sobrevoando a cabeça de Gedelti;
· Gilson Sousa, que reiterou doutrinas exclusivas da ICM (como o sangue sendo figura do Espírito Santo) e afirmou que, embora “a doutrina dos apóstolos não mude”, o “aperfeiçoamento do nosso entendimento doutrinário” deve acontecer.
A fala de Marcelo Ferreira foi, como era de se esperar, alegórica e sem qualquer cuidado com a realidade do texto de apocalipse.
O fato é que a visão da cidade de Jerusalém que está em uma nova terra com um novo céu nada tem a ver com o momento em que alguém aceita Jesus como salvador, porque as pessoas que habitam nesta nova terra, debaixo deste novo céu, já foram salvas. Jerusalém nesta visão apenas demonstra que quando estivermos habitando nesta nova terra, debaixo de um novo céu, a comunhão com Deus é permanente e o acesso é livre, independentemente do ponto cardeal em que estivermos.
Ou seja, quem estão ao norte tem acesso assim como quem está ao sul. Se o fato das portas terem o material de pérola pode apenas significar que este acesso nos foi concedido pelo sacrifício de Jesus, assim como foi representado no templo, quando o véu se rasgou de algo a baixo. O véu rasgado, dando acesso à comunhão com Deus pode guardar um paralelo com as portas de Jerusalém, mas não diz respeito a ímpios tendo acesso a Deus, uma vez que todos os que estão na nova terra já foram salvos, seja por ocasião da morte em Jesus ou seja por ocasião do arrebatamento dos salvos.
Nesse mesmo sentido, Anthony A. Hoekema, em seu livro “A Bíblia e o Futuro” vê a Nova Jerusalém como imagem do povo de Deus glorificado. As portas simbolizam o acesso contínuo à comunhão com Deus e o fato de nunca se fecharem (Ap 21:25) indica que não há mais barreiras, medo ou exclusão.
“As portas nunca se fecham, indicando segurança total e o livre acesso de todos os redimidos à presença de Deus.”
(A Bíblia e o Futuro, p. 285)
Portanto, demonstrando total afastamento do que está escrito para fazer valer interpretações particulares, Marcelo usou a imagem das portas para afirmar que:
– Todos têm acesso desde que entrem pelas “portas certas”. E quais seriam as portas certas? Aparentemente Cristo, mas para quem entende as sutilezas da ICM consegue entender que Marcelo tenta conectar a salvação em Cristo por meio dos ensinamentos doutrinários da ICM (revelações além da letra);
– Quem tenta outro caminho está “pulando o muro” Marcelo faz referência de que os muros são altos, de modo que é inútil tentar pular o muro. Ou seja, todos precisam das revelações além da letra da ICM para ter acesso à salvação.
Obviamente, essa aplicação “além da letra”de Marcelo revela que ele está tentando deslocar o centro do texto de Cristo para a ICM, usando uma imagem escatológica inadequada para reforçar exclusivismo institucional.
A fala de Gilson Sousa sinaliza a possibilidade de mudanças futuras, não das doutrinas teoricamente, mas da interpretação que eles fazem dessas doutrinas, avançando um pouco para além daquilo que Alexandre insinuou na mensagem do dia 8/7/2025 (https://www.youtube.com/watch?v=DY4p9_Otkdw ) de onde extraímos os seguintes trechos:
“a respeito da continuidade da doutrina. A doutrina da palavra é a mesma (…) podemos estar tranquilos. A obra do Senhor não cessa (…) o Senhor continua conosco. A doutrina não se altera, será sempre a mesma: corpo, sangue, direção do Espírito Santo, a palavra revelada. Continuaremos aí, né? Nunca o Senhor deixará de nos dirigir.”
Gilson repete a mensagem de Alexandre Gueiros, fazendo menção à doutrina particular que eles professam sobre Espírito Santo, dons e corpo de Cristo.
Ou seja, mesmo que tenham que abandonar o estudo do livro do apocalipse em breve nas suas EBDs (é o que nos parece), o que podemos notar é que doutrinas heréticas continuarão intactas.
Por exemplo, a doutrina da ICM sobre o Espírito Santo como “sangue” é teologicamente equivocada. O sangue de Cristo aponta para a obra redentora (Hebreus 9:14), enquanto o Espírito é a pessoa divina que consola, guia e convence (João 14:26). Além disso, dizer que apenas a ICM ouve “o que o Espírito diz às igrejas” representa uma usurpação do discurso profético e uma exclusão do restante do corpo de Cristo (Efésios 4:4).
Um sistema sem misericórdia
É impossível falar em amor cristão quando há perseguição judicial a ex-membros, ataques a outros evangélicos e nenhuma empatia com os que saem do sistema.
A doutrina da Maranata, nesse ponto, revela um colapso moral: amar o próximo virou sinônimo de amar apenas os que permanecem submissos à instituição.
Conclusão
A EBD de 13/7 expõe que a ICM continua marcada por contradições bíblicas, heresias doutrinárias, fechamento institucional e exclusivismo teológico, mantendo as características básicas de uma seita religiosa.
Apesar das tentativas de demonstrar estabilidade, há sinais claros de insegurança interna, ambiguidade quanto a mudanças e continuidade da velha estrutura sectária disfarçada de “revelação”.