HERESIAS APOCALÍPTICAS DA IGREJA CRISTÃ MARANATA

HERESIAS APOCALÍPTICAS DA IGREJA CRISTÃ MARANATA

22 de junho de 2025 Off Por Sólon Pereira

EBD/ICM 15/6/2025

www.celeiros.net

NOSSOS COMENTÁRIOS SOBRE A LIVE REALIZADA PELOS PASTORES JOSIAS JÚNIOR, GILSON SOUSA, AMADEU LOUREIRO, JÚLIO FILGUEIRAS, JERÔNIMO HENRIQUE E EDSON IAHN, EM REDE MUNDIAL DE COMPUTADORES, NO CANAL DA IGREJA CRISTÃ MARANATA NO YOUTUBE! https://www.youtube.com/watch?v=O66MEAHLg9I  

 

00:00:00 Josias Júnior

Muito bem, todo o estudo do livro de Apocalipse, tudo aquilo que nós estamos fazendo, a abordagem, ela tem por objetivo que nós alcancemos o que é profético e o que, em última análise, prepara a igreja para o arrebatamento, para que nós possamos compreender tudo que está acontecendo à nossa volta.

Uma simples verificação, por exemplo, dos noticiários, das redes sociais, a gente identifica facilmente, e a gente identifica pelo ensino que tem sido trazido, pela identificação do profético.

O mundo não identifica isso, não. O mundo não se sensibiliza com tudo aquilo que está acontecendo, mas a Igreja Fiel se sensibiliza. Por quê? Porque o Espírito e a esposa dizem vem.

Então essa sensibilidade que nós temos vem do Espírito Santo no nosso coração, no seio da igreja. O Espírito Santo está presente aqui entre nós essa manhã, nas igrejas onde nós estamos.

Então, é esse o objetivo, entendermos o momento profético que nós estamos vivendo.

A partir desse contexto, eu vou começar com o pastor Amadeu, pedindo ao pastor Amadeu que traga uma palavra hoje, uma abordagem que será feita sobre esse cenário, o momento que estamos vivendo e o que está por vir.

Pastor Amadeu.

00:01:25 Amadeu Loureiro

Boa tarde, paz do senhor a todos. Eu queria…

É claro que o livro de Apocalipse é um livro que todo mundo sabe, de um conteúdo profético intenso, e não há como você entrar nesse livro sem que haja uma ação do Espírito Santo.

Seria uma temeridade você entrar dentro de um livro desse porte, da forma como ele veio e foi escrito, sem que houvesse uma operação do Espírito Santo.

Nós falamos muito, e eu quero abrir esse assunto aqui, nós falamos muito, às vezes nas nossas EBDs, alguns assuntos, e alguns irmãos nossos, eu digo até irmãos nossos, que não entendem, que não conhecem bem, até que não são do nosso meio, às vezes nos criticam, porque algumas expressões que nós usamos, por exemplo, marcadores proféticos, quando nós usamos essa linguagem.

Eu quero dizer aqui para os irmãos que isso é uma linguagem didática e o pai da didática era um bispo da Morávia, se não me engano, que era pregador e ele criou a didática no sentido de facilitar o ensino da palavra.

Então vejam, quando nós falamos marcadores proféticos, nós estamos usando uma linguagem que é muito comum hoje no meio médico, quando você interpreta, por exemplo, tempos de algumas doenças, por exemplo, dentro da oncologia, dentro, por exemplo, de doenças, por exemplo, umas hepatite e tal, mas em oncologia, por exemplo, você, você estuda o tempo da doença e você pode dizer em que estadiamento ou que estágio aquela doença está. E isso orienta o médico, o tipo de tratamento e o prognóstico que você às vezes pode ter.

Então essa é uma linguagem que nós usamos didaticamente para que a igreja, usando os marcadores que estão dentro da Bíblia, que nós possamos interpretar esses marcadores para que a igreja possa entender o tempo que ela está. Qual o tempo profético que nós estamos?

A igreja fiel, ela olha para a palavra e na palavra ela vê o tempo que ela está vivendo. Então quando nós falamos, por exemplo, de marcadores proféticos, nós temos vários. Um deles está saltando aos olhos, que é Israel. Todo mundo sabe disso, mas existem vários. O capítulo 24 de Mateus está cheio de exemplos mostrando isso.

Então, quando o tema de hoje nós falamos do arrebatamento da igreja, dessa proximidade do arrebatamento da igreja, nós não estamos criando uma situação que é aquilo que é norma da Igreja Cristã Maranata, não, nós estamos entrando na Bíblia para mostrar aquilo que a Bíblia fala sobre um momento, que não era o momento lá atrás, Lutero não podia pregar isso, nem os reformadores, nem os que vieram, os pós-reformadores, nem nos movimentos pentecostais que aconteceram no final do século XIX. Se falava em tudo isso, mas hoje nós falamos isso porque nós estamos dentro desse momento profético que antecede a segunda vinda de Jesus.

Então é muito importante a igreja entender isso, viver isso, nesse período agora, quando nós olhamos para a Palavra e vemos isso. Então nós como igreja entendemos o tempo que nós estamos vivendo. Você pode chamar, nós chamamos até de o tempo do breve, mas é o tempo que nós estamos vivendo, que é o tempo que antecede a segunda vinda de Jesus.

Vejam, houve todo um preparo profético para a primeira vinda de Jesus. E lá Simeão mostra isso lá no dia da consagração de Jesus. E nós estamos vivendo agora também um momento que antecede a segunda vida de Jesus.

Houve a primeira igreja e nós somos a última igreja.

Olha só, alguém vai lá e vai dizer, está vendo? Eles estão dizendo que a igreja cristã Maranata é a última. Não estou dizendo isso não!

Igreja é povo. Nós somos a igreja, servos, aqueles que são batizados no Espírito Santo, aqueles que estão ouvindo a voz do Espírito Santo, aqueles que estão sendo envolvidos nesta hora…, é um povo que está vivendo a última igreja, sem dúvida.

Ninguém pode negar isso! Quem lê a Bíblia e conhece a Bíblia sabe que nós somos, como povo, a última igreja.

Não tem. A primeira igreja foi lá, a primitiva. Nós somos a última igreja, a igreja dos marcadores proféticos, a igreja dos sinais que mostram a proximidade da segunda vinda de Jesus.

00:06:13 Josias Júnior

Amém. Pastor Gilson, nós fizemos recentemente uma abordagem, aliás, o que vocês estão acompanhando aqui agora pela manhã é quase uma reprise daquilo que a gente faz quando a gente grava o programa que vai para o ar pela televisão. Então é esse modelo aqui e quem está acostumado a assistir, quem não está não sabe o que está perdendo, quem está acostumado a assistir já viu que é esse formato e essa abordagem que é feita. Então vamos lá, vamos nessa sequência.

Pastor Gilson, em relação a isso que o pastor Amadeu acabou de colocar aqui, que aspecto você quer levantar e chamar a atenção?

00:06:53 Gilson Sousa

Bom, é muito importante o seguinte, é que partindo da colocação feita pelo pastor Amadeu, realmente o próprio Senhor Jesus, Ele recomendou aos discípulos que eles deveriam discernir os tempos proféticos. Esse é um aspecto.

E que nós, quando dizemos que somos igreja dos últimos dias, não estamos dizendo a Igreja Cristã Maranata, estamos dizendo fazemos parte de um projeto de Deus para a igreja fiel de Jesus nesses últimos tempos, ou nesse último tempo.

E uma prova disso, podemos ver agora, por exemplo, Apocalipse capítulo 3, versículo 10, quando o texto fala aqui a respeito desse projeto final da igreja.

Por exemplo; como guardaste a palavra da minha paciência, também eu te guardarei da hora da provação, da tentação que há de vir sobre todo mundo para tentar os que habitam na terra.

Então esse momento, portanto, é o momento em que o Senhor quer guardar, preservar uma igreja, e uma igreja que guarda a palavra do Senhor, que guarda o profético, guarda aquilo que é profético.

Então essa igreja, ela tem essa garantia do Senhor, e nós estamos entrando nesse tempo. Entrando num tempo em que vai se cumprir aqui agora os tempos finais da igreja. E nós estamos atentos a isso, discernindo esse tempo. Nós estamos dentro de marcadores proféticos, como explicado aqui pelo pastor Amadeu. Esses marcadores proféticos são momentos em que nós discernimos a profecia e imediatamente nós sabemos que o tempo está próximo.

Por exemplo, nós temos uma… nesse período agora em que o Senhor Jesus faz essa promessa, a partir da igreja de Filadélfia, esse período agora é um período em que a velocidade com que as profecias acontecem é muito rápida, e nós temos que ser velozes também em estarmos atentos, discernindo esses marcadores proféticos, porque eles vão, é como as dores de parto, né, pastor Amadeu, elas chegam a um ponto que vão se intensificando, se intensificando, até que a criança nasça.

Ou seja, nós estamos aguardando isso, aliás, isso foi uma linguagem usada pelo senhor Jesus no sermão profético, né? Muito bem.

Aí o que nós queremos dizer, então, é que esse momento, por exemplo, nós sabemos que vai chegar um ponto em que a igreja será arrebatada. E a igreja, ao ser arrebatada, ela vai marcar o final dessa dispensação, o final desse primeiro momento que a igreja está vivendo, que é um momento, inclusive, em que a igreja está guardando a palavra da paciência do Senhor, mas que vai chegar um momento que o mundo vai entrar numa grande dificuldade, uma grande tribulação.

E isso está muito claro, por exemplo, quando os irmãos pegam o capítulo 8 de Apocalipse, e vê ali o toque das trombetas, quando chega na quarta trombeta, capítulo 8, verso 12 de Apocalipse, ali está exatamente o momento em que o sol escurece, a lua não dá mais a sua luz, e ali aquele é o momento em que marca a partida de uma igreja fiel.

Mas logo em seguida, no verso 13, existe ali o pronunciamento de um juízo que virá sobre o mundo. Ai, ai, ai dos que habitam sobre a face da terra, por causa do toque das trombetas, das três últimas trombetas que ainda hão de tocar.

Então, são três ali juízos que vêm, podemos dizer até, eu quero aproveitar aqui as palavras que o pastor Gedelti nos deu hoje pela manhã, o primeiro ai voltado para a igreja infiel que vai ficar, e os outros ai voltados para outros projetos de Deus, inclusive com relação a Israel e às demais nações.

Então, tudo isso mostra que a igreja nesse período desses juízos, de execução desses juízos, ela não estará presente na terra. E portanto, nós entendemos que a igreja não passará pela grande tribulação. Ela vai ser preservada, porque o Senhor Jesus garantiu isso em Apocalipse 3, verso 10. Também eu te guardarei, eu te preservarei da tentação que há de vir sobre o mundo para tentar os que habitam na terra.

A igreja não estará mais habitando na terra. É uma palavra complementar que queríamos dar aqui para esclarecer esse momento final desse projeto de Deus que nós estamos vivendo nessa última hora.

00:11:35 Josias Júnior

Muito bem. Em cada programa, a gente tem uma sequência de abordagens que são exatamente complementares no alcance daquilo que o senhor tem mostrado e que nós precisamos alcançar.

Dentre elas, nós temos sempre uma abordagem histórica, e é o pastor Edson Iahn quem faz essa abordagem, traz um substrato histórico no que diz respeito à igreja em Filadélfia.

00:11:59 Edson Iahn

Paz do senhor a todos. Só complementando o que o pastor Amadeu falou, da didática, o pai da didática é Jan Amos Komensky, lá da Morávia. A Morávia é uma região que fica entre a Alemanha e a Tchecoslováquia. E, como ele usava isso nas pregações, ele é considerado, historicamente, o pai da didática.

Mas o que nós vamos falar aqui, na Carta a Filadélfia, no 3:8, diz assim, né?

E sei as tuas obras e eis que diante de ti pus uma porta aberta.

E daí, no capítulo 4:1 diz assim: depois destas coisas olhei e eis que estava uma porta aberta no céu. E a primeira voz que como de trombeta ouvira falar comigo disse, sobe aqui, e mostrar-te, ei, as coisas que, depois dessas, devem acontecer.

Então, o Senhor fez João subir ao céu, numa visão, e ele vai, e lá no capítulo 7, mostra um momento que lá no céu o Senhor apresenta o próprio Senhor num trono, e que diz assim, no 7:9 diz assim: depois destas coisas olhei e eis aqui uma multidão a qual ninguém podia contar de todas as nações e tribos e povos e línguas que estavam diante do trono perante o Cordeiro.

E olha só, aqui já tem um fato muito importante, histórico e profético.

João vê salvos de todas as nações, então não é de uma nação, é de todas as nações e de todas as línguas. Então é João vendo lá no céu o Senhor no trono e uma multidão onde tinham salvos de todas as línguas e de todos os povos.

E aí num determinado momento nessa visão, um ancião chega para João e pergunta: tu sabes quem são esses que estão vestidos de branco?

E João responde para ele assim, Senhor, tu sabes. Tu sabes!

E ele diz assim: esses são os que vieram DE grande tribulação.

Não vieram DA grande tribulação, vieram DE grande tribulação.  

Ou seja, lá no céu João viu os mártires aqueles que morreram em tribulação que passaram por tribulação há algo à parte para eles, vestes brancas, o Senhor chama a atenção de João para olhar para eles, para os mártires que estão lá no céu.

E nós vemos nessa visão, nós olhamos o seguinte: primeiro, não foi em vão a morte dos mártires, não foi em vão a morte de Antipas, que o Senhor diz, o meu servo, que o Senhor diz lá na carta de Pérgamo –  e Antipas, meu servo que morreu, que morreu entre vós. Antipas era um líder da igreja em Pérgamo e ele morreu num touro ardente, foi colocado num touro de fogo ardente e ele não legou a fé.

Então nós vemos ao longo da história muitos mártires e Antipas com certeza está nesse grupo aqui.

Porque o Senhor já relata que ele morreu e não negou. O Senhor testemunha de Antipas, então, o Senhor testemunha a salvação dele.

00:16:06 Gilson Sousa

Minha fiel testemunha.

00:16:08 Edson Iahn

Minha fiel testemunha. Minha fiel testemunha, o Senhor dá esse testemunho de Antipas.

Mas nós vemos ao longo da história muitos que morreram, foram mártires, não negaram, não negaram a fé.

Mas, eu queria dar ainda uma colocação aqui, que o Senhor não exaltaria se tivesse, se após a tribulação, se após o arrebatamento houvesse uma grande tribulação e a igreja passasse por essa grande tribulação, e se o Senhor se referisse aqui a esses, o Senhor não ia… exaltar um povo que ficou para a segunda época.

Então, aqui destacando o que o Senhor está exaltando, os mártires, todo aquele que morreu e que veio DE grande tribulação e não DA grande tribulação, aquilo que o pastor Gilson falou aqui, que após o arrebatamento vem a tribulação, a grande tribulação e a igreja não passará pela grande tribulação porque ela subirá para o céu no arrebatamento.

E ainda finalizando, eu queria passar para todos nós que estamos aqui, porque a igreja dos últimos dias, ela passa o princípio das dores, ela não vai passar a grande tribulação, mas ela vai passar os princípios das dores que fala ali em Mateus 24: verá guerras, rumores de guerras, epidemias, isso aí nós estamos passando.

E eu digo para os irmãos, assim como os mártires, assim como aqueles que passaram por tribulação e não negaram a fé, e não foi em vão porque estarão lá, o João viu já eles diante do trono, na glória, também essa glória nos aguarda.

E todo aquele que passa tribulação, os jovens que aqui estão, sabem que não é em vão ser fiel ao Senhor e não negar ao Senhor.

00:18:05 Josias Júnior

Glória a Jesus. Muito bem.

Alguns aspectos que também foram abordados aqui ao longo do seminário, nós vamos ver a aplicação deles dentro do contexto de Apocalipse, do estudo que nós vamos fazer. Então, Pastor Júlio, razão e revelação.

00:18:20 Júlio Filgueiras

Os mistérios do Senhor, eles são abertos para a igreja através da revelação. O homem não consegue compreender através da razão.

Quando então observamos a igreja de Sardes e Filadélfia, nós já estamos falando de um novo momento na história da igreja. Um momento que o Espírito Santo agora prepara a igreja para o arrebatamento. Por isso a importância da revelação. A revelação é essa porta que se abre para nós, E não há porquê nós como igreja errarmos. Porque o Senhor pôs essa porta diante de nós. E eis que pus uma porta diante de ti. Diante de ti eu pus uma porta aberta.

É aquele texto em Cantares. Por que eu erraria? Por que seria eu como a que erra? A igreja não tem por que errar. A que erra é a igreja infiel. Nós somos a igreja fiel e nós acertamos o alvo porque nós temos a revelação do Espírito Santo.

Um exemplo disso, quando o Senhor Jesus ressuscita. Maria vê o Senhor Jesus de pé diante dela, mas ela não o reconheceu. Os dois discípulos no caminho de Emaús andaram com ele, conversaram com ele, mas não o reconheceram, porque os seus olhos estavam encobertos.

Percebam aqui os irmãos, essas pessoas estavam com Jesus há quatro dias atrás, que Jesus havia morrido e ressuscitado no terceiro dia. Eles não reconheceram Jesus pelos olhos racionais, mesmo tendo andado com ele, tendo conhecido o carpinteiro, tendo uma memória histórica de Jesus. Se eles não reconheceram Jesus de quatro dias atrás, como que o homem hoje vai conhecer Jesus revelado a dois mil anos de distância? Esse Jesus histórico, perdão.

Como que o homem vai conhecer esse mistério se Jesus não se revelar? Mas Jesus quer se revelar.

00:20:14 Josias Júnior

Glória a Deus.

00:20:15 Júlio Filgueiras

Jesus quer, é essa porta que se abre para revelar os seus segredos ao homem. Então, quando Jesus fala o nome dela, Maria, ela, ela reconhece, Ele ressuscitou, Ele está vivo. Quando Jesus partiu o pão com os discípulos, Ele se revelou. E eles voltaram para o corpo. Ou seja, Jesus quer se revelar nessa última hora.

E o homem só vai entender o arrebatamento, conhecendo a revelação do Senhor. Conhecendo esse mistério, essa porta que se abre para o homem, que é a revelação do Espírito Santo.

Então nessa última hora, a igreja de Sardes, Filadélfia, ela está totalmente dependente da revelação do Espírito Santo, nos mostrando que Ele está vivo, que Ele ressuscitou.

A última imagem que o cristianismo tem de Jesus é a cruz. É a última imagem que eles têm de Jesus. A igreja não. Ela vê Jesus glorificado no meio dela.

00:21:12 Josias Júnior

Glória a Deus.

00:21:13 Júlio Filgueiras

Ela tem os dons espirituais. Ela conhece a beleza, não aquele carpinteiro mais, mas esse com olhos como chama de fogo, com pés como latão reluzente. O seu rosto resplandece mais do que o sol. É o Jesus que se revelou a nós, mudou a nossa história e vai nos levar para a eternidade.

00:21:32 Josias Júnior

Glória a Jesus.

Bom, agora nós vamos fazer aqui uma participação de dois pastores aqui. Um vai complementar o que o outro vai dizer. Então, primeiro, o pastor Tiago, ele vai falar sobre verdade relativa. Na sequência, o pastor Jerônimo, sobre verdade absoluta.

00:21:49 Tiago

Irmãos, a paz do Senhor.

Como os pastores falaram, nós somos a geração que vai vivenciar o arrebatamento da igreja fiel. E Sardes e Filadélfia, o Espírito Santo começa uma operação preparando, ele intensifica essa operação preparando a igreja para a partida. Preparando para a igreja viver esse momento maravilhoso.

Mas há uma oposição a esse projeto do Senhor, que é o relativismo. É quando o homem pega e começa a relativizar aquilo que é eterno, aquilo que é absoluto.

Nós estamos sendo preparados para um evento que é absoluto. Jesus vai voltar! Independente do que aconteça, Jesus vai voltar para arrebatar esta igreja.

Mas o relativismo começa a desviar o homem do projeto e trazer o homem para um caminho das trevas.

E quem são aqueles que operam esse relativismo? Essa é uma operação do anticristo. E ele usa como instrumento aquilo que é o anátema e o apóstata. O anátema é para trazer maldição e o apóstata para desviar o homem da fé, daquilo que ele viveu da palavra de Deus.

Mas nós não, irmãos!

Nós estamos aqui porque o Senhor tem operado na nossa vida. E nós não podemos nos deixar levar pelo relativismo, porque a palavra diz isso.

Olha, é uma sinagoga de Satanás, ou seja, uma operação do mal. E é uma operação de mentira, porque o versículo fala: e eles mentem.

Nós não estamos aqui para viver a verdade relativa, que no final é uma mentira.

Nós estamos aqui para viver a verdade absoluta.

00:23:20 Josias Júnior

Amém? Pastor Jerônimo.

00:23:21 Jerônimo Henrique

Paz do Senhor a todos.

Quando o pastor Tiago menciona a verdade relativa, mostra uma verdade que é do homem, que parte do homem.

A verdade absoluta só vem de Deus. Ela vem da obra redentora. Ela não vem da obra criadora, mas ela vem do céu. Ela vem pelo Espírito Santo.

Vejam os irmãos. Jesus disse, João 14:6: Eu sou o caminho, a verdade e a vida. A verdade absoluta, só Jesus. Porque a palavra diz, se o Filho do Homem vos libertar, verdadeiramente sereis livres. Ele nos libertou. A verdade é essa, Jesus nos libertou e é uma verdade absoluta.

E é muito interessante, porque quando Jesus estava diante de Pilatos. Pilatos diz assim: és tu rei?

Ele diz, olha, você disse que eu sou rei e eu vim pra isso. Isso é uma verdade. E aquele que é da verdade, ouve a minha palavra. E Pilatos diz, o que é a verdade? Porque Pilatos estava acostumado com a verdade relativa, a verdade do homem. O que um diz, o que o outro diz. Ele não conhecia a verdade absoluta.

Mas veja a expressão de Jesus. Aquele que é da verdade, ouve a minha palavra. Meus irmãos, nós somos da verdade. Nós somos de Jesus. Ele é a verdade absoluta e nós o ouvimos e nós sentimos a presença dEle.

E encerrando, a carta a Filadélfia, Jesus se apresenta assim: Isso diz aquele que é santo, que é verdadeiro e que tem nas mãos a chave de Davi.

Que é verdadeiro. Para a igreja de Filadélfia, que somos nós, a igreja que será arrebatada, a igreja que entrará na glória de Cristo, nós temos a experiência de conhecer o que é verdadeiro. Ele é a nossa verdade.

E a verdade, tudo aquilo que nós vivemos nesse seminário, é a operação da verdade absoluta. Batismo com o Espírito Santo, verdade absoluta. Dons espirituais, verdade absoluta. Palavra revelada, verdade absoluta.

E o pastor Edson mencionou, falando dos mártires, que vão chegar na glória, que João já viu. E a expressão dita bem assim: E eles nunca mais terão fome. Nunca mais terão sede, não terão mais lágrimas porque o Cordeiro os apacentará.

Esses homens morreram por conta de uma verdade relativa? Não!

Porque não muda de um dia pra noite, não muda de uma mensagem pra outra, não! A verdade do Senhor dura para sempre.

00:26:32 Josias Júnior

Glória a Deus.

00:26:32 Jerônimo Henrique

A verdade absoluta é a verdade eterna. Esses homens morreram por uma verdade absoluta. E nós vamos chegar na glória de Deus pela verdade absoluta que é o Senhor Jesus. E o Cordeiro nos apascentará no céu. Essa é uma verdade garantida para a igreja.

00:26:51 Josias Júnior

Glória a Jesus. Pastor Amadeu, tem uma abordagem a fazer?

00:26:56 Amadeu Loureiro

Eu queria concluir, já que nós, viu Josias e os demais pastores, já que nós temos uma visibilidade não só com os irmãos da Igreja Cristã Maranata, mas irmãos nossos de outras igrejas, servos de Deus que, vocês não sabem, mas participam das nossas EBDs

Pediram autorização para assisti-las e nós permitimos, que a doutrina não é nossa, a doutrina é do Espírito.

Mas, isso que os companheiros colocaram aqui, nós queremos dizer para os irmãos, voltando àquele tema sobre marcadores proféticos, vejam: as quatro trombetas são marcadores proféticos de uma época. É só ler lá, eu não vou aqui senão vai ficar muito cansativo. Leiam lá em Apocalipse a primeira, a segunda, a terceira trombeta e avaliam dentro daquilo que é a própria ciência, a própria natureza, avaliam aquilo se há algum sinal ali evidente de marcação profética de um tempo.

Vejam, a 4ª trombeta, o que a 4ª trombeta fala? Leia lá no livro de Apocalipse, vê o que a ciência fala hoje sobre aquele conteúdo da 4ª trombeta, vê lá, vocês vão ver.

Leiam o que está no livro de Apocalipse e vejam o que os noticiários falam, se tem alguma relação. Então é uma marcação profética.

A 5ª, 6ª e 7ª trombeta, o pastor Jesus falou muito bem, São os “ais”, são os “ais”, ou seja, são juízos, ai, ai, ai, ai dos moradores da terra. O pastor Jesus falou, mas que a igreja é preservada. O pastor Jesus falou muito bem aqui, se não, não é o pastor Jesus?

00:28:40 Gilson Sousa

A igreja será preservada.

00:28:45 Amadeu Loureiro

Exato. A igreja vai ser preservada. Vejam, a quinta, a sexta e a sétima. A quinta trombeta, o que fala? A igreja que fica, você abordou muito bem.

Por que ela fica? Porque ela não tem a marca. Está lá no texto apocalíptico.

Não tem a marca de Deus. E qual a marca? O livro de Apocalipse diz assim: eles venceram. Irmãos, não tenho o que falar contra isso. Eles venceram. Como que eles venceram?

Não somos nós que estamos dizendo isso, o que diz é o texto bíblico.

E eles venceram pelo sangue do Cordeiro e pela palavra do testemunho.

O que é a palavra do testemunho? É aquilo que o Espírito Santo trouxe, é aquilo que está na palavra, é a palavra.

 

NOSSOS COMENTÁRIOS

A Escola Bíblica Dominical da Igreja Cristã Maranata de 15 de junho de 2025 foi marcada por uma série de discursos doutrinários centrados em torno de temas escatológicos e exclusivistas, com forte ênfase na ideia de que somente uma elite espiritual — com acesso à “revelação” — será arrebatada ao toque da quarta trombeta, e que os demais, incluindo igrejas que não compartilham essa interpretação, estão sujeitos ao juízo iminente de Deus.

A seguir, apresento uma avaliação crítica individual de cada fala dos participantes, seguida de uma análise geral, destacando os aspectos teológicos, morais, filosóficos, institucionais e hermenêuticos centrais.


1. Josias Júnior

Resumo: Introduz a live com ênfase no “momento profético” e na sensibilidade espiritual exclusiva da “Igreja Fiel”.

Avaliação crítica:

·       Exclusivismo sutil: embora diga “igreja” de forma ampla, o contexto evidencia que se refere apenas à ICM.

·       Falsa universalidade: há a tentativa de abarcar outras igrejas, mas os elementos de identificação (linguagem revelada, arrebatamento ao toque da quarta trombeta etc.) apontam apenas para os membros da ICM.

·       Mistificação dos tempos atuais: um apelo emocional para validar a doutrina maranata como resposta exclusiva aos acontecimentos globais.


2. Amadeu Loureiro

Resumo: Justifica o uso da expressão “marcadores proféticos” e defende que a ICM vive o “tempo do breve”, anterior à segunda vinda.

Avaliação crítica:

·       Reforço do exclusivismo: “nós somos a última igreja” (ainda que tente suavizar dizendo que não fala da ICM, o contexto revela o contrário).

·       Abuso da autoridade didática: invoca Jan Amos Komenský para validar uma estrutura doutrinária totalmente alheia ao espírito da didática reformada.

·       Pseudociência: compara escatologia com diagnósticos médicos para legitimar previsões proféticas subjetivas.


3. Gilson Sousa

Resumo: Reforça que a quarta trombeta marca o arrebatamento da “igreja fiel” e que após isso virá juízo — os três “ais” — para os infiéis.

Avaliação crítica:

·       Contradição com a escatologia bíblica tradicional: Aponta o arrebatamento na quarta trombeta, enquanto a Bíblia indica claramente que “ao som da última trombeta” (1Co 15:52) os fiéis serão arrebatados.

·       Salvação limitada: insinua que quem não for arrebatado não será salvo, contradizendo passagens bíblicas que revelam o agir de Deus mesmo após grandes juízos.

·       Uso de medo como controle: a teologia dos “ais” serve como elemento de dominação emocional.


4. Edson Iahn

Resumo: Faz leitura escatológica da visão de João em Apocalipse 7. Interpreta que os salvos “vieram DE” (e não “DA”) grande tribulação.

Avaliação crítica:

·       Manipulação semântica: a distinção entre “de” e “da” no português não tem base sólida no grego bíblico. A expressão “οἱ ἐρχόμενοι ἐκ τῆς θλίψεως τῆς μεγάλης” (Ap 7:14) é corretamente traduzida como “da grande tribulação”.

·       Negação da salvação pós-arrebatamento: argumenta que não faria sentido Jesus exaltar os que passaram por tribulação se eles tivessem “ficado” — uma leitura dogmática e eisegética (leitura do texto com base em doutrina pré-concebida).

·       Exaltação da doutrina própria como superior à Bíblia: os mártires só são válidos dentro do sistema doutrinário da ICM.


5. Júlio Filgueiras

Resumo: Defende que a revelação é o único meio para compreender Jesus e o arrebatamento.

Avaliação crítica:

·       Anti-intelectualismo perigoso: contrapõe razão e revelação como se fossem mutuamente excludentes. Isso nega a tradição cristã de conciliação entre fé e razão.

·       Criação de dependência psicológica: ao afirmar que apenas por revelação (aquela validada pela instituição) se conhece Jesus, reforça que fora da ICM não há revelação verdadeira.

·       Atribuição da infidelidade a quem discorda: “a que erra” não tem revelação — um julgamento velado, mas agressivo.


6. Tiago

Resumo: Afirma que o relativismo é uma operação do anticristo, que desvia da verdade absoluta — revelada à ICM. Apóstatas e anátemas são os instrumentos disso.

Avaliação crítica:

·       Ataque velado aos ex-membros críticos: embora sem citar nomes, fica clara a referência a canais como Maranata Anátema, Maanaim, e a figuras como Sólon Pereira, Roseli e Anchieta Carvalho.

·       Confusão entre relativismo filosófico e questionamento saudável: desqualifica toda crítica como heresia ou apostasia.

·       Teologia da exclusão: o único caminho é o da “revelação” ICMista; todo o resto é treva e mentira.


7. Jerônimo Henrique

Resumo: Afirma que a verdade absoluta só está na revelação dada por Jesus à sua igreja (isto é, à ICM), e que os mártires morreram por essa verdade.

Avaliação crítica:

·       Apropriação do martírio histórico: sugere que os mártires da igreja primitiva morreram por doutrinas análogas à da Maranata.

·       Dogmatismo absoluto: estabelece que só há verdade na ICM, negando a possibilidade de ação redentora fora dela.

·       Invalidade hermenêutica: aplica verdades universais a uma seita particular, fazendo da ICM o filtro da verdade absoluta.


Análise Geral: Doutrina, Ética, Filosofia e Teologia

1. Exclusivismo Doutrinário Mascarado

Embora constantemente digam que a “igreja” é ampla, toda construção gira em torno da ICM como única fiel, espiritual e revelada. Isso é típico de seitas que se escondem sob linguagem genérica para alcançar respeitabilidade e, ao mesmo tempo, manter o controle interno.

2. Teoria da Quarta Trombeta

Essa doutrina é uma invenção particular da ICM e contradiz diretamente as Escrituras, que falam da “última trombeta” (1Co 15:52; 1Ts 4:16). É uma manipulação escatológica que justifica a divisão entre os que “ficam” (os infiéis) e os que “sobem” (os fiéis da ICM), servindo como instrumento de controle psicológico e exclusão.

3. Niegação da Salvação Pós-Arrebatamento

A doutrina da ICM nega, na prática, qualquer possibilidade de arrependimento e de salvação posterior, o que contraria os princípios de misericórdia e justiça de Deus claramente expressos nas Escrituras (Ap 7:14; Ap 11:13; Ap 14:6).

4. Hermenêutica Invertida

O uso da expressão “vieram de grande tribulação” é distorcido para reforçar a doutrina do “só a ICM será salva”. A base exegética é fraca, e a motivação é claramente doutrinária — não bíblica.

5. Teologia do Medo

A narrativa escatológica construída nesta EBD (quarta trombeta, juízos, anticristo, apóstatas) é centrada no medo e na obediência irrestrita à revelação institucionalizada — um padrão típico de seitas autoritárias.


Conclusão

A EBD de 15/6/2025 reforça a ideologia central da Igreja Cristã Maranata: exclusivismo doutrinário, escatologia personalizada, rejeição do pluralismo cristão e ataque indireto a críticos e ex-membros. Essa teologia autorreferente não apenas contraria a tradição bíblica e teológica histórica do cristianismo, mas sustenta uma estrutura de controle institucional e emocional.