EBD MARANATA: SHOW DE HIPOCRISIA

EBD MARANATA: SHOW DE HIPOCRISIA

2 de novembro de 2025 Off Por Sólon Pereira

EBD/ICM 02/11/2025

Introdução

A Escola Bíblica Dominical da Igreja Cristã Maranata do dia 2 de novembro de 2025 apresentou, mais uma vez, um discurso exaltando os títulos de Cristo – “Eu sou o bom pastor”, “Eu sou a porta”, “Eu sou o caminho, a verdade e a vida” – mas sem enfrentar o elemento central da moral cristã: o amor prático ao próximo, a misericórdia e a transparência.

A análise do conteúdo exposto por Wallace Rozetti e Alexandre Gueiros mostra não apenas supressões de trechos bíblicos importantes, mas também uma tentativa de usar a revelação de Jesus para validar doutrinas exclusivas da instituição, como o “clamor pelo sangue”, e para manter um discurso de autoridade religiosa que não se confirma no campo ético.

Esse artigo mostra por que esse modelo de pregação está em choque direto com o ensino de Jesus sobre hipocrisia religiosa e com o código moral do Reino de Deus.


I. O eixo da moral cristã: amor, não ritos ou cerimônias!

Jesus foi explícito quando perguntaram qual era o maior mandamento:

“Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo.” (Mt 22:37–39)

Aqui está o ponto de partida: a moral cristã é relacional. Não começa pelo rito, pela “revelação nova”, pela “doutrina exclusiva” ou pela fidelidade a uma organização religiosa com suas cerimônias impecáveis.

Começa pelo amor a Deus que se traduz em amor ao próximo.

Quando uma igreja ensina muito sobre Jesus, mas persegue, processa e tenta destruir seus próprios membros e ex-membros, ela já se afastou do centro da moral cristã.


II. O Sermão do Monte como código moral do Reino

No Sermão do Monte (Mt 5–7), Jesus pegou a religião da aparência e a virou do avesso. Ele disse:

  • “Bem-aventurados os misericordiosos…” (Mt 5:7)
  • “Bem-aventurados os pacificadores…” (Mt 5:9)
  • “Seja o vosso falar: sim, sim; não, não.” (Mt 5:37)
  • “Amai os vossos inimigos…” (Mt 5:44)

Ou seja, Jesus colocou como padrão de quem é do Reino:

  1. misericórdia;
  2. paz;
  3. verdade;
  4. amor a quem nos persegue.

Se compararmos isso com o comportamento de pastores e advogados ligados à ICM que:

  • ajuízam ações judiciais contra irmãs idosas,
  • tentam derrubar canais de ex-membros,
  • gastam dízimos em custas para aumentar valor de indenização contra ovelha,
    vemos um abismo entre o discurso da EBD e a moral de Jesus.

A moral de Jesus é:

“Não resistais ao perverso… Amai os vossos inimigos… Orai pelos que vos perseguem.” (Mt 5:38–44)

A moral institucional é:

“Processai quem nos critica.”

Uma coisa não pode ser confundida com a outra.


III. A EBD de 02/11/2025: leituras seletivas e doutrina exclusiva – SEITA!

Na EBD analisada, Wallace Rozetti afirmou que, no Antigo Testamento, “o nome expressava a natureza de alguém” e usou isso para dizer que Jesus, ao dizer “Eu sou”, estava revelando sua eternidade.

Até aqui, nada demais. O problema começa quando:

  1. ele omite o começo de João 8:24 (“Por isso vos disse que morrereis em vossos pecados…”);
  2. ele omite a parte de Apocalipse 7:14 que fala “os que vieram da grande tribulação”;
  3. ele desloca o foco do texto – que era arrependimento e perseverança – para o slogan interno da ICM: “os que lavaram as vestes no sangue”.

O mesmo aconteceu com Alexandre Gueiros, que:

  • ligou “Eu sou a videira verdadeira” ao vinho como símbolo do sangue;
  • ligou o sangue ao “clamor”;
  • e disse que crer em Jesus está certo, mas não está absolutamente completo – completo mesmo é aproximar-se de Deus “graças ao poder do sangue” (entenda-se: na forma ensinada pela ICM).

Isso cria um problema teológico sério: a fé simples no Cristo da cruz deixa de ser suficiente e, no lugar, entra um rito específico de uma denominação. É o Evangelho mais alguma coisa. E sempre que é “Evangelho +”, não é mais o Evangelho.


IV. O que Jesus disse sobre fazer o bem para ser visto

Jesus dedicou boa parte de Mateus 6 para denunciar religiosidade exibicionista:

“Guardai-vos de praticar as vossas obras de justiça diante dos homens, para serdes vistos por eles.” (Mt 6:1)

Ele falou da esmola, da oração e do jejum feitos para aparecer.

Isso deve ser lembrado sempre que uma igreja:

  • aparece publicamente com uma ação social ocasional;
  • mas não presta contas do que arrecada;
  • nem mostra o estatuto aos próprios membros;
  • nem mantém obra continuada de misericórdia.

O bem feito para sustentar imagem religiosa é o que Jesus chamou de HIPOCRISIA. E, segundo Ele mesmo, “já receberam a sua recompensa” (Mt 6:2).


V. O bloco mais duro de Jesus: Mateus 23

Mateus 23 é o capítulo que mais descreve o que estamos vendo hoje:

1 – “Ai de vós… porque devorais as casas das viúvas…” (Mt 23:14)

– quando uma liderança religiosa usa seu poder para tirar de gente frágil, Jesus diz: juízo mais severo.

– o teu exemplo da senhora processada encaixa aqui milimetricamente.

2 – “Fechais o Reino dos céus…” (Mt 23:13)

– quando a ICM diz aos membros: “não assistam os canais críticos, porque são amaldiçoados”, ela está fechando a porta. Jesus disse que isso é hipocrisia.

3 – “Guias cegos… coais um mosquito e engolis um camelo!” (Mt 23:24)

– isso descreve o que Wallace fez: corta a parte do versículo que exige arrependimento e mantém a parte que reforça sua doutrina.

4 – “Sepulcros caiados…” (Mt 23:27)

– por fora: “luz”, “revelação”, “apocalipse”, “sete igrejas”;

– por dentro: estatuto escondido, dízimo sem transparência, processos contra ovelhas.


VI. A ética da transparência

Jesus disse:

“Nada há encoberto que não venha a ser revelado.” (Lc 12:2)

Transparência, para Jesus, é valor moral.

Logo, uma igreja que:

  • esconde estatuto,
  • esconde alteração estatutária,
  • esconde contas,
  • transmite apenas via satélite para não ser confrontada pelos críticos,
    não pode falar seriamente que “anda na luz”.
  • Falar que “Jesus é a luz do mundo” e, ao mesmo tempo, governar nas sombras é exatamente aquilo que Jesus chamou de honrar com os lábios e negar com o coração (Mt 15:8–9).

VII. A justiça do Reino e o pobre

Em Mateus 25, Jesus mostrou como Ele vai julgar:

“Tive fome, e me destes de comer… sempre que o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes.” (Mt 25:35,40)

Aqui não tem “clamor”, não tem “doutrina exclusiva”, não tem “revelação do Apocalipse”.

Tem pão, água e acolhimento.

Se uma igreja arrecada muito e não socorre o necessitado, ela está contrariando o juízo de Jesus – por mais que leia João 14 e Apocalipse toda semana.

VIII. Síntese: o que está acontecendo, então?

1 – A EBD está teologizando a figura de Jesus para legitimar a instituição.

2 – Está retirando versículos do contexto para reforçar uma doutrina exclusiva (“clamor”).

3 – Está silenciando o aspecto moral do Evangelho (misericórdia, perdão, reconciliação).

4 – Ao mesmo tempo, a própria instituição pratica aquilo que Jesus mais condenou: hipocrisia religiosa.

Por isso, vale encerrar com as duas frases que você pediu para mesclar:

Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros.” (Jo 13:35)

Se me amais, guardareis os meus mandamentos.” (Jo 14:15)

O teste de autenticidade não é “quem tem a revelação do Apocalipse”.

O teste de autenticidade é: quem ama como Jesus amou.

Pense nisso!

DEGRAVAÇÃO DA EBD 2/11/25

00:00:00 Gilson Sousa

Nós saudamos todos com a paz do Senhor Jesus.

Nós estamos aqui, a partir desse instante, em rede com a nossa transmissão via satélite, transmitindo para as igrejas, a Escola Bíblica Dominical da Igreja Cristã Maranata.

Hoje, excepcionalmente, estamos fazendo essa transmissão para aquelas igrejas que têm necessidade de receber a escola bíblica por várias razões e por isso nós iremos dar continuidade aqui hoje, ou melhor, iremos sair um pouco aqui hoje do nosso assunto sobre o Senhor Jesus revelado no Apocalipse e vamos falar do Senhor Jesus como aquele que foi revelado na expressão Eu Sou.

Isso mostrando atributos e papéis desempenhados pelo Senhor Jesus durante todo o seu ministério terreno, conforme registram os evangelhos.

E depois, a maneira como o Senhor Jesus é para nós hoje, é o eu sou de hoje e aquele que também lá na eternidade no livro de apocalipse ele será eternizado com essa expressão eu sou e vamos então hoje ter um conteúdo bíblico maravilhoso para nós nesse estudo desta manhã na escola bíblica dominical.

00:01:13 Wallace Rozetti

Louvado seja o nome do senhor!

Nós saudamos a igreja, todos os nossos irmãos, com a paz do Senhor Jesus, a você que nos assiste.

Nós vamos ler o texto da Palavra do Senhor que está no livro de Apocalipse, do capítulo 1º, no verso 8. Diz assim a Palavra do Senhor, os irmãos podem acompanhar na tela:

“Eu sou o alfa e o ômega, o princípio e o fim. Diz o Senhor que é, que era e que há de vir, o Todo-Poderoso”

Louvado seja o nome do Senhor.

Nós vemos aí nesse texto o Senhor como o Todo-Poderoso. Jesus revela a sua divindade nos dizendo que Ele é Deus. Como alfa e ômega, Jesus se revela a sua presença contínua na história da humanidade, do princípio e no fim. No início e no fim, Deus é Deus, o Senhor é Senhor. Como que é o que é que era, o que há de vir! Ele fala dessa divindade notável, revelando a sua natureza eterna, identificando-o como Pai.

O nome no Velho Testamento, eu queria chamar a atenção dos irmãos, que no Velho Testamento o nome expressava a natureza de alguém, de que se falava. Foi isso que quando Deus disse um dia para Moisés, lá no Monte Sinai, quando Moisés perguntou ao Senhor qual era o nome dele, qual era o seu nome? E o Senhor respondeu: “Eu sou o que sou”, como está no texto em Êxodo 3.14:

“E disse Deus a Moisés, eu sou o que sou. Disse mais assim: dirás ao filho de Israel, eu sou o que me enviou a vós”.

O verbo no hebraico, significa que Ele era e continua sendo. Ele era, Ele é e continua sendo. Expressa a ideia de eternidade. Por isso que no francês traduzido é o eterno. O que o Senhor estava dizendo para Moisés é eu sou o eterno, louvado seja o nome do Senhor.

Jesus então, Ele está se fazendo igual o Pai na sua divindade. Ele está dizendo que o que o Pai é, Ele também é. Por isso Jesus pode dizer sobre o Pai: “Eu e o Pai somos um”. Maravilhoso, né? Essa abordagem, porque isso nos dá como igreja segurança. E Jesus, ele se revela, portanto, como o Eterno. E pode afirmar, em verdade, em verdade vos digo, que antes que Abraão existisse, eu sou. O que ele disse para Abraão era justamente isso. Eu sou o Eterno.

O profeta Miquéias também fala a respeito disso, ele profetiza sobre a origem de Jesus na eternidade. Como nós podemos ver no texto de Miquéias, ele diz assim:

“E tu, Belém Efrata, posto que, pequena entre as milhares de Judá, de ti sairá o que será o Senhor em Israel, e cujas saídas são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade.”

Na verdade, Miqueias estava profetizando sobre esse Deus eterno, sobre a divindade do Senhor.

E é importante nós lembrarmos que crer que Jesus é Deus eternamente é fundamental para nossa salvação. Porque se alguém não crê que Jesus é o Deus eterno, o que pode acontecer?

No Evangelho de João, no capítulo 13, no verso 19, deixa claro:

“Desde agora eu digo, antes que aconteça, para que quando acontecer, acrediteis que eu sou”.

João 8,24 também afirma isso:

[Por isso vos disse que morrereis em vossos pecados,] “porque se não credes que eu sou, morrereis em vossos pecados”. (obs: Wallace Rozetti leu apenas a última parte do versículo)

Então Jesus apresentou como eterno em seu ministério. Podemos observar isso nos evangelhos, especialmente no evangelho de João, como o próprio pastor Gilson mencionou. Isso em cada ato do seu ministério terreno por cerca de três anos. Em todos os atos do ministério, nós vimos isso.

Veremos agora os títulos, o que ele dá a si mesmo, como ele se intitulou em diversas passagens do Evangelho de João.

Primeiramente, nós vamos ler João 10:11. Jesus disse assim:

“Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá sua vida pelas ovelhas.

Que maravilha! Que sensação maravilhosa sabermos que ele foi, é e continua sendo o nosso pastor. E é muito importante, porque ao proteger as suas ovelhas dos animais selvagens, o pastor arriscava sua própria vida por amor das suas ovelhas.

Davi, de forma maravilhosa, ele fala a respeito disso, né? Como pastor, ele lutou contra o leão, contra o urso, assim o Senhor, até hoje, na sua eternidade, tem lutado contra os nossos inimigos, louvado seja o nome do Senhor. Os nossos inimigos espirituais, contra as hostes da maldade, o mundo jaz do maligno. E é ele, esse nosso sumo pastor, que tem guardado e protegido a nós como igreja.

Jesus é o pastor, profetizado por Davi. Davi fez a sua escolha, ele disse: “o Senhor é o meu pastor e nada me faltará”. Ele estava profetizando sobre esse pastor que supriria toda a necessidade da igreja. E isso é maravilhoso. E hoje ele é o nosso bom pastor, o sumo pastor das ovelhas.

Lembramos da sua atuação na eternidade por nós, né? Nós estamos falando do Evangelho, mas lá na eternidade ele continua sendo o nosso pastor.

Apocalipse 7:17 fala a respeito disso:

Porque o Cordeiro que está no meio do trono os apascentará…,

Que maravilha! Nós vamos continuar tendo o nosso pastor para nos apascentar

“…e lhes servirá de guia…”

Porque é Ele que dirige, Ele que aponta o caminho, Ele que nos conduzirá às fontes das águas, vivas, louvado seja o nome do Senhor.

Mas um detalhe é importante. A quem Ele apascentará?

Está no texto, no verso 14. Ele diz assim:

[E eu disse-lhe: Senhor, tu sabes. E ele disse-me: Estes são os que vieram da grande tribulação] “os que lavaram os seus vestidos e os branquearam no sangue do cordeiro”. (obs: Wallace Rozetti leu apenas a parte final do versículo)

Ou seja, os que foram salvos pelo poder do sangue de Jesus. Maravilhoso, né? Então a igreja que tem as suas vestes lavadas pelo sangue de Jesus, vai continuar tendo o sumo pastor, que era, que é, e vai continuar sendo o nosso pastor na eternidade. Louvado seja o nome do Senhor.

Mas há outra colocação muito importante no livro de João, está ele dizendo assim:

“eu sou o pão da vida”. João 6:48 diz assim.

Jesus se apresenta como aquele que é o nosso alimento espiritual: “Eu sou o pão da vida”.

Essa prova que Ele nos deu ao alimentar duas vezes uma grande multidão, multiplicando os pães para saciar a fome deles.

Então isso nos garante que ele vai continuar, ele está sendo e vai continuar. A sua palavra, seus ensinos, sua doutrina vieram da eternidade para alimentar a alma do homem, como o pão da vida.

Hoje a igreja, ela perdura, ela continua vivendo essa experiência, porque essa palavra, esse alimento que desceu dos céus, vem alimentar o nosso coração, louvado seja o nome do Senhor.

Jesus é o único que tem esse alimento para a alma do homem, dando-lhe a vida eterna. Por isso ele afirma que é o pão da vida, o pão vivo que desceu do céu para nos dar a vida, a vida eterna que recebemos dele.

E na eternidade, como será? Na eternidade ele também é o nosso alimento. Ele é a árvore da vida cujos frutos nos alimentaremos e teremos sustentada a vida eterna que recebemos.

Nós vemos em Apocalipse 22:2, o texto diz assim:

“No meio da sua praça estava a árvore da vida que produz doze frutos”.

Apocalipse 22:17 também nos fala sobre isso:

“Ao que vencer, darei do manar escondido”.

Louvado seja o nome do Senhor, porque Ele continua sendo o bom pastor, Ele continua sendo o pão da vida, agora e eternamente.

Louvado seja o nome do Senhor. Vamos cantar o louvor.

[louvor]

00:10:06 Alexandre Gueiros

Salve dos irmãos com a paz do Senhor Jesus.

Vamos continuar este estudo a respeito de como o Senhor se revelou ali no Evangelho de João e como essas revelações estão ligadas à última revelação do Senhor Jesus contida no livro do Apocalipse.

Todos sabem que Apocalipse é uma palavra grega, ou de origem grega, que significa exatamente revelação.

E neste livro já aprendemos que o Pai resolveu revelar mais do Senhor Jesus, revelar mais da Sua glória, do Seu poder, da Sua obra na eternidade, obra de salvação, obra em favor da nossa salvação.

Mas continuando a série de declarações do Senhor Jesus a respeito da sua pessoa no livro de João, no evangelho de João, nós chegamos agora a João capítulo 15, versículo 1, em que o Senhor diz:

EU SOU A VIDEIRA VERDADEIRA[E meu Pai é o lavrador]. (obs: Alexandre Gueiros não leu a última parte do versículo)

Jesus se revela como videira verdadeira, por que isso? O fruto da videira, a uva, é que vai se tornar vinho. E o vinho, na palavra de Deus, nos fala a respeito de duas coisas. Nos fala do sangue do Senhor Jesus e nos fala do Espírito Santo.

E nós sabemos que o vinho alegra o coração do homem.

No plano espiritual, é isso que acontece. quando o Espírito Santo está operando em nossas vidas. Ele produz em nós a alegria da salvação.

Meus irmãos, uma festa no mundo depende da alegria do vinho físico, podemos dizer. Mas nas nossas festas nós não precisamos disto. Nas festas da igreja nós somos alegrados pelo Espírito Santo. Nas nossas festas são os nossos cultos, os nossos batismos, as ceias do Senhor que nós celebramos, os nossos seminários, os nossos encontros. Essas são as nossas festas.  Nós vivemos em festa. E o que garante a alegria nessa festa é a operação do Espírito Santo. Dependemos absolutamente desta operação para que realmente sejam festas em que podemos desfrutar da alegria da salvação.

Mas, meus irmãos, quando o Senhor Jesus falou a respeito do sangue na ceia, Ele disse, ele pegou o cálice e disse, este cálice é o novo testamento no meu sangue.

E nós sabemos, amados irmãos, já temos experimentado como nós dependemos e necessitamos de experimentar o poder do sangue de Jesus a cada dia das nossas vidas. para que possamos desfrutar desta aliança maravilhosa e todos os benefícios desta aliança.

Eu estou falando de aliança porque aquela palavra testamento também significa secundariamente aliança. Primariamente é testamento mesmo. Algo que alguém que vai morrer e escreve, e no nosso caso, escreve em nosso favor, porque o Senhor Jesus deixou este testamento maravilhoso, do qual todos nós, servos do Senhor, somos beneficiários.

Na verdade, mais amados irmãos, nós vamos verificar que na eternidade também nós continuamos a nos alimentar do pão da vida. Os irmãos se recordam daquela promessa: “ao que vencer, dar-lhe-ei que se alimente do maná escondido”.

Jesus disse, eu sou o verdadeiro maná, eu sou o pão vivo que desce do céu. Na eternidade ele continua ser o maná, ele continua ser o pão vivo, o pão da vida, aquele do qual nós necessitamos nos alimentar para estarmos desfrutando, continuar a desfrutar da vida eterna que Ele tem para nós. Aleluia!

E poderíamos ainda lembrar que um outro aspecto uma outra manifestação na eternidade que nos fala a respeito de Jesus como o alimento da nossa alma, que é a árvore da vida.

A árvore da vida é o próprio Senhor Jesus, que produz frutos do qual nós nos alimentaremos por toda a eternidade. Graças a Deus.

Mas seguindo o Evangelho de João, nós lemos também que O SENHOR JESUS SE REVELA COMO A PORTA, A PORTA DAS OVELHAS, A PORTA DA SALVAÇÃO.

E Ele disse em João 10:9:

“Eu sou a porta, se alguém entrar por mim, salvar-se-á, e entrará, e sairá, e achará pastagens.”

Muito bem: entrará e sairá. Sairá? Está certo isso? Sim!

Nós, as ovelhas saíam para se alimentar das pastagens, não é verdade? E à noite regressavam ao redio onde encontravam segurança, proteção, descanso. Podiam descansar sem o temor dos adversários. Porque no Senhor Jesus nós encontramos descanso para as nossas almas. Ele é a nossa proteção. Ele é o que vela por nós continuamente. Graças a Deus.

E meus irmãos, na eternidade também nós vamos descobrir que o Senhor Jesus também é a porta.

Os irmãos se recordam da revelação sobre a Nova Jerusalém? Nova Jerusalém TINHA 12 portas. Em cada porta, cada porta era uma pérola. Isso nos lembra o quê? Imediatamente, Jesus é a pérola de grande valor. Nós só entraremos nas portas da NOSSA JERUSALÉM por Jesus, através de Jesus, graças a Jesus, pela nossa fé em Jesus.

Poderemos entrar na cidade celestial, a cidade que o Senhor preparou para a nossa habitação eterna. Louvado seja o Senhor.

E meus irmãos, mais adiante, em JOÃO CAPÍTULO 14, VERSÍCULO 6, O SENHOR SE REVELA COMO O CAMINHO. E MAIS! E A VERDADE, E A VIDA.

E Ele diz, NINGUÉM VEM AO PAI SENÃO POR MIM. O que o Senhor Jesus está nos ensinando claramente. Que não há outro salvação. Não há outro salvador.

Não há salvação em nenhum outro nome. Somente no nome de Jesus. Por quê? Já aprendemos no início desta escola bíblica hoje que o nome, no Velho Testamento, ou na cultura judaica, representava a natureza da pessoa. O nome expressava quem ele era.

Os irmãos encontram isso ao longo de todo o Velho Testamento. E o nome de Jesus? Jesus em hebraico quer dizer salvação. Foi por isso que o anjo que apareceu a Maria disse que ela daria à luz um filho e lhe porão o nome e o chamarão de Jesus. E o anjo explicou, porque ele salvará o seu povo de seus pecados. Por isso que o seu nome vai ser Salvação, Maria. Entenderam?

A rigor, nós deveríamos chamar Jesus de salvação, não é? Entenderam? Encontrei Jesus. Não, encontrei a salvação. É a mesma coisa. Ele é a salvação.

Então, amados irmãos, o Senhor Jesus se apresenta, como dizíamos, como o caminho. Que caminho é esse? o caminho que nos leva ao Pai. Ninguém vem ao Pai senão por mim. E ali ele estava se referindo ao Pai como o Deus eterno, não é? Senão por mim. Não há outro caminho, não há outra forma de nós termos comunhão com Deus, de nós nos aproximarmos de Deus.

E nós vemos isso também claramente explicado em Hebreus, quando nós lemos que nós temos acesso ao Pai, hoje, por um novo e vivo caminho, por seu sangue.

Enfatizando o quê? Que não basta dizer… Não, EU CREIO EM JESUS! Eu me aproximo de Deus por Jesus.

Isso está certo, mas NÃO ESTÁ ABSOLUTAMENTE COMPLETO.

O completo é eu me aproximo de Deus graças ao poder do sangue de Jesus, que me purifica de todo pecado, que me garante o perdão de todo pecado.

E assim eu tenho condições espirituais de me aproximar de um Deus que é santo, santo e santo. Não é verdade?

Graças ao poder do sangue de Jesus é que nós temos comunhão com o Pai diariamente. É POR ISSO QUE NÓS NÃO NOS CANSAMOS DE CLAMAR POR ESTE SANGUE PRECIOSO, QUE MUITOS, ÀS VEZES, NÃO ALCANÇARAM ISSO.

Mas, graças a Deus, pela revelação do Espírito Santo, pelo entendimento claro do que está na Palavra de Deus, NÓS ALCANÇAMOS ESSA GRANDE VERDADE QUE É FUNDAMENTAL PARA A NOSSA SALVAÇÃO, para a nossa comunhão constante com Deus.

Comunhão é parte da salvação, não é verdade? Então, amados irmãos, o Senhor nos mostra que ele é o caminho.

E nós já aprendemos que UM CAMINHO NÃO É SÓ PARA NÓS CRERMOS NELE. Eu creio nesse caminho. Eu creio que esse caminho leva a Roma. Todos os caminhos levam a Roma, diziam. Mas suponhamos que fosse um caminho. Eu creio. Mas nunca chegarei se eu não me dispuser a caminhar. E caminhar neste caminho santo, estreito, EXIGE O QUÊ? Santificação, OBEDIÊNCIA. É um caminho santo, não é verdade?

É por isso que nós nos dispusemos a andar neste caminho, porque nós temos certeza que ele é o único caminho, é um caminho que, com segurança, nos conduzirá ao Pai, nos conduzirá ao céu, nos conduzirá à bem-aventurança eterna.

Então, amados irmãos, nós vemos a Jesus falando logo a seguir o seu caminho e A VERDADE, certamente, a sua palavra é a verdade. Ele é fiel e verdadeiro, nós vemos ali no Apocalipse, lembram-se? Seu nome é fiel e verdadeiro.

Mais adiante, nós lemos ainda em João, capítulo 11, versículo 25, o Senhor Jesus dizendo:

EU SOU A RESSURREIÇÃO E A VIDA. Quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá.”

 Alguém está morto nos seus delitos e pecados? Porque quem está ainda aprisionado pelo pecado está morto espiritualmente. Somente pelo conhecimento do Senhor Jesus, nossas almas ganham vida e vida eterna. Quem crê em mim, disse Jesus, tem a vida eterna. Então, naquele momento você recebe a vida eterna, não é verdade?

Então, irmãos, nós lemos que também na palavra, que bem-aventurados são aqueles que participam da primeira ressurreição. Quando nós ouvirmos o toque da trombeta, os mortos em Cristo ressuscitarão. Essa é a primeira ressurreição. E nós que estivermos vivos seremos transformados, como se fosse uma… em parte, receberemos corpos glorificados e subiremos com todos aqueles que ressuscitaram para viver uma eternidade feliz com o Senhor.

E meus irmãos, isso é possível por quê? Porque Jesus foi aquele que cumpriu aquela festa das primícias, lembram-se? Os primeiros sinais de que as sementes estavam ganhando vida. Estavam nascendo as primeiras plantinhas.

Isso nos fala a respeito da ressurreição do Senhor Jesus.

POR ISSO QUE ESTÁ ESCRITO QUE JESUS É AS PRIMÍCIAS DOS QUE DORMEM, OS PRIMEIROS FRUTOS DA RESSURREIÇÃO.

Porque no dia em que se celebrava a festa das primícias, o Senhor Jesus ressuscitou, no domingo. Primeiro domingo, depois da Páscoa, os judeus celebravam, finalmente, a semente que parecia morta ganhou vida. Vejam as plantinhas nascendo. Foi o mesmo que aconteceu com O SENHOR JESUS. ELE PARECIA MORTO e de repente ele ressuscita. Glória ao Senhor!

Meus irmãos, finalmente nós lemos que o Senhor JESUS SE REVELA COMO A LUZ DO MUNDO.

LUZ, NÓS SABEMOS, APRENDEMOS, É REVELAÇÃO.

Quando estamos sem luz, não enxergamos nada. Não temos a possibilidade de conhecer nada do que é espiritual. O mundo espiritual está oculto, porque não recebemos, NÃO TEMOS LUZ, NÃO ESTAMOS ENXERGANDO AS GRANDES VERDADES ESPIRITUAIS.

O Senhor Jesus é para nós. Por quê? Porque é através de Jesus, da fé em Jesus, da comunhão com Jesus que nós enxergamos, passamos a enxergar as realidades espirituais. Podemos ter visões de anjos ao nosso redor, porque o Senhor Jesus nos concede esta luz que é fundamental para que possamos ver, para que possamos enxergar a realidade que nos rodeia.

E, meus irmãos, nós descobrimos que na eternidade o Senhor Jesus continua a ser luz. Não é maravilhoso? Quando nós entrarmos ali na Nova Jerusalém, nós vamos ter uma surpresa. Onde está a luz? Onde está a luz do sol para iluminar? Não, lá não há necessidade de sol, porque a glória de Deus a tem alumiado. E o cordeiro é a sua lâmpada. O SENHOR JESUS VAI ESTAR SE REVELANDO CLARAMENTE A NÓS, ou poderemos contemplar com os nossos olhos é a sua luz.

Hoje nós cremos que Ele é a luz da eternidade. Ele, o Senhor Jesus, como o Cordeiro que foi morto, mas ressuscitou, Ele é a luz que iluminará a nova Jerusalém.

Nós louvamos ao Senhor por este privilégio que nós temos de já conhecer estas verdades eternas.

Glória a Deus, porque nós pudemos adorar aquele que é. Eu sou aquele que é o eterno, sempre foi, continua a ser, sempre será. O Alfa e o Ômega, louvado seja o Senhor Jesus. Adoremos o grande Eu Sou.

 

 

POR QUE A MARANATA NÃO É UMA IGREJA CRISTÃ?

Discípulos de Cristo seguem seus ensinamentos e exemplos. Logo, qualquer pessoa ou instituição, ainda que se apresente como cristã, mas ignore, distorça ou omita o que Cristo ensinou não pode ser considerada cristã.

Vejamos, a seguir, qual a moral cristã (ensinamentos e exemplos de Jesus), para compararmos com a moral da Igreja Cristã Maranata.

I. O PRINCÍPIO FUNDAMENTAL DA MORAL CRISTÃ

1. O maior mandamento

“Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento.

Este é o grande e primeiro mandamento.

E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo.”

Mateus 22:37–39

🔹 Moral: o amor a Deus e ao próximo é o eixo de todo dever moral.

🔹 Síntese: Jesus define a moral cristã como amor prático e relacional, não como mera obediência formal à lei.


II. O SERMÃO DO MONTE – O CÓDIGO MORAL DO REINO

2. As bem-aventuranças – virtudes morais do cristão

“Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia.”

“Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus.”

Mateus 5:7,9

🔹 Moral: misericórdia, pureza, justiça e paz são virtudes exigidas pelo Reino.

🔹 Comentário: não são ideais abstratos, mas padrões de conduta concretos.


3. Jesus redefine o adultério e a pureza moral

“Ouvistes que foi dito: Não cometerás adultério.

Eu, porém, vos digo que todo aquele que olhar para uma mulher com intenção impura, já cometeu adultério com ela no coração.”

Mateus 5:27–28

🔹 Moral: o dever não é apenas evitar o ato, mas purificar as intenções.

🔹 Ética interiorizada: a moral cristã começa no coração, não apenas nas ações externas.


4. Proibição da vingança e mandamento do perdão

“Ouvistes que foi dito: Olho por olho e dente por dente.

Eu, porém, vos digo: Não resistais ao perverso; mas, a qualquer que te ferir na face direita, oferece-lhe também a outra.”

Mateus 5:38–39

“Amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem.”

Mateus 5:44

🔹 Moral: o cristão deve responder ao mal com o bem e rejeitar a retaliação.

🔹 Revolução ética: Jesus transcende o retribucionismo legal e propõe o amor incondicional.


5. A sinceridade e a integridade de palavra

“Seja, porém, a tua palavra: Sim, sim; não, não; o que passar disto vem do maligno.”

Mateus 5:37

🔹 Moral: transparência, honestidade e fidelidade à palavra empenhada.

🔹 Dever moral: a verdade deve reger todas as relações humanas.


III. A PRÁTICA DO BEM E A HUMILDADE

6. A esmola e a oração sem ostentação

“Guardai-vos de exercer a vossa justiça diante dos homens, com o fim de serdes vistos por eles.”

Mateus 6:1

“Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto e, fechada a porta, orarás a teu Pai em secreto.”

Mateus 6:6

🔹 Moral: rejeição da hipocrisia; valor do bem feito em silêncio e sinceridade.
🔹 Dever moral: agir por amor, não por reconhecimento.


7. O dever da misericórdia e da caridade

“Tudo quanto quereis que os homens vos façam, fazei-lho também vós; porque esta é a Lei e os Profetas.”

Mateus 7:12

🔹 Moral: a “Regra de Ouro” é a síntese do dever ético cristão.

🔹 Ética universalizável: o cristão deve agir pelo princípio da reciprocidade.


IV. DEVERES SOCIAIS E ESPIRITUAIS

8. O juízo moral e a hipocrisia

“Não julgueis, para que não sejais julgados.”

Mateus 7:1

🔹 Moral: evitar o julgamento hipócrita; examinar a si mesmo antes de criticar o outro.
🔹 Ética relacional: humildade diante das falhas alheias.


9. O amor ao inimigo e a misericórdia divina

“Sede misericordiosos, como também vosso Pai é misericordioso.”

Lucas 6:36

🔹 Moral: o modelo moral do cristão é o próprio caráter de Deus.
🔹 Chamado: imitar a bondade divina na vida cotidiana.


10. O dever de socorrer o necessitado – parábola do bom samaritano

“Vai, e faze tu o mesmo.”

Lucas 10:37

🔹 Moral: compaixão ativa como dever universal.

🔹 Ética prática: não basta sentir piedade, é preciso agir.


V. A JUSTIÇA DO REINO

11. A parábola do juízo final

“Tive fome, e me destes de comer; tive sede, e me destes de beber; era estrangeiro, e me hospedastes…

Em verdade vos digo que sempre que o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes.”

Mateus 25:35, 40

🔹 Moral: a salvação está ligada à prática concreta do amor e da solidariedade.
🔹 Dever ético: toda ação em favor do necessitado é serviço prestado a Cristo.


VI. SÍNTESE FINAL DE JESUS SOBRE A MORAL CRISTÃ

“Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros.”

João 13:35

“Se me amais, guardareis os meus mandamentos.”

João 14:15

🔹 Síntese moral:

O amor não é sentimento, é obediência aos mandamentos de Cristo.

A moral cristã é relacional, interior e prática — centrada no amor, na verdade e na misericórdia.


 

VI. CONDENAÇÃO GERAL DA HIPOCRISIA RELIGIOSA

1. Advertência inicial contra a hipocrisia

“Guardai-vos de praticar as vossas obras de justiça diante dos homens, para serdes vistos por eles; do contrário, não tereis galardão junto de vosso Pai que está nos céus.”

Mateus 6:1

🔹 Moral: Jesus denuncia a religiosidade exibicionista — fazer o bem para ser visto é roubar a glória de Deus.

🔹 Alvo: líderes religiosos que transformam a piedade em espetáculo.


VII. HIPOCRISIA NA RELIGIÃO: ESMOLA, ORAÇÃO E JEJUM

2. A esmola hipócrita

“Quando, pois, deres esmola, não toques trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem glorificados pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam a sua recompensa.”

Mateus 6:2

🔹 Moral: o valor da caridade está na intenção, não na publicidade.


3. A oração hipócrita

“E, quando orardes, não sejais como os hipócritas; porque gostam de orar em pé nas sinagogas e nos cantos das ruas, para serem vistos pelos homens.”

Mateus 6:5

🔹 Moral: Jesus rejeita a oração como performance.

🔹 Dever: orar em segredo, buscando comunhão, não aplauso.


4. O jejum hipócrita

“Quando jejuardes, não vos mostreis contristados como os hipócritas, porque desfiguram o rosto, para que aos homens pareça que jejuam.”

Mateus 6:16

🔹 Moral: espiritualidade verdadeira é discreta; humildade é a marca do justo.


VIII. DENÚNCIA AOS LÍDERES RELIGIOSOS HIPOCRITAS

5. A crítica frontal aos escribas e fariseus

“Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Porque fechais o Reino dos Céus diante dos homens; pois vós mesmos não entrais, nem deixais entrar aos que estão entrando.”

Mateus 23:13

🔹 Moral: a hipocrisia institucional impede o acesso das pessoas à verdade e à graça.


6. Corrupção religiosa e ganância disfarçada de piedade

“Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Porque devorais as casas das viúvas e, para o justificar, fazeis longas orações; por isso sofrereis juízo mais severo.”

Mateus 23:14

🔹 Moral: a exploração religiosa é a forma mais grave de hipocrisia.


7. Falsa conversão e proselitismo

“Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Porque rodeais o mar e a terra para fazer um prosélito; e, uma vez feito, o fazeis filho do inferno duas vezes mais do que vós.”

Mateus 23:15

🔹 Moral: evangelizar para aumentar poder e não para salvar é obra de hipocrisia espiritual.


8. Cegueira moral e legalismo

“Guias cegos, que coais um mosquito e engolis um camelo!”

Mateus 23:24

🔹 Moral: foco em minúcias externas enquanto se ignora a injustiça e a impiedade.
🔹 Símbolo: a hipocrisia distorce prioridades morais.


9. Aparência de santidade e podridão interior

“Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Porque sois semelhantes a sepulcros caiados, que por fora realmente parecem formosos, mas, interiormente, estão cheios de ossos de mortos e de toda imundícia.”

Mateus 23:27

🔹 Moral: aparência piedosa, mas sem pureza interior — a essência da hipocrisia.


10. Violência travestida de zelo religioso

“Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Porque edificais os túmulos dos profetas e adornais os monumentos dos justos, e dizeis: Se existíssemos nos dias de nossos pais, não seríamos seus cúmplices; assim testificais contra vós mesmos, que sois filhos dos que mataram os profetas.”

Mateus 23:29–31

🔹 Moral: glorificam os profetas mortos, mas perseguem os vivos; o zelo fingido encobre o ódio à verdade.


IX. A HIPOCRISIA DENUNCIADA EM OUTROS CONTEXTOS

11. Jesus cita Isaías contra a religiosidade de aparência

“Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim.
Em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homens.”

Mateus 15:8–9 (citando Isaías 29:13)

🔹 Moral: culto formal sem sinceridade é falsidade espiritual.
🔹 Ética do coração: Deus não se agrada da encenação religiosa.


12. A hipocrisia do julgamento moral

“Por que vês o argueiro no olho do teu irmão, e não reparas na trave que está no teu próprio olho?

Hipócrita! Tira primeiro a trave do teu olho, e então verás claramente para tirar o argueiro do olho do teu irmão.”

Mateus 7:3–5

🔹 Moral: o hipócrita é moralista com os outros e cego consigo mesmo.
🔹 Dever: autocrítica antes da crítica.


13. A hipocrisia política e religiosa dos fariseus

“Hipócritas! Sabeis discernir o aspecto do céu, mas não sabeis discernir os sinais dos tempos.”

Mateus 16:3

🔹 Moral: discernimento seletivo — veem o que lhes convém, ignoram o que os compromete.


14. Hipocrisia e bajulação dos opositores

“Hipócritas! Por que me experimentais? Mostrai-me a moeda do tributo.”

Mateus 22:18–19

🔹 Contexto: fariseus e herodianos tentam fazer Jesus tropeçar com perguntas políticas.
🔹 Moral: falsidade disfarçada de respeito — uma armadilha típica do hipócrita.


X. SÍNTESE DA ÉTICA ANTI-HIPÓCRITA DE JESUS

“Cuidai-vos do fermento dos fariseus, que é a hipocrisia.”

Lucas 12:1

🔹 Resumo ético:

A hipocrisia é um “fermento” — isto é, uma corrupção que se espalha no meio religioso.
Para Jesus, a hipocrisia é mais perigosa que o pecado explícito, porque simula santidade enquanto nega a verdade.


AS PALAVRAS DE JESUS CONTRA A HIPOCRISIA

Quando o discurso sobre Cristo contradiz as obras dos que o proclamam


1. Introdução — A moral cristã e o escândalo da incoerência

Jesus nunca condenou os pecadores sinceros, mas os religiosos falsos — aqueles que falam em nome de Deus, mas vivem em contradição com Ele.

O maior escândalo do cristianismo não é o pecado humano, e sim a hipocrisia disfarçada de santidade.

Em toda a sua pregação, Jesus combateu a distância entre palavra e prática, fé e justiça, oração e misericórdia.

E é precisamente aqui que reside o contraste mais doloroso da nossa época: igrejas que falam de Jesus, mas não vivem o evangelho de Jesus.


2. Jesus e a condenação à hipocrisia religiosa

No Sermão do Monte, Jesus adverte:

“Guardai-vos de praticar a vossa justiça diante dos homens, para serdes vistos por eles.”

Mateus 6:1

A moral cristã é, antes de tudo, autenticidade diante de Deus, não um teatro para os homens.

O hipócrita, segundo Jesus, não é apenas aquele que mente, mas aquele que representa — que finge espiritualidade enquanto oculta suas intenções e seus interesses.

Ele diz ainda:

“Quando deres esmola, não toques trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas…

Quando orardes, não sejais como os hipócritas…

Quando jejuardes, não vos mostreis contristados como os hipócritas…”

Mateus 6:2, 5, 16

A repetição não é casual: Jesus mostra que a hipocrisia pode contaminar todas as dimensões da vida religiosa — a caridade, a oração e o jejum.

Em cada uma, há o risco de usar a fé como palco, e não como caminho.


3. “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas!”

Nos capítulos 23 de Mateus e 11 de Lucas, encontramos o discurso mais duro de Jesus contra a hipocrisia.

Ali, Ele denuncia a religião como instrumento de poder, e não de amor.

“Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Porque fechais o Reino dos Céus diante dos homens; pois vós mesmos não entrais, nem deixais entrar aos que estão entrando.”

Mateus 23:13

“Ai de vós… porque devorais as casas das viúvas e fazeis longas orações; por isso sofrereis juízo mais severo.”

Mateus 23:14

“Ai de vós… porque sois semelhantes a sepulcros caiados, que por fora parecem formosos, mas por dentro estão cheios de ossos de mortos e de toda imundícia.”

Mateus 23:27

Essas palavras ecoam até hoje. Jesus denuncia a aparência de santidade que encobre a corrupção moral.
A hipocrisia, para Ele, é pior que o pecado, porque disfarça o mal com o manto do bem.


4. A incoerência entre o discurso sobre Jesus e as obras humanas

Jesus se apresentou como “o caminho, a verdade e a vida” (João 14:6).
Mas há quem diga que Jesus é o caminho e ande em direção oposta.

Quem prega sobre o caminho de Cristo e vive em trilhas de engano, poder e vaidade, nega Jesus na prática.

“Nem todo aquele que me diz: Senhor, Senhor, entrará no Reino dos Céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus.”

Mateus 7:21

▪️ Jesus é o Caminho

— mas muitos falam sobre o caminho sem andar nele, transformando a fé em autopromoção religiosa.

▪️ Jesus é a Verdade

— mas vivem na mentira, escondendo documentos, distorcendo fatos e manipulando narrativas.

▪️ Jesus é a Luz do mundo

— mas agem nas trevas, sem transparência, sem prestar contas sobre o uso do dinheiro, sem mostrar os estatutos de suas instituições.

▪️ Jesus é o Pão da vida

— mas negam alimento aos famintos, desprezam o pobre e constroem templos suntuosos sem prática de misericórdia.

▪️ Jesus é o Bom Pastor

— mas exploram as ovelhas, disciplinam os fracos e protegem os poderosos, invertendo a lógica do Reino.

Essa é a essência da hipocrisia: usar o nome de Jesus para legitimar práticas que Ele condenaria.


5. O culto de lábios e o coração distante

Jesus cita o profeta Isaías:

“Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim.
Em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homens.”

Mateus 15:8–9

Em outras palavras: falam muito sobre Deus, mas vivem longe Dele.
Substituem os mandamentos divinos por regras humanas, enquanto esquecem o essencial:

“a justiça, a misericórdia e a fé” (Mateus 23:23).

Hoje, muitos repetem o nome de Jesus em cultos, vídeos e campanhas — com lágrimas, marketing e emoção —, mas não demonstram em suas obras o caráter de Cristo.
O discurso religioso virou produto, e a piedade, marca registrada.


6. Jesus e a ética da transparência

“Nada há encoberto que não venha a ser revelado, nem oculto que não venha a ser conhecido.”

Lucas 12:2

A transparência é um valor moral cristão.

Quem administra recursos ou lidera pessoas em nome de Deus deve fazê-lo com luz, não com sombras.

O próprio Jesus não apenas pregava, mas prestava contas de sua missão aos discípulos, partilhava o pão, dividia o conhecimento e denunciava os abusos do poder religioso.

Quando igrejas escondem seus estatutos, controlam informações, disfarçam orçamentos e demonizam quem faz perguntas, estão negando o próprio Evangelho da luz.

Porque a luz expõe, liberta e purifica; as trevas escondem, oprimem e corrompem.


7. A ética do Reino: coerência entre fé e vida

“Vós sois o sal da terra… Vós sois a luz do mundo.”

Mateus 5:13–14

A moral cristã não se mede pelo discurso, mas pela coerência.
A fé sem obras é morta (Tiago 2:17), e a pregação sem verdade é idolatria de si mesmo.

Falar de Jesus é fácil; viver como Jesus viveu é o desafio moral supremo.


8. Conclusão — A hipocrisia é o fermento que corrompe o Evangelho

“Guardai-vos do fermento dos fariseus, que é a hipocrisia.”

Lucas 12:1

O fermento age em silêncio, mas contamina toda a massa.

Assim também é a hipocrisia: infiltra-se nas palavras, nos rituais e nas estruturas, até que o nome de Jesus se torne apenas uma marca institucional — e não o fundamento ético de uma nova humanidade.

A verdadeira igreja de Cristo não teme a transparência, não vive de aparência e não manipula a fé.

Ela não diz “Senhor, Senhor” com os lábios enquanto nega o Evangelho na prática.
Porque, como ensinou o próprio Mestre:

“Conhecereis a árvore pelo fruto.”

Mateus 12:33


Síntese final:

Jesus condenou a hipocrisia porque ela corrompe o amor, destrói a verdade e substitui a fé pela aparência.

A moral cristã só é autêntica quando há unidade entre o que se diz e o que se faz, entre a doutrina e a prática, entre o púlpito e o caráter.