CIRCULAR ICM 46/2010
COMUNICADO N.º
046/10
Amados irmãos,
A Paz do
Senhor.
“Amados,
procurando eu escrever-vos com toda a diligência acerca da salvação comum, tive
por necessidade escrever-vos e exortar-vos a batalhar pela fé que uma vez foi
dada aos santos.” Jd v.3
A título de
esclarecimento, mais uma vez, e sempre que necessário, informamos às igrejas e
aos irmãos de um modo geral que qualquer ocorrência que envolva igrejas locais,
áreas, regiões e polos a que estão subordinados, bem como o ministério
pastoral, os assuntos são tratados pelo governo da Igreja com toda isenção,
longe de sentimentalismos próprios da chamada política eclesiástica.
Sempre que
solicitados a agir no sentido de preservar a ordem, a disciplina e a
doutrina da Igreja a nós confiada, por obrigação e respeito aos fiéis,
informamos que jamais abriremos mão da responsabilidade que nos cabe, na
tomada de decisões que venham restabelecer a ordem, a tranquilidade e a paz do
nosso povo.
Reafirmamos que
a intervenção do Presbitério no caso de mudanças, sejam de igrejas, coordenação
ou de ministérios, atendem a orientações exclusivas, dadas pelo Espírito Santo,
o que é do conhecimento de todos que pertencem a esta obra, ainda que
não dependem da nossa disposição e vontade, como governo, temos a
responsabilidade junto às igrejas e ministérios de transferir, distribuir
pastores e obreiros, alternando em funções e tarefas para o bem da causa,
tanto para o pastor quanto para o rebanho.
É bom
esclarecer mais uma vez que o pastor não é membro da Igreja local e sim
membro do Presbitério, diferente de grupos religiosos que escolhem, nomeiam
e excluem seus pastores, inclusive ditando o que devem pregar e até o
valor do seu salário.
Na Igreja
Cristã Maranata o pastor é livre para pregar os ensinos da doutrina,
observando que nenhum pastor poderá se sentir dono da igreja, ou do rebanho, e
sabe que poderá ser deslocado para outros campos em tempo oportuno, não
havendo nenhum motivo de constrangimento ou desprestígio do pastor quando
removido em benefício da obra do Espírito Santo, à qual servimos com
sinceridade e inteireza de coração.
Amar e ser
amado faz parte da nobreza da relação entre pastor e ovelha, cuja glória é do
SUMO PASTOR, observando que o trabalho nesta obra é voluntário, no qual se
inclui o do Presidente da IGREJA CRISTÃ MARANATA – PRESBITÉRIO ESPÍRITO
SANTENSE, que está na mesma situação de qualquer pastor, de acordo com a
vontade do Espírito Santo.
Os sentimentos
humanos, quando afloram na vida do pastor, e são expostos diante do
rebanho, tentando buscar apoio nas ovelhas, utilizando-se de argumentos que
ferem a sensibilidade do crente fiel, devem ser entendidos e comparados a
atos de traição, bem semelhantes aos que aconteceram no colégio
apostólico antes da crucificação de Jesus.
No caso de Judas
nós vemos que o beijo foi um argumento para expor o corpo de Jesus diante dos
religiosos e de seus inimigos – com a boca feriu o corpo do mestre. Já no caso
de Pedro foi diferente, quando negou com palavras e foi perdoado por Jesus,
pela fraqueza natural do homem fora do Espírito, que naquele momento não foi o
responsável pela crucificação de Jesus, como foi Judas Iscariotes.
Na obra do
Espírito Santo o homem pode ferir o corpo quando trai com suas atitudes
praticadas na obscuridade dos seus pensamentos, ferindo a sua própria alma,
cujos “fortes” sentimentos naturais, alguns perversos, tentam confundir os
espirituais, usando argumentos, para atingir fracos, neófitos, doentes e
alguns que dormem.
Qualquer
pessoa pode ser desligada da Igreja ou do ministério pastoral, seja a
pedido ou por exclusão, o que será atendido imediatamente sem restrição ou
apelos sentimentais, racionais e humanos, sabendo que os pastores do
Presbitério, sem exceção, gozam do respeito e consideração dos demais e de
todos, inclusive sabem também que ao renunciar à sua ordenação, estão
negando os votos de fidelidade que confirmaram sua unção diante do Presbitério,
de testemunhas, e membros da Igreja Fiel.
Cabe ressaltar
aqui que as ovelhas terão sempre por parte dos seus pastores e do Presbitério
uma atenção especial e até tolerante em determinadas circunstâncias, porém o
pastor e o seu ministério deve ser tratado com a mesma responsabilidade e
compromisso que apresentou quando assumiu a sua ordenação para o serviço da
causa.
Não existem
três caminhos para se escolher: ou é o caminho do Senhor Jesus e Seu corpo, ou
é o caminho do homem com seus amigos na carne.
“Porém,
se vos parece mal aos vossos olhos servir ao Senhor, escolhei hoje a quem
sirvais: se os deuses a quem serviram vossos pais, que estavam dalém do rio, ou
os deuses dos amorreus, em cuja terra habitais; porém eu e a minha casa
serviremos ao Senhor.” Js 24:15
O
Presbitério não se sente culpado em nada, por obedecer às orientações
do Senhor e caminhará na determinação de sempre, agindo no âmbito das suas
responsabilidades assumidas diante do Senhor.
Falar em
precipitação, discriminação, interesses outros, envolvendo nomes de irmãos,
pastores e rebanho ou simplesmente acusá-los como forma de se defender
de decisões normais praticadas em diversos lugares, que incluem
coordenações, igrejas, citamos como exemplo bem recente o praticado no caso de um
pastor membro da Comissão Administrativa do Presbitério, professor de seminário
há quatorze anos, pastor de uma igreja com quase quinhentos (500) membros,
agora transferido para uma pequena igreja com quarenta e cinco (45) membros
aproximadamente, com a determinação de entregar o rebanho e passar o
ministério a outro pastor num prazo máximo de setenta e duas horas, o
que foi feito.
O pastor
sofreu, a igreja chorou, mas o ministério e a obra não foram expostos. Pelo
contrário, o pastor tem sido abençoado, a nova igreja está crescendo, já
batizou novas vidas e a igreja da qual saiu está feliz com o seu novo pastor. O
pastor transferido não ficou ofendido, não buscou razões, não se rebelou,
não expôs a igreja, nem o seu ministério e o nome do Senhor Jesus foi
glorificado.
“… O que
eu faço não o sabes tu agora, mas tu o saberás depois.” Jo 13:7
Por último, se
alguém resolve sair do nosso meio, seja por exclusão ou por decisão
pessoal, sabemos que não levará Jesus, nem o Espírito Santo, nem a
Igreja Fiel, e isto serve de advertência para que ninguém se
precipite, levados por enganos em decisões pessoais de terceiros, irresponsáveis,
em certos casos que levam à derrocada a vida espiritual.
“… aquele
que crer não se apresse.” Is 28:16
É oportuno
frisar que as portas da Igreja Cristã Maranata estarão sempre abertas para
todos aqueles que confessam o nome do Senhor Jesus e são guiados pelo Espírito
Santo.
“Não a
nós, Senhor, não a nós, mas ao teu nome dá glória, por amor da tua benignidade
e da tua verdade.” Sl 115:1
Pela Secretaria
do Presbitério Espírito Santense da Igreja Cristã Maranata
Arlínio de
Oliveira Rocha
OBSERVAÇÃO:
Esta correspondência deverá
ser lida em todas as igrejas, a critério dos pastores.
Rua Torquato Laranja, 90 – Centro
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