CARTA ABERTA CONTRA AS INJUSTIÇAS DA IGREJA MARANATA!

CARTA ABERTA CONTRA AS INJUSTIÇAS DA IGREJA MARANATA!

8 de agosto de 2025 Off Por Sólon Pereira

CARTA ABERTA À LIDERANÇA DA IGREJA CRISTÃ MARANATA



Ao Exmo. Sr. Presidente Alexandre Gueiros

Ao Exmo. Sr. Secretário-Geral Luiz Eugênio 


Prezados senhores, 

Diante de Deus, das Escrituras e da eternidade, tomamos a responsabilidade de escrever-lhes esta carta, com temor e firmeza, como quem sente o peso da consciência e ouve o eco de uma voz do Céu dizendo: “Até quando calarás diante do sangue inocente? Até quando a verdade será sufocada pela liturgia institucional?” 

Este documento não é movido por rancor, vingança ou vingança disfarçada de justiça — mas por zelo pelo Corpo de Cristo, pela memória dos que construíram essa Obra com lágrimas e fé, e pelo juízo que se aproxima e do qual ninguém escapará. 


1. A autoridade espiritual que será pesadamente julgada 

“Eu digo: Observa o mandamento do rei, e isso em consideração para com o juramento de Deus […] Porque a palavra do rei tem poder; e quem lhe dirá: Que fazes?”
(Eclesiastes 8:2-4) 

A autoridade de vocês não vem do PES, nem do Conselho Presbiteral, nem de estatutos. Ela vem de um juramento feito diante do Deus Vivo, que tudo vê, tudo ouve, e não é indiferente ao sofrimento causado pelas mãos de líderes religiosos. A Escritura não poupa aqueles que se assentam sobre tronos e usam a Palavra para sustentar seus decretos. A mesma autoridade que hoje garante obediência e silêncio, amanhã será cobrada no Tribunal de Cristo com fogo e glória. 

Ali não haverá assessoria jurídica. Ali, cada causa será revista com olhos de santidade. Ali, nenhuma ação judicial poderá ser justificada com “zelo institucional”. Ali, não haverá outro argumento senão o coração nu diante de Deus. 


2. O Evangelho foi substituído por controle e litígio? 

Nos orgulhamos de ser uma igreja revelada. E é justamente por isso que precisamos dizer: o Espírito Santo não está sendo ouvido. Ele foi substituído pelo parecer jurídico, pela nota oficial, pela retórica institucional. As reuniões do conselho, hoje, mais se assemelham a mesas de estratégia do que a encontros de joelhos dobrados. Não são poucos os irmãos que confessam: “Há medo no ar. Há controle velado. Há punição camuflada de zelo.” 

A verdade é clara: o que começou no Espírito está sendo aperfeiçoado na carne. 


3. O legado do Pr. Dodd foi abandonado? 

Que contraste gritante há entre o espírito de hoje e o legado deixado por um dos maiores nomes desta obra: o saudoso Pr. Dodd. Homens e mulheres foram formados sob sua liderança com equilíbrio, reverência, profundidade bíblica e temor. Suas aulas dadas nas décadas de 80 e 90 foram um testemunho de que é possível doutrinar sem gritar, ensinar sem humilhar, liderar sem manipular. 

Dodd falava com autoridade porque era cheio do Espírito Santo, não de protocolos. Sua doutrina era viva, não técnica. Sua liderança era santa, não hierárquica. Com ele, aprendemos que quem tem autoridade espiritual não precisa gritar para ser obedecido

Mas onde está isso hoje? 


4. O Apóstolo Paulo Congregaria Conosco? — Um confronto com a afirmação do Pr. Amadeu 

O estimado Pr. Amadeu, figura respeitada por muitos dentro da Igreja Cristã Maranata, costumava dizer nos seminários das décadas passadas que, se o apóstolo Paulo estivesse vivo, ele certamente escolheria a Maranata para congregar. Essa fala se tornou icônica entre os obreiros, sendo frequentemente citada com orgulho, como se fosse uma espécie de selo apostólico sobre nossa estrutura. 

Contudo, com o passar dos anos, a Igreja parece ter se afastado dos parâmetros que fariam dessa afirmação algo defensável à luz da própria vida e doutrina de Paulo. 

“O próprio fato de existirem litígios entre vocês já é uma completa derrota. Por que não preferem sofrer a injustiça? Por que não preferem ser enganados? Mas, em vez disso, vocês mesmos causam injustiças e defraudações — e ainda contra irmãos!”
(1 Coríntios 6:7-8) 

Paulo não hesitava em denunciar atitudes carnais disfarçadas de zelo. Ele repreendia igrejas com amor, mas sem omissão. Dificilmente ele aprovaria uma igreja que leva seus irmãos aos tribunais seculares para exigir reparações por críticas ou desabafos. Mais provavelmente, ele nos admoestaria com severidade, e nos chamaria à humildade e ao arrependimento. 

E aqui, com toda a reverência, fazemos um apelo direto aos senhores: não é hora de apenas sustentar o legado verbal — é hora de encarnar a consciência que esse legado exige. Se há um desejo sincero de honrar a memória dos apóstolos, que seja pela coerência prática com suas cartas e sua cruz. E se houver alguém capaz de restaurar essa coerência, são justamente os senhores, homens dotados de plena autoridade institucional e de capacidade intelectual e espiritual para compreender o peso desta responsabilidade diante do Céu. 

A afirmação de que “Paulo congregaria conosco” só será verdadeira no dia em que abrirmos mão da justiça própria e voltarmos ao altar com mãos limpas e coração quebrantado. 


5. A vergonha dos tribunais: quando a igreja se transforma em parte autora 

Chegamos ao ponto em que a igreja processa viúvas, senhoras idosas, irmãos humildes, gente sem defesa, sem patrocínio jurídico, sem condições. Tudo isso em nome de quê? Da honra da instituição? Da autoridade do ministério? Ou da sede de punir quem ousou romper o silêncio? 

Citamos um caso real: uma senhora processada. Perdeu. Ainda assim, a igreja recorreu para aumentar a indenização. O advogado responsável? O Pr. Isaías Diniz. Pastor ou procurador da fúria? Ministro do Evangelho ou executor da retaliação? Sua presença nas audiências é constrangedora: sustentação fraca, argumentos frágeis, mas com um único objetivo — ferir mais. 

R$ 1 milhão em honorários para perseguir os fracos. É isso que a liderança autoriza? É para isso que servem os dízimos? Para pagar derrotas judiciais? Para alimentar a máquina de vaidade? 


6. Um chamado ao arrependimento 

“O Senhor está com um prumo na mão, no meio da parede. Ele não passará mais por cima.”
(Amós 7:8) 

O juízo de Deus começa pela casa de Deus. E não será leve. Estamos diante de uma chance: ou quebramos o ciclo do orgulho, ou seremos quebrados pela mão do Justo. 

“Porque importa que todos nós compareçamos perante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o bem ou o mal que tiver feito por meio do corpo.”
(2 Coríntios 5:10) 

Não haverá justificativa. Não haverá expediente de defesa. E não haverá anistia para quem oprimiu os fracos em nome da ordem. 


7. Um apelo final 

Senhores Alexandre Gueiros e Luiz Eugênio, essa carta é um alerta, mas também um convite. A história ainda pode ser reescrita. Mas não com discursos, e sim com ações. Sejam lembrados como os líderes que não endureceram o coração. Sejam os homens que não resistiram à voz de Deus. Sejam os que quebraram os processos, pediram perdão e pacificaram a igreja. 


8. Proposta objetiva 

  1. Cessar imediatamente todas as ações judiciais movidas contra ex-membros. 
  2. Publicar um ato formal de renúncia à litigância, como sinal de arrependimento institucional. 
  3. Realocar os recursos jurídicos em ações missionárias, evangelísticas e de amparo aos necessitados. 
  4. Promover, com urgência, uma assembleia pública de reconciliação, restauração e perdão. 

“Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus.”
(Mateus 5:9) 

“Mas ai dos que promovem divisão, juízo e escândalo entre os pequeninos. Melhor lhes seria que pendurassem uma pedra no pescoço e se lançassem ao mar.”

Esses são os pedidos feitos por servos do Senhor comprometidos com a verdade, a justiça e o temor do Tribunal de Cristo.