A MARANATA VOLTOU AO PASSADO? CONTROLE TOTAL E CRUELDADE CONTRA EX-PASTOR

A MARANATA VOLTOU AO PASSADO? CONTROLE TOTAL E CRUELDADE CONTRA EX-PASTOR

8 de março de 2026 Off Por Sólon Pereira

EBD ICM DE 08/03/2026 – Análise crítica

NÃO TOQUEM NA ARCA: A EBD DA MARANATA COMO TEOLOGIA DO CONTROLE

 

Por Solon Pereira – Projeto Análise | Celeiros

Vídeo de referência: https://www.youtube.com/watch?v=m0k-R-zFXbE

Degravação ao final.

Da submissão sem questionamento ao desprezo cruel pelos que saem da instituição

A Escola Bíblica Dominical da Igreja Cristã Maranata de 8 de março de 2026 não foi apenas mais uma aula bíblica sobre a arca da aliança. Ela funcionou, na prática, como uma peça de reforço institucional, destinada a consolidar uma mensagem muito clara: não questione, não proponha mudanças, não tente corrigir, não reavalie, não critique. Apenas carregue o peso da estrutura religiosa sobre os ombros e considere isso um privilégio espiritual.

A linguagem escolhida foi bíblica. O efeito produzido foi institucional.

A partir do texto de Números 10, a mensagem foi deslocada para um ponto muito específico: a arca, além de ser figura de Cristo, passou a servir como metáfora da própria “Obra” da instituição. E então veio a aplicação decisiva: “quanto a tocar na arca, eles não podiam”; “não podemos tocar na Obra de Deus”; “não podemos tentar alterar aquilo que o Senhor fala, aquilo que o Senhor revela”

. Em seguida, essa mesma imagem desemboca na convocação emocional: “quem está disposto aqui a se consagrar e carregar a arca do Senhor?”

O resultado é evidente. O texto bíblico deixa de ser lido como revelação centrada em Deus e em Cristo para ser utilizado como mecanismo de blindagem da autoridade religiosa. A mensagem não estimula discernimento. Não convida a examinar. Não abre espaço para consciência. Ela exige submissão.

E esse detalhe é crucial: essa EBD não veio isolada. Ela foi pregada numa semana em que a Igreja Cristã Maranata também endureceu seu controle por meio de circulares sobre redes sociais, casamento, mobilização financeira extraordinária e acesso pago a conteúdo institucional. Por isso, o que se viu no domingo não foi um ensino eventual. Foi a formulação teológica de um sistema mais amplo de controle.

A arca como símbolo da instituição intocável

O ponto central da aula foi a proibição de “tocar na arca”. No texto original do Antigo Testamento, isso se refere à santidade do culto israelita, ao serviço levítico e à reverência devida ao que era sagrado dentro de uma ordem histórica específica. Mas a aplicação feita na EBD foi outra: a arca foi transformada numa imagem da própria estrutura da “Obra”, entendida como conjunto de decisões, práticas e direções institucionais que não podem ser questionadas.

Alexandre Gueiros afirmou de modo literal que não se pode “tocar na Obra de Deus”, nem “alterar aquilo que o Senhor fala”, nem “aquilo que o Senhor revela”

. E foi além: declarou que todos os planos para “o progresso da igreja”, se não tiverem sido revelados pelo Senhor, “para Deus é nada”

Aqui está uma das chaves mais importantes para compreender o que a mensagem realmente faz. Ela não apenas exalta a dependência de Deus, o que seria plenamente legítimo. Ela desloca essa dependência para o interior de um sistema em que as direções institucionais passam a ser tratadas como revelação divina praticamente incontestável. Assim, toda crítica se torna irreverência. Toda discordância pode ser lida como carnalidade. Toda tentativa de correção vira “toque indevido” naquilo que Deus teria estabelecido.

Esse tipo de raciocínio é extremamente perigoso. Porque remove da comunidade cristã o direito de examinar práticas, confrontar abusos, pedir coerência e exigir responsabilidade. E, sem esse espaço, a autoridade deixa de ser pastoral para se tornar sacralizada.

Carregar a arca: romantização do fardo e espiritualização da exploração

Depois de dizer que ninguém pode tocar na arca, a mensagem passa a um segundo movimento: é preciso carregá-la. E carregá-la não como peso, mas como honra. Os coatitas são apresentados como modelo de servos consagrados, separados para carregar sobre os ombros os objetos santos. A aplicação feita é direta: isso “nos fala de nós, igreja do Senhor”, de “todos os servos do Senhor” que decidiram dedicar suas vidas à realização da obra

Em seguida aparece um contraste revelador: a mensagem rejeita a figura do “espectador da obra”, da pessoa que apenas “quer receber, receber, receber”, e insiste que quem quer receber do Senhor deve primeiro dar, servir, cuidar, carregar o peso do serviço religioso

. O tom é inequívoco. Não basta pertencer. É preciso servir mais. Não basta ser cuidado. É preciso sustentar a engrenagem.

E então vem o ponto mais delicado: a oração final pede que Deus “renove a disposição de carregar a arca”, que todos sintam “quão leve é o fardo” e que percebam que isso é “um grande privilégio”

. A fala anterior reforça a mesma ideia: mesmo que a arca fosse pesada, os coatitas não reclamavam; e, para quem está no Espírito, “é leve o fardo de levar a Obra de Deus”; “isso para nós é um privilégio”

Essa construção é eticamente grave. Ela pega o peso real do serviço religioso institucional e o recobre com linguagem espiritual positiva, neutralizando o direito do servo de nomear o cansaço, o abuso, a sobrecarga ou a desigualdade. O fardo deixa de ser um problema a ser avaliado e passa a ser prova de fidelidade. O sofrimento deixa de ser objeto de cuidado e passa a ser interpretado como honra.

É aí que a mensagem se torna especialmente tóxica. Porque ela não diz apenas “sirvam ao Senhor”. Ela diz, na prática: carreguem o peso da instituição, aceitem-no com alegria e, se estiver pesado demais, o problema talvez seja você.

A obra como tesouro exclusivo e o fechamento do sistema

Há outro ponto importante na mensagem: a Obra é apresentada como portadora de tesouros especiais. Alexandre fala que a arca era o tesouro, e que os servos hoje levam adiante uma Obra que tem tesouros como “o poder do sangue de Jesus”, “a palavra revelada” e “a igreja corpo de Cristo”

. Isso não é detalhe. É o tipo de frase que ajuda a formar a mentalidade exclusivista de que a instituição é depositária de um patrimônio espiritual singular, diferenciado, superior.

Quando uma igreja passa a se enxergar assim, tudo se fecha: a crítica interna é pecado, a crítica externa é perseguição, e os dissidentes são vistos como ameaça à própria Obra de Deus. Não por acaso, na mesma EBD a referência aos “inimigos” de Números 10 foi convertida em linguagem mobilizadora: “sejam dissipados todos os teus inimigos”; “ele está como Deus forte lutando por nós, derrotando todos os nossos inimigos”

É aqui que a mensagem se torna particularmente preocupante. Porque, numa igreja marcada por anos de ataques a ex-membros, dissidentes e canais críticos, o uso insistente da categoria “inimigos” não é inocente. Ele ajuda a alimentar a ideia de que aqueles que denunciam abusos, questionam incoerências ou expõem práticas de controle não são apenas críticos humanos, mas adversários espirituais da Obra.

E isso é frontalmente oposto ao ensino apostólico. O Novo Testamento diz que nossa luta não é contra carne e sangue. A igreja não foi chamada para transformar pessoas em encarnações do mal apenas porque discordam da liderança. Quando a crítica vira inimizade espiritual, a perversão do evangelho já está em estágio avançado.

Uma semana de controle: redes sociais, casamento, PIX e assinatura religiosa

A EBD de 8 de março deve ser lida à luz do que ocorreu nos dias imediatamente anteriores.

Na circular sobre casamento, a instituição determinou que cultos de casamento não devem ser realizados às sextas-feiras, “para que não haja prejuízo aos cultos domésticos”, os quais teriam sido “revelados pelo Senhor como meios eficazes de bênçãos para os lares”

. A mensagem é reveladora: até a formação de um novo lar deve se curvar inteiramente à rotina cultual da estrutura.

Na mesma semana, também circularam orientações restringindo gravações, imagens e postagens em redes sociais, submetendo registros pessoais a autorização prévia e admitindo orientação para remoção de conteúdo. Em vez de comunhão e liberdade, instala-se vigilância e tutela sobre a expressão individual.

Também houve mobilização financeira extraordinária por meio de PIX para socorro a membros atingidos por enchentes, levantando uma questão legítima: se a igreja recolhe regularmente dízimos e ofertas, por que a base precisa ser novamente convocada sem transparência equivalente sobre a contribuição institucional direta?

Além disso, foi lançada a plataforma Maranata Play, por assinatura, para acesso a conteúdo doutrinário e formativo da instituição. E aqui aparece mais uma camada da mesma lógica: não basta controlar comunicação, casamento e contribuição; passa-se também a concentrar a circulação do conteúdo espiritual em ambiente próprio, fechado e economicamente mediado.

Lidos em conjunto, esses movimentos revelam um padrão: a estrutura quer regular o que os membros publicam, como celebram, como contribuem, o que consomem espiritualmente e como devem interpretar o próprio peso que lhes é imposto. A EBD de 8/3 funciona exatamente como a teologia legitimadora desse conjunto. Ela ensina o membro a aceitar tudo isso sem resistência e a chamar isso de privilégio.

Alexandre Gueiros e a tentativa de “recolocar a igreja nos eixos”

Há ainda um elemento de contexto que precisa ser dito com clareza. O que se percebe na atual condução de Alexandre Gueiros é uma tentativa de “recolocar a igreja nos eixos”, como se algo tivesse se perdido no caminho sob a gestão anterior. Isso aparece no tom, no conteúdo dos louvores, no apelo a marcos antigos e na tentativa de retomar um padrão de rigor mais próximo da ICM das décadas de 1980 a 2000.

Naquele período, a igreja crescia em ambiente social muito diferente. Não havia redes sociais. Não havia canais independentes mostrando bastidores, incoerências e abusos. O controle institucional era exercido, em grande parte, em espaços fechados: seminários reservados, apostilas restritas, ensinos internos não compartilháveis, códigos de conduta transmitidos oralmente e uma disciplina religiosa que raramente chegava ao conhecimento do público externo.

Para quem via de fora, a imagem era outra: uma igreja discreta, cultos rápidos, aparência de ordem, louvor sóbrio, aparente reverência, boa organização. O que não se via era o grau de controle mental, o peso das exigências, a exploração do trabalho voluntário e a construção de uma identidade coletiva fundada na ideia de ser a “obra fiel”, dirigida diretamente pelo Espírito Santo, sem margem legítima para contestação.

Alexandre parece agir a partir desse paradigma antigo. O problema é que o mundo mudou. Hoje há redes sociais. Há arquivos. Há depoimentos. Há gravações. Há pessoas que saíram e passaram a falar. Há canais que, mesmo sofrendo ataques e processos judiciais, continuam expondo aquilo que antes ficava invisível. O regime de opacidade não funciona mais como antes.

Por isso a tensão se intensifica. A instituição deseja restaurar o controle de um passado em que quase tudo podia ser exercido em silêncio. Mas os instrumentos que permitiam esse silêncio não existem mais na mesma medida. E a EBD de 8/3 soa como resposta a essa crise: uma tentativa de recolocar peso sobre os ombros da membresia e, ao mesmo tempo, desqualificar teologicamente quem questiona.

Não estamos diante de uma EBD manipuladora apenas, mas de um sistema

É importante dizer isso com toda a clareza: o problema não é somente uma aula mal aplicada. O problema é um sistema.

Um sistema em que a autoridade se apresenta como revelação.

Um sistema em que a obediência é sacralizada.

Um sistema em que a crítica é demonizada.

Um sistema em que a carga é colocada sobre os ombros dos servos e reinterpretada como privilégio.

Um sistema em que a imagem institucional vale mais que a dor real das pessoas.

Um sistema em que a vida íntima dos membros é regulada.

Um sistema em que até a circulação do conteúdo religioso é centralizada e mediada pela estrutura.

Um sistema em que ex-membros e dissidentes são facilmente lidos como “inimigos”.

É por isso que a crítica precisa ir além da indignação pontual. O que está em jogo aqui é a natureza do próprio ambiente espiritual criado pela instituição. Não se trata apenas de discordar de uma doutrina. Trata-se de reconhecer um modo de funcionamento que produz medo, culpa, sujeição, dependência e hostilidade contra quem pensa diferente.

O caso do Pr. João Gomes e a revelação cruel da lógica sectária

Nesse contexto, é impossível encerrar sem mencionar, com pesar sincero, o falecimento do Pr. João Gomes da Silva.

Após 42 anos de dedicação à Igreja Cristã Maranata, sendo 25 anos como pastor, João Gomes desligou-se da instituição, escreveu carta de desligamento e concedeu entrevista relatando sua trajetória e sua decepção com o sistema que serviu por décadas. Participou ainda de outras lives, deixando um testemunho importante e corajoso.

A sua morte merece respeito, memória e solidariedade à família.

Mas, para horror de qualquer pessoa minimamente sensível, começaram a surgir manifestações cruéis de membros da ICM celebrando ou insinuando que sua morte seria juízo de Deus. Nos comentários anexados, vê-se a brutalidade nua: um usuário escreve “Já foi pra vala”; outro afirma que “a conta tá chegando”, em clara associação entre o falecimento do ex-pastor e uma suposta punição divina.

Esse tipo de comentário não nasce do nada. Ele é fruto de uma mentalidade formada ao longo do tempo. Quando a liderança insiste em categorias de “inimigos”, quando críticos são tratados como opositores da Obra de Deus, quando o questionamento é associado à rebelião e à perdição, o resultado previsível é esse: a desumanização do dissidente.

A pessoa deixa de ser vista como um ser humano, com história, sofrimento, limitações e dignidade. Passa a ser lida como “adversário da Obra”. E, a partir daí, até sua morte pode ser interpretada como espetáculo moral.

Isso é profundamente anticristão.

João Gomes era um homem idoso, de origem humilde, trabalhador, pedreiro, com vida marcada por limitações materiais. Fez muitos serviços voluntários para a instituição. Morreu como morrem tantos brasileiros em condições semelhantes, com acesso limitado a conforto e tratamento. Transformar isso em “juízo de Deus” é mais do que falta de amor. É perversão espiritual.

E a incoerência é gritante. Quando morre um membro fiel da ICM, costuma-se dizer que “Deus o recolheu”, que “cumpriu sua carreira”, que “foi para a glória”. Mas quando morre um ex-pastor crítico, logo aparecem vozes dizendo que Deus está julgando os inimigos da Obra. Essa duplicidade revela um coração moldado não pelo evangelho, mas pela lógica sectária da instituição.

Em julho de 2025 faleceu Gedelti Gueiros. Agora, recentemente, também faleceu Sara Gueiros. Em ambos os casos, ninguém honesto cogitaria dizer que a morte foi prova de reprovação divina. A morte atinge ricos e pobres, líderes e servos, críticos e defensores, justos e injustos. Fazer dessa realidade comum uma arma retórica seletiva contra dissidentes é crueldade ideológica travestida de espiritualidade.

O caso do Pr. João Gomes e a revelação cruel da lógica sectária

Nesse contexto, é impossível encerrar sem mencionar, com pesar sincero, o falecimento do Pr. João Gomes da Silva.

Após 42 anos de dedicação à Igreja Cristã Maranata, sendo 25 anos como pastor, João Gomes desligou-se da instituição, escreveu carta de desligamento e concedeu entrevista relatando sua trajetória e sua decepção com o sistema que serviu por décadas. Participou ainda de outras lives, deixando um testemunho importante e corajoso.

A sua morte merece respeito, memória e solidariedade à família.

Mas, para horror de qualquer pessoa minimamente sensível, começaram a surgir manifestações cruéis de membros da ICM celebrando ou insinuando que sua morte seria juízo de Deus.

Nos comentários anexados, vê-se a brutalidade nua: um usuário escreve:

 “Já foi pra vala”;

Outro afirma que:

“a conta tá chegando”

Essas mensagens, são clara associação entre o falecimento do ex-pastor e uma suposta punição divina.

Os prints abaixo são reproduzidos apenas para fins de registro e contextualização, a fim de demonstrar como uma mentalidade religiosa sectária pode deformar a percepção moral de alguns membros, levando-os a interpretar a morte de um ex-pastor não com compaixão, mas com sarcasmo, celebração e sentimento de vindita espiritual.

Esse tipo de comentário não nasce do nada. Ele é fruto de uma mentalidade formada ao longo do tempo.

Quando a liderança insiste em categorias de “inimigos”, quando críticos são tratados como opositores da Obra de Deus, quando o questionamento é associado à rebelião e à perdição, o resultado previsível é esse: a desumanização do dissidente.

A pessoa deixa de ser vista como um ser humano, com história, sofrimento, limitações e dignidade. Passa a ser lida como “adversário da Obra”. E, a partir daí, até sua morte pode ser interpretada como espetáculo moral.

Isso é profundamente anticristão.

O Pastor João Gomes era um homem idoso, de origem humilde, trabalhador, pedreiro, com vida marcada por limitações materiais. Fez muitos serviços voluntários para a instituição. Morreu como morrem tantos brasileiros em condições semelhantes, com acesso limitado a conforto e tratamento.

Transformar isso em “juízo de Deus” é mais do que falta de amor. É perversão espiritual.

Conclusão: tocar na arca ou tocar na ferida?

A grande ironia de tudo isso é que os canais críticos não estão “tocando na arca” no sentido perverso sugerido pela mensagem. Estão tocando na ferida. Estão nomeando o abuso. Estão revelando a assimetria. Estão mostrando que, por trás da aparência de espiritualidade incontestável, existe um sistema de controle que alcança bolso, agenda, imagem, casamento, consciência e interpretação da realidade.

E justamente por isso são tratados como inimigos.

Mas a verdade é que uma obra realmente de Deus não precisa se blindar contra todo questionamento honesto. Não precisa se proteger de exame. Não precisa transformar crítica em sacrilégio. Não precisa ensinar servos a chamar exploração de privilégio. Não precisa produzir membros capazes de rir da morte de um homem que dedicou quase toda a sua vida à própria instituição.

A EBD de 8/3/2026 expôs, com rara clareza, o coração desse sistema: carregar, obedecer, não tocar, não falhar, não questionar.

O evangelho de Jesus aponta noutra direção.

Jesus não chamou pessoas para carregarem instituições como ídolos.
Chamou-as para segui-lo em verdade e liberdade.

E onde a estrutura exige silêncio diante da injustiça, talvez o verdadeiro ato de fidelidade não seja calar-se diante da arca, mas denunciar aquilo que está sendo feito em nome dela.

DEGRAVAÇÃO DAS MENSAGENS DA EBD

Gilson Sousa

A partir desse instante nós entramos em rede com a nossa transmissão via satélite para que os irmãos nas igrejas em culto presencial possam receber a transmissão da escola bíblica dominical.

E nós vamos então a partir desse instante meditar a respeito do assunto desta manhã para a escola bíblica dominical, porque vamos levar em conta neste assunto que do início da caminhada do povo de Israel até ao Monte Sinai, Israel dispunha da presença e da direção de Deus, que eram manifestadas pela presença da nuvem de dia e da coluna de fogo à noite.

E elas iam adiante do povo mostrando ao povo o caminho a seguir.

Depois do monte Sinai, ali construído o tabernáculo, Israel passou a desfrutar da habitação do Senhor. E essa habitação estava representada pela Arca da Aliança.

A nuvem continuou proporcionando ao povo de Israel a direção do Senhor. Mas a Arca da Aliança garantia a eles a habitação do Senhor no meio do seu povo.

Por isso então, a partir desse instante, nós queremos convidar a todos os irmãos que estão nas igrejas, onde estiverem e aqui também no Maanaim, Para nós lermos a Palavra de Deus, convidamos a todos para estarem de pé para a leitura da Palavra de Deus, que iremos fazer no livro de Números, capítulo 10, versos 33 a 36.

Nós vamos orar, vamos ler a Palavra e depois vamos orar ao Senhor.

Números, capítulo 10, verso 33, a Palavra de Deus diz assim:

Assim partiram do monte do Senhor, caminho de três dias. E a arca do conserto do Senhor caminhou diante deles, caminho de três dias, para lhes buscar lugar de descanso. E a nuvem do Senhor ia sobre eles de dia, quando partiam do arraial. Era pois que, partindo a arca, Moisés dizia: levanta-te, Senhor, e dissipados sejam os teus inimigos, e fujam diante de ti os aborrecedores. E pousando ela, Moisés dizia: volta, ó Senhor, para os milhares, os muitos milhares de Israel.

Louvado seja Deus.

Vamos então agora convidar a todos para estarmos em oração. Nós vamos orar ao nosso Deus para que Deus possa nos abençoar com o estudo da palavra de Deus nesta manhã.

[LOUVOR]

Antônio Carlos de Oliveira

Como já perceberam, estamos falando da Arca da Aliança, do início da caminhada até o Monte Sinai.

Como era essa arca, a arca da aliança, e qual a sua utilidade.

A sua utilidade garantia a habitação de Deus em Israel e também ensinava o povo sobre a santidade de Deus.

Lembramos que a arca ficava dentro do templo, no centro das tendas, onde Deus falava com todo o povo a todo momento.

Como era a arca?

Era uma caixa ou um baú de madeira, madeira de acácia, revestida de ouro, por dentro e por fora.

O texto está em Êxodo 25:10, que diz assim:

Também farão a arca de madeira de cetim (ou de acácia): O seu comprimento será de dois côvados e meio e a sua largura de um côvado e meio. E de um côvado e meio a sua altura.

Ou seja, transformando para metros, aproximadamente, era 1,25 de comprimento, 75 de largura e 75 de altura. Continha quatro argolas na parte superior da caixa ou da arca, para ser carregada. Os varais passavam por dentro delas para serem carregados.

A tampa, havia uma tampa dessa caixa de ouro, madeira revestida de ouro, feita de uma só peça com dois anjos que estendiam as asas sobre essa tampa, e eram dois querubins, chamados querubins da glória.

E… Era o objeto de maior valor do tabernáculo.

O nome desse conjunto era propiciatório, porque era ali que Deus se fazia presente.

A arca nos fala do Senhor Jesus, que é Deus conosco, Emanuel.

A madeira da qual era feita a arca, fala da humanidade do Senhor Jesus, o ouro da sua divindade. Mas o ouro também nos fala de sua glória e de seu poder.

A arca em nosso meio nos fala que somos templo do Espírito Santo, do Deus vivo. O templo do Espírito Santo nos fala da presença do Deus trino, a Trindade: Pai, Filho e Espírito Santo em nós.

O texto em João 14:23, Jesus respondeu e disse-lhe:

Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e meu pai o amará, e viremos para ele e faremos nele morada.

Também temos um texto em 1 Coríntios capítulo 3 verso 16 que diz assim:

Não sabeis vós que sois o templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?

A arca era sagrada, era aspergida com o óleo da unção, obra de perfumista e também de sangue.

Os sacerdotes também foram ungidos com este óleo. O óleo era feito com azeite de oliva misturado com especiarias aromáticas: mirra, canela, cálamo e cássia.

A nuvem ficava sobre ela e ela dentro do tabernáculo, a arca dentro do tabernáculo.

O sangue nos fala do poder do sangue de Jesus que nos purifica de todo o pecado. O texto que diz respeito a isso está em Êxodo capítulo 30 versos 25 e 26:

E disto farás o azeite da santa unção, o perfume composto segundo a obra do perfumista. Este será o azeite da santa unção.

O óleo da unção nos fala da unção do Espírito Santo. A palavra do Senhor fala, na primeira carta de João: vós tendes a unção do Santo.

O perfume das especiarias nos lembra que quando o Espírito Santo opera em nós, enchendo o nosso ser, produzindo em nós o seu fruto, o bom perfume de Cristo é exalado de nossas vidas e é sentido por todos aqueles que estão em nosso redor.

A arca estava no santo dos santos, ou no santíssimo, só era vista pelo sumo sacerdote uma vez no ano. Tinha uma tampa, como já falado, chamada propiciatório, sobre a qual o sumo sacerdote aspergia sangue. Isso nos fala de que Deus Santo se torna favorável ou propício a nós pelo sangue de Jesus.

Jesus é o nosso sumo sacerdote, que entrou no Santíssimo com seu próprio sangue. Mas após sua morte, o véu que nos separava do Santíssimo foi rasgado. Lembra-se, né? Que quando Jesus morreu, o véu rasgou-se de alto a baixo. Ele entrou, após sua ressurreição, ele entrou no verdadeiro Santíssimo na presença de Deus no céu, abrindo-nos um novo e vivo caminho de acesso ao trono de Deus.

Estamos dizendo com isso que Jesus quando entrou no templo, o véu rasgou, mas na verdade ele passa por ali e entra no templo da eternidade onde está o Santíssimo.

O que havia dentro da arca?

Havia as duas tábuas da lei, uma porção do maná e a vara de Arão, sobre os quais vamos falar.

As tábuas da lei, também chamadas do testemunho. Êxodo 31:18:

E deu a Moisés, quando acabou de falar com ele no monte Sinai, as duas tábuas do testemunho. Tábuas de pedras escritas pelo dedo de Deus.

As primeiras palavras foram escritas pelo dedo de Deus.

Com relação a nova aliança, nós tivemos uma promessa de que o Senhor iria escrever no nosso coração através do profeta Jeremias, tá aqui?

Mas este é o conserto que farei com a casa de Israel depois daqueles dias, diz o Senhor. Porei a minha lei no seu interior e a escreverei no seu coração. E eu serei o seu Deus e eles serão meu povo.

Mas a palavra de Deus viva é interpretada e aplicada aos nossos corações pelo Espírito Santo.

O primeiro elemento que tinha lá dentro, eram as tábuas, que falamos sobre elas. Agora, o vaso com maná, que caía do céu na madrugada para alimentar o povo.

O maná nos fala do Senhor Jesus como o pão vivo que desce do céu, para nos alimentar espiritualmente de si mesmo. Ele é o pão da vida.

Misteriosamente, o maná que estava dentro da arca não se estragava. Lembrando que o maná caía seis dias, no sétimo não caía, caía porção dobrada no sexto. Se guardasse, estragava. De um dia para o outro. Mas o que estava dentro da arca, misteriosamente, não estragava.

Estava oculto na arca, pois ninguém podia olhar para dentro dela.

Em Apocalipse 2.17:

Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas. Ao que vencer, darei eu a comer do maná escondido. E darei uma pedra branca, na pedra um novo nome escrito, a qual ninguém conhece, senão aquele que o recebe.

Destacando, darei a comer do maná escondido. Então, em Apocalipse, nesse texto, lemos a respeito da promessa do Senhor de dar aos fiéis a comer do maná escondido. Nos fala de que o Senhor Jesus está escondido nas escrituras e que somente pelo Espírito Santo Ele nos é revelado.

O terceiro elemento que havia lá dentro era a vara de Arão que floresceu. Uma breve explicação. Alguns do povo de Israel duvidaram de que Deus tivesse escolhido Arão. O Senhor mandou que tomasse uma vara de cada uma das doze tribos, escrevesse nela o nome do cabeça da tribo e colocasse no testemunho.

Na tribo de Levítico, o nome de Arão. E a vara de Arão floresceu mostrando o poder de Deus que o tinha escolhido e que o tinha revestido do Seu Espírito.

Havia muitas varas, mas apenas uma floresceu. Isso nos fala da obra do Espírito Santo que nos unge, transmitindo vida e poder a cada um de nós para nos capacitar a servi-lo.

O maior exemplo disso é Jesus, que era o homem, a vara, sua humanidade. Mas foi ungido pelo Espírito Santo para o seu ministério público, produzindo frutos e realizando milagres.

Finalmente, ao morrer, Jesus era como a vara sem vida. Mas no terceiro dia, por uma operação do Espírito vivificador, Ele ressuscitou.

Louvado seja o nome do Senhor. Nós estaremos cantando o louvor.

[LOUVOR]

Alexandre Gueiros

O seminário está sendo transmitido hoje para 40 Maanains ao redor do Brasil.

Queridos irmãos, estamos vendo o que aconteceu com a vara de Arão.

E o pastor, muito bem, explicou como o nosso Arão, quem é? Quem é o nosso sumo sacerdote? É o Senhor Jesus.

E realmente a sua vara ganhou vida, aquela fara que representava o sumo sacerdote. O nosso sumo sacerdote estava morto e ganhou vida. Louvado seja o Senhor. Ele ressuscitou. Glória ao Senhor Jesus para sempre.

Queridos irmãos, nós Já estamos entendendo como a arca no meio do povo representa para nós Deus conosco, Emanuel conosco, o Senhor Jesus conosco. Por quê? Porque Ele é a palavra viva que está em nosso meio, nos dirigindo, nos orientando. Ele é o pão da vida, Ele é o maná que caiu do céu, Ele é o pão vivo que vem do céu e nos dá vida espiritual. E ele tem a unção do Espírito Santo, a operação do Espírito Santo está presente em nosso meio graças ao Senhor Jesus.

Os irmãos se lembram de que em Atos está claramente escrito que o Espírito Santo, ele é chamado de o Espírito de Jesus. Interessante, não é? O Espírito de Jesus. É o mistério da trindade, não é?

Mas, com a presença do Senhor Jesus nós temos esses elementos, o que esses elementos representam, operando continuamente em nós. E estarão operando em nós, em toda a nossa peregrinação até a nossa terra prometida, a eternidade feliz com o Senhor.

Meus irmãos, como esses três objetos, que nos falam de aspectos da obra do Senhor Jesus, também representam a trindade, já aprendemos isso, né? As tábuas da lei, a palavra do Pai, o maná enfatiza o Senhor Jesus se manifestando como pão vivo que desce do céu, o nosso maná. E a vara de Arão, falando da operação do Espírito Santo transmitindo vida, vivificando, nós temos esta certeza de que Emmanuel conosco, o Senhor Jesus conosco, nos garante a operação contínua da trindade em nossas vidas.

Muito bem.

A Arca, amados irmãos, já foi falada no início, mas repetimos, inspirava temor.

Por quê?

Nos falava da santidade de Deus. Ninguém tinha, podia olhar para a arca, muito menos olhar para o que estava no interior da arca. Ninguém podia tocar na arca, nem os que a transportavam podiam nela tocar. Os irmãos se lembram?

Já foi dito que ela era transportada com varais. E os coatitas não olhavam para a arca, simplesmente pegavam… Quando ela precisava ser transportada de um local para outro, quando o povo devia marchar seguindo a orientação da nuvem, os coatitas cobriam a arca com três cobertas.

Em primeiro lugar, o véu do Santíssimo. depois uma pele de texugo por cima, um elemento forte e resistente, e um pano azul, nessa ordem que falamos.

A arca, amados irmãos, essas três cobertas da arca nos falam, em primeiro lugar, do azul, que era o mais visível, na pessoa do Senhor Jesus. Quem olhava para Ele era tocado pelo amor de Deus, porque Deus amou o mundo de tal maneira, nos diz a palavra.

Jesus foi claro a esse respeito quando Ele disse, ninguém tem maior amor do que este, de dar alguém a sua vida pelos seus amigos. Foi isso que Ele fez por nós. Já não vos chamo mais servos, mais amigos, porque tudo aquilo que tenho recebido do Pai, eu vos tenho transmitido.

Amados irmãos, em todas as ações do Senhor Jesus, nós vemos o amor que Ele tinha pelas suas ovelhas.

Eu sou o bom pastor. Vou adiante das minhas ovelhas, as minhas ovelhas me seguem. Ninguém as arrebatará das minhas mãos.

Amados irmãos, era o cuidado constante do Senhor Jesus pelas suas ovelhas e nós somos suas ovelhas. Louvado seja o Senhor por isto. Glórias ao Senhor Jesus.

Amados irmãos, falamos que o que atraía os seus discípulos ao Senhor Jesus era seu amor demonstrado por suas palavras, suas ações, porque ele vivia em função dos seus discípulos.

Ele se tornou homem para nos salvar. Viveu toda a sua vida para nos salvar. Ressuscitou para nos salvar. Está à direita do Pai, intercedendo continuamente por nós, pela nossa salvação. Louvado seja o Senhor Jesus. Ele é realmente maravilhoso.

Meus irmãos, A PELE DE TEXUGO não era vista, estava abaixo do amor.

O mundo olhava para o Senhor Jesus, não percebia o que havia dentro dele, não conhecia os seus sentimentos, não conhecia a sua força, porque ele também era Deus forte, notem bem. Ele não era somente o Cordeiro de Deus, mas ele era também Deus forte, mas estava oculto. Ninguém percebia, as pessoas… Só os seus discípulos, por revelação.

Na sua vida ele era manso e humilde de coração, mas também Deus forte, que suportou com valentia todas as provações que Ele sofreu através da sua vida. Sofreu até a morte de cruz, numa ocasião quando Ele antevia o sofrimento que teria na cruz do Calvário… Não sofrimento físico, Ele era forte, mas o sofrimento de ser separado do Pai, sentir-se pela primeira vez na sua existência, sentir-se separado do Pai.

Ele sofreu, ele suou gotas de sangue. E foi necessário que um anjo viesse para confortá-lo, porque ninguém aqui poderia confortá-lo. Precisava da ajuda do Pai naquilo, precisaria da ajuda do Pai. E na cruz então nós vemos a expressão do seu grande sofrimento.

Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?

É esse o momento que ele temia, o sofrimento de sentir-se pela primeira vez na sua eterna existência sentir-se separado do Pai.

Mas ele fez tudo isso por amor a cada um de nós que aqui está, todos nós, por amor a todos aqueles que haveriam de crer no seu nome conforme ele expressou naquela sua oração sacerdotal.

Pai, rogo não somente por estes, mas por todos aqueles que hão de crer no meu nome.

Que coisa maravilhosa. O Senhor Jesus pensava em cada um de nós naquele momento.

Então, irmãos, nós… voltemos ao véu.

O véu ali estava para ensinar ao povo a santidade de Deus. Ninguém podia se aproximar da arca. Ninguém podia entrar no Santíssimo. Ninguém podia, na velha aliança. Mas o Senhor preparou, para nós, amados irmãos, o privilégio de sermos participantes da nova aliança, do novo testamento no seu sangue, que em todas as coisas é superior, é melhor do que a velha aliança.

Então, por quê?

Porque na nova aliança nós podemos entrar no Santíssimo, no verdadeiro Santíssimo, muito melhor do que um Santíssimo fabricado aqui. No verdadeiro Santíssimo, aquele que Moisés viu no monte. Então, nós pudemos nos acercar do Senhor. Graças a quê? Graças ao poder do Seu sangue derramado na cruz do Calvário. Temos este acesso, temos ousadia, coragem de nos aproximar do Deus vivo.

Confiados em quê?

No poder do sangue de Jesus.

Porque após a sua morte, Ele penetrou no Santíssimo, no céu, após ressuscitar, apresentando, não o sangue de animais, mas o seu próprio sangue. Para quê? Para satisfazer a santidade de Deus. Satisfazer todas as exigências da santidade de Deus. Louvado seja o Senhor Jesus.

Amados irmãos, hoje então, na nova aliança, nós temos este privilégio. Podemos olhar para a arca. Podemos ver toda a beleza da arca, toda a beleza do nosso Senhor Jesus. Podemos contemplar o interior, ver que em Jesus nós temos todos os recursos necessários para a nossa salvação.

E todos os segredos do Senhor Jesus Ele nos revela, sabiam? A Arca continha segredos, mistérios. O povo lá fora nem se aproximava da Arca quanto mais… Quanto eles quiseram contemplar os mistérios, os segredos que havia dentro da Arca. Ninguém, nem o sumo sacerdote podia abrir e contemplar, né, Arão.

Mas o nosso sumo sacerdote é diferente. Porque a Arca fala a respeito do próprio Senhor Jesus, já vimos.

E os mistérios do Senhor? O Senhor Jesus disse, a eles eu falo por parábolas, mas a voz, minha igreja, podemos dizer, é dado conhecer os mistérios do reino de Deus.

Que privilégio maravilhoso. Louvado seja o Senhor Jesus, porque tudo que ele recebeu do Pai, ele nos tem transmitido.

E meus irmãos, nós podemos hoje ter este privilégio de que vimos desfrutando. Qual é? Receber revelações do Senhor, visões do projeto de Deus. Visões, revelações pelas quais o Senhor nos transmite a sua vontade, o seu plano de salvação que Ele está executando hoje em nosso favor.

E não apenas podemos conhecer esses mistérios, essas revelações, mas podemos ser participantes da execução dessa obra. Já imaginaram que privilégio.

Ele podia ter encarregado a anjos de realizar a obra na nossa salvação. Porque os anjos realizariam com perfeição, sabiam? Perfeição absoluta.

Mas o Senhor Jesus nos amou.

Ele quis nos dar esse privilégio de participar desta obra gloriosa que ele está executando hoje, a obra de salvação de um povo para morar eternamente na eternidade.

E meus irmãos, QUANTO A TOCAR NA ARCA, ELES NÃO PODIAM. Israel, nem em Israel podia tocar na arca.

Isso é uma lição importante para nós. NÃO PODEMOS TOCAR NA OBRA DE DEUS, não podemos tentar alterar aquilo que o Senhor fala, AQUILO QUE O SENHOR REVELA, não é?

Não podemos tentar…

“não, eu vou aperfeiçoar… eu vou ajudar… eu vou ajudar a obra, porque sem mim a obra não vai, né? Deus precisa de mim.”

E NÃO PRECISA!

Ele nos dá o privilégio de nos usar SE estivermos andando no Espírito, atentando para aquilo que o Espírito Santo nos está falando.

Sem Ele, sem a sua graça, sem a sua unção, nada podemos fazer. O Senhor Jesus falou claramente a respeito disso.

Sem mim, nada podeis fazer.

E tudo aquilo que nós realizamos? E os planos que nós fazemos para o progresso da igreja?

Se não tiverem sido revelados pelo Senhor, aprovados na eternidade, para Deus é nada! Nada! Estamos perdendo tempo, não é?

É por isso que nós consultamos ao Senhor, perguntamos ao Senhor se aquilo está de acordo com a sua vontade, com o seu projeto.

Muito bem.

Então, irmãos, ainda relacionado com a santidade do Senhor, nós notamos que os quatro, eram quatro sacerdotes, quatro da família de Coate, que era filho de Aarão. Estes quatro coatitas tinham esse privilégio de cobrir a arca sem olhar para ela, colocar os varais e carregar em seus ombros, sobre os seus ombros, a arca, colocando os varais sobre os seus ombros.

Eles eram, portanto, representantes de uma família que cuidava de todos os objetos sagrados. Eles representavam uma família consagrados para viverem na intimidade de Deus. Desfrutarem da intimidade, estarem próximos de todos aqueles objetos santos.

O que é que isso representa para nós?

Isso nos fala de nós, igreja do Senhor. Isso nos fala de todos os servos do Senhor, que resolveram consagrar as suas vidas ao serviço do Senhor.

Todos os que decidiram dedicar as suas vidas a realizar a obra de Deus, buscando em primeiro lugar o reino e a sua justiça. CONFIANDO NO SENHOR, EM QUE AS DEMAIS COISAS LHES SERÃO ACRESCENTADAS.

Então, amados irmãos, isso não está falando de ESPECTADORES DA OBRA DE DEUS. Ou pessoas que querem desfrutar dos benefícios da obra de Deus.

Às vezes, surge em nossas igrejas uma pessoa assim, não é?

“Não, ele vem a todos os cultos, ele gosta de ser abençoado, ele se sente abençoado, ele pede oração, recebe oração, recebe cura.”

ELE SÓ QUER RECEBER, RECEBER, RECEBER.

Esquecendo-se que a palavra de Deus nos diz:

Mais bem-aventurado é dar do que receber.

E a promessa do Senhor é:

Dai e dar-se-vos-á.

QUEREMOS RECEBER DO SENHOR, ENTÃO VAMOS DAR!

Queremos que o Senhor cuide de nós, então vamos cuidar das ovelhas do Senhor.

Vamos cuidar dos nossos irmãos.

Vamos levar as cargas uns dos outros.

Vamos orar uns pelos outros.

Vamos sofrer com aqueles que sofrem.

E vamos nos alegrar com os irmãos que se alegram quando recebem a vitória.

Fazendo isso, nós vamos ser grandemente abençoados.

Acreditam?

Amém, graças a Deus. Todos aqui, eu sei que acreditam naquilo que eu acabei de falar, não é?

Mais bem-aventurado é servir do que ser servido.

O filho do homem, o Senhor Jesus, nos deu esse exemplo. O filho do homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate de muitos.

É esse o sentimento que nós temos. A palavra de Deus nos exorta:

Tende em vós o mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus.

O mesmo amor pelas suas ovelhas, pelos nossos irmãos, não é?

Vamos cuidar dos nossos irmãos, VAMOS servir os nossos irmãos, SERVIR A IGREJA DO SENHOR. VAMOS REALIZAR A OBRA DE DEUS! VAMOS COLOCAR SOBRE OS NOSSOS OMBROS A ARCA DO SENHOR! VAMOS CARREGÁ-LA!

“Não, mas é pesada… é pesada…”

O Senhor Jesus disse:

O meu jugo é suave e o meu fardo é leve.

Mas, isso é um mistério, irmãos

Há pessoas que acham pesado O FARDO DE SERVIR À IGREJA, sabiam? Às vezes encontramos. É raro, mas às vezes encontramos.

O Senhor dá uma orientação: quero que meu servo pastoreie essa igreja aqui a 50 km de distância.

“Ah, mas é muito distante,

Ah, eu trabalho muito,

Ah, vou me cansar,

Meu carro vai ficar muito rodado…”

É pesado… sabiam?

ELES SENTEM QUE É PESADO O FARDO, SABE POR QUÊ?

PORQUE ELE ESTÁ VAZIO DO ESPÍRITO SANTO.

O fardo só é leve, só é motivo de alegria, QUANDO VOCÊ ESTÁ CHEIO DO ESPÍRITO SANTO! AÍ VOCÊ DIZ ASSIM: ISSO NÃO É NADA!

Não é?

Eu me lembro de um servo que assumiu uma igreja e aí os diáconos vieram contar para ele:

“ó, pastor, a nossa igreja dá assistência… ele era de Brasília… nossa igreja dá assistência a uma igreja do Mato Grosso. E temos de ir pelo menos uma vez por mês lá, e o pastor sempre vai.

E ele disse: a e qual é a distância?

1.250 km.

A é? E como é que nós vamos?

Aí eles contaram para o pastor: saímos no sábado a noite, depois do trabalho. Oito da noite a gente tem de estar na estrada já. Dirigimos a noite inteira, para às 10 horas da manhã estarmos lá.”

Pronto.

Amém, aleluia!

O FARDO DO SENHOR É LEVE. É LEVE QUANDO NÓS ENTENDEMOS QUE CARREGAR A ARCA DO SENHOR É UM PRIVILÉGIO! É UM PRIVILÉGIO!

A pé! Os coatitas tinham que andar a pé, a pé, carregando aquele peso, né?

Dizem que ela não era tão leve, apesar dela ser pequena, por causa do ouro. Era toda revestida de ouro. O propiciatório era de ouro maciço. E ouro tem uma densidade grande é um pouco pesado, né? O quatro coatitas lá… Não lemos que eles: “ah, tá difícil, estamos cansados, vamos dar esse privilégio a outro”. Não, não lemos nada a esse respeito.

Muito menos nós hoje, quando o Senhor Jesus disse: o meu fardo é leve, para todos nós que estamos no Espírito! É leve o fardo de levar a Obra de Deus.

Isso para nós é um privilégio!

A arca é o nosso tesouro! Arcas eram usadas para guardar tesouros. Sabiam, né?

Amados irmãos, nós temos o privilégio de cuidar, de cuidar desse tesouro.

É um tesouro. É Cristo em nós, a esperança da glória. Emanuel, Deus conosco! Que privilégio!

Levamos esta arca. Levamos…

Somos privilegiados porque cuidamos, levamos adiante a Obra de Deus, que tem tesouros, como “o poder do sangue de Jesus”, como “a palavra revelada”, como “a igreja corpo de Cristo”! São tesouros que o Senhor nos revelou.

E os Coatitas, eles tinham que tomar cuidado para não tropeçar, não é? Porque a arca não podia cair. Senão… a tampa abrisse e o que estava dentro podia ser visto, não é?

Nós, também, tampouco, nós não podemos falhar. Temos de vigiar e orar.

O Senhor Jesus disse: vigiai e orai. Não é?

NÃO PODEMOS FALHAR.

Então, finalizando.

Já vimos: a arca nos fala do Senhor Jesus conosco, Emanuel. Nele encontramos todos os recursos, como já mencionamos. Todos os recursos para a nossa edificação e para a realização da Obra de Deus.

E Ele vai adiante de nós. Ele é o bom pastor. Ele não é somente o cordeiro de Deus, mas é o Deus forte que está conosco.

Por isso Moisés dizia, quando a arca partia, já vimos: levante-se Senhor e SEJAM DISSIPADOS TODOS OS TEUS INIMIGOS, não é?

ENTÃO, ELE ESTÁ COMO DEUS FORTE LUTANDO POR NÓS, DERROTANDO TODOS OS NOSSOS INIMIGOS e habitando conosco.

Quando a arca pousava, ele dizia: volta, Senhor, para os muitos milhares de Israel. Volta a habitar conosco, Senhor.

E ISSO NOS FALA CLARAMENTE DESTA OBRA GLORIOSA que o Senhor Jesus está consumando EM NOSSO FAVOR e continuará a realizar, como fez com Israel, até a travessia do Jordão.

O Senhor Jesus realizar essa OBRA até atravessarmos o Jordão, o nosso Jordão, ou seja, quando formos arrebatados

Louvado seja o Senhor.

Há uma obra que Deus quer fazer.

QUEM ESTÁ DISPOSTO AQUI A SE CONSAGRAR E CARREGAR A ARCA DO SENHOR?

Glória a Deus.

[LOUVOR – Há uma obra que Deus quer fazer]

Aleluia, Senhor.

[Antes da oração Adaiso Fernandes cochicha no ouvido de Antonio Carlos de Oliveira]

ORAÇÃO DE ALEXANDRE GUEIROS

Glória ao Senhor Jesus. Visita o teu povo, Senhor. Aleluia. Glória a Jesus. Senhor Deus, estende Tuas mãos de graça, amor, poder, sobre os teus servos agora. RENOVA A ALEGRIA DE TE SERVIR, SENHOR.

RENOVA A DISPOSIÇÃO DE CARREGAR A ARCA, Senhor.

Que todos nós, Senhor, POSSAMOS DESTA FORMA SENTIR QUÃO LEVE É O FARDO QUE TENS PARA NÓS.

E todos nós possamos perceber que este é UM GRANDE PRIVILÉGIO que Tu nos confiaste.

Ó Senhor, que assim possamos viver COLOCANDO EM PRIMEIRO LUGAR OS INTERESSES DO TEU REINO, SENHOR.

E com fé em que O SENHOR ESTARÁ CUIDANDO DE NÓS, CUIDANDO DOS NOSSOS INTERESSES, Senhor.

Nós Te louvamos, Te adoramos, Senhor.

Queremos manifestar que o Senhor Jesus é realmente precioso para nós.

Nós somos gratos por ESTA OBRA MARAVILHOSA DE SALVAÇÃO que o Senhor Jesus realizou.

Nós concordamos, Senhor, com a Tua palavra que nos diz que digno é o Cordeiro de receber toda honra, toda glória, todo louvor, toda adoração, louvado para sempre.

Seja o nosso Senhor Jesus. Glória a Jesus!

VAMOS ESTAR OUVINDO UMA VISÃO QUE O SENHOR CONCEDEU quando falávamos a respeito dos coatitas que carregavam a arca.

[Neste momento, Antônio Carlos diz ao Alexandre Gueiros: “Adaiso teve uma visão, né?”]

Alexandre Gueiros diz:

“uma visão? Vamos estar ouvindo uma visão que o Senhor concedeu quando falávamos a respeito dos Coatitas que carregavam a arca”

Adaiso Fernandes

[RELATO DE VISÃO]

A paz do Senhor Jesus.

O Senhor mostrava que no decorrer da transmissão do ensino desta manhã era gerado nos nossos corações uma gratidão pela missão que o Senhor conferiu às nossas vidas de realizar a obra do Senhor.

Isso gerava um desejo de fazer melhor, porque não nos sentíamos em condições, mas o Senhor estava nos capacitando e isso gerava gratidão.

Alguns entendiam que estava pesado, que inclusive, até intencionavam em procurar o pastor para entregar as funções.

Mas ao fim da aula, estes entenderam que o Senhor estava conferindo a eles uma honra que eles não tinham e, portanto, isso gerava amor e o desejo de continuar realizando a obra do Senhor, ou seja, demovendo esse propósito.

Interessante que na medida que isso acontecia, na medida que esse realizar da obra se intensificava com gratidão, os servos iam observando alguns sinais sendo operados nas suas vidas, nos lares, onde existia alguma dissensões Eles podiam ver que harmonia era estabelecida, alegria na vida profissional, enfermidades no lar, algumas situações até com diagnósticos complexos, eles podiam ver sendo revestidos na vida profissional e isso tinha uma repercussão em todas as áreas da vida do servo.

Isso gerava mais gratidão e desejo de estar realizando a obra do Senhor, colocando em prática aquilo que o Senhor estava orientando, louvado seja o nome do Senhor.