A ARCOLATRIA DA IGREJA MARANATA

A ARCOLATRIA DA IGREJA MARANATA

3 de maio de 2026 Off Por Sólon Pereira

Por Solon Pereira – Projeto Análise | Celeiros

Uma análise bíblica, ética e espiritual da EBD da Igreja Cristã Maranata (3/5/2026)

Vídeo de referência: https://www.youtube.com/watch?v=cNMdFbocJQM    

Degravação ao final.

Introdução: quando a Bíblia é usada — mas não explicada

A Escola Bíblica Dominical da Igreja Cristã Maranata do dia 3 de maio de 2026 apresentou, à primeira vista, um estudo centrado na arca da aliança nos dias de Davi. O tema, por si só, é rico e profundamente significativo dentro da revelação bíblica.

Entretanto, ao analisarmos com atenção o conteúdo ensinado, percebemos que não se trata apenas de um estudo histórico ou devocional. O que está em jogo é algo mais profundo: uma construção teológica que utiliza símbolos do Antigo Testamento para sustentar práticas, discursos e estruturas da instituição contemporânea.

O resultado disso é preocupante: a substituição progressiva do Evangelho por um sistema religioso que se legitima por meio de interpretações forçadas, associações implícitas e apelos emocionais.


A arca como ponte simbólica: de Israel para a instituição

Um dos elementos centrais da mensagem foi a associação entre o zelo de Davi pela arca e o amor do crente pela presença de Deus.

A princípio, isso parece legítimo. Mas o problema não está no que é dito — está no que é induzido.

Ao longo da exposição, ocorre um deslocamento sutil, porém consistente:

  • A arca representa a presença de Deus
  • A presença de Deus está “entre nós”
  • O “entre nós” passa a significar a igreja local

Esse encadeamento cria um efeito psicológico e espiritual poderoso:

Amar a arca → amar a presença → amar a instituição → amar a Deus

Essa equivalência não é afirmada diretamente, mas é construída de forma progressiva no imaginário do ouvinte.

O problema? A Bíblia nunca ensina que a arca deve ser objeto de amor ou devoção. Ela era um símbolo da aliança — não um fim em si mesma.


Quando servir à instituição vira condição para ser abençoado

Outro ponto marcante foi a afirmação de que Deus abençoa aqueles que cuidam da sua obra — e, implicitamente, que essa dedicação resulta em proteção e prosperidade pessoal.

Essa ideia, embora comum no meio religioso, carrega um desvio importante:

transforma o relacionamento com Deus em uma lógica de troca.

Na prática, estabelece-se a seguinte equação:

  • obediência → bênção
  • dedicação → proteção
  • serviço → recompensa

Essa lógica não resiste a uma leitura honesta das Escrituras.

Jó era fiel — e perdeu tudo.

Os apóstolos foram obedientes — e sofreram perseguição.

O próprio Senhor Jesus foi perfeito — e foi crucificado.

O Evangelho não ensina barganha espiritual.

Ensina graça.


O retorno disfarçado ao sistema sacrificial

Um dos momentos mais reveladores da EBD foi a comparação entre os sacrifícios feitos por Davi durante o transporte da arca e a prática do chamado “clamor pelo sangue de Jesus”.

Segundo o ensino apresentado, os sacrifícios contínuos simbolizariam a necessidade de um clamor constante.

Essa associação, porém, entra em conflito direto com o ensino do Novo Testamento.

A carta aos Hebreus é clara:

“Com uma só oferta aperfeiçoou para sempre os que são santificados.”

O sacrifício de Cristo foi único, completo e suficiente.

Qualquer tentativa de estabelecer práticas que, ainda que simbolicamente, remetam à necessidade de repetição sacrificial, representa um retrocesso teológico.

É a reintrodução, ainda que disfarçada, de um sistema que o próprio Cristo encerrou.


Numerologia criativa: quando o texto perde o sentido

Outro exemplo de interpretação questionável foi a explicação de que Davi dava seis passos e parava para sacrificar porque o homem não alcança a perfeição do sétimo passo.

O problema é simples:

o texto bíblico não diz isso.

Não há qualquer indicação de que o número seis ou sete tenha esse significado nesse contexto específico.

Trata-se de uma construção simbólica posterior, sem base textual sólida.

Quando a interpretação se distancia do texto, ela deixa de ser explicação — e passa a ser criação.


Mical: de mulher ferida a símbolo de “crente carnal”

Talvez uma das distorções mais sérias tenha sido a forma como Mical foi apresentada.

Na narrativa bíblica, Mical não é apenas uma mulher que criticou Davi. Ela é uma personagem marcada por dor, perda e decisões tomadas por outros sobre sua própria vida.

Foi dada em casamento.

Foi retirada do marido que a amava.

Foi devolvida a Davi por razões políticas.

Ignorar esse contexto e transformá-la em símbolo de carnalidade ou vaidade espiritual é não apenas uma interpretação pobre — é uma injustiça.

Mais grave ainda é a aplicação prática dessa leitura:

Mical passa a representar aqueles que:

  • questionam
  • não concordam
  • não demonstram o mesmo entusiasmo

Na prática, isso se torna uma ferramenta de deslegitimação de qualquer dissidência interna.


O louvor que se prega — e o louvor que se pratica

Outro ponto que chama atenção é a discrepância entre o discurso e a prática em relação ao louvor.

Durante a EBD, o louvor foi descrito como:

  • alegre
  • vibrante
  • expressivo
  • acompanhado de instrumentos

Exatamente como vemos nos Salmos.

Entretanto, na prática da Igreja Cristã Maranata, o louvor é caracterizado por:

  • postura contida
  • ausência de expressão corporal
  • ausência de palmas ou manifestações de júbilo
  • rigidez litúrgica

A contradição é evidente:

usa-se Davi como referência — mas não se permite que o povo faça o que Davi fez.


Davi não é o modelo — Cristo é

Outro ponto central da EBD foi a tentativa de apresentar Davi como figura profética que legitima práticas do Novo Testamento.

Sem dúvida, Davi possui elementos tipológicos importantes. Mas há um limite claro para isso.

Davi:

  • errou
  • tomou decisões questionáveis
  • viveu em um contexto de transição histórica

Transformar ações específicas de Davi em modelo normativo para a igreja é um erro hermenêutico.

O modelo final da fé cristã não é Davi.

É Cristo.


A presença de Deus não pode ser institucionalizada

Talvez o aspecto mais sensível de toda a mensagem seja a ideia de que Deus se manifesta de forma especial e contínua no ambiente da igreja, durante o culto, mediante determinadas práticas.

Essa construção, ainda que não declarada explicitamente, cria uma dependência espiritual institucional.

O fiel passa a acreditar que:

  • Deus está ali
  • Deus se manifesta ali
  • Deus responde ali

O problema é que o Novo Testamento rompe exatamente com essa lógica.

Deus não está preso a lugares.

Nem a rituais.

Nem a estruturas.

A presença de Deus é mediada por Cristo — não por instituições.


Conclusão: quando o símbolo toma o lugar do Salvador

A análise da EBD de 03/05/2026 revela um padrão claro:

  • símbolos do Antigo Testamento são reinterpretados
  • esses símbolos são aplicados à realidade institucional
  • a experiência coletiva passa a ser validada como presença divina

O resultado é uma espiritualidade centrada:

  • na estrutura
  • na prática
  • na instituição

E não em Cristo.

O risco disso não é pequeno.

Quando o símbolo substitui o Salvador, a fé deixa de ser relacionamento e passa a ser sistema.

E todo sistema, por mais bem construído que seja, jamais poderá ocupar o lugar daquele que disse:

“Eu sou o caminho, a verdade e a vida.”

DEGRAVAÇÃO

 

GILSON SOUSA

Nós saudamos todos com a paz do Senhor Jesus.

Estamos dando início à transmissão da Escola Bíblica Dominical da Igreja Cristã Maranata. Você é nosso convidado para permanecer conosco neste culto ao Senhor nosso Deus através desta Escola Bíblica Dominical. Estamos agora nos dirigindo a todos os que nos assistem através dos nossos canais e das nossas redes de comunicação. E a partir das 10:10 nós estaremos entrando em rede com a nossa transmissão via satélite, onde os nossos irmãos nas igrejas estarão recebendo também esta transmissão. Mas queremos, antes de iniciar fazer um convite a você, o senhor, a senhora, onde estiver, para nós agora fazermos uma oração ao nosso Deus para dar início a este culto de louvor a Deus e de aprendizado da palavra de Deus na Escola Bíblica Dominical. E para isso nós convidamos a todos que puderem para estarem de joelhos para nós clamarmos pelo sangue de Jesus. Vamos orar ao nosso Deus.

Senhor, nosso Deus, nosso Pai, clamamos a ti, Senhor, pelo poder que há no sangue do Senhor Jesus e suplicamos uma bênção sobre nós durante todo o estudo da tua palavra na manhã deste dia. Abençoa, Senhor, a cada um que está diante de ti em reverência, prostrado aos teus pés, em espírito e em verdade. Aceita, Senhor Deus, o nosso clamor que nós fazemos a ti, em nome do Senhor Jesus. Amém. Glória a Deus. Amém.

Todos podem sentar. Vamos então agora iniciar cantando louvores ao nosso Deus. Cante conosco.

[LOUVOR: A meu Senhor e Cristo Jesus]

GERSON BELUCI

Queridos irmãos,

nós saudamos a todos com a paz do Senhor aqueles que estão recebendo essa transmissão nas igrejas, eh saudamos com a paz do Senhor. Nós vamos dar continuidade ao assunto que temos estudado, que é sobre a arca da aliança nos dias de Davi.

Nós vimos na última escola bíblica dominical como a primeira tentativa de Davi de levar a arca para Jerusalém foi malsucedida por ele não haver atentado para a maneira correta de transportá-la. Os irmãos se lembram que a maneira correta seria nos ombros dos coatitas.

E na escola bíblica de hoje, nós vamos ver como Davi já na segunda vez decidiu que ela fosse transportada da forma correta, da forma que o Senhor havia revelado a aos sacerdotes, aos levitas.

E Davi também conhecia essa situação.

Então nós vamos observar nesse salmo que nós vamos ler, que é o Salmo 132, o carinho, o zelo que Davi tinha pela arca.

E dessa forma demonstrava o amor que ele tinha ao Senhor, que por muitas vezes ele referia-se ao Senhor como o Senhor dos Exércitos. Então eu vou convidar a todos nas igrejas e aqui na igreja também que se coloquem em pé. Nós vamos ler o Salmo 132, inicialmente do verso 3 até o verso 5 e depois do verso 13 ao verso 16.

Acompanhe comigo a leitura.

Certamente que não entrarei na tenda da minha casa. Nem subirei à minha cama. Não darei sono aos meus olhos, nem repouso às minhas pálpebras, enquanto não achar lugar para o Senhor, uma morada para o poderoso de Jacó.

Agora o verso 13.

Porque o Senhor elegeu a Sião, desejou-a para a sua habitação, dizendo: “Este é o meu repouso para sempre. Aqui habitarei, pois o desejei.

Abençoarei abundantemente o seu mantimento, fartarei de pão os seus necessitados.

Vestirei de salvação os seus sacerdotes e os seus santos rejubilarão.”

Aleluia.

É esse, meus irmãos, podemos perguntar, né?

Esse o amor que nós também temos pelo Senhor, por sua presença aqui entre nós, habitando no nosso coração.

Estamos participando com o zelo, com carinho, com o mesmo carinho e zelo de Davi na da edificação de uma casa espiritual que é a morada para o poderoso de Jacó. Vamos orar. Vamos pedir essa bênção ao Senhor.

Senhor, ao estarmos diante da tua palavra, palavra viva revelada, nós te glorificamos, mas também pedimos que na continuidade do estudo da escola bíblica de hoje, o Senhor possa abrir os os teus segredos, revelando maior profundidade na tua palavra, fazendo-nos desfrutar desses momentos tão gloriosos na tua presença.

Oramos em nome de Jesus. Amém.

A igreja pode se assentar.

MARCELO FERREIRA

Nós saudamos a todos que estão conosco com a paz do Senhor. Dando continuidade, nós vamos então estudar nessa manhã um momento muito especial, quando a arca de Deus foi levada para Jerusalém.

Depois de uma jornada, de passar em vários lugares, ela vai encontrar repouso na cidade de Davi. Como já foi dito anteriormente, na primeira tentativa, houve um desastre, erros que foram cometidos.

Mas após o desastre ocorrido na primeira tentativa de levar a arca de Deus a Jerusalém, a arca foi levada para a casa de Obede Edon. Aconteceu o quê? Abençoou o Senhor ao Obede Edom e a toda a sua casa.

Então avisaram a Davi, dizendo:

“Abençoou o Senhor a casa de Obede Edon e tudo quanto tem por amor à arca de Deus”.

Quando ocorreu o acidente, o incidente que com ele tocou na arca, Davi ficou receoso em trazer novamente a arca a Jerusalém, porque ele ficou com muito temor por aquele fato, por ter visto ali um juízo do Senhor.

Mas quando Davi ouviu dizer que Deus havia abençoado a Obee Edon, a sua casa e a tudo que ele tinha, Davi se animou em novamente tentar trazer a arca de Deus a Jerusalém.

Veja, irmãos, e qual a lição que nós podemos tirar deste período que a arca da aliança ficou na casa de Obede Edon?

A lição que temos é essa:

O Senhor abençoa os que cuidam da sua obra, desde que façam isso com reverência e obediência às suas determinações. Aqui um segredo. Cuide da obra do Senhor com zelo e dedicação, e ele abençoará e cuidará da sua casa e de tudo que você tem.

Continuando, a palavra diz assim:

“Então, Davi com alegria trouxe a arca de Deus e a fez subir à cidade de Davi.”

A pergunta que pode ser feita, por que tanta alegria da parte de Davi?

Porque toda essa alegria em trazer a arca a Jerusalém? Veja, encontrar um lugar para a arca repousar era um desejo antigo de Davi, pois ele sempre teve em sua vida uma vida de fé, de confiança ao Senhor. E como já foi até lido hoje, uma expressão linda de Davi que mostrava esse desejo dele de encontrar um lugar onde a arca pudesse repousar de forma definitiva. É a expressão do salmo 132, que vale a pena repetir:

Certamente que não entrarei na tenda da minha casa, nem subirei a minha cama, nem darei sono aos meus olhos, nem repousa às minhas pálpebras, enquanto não achar um lugar para o Senhor, uma morada para o poderoso Deus de Jacó.

Então agora, eh, nós nos perguntamos, temos o mesmo amor ao Senhor que Davi tinha?

Temos o mesmo desejo de viver em comunhão com o Senhor como ele? Temos o mesmo zelo pela obra do Senhor que Deus encontrou em Davi?

O desejo de Davi de encontrar um lugar para a arca repousar nos faz lembrar de uma expressão do Senhor Jesus.

As raposas têm os seus covis, as aves dos céus tem ninhos, mas o filho do homem não tem onde repousar a cabeça. Mas hoje como igreja nós podemos dizer ao Senhor e testemunhar que o Senhor encontrou no nosso coração um lugar para repousar, um lugar para ser glorificado, porque o nosso coração se abriu para o Senhor, ele agora ele habita em nós, nos fazendo templo do Espírito Santo. Nós vamos dar continuidade. Davi e os sacerdotes então começaram a levar a arca para Jerusalém.

E veja aqui um ponto importante. Quando eles levavam a arca, quando davam seis passos, eles paravam e sacrificavam carneiros e bois. Dava mais seis passos, eles paravam e sacrificavam carneiros e bois.

Ou seja, isso fala do do clamor constante.

Qual o ensino que isso nos traz? Nós também temos o mesmo entendimento de que nada podemos fazer se não nos beneficiarmos constantemente do poder que há no sangue de Jesus. Não podemos desfrutar da presença de Jesus como Emanuel, Deus conosco, se não estamos recebendo constantemente os benefícios decorrentes do sacrifício na cruz do Calvário, que nos garante perdão, libertação, purificação, justificação, libertação das opressões e uma vida abundante na presença do Senhor. Podemos até dizer de forma figurada, de uma forma figurada, que quando estamos adorando o Senhor, o trono da graça do Senhor está no meio da igreja.

Essa passagem também nos ensina, porque veja, o número seis na simbologia bíblica simboliza o homem e o número sete simboliza a perfeição de Deus. Observe que eles davam seis passos e paravam para sacrificar.

Ou seja, eles nunca davam o sétimo passo, porque o homem nunca alcança a perfeição.

Mas ele vivendo os benefícios do poder do sangue de Jesus, ele vivendo em comunhão com o Senhor, ele pode ser plenamente agradável a Deus. Como Jesus foi o primeiro homem que foi plenamente agradável a Deus Pai. Mas vamos continuar nesse dia que foi um dia glorioso para Israel, o dia em que a arca chegou a Jerusalém. Na chegada a Jerusalém com a arca, Davi saltava e dançava com todas as suas forças diante do Senhor.

E estava Davi cingido de um Éfode de linho. O Éfode era uma espécie de um avental. O Éfode de Linho era usado pelos sacerdotes.

Lembrar que Samuel, como diz a palavra, assim se vestia e ministrava Samuel perante o Senhor, vestido de um Éfode de linho. O que aprendemos aqui?

A alegria do espírito se manifesta na vida daqueles que estão engajados na obra do Senhor. O Linho Fino fala da pureza e da justiça dos santos. Tudo que recebemos através do sangue de Jesus, purificação e justificação.

Mais uma vez, Davi aqui agia como o tipo do servo do Novo Testamento, porque o Senhor nos fez reis e sacerdotes.

E assim podemos nos alegrar na presença do Senhor, porque a arca da aliança espiritualmente ela está no nosso meio e a nossa alma então rejubila porque temos aquilo que mais nós mais desejamos. Emanuel, Deus presente no meio da igreja.

Agora observem Mical, a filha de Saul, que tinha a mentalidade do pai, desprezou Davi no seu coração quando viu entrar jubiloso, dançando e glorificando ao Senhor. Logo depois, Davi subiu à sua casa para abençoar a sua casa.

E Mical lhe censurou, dizendo que ele havia se descoberto diante dos olhos das servas e dos servos, sem nenhum constrangimento, sem nenhum acanhamento.

Veja, irmãos, o que que aprendemos aqui?

Aqueles que estão na carne, ainda que membros da igreja, mas que buscam a sua própria glória, que se preocupa com a sua própria imagem, que não foi o caso de Davi, que estão interessados em ser exaltados, esses não têm um lugar na adoração ao Senhor. Mas esse não é o comportamento do servo do Senhor. Como nós vamos ver agora. Davi deu uma resposta clara e firme a ela, dizendo: “Perante o Senhor me humilharei”.

Davi entendeu uma coisa, que a glória, o louvor, a honra é somente ao Senhor nosso Deus. Que ele podia se diminuir, ele podia se constranger, porque o que importava para ele é que o rei dos reis estava sendo glorificado, estava sendo exaltado naquele momento. E aí nós vamos conhecer e entender algo importante.

O Senhor Jesus está sempre nos ensinando, como diz a palavra, aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração. E também aprendemos aqui e trazemos a memória o que pode ser chamado de o lema de João Batista quando ele fala: “É necessário que ele cresça e que eu diminua”. É necessário que o Senhor Jesus seja visto em nós e que o nosso eu e que o nosso velho homem desapareça, porque o Senhor está entronizado na glorificação da igreja.

Está escrito que Davi e todo Israel levaram a arca do Senhor com júbilo, como diz o texto, com sonido de buzinas e com trombetas e com címbalos e com alaúdes e com arpa.

Notem aqui um ponto importante. Notemos essa música diante da arca era algo inédito em Israel.

Enquanto a arca esteve no tabernáculo, isso não aconteceu. Os irmãos compreenderam quando a arca estava no tabernáculo. E antes desse momento não havia essa ligação que Davi faz aqui, porque Davi que alcançou essa revelação. Agora você tinha arca com o louvor, com os cantores, você tinha arca com os instrumentos adorando ao Senhor. Mas aquela glorificação de Davi com os instrumentos e com os músicos diante da arca era profética.

Essa glorificação constante ao nome do Senhor é uma característica da obra do Senhor. Nós não nos cansamos de louvar e dar graças ao Senhor. Exultamos no início de cada culto, quando experimentamos e sentimos a gloriosa presença do Senhor. E em nossos corações podemos dizer: Deus está presente.

Isso nos leva a adorar constantemente ao Senhor, quando em cada culto percebemos, Deus está no nosso meio ou de forma profética, a arca está neste lugar e o Senhor é digno de ser adorado e glorificado.

É IMPORTANTE PERGUNTAR: QUAL O VALOR QUE O SENHOR DÁ AO LOUVOR?

Podemos dar três respostas.

A primeira resposta, o livro dos Salmos, o livro mais extenso da Bíblia é o livro dos Salmos, que tem 150 Salmos. Salmos significa cânticos, hinos acompanhados por instrumentos musicais. Os salmos nos ensinam a louvar e adorar a Deus. Os irmãos compreenderam? O maior livro da Bíblia é de louvor.

Isso mostra o quanto nosso Deus ama ser louvado e glorificado por um povo que lhe pertence, por um povo que ele comprou com precioso sangue de Jesus.

A segunda resposta a essa pergunta (qual o valor que Deus dá ao louvor?) O Deus santo, o Deus que habita entre os louvores de Israel. Quanto mais o louvamos de todo nosso coração, com toda a nossa força, com todo o nosso estendimento, mais o Senhor manifesta a sua graça em nosso meio como está fazendo nessa manhã, durante a adoração da igreja. Amém?

Podemos usar essa linguagem figurativa.

Como eu disse, quando nós estamos adorando ao Senhor em espírito, ele estabelece o seu trono de graça no meio da igreja e começa a receber e a ouvir os nossos louvores, a responder as orações e começa a abençoar o seu povo.

Como nessa manhã nós já estamos abençoados.

Aleluia!

E a última resposta é porque ele procura os verdadeiros adoradores. Há muitos adoradores no dia de hoje, mas ele procura os verdadeiros adoradores. Porque na nossa adoração nós estamos coroando ao Rei da Glória com a nossa glorificação, que um dia foi coroado com espinhos, agora nós tecemos para ele uma coroa com glórias, com ações de graça, porque ele é para nós Emanuel, Deus conosco. Glórias, glória Jesus.

[LOUVOR: Coroai o Rei]

ALEXANDRE GUEIROS

Saúdo a todos os irmãos com a paz do Senhor Jesus.

Dando continuidade ao nosso estudo, lembramos que em Jerusalém, Davi e os escolhidos, está escrita essa palavra, e os escolhidos.

Isso nos lembra das palavras do Senhor Jesus. Eu vos escolhi para que vades e deis frutos.

Então, Davi e os escolhidos introduziram a arca em uma tenda que ele havia preparado para ela, como está escrito nesse versículo de Primeiro Crônicas 16. E ofereceu Davi holocaustos e ofertas pacíficas perante o Senhor e abençoou o povo perante em nome do Senhor dos Exércitos.

Já explicamos que esses sacrifícios eram oferecidos no tabernáculo em que estava nesse momento em Gibeon, uma cidade a cerca de 10 km de Jerusalém, porque lá estava o tabernáculo.

Agora a introdução da arca na tenda, na tenda de Davi.

Notem bem, ainda não era no templo de Salomão, era na tenda de Davi, de um homem. Isso é profético. Da presença do Senhor Jesus no seu coração.

O seu coração é uma tenda na qual o Senhor Jesus está habitando. Louvado seja o Senhor.

Porque você também não é como Davi, um servo segundo o coração de Deus, disposto a fazer toda a sua vontade.

É por isso que o seu coração é uma tenda onde o Senhor Jesus habita.

Abençoar o povo, como nós acabamos de ver, era uma função específica dos sacerdotes, dos descendentes de Arão.

E como é que Davi então abençoou o povo?

Ele não era sacerdote, irmãos. Essa foi uma quarta ação de Davi que não estava de acordo com a lei, mas estava de acordo com a graça.

Davi entendeu o momento profético. Ele vivia num momento de transição entre profeticamente falando, entre a lei e a graça.

A Arca já não estava no tabernáculo, mas também não estava no templo de Salomão. Compreenderam? Que era o destino final da arca, como nós vamos ver ainda na próxima EBD.

Ele vivia um momento de transição.

Ela era profética sobre a posição do servo de Deus no Novo Testamento, que é uma aliança na qual todos nós somos sacerdotes.

Davi era um tipo, já sabemos, já falamos do servo que agrada ao Senhor em todas as coisas. Por isso ele também é tipo do Senhor Jesus, que foi o servo perfeito e nosso sumo sacerdote.

Já notamos outras ações de Davi em que ele agiu como se fosse sacerdote. Os irmãos se lembram?

Eram todas ações proféticas. Ele agia como tipo do Senhor Jesus também, antecipando esse período de transição entre a lei e a graça, entre o Velho Testamento e o Novo Testamento.

Quais foram essas ações proféticas? Os irmãos se lembram?

Primeiro, ele usou, como já foi dito, as vestes e um éfode de linho fino.

Segundo, comeu dos pães da proposição, lembra-se? Só os sacerdotes podiam comer.

Terceiro, levou a arca para uma tenda e não para o santo dos santos.

Estava em Gibeon, que era, o, segundo a lei, era o local próprio para se colocar a arca. E agora vemos ele abençoando o povo.

Quarta ação como como sacerdote.

Antecipando o quê? O nosso sumo sacerdote, o Senhor Jesus, antecipando o Novo Testamento em que todos nós somos feitos sacerdotes, reis e sacerdotes.

Davi, então, irmãos, a seguir ele distribui alimento entre o povo dá todo o povo que participou daquela grande festa que foi a introdução da arca em na cidade de Davi.

Ele distribuiu um bolo de pão, um pedaço de carne e um frasco de vinho. E no Salmo 132, versículo 15, nós lemos logo no início que está escrito sobre Jerusalém.

O quê? algo que é profético para a igreja. Abençoarei abundantemente o seu mantimento, fartarei de pão os seus necessitados.

Isso se refere a nós profeticamente.

Por quê? Porque na obra do Senhor há sempre alimento espiritual para o seu povo. O Senhor Jesus nos garantiu isso quando ele afirmou: “Eu sou o pão da vida. Aquele que vem a mim não terá fome e quem crê em mim nunca terá sede.

Louvado seja o Senhor.

Nós temos experimentado isso quando nenhum de nós deixa um culto ou uma reunião na qual o Senhor Jesus está presente sem ter sido alimentado espiritualmente.

O Senhor Jesus satisfaz plenamente a necessidade espiritual dos seus servos atendendo o clamor que está em nossos corações, clamor da nossa alma, que diz segundo Davi, a minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo.

E o Senhor Jesus responde esse clamor como quem tem sede venha a mim e beba e do seu interior fluirão rios, rios de águas vivas.

Louvado seja o Senhor Jesus.

Nesse ponto da história, irmãos, a palavra de Deus passa a detalhar a forma e o tema do

louvor e dos sacrifícios. Eles louvavam a respeito de quê? Nós lemos em Primeiro Crônicas 16:4, não é? Davi colocou instrumentistas e cantores para ministrarem continuamente diante da tenda da arca em Jerusalém.

Ele também colocou sacerdotes diante do tabernáculo do Senhor em Gibeon para oferecerem ao Senhor holocaustos continuamente de manhã e à tarde.

E da Davi, nós vemos entendia plenamente que havia uma conexão entre o sangue dos sacrifícios e a comunhão com o Senhor e o acesso ao trono da graça representado pela arca.

Davi já entendia que o perfeito louvor só poderia fluir de vidas que se beneficiassem plenamente do poder do sangue daqueles sacrifícios que prefiguravam o sacrifício do Senhor Jesus.

Esses sacrifícios já entendemos, nos ensinam que nós precisamos do poder purificador do sangue de Jesus para sermos adoradores do nosso Deus.

Como já já foi dito pelo pastor que me precedeu, Deus busca adoradores que o adorem em espírito e em verdade.

Mas com estes, com esses cantores, com esses sacerdotes, Davi colocou escolhidos para louvarem ao Senhor. E louvarem por quê? Porque a sua benignidade dura para perpetuamente dura para sempre.

Nós temos, irmãos, que todos proclamavam naquela ocasião que a benignidade do Senhor dura para sempre. Benignidade é uma qualidade da essência de Deus. É uma aplicação prática da bondade de Deus.

Benignidade é a bondade de Deus operando em nossas vidas na obra do Senhor.

O louvor ao Senhor é um privilégio de escolhidos. Escolhidos para a salvação, escolhidos para a vida eterna. Todos nós também fomos escolhidos, então, para glorificar o Senhor. Palavra de Deus nos fala no Novo Testamento:

“Fazei tudo para a glória de Deus”.

Amém.

Mas não apenas glorificando, glorificamos o Senhor, procurando agradá-lo em todos os nossos atos, com a nossa vida, tudo que fazemos, mas também é nosso dever e nosso privilégio adorar e louvar o Senhor com os nossos lábios, com cânticos que anunciam a sua benignidade, anunciam as características maravilhosas do Senhor, que todas são bênçãos para nós.

O Senhor é justo, né? É misericordioso, é gracioso, é bondoso. Que Deus maravilhoso é esse a quem nós servimos. Louvado seja o seu nome para sempre, irmãos.

E a prova de que nós somos verdadeiramente escolhidos para cantar louvores ao Senhor é que nós vivemos em santidade de vida, em consagração ao ao Senhor, em com zelo pela sua obra, com temor à sua presença.

E mais, irmãos, somos escolhidos porque somos gratos ao Senhor por todos os seus benefícios para conosco. Benefícios que recebemos a cada dia, espirituais, materiais, físicos.

E todos nós fomos escolhidos para louvá-lo. E assim experimentamos, amados irmãos, algo extraordinário, que é bom louvar ao Senhor. É uma fonte de alegria para os nossos corações, né?

E não nos esqueçamos de que o louvor congregacional, isto é, de todos os servos, de toda a congregação, sempre caracterizou o louvor na igreja do Novo Testamento.

Davi, o louvor na com Davi alcançou aquele clímax no Velho Testamento, não foi? Mas era profético a respeito do louvor da igreja no Novo Testamento.

Desde o início da obra do Senhor entre nós, o Senhor nos ensinou, por exemplo, que o o papel do grupo do louvor seria ensinar a igreja a louvar, ensinar a igreja a cantar ao Senhor, a exaltar os seus grandes feitos por nós, pelo seu povo, exaltar o Senhor por sua grande salvação que ele está operando em nossos dias, em nossas vidas.

Mas voltando para Davi, com a introdução da arca na tenda que Davi estabeleceu em Jerusalém, começou, repetimos, um período de muita glorificação ao Senhor.

E Davi disse aos príncipes dos levitas que constituísse a seus irmãos, os cantores, com instrumentos musicais, com alaúdes, arpas, símbolos, para que se fizessem ouvir, levantando a voz com alegria.

E diante da arca do Senhor, Davi pôs alguns dos levitas para ministros e para louvarem, como está escrito aí nesse texto projetado, louvarem, celebrarem ao Senhor, Deus de Israel. Então, amados irmãos, repetimos a ênfase, a glorificação do ministério de Davi anunciava o período da graça, o período da igreja.

A glorificação passou a ser uma, passaria no futuro a ser uma característica da igreja, da obra do Senhor desde o início do Novo Testamento e continua a estar presente hoje com força na igreja que está sendo visitada pelo Espírito Santo.

Está escrito que naquele mesmo dia, no dia em que a arca entrou na cidade de Davi, que depois ficou conhecida como Jerusalém, ou era já parte da antiga Jerusalém, da antiga Salém, naquele mesmo dia, Davi entregou em primeiro lugar o salmo, o seguinte salmo, para louvarem ao Senhor.

O salmo que está em primeiro Crônicas 16 8 a 11 e continua oito. Mas nós vamos ler alguns versículos que dizem o seguinte:

Louvai ao Senhor, invocai o seu nome, fazei conhecidas as suas obras entre os povos. Cantai-lhe, salmodiai-lhe atentamente, falai de todas as suas maravilhas. Gloriai-vos no seu santo nome. Alegre-se o coração dos que buscam ao Senhor. Buscai ao Senhor e a sua força. Buscai a sua face continuamente. Cantai ao Senhor em toda a terra. Anuncia de dia em dia a sua salvação. Contai entre as nações a sua glória, entre todos os povos as suas maravilhas. Porque grande é o Senhor e mui digno de louvor e mais temível é do que todos os deuses. Louvor e majestade adiante dele, força e alegria no seu lugar. Tributai ao Senhor, ó família dos povos. Tributai ao Senhor glória e força. Tributai ao Senhor a glória de seu nome. Trazei presentes e vinde perante ele. Adorai ao Senhor na beleza da sua santidade.

Aleluia!

Aleluia! Glória, glória, glória, glória ao Senhor Jesus. Glória amados irmãos, estamos chegando ao fim deste culto, escola bíblica.

Nós, nós que entendemos a glorificação que é devida ao Senhor nosso Deus e ao Senhor Jesus.

Leiamos o Salmo 24, apenas dois versículos, 7 e 8. E podemos ler todos de pé.

O salmo diz o seguinte (vamos todos juntos):

Levantai portas as vossas cabeças. Levantai-vos, ó entradas eternas, e entrará o rei da glória. Quem é este rei da glória? O Senhor forte e poderoso na guerra. Senhor poderoso na guerra.

Aleluia. Aleluia. Amados irmãos, e eu pergunto a todos, quem é este rei da glória? Respondamos todos. O Senhor Jesus.

O Senhor Jesus. Ele é o rei da glória. Aleluia. Aleluia.

Ele é o único digno de toda a glória e louvor e adoração.

Irmãos, isso é exatamente o que se passa em cada culto que oferecemos ao Senhor. Clamamos pelo sangue e o rei da glória, Senhor Jesus, entra em nossas igrejas, entra em nossas casas, onde estivermos adorando ao Senhor, louvando ao Senhor, entra em todos os lugares onde ele é reconhecido como Rei dos Reis e Senhor dos senhores. Ele entra e revela a sua glória. Sabiam? Como? Nas manifestações do seu amor por nós.

Ele revela a sua glória nas curas maravilhosas que ele opera em nosso meio, nas libertações, nas visitações do Espírito Santo, nos batismos com o Espírito Santo, nas operações dos dons espirituais. Em tudo isso, estamos vendo a glória do Senhor sendo manifestada em nosso meio.

Aleluia. E como resposta a todas essas operações do Espírito Santo, nós exaltamos o rei da glória, o Senhor Jesus. E podemos concluir dizendo: Digno é o rei da glória.

Digno é o cordeiro, aquele que foi morto de receber todo poder e riquezas e sabedorias e força, e honra e glória e ações de graças. Aleluia! Glória, glória ao Senhor Jesus.

Amém!